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Cine Ceará será aberto esta noite no Theatro José de Alencar

 Mais uma edição do evento cultural mais importante do Ceará começa hoje

A agitação em Fortaleza é grande desde ontem no circuito aeroporto-orla. Começam a chegar convidados, realizadores, jornalistas e participantes de mais uma edição do Festival de Cinema que anualmente atrai dezenas de cinéfilos, estudantes, profissionais do setor e curiosos aos espaços onde diversos filmes são exibidos e a entrada é gratuita. Wolney Oliveira e Margarita Hernandez estão no comando.

Cantora chilena Violeta Parra, falecida em 1967, é tema do filme de abertura…

Cine Ceará começa às 20h com abertura solene na mais bela e tradicional casa de espetáculos da capital cearense e o filme a ser exibido hoje é Violeta Foi Para o Céu, abrindo oficialmente a mostra competitiva desta 22a edição. Na tela, a história de Violeta Parra, renomada cantora, compositora, ceramista, tapeceira, folclorista e artista plástica chilena. Co-produção Chile-Argentina-Brasil, o documentário tem direção de Andrés Wood, e foi rodado na Argentina e na França.

Antes da exibição, o ator MARCO NANINI receberá o Troféu Eusélio Oliveira como primeiro grande Homenageado do CineCE deste ano. 

Além disso, o festival vai promover, dias 4 e 5, o II Seminário Audiovisual e Desenvolvimento Sustentável, na Assembleia Legislativa e no Auditório A4 da Universidade de Fortaleza (Unifor).  O objetivo é discutir a criação de métodos mais eficazes e ágeis no processo de fomento a iniciativas culturais, em especial ao cinema brasileiro, e ser ponto de encontro de produtores, realizadores, incentivadores, além de estudantes e apreciadores do cinema brasileiro para dialogar sobre estratégias de desenvolvimento do Audiovisual nas regiões Norte/Nordeste.

O II Seminário Audiovisual e Desenvolvimento Sustentável vai reunir importantes nomes da área da Cultura, dos negócios e da gestão cultural, entre eles Ana Paula Dourado Santana, Secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC), que vai falar sobre ‘A inovação das políticas culturais com vistas à sustentabilidade do audiovisual’.

PROGRAMAÇÃO

SEXTA – 1 de JUNHO

20h – Cerimônia de abertura, no Theatro José de Alencar. Exibição de “Herói Iluminado”. Animação. 5Min. 2012.

Marco Nanini : ator será primeiro grande Homenageado 

20h40 – Mostra competitiva ibero-americana de longa-metragem. Filme: “Violeta foi para o céu”, de Andrés Wood. Ficção. 110Min. 35mm. Chile. 2011.

Amanhã, dia 2/06

10h – Encontro com o realizador de “Violeta foi para o céu”. No Hotel Seara – Auditório Edhessa I.

10h às 13h / 14h às 18h – Workshop de interpretação para cinema, com o oficineiro Sérgio Penna, no Instituto de Cultura e Arte/Universidade Federal do Ceará

15h – Mostra Olhar do Ceará, no Auditório João Frederico Ferreira Gomes – Anexo II da Assembleia Legislativa – Centro Cultural do Parlamento. Filmes: “Jus”, de Marcelo Dídimo. Doc. 18´18″. 2011. “Mulheres da comuna”, de Daiana Gomes. Doc. 20´. 2012. “Próxima parada”, de Samuel Brasileiro. Ficção. 9´. 2011. “Gorgon”, de Felipe Kehdi. Animação. 2´23″. 2011. “Exilados”, de Ana Paula Teixeira. Doc. 20´. 2011. “Maracatucá”, de Vivi Rocha e Irene Bandeira. Doc. 16´. 2011. “Ela pode recorrer”, de Ronaldo Barbosa. Vários. 1´35″. 2011.

15h – Mostra Lucy Barreto, na Casa Amarela Eusélio Oliveira. Filme: “Amor bandido”, de Bruno Barreto. Ficção. 95Min. Brasil. 1981.

17h – Mostra Lutas Sociais na América Latina, na Casa Amarela Eusélio Oliveira. Filme: “É tudo verdade”, de Orson Welles, Bill Krohn, Myron Meisel, Richard Wilson e Norman Foster. Documentário. 89Min. França, EUA, Brasil. 1993.

