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Banco do Nordeste aposta em interiorização da Cultura

 

O Programa de Cultura Banco do Nordeste/BNDES destinou ano passado mais de R$ 6 milhões a projetos localizados em cidades do Nordeste e do Norte de Minas Gerais e Espírito Santo. A maior parte desses recursos (75%) contemplou municípios do interior, sobretudo os menos providos de atividades ou equipamentos culturais. 

“Nos últimos dois anos, verificou-se maior capilaridade de nosso apoio cultural. Dos projetos selecionados da edição de 2010, 63% se encontravam fora das capitais. Em 2011, essa interiorização se intensificou, atingindo 3/4 da quantidade de projetos”, afirma o gerente do Ambiente de Gestão da Cultura do BNB, Tibico Brasil.

 

Ele acrescenta que mais de 70% dos recursos do Programa foram aplicados em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento (abaixo de 0,719) , e 80% em cidades consideradas com alto índice de exclusão social. 

A parceria entre o Banco do Nordeste e o BNDES resultou na aplicação de recursos da ordem de R$ 12 milhões e patrocínio de quase 500 projetos (edições 2010 e 2011). Um novo convênio entre as duas instituições federais já foi firmado e prevê aplicação de R$ 16 milhões no próximo biênio, atingindo mais de 600 projetos culturais em toda a área de atuação do Banco do Nordeste.

 

Público de dois milhões de pessoas

A participação da comunidade na produção de ações culturais é outro destaque do BNB/BNDES de Cultura. O público estimado das apresentações ao vivo chega a dois milhões de cidadãos. Cerca de 65% dos projetos atendidos realizaram oficinas e cursos de capacitação artística, sendo que quase oito mil pessoas estão envolvidas diretamente na gestão e execução das ações culturais. 

O Banco do Nordeste estima ainda que cerca de 300 mil produtos, entre CDs, DVDs, catálogos, livros e revistas foram gerados com o incentivo do programa. Como previsto em edital, 20% do material produzido é distribuído pelo BNB, equipamentos culturais, associações e entidades parceiras. Os produtos também são distribuídos em eventos promovidos nos centros culturais do Banco.

 

Para a edição 2012/2013, o Programa Banco do Nordeste/BNDES de Cultura prevê R$ 8 milhões em recursos. As inscrições se encerraram em dezembro passado e estão em fase de análise. O resultado será anunciado no próximo mês de maio.

Fundação Biblioteca Nacional Incentiva Leitura

 
Livros escolhidos para 30 agentes públicos objetivam sensibilizar sobre importância da prática da leitura no desenvolvimento do país
 
Neste sábado, 23 de abril, o mundo comemora o Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor. E com a missão de incentivar e expandir cada vez mais a leitura no Brasil, a Fundação Biblioteca Nacional, presidida pelo jornalista e escritor Galeno Amorim, preparou um presente especial para um grupo de 30 autoridades, que vão de ministros, governadores e prefeitos até a Presidenta Dilma Rousseff.
 
“Estimular a prática da leitura deve ser uma bandeira de todo mundo que tem uma função pública e poder de decisão”, afirma Galeno. “Afinal, o desenvolvimento do país passa, necessariamente, pela leitura e por seu poder extraordinário de transformação do indivíduo”, acrescenta, ao explicar que não se trata exatamente de um mimo, mas sim de chamar a atenção para o papel dos livros na sociedade. 
 
A FBN escolheu 40 títulos de ficção e não-ficção, escritos por renomados autores brasileiros e publicados por diversas editoras, que doaram as obras. O ministro dos Esportes, Orlando Silva, por exemplo, ganhou o livro de autoria do técnico de vôlei Bernardinho, Transformando Suor em Ouro. Já  o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, foi contemplado com Patrimônio da Metrópole Paulistana, da cientista social Margarida Cintra Gordinho, enquanto o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, recebeu O Rio de Joaquim Manuel de Macedo, de Michelle Strzoda.
 
