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Olhar de Cinema: um Festival que chegou pra ficar !

Foram 7 dias de muito cinema, traduzido em exibições gratuitas de filmes de 22 países, numa seleção ampla e de qualidade, cuja prioridade foram filmes independentes de todo o mundo; além de debates, oficinas e um Seminário de Cinema Contemporâneo, onde houve espaço pra se falar de todos os passos da realização audiovisual, desde as ideias primeiras para se iniciar uma produção até o intrincado processo da distribuição.

Segundo seus idealizadores - os jovens Marisa Merlo e Antônio Júnior, e mais o premiado cineasta Aly Muritiba -, tudo foi feito com um certo sentimento de urgência, na intenção de preencher uma lacuna no cenário cinematográfico paranaense e brasileiro. Sem exigir ineditismo, a proposta do Festival Internacional de Cinema - realizado de 29 de maio a 4 de junho - era promover reflexões sobre a Sétima Arte e incentivar a possibilidade de novos olhares para a telona, promovendo um saudável intercâmbio entre realizadores, produtores, artistas e jornalistas dos quatro cantos do mundo. Afinal, sendo a Arte a Sétima (como bem diz o mestre LG de Miranda Leão, "A mais rica de todas"), não cabe debruçar-se sobre a produção audiovisual com nenhum tipo de preconceito ou ideia formatada virtualmente.

 

O imponente edifício do SESC - Paço da Liberdade: cenário de debates e do Seminário de Cinema Contemporâneo...

Como este AURORA DE CINEMA conferiu o festival de perto - atendendo a convite da gentilíssima Assessoria de Imprensa de Celso Sabadin -, posso afirmar: os organizadores alcançaram seus propósitos e foram felizes numa Curadoria de viés arrojado, aberta a uma multiplicidade de expressões culturais, mesclando novos talentos, diretores veteranos, convidados de renome, boas projeções e salas lotadas.

Filme de Campina Grande mobilizou e teve ótima repercussão entre crítica e público...

Alguns dos destaques da extensa lista de filmes da programação, foram os brasileiros HU, documentário de Joana Traub e Pedro Urano; Girimunho, de Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr.; Tudo que Deus criou, de André da Costa Pinto; Sudoeste, de Eduardo Nunes; Estradeiros, de Sérgio Oliveira e Renata Pinheiro; e o premiadíssimo As Hiper Mulheres, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro.

As comissões julgadoras estiveram compostas assim:

JANELA INTERNACIONAL - Andrea Tonacci, documentarista;
Eloisa Solaas, professora de cinema e integrante da equipe de produção do  BAFICI (Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente); Jose Luis Torres Leiva, realizador chileno.

OLHARES BRASIL - Fernando Severo, cineasta e atual diretor
do Museu da Imagem e Som do Paraná; Leonardo Cata Preta, cineasta, Animador, e Artista Plástico; e Lina Chamie, cineasta, Mestre em Música e Filosofia.

Mostra NOVOS OLHARES - Júri Universitário 

Adriano del Duca, sociólogo e estudante de Cinema; Lucas Murari, estudante de cinema e professor de Teoria e Linguagem do Documentário, História do Cinema, Novos Dispositivos Digitais e Pedagogia da Imagem para crianças; e Tomás von der Osten, estudante de Cinema e montador de diversos curtas.

Mostra MIRADA PARANAENSE - Júri RPC/TV 

Carlyle Ávila, jornalista, diretor de programação da Rede Paranaense de Comunicação (RPCTV), filiada à Rede Globo;  Marcos Souza, roteirista e assistente de direção do programa Casos e Causos, da RPCTV; e Marcus Werneck,gerente de produção e diretor de cena na RPCTV, onde já dirigiu mais de 40 curtas metragens.

Como bem nos saudou Celso Sabadin em seu comunicado pós-festival:

" Tenho a impressão que todos nós acabamos por acompanhar um momento histórico: o nascimento de um Festival de Cinema que tem tudo para se transformar, a médio prazo, num dos mais importantes do Brasil. De qualquer maneira, foi muito legal e muito divertido ter vocês como companhia durante esta chuvosa semana curitibana".

Este AURORA DE CINEMA assina embaixo e corrobora: o OLHAR DE CINEMA tem oxigênio suficiente para se transformar num dos mais relevantes festivais de cinema do país. Por isso, parabenizamos a todos os envolvidos na realização do festival curitibano e saudamos seus fundamentais patrocinadores, em especial a VOLVO, a Copel, e a Scheweppes, além do SESI, SESC, Shopping Crysthal, Cinemateca de Curitiba, Museu Oscar Niemeyer e RPC-TV.

