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Dia de Celebrar: PARABÉNS, Mauro Mendonça !

MAURO MENDONÇA: ator vencedor de muitos prêmios, tem carreira premiada, recheada de papéis memoráveis e tipos inesquecíveis…

Ele é mineiro de Ubá, terra que ama e da qual fala sempre com muito carinho. Começou ainda bem jovem numa ponta – conforme são chamados os pequenos papéis. Foram os amigos Jackson e Modesto de Souza que indicaram e estimularam, num dos costumeiros encontros no Vermelhinho (famoso bar da histórica Cinelândia carioca), para ele tentar uma oportunidade no cinema. Ele foi sem levar fé alguma, muito mais pela farra de conhecer o que os amigos apontavam e acabou entrando pro elenco de O Sedutor, de Diego Fabri. A encenação tinha a marca do TBC. Ele fazia um garçom e dizia apenas uma palavra, mas a interpretação agradou tanto que ele virou destaque no espetáculo:era aplaudido em cena aberta – honraria para poucos, ainda mais estreando…

Glau e M

No início da carreira em ‘O Doce Pássaro da Juventude’ com a saudosa Glauce Rocha

Em seguida, veio Casa de Chá do Luar de Agosto, uma pequena participação, onde porém o ator já sinalizava uma estrada próspera: ganhou logo destaque em crítica assinada por Décio de Almeida Prado, um dos bam-bam-bam do métier. Daí pra ganhar um papel com fala e tudo foi um pulo.

Na sequência, chegava a vez de dar boas-vindas ao Cinema: a estreia foi fazendo figuração em Carnaval em Caxias. Mas saiu-se tão bem que a Sétima Arte lhe “adotou” e veio o que ele considera mesmo o primeiro filme, que o tempo transformou num clássico: Rio 40 Graus, direção de Nélson Pereira dos Santos, precursor do Cinema Novo.

No clássico Dona Flor, grande êxito dirigido por Bruno Barreto, que rendeu a Mauro Mendonça muitos prêmios e reconhecimento internacional…

MAURO Mendonça lembra direitinho a data de estréia na tevê (tem memória preciosa): 20 de dezembro de 1955. Paralelamente, seguia carreira no TBC. O primeiro papel foi um convite do famoso mestre do tablado – seguidor de Stanislavski – o russo Eugênio Kusnet, de quem Mauro tornou-se amigo. Foi lá que conheceu a bela atriz ROSAMARIA MURTINHO, que viria a se tornar a mãe de seus três filhos: João Paulo, Rodrigo e Maurinho. A primeira peça juntos foi Rua São Luiz, de Abílio Pereira de Almeida.

Mauro Mendonça na novela Te Contei ?, sucesso no horário das 19h em 1978…

E a vida profissional foi ganhando as cores da fama. Mauro Mendonça foi acumulando variados personagens, amontoando histórias pra contar, personalidades diferentes pra dar vida, e lá se vão mais de 50 anos de uma carreira que acumula sucessos, referendados por alicerce invejável fincado notripé Talento, Dedicação, AMOR à ARTE de interpretar Vidas. Muitas vidas, às quais Mauro sempre dedicou o melhor de seu sentimento, sua sensibilidade, generosidade e muito de seu tempo.

Super Querido e reconhecido GENTE BOA, Mauro Mendonça aniversaria alvo do amor da família, do respeito dos colegas, aplausos da crítica e carinho do público…

Pepita e M

Mauro Mendonça e Pepita Rodriguez na novela Espelho Mágico, de Lauro César Muniz, exibida em 1977 no horário nobre…

Tudo isso foi muito bem entendido por público, crítica, estudantes, profissionais das mais diversas áreas e por seus muitos e muitos colegas de trabalho. Mauro Mendonça é um dos Artistas mais respeitados, queridos e aplaudidos da cena artística brasileira.

Natália Dhill e Mauro Mendonça, dupla da novela ‘Paraíso’…

Os APLAUSOS estão em parte traduzidos nos muitos prêmios que ele guarda com carinho, alegria, gratidão e cuidado. Outra parte está nos convites constantes que o ator recebe para novos trabalhos, seja no cinema, teatro ou televisão, muitos dos quais ele às vezes precisa recusar – para também ter tempo de ser apenas o Mauro, filho da inesquecível Ubá, cidade mineira que vai homenageá-lo com um teatro no seu nome.

Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça na celebração das Bodas de Ouro do casal…

Hoje MAURO MENDONÇA festeja idade nova e, por certo, seu celular vai passar o dia tocando. Hoje, MAURO MENDONÇA vai receber abraços de amigos de todas as idades e estar cercado de pessoas queridas, como acontece sempre com gente do Bem, como ele.

Contracenando com Tarcísio Meira como Gonçalo Fontini na novela ‘A Favorita’, de João Emanuel Carneiro, em 2008

Pra mim, Mauro Mendonça é um amigo querido, um Artista a quem Admiro profundamente e a quem o tempo só me fez ainda mais Querer Bem, Aplaudir, Reverenciar. Quem conhece Mauro de perto sabe o quanto ele é pessoa generosa, brincalhona, bem humorada, amigo, companheiro, boa praça – como dizem os amigos mais cotidianos.

Mauro e nós meu nat 96

Aurora Miranda Leão, Rosamaria Murtinho, João Paulo e Mauro Mendonça em festa de aniversário para esta jornalista onde Rosinha e Mauro foram anfitriões…

Tônia e M

Mauro Mendonça em cena com Tônia Carrero na peça ‘Um barco para o sonho’

Para a redatora deste Aurora de Cinema, Mauro Mendonça sempre foi/é/será o Artista que viveu com maestria o Dr. Teodoro Madureira em Dona Flor e seus Dois Maridos; que nos fez chorar com a intensidade dramática de Longa Jornada Noite Adentro (Eugene O’Neill); que roubou a cena no musical EVITA; deu alma e corpo ao Fernandes de Duran, dono dos prostíbulos da Lapa no aplaudido musical Ópera do Malandro, de Chico Buarque; que marcou como o bandeirante Dom Braz de A Muralha; que deu dimensão de grande papel a seus trabalhos nos filmes Benjamim e O Redentor; enfim, Mauro Mendonça é o ator certo no papel certo, sempre, seja o saudoso Gonçalo de A Favorita ou o Antero de Paraíso, novelas da TV Globo, emissora onde o consagrado ator está desde 1973.

Mauro e fillhos

Mauro Mendonça com a esposa, Rosamaria Murtinho, e os três filhos artistas – Rodrigo, Maurinho e João Paulo, e mais a neta Anna Luíza…

Mauro e eu Rio 2008

Jornalista Aurora Miranda Leão e Mauro Mendonça em encontro no Rio…

Para MAURO MENDONÇA, nossos votos mais positivos por um FELIZ ANIVERSÁRIO, um abraço efusivo de PARABÉNS – não só pela data mas pelo Ser Humano incrível que É -, um beijo carinhoso, e o APLAUSO #BlogAurora deCinema, constante e verdadeiro, por tudo que ele consegue transmitir de riqueza humanitária em sua carreira tão bonita e por tudo que ousa alcançar – e o faz com maestria – com sua capacidade ilimitada de Ser, Doar, e Transformar-SE através das muitas Vidas a nos revelar por entre as filigranas sensoriais dos personagens que compõe de forma tão visceral e com tanta competência, dignidade, singeleza e simplicidade.

                 VIDA LONGA PARA MAURO MENDONÇA !!!

A propósito do Resta Um…

Porque o RESTO é sempre MAIOR que o Principal 

Estávamos todos contagiados. O mesmo sentimento de euforia e entusiasmo contagiou a mim, Ingra Liberato, Rosamaria Murtinho, Miguel Jorge, Rogério Santana e Alex Moletta naquela agradável noite goiana, ancoradouro privilegiado para nossa emoção, transformando em vibração entusiástica os pilares e preceitos nos quais se ergueu a Belair. A calorosa sensação de ter encontrado alguma coisa que parecíamos buscar há tempos, invadiu o espírito de todos, e nossa vontade era sair abraçando cada um, como dizia a inspirada letra de Chico : “Era uma canção, um só cordão, uma vontade, de tomar a mão de cada irmão pela cidade”… Sim, era como se, a partir das contundentes e belas imagens garimpadas por Bruno Safadi e Noa Bressane, tudo começasse a criar sua própria lógica e os sentidos eregiam conexões absolutamente inovadoras, criando sensorialidade onde antes havia interrogação e tédio. Uma incisiva sintonia aflorou e o rosto de cada um estampava fulgores até então impensáveis.

