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ENSAIOS DE CINEMA, HOJE, na Oboé

Para “ler” o Cinema

Um dos críticos de cinema mais conhecidos fora do eixo Rio-São Paulo, o cearense L.G de Miranda Leão lança Ensaios de Cinema (Banco do Nordeste, 2010, 282 páginas, R$ 20,00), novo livro de críticas, hoje à noite, no Centro Cultural OBOÉ, na Aldeota, às 19:30h.

  

Dificilmente uma sequência costuma fazer jus ao seu filme original. Na contramão dessa tendência, o crítico de cinema L. G de Miranda Leão lança hoje sua primeira e bem-sucedida “continuação”, o livro Ensaios de Cinema – extensão da primeira obra do autor, Analisando Cinema.

Nos dois títulos, L.G. reúne críticas e ensaios publicados ao logo de mais de 50 anos de carreira. O primeiro, lançado em 2006 pela Imprensa Oficial de São Paulo, torna-o o único cearense, residente em Fortaleza, a ser publicado na prestigiada Coleção Aplauso.

Agora, em Ensaios de Cinema, o especialista traz uma visão mais ampla da produção cinematográfica de países como Alemanha, EUA, República Checa e Suécia. Na lista de cineastas abordados estão grandes nomes como François Truffaut, Stanley Kubrick, André Bazin, Ingmar Bergman, Martin Scorsese e Orson Welles.

A obra, que já foi lançada no FestCine Goiânia e no V Festival de Cinema e Vídeos dos Sertões (Floriano-PI), tem apresentação do colega Rubens Ewald Filho, que tece elogios ao rigor do trabalho do autor.

“Ao lançar ´Analisando…´, notei o entusiasmo de muita gente, alunos, amigos e colegas. Isso me animou a escrever um segundo livro”, comemora L.G. “Assim, comecei a reunir novas críticas e ensaios”. Os textos apresentados no novo trabalho cobrem pelo menos meio século de trajetória da sétima arte, ao abordar temas e gêneros como a Nouvelle Vague, o cinema americano nos anos 70, filmes de guerra, entre outros temas.

Carreira

Frente a um recorte tão grande e à considerável produção acumulada, o autor recorreu ao critério de afinidade para selecionar o material. “Escolhi textos sobre diretores e filmes com os quais tenho mais afinidade”, ressalta. “Truffaut, Kubrick, Bergman e Welles, por exemplo, sempre estiveram à frente de seu tempo”. O livro foi organizado com a ajuda da filha do crítico, Aurora Miranda Leão, que também trabalha com cinema. Na orelha da publicação, a caçula lembra as matinês do Cine São Luís, no Centro de Fortaleza, onde assistiu, na companhia do pai, aos primeiros exemplares de sua filmoteca pessoal.

Para o próprio L.G., a paixão também vem de família – no caso, graças à influência do pai, o médico e cinéfilo João Valente de Miranda Leão. “Ele nos levava ao cinema com frequência”, recorda o crítico.

Uma experiência em particular marcou o crítico. “Na década de 40, Welles veio ao Ceará para filmar cenas de It´s all true, no Mucuripe. Meu pai tinha sido apresentado ao Welles, e nós fomos assistir à uma gravação. Vi o diretor deitado no chão, com a câmera apontada em contra-plano. Ao seu lado havia uma caixa preta, parecido com um decodificador de TV, que ele manipulava com cuidado. Meu pai foi perguntar o que era aquilo e Welles respondeu que era um gravador de som direto, algo que fomos ter no Ceará apenas nos anos 80″, conta, entusiasmado. Na ocasião, L.G. tinha dez anos de idade. “A partir daí, cinema passou a ser paixão”, confessa o crítico. Não por acaso, Orson Welles está na lista de seus cineastas favoritos.