E os vencedores do Festival OLHAR DE CINEMA são:

Competitiva Janela Internacional de Longa Metragem

Melhor Filme – Prêmio Olhar:
Sangue Do Meu Sangue (Blood Of My Blood), de João Canijo.
Portugal.

Prêmio Especial do Júri:
Snackbar (Snackbar), de Meral Uslu.
Holanda.

Prêmio de Contribuição Artística:
Country Music (Musica Campesina), de Alberto Fuguet.
Chile/EUA.
Pelo trabalho de direção.

Prêmio do Público:
Las Acacias (Las Acacias), de Pablo Giorgelli.
Argentina/Espanha.

Sangue do meu Sangue: o premiado longa português de João Canijo...

Competitiva Olhares Brasil de Longa Metragem

Melhor Filme – Prêmio Olhar:
As Hiper Mulheres (The Hyperwomen), de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro.

Prêmio Especial do Júri:
Girimunho (Swirl), de Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr.

Prêmio de Contribuição Artística:
Estradeiros (Wanderers), de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira.
Pela força da imagem como representação do universo dos personagens.

Prêmio da Crítica – Associação Brasileira dos Críticos de Cinema (Abraccine):
As Hiper Mulheres (The Hyperwomen), de Carlos Fausto, Leonardo Sette e
Takumã Kuikuro.

* Pela maturidade no tratamento cinematográfico da cultura indígena em processo compartilhado de criação

Prêmio do Público:
As Hiper Mulheres (The Hyperwomen), de Carlos Fausto, Leonardo Sette e
Takumã Kuikuro.

Mostra Novos Olhares
Para 1º.s ou 2º.s filmes de cineastas brasileiros e internacionais.

Melhor Filme:
Para Além Das Montanhas (Yama No Anata / Beyond The Mountains), de Aya Koretzky.
Portugal.

Competitiva Janela Internacional de Curta Metragem

Melhor Filme – Prêmio Olhar:
Cross-country (Cross), de Maryna Vroda.
França.

Prêmio Especial do Júri:
Could See A Puma (Pude Ver Un Puma), de Eduardo Williams.
Argentina.

Prêmio de Contribuição Artística:
Cross-country (Cross), de Maryna Vroda.
França.
Pelo trabalho de câmera e fotografia.

Prêmio do Público:
Beast (Csicska), de Attila Till.
Hungria.

Lina Chamie, Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho: Olhar de Cinema...

Competitiva Olhares Brasil de Curta Metragem

Melhor Filme – Prêmio Olhar:
Assunto de Família (Family Affair), de Caru Alvez de Souza.

Prêmio Especial do Júri:
Na Sua Companhia (By Your Side), de Marcelo Caetano.

Prêmio de Contribuição Artística:
Dona Sônia Pediu Uma Arma Para Seu Vizinho Alcides (Dona Sonia Borrowed A Gun From Her Neighbor Alcides), de Gabriel Martins.
Pelo rigor estético e economia de meios na direção.

Menção Honrosa:
Vereda (Pathway), de Diego Florentino.

Prêmio da Crítica – Associação Brasileira dos Críticos de Cinema (Abraccine):
Na Sua Companhia (By Your Side), de Marcelo Caetano.
Por representar um cinema múltiplo tanto no caráter humano como no estético, explorando com sensibilidade expressões amorosas.

Prêmio do Púbico:
Praça Walt Disney (Walt Disney Square), de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira.

Prêmio Aquisição RPC para um curta da Mirada Paranaense:
O Descarte (The Disposal), de Carlon Hardt e Lucas Fernandes.

As Hiper Mulheres: filme que vem do Mato Grosso foi o grande vencedor do OLHAR DE CINEMA...

* O documentário As Hiper Mulheres é uma parceria do antropólologo Carlos Fausto, do cineasta Leonardo Sette e do indígena Takumã, e retrata a jornada percorrida por um jovem índio, o qual recebe pedido de um tio, cuja mulher está à beira da morte: ele pede para que tente realizar o Jamurikumalu, o maior ritual feminino da região do Alto Xingu, no estado do Mato Grosso, para que ela possa cantar uma última vez.

Humor em webserie é Botolovers…

 Meu querido amigo, produtor, roteirista e cineasta José Agripino estreando como planejador de ação em redes sociais:

E a estreia é com  Botolovers…

Há material bastante pra ser visto, apreciado e dar muita risada.

O link do youtube é

http://www.youtube.com/watch?v=WfyHph7lHOs

O mais, você confere aí: 

 

 BOTOLOVERS é uma websérie de comédia, focada na particularidade dos seus personagens e em seus diálogos rápidos com humor ousado e afiado. 

Botolovers é sobre relacionamentos contemporâneos, longe de julgamentos e com regras próprias. 