Capital goiana foi a concha envolvente que abrigou o RESTA UM

Assim, foi-se desenhando com mais clareza a idéia inicial de fazer um registro imagético do inesperado encontro em Goiânia, cidade aprazível demais para deixarmos perder-se nos desvãos do andamento voraz do cotidiano, próprio da modernidade líquida onde estamos imersos(tão bem definida pelo sábio sociólogo Zigmunt Balman).

Miguel Jorge, Ingra l.iberato, Alex Moletta, Aurora, Rogério Santana, Rosamaria Murtinho e Débora Torres: cada um, a seu modo, contribuindo pro RESTA UM

Qual deveria ser o próximo passo então ? Como alinhavar os elos das intersecções que fomos amealhando ao longo daqueles dias, arejados de imagens e plenos do oxigênio das afinidades que se impõem pela naturalidade de ideais siameses ? Como traduzir pelo gesto da palavra e a alquimia do olhar análogo aquela luminosidade que nos arrebatava e intrometia-se em nossas conversas, todas as horas, noite adentro ? Como significar a eloqüência do instantâneo entrosamento em Goiânia e o contato absolutamente conversor expresso no encontro com a Belair ? A Belair de Júlio Bressane, Rogério Sganzerla e Helena Ignêz…

Cineasta Júlio Bressane, inspirador do clima nas gravações do Resta Um

As idéias então foram tomando assento: no restaurante do hotel, na van que nos conduzia ao cinema, nas cadeiras da sala de exibição, nas trocas de assunto a palpitar quando, a maioria de nós, assumia a função de jurados.

Então Samuel Reginatto, imagem da alegria numa única noite de cinema e festa, se juntou a Júlio Léllis, cineasta amante da Literatura e da sensatez; e se somou à disponibilidade integral de Ingra Liberato, ganhando a benfazeja cumplicidade de Rosamaria Murtinho; e conquistou Miguel Jorge, sábio escritor que de imediato aderiu à nossa idéia de fazermos um filme; e chegou até a Alex Moletta, ator e roteirista a nos encher de ânimo e verdade; e encontrou guarita em Débora Torres, chegando até Rogério Santana, e extrapolando fronteiras para ganhar Sílvio Tendler, Henrique Dantas e o próprio Bruno Safadi. 

Assim, em apenas cinco dias de absoluta imersão no universo da Sétima Arte, do qual Goiânia é âncora todos os novembros, foi gestado o Resta Um, curta-metragem agora ofertado para o olhar, a mente e o coração de quem estiver na platéia ou com este texto em mãos.

Resta Um é um curta digital, colorido, tem 19’25”, roteiro e direção de Aurora Miranda Leão. Ingra Liberato é a presença mais constante, embora não possamos dizê-la “personagem principal” ou protagonista. Isso não existe nos filmes Belair. Lá como cá, os atores não representam mas valem pelo que representam, como nos diz Antônio Medina Rodrigues, e aí a cabeça do espectador tem todo o controle e pode optar por entender o que quiser. O que pra uns pode estar explícito, para outros pode ser apenas um jogo do roteiro ou uma insinuação da direção.  

A imagem icástica de Ingra Liberato a ilustrar o cartaz, bem como o material de divulgação do filme, mostra o indicador da atriz apontando… como a indicar que Resta Um

O que resta encontrar então neste novo filme que Aurora Miranda Leão ora nos oferece ? 

O que resta pode ser você, espectador, que não participou das filmagens e não conviveu com o grupo formado em Goiânia. Resta você que entende a intenção da obra ou resta você que vai sair do cinema perguntando sobre o que é mesmo que viu e qual o sentido deste filme. 

Resta Um filme a ser feito, um fotograma a ser exibido. 

