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Os Amigos na Poética de Lina Chamie

Filme da cineasta paulista vai concorrer ao troféu redentor na Première Brasil do Festival do RIO

 
Lina Chamie com parte do elenco do filme ‘Os Amigos’ na exibição de estreia, em Gramado…
 
Mais recente filme da premiada cineasta paulista é uma ode à amizade
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Marco Ricca e Dira Paes: amigos e confidentes no novo filme de Lina Chamie…

OS AMIGOSquarto longa-metragem da cineasta Lina Chamie, será exibido na Première Brasil do Festival do Rio, grifada para o período de 26 deste a 10 de outubro. O filme teve sua primeira exibição no 41º Festival de Gramado, onde levou o prêmio de melhor montagem. O filme acompanha um dia na vida de Théo, um arquiteto de São Paulo que acaba de perder um amigo de infância, Juliano. No funeral, Théo relembra seus amigos  e reflete sobre a existência.

 

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Parte da equipe do filme Os Amigos na noite de lançamento em Gramado…

O novo filme de Lina Chamie merece mesmo o título que tem: Os Amigos parece um imenso mosaico afetivo, esculpido no burburinho da São Paulo que a cineasta tanto ama, onde pontificam alguns de seus mais queridos amigos, como os atores Marco Ricca e Fernando Alves Pinto, e as atrizes Dira Paes, Sandra Coverloni e Teka Romualdo.

Assim, poeticamente singelo e pincelado com as mesmas tintas afetivas que Lina deixa escapar em qualquer aparição, o filme já começa como quem convida a um longo abraço de cumplicidade e parceria.

No elenco, Marco Ricca, Dira Paes, Sandra Corveloni, Rodrigo Lombardi, Alice Braga, Caio Blat, Fernando Alves Pinto, Otávio Martins e Maria Manoela. O elenco infantil conta com Gregório Musatti Cesare (Caíto), Julia Weiss Margagini (Manon), Natan Félix Matiusso (Vinícius), Matheus Guimarães (Orácio), Lucas de Oliveira Zamberlan e Davi Butignon Galdeano, que vivem, respectivamente, Théo e Juliano quando crianças.

Ricca
 

Os Amigos é uma produção Girafa Filmes e Dezenove Som e Imagem, de Sara Silveira e Maria Ionescu.  A fotografia é de Jacob Solitrenick, a montagem da pernambucana Karen Harley e a direção de arte de Mara Abreu.  Além da direção, Lina Chamie assina também o roteiro.

Lina Chamie dirigindo o amigo Marco Ricca…

Como bem dizia o notável cineasta Jacques Tati, se tivermos salvação, esta virá através das crianças e dos animais. E é por essa trilha de assumida inspiração na máxima do criador francês que envereda o inventivo roteiro de Lina Chamie, feito com amigos para falar de AMIZADE, e ressaltar a relevância e necessidade dos afetos num mundo em frenética ebulição e desnecessários descompassos emocionais. Centrado na figura de um arquiteto em crise, o roteiro foca em personagens numa cidade de trânsito caótico (como aliás não é mais privilégio apenas de Sampa), constante movimento, arquiteturas grandiosas, e um constante isolamento e inadequação nesse turbilhão no qual está inserida a grande metrópole, uma paixão que os filmes da cineasta sempre realçam com uma textura especial.

 

A belíssima fotografia de Jacob Solitrenick é um trunfo poderoso, que explode em beleza e magia mormente nos takes da encenação da Odisséia de Homero por um elenco infantil afinado, belo e bem entrosado. Nesse aspecto, há cenas ótimas nas quais se vão desenhando aquarelas emocionais reveladoras da transformação existencial pela qual passa o personagem Théo, sobretudo quando este se enxerga novamente criança e tem um imaginário encontro com o melhor amigo de infância, através do reflexo no espelho. Outra cena marcante porque muito bem construída é o diálogo sobre Super-Heróis que acontece entre o protagonista e um dos garotos, feito com espontaneidade e domínio pelo lindo Lucas de Oliveira Zamberlan, que estava em Gramado esbanjando simpatia, mas dizendo não querer ser ator e sim jogador de futebol…

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Lucas Zamberlan estreando na telona em ‘Os Amigos’, de Lina Chamie…


Cineasta de invejável formação literária e musical, Lina Chamie tem uma sensibilidade fascinante para a Sétima Arte pois é capaz de emoldurar musicalmente seus roteiros, com beleza e extrema eficiência, compondo uma espécie de sinfonia imagético-musical, propiciadora de um trajeto sempre prazeroso pelas entrelinhas de seu texto. Em Os Amigos, há um naipe de artistas queridos e de conhecida competência – como Fernando Alves Pinto, Alice Braga, Sandra Corveloni -, somando-se a esse time a presença benfazeja da atriz Teka Romualdo (descoberta no teatro paulista), que marca sua estreia na telona com espontaneidade e notável poder de convencimento. É mais uma grata revelação do apurado cinema de Lina Chamie, que declarou na bem humorada coletiva do filme em Gramado que não pretende parar de trabalhar com a atriz. Quem ganha com isso é o Cinema Brasileiro. Bem vinda seja, TEKA ROMUALDO !

