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Quarentena: zero abraços e muitos livros

Clipe Livros

50 personalidades indicam livros como companhia na Quarentena

A ideia é ótima e se espalhou pelas redes, jornais, rádio, televisão e novas mídias. E como ideia boa não precisa ter exatamente um dono mas sim uma consequência, foi assim:

Tudo começou com lives culturais noturnas, no finalzinho de março. Quem tomou essa iniciativa e convidou o blog #auroradecinema foi o jornalista, roteirista, documentarista e escritor carioca Valmir Moratelli. Dos encontros virtuais com amigos, parceiros, colegas de profissão, artistas e pessoas interessantes de diversas áreas, nasceu a ideia de colocar todo mundo para fazer pequenos vídeos indicando livros para esta quarentena forçada.

Jornalista Laurentino Gomes lança livro no Recife sobre escravidão

E assim foi:: cinquenta pesso@s, de diferentes nichos – atrizes, atores, escritores, escritoras, engenheiros, advogados, jornalistas, médicos, professores/professoras – gravaram, de suas casas, evidenciando o livro como bom companheiro no isolamento. 

Escritor contumaz e grande amante da literatura, Valmir Moratelli não podia estar em lugar mais indicado que o de incentivador da leitura Num país onde o livro é tão caro e a população, de modo geral, é tão cartente de educação, a leitura é ingrediente ainda mais essencial. Foi esse o mote para a campanha comandada por Moratelli, cujo vídeo está disponível nas redes e na conta dele no Instagram: @vmoratelli.

Valmir e Ma João

Valmir Moratelli e a atriz portuguesa Maria João no lancamento de livro dele, no Rio.

A ação nas redes sociais objetiva também chamar atenção para o fato da venda online das livrarias estar despencando. Muitas delas dependem dessa venda para continuar pagando os funcionários nesta pandemia.

Amandha Lee estará na próxima novela da Record - TV & Novelas - iG

Amandha Lee, atriz e tri-atleta, também participa do clipe de incentivo à aleitura.

O clipe da campanha de INCENTIVO à LEITURA está nas redes sociais desde abril e conta com a participação das atrizes Cinnara Leal e Dandara Mariana, da autora Rosane Svartman, do advogado Ricardo Brajterman, da fotógrafa Nana Moraes, e de muitos outros. 

Romeu Evaristo revela ter superado depressão e comemora nova fase ...

Dandara Mariana e o pai, o também ator Romeu Evaristo, estão no clipe de incentivo à leitura para esta quarentena !

Livro Hibisco roxo - Chimamanda Ngozi Adichie | TAG Livros Como Deixar um Relogio Emocionado - 9788573200492 - Livros na ...

Livros de Ruth Manus | Estante VirtualMe Ajude a Chorar – Fabrício Carpinejar | Le Livros Amazon.com.br eBooks Kindle: Onde os porquês tem respostas ...O QUE AS TELENOVELAS EXIBEM ENQUANTO O MUNDO SE TRANSFORMA - 1ªED ...

Livro Vinícius Sem Ponto Final. João Carlos Pecci. Prim

Poesia, música, telenovela, feminismo e antirracismo estão entre os livros indicados !

A atualidade de Patativa em tempos de irresponsabilidade social

     Eu sou da classe matuta, da classe que não desfruta das riquezas do Brasil

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Em todo o mundo, a vida social anda em perigo. Não tem sido fácil acompanhar as notícias, tão graves e sérias, sobre a situação de vários povos do mundo, vitimados pela pandemia do Covid19.

Diante da situação alarmante que o país atravessa – com mínimas condições (será nenhuma ?) de atender sua população – sobretudo os mais velhos e mais carentes -, choca assistir, cotidianamente, aos disparates, impropérios, inconsequências e bravatas do titular da República. São tantas e tão colossais que, mesmo grande parte dos que nele votaram (não sem aviso de jornalistas e cientistas do mundo inteiro de que o caos era o ponto mais rápido a se chegar), hoje estão bradando contra o insano “mito” e protestando diariamente nas janelas, nos quatro cantos do país.

A arrogância e prepotência do ex-candidato 17 passou de qualquer limite aceitável, embora uma parcela renitente prossiga defendendo a peste, agarrando-se a qualquer fio de razão (?), ainda que essa venha a bordo de um calhamaço de fakenews.

Estamos todos, os que podemos (há diversos trabalhadores que precisam continuar na rua atuando em prol da coletividade), cumprindo regime de quarentena em nossos lares. Nesta hora, a arte, a ciência, a literatura, a música, o audiovisual, todos que foram tão duramente golpeados pela ideologia fascista que aportou no centro do poder, em Brasília, tem uma utilidade que agora se agiganta. Os que tanto atacaram, vilipendiaram e levantaram calúnias, de todos os matizes, sobre as universidades (sobretudo as públicas), agora precisam admitir o quanto é importante e necessário que elas funcionem bem para que a vida em sociedade tenha alguma condição de sobrevivência saudável. Mas esses, otários e arrogantes diplomados, continuam se negando a admitir que erraram fartamente ao defender o indefensável, o contrassenso, o caos, e a excrescência que o voto no #elesim significa, condenando uma imensa maioria ao massacre atual da ignorância e da irresponsabilidade que afunda o país num manancial de ações nocivas contra sua grande massa trabalhadora – de artistas a profissionais dos serviços básicos coletivos.

A degradação a que o energúmeno-mór chegou é tamanha que até alguns que já lhe foram próximos, agora se espantam e tomam caminhos opostos, ainda bem. Aliás, alguns já declararam o erro de seus votos há algum tempo, felizmente.

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Patativa do Assaré: símbolo cearense da bravura indormida do sertanejo

Tudo isso me veio a propósito de encontrar uns versos do poeta popular cearense Patativa do Assaré (a quem tive a felicidade de conhecer quando ainda cursava a faculdade de Comunicação e apresentava teleaulas diárias na TV Educativa do Ceará) numa rede social. Os versos são da poesia “Seu dotô me conhece ?”, os quais foram ditos por um quase desconhecido poeta popular do cariri cearense no principal palco da capital cearense, o histórico Theatro José de Alencar, no centro da cidade, durante o evento Massafeira Livre.