Resta Um desejo de falar da vida e contar da alegria através do cinema. Resta Um desejo de contagiar e fazer coro ao convite de Sílvio Tendler para tentar fazer mais gente entrar nesta canoa. 

Resta Um ator que não estava nas filmagens, um vinho que não foi tomado, e um beijo que não foi roubado. Resta você que se pergunta sobre o sentido deste filme, resta você que poderia ter dado um depoimento. Resta Um espectador que chegou atrasado e um diretor que não foi convidado.

Resta Um convite que não foi aceito e um amor que não se realizou. Resta Um filme que não foi feito e um roteiro inacabado, um caminho a ser seguido e um piano esquecido no canto da sala. 

Resta Um punhado de bons filmes a ver e belas músicas pra ouvir.

Resta Um violão que emudeceu e um canto de passarinhos que não se reproduziu.   

Resta Um carinho esquecido, um afago a ser lembrado e um afeto nunca recebido.

Resta Um filme a ser visto, um aplauso a ser ouvido e um som a ser imitado.

Resta Um enquadramento por fazer, um som e uma luz em sintonia.

Resta Um coração a ser tocado, um amor a ser encontrado.

Resta Um barco no oceano e um barco-olho rumo ao infinito.

Resta Um motivo a mais para se cultivar a ética, um passo a mais a ser dado, um gesto a menos a ser esquecido.

Resta Um belo quadro na parede, flores viçosas na varanda e um roteiro a ser escrito.

Resta Um canto triste a embalar a solidão e um tango sempre disposto a tocar.

Resta Um coro de pássaros a anunciar uma manhã na qual os jornais só estampem boas notícias e um amor de pai e mãe que nem a dor da ingratidão abafou.

Resta Um gol argentino a ser aplaudido, um drible de Messi a ser imitado e uma canção de Lupicínio ecoando na sala. 

Resta Um desvario a ser socorrido, um cotidiano de sonhos a percorrer o imaginário e um arrojo de Kubrick a ser lembrado. 

Resta Um quadro de Picasso a querer ver, um Renoir ainda intacto, um Rembrandt pra quem desconhece as nuances da cor e um bolero de Ravel acordando as madrugadas douradas. 

Resta Um caminho novo a buscar, uma ousadia nova a perseguir e um lixo amontoado na calçada que Vik Muniz precisa transformar. 

Resta Um samba em homenagem à nata da malandragem, um swingue de Gil e Mautner, um ator com a competência de Mauro Mendonça, um desejo de ouvir a contagiante gargalhada de Zéu Brito e mais algumas pérolas de Wisnik.

Resta Um canto feliz de andorinha a sonorizar a espera tão acalentada, e um movimento de Tchaikovsky tocando pra quem não tem medo da música clássica. 

Resta Um texto de Rubens Ewald Filho pra ler, um poema de Jorge Salomão que não nos sai da cabeça, um personagem para Fernando Eiras interpretar e um ator da grandeza de Emiliano pra gente ensinar aos que ainda vão chegar.

Resta Um brilho no olhar da criança esquecida nas madrugadas soturnas das grandes cidades, e um brilho de esperança no gesto de quem vivencia a solidariedade. 

Imagem de Aos Pés, premiado curta do cineasta gáucho Zeca Brito…

Resta Um take a mais de Zeca Ferreira, mais um documentário que Gui Castor está a concluir, uma nova inquietude imagética de André da Costa Pinto, e um novo mergulho nas invenções fílmicas de Zeca Brito.

Resta Um outro Benjamim de Gardenberg para Paulo José, um outro Suassuna para Nachtergaele, um texto com a concisão de Carlos Alberto Mattos, um novo documentário com a assinatura de João Moreira Salles e o precioso olhar de Coutinho.

Resta Um livro a ser lido e um grande autor a ser celebrado. 

Resta Um disco bonito na vitrola, um guardanapo com um poema que a noite revelou, um lenço para amparar lágrimas de amor. 

Resta um quadrilátero de paixão nas esquinas nas quais ela em vão aguardou um adeus. Resta Um um sinal de que a vida é o bem maior. 

Resta Um poeta que a noite teima em querer despertar e um silêncio revelador que o ouvido atento antevê. 