Lea, Teka e Lina

Poderosas: Lea Garcia, Teka Romualdo e Lina Chamie…

A com T e FAP

Teka Romualdo e Fernando Alves Pinto em encontro com Aurora Miranda Leão

Lucas e eu

 Aurora Miranda Leão festejando a beleza de Lucas Zamberlan em Gramado…

Nesse viés, Lina Chamie vale-se de obras de compositores como Camille Saint-Saens , Evard Grieg e Benjamin Britten, para lapidar com enorme maestria as muitas texturas e metáforas das quais se compõe Os Amigos, conferindo dramaticidade, leveza, densidade, sutilezas sensórias e pulsões afetivas que somam positivamente para sua singular cinematografia.

Como bem disse o crítico Luiz Carlos Merten, “São cenas deslumbrantes em que Lina, a diretora que melhor utiliza a música clássica no cinema brasileiro, vale-se da suíte O Carnaval dos Animais, de Saint Saenz, que também serve de fundo para a vinheta do Festival de Cannes

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 LINA CHAMIE

Cineasta paulista, estreou na direção de longa-metragem com Tônica dominante (2001), um filme de tom poético onde a música é o tema central. Ao lado de nomes como Eliane Caffé, Tata Amaral e Laís Bodanzky, faz parte de um grupo de realizadoras surgidas nos anos 1990. Filha do escritor e poeta Mário Chamie e da artista gráfica Emilie Chamie, LINA estudou Música e Filosofia na Universidade de Nova York (NYU). Fez mestrado na Manhattan School of Music e trabalhou no Departamento de Cinema da NYU. Seu segundo longa, A Via Láctea (2007), foi exibido também na Semana Internacional da Crítica do Festival de Cannes 2007 e conquistou o Prêmio Casa de América no Cine en construcción San Sebastián 2006. Seus projetos mais recentes são Santos – 100 Anos de Futebol Arte (2012) e São Silvestre (2013).

Lina e Sara

Lina Chamie e a produtora Sara Silveira: entrevista sobre ‘Os Amigos’…


OS AMIGOS
 

Brasil (SP), 2013, 89 min, 12 anos.

Direção/Roteiro: Lina Chamie

Empresa Produtora: Girafa Filmes / Dezenove Som e Imagens

Produção Executiva:Sara Silveria e Maria Ionescu

Diretor de Fotografia: Jacob Solitrenick, ABC

Diretora de Arte: Mara Abreu

Trilha Musical: Camille Saint-Saens, Edvard Grieg e Benjamin Britten

Montagem: Karen Harley

Lina Chamie e Aurora Miranda Leão: reencontro feliz em Gramado…

Teka Lea e eu

Como num filme de Lina Chamie, as amigas Teka Romualdo, Aurora Miranda Leão e Lea Garcia…

‘Repare Bem’: Maria de Medeiros no Festival de Gramado

 
Novo filme da cineasta portuguesa será exibido dia 13, 19h, no 41º Festival de Gramado
 
 
 
Documentário está na Mostra Competitiva Longa-Metragem Estrangeiro, e tem estreia programada para 23 de agosto 
 

Três gerações de mulheres, uma história de sobrevivência, de coragem e de luta por um mundo mais justo entre o Brasil, o Chile, a Itália e a Holanda. 

O jovem guerrilheiro Eduardo Leite “Bacuri” morre em 1970 nas mãos da ditadura militar brasileira, depois de 109 dias de tortura. Sua companheira Denise Crispim, perseguida e presa durante a sua gravidez, consegue fugir para o Chile depois do nascimento de Eduarda. Lá, encontra seus pais exilados, os quais dedicaram toda a vida à luta pela liberdade. Mas a violência da repressão volta a atingir a família com o golpe de Estado de Augusto Pinochet, obrigando pais e filhos a se dispersar pelo mundo. 

Hoje, depois de quarenta anos vividos entre a Itália e a Holanda, Denise e Eduarda receberam Anistia e Reparação do Brasil. A verdade sobre o passado abre caminho para um futuro mais justo. 

Depois de “Capitães de Abril”, seu filme sobre a Revolução dos Cravos em Portugal, Maria de Medeiros aborda neste documentário a questão do dever de memória através de uma história de amor e transmissão entre pais e filhos. 

Nela se destacam a figura de Encarnación, a avó resistente e autora de um fascinante diário; Denise, a mãe lutadora que defende como uma onça sua filha; e Eduarda, a menina europeia que se reencontra com o Brasil.

  

A diretora

Nascida em Lisboa,Maria de Medeiros é atriz, cantora e diretora de cinema internacional. Foi premiada com a Coppa Volpi de melhor atriz no Festival de Veneza pela sua interpretação no filme “Três irmãos”, de Teresa Villaverde. Seu trabalho tornou-se mundialmente conhecido com o papel de “AnaïsNin” em “Henry and June” de Phil Kaufman e de “Fabienne” em “PulpFiction” de Quentin Tarantino.

Como cantora, Maria de Medeiros tem três CDs de estúdio: A little more blue (2007), Penínsulas & continentes (2010) e Pássaros eternos (2012).

Em 2007, Maria de Medeiros foi nomeada Artista pela Paz da Unesco.