19h  – Exibição especial, na Casa Amarela Eusélio Oliveira. Filme: “Antônio Conselheiro”, de Walter Lima Pinto. 80Min. 2009.

20h – Mostra competitiva ibero-americana de longa metragem, no Theatro José de Alencar. Filmes: “Distância”, de Sergio Ramirez. Ficção. 75Min. Guatemala. 2011.

“Futuro do pretérito: Tropicalismo now!”, de Ninho Moraes e Francisco César Filho. Documentário. 76Min. Brasil. 2011.

SERVIÇO

22º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema
Data: 1º a 8 de junho de 2012
Local: Theatro José de Alencar – Fortaleza (CE)
Site oficial: http://cineceara.com / cineholliudy.wordpress.com

A Felicidade de Jabor pelo olhar de Brida

O retorno de Arnaldo Jabor ao cinema, 25 anos depois

O pequeno Paulo (Caio Manhente) sonha grande, como toda criança. Vive no Rio de Janeiro, é filho de um militar e, de repente, estoura a Segunda Guerra Mundial. Dos oito aos 18 anos, irá aproximar-se de novos amigos e conhecer o amor e o sexo, sempre influenciado pelos ensinamentos do avô, Noel (Marco Nanini).

Havia grande expectativa no retorno de Arnaldo Jabor ao cinema, pela originalidade de seus filmes, os quais rodou durante o fim do Cinema Novo, e o destaque na fase da pornochanchada. Estava longe das câmeras desde 1986, quando fez o bom drama “Eu sei que vou te amar”.

O filme não é de todo ruim, mas poderia ter sido rodado por qualquer um. A história, agradável, com momentos ternos e outros engraçadinhos, é um olhar sobre a infância e a adolescência de um garoto carioca, durante os anos 1940 e 50, em tempos de guerra. Parece recorte de um período, que tenta refletir uma geração do pós-guerra, universalizando o tema, mas tudo de forma menor, sem vigor ou grandes emoções.

Jayme Matarazzo, Maria Luísa Mendonça e Roney Vilella em A Suprema Felcidade

O que me incomoda é a teatralidade dos atores em cena, misturado com a falta de timing. Culpa que se atribui ao diretor. Soa fake para cinema, castigado por um elenco mal aproveitado, e que não está em seus melhores dias. Marco Nanini é o único que segura as pontas, nos poucos momentos que aparece. Dan Stulbach está exagerado como o pai militar, Elke Maravilha envelhecida, sem destaque algum, e ainda rápidas aparições de Ary Fontoura, Jorge Loredo (o Zé Bonitinho), João Miguel (num papel cômico, como um pipoqueiro piadista), além de Maria Flor.

Jabor já foi melhor com “Toda nudez será castigada”, “Eu te amo”, “Tudo bem” e “Opinião pública”. Esse, junto com “Pindorama”, são seus filmes menores e descartáveis. Em suma, um drama ingênuo, desconcertado, teatral demais.

Tammy Di Calafiori estreando em cinema no filme de Jabor…

A Suprema Felicidade (Brasil2010125’) Direção: Arnaldo Jabor Com:Marco Nanini, Dan Stulbach, João Miguel, Maria Flor, Elke Maravilha, Ary Fontoura, Caio Manhente, Emiliano Queiroz, Roney Vilella e Maria Luísa Mendonça, entre outros.

DVD: Menu interativoSeleção de cenas Seleção de idiomas Seleção de legendas Tela: Widescreen Anamórfico (1.85:1) Áudio: Dolby Digital(2.0 / 5.1) Idioma: português Legenda: português, inglês e espanhol Extras: making of; trailer

Distribuição: Paramount Home Entertainment

O BEM AMADO

Foto: Divulgação

Buena Vista divulga primeiro cartaz de O Bem Amado.
Filme é baseado na novela escrita por Dias Gomes e exibida pela Rede Globo, em 1973.

O longa será lançado no segundo semestre nos cinemas. Marco Nanini interpreta o célebre Odorico Paraguaçu, personagem que já tinha vivido no teatro. A direção do longa é de Guel Arraes (O Auto da Compadecida).

Também estão no elenco Caio Blat (Batismo de Sangue), Matheus Nachtergaele (O Auto da Compadecida), Andréa Beltrão (Verônica), Drica Moraes (Os Normais 2), Tonico Pereira (Romance), Zezé Polessa (Achados e Perdidos), José Wilker (O Maior Amor do Mundo).