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Rubens Ewald Filho, patrimônio do Cinema, comenta sobre o Festival de Paulínia

O triste caso de Paulínia

Não foi propriamente uma surpresa. Em agosto do ano passado, depois de eu ter sido apresentador do III Festival de Paulínia (por sinal um sucesso, já considerado um dos melhores do Brasil), eu senti que a coisa não ia bem. Embora na noite de entrega dos prêmios eu mesmo tenha anunciado a realização de um novo evento em 2012 que seria em junho (e não julho – por causa deste ser ano de eleição e a lei cria muito empecilhos), logo depois recebi um recado dizendo que meu contrato como consultor do Pólo de cinema não seria renovado!

Por questões burocráticas diziam, e com o adendo de que estavam procurando um jeito de resolver e entrariam em contato comigo. Naturalmente isso não sucedeu e eu não tornei público meu afastamento. Até agora, quando os jornalistas me procuram para saber o que acho deles terem cancelado o festival deste ano, dando desculpas bobas e inverdades (o festival custava R$ 2 milhões e não 10, por exemplo).

Na verdade, eu, Tatiana Quintella e o prefeito Edson Moura, que fomos os criadores do Festival e do pólo, sentimos como se estivessem matando um filho nosso. Enfiaram uma faca no peito e ele está na UTI, lutando pela vida. Tudo o que levou anos para ser concebido, criado com todo carinho, está sendo desmantelado com despudor típico da política.

Não muito diferente do que fizeram com a Coleção Aplauso na Imprensa Oficial, nunca assumindo que acabou, dizendo meias verdades, procurando enrolar a imprensa (que não pode fazer nada sem ter depoimento de alguém, sua função é reportar, não opinar).

Paulínia é uma cidade próspera, ex-distrito de Campinas, onde Edson Moura foi prefeito e nos procurou para realizar seu sonho. Ele achava que uma cidade que vive da indústria do Petróleo vai sempre ter o problema de que ele, além de poluidor, tem a tendência de acabar, ou ao menos diminuir, substituído pelas energias verdes. Se o petróleo acabar, acaba também a cidade. Então teve a visão de transformar o lugar num pólo de turismo cultural, com ênfase no cinema.

poster do festival de paulinia de cinema 2011 1310067410203 300x420 O triste caso de Paulínia

Edison procurou Tatiana (que seria a secretária da Cultura – vinha do mercado de Home Video e se revelou uma fera de notável competência que hoje floresce na produtora Paranoid). Depois eu vim para o projeto. A princípio, a ideia era fazer um festival de cinema brasileiro. Mas achamos que podíamos ir mais longe, ter um diferencial, não apenas exibir filmes, mas também produzi-los. Foi assim que procuramos nos espelhar nos sistemas de investimento do Canadá, nos estúdios de cinema espanhóis e numa lição brasileira: como no resto do mundo, cinema pode ser lucrativo, desde que se estabeleça como indústria.

Quando alguém filma numa cidade, derrama dinheiro no lugar desde que tenha também incentivos. Então o dinheiro que sai, poderia e deveria retornar através de serviços prestados pelos habitantes da cidade.  E isso aconteceu já, teve filmes que receberam uma ajuda de X e, ao filmar nos estúdios de Paulínia e na região, acabaram deixando lá exatamente esse X. Isso sem levar em conta o prestígio que a cidade adquire, mesmo internacionalmente (Paulínia já foi motivo de muitas reportagens mundo afora).

Enfim, foi o que procuramos fazer, mas só tivemos tempo de realizar o primeiro festival porque houve eleição e mudança de governo. Como em todo lugar do mundo, os que tomam posse, a primeira coisa que fazem é tirar o poder da gente. Comigo foi assim, a cada edição mandava menos (ou nada), ficando reduzido a uma figura decorativa de apresentador (ao lado da querida Marina Person).

Agora, com desculpas esfarrapadas, ameaçam de morte tudo que construímos. Como estou afastado, não posso contar aqui os bastidores, nem os comos e ou porquês. Qualquer um sabe que quando um festival é interrompido é muito difícil se recobrar do baque, leva anos às vezes para isso. Se conseguir. Não foi falta de dinheiro com certeza.

Talvez alguma jogada política. Vá entender. O que eu sinto e lamento é que o sonho do pólo de Paulínia está ameaçado e corre perigo. Mais que um festival, estão matando uma ideia, um projeto que seria bom para a região e o País.