Artistas de várias áreas estavam juntos nos quatro dias do festival, realizado em março de 1979, embora com censura por parte do governo e quase invisível para a imprensa à época. A entrada de Patativa no palco, aquele sertanejo muito simples, baixinho, vestido sem nenhum figurino especial de artista, tendo ele mais idade do que todos os que lá estavam para tocar e cantar, foi um marco, como conta o colega Nelson Augusto (jornalista/radialista e produtor do programa Frequência Beatles, da Rádio FM Universitária de Fortaleza) em tese do professor e compositor Wagner Castro (2014).

Com sua voz inconfundível e seu jeitinho marcante, Patativa foi quem inseriu, de modo incisivo, a política no meio da cantoria daqueles artistas – irmanados, em movimento encabeçado pelo compositor Ednardo e o letrista/publicitário Augusto Pontes, para mostrar sua produção artística.

Pois foi ali que Patativa chegou com sua verve admirável e recitou os versos, que mais adiante foram musicados pelo querido Mário Mesquita (cantor/compositor/letrista/arranjador), um dos criadores do lendário conjunto musical Quinteto Agreste, de grande atuação na cena musical cearense na década de 1980.

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O templo de Alencar testemunhou então uma imensa plateia ouvindo em atenção respeitosa o poeta dizer:

“Seu doutor só me parece

Que o senhor não me conhece

Nunca soube quem sou eu

Nunca viu minha palhoça

Minha muié (mulher), minha roça e os fio (filho) que Deus me deu

Se não sabe escute agora

Eu vou contar minha histora (história)

Tenha a bondade de ouvir

Eu sou da classe matuta

Da classe que não desfruta da riqueza do Brasil”

E eu fiquei daqui a pensar que falta faz Patativa nesta fase tão difícil, tensa e triste da vida brasileira. Assim como fazem falta Vinícius, Ferreira Gullar, Dias Gomes, Drummond, Belchior, Luiz Melodia, Fernando Brant, e tantos outros.

Reler Patativa hoje me projetou vivamente para a imensa massa de carentes, trabalhadores em condições precárias, moradores de rua e necessitados de toda ordem, habitantes de inúmeras comunidades desassistidas que reafirmam cotidianamente o projeto de Brasil que exclui a partir da educação, como tão bem evidenciou Darcy Ribeiro.

A “crasse matuta” da “histora” de Patativa é a mesma imensa crasse das favelas do Brasil, mergulhada num deserto permanente de descaso e iniquidade, tal qual o pobre matuto do sertão que Patativa cantava. Nascido, criado e vivido ali, no seu pequenino e esquecido Assaré, o poeta sabia exatamente das dores, agruras, sofrimentos e descasos de que eram vítimas seus conterrâneos.

A poética de Patativa tem uma impressionante atualidade. Basta conhecer para engatar a analogia: seus versos ecoam como se saídos da união das vozes dos milhões que formam essa “crasse”, desassistida e vitimada desde sempre pela exclusão, o descaso criminoso, o preconceito e os resquícios da malfadada escravidão que fertiliza, ainda hoje, o território nacional.

“Sou aquele que conhece

A privação que padece

O mais pobre camponês

Tenho passado na vida

De quatro mês em seguida sem comer carne uma vez

Sou que durante a semana

Cumprido a sina tirana na grande labutação

Mode de sustentar a famía (família)

Só tem direito a dois dia

O resto é para o patrão

Sou sertanejo que cansa de votar com esperança

Do Brasil ficar mior (melhor)

Mas, o Brasil continua na cantiga da perua

Que é: pior, pior, pior”

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Sua bênção, Patativa !

Favelados, sertanejos e nordestinos de todo o país,

Estamos na mesma canoa:

 “O Brasil continua na cantiga da perua,

Que é pior, pior, pior !”

 

Carpinejar e a tragédia do menino Bernardo…

Fabrício CARPINEJAR, o Magistral Poeta Gaúcho – com milhares de seguidores nas redes sociais e vencedor de muitos e justíssimos prêmios literários -, insere-se no cotidiano das relações humanas com extraordinária propriedade e torna-se, dia-a-dia, o Poeta dos Poetas, o Sábio das mais Belas Palavras, um Cronista Arrebatador e cada vez mais NECESSÁRIO.

 

O #BlogAuroradeCinema reproduz mais uma crônica antológica do POETA-CRONISTA FABRÍCIO Carpinejar, na certeza de estar espalhando o melhor da Literatura Brasileira contemporânea, convicto de que esta crônica precisa não só ser lida, como deve ser espalhada, republicada, MUL – TI – PLI – CA – DA !!!

Como tantas vezes dissemos aqui e nas redes sociais, um Nobel da Poesia para @FabrícioCarpinejar !

ESSE MENINO ERA SEU FILHO

Fabrício Carpinejar

Não posso nem chamá-lo de caro ou prezado, mas apenas usar seu nome: Leandro. Educação e respeito vão soar como cinismo. 

Tampouco posso chamá-lo pelo sobrenome para indicar formalidade. Perdeu o direito do sobrenome. Seu filho pequeno está enterrado em seu sobrenome para sempre. Ele carregava seu sobrenome, você não soube carregar coisa alguma dele.

Tenho enfrentado vários pesadelos desde que ouvi a notícia de que seu menino de 11 anos fora morto pela madrasta. 

Que seu menino foi posto numa cova às margens de um rio em Frederico Westphalen (RS) e poderia estar ainda vivo. Coberto pela terra quando deveria ser coberto pelo edredon para não passar frio de noite.

Seu filho foi enganado. Toda a vida enganado. Toda a vida humilhado. Na hora de seu fim, aceitou o passeio para longe de Três Passos porque jurava que receberia uma televisão.  

Quando seu menino acordar dentro da morte, ele vai chamá-lo. Assim como toda criança chama seu pai quando tem medo do escuro. Vai chamá-lo e onde estará?