 
 
Já a presidenta Dilma recebeu uma coleção com dez livros escritos por mulheres: Casa de Meninas, de Lygia Fagundes Telles; A Doce Canção de Caetana, Nélida Piñon; A Audácia Dessa Mulher, de Ana Maria Machado; A Mãe da Mãe de Sua Mãe e Suas Filhas, de Maria José Silveira; Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves; A Duração do Dia, de Adélia Prado; O Voo da Guará Vermelha, de Maria Valéria Rezende; A Chave de Casa, de Tatiana Salem Levy; O Livro de Zenóbia, de Maria Esther Maciel, e Sinfonia em Branco, de Adriana Lisboa.
 
MEMÓRIA – O Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor é comemorado no mundo todo a 23 de abril, data da morte de Miguel de Cervantes, William Shakespeare e diversos outros autores. A festa mais tradicional ocorre na Espanha, onde homens e mulheres trocam flores e livros.

Coleção APLAUSO em Novos Volumes

Imprensa Oficial Imprensa Oficial

Catalogação Bibliotecária

 

IMPRENSA OFICIAL LANÇA CÓDIGO
DE CATALOGAÇÃO BIBLIOTECÁRIO

“Código de Catalogação Anglo-Americano” é ferramenta de trabalho para os profissionais de biblioteca na organização dos acervos que a cada dia ganham mais recursos, além dos habituais livros e revistas. Lançamento da obra, composta por dois volumes, acontece dia 10 na Casa das Rosas.

Código de Catalogação Anglo-Americano, revisão 2002, 2ª edição
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (Febab)
824 páginas (dois volumes)
R$ 200,00

Adotado na maioria das bibliotecas brasileiras, o Código de Catalogação Anglo-Americano é o instrumento técnico utilizado por bibliotecários para organizar seus acervos, compostos cada vez mais por fitas de vídeo, filmes e discos, além dos já tradicionais livros, jornais e revistas.

Por sua importância para a área, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, em parceria com a Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (Febab), lança no próximo dia 10 (quinta-feira) a 2ª edição do Código de Catalogação Anglo-Americano, revisão 2002. A obra foi preparada sob a direção da The Joint Steering Committee for Revision of AACR e traduzida pela Febab. O evento acontece a partir das 19 horas, na Casa das Rosas – av. Paulista, 37, São Paulo.

Presidente da Febab entre 2005 e 2008, Marcia Rosseto explica na apresentação da obra que os princípios do Controle Bibliográfico Universal foram consolidados no século XX pela institucionalização de programas e projetos internacionais. Em 1961 a “Conferência Internacional sobre Princípios de Catalogação”, realizada em Paris, apresentou propostas que resultaram na publicação do Código de Catalogação Anglo-Americano (Anglo-American Cataloging Rules-AACR), em 1967. Em 1969, foi publicada a primeira edição brasileira do código. Em 1978, um novo código foi editado em inglês, traduzido para o português e lançado pela Febab em 2 volumes: o primeiro, em 1983, e o segundo em 1985. No entanto, ambos estavam esgotados.

De acordo com o presidente da Imprensa Oficial, Hubert Alquéres, a multiplicação e a diversificação das fontes, a pluralidade dos meios utilizados e a intensificação do intercâmbio tornaram as tarefas dos bibliotecários mais complexas na hora de organizar os acervos, incluir novos suportes e atender à demanda dos usuários, requerendo o desenvolvimento das formas de armazenar, recuperar e difundir as informações. “Nesse contexto, a existência de um sistema classificatório atualizado e amplamente aceito tornou-se ainda mais vital, aumentando a importância do Código de Catalogação, conhecido como AACR2, norma internacional que subsidia o tratamento da informação e é adotada pelas grandes bibliotecas de todos os países”.

A obra foi dividida em dois volumes. O primeiro engloba os capítulos 1 ao 13 e o segundo inclui os capítulos 21 ao 26, Apêndices e Índice.