N.R.: Rubens Ewald Filho é o mais atuante e festejado crítico brasileiro de Cinema, considerado o maior do país, e descoberto quando ainda era um iniciante repórter em jornal santista, pelo pioneiro Adhemar Gonzaga, criador da histórica revista CineArte e da companhia cinematográfica CINÉDIA.

Ao lado de Marina Person, Rubens apresenta o Festival de Paulínia…

Com mais de quarenta anos de profissão, Rubens é pioneiro: foi o  primeiro a escrever sobre filmes na TV, sobre vídeo, depois sobre DVD. Foi o primeiro crítico a trabalhar numa televisão por assinatura (a Showtime da TVA, depois virou diretor de programação e produção da HBO Brasil, esteve uma temporada no Telecine e atualmente está no programa TNT Mais Filme, em sua terceira temporada e também na Band apresentando longas-metragens ).

Também fez cinema como ator e roteirista, escreveu telenovelas (a mais premiada foi Éramos Seis, em parceria com Sílvio de Abreu, em duas versões na Tupi e no SBT), dirigiu vários êxitos teatrais e é autor de diversos livros na área, assim como assina vários Dicionários de Cineastas, fundamentais para os estudiosos e amantes da Sétima Arte.

Como se tudo isso não bastasse, Rubens ainda é excelente gourmet e assina livro sobre culinária: em 2007, lançou o livro O Cinema vai à Mesa, em parceria com Nilu Lebert, pela Editora Melhoramentos (premiado na Inglaterra) e, em 2008, Bebendo Estrelas, sobre vinhos e coquetéis. Também foi o criador e coordenador da insigne Coleção Aplauso (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo), através da qual lançou mais de 170 títulos de resgate e preservação da história artística e cultural do Brasil – um gesto só possível em alguém muito preocupado com a valorização da memória e com o reconhecimento ao mérito alheio.

Além de ter uma memória prodigiosa, Rubens Ewald Filho tem uma percepção sobre o fazer artístico impressionante e é capaz de falar horas, com a maior propriedade e carisma, sobre os meandros da arte de fazer cinema, teatro, televisão.

Germano Pereira, Alice Gonzaga, Rubens Ewald Filho e Aurora Miranda Leão em noite de cinema em Anápolis…

Tenho a honra e a alegria de partilhar da amizade do grande crítico e de já ter desfrutado de vários momentos inesquecíveis com ele. E posso afirmar, além de tudo quanto sabe, de tudo que Representa para a Cultura Brasileira, e de tudo quanto é capaz de tocar e tornar melhor, Rubens Ewald Filho é um gentleman, um vocacionado para a Comunicação e alguém com quem trocar ideias é prazeroso, frutífero, e pleno da seiva da renovação.

Rubens Ewald Filho também é conhecido como o Homem do Oscar, depois de comentar 24 vezes a festa dos Academy Awards para o Brasil (atualmente para a TNT, onde comenta também as festas do Globo de Ouro e SAG).

Agora, Rubens Ewald Filho assume a Curadoria do Festival de Cinema de Gramado, ao lado de José Wilker e do jornalista e professor Marcos Santuário. Uma notícia auspiciosa para cinéfilos, estudiosos e amantes do Cinema de modo geral.

Este AURORA DE CINEMA, por exemplo, aposta que esta edição, que será a 40a do mais conhecido festival de cinema do país, terá aumento considerável de público e um painel de exibição mais diversificado e de mais fácil diálogo com o público habitué dos festivais de cinema.

* Acompanhe o Blog de RUBENS EWALD FILHO, sempre recheado de informações preciosas e comentários abalisados sobre a Sétima Arte:

 http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho

APLAUSO:Mais Sete Títulos de TEATRO

LIVROS em Capítulos de DESTAQUE no FESTIVAL de  TEATRO Ibero-Americano de São Paulo :
 
 

Governo de S?o Paulo Memorial da Am?rica Latina Imprensa Oficial

 

Estes movos importantes lançamentos da meritória Coleção APLAUSO, idealizada por Rubens Ewald Filho, serão lançados semana que vem, em Sampa, numa demonstração indubitável de apoio, respeito e incentivo ao Teatro.

VIVAAAAAAAAAAA  !!!

RUBENS CORRÊA REDIVIVO

Um dos mais importantes, vibrantes e emblemáticos atores do país, RUBENS CORRÊA é uma lacuna enorme, profunda, impreenchível.