Alguns anos depois, o crítico conheceu outra figura cuja influência foi fundamental em sua carreira – o jornalista e também crítico de cinema Darcy Costa (1923 – 1986), criador do Clube de Cinema de Fortaleza (um dos clubes de cinema pioneiros no País). “Foi na inauguração do Clube, em fevereiro de 1949. Na ocasião conheci e fiz amizade com Darcy Costa, um grande conhecedor do cinema. Foi quando vi que, além de ver filmes, precisava estudá-los”.

Os primeiros artigos publicados de L.G, em 1953, foram justamente sobre o Clube de Cinema de Fortaleza. Ao longo dos anos, inúmeros filmes e diretores passaram pelo crivo do autor, que costuma assistir ao mesmo título várias vezes antes de escrever sobre ele.

Função

Em relação ao seu ofício, L.G. acredita que o papel do crítico de cinema é abrir horizontes de entendimento e de conhecimento para espectador, “porque nem todo mundo estuda o tema com profundidade”, ressalta. “No mercado, talvez o crítico contribua para melhorar o nível das produções”, opina.

Para ilustrar melhor a função, o autor cita o filme Morangos Silvestres, clássico do sueco Ingmar Bergman. “Na história, um professor de 78 anos vai receber uma homenagem. Antes da cerimônia, sonha que está andando na rua e vê um relógio sem ponteiros”, destaca. Segundo o crítico, trata-se de uma referência à morte, a representação do tempo esgotando-se na vida do personagem.

Aposentado do Banco do Nordeste e da Universidade Estadual do Ceará, L.G. ministrou diversos cursos voltados ao cinema. É justamente esse interesse por passar o conhecimento adiante que atualmente inspira seu próximo projeto. “Quero preparar um manual prático de ´ler´ cinema, voltado à compreensão dos significantes visuais. É um desafio grande. Talvez, depois dele, não faça mais nada”, brinca o crítico.

ADRIANA MARTINS
Repórter do Caderno 3/Diário do Nordeste

Ensaios de Cinema na Oboé…

Ensaios de Cinema Será Lançado QUINTA na OBOÉ 

O mais constante crítico de Cinema em atuação no Norte e Nordeste, com mais de 50 de batente, LG de Miranda Leão é cearense, Bacharel em Literatura de Língua Inglesa e Portuguesa, aposentado pelo Banco do Nordeste do Brasil e pela Universidade Estadual do Ceará.
 
Na próxima quinta-feira, dia 20, LG lança seu novo livro ENSAIOS DE CINEMA (selo Cultura da Gente, programa do Banco do Nordeste que apóia iniciativas de funcionários aposentados), em noite festiva no Centro Cultural Oboé, quando será exibido o curta LG – Cidadão de Cinema, feito em sua homenagem pelo cineasta capixaba Gui Castor.

 

Ensaios de Cinema vem tendo ótima repercussão em festivais de cinema pelo país, já tendo sido lançado em Goiânia, Floriano (PI), João Pessoa, e no FestCine Maracanaú, e conta com convites também para lançamentos em São Luís, Santos, Rio de Janeiro, Jericoacoara, Canoa Quebrada, Campina Grande e Taquaritinga (PE).

 

Nomes como os de Orson Welles, Stanley Kubrick, Ingmar Bergman, François Truffaut, Federico Fellini e Michelangelo Antonioni, entre tantos outros, são foco da pena do Mestre LG a nos guiar delicada e inteligentemente pelas vastas searas onde se inscrevem as obras destes grandes samurais da alquimia de perceber a vida e adentrar o mundo, através de pontos-de-vista especiais transformados em sabedoria pela magia eterna da Sétima Arte, como diz sua filha e organizadora da obra, jornalista Aurora Miranda Leão.