Seu primeiro longa-metragem como diretora, Capitães de Abril, foi selecionado para o Festival de Cannes e obteve vários prémios internacionais, entre os quais o da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Atualmente, Maria de Medeiros apresenta no Brasil a peça “Aos Nossos Filhos”, de Laura Castro, em cartaz no Sesc Santana, em S.Paulo, após temporadas em Brasília e Rio de Janeiro. 

REPARE BEM

Brasil/Itália/França, 2012, 95 min, 10 anos.

Direção: Maria de Medeiros
Roteiro: Maria de Medeiros, com a colaboração de Ana Petta.

Fotografia: Maria de Medeiros, Daria D’Antonio, Louis Hanon, Bruno Pozzitrev
Montagem: Maria de Medeiros, Manoel de Sousa
Produtor: Maria de Medeiros, Minnie Ferrara, Agustí Camps, Ana Petta
Produção: Projeto Marcas da Memória, Comissão de Anistia e Reparação, Ministério da Justiça do Brasil, Instituto Via BR

Distribuição: Filmes da Mostra

* O blog Aurora de Cinema estará em Gramado com apoio do  SKY Hotel

Irandhir Santos chega a Gramado como Tatuagem…

TATUAGEM, filme do pernambucano Hilton Lacerda – roteirista de vários títulos dos quais se destacam Amarelo Manga, A Festa da Menina Morta, Árido Movie e Febre do Rato -, foi selecionado para a Mostra Competitiva de longa-metragem nacional do 41º Festival de Gramado, a ser realizado de 9 a 17 de agosto.

Irandhir Santos, magnânimo ator pernambucano, estará na disputa pelo KIKITO…

O filme se passa no ano de 1978, e mostra confrontos e reflexões de uma geração analisados a partir da periferia, ao mesmo tempo em que acompanha o romance entre um soldado de 18 anos e um agitador cultural, dono de um cabaré anarquista.

A história se desenrola no passado e visita questões muito pessoais sobre as quais Hilton Lacerda vem refletindo: o que acontece com as cores que pintamos para o futuro quando o futuro bate à nossa porta?

Tatuagem filme

TATUAGEM é um olhar muito particular para um momento definidor da alma de um povo e dos caminhos de seu cinema, que hoje tem em suas manifestações periféricas seu viés mais excitante. Assim, o filme é a busca da discussão de um tema geral a partir de suas nuances.

Revisitando o Cinema Novo, flertando com o experimentalismo do super-8 da década de setenta no Brasil e dialogando com o cinema contemporâneo, Tatuagem procura jogar luz sobre as várias maneiras que podemos ler e interpretar a história e a cinematografia de um país, devolvendo-lhe texturas e cheiros, e abrir uma brecha para vislumbrar uma das faces mais interessantes e complexas do Brasil: a história que nasce na marginalidade dos acontecimentos.

Outra inspiração para o filme foi o grupo teatral anárquico Vivencial Diversiones, existente no eixo Recife-Olinda, entre 1974 e 1981. Eles viviam em comunidade, numa casa em Olinda, na frente da qual Lacerda passou muitas vezes na infância. “Ficava no caminho da casa da minha avó. Sempre me diziam, ‘olha, aquela é a casa do Vivencial’”, relembra. Embora o grupo seja uma fonte, o diretor ressalta que o filme não é uma biografia nem se prende a personagens do Vivencial.

Lacerda ressalta que esse não é um filme de época, nem se pretende fixo a uma data específica. A proposta é, a partir do passado, discutir o presente. “Os personagens falam muito que, no futuro, tudo vai ser melhor. O preconceito ia acabar, o mundo ia ser melhor… Era a crença da época, a ideia de que o Brasil ia dar certo”, explica o diretor.

Por isso, um dos cenários escolhidos foi a parte histórica de Olinda: “Nosso compromisso não é exatamente com o ano, mas Olinda tem essa neutralidade temporal. Fora isso, os artistas da época gostavam muito daqui da Cidade Alta, tinha tudo a ver”, destaca o produtor João Vieira Júnior.

Hilton Lacerda

Natural de Recife, Hilton Lacerda se destacou pelos roteiros de filmes como AMARELO MANGA (2002, direção de Cláudio Assis), FILMEFOBIA (2008, direção de Kiko Goifman), A FESTA DA MENINA MORTA (2008, direção de Matheus Nastchergale), FEBRE DO RATO (2011, direção de Cláudio Assis), e ÁRIDO MOVIE (2006, direção de Lírio Ferreira), entre outros. Todos exibidos com destaque em festivais nacionais e internacionais de prestígio como Brasília, Gramado, Festival do Rio, Mostra Internacional de São Paulo, Berlim, Locarno, Roterdã, Havana, Bafici, Cannes etc.

Codirigiu o documentário CARTOLA – MÚSICA PARA OS OLHOS (2007, parceria com Lírio Ferreira).  Com TATUAGEM assina sua primeira ficção como diretor.

Sinopse

Brasil, 1978. A ditadura militar, ainda atuante, mostra sinais de esgotamento. Em um teatro/cabaré, localizado na periferia entre duas cidades do Nordeste do Brasil, um  grupo de artistas provoca o poder e a moral estabelecida com seus espetáculos e interferências públicas. Liderado por Clécio Wanderley (Irandhir Santos), a trupe conhecida como Chão de Estrelas, juntamente com intelectuais e artistas, além de seu tradicional público de homossexuais, ensaia resistência política a partir do deboche e da anarquia.