Ele acreditava que você era o herói dele. Estava exagerando para pedir que o salvasse, não entendeu o apelo?

Você nem pai foi. Nem homem foi. Você foi o que restou.

Como médico, não acha Bernardo uma criança um pouco grande para fazer um aborto?

O que dirá para irmãzinha dele? Que Bernardo está no céu? Que é uma estrela?

Perdeu também o direito de mentir. É você e sua memória sozinhos no silêncio. Só resta a memória para quem matou a consciência.

Nunca encontrará perdão. Deixou Bernardo desamparado. Deixou Bernardo com as mesmas roupas curtas, o mesmo uniforme escolar surrado, desde que a mãe faleceu. Deixou seu filho mendigar atenção pela cidade. Pelo fórum. 

Não entendo o que leva um homem a anular sua família anterior por uma nova namorada. O sexo é mais importante do que a paternidade? A bajulação é mais importante do que a ternura? Queria estar disponível para festas? Cortar gastos?

Fingiu que Bernardo não existia para não atrapalhar a ambição da sua mulher? Fingiu que Bernardo não havia nascido para atender à exclusividade de sua mulher?

Filho não é escolha, é responsabilidade. Já casamento é escolha...

Se a mulher não gostava de seu filho, não deveria ter recusado o relacionamento?

Como seria simples. Bastava dizer "Ou meu filho ou nada!". É o que se fala no início do namoro.

Para você, nada.

Não é que você não tem mais nada, você não é mais nada. Abdicou de seu filho para ficar com alguém. Você não se contentou em abandonar sua família para criar uma segunda família, você aniquilou sua família para criar uma segunda família.

Obrigava Bernardo a esperar fora de casa até você chegar do trabalho, agora é você quem espera fora de casa. 

Obrigava Bernardo a lavar as mãos para brincar com a irmã. Pois tente lavar suas mãos agora para tocar no rosto dele. 

Tente todos os dias de sua paternidade. Sangue não sai com a culpa.

ESSE MENINO ERA SEU FILHO

Fabrício Carpinejar

Não posso nem chamá-lo de caro ou prezado, mas apenas usar seu nome: Leandro. Educação e respeito vão soar como cinismo.

Tampouco posso chamá-lo pelo sobrenome para indicar formalidade. Perdeu o direito do sobrenome. Seu filho pequeno está enterrado em seu sobrenome para sempre. Ele carregava seu sobrenome, você não soube carregar coisa alguma dele.

Tenho enfrentado vários pesadelos desde que ouvi a notícia de que seu menino de 11 anos fora morto pela madrasta.

Que seu menino foi posto numa cova às margens de um rio em Frederico Westphalen (RS) e poderia estar ainda vivo. Coberto pela terra quando deveria ser coberto pelo edredon para não passar frio de noite.

Seu filho foi enganado. Toda a vida enganado. Toda a vida humilhado. Na hora de seu fim, aceitou o passeio para longe de Três Passos porque jurava que receberia uma televisão.

Quando seu menino acordar dentro da morte, ele vai chamá-lo. Assim como toda criança chama seu pai quando tem medo do escuro. Vai chamá-lo e onde estará?

Ele acreditava que você era o herói dele. Estava exagerando para pedir que o salvasse, não entendeu o apelo?

Você nem pai foi. Nem homem foi. Você foi o que restou.

Como médico, não acha Bernardo uma criança um pouco grande para fazer um aborto?

O que dirá para irmãzinha dele? Que Bernardo está no céu? Que é uma estrela?

Perdeu também o direito de mentir. É você e sua memória sozinhos no silêncio. Só resta a memória para quem matou a consciência.

Nunca encontrará perdão. Deixou Bernardo desamparado. Deixou Bernardo com as mesmas roupas curtas, o mesmo uniforme escolar surrado, desde que a mãe faleceu. Deixou seu filho mendigar atenção pela cidade. Pelo fórum.

Não entendo o que leva um homem a anular sua família anterior por uma nova namorada. O sexo é mais importante do que a paternidade? A bajulação é mais importante do que a ternura? Queria estar disponível para festas? Cortar gastos?

Fingiu que Bernardo não existia para não atrapalhar a ambição da sua mulher? Fingiu que Bernardo não havia nascido para atender à exclusividade de sua mulher?

Filho não é escolha, é responsabilidade. Já casamento é escolha…

Se a mulher não gostava de seu filho, não deveria ter recusado o relacionamento?

Como seria simples. Bastava dizer “Ou meu filho ou nada!”. É o que se fala no início do namoro.

Para você, nada.

Não é que você não tem mais nada, você não é mais nada. Abdicou de seu filho para ficar com alguém. Você não se contentou em abandonar sua família para criar uma segunda família, você aniquilou sua família para criar uma segunda família.

Obrigava Bernardo a esperar fora de casa até você chegar do trabalho, agora é você quem espera fora de casa.

Obrigava Bernardo a lavar as mãos para brincar com a irmã. Pois tente lavar suas mãos agora para tocar no rosto dele.

Tente todos os dias de sua paternidade. Sangue não sai com a culpa.

Agosto de Livro na Mesa em São Paulo

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) dá início a mais uma ação da campanha Entre no Clima da Bienal: O livro vai à mesa. O objetivo é mobilizar os paulistanos e o público em geral para a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a acontecer de 9 a 19 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, zona Norte da cidade.

A iniciativa O livro vai à mesa tem curadoria do chef André Boccato, que também orienta na Bienal o espaço gastronômico Cozinhando com Palavras. Os restaurantes participantes são Bistrô Charlô, Capim Santo, Divino Fogão, Don Pepe di Napoli, Jardim de Nápoli, Maria Brigadeiro, Mello & Mellão Trattoria, Na Cozinha, Ponto Chic, Santinho e Vinheria Percussi.

Quando o diferencial é o LIVRO

Além da boa gastronomia, o diferencial na seleção dos participantes de O livro vai à mesa está no fato de os restaurantes terem obras publicadas ou seus chefs de cozinha serem autores de livros. É o caso do chef Charlô Witaker, que participa com receita publicada em “Charlô of Course”, o primeiro de três livros de sua autoria.