De posse do livro RUBENS CORRÊA – UM SALTO PARA DENTRO DA LUZ, de autoria de Sérgio Fonta, o legado do ator nos preenche a alma inteira.

  

Ante a história de vida, pessoal e profissional de RUBENS – em quem as duas coisas eram inseparáveis -, somos tomados de imensa saudade, as lágrimas quase brotam e por vezes invejamos os muitos partícipes de seu bordado insuspeito e contínuo nos meandros misteriosos de quem abraça o TEATRO como quem sorve oxigênio na mais densa e límpida floresta de virgens matas e ventos benfazejos.

O livro de Sérgio Fonta, também ator, é um mergulho intenso e prazeroso pela trajetória singular de RUBENS CORRÊA: desde que o tomei nas mãos, não larguei mais. Quanto mais se lê, mais se quer avançar, “percorrer” os caminhos trilhados pelo ator matogrossense, vislumbrando pelo olhar de Rubens – tão bem captado por Fonta – momentos históricos e artísticos relevantes da cultura brasileira.

Invade-nos uma saudade… mas não triste, quase feliz, por um tempo que intuímos ter sido vivido em toda sua plenitude pelo visceral RUBENS, de quem tive a honra de ser aluna e espectadora muitas vezes.  

  

Rubens Corrêa com Antônio Petrin na novela O Marajá, na Rede Manchete

As judiciosas palavras de Sérgio Fonta – que em pouco mais de um ano realizou um trabalho de vulto, portentoso, exemplar e digno do traçado de RUBENS CORRÊA – merecem ser lidas. O livro Um Salto para Dentro da Luz é peça obrigatória em toda biblioteca que se arvore de ter este nome. É um dos mais volumosos e  bem escritos livros da Coleção APLAUSO – esta coleção vigorosa e por demais meritória bancada pela Imprensa Oficial de São Paulo, sob a coordenação insone de RUBENS EWALD FILHO, digna de todos os APLAUSOS. 

  

Rubens Corrêa recebe cumprimentos da eterna diva, Tônia Carrero: encontros felizes

Saber de RUBENS CORRÊA nos faz mais ricos de alma. Conhecer seus trabalhos nos enche de orgulho e também carência por tudo quanto “perdemos” ou não vivemos juntos. Saber de RUBENS CORRÊA nos faz acreditar: a entrega vale a pena e dedicar à vida ao que se ama engrandece e dá sentido à vida.

Perscrutar vida e obra de RUBENS CORRÊA nos faz validar as filigranas de todo trabalho artístico feito com amor, por amor, apesar e a partir dele, como assim foi, vida inteira, a plantação prolífica deste monumental ATOR, revalidada e redimensionada nas quase 600 páginas deste NECESSÁRIO TRABALHO de SÉRGIO FONTA, ora ofertado pela IMPRENSA OFICIAL DE SÃO PAULO àqueles que apreciam o SER e crêem, cada vez mais, na capacidade de perpetuar-se através dos amigos, das obras, do tempo voraz, o qual, entretanto, não joga cinzas sobre o MAIS. Ao contrário, encarrega-se de anunciar para os pósteros o que É porque sempre FOI e continuará eternamente SENDO.

SARAVÁ, RUBENS CORRÊA ! Que DEUS continue a nos inspirar com sua Força e sua LUZ através das eras, preservando você – e os muitos amigos com os quais a vida lhe abençoou, como IVAN DE ALBUQUERQUE e LEYLA RIBEIRO – no lugar reservado aos ANJOS, como inspiradamente nos impressiona Sérgio Fonta ao final de seu emblemático UM SALTO PARA DENTRO DA LUZ.

NOSSOS APLAUSOS CALOROSOS para Sérgio Fonta e a COLEÇÃO APLAUSO !!!

Nossa Estima e Admiração Eternas por RUBENS CORRÊA !!!

Enfim, A Biografia de RUBENS CORRÊA

Rubens Corrêa, um Salto para Dentro da Luz, livro de Sergio Fonta (Coleção Aplauso, Editora Imprensa Oficial de São Paulo, 600 p.) Lançamento: HOJE na Livraria Travessa / Leblon, às 19h. 