A vida de Clécio muda ao conhecer Fininha (Jesuíta Barbosa), apelido do soldado Arlindo Araújo, 18 anos: um garoto do interior que presta serviço militar na capital. É esse encontro que estabelece a transformação de nosso filme para os dois universos. A aproximação cria uma marca que nos lança no futuro, como TATUAGEM: signo que carregamos junto com nossa história.

Irandhir e eu

Irandhir Santos, que protagoniza ‘Tatuagem’, e Aurora Miranda Leão na edição 2013 do Festival de Cinema de Anápolis…

Ficha Técnica

TATUAGEM

Elenco: Irandhir Santos, Jesuíta Barbosa, Rodrigo García, Sílvio Restiffe, Sylvia Prado Empresa Produtora: REC Produtores Associados Roteiro e Direção: Hilton Lacerda Produção: João Vieira Jr. Produção Executiva: Nara Aragão Direção de Produção: Dedete Parente Costa Direção de Fotografia: Ivo Lopes Araújo Direção de Arte: Renata Belo Pinheiro Trilha Musical: DJ Dolores (Helder Aragão) Montagem: Mair Tavares Figurino: Christiana Garrido Maquiagem: Donna Meirelles Desenho de Som: Waldir Xavier Som Direto: Danilo Carvalho Mixagem: Ricardo Cutz

* Em Gramado, o Blog Aurora de Cinema vai atuar com apoio cultural do SKY Hotel…

Sky

FICA recebe inscrições até 19 de abril

Filmes, videos e séries televisivas, com temática ambiental, realizados a partir de 1º de janeiro de 2011, podem concorrer à 15ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, FICA 2013, que acontecerá de 2 a 7 de julho na Cidade de Goiás (GO).

 A data limite para inscrições e envio de material é 19 de abril. 

Quem avisa é a produtora Márcia Deretti.

Consulte o regulamento e inscreva-se aqui:
As obras selecionadas irão concorrer aos seguintes prêmios:
 – Grande prêmio CORA CORALINA e mais R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) para o maior destaque entre as obras apresentadas.
– Troféu CARMO BERNARDES e  R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais) para o melhor longa-metragem.
– Troféu JESCO VON PUTKAMER e R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para o melhor média-metragem.
– Troféu ACARI PASSOS e R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para o melhor curta-metragem.
– Troféu JOÃO BÊNNIO e R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) para melhor produção goiana.
– Troféu BERNARDO ÉLIS e R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para a melhor série ambiental para tevê.
– Troféu LUIZ GONZAGA SOARES e R$ 10.000,00 (dez mil reais) para o trabalho escolhido pelo Júri Popular.
– Troféu JOSÉ PETRILLO para o melhor filme escolhido pela imprensa especializada.
Qualquer dúvida, entre em contato: prodnacional@fica.art.br

Inscrições de Teatro, Cinema e Música

O Teatro Arthur Azevedo, em São Luís, está selecionando espetáculos para a VIII Semana do Teatro no Maranhão, que acontecerá de 8 a 14 de abril na capital, e de 26 de abril a 5 de maio em outros municípios maranhenses.

A iniciativa é voltada a atores, diretores teatrais, grupos e companhias de teatro As inscrições vão até 11 de março, por meio de ficha que pode ser acessada no site www.cultura.ma.gov.br. Projetos individuais devem encaminhar email para o endereço semanateatroma2013@yahoo.com.br. Informações: (98) 3218-99.00, de segunda a sexta, das 14h às 18h.

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 Escola de Cinema de Cuba 

A Coordenação dos Exames de seleção para a EICTV no Brasil comunica: estão abertas até 9 de março as inscrições ao Processo Seletivo 2013 / 2016. As provas serão aplicadas dias 15 e 16 de março em cinco cidades: Belo Horizonte, Recife, Florianópolis, Goiânia, e Belém. Serão oferecidas oito especializações, com duração de três anos, em Direção, Produção, Roteiro, Fotografia, Som, Documentário, Edição, e TV e Novas Mídias. Do Brasil, serão selecionados de quatro a seis candidatos. A ficha de inscrição e maiores informações podem ser acessadas no site da Fundação Joaquim Nabuco: www.fundaj.gov.br

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INSCRIÇÕES ao CURTA-SE

A Casa Curta-SE recebe inscrições à 13ª edição do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe (Curta-SE). As inscrições vão até 13 de abril pelo site www.curtase.org.br

Este ano, os filmes estão divididos em cinco categorias: cinema digital, videoclipe, vídeo sergipano, vídeo de bolso e longa-metragem. Além das mostras competitivas, o festival oferece seminários, oficinas e cursos gratuitos e abertos ao público, além de mostras informativas, exibidas em espaços alternativos nas cidades do interior sergipano. A 13ª edição do Curta-SE acontecerá de 16 a 21 de setembro.

 BANDAS DE MÚSICA 

A Funarte irá distribuir gratuitamente, através do Prêmio de Apoio a Bandas de Música 2013, cerca de 150 instrumentos de sopro, visando a reconhecer e proporcionar a melhoria técnica e artística de conjuntos musicais. Esses conjuntos podem se enquadrar nas seguintes denominações: “Banda de música”, “Banda municipal”, “Banda sinfônica”, “Banda de concerto” e “Sociedade Musical”, sendo que cada proponente escolherá até cinco instrumentos. Inscrições até 21 de março.