Outro destaque atraente: o prato-homenagem à Bienal irá à mesa sempre regado a um par de ingressos. E mais: durante os 11 dias do encontro literário no Anhembi, o visitante poderá fazer reservas nos restaurantes no espaço temático Cozinhando com Palavras.

No cardápio

Bistrô Charlô: “Magret de pato com pera caramelizada e espinafre” (descrição: peito de pato grelhado rapidamente na frigideira, servido com pera caramelizada e um creme de espinafre.

Capim Santo: “Moqueca de aratu com farofa de beiju”

Divino Fogão – Shopping D e Santana Parque: Bufê típico da fazenda, mais pudim de sobremesa.

Don Pepe di Napoli: Spaghetti à Francesco Paolo (spaghetti, molho de tomate, beringela, iscas de filé mignon, azeite, alho, orégano e azeitonas pretas – para duas pessoas)

Jardim de Nápoli: Spaghetti alle vongoli (massa seca longa, vôngoles, tomates frescos, azeitonas, temperos e azeite extra virgem de oliva).

Maria Brigadeiro: Caixa gourmet forrada em tecido e em formato de livro com brigadeiros (sabores variados, edição limitada exclusiva para a Bienal do Livro)

Mello & Mellão Trattoria: Paleta de cordeiro à Gabriele D’Annunzio; Paleta rustica con pappardelle i carciofi.

Na Cozinha: Cubinhos de queijo coalho assados com melaço de cana, com leve toque de pimenta Dedo de Moça; Guisado de músculo, feijão verde, arroz vermelho da Paraíba, purê de batata doce, farofa de cebola; bolo de mandioca.

Ponto Chic: Bauru ao Ponto Chic (roast-beef, tomate, pepino em conserva e uma deliciosa mistura de queijos fundidos).

Santinho: Moqueca de aratu com farofa de beiju

Vinheria Percussi: Orecchiette baresi alle zucchine (massa artesanal fresca e seca, típica da Puglia, servida com molho de abobrinhas e azeite A Mano); pappardelle al ragù di funghi (massa fresca com molho de champignons, porcini e emulsão de mascarpone).

Cozinhando com Palavras

As atividades programadas para o espaço temático gourmet da Bienal do Livro mesclam cozinha, literatura e cultura, com a proposta de apresentar a gastronomia como item cultural formador de um povo e também inserida no conceito maior do evento: “Porque livros transformam o mundo, porque livros transformam pessoas”.

Na cozinha cenográfica montada no espaço, grandes chefs e autores nacionais e internacionais levarão à mesa reflexões, tendências, pesquisas sobre “brasilidade na cozinha”, e o casamento saboroso de literatura e culinária regional, baseado em renomados escritores, como Jorge Amado e Nelson Rodrigues, homenageados nesta edição da Bienal pelos centenários de seus nascimentos.

SERVIÇO

Campanha Entre no Clima da Bienal

Ação: O livro vai à mesa, com pratos especiais em homenagem à Bienal do Livro, cada prato acompanhado de um par de ingressos.

Restaurantes: Bistrô Charlô, Capim Santo, Divino Fogão, Jardim de Nápoli, Maria Brigadeiro, Mello & Mellão Tratoria, Na Cozinha, Ponto Chic, Santinho e Vinheria Percussi

Período: até 19 de agosto (os restaurantes participam até que se esgote seu lote de ingressos)

Reservas: nos próprios restaurantes e, durante a Bienal, no espaço gourmet Cozinhando com Palavras.

22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Período: 9 a 19 de agosto

Horário: das 10h às 22h

Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi

End.: Av. Olavo Fontoura, 1.209 – São Paulo – SP

Site: www.bienaldolivrosp.com.br

 

Marina Wisnik consagra vocação e carisma do pai na música

 
Marina Wisnik traz força, beleza e ternura na voz…
 
Instigante revelação feminina da boa música brasileira, Marina Wisnik acaba de registrar seu début. O primeiro álbum chama Na Rua Agora, disponível primeiro digitalmente e pelo site Musicoteca, vem com 11 faixas e traz a estreia da também escritora, já com produção de um dos nomes mais falados de 2011, com o disco “Feito Pra Acabar”- Marcelo Jeneci – e Yuri Kalil (Cidadão Instigado). A qualidade do trabalho vem atrelada à voz doce de uma poetisa que, ademais, é ilsutre filha de um dos mais cults e relevantes poetas da canção brasileira, o pianista/escritor e professor de Literatura Brasileira na USP, José Miguel Wisnik.
 
Gravado no estúdio Mosh, em 2011, o álbum conta ainda com a participação dos músicos da banda Cidadão Instigado (Regis Damasceno – baixo e violões e Clayton Martin – bateria e percussão), além de Jonas Tatit (violões), Chico Salém (guitarra), Estevan Sinkovitz, Luque Barros, Ricardo Prado, Márcio Arantes e Eric Rahal (vocais) e o próprio Jeneci (multiintrumentista). 
 
 
MARINA WISNIK: cantora surge cercada por grandes músicos e com afinação invejável..
 
O trabalho tem ainda a parceria de Thiago Pethit, que concorreu ao VMB do ano passado com seu clipe ao lado de Alice Braga – “Nightwalker”. Com a própria Marina, Bruna Lessa e Eric Rahal, ele compôs a faixa Dezesseis
 
José Miguel Wisnik, uma das inteligências mais brilhantes do país, é grande músico e ver passar seu talento e vocação à filha Marina…
 
A cantora, que fez o lançamento do disco no Sesc Pompeia (SP), é filha do aplaudido Miguel Wisnik (conforme citado acima), que começou sua história no piano clássico e hoje faz shows regulares pelo Brasil e pelo mundo. Agora focada na música, Marina cursou Letras, fez teatro e escreve Palíndromos desde muito cedo. Desta vez, ela estreia com o trabalho que teve início num violão faltando uma corda – e faz sobrar emoção.
 