 

Walter Hugo Khoury e LG: amizade registrada em Ensaios de Cinema         

Conhecido nas lides cinematográficas por seu profícuo exercício da crítica, Ensaios de Cinema tem prefácio do jornalista Rubens Ewald Filho: “Tivemos o prazer de editar pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial uma seleção de seus textos. Mas que são apenas uma pequena representação do que ele escreveu nesta última década. Agora temos mais de seus escritos, maior e melhor. Neste livro, todos os textos referem-se a filmes, cineastas ou cinematografias especiais (como cinema alemão, sueco, americano) e há outra coisa que eu admiro, seu rigor. L.G. não  escreve sem ter visto pelo menos três vezes o filme ou a obra a qual se reporta.Antes de tudo, é um livro para mergulhar de cabeça e alma, coração aberto e olhos cheios de imagem”.

   

 SERVIÇO

 LIVRO ENSAIOS DE CINEMA

LANÇAMENTO: programa CULTURA DA GENTE/ BANCO DO NORDESTE DO BRASIL

ONDE: CENTRO CULTURAL OBOÉ

QUANDO: Quinta-feira, 20 de Janeiro

HORA: 19:30h

 * Livro à venda na Livraria Oboé (Center Um)

 

Mais informações: 3264.7038

LG Miranda Leão e os Melhores de 2010

A Ver e Rever, Decididamente

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Ilha do Medo, melhor do ano na lista do crítico L.G. de Miranda Leão: filme é marcado pela competência de Martin Scorsese na direção, driblando percalços do roteiro

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Ricardo Darín, em O Segredo dos seus Olhos, do argentino Juan José Campanella: Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2009

 

Em mês de vacas magras nos cinemas, o crítico L.G. de Miranda Leão enumera os 10 melhores filmes de 2010. Oito já estão disponíveis em DVD. Os demais chegam este mês às locadoras.

 

 

 

 

A exemplo de muitos verões, o Diário do Nordeste relaciona a seguir os 10 Melhores Filmes de 2010, conforme vistos, revistos e analisados pelo crítico e escritor L. G. de Miranda Leão, colaborador do jornal desde os anos 80. Seguem comentários sucintos sobre as qualidades intrínsecas de cada um dos filmes escolhidos. Ei-los:1.  Ilha do Medo (Shutter Island), de Martin Scorsese. “É um filme alucinatório”, nas palavras do renomado crítico e autor Jorge Coli em sua seção Ponto de Fuga da Folha de S. Paulo. “Traumas, choques, memória individual e coletiva, o crime e o massacre são os grandes temas capazes de adquirir forma cinematográfica, forma feita, ela própria, de memória”.

Apesar de alguns percalços no roteiro, decorrentes do romance policial de Dennis Lehane (o mesmo autor do excelente “Sobre Meninos e Lobos”, de Clint Eastwood), Scorsese, sempre um diretor de peso, sai-se a cavaleiro do labirinto no qual penetrou como realizador. Pois em “A Ilha do Medo” há criminosos loucos ou loucos transformados em criminosos, além de outros personagens mentalmente perturbados.

Assim, é como se coisas mortas voltassem a viver, como se espectros do passado interferissem no presente, “vistos” aqui e ali mediante utilização inteligente do PPVS (plano-ponto-de-vista-subjetivo) do qual um dos seus melhores exemplos se encontra em “A Face Inocente do Terror” (The Other), de Robert Mulligan (1972), quando o irmão gêmeo do garoto já não existe, mas o espectador o “vê”, ou de quando vemos breve cenas do almoço ao ar livre pela mente agônica do personagem vivido por Michel Piccoli em “As Coisas da Vida” (Les Choses de La Vie), de Claude Sautet (1969).

Quanto ao mais, Scorsese conduz com segurança todos os intérpretes, com Leonardo di Caprio e Ben Kingsley à frente, assim como o ritmo das ações sempre imprevisíveis até o desfecho. Quanto a este, basta lembrar como o percurso interior do personagem supera a descoberta final. A nosso ver, o Melhor Filme de 2010.