Os Curtas Selecionados ao Festival de Cinema da Fronteira

AURORA DE CINEMA direto do Festival de BAGÉ

Festival começa dia 20 com apresentação de grupo de CANDOMBE do Uruguai em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra

De 20 a 25 próximos, o epicentro do cinema de fala latina e portuguesa será a bela cidade gaúcha de Bagé.

Numa realização da Prefeitura Municipal de Bagé, através de sua Secretaria de Cultura, a quarta edição do festival – idealizado pelo jovem realizador Zeca Brito – trará a Bagé nomes de extrema relevância para o Cinema Brasileiro, Latino e Lusófono. É o caso, por exemplo, do cineasta César Charlone e do ensaísta Jean-Claude Bernardet.

Noite festiva na edição 2011: Helena Ignez e Jean-Claude Bernardet homenageados…

Na noite inaugural, que começa às 19h com a aguardada apresentação do grupo de CANDOMBE (música típica do Uruguai) no Centro Histórico Vila de Santa Thereza – um lugar cenográfico, por natureza -, será exibido o premiado longa-metragem Artigas – La Redota (2011), de César Charlone, cineasta que é o grande HOMENAGEADO do Festival Internacional de Cinema da Fronteira este ano.

E na terça tem início a Mostra Competitiva Internacional de Curtas-Metragens.

A Curadoria do IV Festival Internacional de Cinema da Fronteira, cuja titular é a jornalista cearense Aurora Miranda Leão, anuncia um total de 38 curtas-metragens, de todas as regiões do país, selecionados entre mais de 160 inscritos.

A histórica Bagé em ritmo acelerado para o Festival de Cinema da Fronteira

Todos os gêneros também foram contemplados, e os Estados representados são Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima e São Paulo, além de filmes da Argentina, Espanha, Portugal, Uruguai, e co-produção com a Bolívia.

CONFIRA A LISTA DOS CURTAS-METRAGENS SELECIONADOS:

Aldeia,  de Zeca Ferreira (RJ)

Arte Míope, de Santiago Berón (Uruguai)

Ballerinas in a quiet place, de Ana B (Portugal)

Campo, de Natalia Espasandín (Uruguai)

Chão Molhado,  Everton Macedo (AM)

Conexion Munich, de Carlos Segundo (MG)

Desfronteira, de Thiago Briglia (RR)

Dique, de Adalberto Oliveira (PE)

El frio, de Oyama Rocha (Espanha)

El hombre del norte, de Félix Pérez (Uruguai)

Engole logo uma jaca então, de Marão (RJ)

Entre Muros, de Adriana Tenório (RJ)

Fez a barba e o choro, de Tatiana Nequete (RS)

Folha em Branco,  de Iuli Gerbase (RS)

Hooji,  de Marcelo Quintella e Boynard (RJ)

Inca,  de Bruno Carvalho  +3 (RS)

Jorge Poema, de Rafael Costa e Diego Sobral (RJ)

Julie  Agosto Setembro, de Jarleo Barbosa (GO)

Leve-me para sair, de José Agripino (SP)

Liberarse, de Gonçalo Rodrigues (Uruguai)

Madre Sal, de Ma Elisa Dantas (BR-AR)

Menino do Cinco, de Marcelo Matos (BA)

Número Zero, de Cláudia Nunes (GO)

O Dente do Diabo, de Fábio Saucedo (SP-Bolívia)

O Membro Decaído, de Lucas Sá (RS)

O Mensageiro da galáxia chegada à terra, de André Miguéis (RJ)

O Reino do Chocolate, de Rafael Jardim (BA)

Orwo Foma, de Karem Black e Lia Letícia (PE-RJ)

Os Sustentáveis, de Lisandro Santos (RS)

Ovos de Dinossauro, de Rafael Urban (PR)

Quebra de Contrato, de Lindebergue Vieira (RJ)

Ruído Branco, de Mateus Neiss e Lucas Sá (RS)

Santo, de Thiago Catarino (RJ)

Semana 28, de Bélen Baptista (Uruguai)

Tcheco, de Boca Migotto (RS)

Três Vezes por Semana, de Cris Reque (RS)

Um diálogo de ballet, de Filipe Matzenbacher e Márcio Reolon (RS)

Zero, de Sacha Bilia (RJ)

Cinema Marginal ganha nova coleção

Parceria estabelecida entre a LUME FILMES e a HECO PRODUÇÕES cria um selo de cinema brasileiro que estreia com o lançamento de doze DVDs (totalizando 41 filmes) que irão compor a histórica COLEÇÃO CINEMA MARGINAL BRASILEIRO. Este mês, saem os  DVDs 7 e 8.

O DVD 7, Sérgio Bernardes Filho, contém o longa-metragem Desesperato (1968), o média-metragem Rio: plano político-administrativo do município (1982) e o curta-metragem Venha, doce morte (1967). Nos extras, o material bruto do filme inacabado de Sérgio Bernardes Filho, Madrepérola.

