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Agosto de Livro na Mesa em São Paulo

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) dá início a mais uma ação da campanha Entre no Clima da Bienal: O livro vai à mesa. O objetivo é mobilizar os paulistanos e o público em geral para a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a acontecer de 9 a 19 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, zona Norte da cidade.

A iniciativa O livro vai à mesa tem curadoria do chef André Boccato, que também orienta na Bienal o espaço gastronômico Cozinhando com Palavras. Os restaurantes participantes são Bistrô Charlô, Capim Santo, Divino Fogão, Don Pepe di Napoli, Jardim de Nápoli, Maria Brigadeiro, Mello & Mellão Trattoria, Na Cozinha, Ponto Chic, Santinho e Vinheria Percussi.

Quando o diferencial é o LIVRO

Além da boa gastronomia, o diferencial na seleção dos participantes de O livro vai à mesa está no fato de os restaurantes terem obras publicadas ou seus chefs de cozinha serem autores de livros. É o caso do chef Charlô Witaker, que participa com receita publicada em “Charlô of Course”, o primeiro de três livros de sua autoria.

Outro destaque atraente: o prato-homenagem à Bienal irá à mesa sempre regado a um par de ingressos. E mais: durante os 11 dias do encontro literário no Anhembi, o visitante poderá fazer reservas nos restaurantes no espaço temático Cozinhando com Palavras.

No cardápio

Bistrô Charlô: “Magret de pato com pera caramelizada e espinafre” (descrição: peito de pato grelhado rapidamente na frigideira, servido com pera caramelizada e um creme de espinafre.

Capim Santo: “Moqueca de aratu com farofa de beiju”

Divino Fogão – Shopping D e Santana Parque: Bufê típico da fazenda, mais pudim de sobremesa.

Don Pepe di Napoli: Spaghetti à Francesco Paolo (spaghetti, molho de tomate, beringela, iscas de filé mignon, azeite, alho, orégano e azeitonas pretas – para duas pessoas)

Jardim de Nápoli: Spaghetti alle vongoli (massa seca longa, vôngoles, tomates frescos, azeitonas, temperos e azeite extra virgem de oliva).

Maria Brigadeiro: Caixa gourmet forrada em tecido e em formato de livro com brigadeiros (sabores variados, edição limitada exclusiva para a Bienal do Livro)

Mello & Mellão Trattoria: Paleta de cordeiro à Gabriele D’Annunzio; Paleta rustica con pappardelle i carciofi.

Na Cozinha: Cubinhos de queijo coalho assados com melaço de cana, com leve toque de pimenta Dedo de Moça; Guisado de músculo, feijão verde, arroz vermelho da Paraíba, purê de batata doce, farofa de cebola; bolo de mandioca.

Ponto Chic: Bauru ao Ponto Chic (roast-beef, tomate, pepino em conserva e uma deliciosa mistura de queijos fundidos).

Santinho: Moqueca de aratu com farofa de beiju

Vinheria Percussi: Orecchiette baresi alle zucchine (massa artesanal fresca e seca, típica da Puglia, servida com molho de abobrinhas e azeite A Mano); pappardelle al ragù di funghi (massa fresca com molho de champignons, porcini e emulsão de mascarpone).

Cozinhando com Palavras

As atividades programadas para o espaço temático gourmet da Bienal do Livro mesclam cozinha, literatura e cultura, com a proposta de apresentar a gastronomia como item cultural formador de um povo e também inserida no conceito maior do evento: “Porque livros transformam o mundo, porque livros transformam pessoas”.

Na cozinha cenográfica montada no espaço, grandes chefs e autores nacionais e internacionais levarão à mesa reflexões, tendências, pesquisas sobre “brasilidade na cozinha”, e o casamento saboroso de literatura e culinária regional, baseado em renomados escritores, como Jorge Amado e Nelson Rodrigues, homenageados nesta edição da Bienal pelos centenários de seus nascimentos.

SERVIÇO

Campanha Entre no Clima da Bienal

Ação: O livro vai à mesa, com pratos especiais em homenagem à Bienal do Livro, cada prato acompanhado de um par de ingressos.

Restaurantes: Bistrô Charlô, Capim Santo, Divino Fogão, Jardim de Nápoli, Maria Brigadeiro, Mello & Mellão Tratoria, Na Cozinha, Ponto Chic, Santinho e Vinheria Percussi

Período: até 19 de agosto (os restaurantes participam até que se esgote seu lote de ingressos)

Reservas: nos próprios restaurantes e, durante a Bienal, no espaço gourmet Cozinhando com Palavras.

