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Cultura de Muqui em Folias de Cinema pra europeu ver

Encantadora turma de jovens da cidade capixaba é liderada pelo jovem escritor, artista e cineasta LÉO ALVES

Jovens realizadores culturais da pequenina Muqui, uma adorável cidade situada ao Sul do Espírito Santo, tem uma ‘dura’ missão: representar a cultura capixaba num Intercâmbio Cultural, agendado pra março, na Europa. Coisas que esta turma vai tirar de letra, experts que são no trato com a Arte e a Cultura.

Este AURORA DE CINEMA viu de perto  – durante a realização do I FECIM (Festival de TV e Cinema Independente), realizado em setembro passado -, e tivemos oportunidade de comentar aqui o show de acertos que foi o Festival.

Desde então, MUQUI e esta jovem e aguerrida turma comandada por Léo Alves não saíram mais do nosso coração e da nossa memória afetiva.

Léo Alves e Jussan Silva e Silva levam o FECIM a Luana Piovani…

Contemplados pelo edital de Intercâmbio e Difusão Cultural, desenvolvido pelo Ministério da Cultura, e pelo Edital de Locomoção da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo, participantes de três coletivos culturais de Muqui – ligados às artes, à música e ao audiovisual – terão a oportunidade de participar de diversas atividades em Portugal. Um acerto dos avaliadores dos dois editais, que, sem dúvida, será muito bem aproveitado por estes coletivos de MUQUI.

O Grupo Cultural ETC, Os Muquiranas e o Grupo de Música Manoel Vicente de Castro são coletivos que participarão do intercâmbio-viagem. Entre as ações previstas para a viagem, o carro-chefe é a exibição do documentário O Palhaço Menino, produção dos jovens do Grupo Cultural ETC, dirigido por Léo Alves, tendo como foco a histórica e bela manifestação das Folias de Reis.

Cena de ‘O Palhaço Menino’, Doc de Léo Alves que será exibido em Portugal…

A exibição do Doc de Léo acontecerá em OVAR, cidade portuguesa que mantém a tradição das Trupes de Reis e que também serviu de cenário para as gravações da obra em 2011.

Cena de ‘O Palhaço Menino’, Doc que evidencia beleza da cultura popular…

Além disso, participantes das Folias de Reis também estarão em Portugal, proporcionando a chance de difundir e valorizar as culturas capixaba e nacional. O jovem Wilson Diniz, de 23 anos, Mestre da Folia de Reis “Missão Divina”, está ansioso: “Será uma grande experiência, uma viagem que vou levar para a vida toda. É uma grande alegria poder levar a Folia de Reis para o lugar onde ela se originou”, conta. A iniciativa tem apoio do projeto “Ano do Brasil em Portugal” da Funarte e do Ministério da Cultura.

Léo Alves: talento, inteligência e sensibilidade realizando relevantes ações culturais e amealhando parcerias por onde passa…

Outra atividade a ser desempenhada em Portugal é a gravação da 2ª temporada da série de web TV Dentro e Fora de Casa, projeto em formato de reality show que teve a 1ª temporada patrocinada pelos editais do Programa Rede Cultura Jovem da Secult.

Jussan Silva e Silva, um dos integrantes do coletivo cultural ETC, outra grande força criativa de Muqui…

Gravada em 2012, a web série objetivava valorizar o estado do Espírito Santo ao levar três jovens a três cidades capixabas que eles desconheciam, registrando histórias e contribuindo para o diálogo intercultural entre as comunidades. Jáa as gravações em Portugal começarão na Universidade do Porto, onde será retratada a vida de estudantes brasileiros que residem no país.

Foto: Léo Alves, diretor do documentário "O Palhaço Menino: histórias de quem, desde pequeno, sonha e vive as Folias de Reis", retornará à Portugal, em março, para exibição da obra em Ovar, cidade que foi cenário para a produção e que possui a tradição das "Trupes de Reis". A "Folia de Reis" é uma manifestação cultural popular trazida ao Brasil pelos europeus, mais precisamente portugueses, no período da colonização.

Léo Alves preparando para nova temporada em Portugal…

Para Léo Alves, diretor da série, a viagem proporcionará maior visibilidade às ações, além de servir como incentivo aos participantes: “Temos construído uma história cultural muito interessante em Muqui. Os coletivos culturais da cidade têm promovido a valorização dessa cidade histórica cheia de expressões culturais. A viagem tende a contribuir decisivamente para a cultura do Espírito Santo e para o fomento de nossas atividades”.

Aguinaldo Silva em depoimento à TV FECIM, sendo registrado por Léo Alves

Cortejo quase saindo

Na edição de estreia do FECIM, os jovens de Muqui e a presença Aurora de Cinema… Saraváaaaaaa !

Selton Mello: ‘Gosto muito do poder de comunicação da TV’

 Com três filmes em cartaz, ator fala sobre Billi Pig e adianta detalhes de Soundtrack, próximo trabalho no cinema

Selton Mello: “Até parece que estou trabalhando muito”

Desde outubro, só dá Selton Mello nos cinemas brasileiros. Primeiro foi O Palhaço, segundo filme dirigido pelo ator, que se revelou um sucesso de público (1,4 milhão de espectadores) e está até hoje em cartaz em algumas praças.

Há duas semanas, estreou “Reis e Ratos”, aventura de época que fez ao lado de Rodrigo Santoro e Cauã Reymond. Na sexta, foi a vez de “Billi Pig”, comédia de José Eduardo Belmonte, na qual contracena com Grazi Massafera.

“Até parece que estou trabalhando muito”, diz Selton. Na verdade, “Reis e Ratos” foi gravado em 2009, O Palhaço em 2010 e “Billi Pig”, no primeiro semestre do ano passado.