O DVD 8, Ozualdo R. Candeias, contém o longa-metragem Meu nome é… Tonho (1969), o média-metragem Zézero (1974) e o curta-metragem A visita do velho senhor (1976). Nos extras, matéria de televisão sobre o cineasta Ozualdo R. Candeias e filmagens caseiras do diretor.

Onze anos após a primeira edição da mostra Cinema Marginal e suas Fronteiras (realizada pela Heco Produções em maio de 2001 no CCBB de São Paulo, quando foram exibidos 40 filmes relacionados ao movimento Cinema Marginal), o público terá agora a oportunidade de assistir a uma parcela significativa destes filmes.

Os DVDs trazem longas, médias e curtas-metragens, entrevistas e palestras inéditas com realizadores, críticos e/ ou ensaístas. Um encarte na forma de um livrete de 16 páginas, acompanhará cada unidade de DVD, com textos e imagens inéditos: vasto material iconográfico, ensaios sobre o movimento, artigos críticos, sinopses e fichas técnicas sobre os filmes lançados e uma biofilmografia dos autores das obras, mantendo o ineditismo e o consagrado padrão de qualidade alcançado ao longo dos últimos anos pela HECO PRODUÇÕES e pela LUME FILMES.

  • COLEÇÃO CINEMA MARGINAL 7

DESESPERATO de Sérgio Bernardes Filho

APÓS PESQUISAR AS “ZONAS NEGRAS DO TERCEIRO MUNDO”, ESCRITOR LANÇA UM LIVRO SOBRE PATRIOTISMO E LUTA PELA LIBERDADE. AO VOLTAR PRA CASA, ENCONTRA UMA ESTRUTURA ARCAICA QUE NÃO PODE MAIS SUPORTAR.

DIRETOR: SÉRGIO BERNARDES FILHO

ANO DE PRODUÇÃO: 1968

ELENCO PRINCIPAL: FERNANDO CAMPOSFERREIRA GULLARMÁRIO LAGONELSON XAVIERNORMA BENGELLRAUL CORTEZ

TEMPO DE DURAÇÃO: 90 MIN

MISSÃO RIO de Sérgio Bernardes Filho

DOCUMENTÁRIO DE MÉDIA-METRAGEM SOBRE O PLANO POLÍTICO E ADMINISTRATIVO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ELABORADO PELO ARQUITETO E URBANISTA SÉRGIO BERNARDES (PAI DO DIRETOR DO FILME) PARA SALVAR A CIDADE MARAVILHOSA DO CAOS CAUSADO POR SEU CRESCIMENTO DESORDENADO.

ANO DE PRODUÇÃO: 1982

DIRETOR: SÉRGIO BERNARDES FILHO

DOCUMENTÁRIO

 

VENHA DOCE MORTE de Sérgio Bernardes Filho

DOCUMENTÁRIO SOBRE A CASA SÃO LUIZ, TRADICIONAL ASILO PARA IDOSOS NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, ESTE É O PRIMEIRO FILME DIRIGIDO POR SÉRGIO BERNARDES FILHO.

ANO DE PRODUÇÃO: 1969

DIRETOR: SÉRGIO BERNARDES FILHO

22 MIN

DOCUMENTÁRIO

CLASSIFICAÇÃO PRETENDIDA: 14 ANOS

  • COLEÇÃO CINEMA MARGINAL 8

A VISITA DO VELHO SENHOR de Ozualdo Ribeiro Candeias

ADAPTAÇÃO DO CONTO GRÁFICO DE POTY LAZZAROTTO QUE NARRA A VISITA DE UM HOMEM A UMA PROSTITUTA. DURANTE A VISITA, O HOMEM TORTURA A MULHER.

ANO DE PRODUÇÃO: 1976

DIRETOR: OZUALDO RIBEIRO CANDEIAS

ELENCO PRINCIPAL: JOSÉ MARIA SANTOS E MARLENE ARAÚJO

TEMPO DE DURAÇÃO: 13 MIN

CLASSIFICAÇÃO PRETENDIDA: 14 ANOS

MEU NOME É TONHO de Ozualdo Ribeiro Candeias

UM HOMEM APELIDADO DE TONHO NÃO CONHECE SUA ORIGEM. NA SUA MEMÓRIA, APENAS FRAGMENTOS DA INFÂNCIA DILUÍDO NO TEMPO, E O RAPTO DO QUAL FORA VÍTIMA POR PARTE DE UM GRUPO DE CIGANOS. TONHO ABANDONA OS PESADELOS DOS CIGANOS E COMEÇA A VIVER TRANQUILO ATÉ QUE, EM UMA NOITE, UMA LINDA MULHER CRUZA O SEU CAMINHO.

ANO DE PRODUÇÃO: 1969

DIRETOR: OZUALDO RIBEIRO CANDEIAS

ELENCO PRINCIPAL: JORGE KARAN, BIBI VOGEL, NIVALDO LIMA, EDDIOSMANIO, WALTER PORTELA, TONY CARDI, CLAUDIO VIANNA, ALUIZIO DE CASTRO

TEMPO DE DURAÇÃO: 95 MIN

CLASSIFICAÇÃO PRETENDIDA: 14 ANOS

ZÉZERO de Ozualdo Ribeiro Candeias

CAMPONÊS MISERÁVEL TEM A VISÃO DE UMA “FADA”, QUE O CONVENCE A IR PARA A CIDADE ATRAVÉS DE FOTOS PUBLICITÁRIAS E PROMESSAS. LÁ, SÓ CONSEGUE EMPREGO NA CONSTRUÇÃO CIVIL, ONDE O POUCO QUE GANHA GASTA COM APOSTAS NA LOTERIA ESPORTIVA.