DRAMAS

2. O segredo dos seus olhos (El Secreto de sus Ojos), de Juan José Campanella. Muito bom como cinema, tendo ganho nos EUA o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Apesar da narrativa complexa e fragmentada, com base no livro “La Pregunta de sus Ojos”, de Eduardo Sacheri, com muitos nomes e recuos e avanços no espaço-tempo, não há nada inverossímil ou indecifrável.

O filme de realizador argentino traz instantes inesquecíveis como o “plongée” em movimento sobre um estádio de futebol ou a despedida dos dois amantes (Irene Menendez e Ricardo Darin) na estação ferroviária, quando a mulher põe a mão espalmada no vidro do trem como signo de um futuro encontro entre eles, enquanto uma melodia harmoniosa reforça a expressividade da separação momentânea. Atores de primeira são conduzidos com maestria por Campanella, enquanto a direção fotográfica de Felix Monti surpreende.

3. Coração Louco (Crazy Heart), de Scott Cooper. De há muito Hollywood estava devendo um Oscar a Jeff Bridges, excelente ator de vários filmes relevantes, dentre os quais “A Última Sessão de Cinema”, de Peter Bogdanovich, quando foi premiado como Melhor Ator Coadjuvante, e em “O Suspeito da Rua Arlington”, de Mark Pellington, quando foi injustamente esquecido.

Desta feita, no papel de um cantor country, meio decadente e um tanto ultrapassado, ele suplantou a si mesmo: sobrevive a um deastre e reencontra o amor com uma jornalista (Maggie Gyllenhaal) determinada a desvendar o homem atrás do microfone e do álcool. Um tento para Scott Cooper.

4. O Refúgio (Le Refuge), de François Ozon, um dos melhores diretores da safra deste século, elogiado por uma “mise-en-scène” atenta em “Oito Mulheres” (2002). O Refúgio trata do amor e dos encontros e desencontros dos personagens.

Desta feita, uma jovem descobre estar grávida depois da morte do amante, vítima de overdose. Morando sozinha numa casa de praia, ela acaba recebendo a companhia do cantor e compositor Paul, irmão do morto. Arma-se assim nova equação. Isabelle Carré, a protagonista, transmite discreta sensualidade apesar da barriga de seis meses e acaba tendo um caso com Paul.

Filme adulto valorizado pelo desempenho do elenco e até de pontas, bem assim pelos versos e melodia criados por Paul em noite de inspiração. “Prises de vues” da praia e dos exteriores de sol brilhante enriquecem a ambiência dentro do qual atuam os jovens. Destaquem-se algumas cenas fortes e a iluminação de interiores, assim como a desenvoltura de Isabelle em momentos de difíceis escolhas.

MODERNISTAS
 
 5. Coco Chanel & Igor Sravinsky, exibido no Espaço Unibanco quando do Festival Varilux do Cinema Francês, traz a assinatura de Jean Kouben, realizador holandês pouco conhecido por estas plagas, mas de quem lemos boas referências ao seu trabalho diretorial.

Drama biográfico inspirado em caso real, Coco Chanel & Igor Stravinsky reconstrói o “affair” da famosa estilista francesa interpretada por Anna Mouglais com o compositor russo, quando se conheceram em 1913, após uma exibição pública de Stravinsky (sua música hoje é bem aceita pelos russos, antes não era porque este se manifestou contra o regime soviético).

Com sua ida à França, o caso entre Coco e Igor passou pela Grande Guerra (1914-18) e se estendeu até 1920, isso porque Coco ofereceu sua casa de campo a Igor de modo pudesse o artista dedicar-se mais à sua carreira artística. A aproximação erótica entre os dois em plena residência se revela pelas imagens-rosto e a troca de olhares entre eles, tudo isso percebido por Katharina (Yelena Morizova), mulher de Stravinsky.

Há imagens ricas no filme a partir mesmo do concerto de gala onde os amantes se viram pela primeira vez e onde a música de Stranvisky se revelou renovadora e fora dos padrões clássicos. A visão panorâmica do grande teatro se enriquece quando a iluminação em p&b capta a platéia de ângulos diferentes no enquadramento seletivo das imagens e no corte preciso.