PORQUE  RUBENS CORRÊA MERECE NOSSA ETERNA SAUDADE e ADESÃO  

 

 

                 O Legado da Paixão

 

Rubens Corrêa foi um dos maiores atores do Brasil, talvez o maior. Para alguns esta afirmação pode parecer um exagero, mas não é: ele foi mesmo. Quem o assistiu em cena nunca mais o esqueceu. Diário de um louco, que ele interpretou com 33 anos, Marat-Sade (em São Paulo e depois Rio) ainda nos anos 60, O assalto, O arquiteto e o imperador da Assíria, Hoje é dia de rock, O beijo da mulher-aranha, mais que tudo Artaud! e O futuro dura muito tempo, seu último trabalho antes de retomar Artaud! até o fim de seus dias, todos estes trabalhos-ícones, entre dezenas de outros, transformaram-se num legado apaixonado de quem amou o teatro como poucos.

Nascido em Aquidauana, Mato Grosso do Sul, em 23 de janeiro de 1931 e morto em 22 de janeiro de 1996 no Rio de Janeiro, Rubens Corrêa construiu sua carreira ao lado do diretor e também ator Ivan de Albuquerque, cujo impulso definitivo veio com a inauguração do Teatro Ipanema, onde a dupla emplacou seus maiores sucessos. Mas Rubens não se limitou ao teatro e, embora não fosse o seu chão, realizou belos trabalhos também em cinema, como Na boca da noite e Álbum de família, entre outros, e na televisão, em novelas como Partido alto, Kananga do Japão e Pantanal, em Especiais como O bispo do rosário ou seriados como Decadência, de Dias Gomes, na Rede Globo, seu último trabalho em tv. Além disso, dirigiu inúmeros espetáculos com enorme sensibilidade, além de fazer a trilha sonora para vários deles. Amou o teatro, a poesia, a música, a vida e o ser humano. Um nome para não esquecer. Agora ficará para sempre lembrado também em livro.

O ator, dramaturgo e diretor Sergio Fonta conheceu Rubens Corrêa nos anos 70, bem jovem, quando começava sua caminhada, ainda como repórter, trabalhando no Jornal de Ipanema e no Jornal de Letras. Entrevistou-o diversas vezes durante a vida mas, desde a primeira vez, surpreendeu-se com seu carisma, sua inteligência e sua generosidade. Mais impactado ainda ficou quando assistiu à montagem histórica de O arquiteto e o imperador da Assíria, no Teatro Ipanema, em que Rubens contracenava com José Wilker, então surgindo como ator: acabou repetindo a dose por oito vezes mais.

Na introdução de Um salto para dentro da luz, Sergio Fonta fala da emoção daquele momento:

“ – O que dizer das atuações de Rubens, senhor do seu espaço, comandante irrevogável, dilacerado e definitivo, e de Wilker, pleno como o Arquiteto? Dois belos momentos de teatro. E o que dizer da inesquecível trilha sonora criada por Cecília Conde? E da encenação com direito a pietás, missas mozartianas e um enorme e misterioso chapéu branco de mulher”?

O trabalho de pesquisa de Fonta durou mais de um ano. Além da escrita do próprio livro em si, colheu dezenas de depoimentos e entrevistas com todos os que conviveram com Rubens no teatro, na tv ou no cinema, entre eles, Sérgio Britto, Ary Coslov, Julia Lemmertz, Emiliano Queiroz, Caíque Botkay, Ivone Hoffmann, Ricardo Blat, Fauzi Arap, Evandro Mesquita, Cristina Pereira, Thelma Reston, José Wilker, Nildo Parente, Maria Padilha, Walter Lima Júnior, Jacqueline Laurence, Rosamaria Murtinho e  Tizuka Yamasaki.

“ – Espero ter contribuído para a preservação da memória deste grande ator, diz Fonta. Seu universo é tão vasto, suas amizades tão permanentes, pois todos os que deram seus depoimentos conservam intactos seu sentimento por ele, que, talvez, fosse necessário mais um livro sobre ele, tanta a admiração e a saudade de quem o conheceu ou o viu num palco”.

 

Rubens Corrêa, um Salto para Dentro da Luz, será lançado no dia 24 de janeiro, próxima segunda-feira, na Livraria Travessa do Shopping Leblon, a partir das 19h. 

Algumas declarações sobre Rubens Corrêa para o livro Um salto para dentro da luz, de Sergio Fonta 

Emiliano Queiroz:

“RUBENS CORRÊA, um homem bom e generoso. Um artista BELO, um encantador de almas”.