ANO DE PRODUÇÃO: 1974

DIRETOR: OZUALDO RIBEIRO CANDEIAS

ELENCO PRINCIPAL: ARNALDO GALVÃO, CARLOS BIONDI, ISABEL ANTINÓPOLIS, MARIA DAS DORES DE OLIVEIRA, MARIA GIZÉLIA, MARIA NINA FERRAZ, MILTON PEREIRA E PAMIRA BALBINA DE ALMEIDA

TEMPO DE DURAÇÃO: 31 MIN

CLASSIFICAÇÃO PRETENDIDA: 14 ANOS

Araxá na tela: VAZIO CORAÇÃO terá pré no Araxá Cine Festival

AURORA DE CINEMA na cobertura do ARAXÁ CINE FESTIVAL

O Grande Hotel Termas de Araxá, cenário de cinema que vai abrigar o I Araxá Cine Festival…

O filme Vazio Coração, que teve 80% das cenas gravadas em Araxá, no Alto Paranaíba, é uma das mais aguardadas atrações da noite de abertura do I Araxá Cine Festival. O filme de Alberto Araújo terá uma prévia lançada para convidados e público do Festival que vai tornar Araxá a Capital do Cinema Brasileiro, a partir desta segunda, 10 de setembro.

Pontos turísticos e ruas de Araxá fazem parte de 80% do filme. A produção-executiva é da também cineasta Débora Tôrres e o elenco vai estar presente nesta noite de lançamento festivo no Tauá Grande Hotel e Termas de Araxá, onde também se passam algumas cenas.

Um dos ambientes do Grande Hotel de Araxá, já em clima de Cinema…

As primeiras cenas foram rodadas durante a 48ª edição da Feira Agropecuária de Uberlândia (Camaru), quando o protagonista, o ator Murilo Rosa, subiu ao palco do parque de exposições, interpretando o cantor Hugo Kari.

Murilo Rosa vive Hugo Kari e ‘assume’ seu lado cantor…

De Uberlândia, o elenco seguiu para Araxá, Patrocínio e Brasília. Murilo Rosa cantou a música Ouça Bem, um pop sertanejo, de autoria de Willian Borjazz e do próprio diretor, Alberto Araújo. Mas cantar não foi novidade para o ator, que iniciou carreira em 1993, no teatro, com o musical A Gente Não Tem Cara de Babaca, sobre a vida de Gonzaguinha. “Eu canto sempre e tenho uma voz razoável. Mas lá no palco, meu personagem me protegeu. Estive como ator, não como cantor”, disse Murilo Rosa.

Murilo Rosa, Oscar Magrini, Alberto Araújo e Othon Bastos nos bastidores das filmagens de Vazio Coração

Conforme a produção prometera, Vazio Coração será visto, pela primeira vez, pela própria cidade de Araxá. Com investimento da Prefeitura Municipal da cidade mineira, o longa-metragem de 90 minutos conta com atores bastante conhecidos e de trabalho aplaudido pelo grande público, como o já citado  Murilo Rosa, Othon Bastos, Lima Duarte, Bete Mendes, Oscar Magrini, Larissa Maciel, e ainda o Embaixador Lauro Moreira.

Murilo Rosa conversa com a produtora Débora Tôrres…

O filme Vazio Coração é também uma espécie de retorno às origens do elenco. Murilo Rosa retorna a Brasília, e Patrícia Naves a Patrocínio. O diretor Alberto Araújo, natural de Coromandel, mas radicado em Goiânia, diz ter uma relação forte com a região, onde há 20 anos gravou o curta Minha Senhora Solidão, vencedor do 1º Festival Latino Americano de Florianópolis: “Este é meu segundo filme e coincidentemente em Araxá. Quando pensei na cena do show, não tive dúvida que seria em Uberlândia”.

Segundo Débora Torres, produtora-executiva do longa, 80% do filme acontece em Araxá, passando pelo Grande Hotel, Museu da Dona Beja e pelas paisagens do Horizonte Perdido.“Foi lindo lá, com imagens de parapentes, asas deltas”.

Segundo Murilo Rosa, que não esconde a satisfação por protagonizar mais um longa, “É um filme familiar e fala dessa liberdade em escolher o que se quer ser. Nunca vivi isso… meu pai, Odair, é meu empresário e sempre me apoiou”.

A população de Araxá colaborou com a realização de Vazio Coração

Rodado no segundo semestre de 2010, o filme movimentou a cidade da Dona Beja. Oitenta pessoas da equipe técnica e atores, além de quase três mil figurantes do município, fizeram dos pontos turísticos e ruas da cidade de locações para as filmagens.