Com 376 páginas, o primeiro volume contém instruções para a formulação da descrição de materiais de biblioteca, baseadas na estrutura geral utilizada para a descrição de materiais de biblioteca – Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada Geral ISBD(G) – conforme acordo entre a Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas (IFLA) e a Comissão Executiva Conjunta para Revisão do AACR. Seu conteúdo é composto por regras gerais de descrição; livros, folhetos e folhas impressas; materiais cartográficos; manuscritos; música; gravações de som; filmes cinematográficos e gravações de vídeo; materiais gráficos; recursos eletrônicos; artefatos tridimensionais e realia; microformas; recursos contínuos; e análise.

Já o segundo volume, com 448 páginas, trata da escolha dos pontos de acesso para as entradas principais e secundárias (capítulo 21), da forma dos cabeçalhos, dos títulos uniformes (capítulos 22-25) e das remissivas (capítulo 26). Já o capítulo 23 fala de nomes geográficos, enquanto nos 22, 23 e 24 há regras para acréscimos a nomes usados como cabeçalhos.

RIO Ganha Biblioteca-Parque

Os cerca de 100 mil moradores de 16 comunidades de Manguinhos, um dos maiores complexos de favelas na zona norte do Rio, ganharam nesta quinta, 29, a primeira biblioteca-parque do Brasil.

Com uma área de 3,3 mil metros quadrados, o espaço tem um local só para jogos, uma filmoteca, sala de leitura para pessoas com deficiências visuais, acervo digital de música, cineteatro, cafeteria, 40 computadores com acesso gratuito à internet e uma sala de reuniões.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse que o projeto é baseado na experiência colombiana, que explora o espaço da biblioteca além do papel tradicional, trabalhando também com o conceito de centro cultural.

“Cultura é um direito de todo o brasileiro e o Estado tem a obrigação de disponibilizar este direito. E esta biblioteca vai estimular e dinamizar a leitura. Toda obra do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] terá uma biblioteca como esta, por meio de uma parceria nossa com o Ministério das Cidades e com os governos estaduais.”

Juca Ferreira acredita que o espaço cultural vai contribuir para diminuir os índices de violência na região de Manguinhos, palco de constantes tiroteios e guerras entre traficantes e policiais.

“Cultura não combina com violência. Ela qualifica relações humanas, a subjetividade das pessoas e onde tem cultura o índice de violência baixa, estratégias como as de Nova York e Medelín (Colômbia) demonstraram isso e nós estamos trabalhando para que a população tenha acesso pleno à cultura.”

Além dos cerca de 25 mil livros, a biblioteca vai oferecer cerca de 800 DVDs, três livros digitais, centenas de gibis e 3 milhões de músicas. Os livros podem ser cedidos por meio de empréstimos.

O cartunista Maurício de Souza participou da inauguração da biblioteca acompanhado de personagens da Turma da Mônica. Ele anunciou a doação de 100 mil gibis à biblioteca. A Academia Brasileira de Letras também se comprometeu a manter o arquivo da nova biblioteca sempre renovado com doações.

O estudante Lucas Mendes, 8 anos, disse que pretende visitar o novo espaço com frequência, embora admita não gostar muito de ler. “Aqui tem vários livros legais e jogos que nunca tinha visto. Tem muita coisa pra fazer. É melhor do que ficar em casa, né?”.

O projeto é uma parceria do Ministério da Cultura e do governo do estado do Rio e custou R$ 8,6 milhões, sendo que R$ 7,4 milhões foram custeados pelo governo federal.

No Rio, estão previstas mais três bibliotecas-parque para serem inauguradas este ano. Duas já estão em construção: uma na Rocinha, favela da zona sul da cidade, e outra no Complexo do Alemão, zona norte.