Resta Um desassossego da alma em desalinho pela paixão que arrebata e se intromete nas horas mais improváveis.

 

Resta Um violão dedilhando Bossa Nova e um bar em Ipanema rememorando Vininha.

Resta Um choro de flauta aguardando Pixinguinha e um verso ousado de Clarice, Coralina ou Adélia Prado.

Resta Um solo de Toquinho, uma marchinha do Lalá, um twiiter de Carpinejar e um olhar acurado de Caetano que a manhã precisa revelar. 

Resta Um minuto para que possamos afirmar a palavra necessária e um espanto ante à embriaguez do luar. 

Resta Um comovido apelo à Paz e uma busca incessante pela alquimia dos grandes amores. 

Resta Um olhar sempre atento à obra de Truffaut e à dramaturgia de Fassbinder, um interesse crescente pelo bandoneon de Piazzolla e um espanto ante à indiferença da sociedade do descartável. 

Resta Um motivo sempre novo para ver Fernanda representar e reler a grandeza necessária de Ibsen. 

Resta Um atrevido gosto pelos filmes incompreensíveis e um incontido apego aos lugares onde a emoção fez amigos e plantou saudades. 

Resta Um cantinho, um violão, um microfone para celebrar Mário Reis e um anseio de ouvir cantar como Francisco Alves. 

Resta Um filme de Bressane a ser visto e estudado e um olhar acurado sobre a cinematografia inspiradora da Belair. 

Resta Um dilacerante silêncio ante a brutalidade do desaparecimento de John Lennon e um inexplicável mal-estar ante as ingerências nefastas da política no cotidiano. 

Resta Um infinito e revolucionário desejo de se perpetuar nos fotogramas que hoje são pixels nas alquimias da edição digital, tão rápida e eficiente que nos faz brincar com as horas e achar graça da facilidade de criar temporalidades diversas, fazer andar pra frente e retroceder nos ponteiros de nossa imersão cotidiana. 

Resta Um constante e permanente desejo de continuar abraçando o cinema brasileiro e um desejo intermitente de ouvir o som paralâmico da guitarra de Herbert Vianna

Resta Um olhar para A Última Palavra, aquela que nos tirará do dilema profundo que parece nos atar ao nada existencial. 

Resta Um indormido desejo de expressar-se e traduzir em imagens o que vai n’alma e no pensamento. 

Resta Um permanecente intuito de reaprender a amar pra não morrer de amar mais do que pude. 

Resta, sobretudo, essa vontade enorme de acertar e prosseguir fazendo cinema e apostando em coisas nas quais acreditamos, sejam elas concludentes ou não. 

Resta ademais um desejo de falar de vida, o aconchego do abraço amigo nas noites eternas, e a ânsia de chegar a um tempo onde a ingratidão morra de sede, a indiferença naufrague de tédio, a injustiça definhe por inanição e a estupidez se envergonhe de existir… 

Porque, enfim, Resta Um desejo de amar e ser amado

Amar sem mentir nem sofrer

Desejo de amar sem mais adeus…

Até, quem sabe,

Resta Um desejo de morrer de amar mais do que pude. 

Enfim, Resta Um anseio de que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado. 

* O título deste artigo e as palavras finais nos foram inspirados por textos do cronista Artur da Távola, bem como as citações óbvias aos versos do saudoso poeta Vinícius de Moraes

Ti-Ti-Ti Começa Muito Bem

Zé Paulo Cardeal/Divulgação

Alexandre Borges e Murilo Benício são os caras certos na hora certa nos papéis certos

A música da abertura está lá, a mesma, agora com Rita Lee, mais bossa e menos adrenalina juvenil. O enredo central é de 1985, de Cassiano Gabus Mendes. As tesouras e agulhas da abertura lá estão, 25 anos depois. Outros acordes remetem aos idos em que Jacques Leclair era Reginaldo Faria e Victor Valentim, Luiz Gustavo. Ainda assim, a novela que Maria Adelaide Amaral trouxe à tona na faixa das 19h da Globo dá pinta mais original que muito folhetim dito inédito.