 

Prêmio Jabuti para a Imprensa Oficial de Sampa

A Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Imesp) recebeu sete prêmios Jabuti na 53ª edição do mais tradicional prêmio do livro no Brasil, promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). A cerimônia de entrega dos prêmios, realizada ontem à noite (30/11) na Sala São Paulo, reuniu cerca de 1.500 pessoas, entre escritores, editores e convidados.  

 

Uma das novidades deste ano foi a ampliação das categorias do prêmio, mudança proposta para abranger a pluralidade do setor editorial brasileiro. Nesta edição, foram cobertas 29 categorias, oito a mais que em 2010.  

A Editora Imprensa Oficial conquistou nesta 53ª edição três primeiros lugares e quatro segundos lugares, que completam uma coleção, agora, de 47 Jabutis, além de dois Livros do Ano, em 2007 e 2009. 

Obras premiadas – Editora Imprensa Oficial 

1º lugar na categoria Arquitetura e UrbanismoDois Séculos de Projetos no Estado de São Paulo – Grandes Obras e Urbanização, de Nestor Goulart Reis e colaboração de Mônica Silveira Brito, uma coedição Imprensa Oficial/Edusp.

 

Os três volumes que compõem o título contam a história da construção do Estado de São Paulo, descrevendo o resultado do encadeamento de ações públicas e privadas ao longo do tempo e do trabalho de várias gerações.  

Em seu trabalho, o autor relata uma visão panorâmica do curso evolutivo das cidades no século XIX; o papel da oligarquia paulista no início do século XX; e, mais que tudo, registra o permanente uso dos recursos públicos em benefício de uma minoria. O primeiro volume retrata o desenvolvimento de São Paulo no período de 1800 a 1889. O segundo volume, de 1889 a 1930, estabelece relações entre urbanização, desenvolvimento, projetos e obras de infraestrutura e serviços. Já o terceiro volume procura mostrar como, na segunda metade do século XX e na passagem para o XXI, a escala dos problemas e dos investimentos, sua extensão, a complexidade e a integração crescente das redes de infraestrutura e serviços passam a exigir maior capacidade de prever, projetar, executar, regular e coordenar.

 

Livro de Fredric M. Litto deu um dos prêmios Jabuti para a Imprensa…

1º lugar na categoria Tecnologia e InformáticaAprendizagem à Distância, de Fredric M. Litto.  

O autor esclarece nesta obra que a educação à distância (EAD) vem contribuindo para as modificações metodológicas e tecnológicas que estão ocorrendo em todo o setor de educação e treinamento, dando acesso ao conhecimento e à certificação profissional para pessoas até então sem possibilidade de se aperfeiçoar. O livro demonstra que as virtudes inerentes à modalidade, num período de vinte anos, justificarão uma inversão radical e definitiva: mais brasileiros aprenderão à distância do que presencialmente.

 

1º lugar na categoria ArtesOs Satyros, de Germano Pereira 

O autor homenageia o grupo teatral Os Satyros registrando seus 20 anos de existência. O grupo é considerado revolucionário, tanto na dramaturgia quanto na forma de seus espetáculos. Textos antigos são recriados em montagens modernas que marcaram época.  

2º lugar na categoria Arquitetura e UrbanismoO Concurso de Brasília: sete projetos para uma capital, de Milton Braga,  coedição da Imprensa Oficial com a Cosac Naïfy e Museu da Casa Brasileira. 

O livro é composto de descrições e análises rigorosas das sete propostas premiadas no concurso de Brasília, “o mais notável episódio da história do urbanismo no país”, como relata Guilherme Wisnik, na apresentação da obra. 

Braga levantou e esmiuçou todo o material publicado sobre os referidos planos, encontrados, em sua maioria, em revistas da época. Com posições sempre equilibradas, o autor não se exime de avaliar as referências e as opções projetuais de cada equipe, lançando nova luz sobre boa parte das análises que têm sido feitas acerca da trajetória de alguns desses importantes arquitetos modernos brasileiros.

  

2º lugar na categoria Ciências HumanasTempos de Fascismo: Ideologia – Intolerância – Imaginário. Escrita por vários autores, a obra foi organizada por Maria Luíza Tucci Carneiro e Frederico Croci, coedição da Imprensa Oficial com o Arquivo Público do Estado de São Paulo e com a Edusp. 

Os autores procuram discorrer sobre a relação entre fascismo e intolerância, oferecendo ocasiões de reflexão inovadoras no tocante à relação entre a violência do regime, formas de domínio e projetos totalitários. 

Segundo Maria Luiza, “esta coletânea cumpre uma dupla função: oferece ao público leitor os estudos desenvolvidos por especialistas que, anualmente, se encontram para divulgar suas pesquisas e debater sobre a história e historiografia do fascismo, ao mesmo tempo registra a memória de um grupo cujo relacionamento tem extrapolado as fronteiras da academia para fortalecer laços de amizade. 

2º lugar na categoria Didático e ParadidáticoArte Brasileira na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Escrita por 16 autores, a obra foi organizada por Taísa Palhares. É coedição da Imprensa Oficial com a Cosac Naify e Pinacoteca do Estado de São Paulo.

 

A Pinacoteca convidou importantes historiadores e críticos de arte brasileira a realizar leituras monográficas de obras do acervo do museu que se constituem em trabalhos seminais para a compreensão das artes visuais. Essas leituras foram apresentadas ao longo do programa “A história da arte brasileira”. Esses ensaios estão reunidos em Arte brasileira na Pinacoteca do Estado de São Paulo, publicação dirigida a todas as pessoas interessadas na história da arte brasileira e que buscam compreendê-la mediante o exercício crítico do olhar e para aqueles que querem descobrir ou redescobrir o prazer do contato com as obras de arte.   

2º lugar na categoria Projetos GráficosA Mão Afro-Brasileira – Significado da Contribuição Artística e Histórica. Com projeto gráfico de Carlos Magno Bomfim, a obra foi escrita por vários autores e organizada e concebida por Emanuel Araújo, coedição da Imprensa Oficial e Museu Afro Brasil. 