Lima Duarte e Alberto Araújo no set do filme rodado em Araxá e cidades vizinhas…

Vazio Coração  conta a história de Hugo Kari, cantor brasileiro de renome nacional que resolve fazer uma pausa em sua atribulada agenda para se encontrar com o pai, o embaixador Mário Meneses, no Grande Hotel Termas de Araxá, onde a família passava férias, quando Hugo era criança. Ali, naquele cenário bucólico, de boas recordações para ambos, filho e pai  tentam colar os cacos de uma relação, quebrada por desencontros de sonhos, ideais e uma tragédia que os marcou para sempre. Mas Hugo não imagina o quanto precisará  cavar para reabrir o túnel sob essa montanha de sentimentos que os separa.  Vazio Coração é uma reflexão sobre os laços de família.

Alberto Araújo e Débora Tôrres quando Vazio Coração ainda estava só no papel…

O filme tem produção-executiva da nossa querida amiga Débora Torres, cineasta e profissional das mais aguerridas, enquanto Alberto Araújo assina roteiro e direção.

Detalhes do lançamento no ARAXÁ CINE FESTIVAL você acompanha aqui, a partir da próxima segunda, 10 de setembro, quando terá início o I Araxá Cine Festival.

‘Boa Sorte, meu Amor’ é único brasileiro em Locarno

Filme pernambucano em Festival na Suíça …

O filme brasileiro Boa Sorte, Meu Amor  será o único representante do país no 65º Festival de Locarno, a acontecer de 1º a 11 de agosto, na Suíça.

O primeiro longa-metragem dirigido pelo pernambucano Daniel Aragão, assistente de direção do longa Cinema, Aspirinas e Urubus (2004), integrará a seleção “Cineastas do Presente”, mostra oficial com novos diretores de diversos países.

Daniel Aragão estará em Locarno com seu primeiro longa…

O drama, ou um “anti-romance”, como diz o diretor, fala sobre um casal de jovens (Vinícius Zinn e Christiana Ubach), de raízes interioranas, que lida de forma diferente com a vida numa grande cidade.

Filmado em preto e branco, o longa também aborda a busca apai­xo­nada e tem no elenco Christiana Ubach, Jack Mugler e Jr. Black. As loca­ções acon­te­ce­ram no Recife e no inte­rior de Pernambuco. A pro­du­ção é de Pedro Severien. O filme estreia em Locarno dia 9 de agosto e ainda não tem pre­vi­são de che­gada ao cir­cuito comercial.

Um dos festivais mais antigos do mundo, Locarno tenta recuperar o prestígio que já teve no passado, principalmente nas décadas de 1960 e 1970 quando servia de base de lançamentos para longas de cineastas como Stanley Kubrick e Bernardo Bertolucci.

Para isso, o diretor artístico Olivier Père aposta numa mostra competitiva eclética e uma paralela para o público com destaques de festivais recentes.

A dificuldade do festival, cujo troféu principal é o Leopardo de Ouro para os vencedores, é a proximidade com o Festival de Veneza, que acontece no fim de agosto e ganhou mais fama ao longo dos anos, atraindo celebridades hollywoodianas.

Na presidência do júri de Locarno está o tailandês Apichatpong Weerasethakul, ganhador da Palma de Ouro de Cannes por “Tio Boonme, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”, em 2010.

Confira o teaser: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1120002-filme-de-pernambucano-integra-mostra-de-festival-de-locarno-na-suica.shtml

* Com informações de RODRIGO SALEM, da Folha SP

Tropicália chega aos cinemas em setembro

O filme Tropicália, que abriu o festival É Tudo Verdade deste ano, em São Paulo, chega às telas dos cinemas no próximo dia 14 de setembro e acaba de ganhar o trailer oficial.

Um dos maiores movimentos artísticos do Brasil ganha vida no documentário. Numa época em que a liberdade de expressão perdia força,  Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Sérgio Dias, Arnaldo Baptista, Rita Lee, e Tom Zé, entre outros, misturaram desde velhas tradições populares a muitas das novidades artísticas ocorridas pelo mundo e assim criaram o Tropicalismo, mexendo com vários conceitos e estruturas da vida social, e influenciando  várias gerações.

Com depoimentos reveladores, raras imagens de arquivo e embalado por algumas das mais festejadas canções do período, Tropicália apresenta panorama diversificado de um dos mais lendários movimentos culturais do Brasil.

Onda tropicalista espalhou-se e inspirou look AURORA DE CINEMA

Dirigido por Marcelo Machado (Ginga), Tropicália é uma produção da  BossaNovaFilms e tem como coprodutores a Mojo Pictures (EUA), a Record Entretenimento, a VH1 no Brasil, a DLA, além da associação da Americas Film Conservacy, da inglesa Revolution Films e do coprodutor executivo Fernando Meirelles (360). A distribuição é da Imagem Filmes.

Marcelo Machado iniciou sua carreira em 1981 quando lançou a Olhar Eletrônico Vídeo, produtora pioneira na produção independente. Ali codirigiu “Marly Normal” com Fernando Meirelles; e dentre vários trabalhos, em 2004, codirigiu o documentário de longa-metragem “Ginga – a alma do futebol brasileiro”; em 2007, dirigiu o documentário “Oscar Niemeyer – O Arquiteto da Invenção”; e desde 2007 Marcelo vinha se dedicando à pesquisa e levantamento das condições para a produção do longa Tropicália, realizado em 2010-11.