Não vale dizer que novela é tudo igual. A dramaturgia de Cassiano merece montagens e remontagens à vontade. Ao preservar parte do figurino dos anos 80, digo, a abertura, a trilha e o fio condutor, a nova Ti-ti-ti afaga os saudosistas e estende a mão aos menores de 30. Se uma peça de teatro, com texto repetido pelos mesmos atores por meses, produz um espetáculo diferente a cada dia, que reforma não opera uma mudança inteira no elenco, 25 anos depois ? Bingo, é outra novela.

Betty Gofman e Malu Mader: amigas e companheiras de elenco em Ti Ti Ti

Isis Valverde: mocinha sofredora no horário das 19h

Davi Lucas: jovem ator, revelado em seriado com Luís Fernando Guimarães, já disse que veio muito bem no primeiro capítulo. Saravá !

Cristina Padiglione – O Estado de S. Paulo

* N.R: Quem viu, quer acompanhar: primeiros capítulso da novela Ti Ti Ti já deram bom sinal de que a novela vem pra marcar mais um belo momento na história da telenovela brasileira.

Elenco afinado, cenários e figurinos ótimos, idem a direção de arte e a trilha sonora está bárbara ! Destaque para a escalação feliz de MALU Mader, Christiane Torloni, Giulia Gam, Mauro Mendonça, André Arteche, Leopoldo Pacheco, Murilo Benício e Alexandre Borges, que deverá ser O Cara do Ano na telinha: sua primeira entrada na novela já foi arrasando ! Seu Jacques LeClair está pra lá de engraçado, inteligente, sutil… e emoldurado por uma família que promete boas gargalhadas na trama, escrita com maestria por Maria Adelaide Amaral, não fosse ela uma de nossas melhores Dramaturgas.

Claudia Raia  e Alexandre Borges: elegância dela é marcante e atuação dele, supimpa !, vai render pano pra manga

PASSIONE Vem Aí…

Mariana Ximenes grava na Toscana a próxima novela, Passione…

Fotos de Márcio de Souza / Divulgação / TV Globo

As regiões da Toscana e Roma foram os cenários escolhidos para as gravações Passione na Itália, que duraram um mês. 

Mais de 40 pessoas, entre figurinistas, cenógrafo, diretores, produtores e atores, viajaram para a Itália, entre eles Tony Ramos (Totó), Mariana Ximenes (Clara), Reynaldo Gianecchini (Fred), e Bruno Gagliasso (Berilo).

Lá, os atores sofreram com o frio, principalmente em Firenze. Não dava, por exemplo, para eles ficarem de bobeira no set. Eles tinham que ser retirados enquanto havia alguma troca de luz ou posição de câmera. 

Em San Quirico, o Sol saiu e a neve foi sumindo em alguns pontos. A equipe vibrou ao gravar cenas de  Tony num campo verde, já com as flores dando o sinal da primavera. Quando a locação era mais movimentada, como Fontana Di Trevi, uma rua mais conhecida ou uma estação de trem, a equipe era cercada por turistas brasileiros, que acompanhavam as gravações.

 A estréia de Passione, de Sílvio de Abreu, está prevista para 17 de maio, entrando no horário da novela Viver a Vida…

No elenco da nova novela também estão Fernanda Montenegro, Emiliano QueirozCauã Reymond, Marcelo Anthony, Aracy Balabanian, Leandra Leal, Marcelo Médici e Gabriela Duarte.

Mauro Mendonça fará uma especialíssima participação, apenas no primeiro capítulo, no qual morrerá e, a partir daí, toda a trama se desenvolverá.

IMPRENSA OFICIAL Recebe TROFÉU APCA

 

Empresa receberá o inédito Troféu APCA, entregue pela primeira vez nesta edição como reconhecimento ao seu trabalho desenvolvido em prol das artes e da cultura paulistas. Premiação acontece nesta terça-feira, no Sesc Pinheiros, a partir das 20 horas.

Durante a 54ª edição do prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo terá destaque especial ao ser premiada com o Troféu APCA. Criado pela entidade a partir desta edição para homenagear o trabalho de uma instituição, o troféu será concedido pela primeira vez como reconhecimento ao apoio e incentivo da empresa às artes, principalmente pelo lançamento da Coleção Aplauso.