Internet depende da capacidade de quem a consulta…

Trazemos pra demarcar um bom início de semana, uma conversa do jornalista Ubiratan Brasil com o festejado escritor italiano UMBERTO ECO. Confira:

O bom humor parece ser a principal característica do semiólogo, ensaísta e escritor italiano Umberto Eco. Se não, é a mais evidente. Ao pasmado visitante, boquiaberto diante de sua coleção de 30 mil volumes guardados em seu escritório/residência em Milão, ele tem duas respostas prontas quando é indagado se leu toda aquela vastidão de papel. “Não. Esses livros são apenas os que devo ler na semana que vem. Os que já li estão na universidade” – é a sua preferida. “Não li nenhum”, começa a segunda. “Se não, por que os guardaria?”

O desaparecimento do livro é uma obsessão de jornalistas, que me perguntam isso há 15 anos. Mesmo eu tendo escrito um artigo sobre o tema, continua o questionamento. O livro, para mim, é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que, uma vez inventado, não muda jamais. Continua o mesmo e é difícil de ser substituído. O livro ainda é o meio mais fácil de transportar informação. Os eletrônicos chegaram, mas percebemos que sua vida útil não passa de dez anos. Afinal, ciência significa fazer novas experiências. Assim, quem poderia afirmar, anos atrás, que não teríamos hoje computadores capazes de ler os antigos disquetes? E que, ao contrário, temos livros que sobrevivem há mais de cinco séculos? Conversei recentemente com o diretor da Biblioteca Nacional de Paris, que me disse ter escaneado praticamente todo o seu acervo, mas manteve o original em papel, como medida de segurança.
Qual a diferença entre o conteúdo disponível na internet e o de uma enorme biblioteca?

A diferença básica é que uma biblioteca é como a memória humana, cuja função não é apenas a de conservar, mas também a de filtrar – muito embora Jorge Luis Borges, em seu livro Ficções, tenha criado um personagem, Funes, cuja capacidade de memória era infinita. Já a internet é como esse personagem do escritor argentino, incapaz de selecionar o que interessa – é possível encontrar lá tanto a Bíblia como Mein Kampf, de Hitler. Esse é o problema básico da internet: depende da capacidade de quem a consulta. Sou capaz de distinguir os sites confiáveis de filosofia, mas não os de física. Imagine então um estudante fazendo uma pesquisa sobre a 2.ª Guerra Mundial: será ele capaz de escolher o site correto? É trágico, um problema para o futuro, pois não existe ainda uma ciência para resolver isso. Depende apenas da vivência pessoal. Esse será o problema crucial da educação nos próximos anos.


Não é possível prever o futuro da internet?

Não para mim. Quando comecei a usá-la, nos anos 1980, eu era obrigado a colocar disquetes, rodar programas. Hoje, basta apertar um botão. Eu não imaginava isso naquela época. Talvez, no futuro, o homem não precise escrever no computador, apenas falar e seu comando de voz será reconhecido. Ou seja, trocará o teclado pela voz. Mas realmente não sei.

IMPRENSA OFICIAL: Presença Marcante na FLIPOÇOS

 

 

IMPRENSA OFICIAL LEVA MAIS DE 480
TÍTULOS PARA A FLIPOÇOS 2010
 

Estande da Imprensa Oficial de São Paulo na Feira do Livro de Poços de Caldas terá as principais obras de seu catálogo, incluindo os títulos premiados, como Monteiro Lobato Livro a Livro – Obra Infantil e ResmungosFerreira Gullar.

Empresa promoverá ainda apresentação especial sobre a Coleção Aplauso, além de palestras e sessões de autógrafos com Elizabeth Lorenzotti, Galeno Amorim e Emanoel Araújo.

 

Poeta Ferreira Gullar: obra também editada pela Imprensa Oficial de São Paulo estará na FLIPOÇOS

Monteiro Lobato Livro a Livro – Obra Infantil, escolhido Livro do Ano na categoria não-ficção da 51ª edição do Prêmio Jabuti, e Resmungos, de Ferreira Gullar, Livro do Ano na categoria ficção do 49º Jabuti, 168 livros da Coleção Aplauso e outros também editados pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em parceria com as principais universidades do país estarão entre os 481 títulos à disposição dos freqüentadores da 5ª edição da Feira do Livro de Poços de Caldas.

