Arquivo da tag: Messi é raça argentina em campo

MESSI escandaliza… só doido varrido não vê…

Ou Messi fica fora da lista ou a premiação da Fifa vai pro espaço

Análise: Antero GRECO*

 

A festa comedida e quadradinha da Fifa deixou uma ameaça no ar: ou se arruma um jeito de tirar o Messi da lista dos melhores do ano (com um troféu à parte em cada edição) ou a premiação ficará esvaziada. Pense comigo: a não ser que ocorra algo extraordinário, por muito tempo o argentino levará bola, chuteira, calção e o que mais houver de ouro, como já fez por três vezes. Porque é fabuloso, está acima dos demais e, de quebra, joga no melhor time do mundo. Não há sinais de que nem o baixinho nem o Barcelona esgotaram repertório e desejo de conquistas. Azar do resto. 

 

A luz de Messi brilha com tal intensidade que os rivais começam a perceber que não passarão de coadjuvantes nesse tipo de cerimônia. A dica foi dada por Cristiano Ronaldo. O português nem perdeu tempo de aparecer na Suíça. A alegação foi a de que o Real estava concentrado para o jogo de hoje com o Málaga pela Copa do Rei!

Dá pra engolir a desculpa ? Não. Se houvesse esperança de levar o troféu, o clube alugava um jatinho, Ronaldo marcava presença e, duas horas depois, estaria a dormir como um anjo no hotel espanhol. O mesmo ocorreria com José Mourinho, que faltou para não pagar mico para mais um ato de consagração de Guardiola.

Hoje em dia quem curte futebol não tem alternativa, quando se trata de escolher melhor equipe, melhor jogador: crava Barça e Messi.

E alguém contesta? Só doido varrido ou se sofrer de dor de cotovelo crônica e incurável. Sorte temos todos de vivermos a era Messi, candidato à galeria dos mitos da bola de todos os tempos.

* O cronista esportivo escreve no Estadão

MESSI é um Solo de Piazzolla que nos encanta…

Vou falar o que do Messi? Gênio é pouco

por Antero Greco

* Este eu também queria ter escrito… Eloqüência e precisão invejável do articulista do ESTADÃO… SARAVÁ !!! 

 

Eu, você que me lê agora, torcedores do Barcelona e do Real Madrid que estavam no Santiago Bernabeu e todo mundo que assistiu de alguma forma ao clássico desta quarta-feira, somos privilegiados. Podemos afirmar que somos contemporâneos de um dos gênios da bola. Não se pode dizer menos de Lionel Messi, um desses fenômenos que de vez em quando surgem para provar que a Humanidade tem futuro, apesar de tudo.

Messi é incomum, como Pelé, como Maradona, como Garrincha. Messi é esplêndido como Picasso, como Miró. Um Michelangelo do esporte. Tem a criatividade de um Da Vinci, a ousadia de Mozart, a imponência de Beethoven. Os gols de Messi são poemas de Dante, epopéias de Homero; são épicos de Cervantes. Dostoievski veria em Messi seu grande personagem. Messi diverte como Chaplin, é um Gardel dos gramados. Messi é um solo de Piazzolla que nos encanta, nos emociona.

Messi é exagero, um abuso, uma hipérbole. “É um virtuose juramentado, um despautério futebolístico, uma hecatombe devastadora de botinudos”, como diria Odorico Paraguaçu, personagem imortal de Dias Gomes. O que tinha tudo para ser mais um jogo amarrado, tenso, chato e insosso, apesar de bate-bocas e expulsões, virou um capítulo de antologia por causa de Messi e seus dois gols contra o Real.

Gols que valem mais do que a provável classificação para a final da Copa dos Campeões – a competição, no caso, é detalhe supérfluo. Os gols de Messi, na noite desta quarta-feira, em Madri, são obras-primas, são clássicos. São a reafirmação de que o Universo tem um Criador.

Caramba, e tinha de ser justo hoje, com tanto jogo ainda pra ver?!