Segundo a direção da APCA, a coleção é “um registro histórico relevante das artes paulistas”. O presidente da Imprensa Oficial, Hubert Alquéres, receberá o prêmio ao lado de Eva Wilma, Nicete Bruno e Etty Fraser, atrizes biografadas pela Aplauso, e Nydia Lícia, autora de “Eu Vivi o TBC” e da biografia de Raul Cortez, entre outros títulos da coleção. A cerimônia acontece HOJE, a partir das 20 horas, no Teatro Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195.

Com mais de 200 livros lançados desde 2004, a Coleção Aplauso, coordenada pelo jornalista RUBENS EWALD FILHO, reúne grande parte da memória artística nacional, entre biografias, roteiros de cinema, perfis e histórias de emissoras de TV. Seu objetivo é resgatar e registrar a história das artes cênicas nacionais e seus principais protagonistas. Boa parte dessa produção está acessível pela internet: numa iniciativa pioneira, a Imprensa Oficial colocou 174 livros da coleção à disposição para download gratuito no site www.imprensaoficial.com.br/colecaoaplauso. 

Desde sua entrada no ar, em dezembro de 2009, o portal teve 45 mil acessos, com 2,1 milhões de páginas visualizadas e cerca de 50 mil downloads feitos. Neste endereço estão disponíveis para download gratuito 174 títulos da Coleção Aplauso, com biografias de Raul Cortez, Fernanda Montenegro, Mazzaroppi, Cecil Thiré, Eva Wilma e Tônia Carrero; roteiros de filmes como Chega de Saudade, Cidade dos Homens, Contador de Histórias e Zuzu Angel; e a trajetória das TVs Tupi, Excelsior, Cultura e Gazeta e do Teatro Brasileiro de Comédia.

 

Mauro Mendonça autografa sua biografia em dia de lançamento da COLEÇÃO APLAUSO

Além da Coleção Aplauso, seu catálogo editorial reúne 650 livros, incluindo as áreas de Direito, História, Política, Antropologia, Comunicação, Informática e Ciência e Tecnologia. Parte deles é editada e produzida em coautoria com as mais importantes instituições educacionais e culturais do Pais, como USP, Unicamp e Unesp. A Imprensa Oficial possui ainda o selo Imprensa Social, que até o momento publicou 28 títulos.


Tônia Carrero recebe o carinho de TONY RAMOS na noite de lançamento de sua biografia, em belíssima edição, um dos volumes mais festejados da coleção

PAIXÃO de CRISTO Movimenta Nova Jerusalém

Começou hoje a 43ª temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, que prossegue até 3 de abril, sempre às 18h, no maior teatro ao ar livre do mundo, no município de Brejo da Madre de Deus, a 180 km do Recife.

A apresentação de hoje foi dedicada às pessoas idosas e com dificuldade de locomoção.

Como nos últimos anos, o elenco da Paixão conta com atores e atrizes de destaque na cena nacional: Susana Vieira como Maria, Mauro Mendonça como Herodes; Paulo César Grande é Pilatos; Dig Dutra faz Madalena e Eriberto Leão interpreta Jesus, papel vivido por ele em 2005.

Paulo César Grande e Mauro Mendonça participam pela primeira vez do espetáculo em Nova Jerusalém

Desde que a montagem mudou de formato, trazendo globais ao elenco, Eriberto é o segundo ator a fazer o mesmo personagem. Antes dele, apenas Fábio Assunção havia vivido Cristo mais de uma vez, como afirmou o produtor executivo e coordenador geral da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, Robinson Pacheco. “Escolhemos trazer Eriberto novamente porque ele é um grande ator. Muito profissional e carismático. Ele também ficou nosso amigo e sempre demonstrou muita vontade de participar outra vez da Paixão. E aí coincidiu de ele estar com disponibilidade e muita vontade e entusiasmo para fazer”. A montagem deste ano tem 50 atores e 500 figurantes.

Os ingressos para o espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém variam de R$ 40 a R$ 60. Informações: (81) 3366-6290 / 6291 / 6292 e www.novajerusalem.com.br.