 Rosamaria Murtinho: 

“Rubens deixou como legado o amor a um ideal, o amor ao teatro. A procura do texto bom para mostrar ao público. Ele sempre nivelou por cima. Sempre procurou coisa boa, espetáculo bom. E o público ia. Sempre”.

 

Maria Padilha: 

“Arte e ética juntos são imbatíveis! Esse, para mim, é o maior legado que o Rubens deixou”.

Júlia Lemmertz: 

Além de ser um ator incomparável, era uma criatura linda, dava vontade de ficar por perto dele e conversar muito”.

Sergio Britto: 

“Eu sempre disse que nós, atores, tentamos dialogar como os personagens à nossa frente. Sempre achei que o Rubens dialogava mais alto, sem exageros, ele dialogava com Deus. As suas falas adquiriam dimensão maior. Não eram meras palavras de um texto, era um ser humano tentando a comunicação maior. Esse é o Rubens Corrêa que merece ser lembrado”.

* Foi com grande alegria que soube, há mais de um ano, que Sérgio Fonta trabalhava na feitura desta biografia do ator RUBENS CORRÊA e, por causa disso, eu e Sérgio trocamos figurinhas desde então. Uma enorme e saudável alegria saber que ele se debruçava sobre vida e obra deste Mestre Querido de todos os Palcos e Telas, uma satisfação imensa partilhar este lançamento auspicioso de hoje com você, leitor amigo. Mais uma meritória iniciativa da Imprensa Oficial de São Paulo.

Esta redatora teve a honra e a alegria de entrevistar RUBENS CORREA, de vê-lo algumas vezes, sempre MAGNÂNIMO, em cima do palco, e ademais, a imensa Glória de ser aluna do Ator-Entidade, o Ator-Soberano, o Ator de todos os papéis e pra quem qualquer APLAUSO será, sempre, merecido.

Saudades enormes de Rubens Corrêa !

Aplauso para ITALO ROSSI

Diversas Faces da Homossexualidade

Imprensa Oficial Livro revela diversas faces da homossexualidade
Organizada por Horácio Costa, Berenice Bento, Wilton Garcia, Emerson Inácio e Wiliam Siqueira e coeditada pela Imprensa Oficial e Edusp, obra tem artigos apresentados por especialistas em congresso sobre o tema. O lançamento acontece sábado, 4 de dezembro), às 16 horas, na Casa das Rosas, em São Paulo.
Anualmente, no mês de junho, várias cidades brasileiras são cobertas por bandeiras coloridas e tomadas por multidões que se reúnem para celebrar a diversidade e festejar a visibilidade conquistada no espaço social – a Parada Gay realizada em São Paulo é apontada como a maior do mundo. Apesar disso, o Brasil ainda está entre os primeiros países no índice de crimes de ódio contra homossexuais. Direitos básicos, como o casamento, são negados. Esta é uma das várias questões abordadas por “Retratos do Brasil Homossexual – Fronteiras, Subjetividades e Desejos”, livro que a Imprensa Oficial lança em parceria com a Edusp no próximo sábado, 4 de dezembro, a partir das 16 horas na Casa das Rosas – Av. Paulista, 37.A publicação traz artigos e ensaios apresentados durante o IV Congresso da Associação Brasileira de Estudo da Homocultura (Abeh), realizado na USP em setembro de 2008. Cerca de 1/3 deles foi selecionado pelos organizadores para fazer parte da obra. O restante foi reunido em um CD, que acompanha o volume. A organização é de Horácio Costa, presidente da Abeh na época do congresso, Berenice Bento, Wilton Garcia, Emerson Inácio e Wiliam Siqueira Peres.A obra é dividida em cinco partes, cada uma com artigos relativos aos respectivos temas: Homocultura e Direitos Humanos , Homocultura e Literatura, Homocultura e Artes, Universo Trans e Pensar “Identidades”. Alguns dos textos foram produzidos por participantes do congresso que vieram da América Latina e da Espanha, como Fernando Grande-Marlaska, juiz em exercício na Audiência Nacional, equivalente ao Supremo Tribunal Federal espanhol.

