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Catalogação Bibliotecária

 

IMPRENSA OFICIAL LANÇA CÓDIGO
DE CATALOGAÇÃO BIBLIOTECÁRIO

“Código de Catalogação Anglo-Americano” é ferramenta de trabalho para os profissionais de biblioteca na organização dos acervos que a cada dia ganham mais recursos, além dos habituais livros e revistas. Lançamento da obra, composta por dois volumes, acontece dia 10 na Casa das Rosas.

Código de Catalogação Anglo-Americano, revisão 2002, 2ª edição
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (Febab)
824 páginas (dois volumes)
R$ 200,00

Adotado na maioria das bibliotecas brasileiras, o Código de Catalogação Anglo-Americano é o instrumento técnico utilizado por bibliotecários para organizar seus acervos, compostos cada vez mais por fitas de vídeo, filmes e discos, além dos já tradicionais livros, jornais e revistas.

Por sua importância para a área, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, em parceria com a Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (Febab), lança no próximo dia 10 (quinta-feira) a 2ª edição do Código de Catalogação Anglo-Americano, revisão 2002. A obra foi preparada sob a direção da The Joint Steering Committee for Revision of AACR e traduzida pela Febab. O evento acontece a partir das 19 horas, na Casa das Rosas – av. Paulista, 37, São Paulo.

Presidente da Febab entre 2005 e 2008, Marcia Rosseto explica na apresentação da obra que os princípios do Controle Bibliográfico Universal foram consolidados no século XX pela institucionalização de programas e projetos internacionais. Em 1961 a “Conferência Internacional sobre Princípios de Catalogação”, realizada em Paris, apresentou propostas que resultaram na publicação do Código de Catalogação Anglo-Americano (Anglo-American Cataloging Rules-AACR), em 1967. Em 1969, foi publicada a primeira edição brasileira do código. Em 1978, um novo código foi editado em inglês, traduzido para o português e lançado pela Febab em 2 volumes: o primeiro, em 1983, e o segundo em 1985. No entanto, ambos estavam esgotados.

De acordo com o presidente da Imprensa Oficial, Hubert Alquéres, a multiplicação e a diversificação das fontes, a pluralidade dos meios utilizados e a intensificação do intercâmbio tornaram as tarefas dos bibliotecários mais complexas na hora de organizar os acervos, incluir novos suportes e atender à demanda dos usuários, requerendo o desenvolvimento das formas de armazenar, recuperar e difundir as informações. “Nesse contexto, a existência de um sistema classificatório atualizado e amplamente aceito tornou-se ainda mais vital, aumentando a importância do Código de Catalogação, conhecido como AACR2, norma internacional que subsidia o tratamento da informação e é adotada pelas grandes bibliotecas de todos os países”.

A obra foi dividida em dois volumes. O primeiro engloba os capítulos 1 ao 13 e o segundo inclui os capítulos 21 ao 26, Apêndices e Índice.

Com 376 páginas, o primeiro volume contém instruções para a formulação da descrição de materiais de biblioteca, baseadas na estrutura geral utilizada para a descrição de materiais de biblioteca – Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada Geral ISBD(G) – conforme acordo entre a Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas (IFLA) e a Comissão Executiva Conjunta para Revisão do AACR. Seu conteúdo é composto por regras gerais de descrição; livros, folhetos e folhas impressas; materiais cartográficos; manuscritos; música; gravações de som; filmes cinematográficos e gravações de vídeo; materiais gráficos; recursos eletrônicos; artefatos tridimensionais e realia; microformas; recursos contínuos; e análise.

Já o segundo volume, com 448 páginas, trata da escolha dos pontos de acesso para as entradas principais e secundárias (capítulo 21), da forma dos cabeçalhos, dos títulos uniformes (capítulos 22-25) e das remissivas (capítulo 26). Já o capítulo 23 fala de nomes geográficos, enquanto nos 22, 23 e 24 há regras para acréscimos a nomes usados como cabeçalhos.