Botolovers é um estilo de vida, uma vida livre, maluca e colorida. 

Quem disse que um casal é feito de dois?

Para Patrick, Naara e João Eugênio, a vida num relacionamento a três é mais que perfeita, ou às vezes, mais que imperfeita. Nessa websérie de humor, conheceremos o dia a dia desses três jovens de 20 e poucos anos que levam a vida como um típico casal que precisa lidar com os obstáculos da rotina e com a individualidade de cada um.

Se a vida a dois é complicada, a vida a três é uma confusão. Isso é ser um botolover: livre e preso a vida de uma metrópole, malucamente normal e com toda caretice da tal existência dita “descolada”, amantes da vida e do boto cor-de-rosa.

A DIREÇÃO –  Caroline Fioratti

Formada em cinema pela FAAP, Caroline Fioratti trabalhou na Gullane Filmes

como integrante do Núcleo de Dramaturgia da produtora. Formigas, seu

curta-metragem de estréia, percorreu festivais nacionais e internacionais e

recebeu diversos prêmios. A Grande Viagem, seu segundo curta-metragem,

conta com o incentivo do Ministério da Cultura e teve sua estreia no Festival

de Paulínia 2011. Atualmente, além de trabalhar na websérie Botolovers,

Caroline desenvolve um roteiro de longa-metragem com o diretor Carlos

Cortez e roteiriza um série de documentários para o History Channel.

AURORA FILMES

A Aurora Filmes surgiu da união dos produtores Rui Pires e André Montenegro que ao longo de 15 anos, trabalharam em mais de 40 produções como Carandiru, de Hector Babenco, O Ano que meus pais sairam de férias, de Cao Hamburger e As melhores coisas do mundo, de Laís Bodanzky.

A produtora iniciou suas atividades em 2006 coproduzindo o filme A Via Láctea, de Lina Chamie, que participou da Semana da Crítica do Festival de Cannes. Reflexões de um Liquidificador, de André Klotzel, lançado em 2010, é o segundo filme da Aurora. O ano de 2011 é marcado pelo lançamento do filme Estamos Juntos, dirigido por Toni Venturi, e pela filmagem de Entre Vales e Montanhas, do diretor Philippe Barcinski. A Aurora inicia também o desenvolvimento de novos projetos em parceria com outros diretores.

OS PERSONAGENS

Patrick, Naara e João Eugênio são um casal de três. Eles vivem juntos há 2 anos e estão no momento do relacionamento em que amor e paixão começam a ser questionados. Ao longo da série, veremos como esses três namorados lidam com as situações cotidianas:

dormir na mesma

cama, fazer feira, ir a igreja,

trabalhar, matar um inseto,

dividir um banheiro, entre outras coisas.

Para eles, nada é muito simples, pois em três, o consenso é sempre difícil de se alcançar. Surgem assim, as situações cômicas que são a essência dos episódios. 

Equipe de Botolovers comemora estreia…
 

SÃO SILVESTRE NA TELONA

Esgrimista e apaixonada por esportes, a cineasta LINA CHAMIE pretende colocar na tela a corrida de São Silvestre, mais importante prova de atletismo de rua do país.

A intenção de Lina é colocar na tela a visão do corredor:  colar uma câmera ao corpo de seu protagonista, que ela imagina atleta e mulher, neste primeiro momento. “Meu plano é ter uma ‘câmera-alma’ que mostre como é estar lá dentro da corrida”, descreve.

Ela ainda não tem protagonista escolhido, mas a intenção é que seja uma atleta, mulher e de ponta, capaz de vencer o percurso em aproximadamente 50 minutos – tempo equivalente ao gasto pelas mulheres que venceram as últimas provas, como a queniana Pasalia Kipkoech Chepkoir, em 2009, e as brasileiras Lucélia Peres e Maria Zeferina Baldaia, vitoriosas respectivamente em 2006 e 2001.
Marco Ricca deve protagonizar mais um filme de Lina Chamie
 
Mas está decidido: o filme, ainda sem título definitivo, vai transitar entre o documentário e a ficção. Em termos ideais, Lina gostaria de começar a trabalhar no projeto nos próximos dois meses, já que em abril tem início o calendário de provas esportivas de que participam todos os atletas de olho na São Silvestre, com a intenção de treinar para a grande prova do dia 31 de dezembro.

Ao mesmo tempo, a cineasta quer desenvolver o roteiro de seu terceiro filme de ficção, Os Amigos, que gostaria de filmar em 2011, caso consiga captar os recursos necessários. Como aconteceu em A Via Láctea, mais uma vez o protagonista aqui será o ator Marco Ricca, vivendo um homem maduro que passa um dia particularmente dramático de sua vida.