A obra, distribuída em dois volumes, retrata a participação do homem negro e mestiço na formação da cultura nacional e faz um reparo imprescindível do legado de milhares de africanos e seus descendentes, trazidos à força para o Brasil e submetidos à escravidão por quase 400 anos. Emanuel Araújo diz, na indrodução do livro: “Esperamos que este livro revele momentos importantes da arte brasileira, tão negra, tão mestiça, tão tropical, e que registre as omissões que atingem personalidades da nossa história. Também que sirva de estímulo a novos estudos sobre a contribuição do homem afro-brasileiro para a formação de uma identidade nacional”. 

Sobre a Editora Imprensa Oficial

Inserindo-se com destaque no mercado editorial, nos últimos dez anos a Editora Imprensa Oficial produziu 876 títulos em coedição, 81 obras com selo próprio e 276 livros da Coleção Aplauso. O reconhecimento à qualidade gráfica e editorial rendeu inúmeros prêmios, com destaque aos 47 Jabuti, contando os recebidos ontem à noite (30/11/2011), outorgados pela Câmara Brasileira do Livro, incluindo dois Livros do Ano, também da CBL; o Clio de História, da Academia Paulista de História; Prêmio Colar do Centenário, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; o Prêmio Sérgio Milliet, da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), vários prêmios Excelência Gráfica Fernando Pini, da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), considerado o mais importante em qualidade gráfica do País; prêmio Literário Fundação Biblioteca Nacional (FBN), entre outros.

BRÁULIO MANTOVANI Estréia na Ficção

Bráulio Mantovani, autor dos roteiros cinematográficos Cidade de Deus ( indicado ao Oscar em 2004), Tropa de Elite e Tropa de Elite 2, emprestará agora suas palavras à Literatura.

Corajosamente, Bráulio evita o caminho aberto pela fama para aventurar-se noutras paragens. Seu instigante romance de estreia em nada lembra as sagas do capitão Nascimento ou de Zé Pequeno. A overdose de realidade, fonte de inspiração dos filmes de Fernando Meirelles e de José Padilha, dá lugar à obsessão e à loucura.


Mais conhecido por tramas sobre a violência, Mantovani explora limites da sanidade. Foto: Moacyr Lopes Junior/Folhapress

Quem resolver encarar o livro de Mantovani deve se dispor a abrir mão da ´segurança` deste nosso mundinho aparentemente real. Perácio – Relato Psicótico (Editora Leya) é incômodo, estranho e não facilita em nada a vida do leitor. Esnoba com gosto a chamada literatura fast food.

Sonho, loucura, sanidade, realidade e delírio são a matéria-prima de Mantovani. Antes mesmo das primeiras páginas, o leitor já se depara com enigmas: a orelha do livro traz e-mails supostamente trocados entre Pascoal Soto, editor da Leya, e o psicanalista e escritor Contardo Calligaris. Assunto: Mantovani à beira de um ataque de nervos. ´Bráulio, juízo!`, aconselha o dono da Leya no texto da contracapa. Em vez do habitual prefácio, as primeiras páginas trazem uma ´carta` do narrador da trama a Pascoal Soto.

´São brincadeiras`, despista Mantovani. E faz a repórter jurar que não vai estragar a surpresa do leitor. O romance entrelaça as histórias de Perácio, CFD e de ´Bráulio Mantoan, il diavolo`. Espécie de avatar do escritor, o tal diabo não escapa do vertiginoso labirinto de tormentos do personagem CFD, cronista da saga de um suposto agente da ditadura chamado Perácio. Internado num manicômio paulista, esse ex-brucutu se dedica a medir o mundo com seu paquímetro.

Cabreiro com a aparentemente hermética história de CFD e Mantoan, o leitor, aos poucos, cai na armadilha. Fissurado, quer saber mais – mesmo quando nada faz sentido. O cineasta Fernando Meirelles confessou a Bráulio: ganhou uma baita insônia depois de ler o livro.

DIVÃ

Perácio – Relato Psicótico levou 16 anos para ficar pronto. Surgiu bem antes da parceria de Bráulio Mantovani com Meirelles, no início da década de 2000, para adaptar o romance Cidade de Deus, de Paulo Lins, para o cinema. O livro só saiu da gaveta porque Carol Kotscho, mulher do escritor, insistiu que o marido mostrasse os originais ao editor da Leya.

Desde pequeno, Bráulio convive com pesadelos. Tem 47 anos, é freguês assumido dos divãs. Sonhos ruins só lhe dão trégua quando frequenta sessões de análise. ´Confundo memórias reais com sonhadas`, conta ele. A tênue linha entre sonho e loucura o fascina. Bráulio Mantovani diz que ficção, para ficar verdadeira, tem de dar um desconto para a realidade, pois a vida real, muitas vezes, parece delírio. ´Se a realidade não for atenuada, a história fica inverossímil`, garante o experiente criador da saga do capitão Nascimento.

Escritor de cinema, de teatro e de livros, formado em letras e literatura pela PUC de São Paulo, Mantovani verte o onírico em verbo. Dedicado operário da sintaxe, explora a pontuação para expressar o conturbado universo mental de seus personagens. No começo do romance, CFD e Mantoan, aparentemente sadios, nos falam normalmente – com pontos, vírgulas e travessões no devido lugar. Perto do fim, quando a loucura se aproxima, já não há pausas nem tempo para respirar. A paranóia delirante engole vírgulas; tira o fôlego de quem acompanha a jornada de Perácio.

Bráulio, aliás, não se limita a perseguir palavras, vírgulas e as armadilhas da sintaxe. Também usa a tipologia como linguagem. No início, a fala de cada personagem ganha um tipo de letra. No final, quando as histórias se embaralham e o delírio se avizinha, as fontes das letras se misturam no mesmo parágrafo. Coisa de gente apaixonada por poesia concreta.