A Flipoços começa hoje e vai até 2 de maio, no Centro de Convenções de Poços de Caldas – Praça Getúlio Vargas, S/N, Centro.

Outros bons lançamentos da Imprensa Oficial foram selecionados para a feira, como O Teatro do Ornitorrinco, organizado por Christiane Tricerri; Roupa de Artista, de Cacilda Teixeira da Costa; “Arte Brasileira na Pinacoteca do Estado de São Paulo”, organizado por Taisa Palhares; e O Livro de Ruth, de Margarida Cintra Gordinho.

A Coleção Aplauso terá ainda uma apresentação especial dia 1º de maio com a presença de seu organizador, Rubens Ewald Filho, e do presidente da Imprensa Oficial, Hubert Alquéres. Haverá também duas palestras de autores que publicaram livros pela Imprensa Oficial e sessões de autógrafos.

Biografias importantes como a de DINA SFAT integram a coleção APLAUSO

“A Imprensa Oficial de São Paulo faz questão de participar da Flipoços, porque a cada ano ela vem se firmando no cenário literário nacional e já pode ser considerada uma das principais feiras do país”, avalia Hubert Alquéres.

As duas palestras acontecem no dia 26 de abril, segunda-feira. Elizabeth Lorenzotti, autora de Tinhorão, o Legendário e Suplemento Literário, fala a partir das 17h30, no “Espaço da prosa”, sobre “Os Dilemas do Jornalismo Cultural. Na seqüência, autografa seus dois livros. No mesmo horário, mas no auditório do teatro, Galeno Amorim, coordenador do livro Retratos da Leitura no Brasi, discorre sobre Escola, esse espaço mágico de leitura.

Além das palestras, Emanoel Araújo, organizador da obra “Brasil – Imagens da terra e do povo”, participa de sessão de autógrafos do livro, no dia 2 de maio, a partir das 11 horas, no estande da Imprensa Oficial.

Um dos principais sucessos editoriais da Imprensa Oficial, a Coleção Aplauso será tema de uma apresentação no dia 1º de maio, a partir das 19h30, no Teatro Complexo Cultural.

Rubens Ewald Filho e Hubert Alquéres falarão da importância das obras para o resgate e preservação da cultura nacional. A coleção reúne grande parte da memória artística brasileira em seus mais de 200 títulos publicados, entre biografias, roteiros de cinema, perfis e histórias de emissoras de TV. Lançada em 2004, seu objetivo é registrar a história das artes cênicas nacionais e seus principais protagonistas. Boa parte dessa produção está acessível pela internet: numa iniciativa pioneira, a Imprensa Oficial colocou 174 livros da coleção à disposição para download gratuito no site http://aplauso.imprensaoficial.com.br.

Pró-Livro com projeto na Bienal de Sampa

 

No Dia Mundial do Livro, Instituto Pró-Livro anuncia projeto temático para a Bienal de SP

Na 21ª edição do evento, instituto apresenta “Livro Vivo – Viajando pelas Histórias”

O Instituto Pró-Livro (IPL) comemora o Dia Mundial do Livro, neste dia 23, em grande estilo: ele está a todo vapor com a organização do evento Livro Vivo – Viajando pelas Histórias, a ser implantado na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em agosto.

A primeira experiência bem sucedida foi na 20ª edição do evento, em 2008, com a instalação da Biblioteca Viva. A instalação multimídia contou a história da escrita, do livro e das bibliotecas, além de promover para as crianças a oficina do autor. Em 2009, foi a vez do Rio de Janeiro.