22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Período: 9 a 19 de agosto

Horário: das 10h às 22h

Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi

End.: Av. Olavo Fontoura, 1.209 – São Paulo – SP

Site: www.bienaldolivrosp.com.br

 

Toninho Horta em Novo Livro APLAUSO

   
Guitarrista e violonista virtuoso, Toninho Horta acumula ao longo de sua extensa trajetória encontros musicais com Elis Regina, Gal Costa, Nana Caymmi, Milton Nascimento, Joyce, Chico Buarque, Caetano Veloso, Pat Metheny, George Benson, Herbie Hancock e Wayne Shorter, entre muitos outros. Shows, gravações, CDs, bastidores, curiosidades e muitas histórias fazem parte de “Toninho Horta – harmonia compartilhada”, livro da Coleção Aplauso com lançamento marcado para dia 15 (quarta), na Livraria da Vila da Fradique Coutinho, em São Paulo.
Compositor de Manoel, o audaz, música que lhe deu fama, Toninho Horta é cultuado pela crítica mundial especializada e por fãs ao redor de todo o planeta. Para citar apenas dois nomes, Pat Metheny e George Benson, considerados ícones da guitarra, estão entre os artistas que o reverenciam. Toda sua carreira, sucessos, discos e histórias curiosas poderão ser conhecidas agora pelo grande público com Toninho Horta – harmonia compartilhada, livro escrito por Maria Tereza Arruda Campos e editada pela Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. O lançamento será na próxima quarta, 15 de dezembro, às 19 horas, na Livraria da Vila, em São Paulo – Rua Fradique Coutinho, 915.

Pode-se dizer que a paixão de Toninho Horta pela música estava nos genes. Nascido em 1948, na cidade de Belo Horizonte, cresceu numa família extremamente musical: o avô materno era maestro e compositor e a avó tocava piano. Ganhou seu primeiro violão aos 10 anos e foi sua mãe quem lhe ensinou os primeiros acordes, junto com o irmão Paulo, 15 anos mais velho, músico profissional e um dos ídolos de Toninho. Não demorou para fazer sua primeira música, “Barquinho vem”, com letra da irmã, Gilda, uma das grandes incentivadoras de sua carreira.

 Um dos primeiros encontros musicais foi com Milton Nascimento, na década de 1960. O irmão Paulo levou “Bituca” para tocar num evento musical que as irmãs promoviam em casa e pediu que Toninho, então com 16 anos, tocasse para Milton ouvir. A partir daquele dia tornaram-se grandes amigos, repetindo muitas vezes as sessões musicais.

A estréia profissional aconteceu aos 17 anos. Começou a ser conhecido pelo público em 1967, quando participou do II Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro. Na ocasião, classificou duas de suas composições: Maria Madrugada , interpretada pelo grupo vocal O Quarteto, e Nem é Carnaval, cantada por Márcio José. No mesmo concurso Milton Nascimento maravilhou o Brasil com sua voz ao interpretar Travessia, Morro Velho e Maria, minha fé.

 Após o Festival, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde chegou a morar junto com Lô Borges, Milton Nascimento e Beto Guedes. A primeira cantora a gravar uma música sua na cidade foi Joyce, interpretando Litoral. A partir de então vários artistas passaram a conhecer o seu trabalho.

Um dos capítulos é dedicado ao disco Clube da Esquina, lendário álbum gravado em 1972 e que projetou definitivamente os músicos mineiros no cenário nacional. No ano seguinte Toninho acompanhou Gal Costa em turnê e fez sua primeira viagem ao exterior. O primeiro reconhecimento internacional veio em 1977, quando a revista londrina Melody Maker o elegeu como o 5º melhor guitarrista do mundo.

Embora tenha contado com a participação de músicos como Wayne Shorter e Herbie Hancock, seu primeiro disco solo, Terra dos Pássaros, levou quatro anos para ser lançado, em 1980, pela dificuldade de conseguir uma gravadora – todas achavam “artístico demais” e o álbum acabou sendo feito de maneira independente. A mesma dificuldade fez com que no final dos anos 90, após nove anos morando nos Estados Unidos, ele criasse sua própria gravadora, a Minas Records.

O livro passa também pela formação da banda Som Imaginário, legendária banda que por alguns anos acompanhou Milton Nascimento. Toninho fez parte de uma de suas formações e participou da gravação do disco Milagre dos Peixes. Na obra ele relembra, ainda, as apresentações em outros países asiáticos e europeus, além de sua relação com fãs. Um dos capítulos da obra é dedicado ao encontro musical com Pat Metheny, enquanto outro fala da gravação de um disco com George Benson, ainda não lançado comercialmente.

No final da obra Toninho faz também declarações de caráter pessoal, que dão a dimensão humana desse profissional da música.