O primeiro texto trata de uma das questões mais polêmicas discutidas atualmente, a união entre pessoas do mesmo sexo. “Assegurar somente aos heterossexuais a possibilidade de formar uma família afronta o princípio da igualdade. E, como que vivemos em um Estado democrático de direito – e vivemos – não há como condenar à invisibilidade uma parcela de cidadãos. É uma forma muito perversa de exclusão”, afirma Maria Berenice Dias. De acordo com ela, desde 1992 o Brasil é signatário do Pacto dos Direitos Civis e Políticos da ONU, que em dois artigos proíbe a discriminação por motivo de opção sexual. “Ou seja: negar direitos aos homossexuais é descumprir tratados internacionais, o que compromete a credibilidade do país perante o mundo”. Para ela, isso acontece porque a aparente restrição constitucional, ao invés de sinalizar neutralidade, encobre um grande preconceito que motiva a omissão do legislador, porque existe o receio de ser rotulado de homossexual, desagradar seu eleitorado e comprometer sua reeleição. Isso impede a aprovação de qualquer projeto que assegure direitos à parcela minoritária da população.

Entre os diversos assuntos abordados na obra estão as diferenças entre os movimentos americano e brasileiro na luta pelos direitos homossexuais; o debate sobre a diversidade de gêneros; o homoerotismo nas poesias brasileira, portuguesa e mexicana do Modernismo; o humor e a homofobia; as representações do gay no teatro brasileiro; o tratamento dedicado aos travestis em algumas cidades brasileiras; trajetória da militância política de gays e lésbicas no País; as práticas sutis de discriminação; os efeitos das chamadas club drugs, substâncias utilizadas principalmente por frequentadores de clubes noturnos e raves para facilitar a interação social; e o papel desempenhado pelos veículos de imprensa destinados ao público gay na construção das diferentes identidades da comunidade homossexual.

Imprensa Oficial

Retratos do Brasil Homossexual – Fronteiras, Subjetividades e Desejos
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo / Edusp
Lançamento: 04/12 (sábado)
Local: Casa das Rosas – Av. Paulista, 37
Horário: 16h00

Mais APLAUSO para Pixinguinha

 

 

Livro de Claudette Soares Chega ao Rio

Mais Coleção APLAUSO

 

 

Lançamento conjunto das obras será nesta quinta (28 de outubro), a partir das 19 horas, no Shopping Frei Caneca, e contará com a presença de artistas biografados e autores. Entre as novas publicações estão as biografias de Ítalo Rossi, Laura Cardoso, Tonico Pereira, Jece Valadão, Miguel Magno e Antonio Bivar, as críticas de cinema por Inácio Araújo e os roteiros dos filmes “É proibido fumar” e “Antes que o mundo acabe”.

 

Uma grande festa da cultura vai agitar o Shopping Frei Caneca nesta quinta-feira, dia 28 de outubro, como parte da programação da 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Atores, atrizes, cineastas, dramaturgos e diretores de tevê estão entre os biografados dos novos títulos da Coleção Aplauso, pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Também integram a seleção roteiros de filmes e peças de teatro e livros sobre dança e televisão. O evento acontecerá a partir das 19 horas, no 4º andar do shopping, em São Paulo – Rua Frei Caneca, 569.

Ítalo Rossi, Tonico Pereira, Laura Cardoso, Jece Valadão, Paulo Hesse, Antônio Petrin e Miguel Magno figuram entre os novos biografados da coleção.Também têm sua vida contada em livro os cineastas Ozualdo Candeias, Jeremias Pereira e Ana Carolina. Há, ainda, textos de peças do dramaturgo Rodolfo Garcia Vasquez e críticas de teatro de Jefferson Del Rios; os roteiros dos filmes “Jogo Subterrâneo” e “Feliz Ano Velho” e a história da TV Excelsior.

“A seleção deste ano está bastante interessante. Além da história de artistas consagrados, como Ítalo Rossi – por incrível que pareça, ele nunca teve sua biografia publicada em livro anteriormente –, Tonico Pereira e Jece Valadão, também publicamos biografias de cineastas como Jeremias Moreira e Ana Carolina e a de um ícone da dança, Luis Arrieta. Sem contar as críticas de Jefferson Del Rios e Inácio Araújo. E um livro que faz justiça às grandes vedetes do nosso teatro”, afirma Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial.