“Acho que estou exposto demais, isso não me agrada”, comentou o ator, com relação às estreias em sequência. “Se eu pudesse ter algum controle, ‘Reis e Ratos’ estrearia em maio. e ‘Billi Pig’, em outubro, bem espaçados. Mas foi o que aconteceu, são trabalhos honestos, então está tudo bem. Vendo pelo lado bom, um não tem nada a ver com o outro.”

Essas diferenças entre um papel e outro, ele garante, são intencionais, inclusive quando topa um trabalho na televisão. “Sempre procurei essa pluraridade nos meus personagens, desde ‘O Auto da Compadecida’, em 1998. Procuro fazer algo bem comercial intercalado com coisas mais radicais, como o filme do Bressane [‘A Erva do Rato’], o próprio ‘Cheiro do Ralo’ e ‘Árido Movie’.” 

No caso de Billi Pig, Selton, exibindo um bigode malandro, interpreta Wanderley, dono de uma seguradora de garagem em Marechal Hermes, subúrbio do Rio. Apático, impotente para satisfazer os desejos da mulher, Marivalda (Grazi Massafera), ele vê num padre milagreiro da região (Milton Gonçalves) a chance a ganhar um bom dinheiro.

Escrito pelo diretor José Eduardo Belmonte e por Ronaldo D’Oxum, o roteiro tenta emular o espírito de vaudevile dos filmes de Carlos Manga e Watson Macedo, por trás de chanchadas geniais como “Aviso as Navegantes”, “Matar ou Correr” e “Nem Sansão nem Dalila”.

Mas não foi por isso que Selton entrou no projeto: foram as pessoas envolvidas. Amiga de longa data, a produtora Vânia Catani (que havia tirado O Palhaço do papel) estava em “Billi Pig”, assim como Belmonte, que o ator admira há muito tempo. 

“Grande parte do que digo em ‘Billi Pig’ saiu da minha cabeça”, afirma Selton

Só elogios para “Se Nada Mais Der Certo” (2009), longa anterior de Belmonte, Selton queria há tempos trabalhar com o cineasta, famoso por seus métodos nada ortodoxos no set. Em “Billi Pig”, por exemplo, alguns atores comiam pimenta antes de entrar em cena. Ou ficavam girando em torno de si mesmo para mostrar desorientação diante das câmeras.

“Comigo foi um pouco de pingue-pongue, que tem a ver com o improviso”, contou Selton. “Se a bolinha cair, significa que você não ficou esperto. Tem que ter ritmo, improviso não é ficar pirando horas num monólogo: um joga, o outro também.” 

Foto: AgNews     O ator na pré-estreia de “Billi Pig” no Rio

O improviso é justamente um dos pontos fundamentais para Belmonte. Não raro o roteiro ficava de lado. “O texto não era nada sagrado. Aliás, grande parte do que digo no filme saiu da minha cabeça. É uma liberdade que até assusta, a gente se pergunta: ‘será que isso vai dar liga?'”, comentou.

“Tem uma fala que até acabou entrando no trailer. Tinha acabado de ler uma biografia do Vittorio Gassman, que é um ator extraordinário, e tem uma fala que é assim: a gente devia ter duas vidas, uma para ensaiar e outra para representar. E isso eu botei no filme, adaptando para ‘agir’.”

Sobre o trabalho com Grazi Massafera, Selton dizz: “Adorei trabalhar com a Grazi. Achei ela muito querida, humilde, querendo aprender mesmo, saber como se faz. Isso é nobre, não é qualquer atriz que tem essa disponibilidade. E acho o resultado do trabalho dela maravilhoso. Na verdade, uma das coisas que mais gosto no filme é ela.”

Ao longo do ano, Selton analisa a proposta de uma nova série para a rede Globo, mas está ansioso mesmo para gravar Soundtrack, longa-metragem de estreia da misteriosa dupla 300ml, com quem já fez o curta “Tarantino’s Mind”, ao lado de Seu Jorge.

Rodado na Patagônia, todo em inglês, o filme se passa numa base de pesquisa similar à que incendiou recentemente na Antártida, onde se reúnem profissionais do mundo todo – por isso estão confirmados alguns atores estrangeiros. “É muito bonito o que eles escreveram, não parece com nada que vem sendo feito por aqui. Tem um estranhamento no estilo de Wes Anderson, Spike Jonze.”

Selton interpreta um artista plástico brasileiro que trabalha com fotografia. Uma coprodução internacional, Soundtrack ainda depende de captação, mas o início das filmagens está previsto para agosto.

Selton diz que gosta muito também de atuar na TV e sente falta de convites. Recentemente, achou melhor recusar um papel na nova novela de João Emanuel Carneiro – Avenida Brasil – porque não havia um que se encaixasse em seu tipo.

O convite para Avenida Brasil marcaria a volta de Selton às novelas após mais de 10 anos: “Não rolou. Um era meio novo e o outro tem três mulheres. Não dava: acabei de fazer uma série em que tinha duas [‘A Mulher Invisível’], seria muito parecido.”

Com Débora Falabella escalada para Avenida Brasil e Luana Piovani prestes a ser mãe, uma nova temporada de A Mulher Invisível está descartada, pelo menos para 2012. O ator, no entanto, admite estar cogitando uma nova série na Rede Globo. “Tive um convite, está tendo um namoro, mas não posso dizer o que é. Talvez eu venha fazer, mas tem um filme que está programado para a mesma data e isso pode atrapalhar um pouco…”

O Palhaço de Selton Mello: filme arrebata plateias em todo o pais e revela competência do Artista, atuando ou dirigindo…

* Marco Tomazzoni, iG São Paulo