* Com texto de Ângela Faria

O Universo Literário de Clarice Lispector

Seminário avançado sobre Lispector  

Clarice Lispector é uma das escritoras mais celebradas, discutidas e difundidas da contemporaneidade. Sua extensa obra tem como tema principal a vida. Com sutileza, ela fala da existência, do ato de ser, das diversas maneiras de olhar o mundo. 

Em 2010, comemoram-se 90 anos de nascimento da escritora e os 50 anos do lançamento de seu livro de contos Laços de Família. Para marcar essas datas, divulgar sua obra, e estimular a reflexão sobre sua escrita, nasceu a ideia do Seminário Avançado CLARICE: UMA PAIXÃO, que o Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza promoverá de 8 a 10 próximos, sempre das 14 h às 18 h. Inscrições gratuitas abertas até dia 8, na recepção do CCBNB-Fortaleza.

O objetivo do Seminário é reunir estudiosos, estudantes e apreciadores para uma imersão no universo clariceano. Os convidados para o evento são, antes de tudo, amantes desse mundo de palavras e pensamento, sendo provenientes de diferentes áreas: literatura, cinema, linguagens visuais diversificadas, artes plásticas, direito, psicologia, sustentabilidade, entre outras, assumindo, por isso, pontos-de-vista distintos sobre o mesmo objeto.

Assim, no decorrer do Seminário, será montada uma imagem multifacetada da escritora, apreendendo as diversas nuances de sua obra/vida, através de leituras distintas.

Também fazem parte da programação um conjunto de eventos e ações de cunho sócio-cultural que, realizados de forma paralela, objetivam incluir maior número de pessoas no mundo criado por Clarice, verificando como a voz dessa escritora, às vezes apontada como hermética, repercute de forma intensa em nossa contemporaneidade.

Essa revelação – esse momento de espanto – pode acontecer por meio da literatura, assim como através do cinema, das histórias sobre sua vida, dos registros nos papéis de carta, das possíveis descobertas dos estudos literários, das diversas vozes que dizem Clarice. Pode acontecer também através de tantas linguagens: vídeos, fanzines, grafitti etc. Pode ter, inclusive, o gosto do inesperado, pois, Quem diz Clarice diz Surpresa, como se sabe.

Na lista de palestrantes convidados, constam nomes como:

·         Augusto Ferraz, escritor pernambucano, amigo pessoal e correspondente da homenageada. Divide com o público cartas inéditas, tesouros de seu arquivo pessoal, trocadas com Clarice, entre 1975 e 1977.

·         Taciana Oliveira, cineasta pernambucana, diretora do filme “A Descoberta do Mundo”, em fase de edição, no qual se propõe a narrar a vida de Clarice Lispector enlaçando imagem e texto.

·         Teresa Montero, autora de “Eu sou uma pergunta: uma biografia de Clarice Lispector” (Rocco, 1998), um dos mais completos e conceituados livros sobre a escritora.

·         Ricardo Iannace, professor universitário, autor de “A Leitora Clarice Lispector” (2001) e “Retratos de Clarice Lispector” (2009).

·         Vera Moraes, professora do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará (UFC). Doutora em Sociologia pela UFC. Pós-doutora pela USP, com pesquisa sobre Clarice Lispector. 

·         Miguel Leocádio Araújo, Mestre em Literatura Brasileira (UFC), com dissertação sobre Clarice, professor da Universidade Estadual do Ceará.

·         Elenice Lima, mestranda em Literatura Comparada pela UFC, pesquisadora das questões dos afetos em Clarice.

·         Anna Karine Lima (SDH/UFC), escritora, pesquisadora da vida e obra de Clarice Lispector. Coordena o Programa “Ler é Ter Direitos” da SDH.

·         Fernanda Coutinho, professora do Departamento de Literatura e do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFC. Doutora em Teoria da Literatura, UFPE, 2004, e Pós-Doutora em Literatura Comparada, UFMG, Universidade de Paris, Sorbonne (Paris IV), 2010.

 Programação do Seminário CLARICE: UMA PAIXÃO:

 

Dia 8 (Quarta)                                                                            

14:00h – Abertura do Seminário

Boas-vindas aos participantes

14:15 h – Exibição de vídeo amador:  Clarices

Depoimento sobre making-of do vídeo e impressões da plateia

14:30 às 15:30 h – Enlaçando Vozes I – Uma Clarice, muitos laços: Conversas sobre afetos, vida, literatura e cinema.

Com: Taciana Oliveira, cineasta, diretora de A Descoberta do mundo, Augusto Ferraz, escritor e amigo pessoal de Clarice, Anna Karine Lima, artista plástica e leitora de Clarice, Fernanda Coutinho, professora do Curso de Letras da UFC, pesquisadora da obra clariceana

16:00 às 16:30h – Intervalo para café 

16:30 às 17:30 h – Enlaçando Vozes II – Laços de Família I

Com: Vera Moraes e Odalice de Castro Silva, professoras do Curso de Letras da UFC, pesquisadoras da obra clariceana, e Grupo de estudos Representações dos Afetos Femininos na Literatura Brasileira/UFC

Luciana Braga; Laís Oliveira, com co-autoria de Cintia de Castro e Sayonara Bessa Cidrack, com co-autoria de Janne Maria Mesquita

Contraponto temático: “Clarice Lispector colunista feminina”

Marta Milene Gomes de Araújo (Mestrado em Teoria da Literatura, UFPE)

18:00 h – Abertura das exposições   Construindo a Descoberta “Os acordes para um filme” (Taciana Oliveira) e Luminescência (Anna Karine Lima) e “Clarice: paixões” (Fernanda Coutinho e Beatriz Saldanha)

  

Dia 9 (Quinta)

14:00 às 15:30 h – Enlaçando Vozes III – Leituras em torno de Clarice

Com: Ricardo Iannace, autor de A Leitora Clarice (2001) e Retratos em Clarice Lispector: Literatura, Pintura e Fotografia (2009), Ilza Matias de Souza, professora do Departamento de Literatura da UFRN e Vera Moraes