Confira os lançamentos deste ano

Série Especial

•  As Grandes Vedetes do Brasil (Neyde Veneziano)
  •  Dicionário de Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro (Antonio Leão da Silva Neto)
  •  Italo Rossi – isto é tudo (Antônio Gilberto)
  •  Marcos Flaksman – universos paralelos (Wagner de Assis)

Série Perfil

•  Analy Alvarez – de corpo e alma (Nicolau Radamés Creti)
  •  Antônio Petrin – ser ator (Orlando Margarido)
  •  Aurora Duarte – faca de ponta (Aurora Duarte)
  •  Bivar – o explorador de sensações peregrinas (Maria Lucia Dahl)
  •  Carmem Verônica – o riso com glamour (Cláudio Fragata)
  •  Dionísio e Flora – uma vida na arte (Dionísio Jacob) 
  •  Ednei Giovenazzi – dono da sua emoção (Tania Carvalho) 
  •  Haydée Bittencourt – o esplendor do teatro (Gabriel Federicci) 
  •  Jece Valadão – também somos irmãos (Apoenan Rodrigues)
  •  Laura Cardoso – contadora de histórias (Julia Laks) 
  •  Marlene França – do sertão da Bahia ao clã Matarazzo (Maria Do Rosário Caetano)
  •  Miguel Magno – o pregador de peças (Andréa Bassitt)
  •  Muitas Vidas – vida e carreira de Norma Blum (Norma Blum)
  •  Paulo Hesse – a vida fez de mim um livro e eu não sei ler (Eliana Pace)
  •  Tania Alves – Tania Maria Bonita Alves (Fernando Cardoso) 
  •  Tonico Pereira – um ator improvável, uma autobiografia não autorizada (Eliana Bueno-Ribeiro)

Série Cinema

•  Ana Carolina Teixeira Soares – cineasta brasileira (Evaldo Morcazel)
  •  Candeias – pedras e sonhos do Cineboca (Moura Reis)
  •  Cinema de Boca em Boca – escritos sobre cinema (Juliano Tosi)
  •  Jeremias Moreira – o cinema como ofício (Celso Sabadin)
  •  Radiografia de Um Filme – São Paulo Sociedade Anônima (Ninho Moraes)
  •  Roberto Gervitz – Brincando de Deus (Evaldo Mocarzel)

Roteiros:
•  Antes que o Mundo Acabe (Ana Luiza Azevedo)
•  É proibido fumar (Anna Muylaert)
•  Feliz Ano Velho (Roberto Gervitz)
•  Jogo Subterrâneo (Roberto Gervitz)
•  Leila Diniz (Luiz Carlos Lacerda)

Série Teatro

• A Carroça do Sonho e os Saltimbancos – memória da carroça de ouro (Roberto Nogueira)
  •  Antônio Bivar – as três primeiras peças
  •  Em busca de um teatro musical carioca (Eduardo Rieche & Gustavo Gasparani)
  •  Isto é besteirol – o teatro de Vicente Pereira (Luiz Francisco Wasilewski)
  •  Jefferson Del Rios – críticas teatrais
  •  O Teatro de Marici Salomão (Marici Salomão)
  •  Pequeno poema infinito (Antonio Gilberto e José Mauro Brant)
  •  Rodolfo Garcia Vázquez: quatro textos e um roteiro (Rodolfo Garcia Vázquez)

Série TV

•  Gloria in Excelsior (Álvaro de Moya);  

Série Dança

•  Luis Arrieta – poeta do movimento (Roberto Pereira)

Sobre a Coleção

Criada em 2004, a Coleção Aplauso registra a trajetória dos principais nomes da dramaturgia nacional. Escritores com experiência em jornalismo cultural fazem entrevistas, há pesquisas de documentos e imagens e os resultados geralmente ultrapassam os simples registros biográficos, revelando facetas que caracterizam o artista e seu ofício dentro de um contexto histórico. Há ainda o ineditismo da publicação de roteiros originais de filmes que de alguma forma marcam a nossa história

Aplauso na Internet

Desde os primeiros lançamentos, em 2004, até os mais recentes, cerca de 200 livros da Coleção Aplauso podem ser acessados gratuitamente pela Internet. Com roteiros, peças, histórias de emissoras de tevê e biografias de artistas, cineastas e dramaturgos, os títulos estão disponíveis para download em pdf e txt. Basta acessar o site www.imprensaoficial.com.br/colecaoaplauso.

 

Imprensa Oficial

Lançamento de novos títulos
da Coleção Aplauso

Data: quinta-feira 28 de outubro
Local: Shopping Frei Caneca, 4º andar
Horário: 19 horas.
Endereço: Rua Frei Caneca, 569

 

MALU MADER ilustra capa de ROTEIRO do filme FELIZ ANO VELHO

lAURA CARDOSO ganha biografia

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Imprensa Oficial faz Festa para Artistas

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