Durante a XIV Bienal Internacional do Livro do Rio, o IPL apresentou o projeto Floresta de Livros, um espaço temático voltado para o público jovem e que contou com Árvores Falantes, Livro Mágico, Salas Secretas e a Grande Clareira. O espaço tornou a visitação à Bienal carioca ainda mais mágico.

Para o IPL, participar de bienais com ações voltadas às crianças e aos adolescentes é uma oportunidade de consolidar sua atuação como promotora de instalações lúdicas e de encantamento envolvendo o livro, mas principalmente  é a oportunidade de promover um profundo estímulo à leitura.  “Esses eventos especiais proporcionam ao público infantil uma nova representação envolvendo o livro, que não é possibilitada nas escolas e bibliotecas. O contato com autores e novos lançamentos, as megas instalações das editoras e as atrações do evento promovem a percepção sobre o livro, como objeto de consumo cultural e de desejo”, diz  Zoara Failla, gerente de projetos especiais do Instituto Pró-Livro.

Já o novo projeto, Livro Vivo, oferece a possibilidade de viajar pelo livro e com o livro, para que descubram que ele pode levar a instigantes e prazerosas descobertas. “Além disso, mostrará que as novas tecnologias, desde que usadas de forma lúdica e desafiante, podem ser aliadas para atrair crianças e jovens para o livro”, completa Zoara.

Em um ambiente mágico, formado por cenografia, sonoplastia e recursos multimídia e digital, os visitantes descobrirão personagens da literatura clássica infanto-juvenil, as diferenças culturais, a história da língua portuguesa, entre tantas outras descobertas. “Em suas ações, o Instituto procura privilegiar como público alvo as crianças e os jovens, o que demanda mobilizar os principais responsáveis pela sua educação e hábitos de leitura: educadores, pais, bibliotecários, animadores e mediadores de leitura”, comenta Sônia Jardim, presidente do Instituto Pró-Livro.

Estes projetos educativos são frutos da análise dos resultados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil que terá sua 3ª edição divulgada no segundo semestre de 2010,  e  aponta o comportamento do leitor brasileiro. Desde maio de 2007, ano que efetivamente  começou a lutar pelos objetivos de fomentar a leitura no Brasil,  o IPL já  contribuiu com inúmeros projetos próprios e patrocinados em todo o Brasil.

O IPL elegeu essa missão como resposta institucional à preocupação de especialistas de diferentes segmentos dos setores público e privado com relação aos índices de letramento e hábitos de leitura da população em geral e principalmente dos jovens – que são significativamente inferiores aos níveis dos países industrializados e em desenvolvimento.

A entidade se propôs ainda a desenvolver ou apoiar projetos seguindo cinco eixos, orientados pelos eixos do PNLL (Plano Nacional do Livro e Leitura) : promoção e acesso ao livro; fomento à leitura e à formação de mediadores visando melhorar os índices de letramento; valorização da leitura; desenvolvimento da cadeia produtiva do livro; e inclusão cultural e a cidadania.

A tecnológica e lúdica instalação da Bienal de São Paulo será a porta de entrada para que mais crianças, jovens e suas famílias possam descobrir o prazer de viajar no mundo da leitura. 

www.prolivro.org.br

Cannito e a TV na era Digital

De forma ampla e desafiadora, Newton Cannito discute os caminhos da televisão na era digital. Trata do ambiente de convergência digital, dos modelos de negócio do futuro, da interatividade e da democratização dos conteúdos. Longe de ser técnica, a obra aposta em uma nova era na comunicação.

No ar há mais de oitenta anos, a televisão revolucionou o mundo e ajudou a interligar continentes. A telinha influenciou comportamentos, marcou décadas e hoje é o meio de comunicação com maior penetração e importância no planeta. Mas como será a televisão na era digital? Os seminários sobre o tema lotam de pessoas aflitas para conhecer as novas tendências, e a grande maioria dos palestrantes defende a chegada de um apocalipse completo. No livro A televisão na era digital – Interatividade, convergência e novos modelos de negócio, lançamento Summus Editorial, o roteirista e diretor de televisão Newton Cannito vai na contramão dos que acreditam que a televisão vai virar internet e mostra como o digital potencializa a expressão televisiva. O autor fala sobre os desafios da televisão na era digital e apresenta propostas inovadoras para o desenvolvimento da TV nesta nova cultura.