Mediação: Miguel Leocádio Araújo, professor da UECE

15:30 h às 16:00 – Intervalo para café

16:30 às 17:30 – Enlaçando Vozes IV – Laços de Família II

Com: Fernanda Coutinho e Grupo de estudos Representações dos Afetos Femininos na Literatura Brasileira/UFC (Elenice Lima, Lilian Martins e Diego Nascimento Araújo)

Mediação: Vera Moraes

 

17:30h às 18:00h – Enlaçando Vozes V – Clarice e outros olhares

Projecto Clarice: exibições de vídeos da artista portuguesa Patrícia Lino

18:00h às 18:20h Urbe/arte – Discussão com o público: Carlos Eduardo Bezerra, Doutor em Literatura e vida social (UNESP/Assis)

 

18:20h – Enlaçando Vozes VI – A celebração de muitas palavras

Exibição de vídeo-amador Vozes, vozes, vozes

Laboratório de leitura com crianças: Passagens de O Mistério do Coelho pensante, A Vida íntima de Laura, A Mulher que matou os peixes e Quase de verdade  

Depoimento sobre making-of do vídeo e impressões da plateia 

Dia 10 (Sexta) 

14:00h às 15:30h – Enlaçando Vozes VII – O Rio de Clarice

Com: Teresa Monteiro, autora de Clarice na cabeceira e Taciana Oliveira, cineasta, diretora de A Descoberta do mundo. 

15:30 h às 15:45 – Intervalo para café 

16:45h às 17:00h Leitura e sedução: Leitura espontânea de textos de Clarice por parte da plateia  

17:00 h às 18:00h –  Enlaçando Vozes VIII – Clarice, nós, seus leitores!

Com: Augusto Ferraz, Ricardo Iannace, Taciana Oliveira e Teresa Montero

Mediação: Anna Karina e Fernanda Coutinho 

18:15h – Lançamentos literários

O Pequeno Nicolau vai às Telas

 



As observações hilariantes e ao mesmo tempo ingênuas de Nicolau sobre os colegas, os pais, os professores e as situações do cotidiano têm cativado crianças e adultos do mundo todo. As traquinagens do menino francês são inspiradas na infância do próprio Sempé, que nunca foi um exemplo de criança bem-comportada e chegou até a ser expulso do colégio na adolescência.

Dentre os divertidos personagens que fazem parte da turminha de Nicolau estão Agnaldo, o queridinho da professora; Eudes, o valentão; Godofredo, o menino rico e mimado; e Alceu, o gordinho comilão.

 
René Goscinny é um dos autores mais lidos no mundo todo. Ao lado de Albert Uderzo, ele criou as histórias de Asterix, um dos personagens mais famosos dos quadrinhos. Suas obras já venderam mais de 500 milhões de exemplares no mundo todo. O autor morreu em 1977, aos 51 anos.

Jean-Jacques Sempé é um dos maiores cartunistas franceses. Nascido em Bordeaux, ele começou sua carreira como ilustrador em jornais e volta e meia utilizava um personagem chamado Nicolas (em português Nicolau) em seus desenhos. Goscinny sugeriu que eles começassem a fazer um gibi com ele, o que resultou na primeira versão do livro O Pequeno Nicolau. O ilustrador também trabalhou para os jornais The New York

Vídeos Literários de Graça

Site LivroClip apresenta 30 trailers narrados de clássicos da literatura nacional e estrangeira

 

Vídeos baseados em obras de Machado de Assis, José de Alencar, Shakespeare e infantis estão disponíveis e podem ser utilizados em sala de aula

 

Já imaginou um site que traz animações narradas sobre algumas obras que caem no vestibular? E trailers que contam partes de títulos clássicos da literatura como Macbeth? Esse portal é o LivroClip, que já reúne mais de 200 animações multimídias, baseadas em obras de autores brasileiros e internacionais.

 

O site também disponibiliza LivroClips narrados de obras infantis como “Comilança”, do escritor Fernando Vilela, e “Xin e Pan”, de Yara Moema. “Os LivroClips narrados podem ser mais uma opção de ferramenta lúdico pedagógica de estímulo em sala de aula”, afirma Luiz Chinan, diretor do projeto.

 

Os adolescentes, principalmente os que estão prestando vestibular, e os adultos interessados em literatura, também vão encontrar no acervo do site LivroClip, obras que estão em domínio público, com link direto para ler o conteúdo na íntegra.

 

Confira a lista dos LivroClips narrados

 

A carta – Pero Vaz de Caminha

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=88

 

A Farsa de Inês Pereira – Gil Vicente

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=101

 

A Pele do Lobo – Arthur de Azevedo

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=104

 

A Viuvinha – José de Alencar

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=83

 

Arte Poética – José de Alencar

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=48

 

Brás, Bexiga e Barra Funda – Antônio de Alcântara Machado

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=49

 

Comilança – Fernando Vilela

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=184

 

Diva – José de Alencar

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=85

 

Édipo-Rei – Sófocles

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=46

 

Fausto – Goethe

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=58

 

Hoje avental, amanhã luva – Machado de Assis

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=102

 

I-Juca-Pirama – Gonçalvez Dias

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=76

 

Iracema – José de Alencar

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=75

 

Lucíola – José de Alencar

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=82

 

Macário – Alvarez de Azevedo

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=57

 

Macbeth – William Shakespeare

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=55

 

Mãe – José de Alencar

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=98

 

O Ateneu – Raul Pompéia

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=50

 

O Auto da Barca do Inferno – Gil Vicente

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=56

 

O Auto de São Lourenço – José de Anchieta

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=77

 

O Banquete – Platão

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=47

 

O Cortiço – Aluísio de Azevedo

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=53

 

O Triste Fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=51

 

Poema da Virgem – José de Alencar

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=96

 

Poemas Safo de Lisbos – Safo de Lisbos

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=45

 

Romeu e Julieta – William Shakespeare

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=100

 

Senhora – José de Alencar

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=84

 

Sermão de Todos os Santos

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=97

 

Suspiros Poéticos e Saudades – Gonçalves de Magalhães

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=78

 

Xin e Pan – Yara Moema

http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=180