Coco e Igor acabam chegando à cena do êxtase, “scène filmée en plongée”, como escreveu um crítico francês, bastante sugestiva da completude de um gozo absoluto, mesmo quando temporário, como estabeleceu Wilhelm Reich em sua obra (confira “A Função do Orgasmo”, Brasiliense, 1975). Sem dúvida, um dos melhores do ano.

CONFLITOS

6. O Profeta (Le Profette), do diretor parisiense Jacques Audiard, vencedor de nove prêmios em festivais internacionais, como o de Cannes e também do Bafta inglês. Audiard enfoca um tema político-social sugestivo dos desentendimentos entre grupos religiosos de muçulmanos estabelecidos na França.

O grande público não apreendeu bem o quanto Audiard pretendeu dizer com seu enfoque (“Ninguém é dono da verdade”, “Ubi veritas?”, teria dito ele a um grupo de manifestantes), antes uma denúncia e um alerta de tal forma não se criem conflitos religiosos em plena sociedade francesa democrática. Cenas de rua expressivas, assim como a direção de atores, máxime quando a proximidade dos rostos e as expressões fisionômicas podem sugerir um “quem cala consente”…

7. Amor sem escalas (Up in the Air), com roteiro de Sheldon Turner e Jason Reitman, baseado no livro de Walter Kim, tem direção de Reitman e surpreende pelo tratamento cinematográfico dado a um tema difícil, como o do consultor de uma empresa, incumbido de demitir funcionários mediante considerações de ordem vária, como aquela de não mais servirem aos interesses da produção, etc.

George Clooney protagoniza o filme com categoria e tem tido uma carreira das melhores no cinema, pois já ganhou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante em “Syriana” e de Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original em “Boa Noite e Boa Sorte”, ambos de 2005, e também de Melhor Ator em “Conduta de Risco” (2007).

Solteiro convicto, Ryan, o personagem vivido por Clooney, só pensa em si mesmo, pois toda sua atividade profissional se concentra em aviões, aeroportos e hotéis, sendo seu maior objetivo profissional obter no fim de contas um cartão ultra “VIP”, caso consiga 10 milhões de dólares de milhas voadas…

O aeroporto é o único lugar no qual Ryan se sente conectado, justamente onde todos, estranhos de procedências e de línguas diferentes, estão juntos mas completamente separados… as relações humanas são apenas o peso na mala, única coisa capaz de impedi-lo de viver agilmente…

Para Reitman, nossa felicidade possível nesta curta vida irá depender de nossas escolhas e do chamado jogo de acasos, esse conjunto de causas imprevisíveis e independentes entre si, as quais não se prendem a um encadeamento lógico e racional…

O desenlace do filme, bem dirigido e com eficiente poder de síntese e ritmo, combina o irônico da situação profissional de Ryan, agora também com um caso amoroso, com a surpresa reservada tanto para ele como para o espectador. No elenco, além de Clooney, atuam com classe Anna Kendrick e Kristen Stewart, duas mulheres capazes de mudar a vida do personagem de Clooney. Um filme de muito alcance e competênciCinéfilo e crítico de cinema.

DEZ MAIS de 2010

1. Ilha do Medo (Disponível em DVD)

2. O Segredo dos seus Olhos (DVD)

3. Coração Louco (DVD)

4. O Refúgio (DVD)

5. Coco Chanel & Igor Stravinsky (DVD em pré-venda)

6. O Profeta (DVD em pré-venda)

7. Amor sem escalas (DVD)

8. Tropa de Elite 2 (DVD)

9. A Fita Branca (DVD)

10. A Ressaca (DVD)

L.G DE MIRANDA LEÃO*
ESPECIAL PARA O CADERNO 3

* Matéria publicada no jornal Diário do Nordeste