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Pioneira na abordagem do tema, a obra é referência para outros estudos sobre a TV digital no Brasil. Traz informações sobre o conteúdo dos programas e mostra como fazer televisão nesse novo momento. Já na introdução, o autor desconstrói vários mitos, entre eles: o de que a televisão vai desaparecer devido à internet; o de que a narrativa está com os dias contados; o de que o espectador do futuro será totalmente interativo; o de que a TV vai ser personalizada; e o de que todos vão querer ser realizadores de televisão. “Esses mitos surgiram nos últimos anos e vêm confundindo empresas e profissionais”, afirma o autor.

Muito além de uma obra técnica, o livro é imprescindível para quem quer entender a cultura contemporânea e fazer televisão nesse novo contexto. A intenção do autor não é encontrar respostas definitivas para as inúmeras possibilidades que poderão delinear a televisão na era da convergência. “Não podemos errar na estratégia”, afirma Cannito. Para ele, não dá mais para pensar na TV de forma segmentada. O objetivo, revela, é discutir qual programa poderá despertar o interesse do espectador, conquistar a audiência e se propagar socialmente.

Dividido em quatro capítulos e um anexo, o livro aborda desde os conceitos básicos da televisão até as tendências da cultura digital e os caminhos concretos na área de conteúdo. No primeiro capítulo, o autor discorre sobre as especificidades da TV e da mídia digital. No segundo, fala sobre os desafios da televisão no ambiente de convergência digital, abordando tecnologias e modelos de negócio que tendem a dar certo. No capítulo 3, levanta hipóteses de como será a TV na era digital, falando de cultura, interatividade, alta definição, narrativas transmidiáticas e democratização do conteúdo. E, no quarto capítulo, analisa gêneros e formatos que deram certo, partindo dos programas Lost e Big Brother e da qualidade no padrão da MTV Brasil – que considera uma das mais criativas e inovadoras redes de televisão do país.

Ao concluir a obra, o autor faz propostas concretas para transformar a TV brasileira, garantindo seu pleno desenvolvimento. “Temos possibilidades reais de desenvolver uma televisão soberana, que atraia o interesse do povo e conquiste plateias internacionais, contribuindo para a construção de uma nova civilização com mais tolerância e menos conflito“, complementa Cannito.

O livro é resultado da tese de doutorado do autor que, em 2010, mereceu menção honrosa da primeira edição do Prêmio SAV para Publicação de Pesquisas em Cinema e Audiovisual, do Ministério da Cultura. A tese foi defendida na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e teve como orientadora a professora titular e vice-diretora da instituição, Maria Dora Mourão.

O autor

Newton Cannito concilia a prática com a reflexão televisiva. É cocriador e roteirista-chefe da série 9mm: São Paulo (premiada pela APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, em 2008), transmitida pela FOX. Foi roteirista da série Cidade dos Homens e da novela Poder Paralelo, de Lauro César Muniz, transmitida pela Record. Atua ainda como supervisor artístico do Edital FICTV, programa público para a produção de seriados. Dirigiu documentários premiados como Jesus no mundo maravilha, exibido em televisões de 21 países e considerado pelo crítico Jean-Claude Bernardet uma “referência inevitável no documentário brasileiro contemporâneo”. Doutorou-se em televisão pela Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP), é diretor do Instituto de Estudos de Televisão (IETV) e da Fábrica de Ideias Cinemáticas (FICs).

Título: A televisão na era digital – Interatividade, convergência e novos modelos de negócio
Autor: Newton Cannito
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 63,90
Páginas: 264
ISBN: 978-85-323-0658-6
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: http://www.summus.com.br