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METZ, Capital da Arte Contemporânea

METZ, cidade do nordeste da França, vai ganhar um Centro Pompidou e passa a ter status de capital internacional da arte contemporânea
Olivier H. Dancy

O Centro Pompidou em Metz abre suas portas no dia 12 de maio

Com fachada de cristal, design moderno e teto em forma de chapéu chinês branco, o prédio foi concebido para ser uma obra de arte a céu aberto, em exibição permanente na cidade de Metz. A partir do dia 12 de maio, ele passa a abrigar o novo Centro Pompidou, transformando a cidade do nordeste francês em uma das capitais mundiais da arte contemporânea, rivalizando com Bilbao, Nova York, VenezaLondres, além, é claro, da capital do país. Com 60 mil obras de arte, o novo museu pretende dar mais espaço às produções dos séculos 20 e 21, com ênfase ao período atual, pouco valorizado nos museus mais tradicionais. 

Roland Halbe

Vista de uma das galerias do Centro Pompidou, em Metz
Além de nomes renomados, como Pablo Picasso, a exposição dará espaço a artistas contemporâneos que criaram trabalhos para a abertura do museu. Há pintura, escultura, instalação, artes gráficas, fotografia, vídeo, arte sonora, cinema, arquitetura e design. A diversidade das expressões artísticas confirma a vocação multidisciplinar do Centro Pompidou.

A exposição inaugural será substituída, aos poucos, por mostras temporárias, em uma média que pretende se manter entre quatro a seis por ano. Elas apresentarão vários formatos, mas sempre emprestando obras de grandes museus e centros culturais ao redor do mundo, além de coleções  privadas.

* Texto de Fernanda Castello Branco

A abertura 

A exposição de abertura foi batizada de Chefs d´oeuvre ?, com obras em sua maioria provenientes do museu de arte moderna parisiense (Centro Pompidou). No total, 800 obras vão ocupar todos os espaços do edifício, com cerca de cinco mil metros quadrados de espaço expositivo. A ideia central da primeira mostra é questionar a noção de obra de arte, mostrar sua evolução e as tendências.

FITINHAS da FÉ: Adesão Européia

Os corpos continuam bem encobertos por casacos pesados e luvas, em um inverno europeu com temperaturas glaciais. Mas, dentro de dois meses, quando os braços e pulsos estiverem mais à mostra nas principais capitais do continente, como Paris e Londres, um pequeno adereço estético, colorido e bem familiar, vai chamar a atenção dos brasileiros: fitinhas do Nosso do Senhor do Bonfim. Isso porque, a exemplo do fenômeno Havaianas, as pulseirinhas de tecido vêm se tornando um novo hit dos fashionistas e “brasilófilos” de plantão.

Os mais atentos à moda já perceberam a aparição das fitinhas. Evidentemente, não há estatísticas para explicar o fenômeno, mas a sensação de quem trabalha com acessórios, ou os admira, é taxativa. “Todo mundo usa”, sentencia a jornalista franco-americana Jenny Barchfield, especialista em moda da agência Associated Press em Paris. “Durante muitos anos, eu usava, mas não uso mais por causa disso. Tem “bobo” demais usando”, conta, valendo-se da expressão típica do francês para designar os parisienses “burgueses-boêmios”.

Outro indicativo do sucesso das fitinhas é o rumor de que elas estariam prestes a desembarcar em pelo menos dois templos fashionistas parisienses, uma grande loja de departamentos e uma butique – caríssima -, ponto de romaria dos “mais descolados” à Rue Saint-Honoré. Os paninhos baianos benditos, conhecidos na França como “porte bonheur”, acabaram supervalorizados por vendedores de lojinhas badaladas. Seu preço pode variar de ? 0,50 a ? 5. Customizadas, são vendidas com o apelo “desenho Saint-Tropez” em lojas como a Spirit Wire, na Côte D”Azur, por valores de ? 11 a ? 25.

Boa parte da propaganda das fitas é feita no boca a boca. A “tendência” é mais presente entre os familiares e amigos de brasileiros e entre quem já foi ao Brasil. É, de certa forma, um símbolo de distinção de quem conhece o país, cuja imagem é positiva na Europa. “São bonitinhas demais!”, derrama-se Mélanie Durand, de 27 anos, uma francesa aficionada por capoeira que conhece o litoral do Nordeste melhor que muitos brasileiros.

Entre algumas tribos, a fitinha é até polêmica. Há quem defenda o uso respeitando ritos baianos. “A fitinha não se compra, se ganha! Enfim, as que eu recebi em Salvador me foram todas doadas”, reitera Laure Nakara, de 29 anos. Alheia à polêmica, a arquiteta Cláudia Cerantola, proprietária do site de comércio online de produtos brasileiros Pur Suco, que comercializa desde 2006 o “Souvenir du Dieu de Bahia”, por meio euro, trata de aproveitar a onda. “Viraram acessório da moda. As vendas só aumentam.” Segundo ela, empresas francesas as estão copiando, produzindo e vendendo como fitas “tipo brasileiras”, e com a escrita que o cliente quiser.* Texto de Andrei Netto