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Filmes Infantis em Mostra na Cultura

A I Mostra Infantil de Filmes Acessíveis da Livraria Cultura acontece HOJE em Fortaleza

PROGRAMAÇÃO
Filmes com Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE) e Audiodescrição (AD)

14h30 – Porque as coisas são assim
(Direção Michelline Helena, Fic, 5’, Cor, 2010)

Sinopse: Diante do inevitável, um pai tenta explicar para a filha o tênue limite entre o desejo e a realidade, o certo e o errado; o mundo real onde tudo se mistura e onde todas as coisas são apenas o que são.

14h40 – Vida Maria
(Direção Márcio Ramos, Ani, 9’, Cor, 2006)

Sinopse: Acompanhamos Maria durante o seu trabalho no sitio onde vive. Vai dos 5 aos 45 anos e passa todo seu estilo de viver para sua filha Lurdes. O filme mostra ciclos de vida que muitas vezes ficamos.

14h50 – Nas Asas do Coração
(Direção de Sara Benvenuto e Klístenes Braga, Doc, 15’, Cor, 2010)

Sinopse: Documentário sobre “A Vaca Lelé”, que comemora cinco anos em 2010, encantando as platéias por onde passa, tendo sido o primeiro espetáculo teatral acessível para crianças com deficiência visual no estado do Ceará, motivo pelo qual seus produtores criaram o grupo Bandeira das Artes. O filme foi rodado durante a temporada no Centro Cultural Banco do Nordeste, nas cidades de Fortaleza-CE, Juazeiro do Norte-CE e Sousa-PB.

Data: 5/10/2010.

Local: Auditório da Livraria Cultura – Unidade Shopping Varanda Mall
Endereço: Av. Dom Luís, 1010 – Meireles – Fortaleza-CE

 
Entrada Franca.

A mostra é uma realização da Associação dos Tradutores Audiovisuais do Brasil – ATAV BRASIL e da Livraria Cultura e tem apoio do Grupo LEAD e da Universidade Estadual do Ceará.

VAMOS  AO  CINEMA !

CINEMA em Canoa…

O VI Festival Latino Americano de Curta Metragem de Canoa Quebrada começa neste sábado na badalada praia cearense, mas na sexta já tem oficina de roteiro com a bam-bam-bam (que é natural de Aracati), Michelline Helena, a titular do NPD de Fortaleza. O festival exibirá 64 produções, das quais concorrem 43 vídeos e 21 filmes.

Na mostra competitiva, os filmes serão exibidos na praça principal da cidade concorrendo ao Troféu Lua Estrela nas categorias de melhor filme, melhor direção, melhor roteiro, melhor fotografia, melhor trilha sonora, melhor direção de arte, melhor ator, melhor atriz e melhor montagem.

O Curta Canoa chega à sexta edição e na abertura, sábado (18), às 20 h, promove a exibição do filme Timóteo, Política e Paixão, contando a trajetória profissional do cantor Agnaldo Timóteo. No encerramento, deve ser exibido o filme Acabou-se, da cineasta Patrícia Baía.

Categoria: Filmes

AVE MARIA OU MÃE DOS SERTANEJOS -12 minutos – Camilo Cavalcante- Documentário (PE)
AOS PÉS – 18 min – Zeca Brito – Ficção (RS)
AO VIVO – 16 min54seg – Peppe Siffredi & Antonio Guerreiro – Ficção (GO)
CORTEJO NEGRO – 14min30seg – Diego Muller – Ficção (RS)
ENSAIO DE CINEMA – 15min – Allan Ribeiro – Ficção (RJ)
FRACTAIS SERTANEJOS – 19min04seg – Heraldo Cavalcanti – Documentário (CE)
O DIVINO, DE REPENTE – 06min20seg – Fabio Yamaji – Documentário (SP)
QUANDO A CHUVA CHEGAR – 15min – Jorane Castro – Ficção (PA)
SENHORAS – 10min30seg – Adriana Vasconcelos – Ficção (DF)
TERESA – 18 min – Paula Szutan e Renata Terra – Ficção (SP)
VELA AO CRUCIFICADO – 13min – Frederico Machado – Ficção (MA)
O BAILARINO E O BONDE – 10min20seg – Rogério Nunes – Animação (SP)
O SOM DO TEMPO – 10min – Petrus Cariry – Ficção (CE)
CINEMAIEUTICA – 12min12seg – Rodrigo Brum – Ficção (SC)
HOMEM-BOMBA – 13min – Tarcisio Lara Puiati – Ficção (RJ)
AMIGOS BIZARROS DO RICARDINHO – 20min – Augusto Canani – Ficção (RS)
LOS MINUTOS LAS HORAS – 11min – Janaina Marques – Ficção (CE)
PÃO COM MORTADELA – 15min – Marcos Mello e Georgina de Castro – Ficção (SP)
O FILME MAIS VIOLENTO DO MUNDO – 14 min – Gilberto Scarpa – Ficção (MG)
SEGUNDA CHANCE – 08min – Jose Eugenio da Costa Neto – Ficção (CE)
REVERTERE AD LOCUM TUUM – 18 min – Armando Mendz – Ficção (MG)

Categoria: Vídeos

FILHOS DE REIS – 13min – Eduardo Oliveira – Documentário (CE)
DO MORRO – 20min – Mykaela Plotkine e Rafael Montenegro – Documentário (PE)
O RETORNO DE SATURNO – 12min15seg – Lisandro Santos – Animação (RS)
CAMILA E O ESPELHO – 14 min – Amadeu Alban – Ficção (BA)
SONHO DE VALSA – 12min40seg – Beto Besant – Doc/ Ficção (SP)
OS ANJOS DO MEIO DA PRAÇA – 10min12seg – Ale Camargo e Camila Carrossine – Animação (SP)
CHEIROSA – 05min – Carlos Segundo – Ficção (MG)
BUCANEIRO – 17min30seg – Juliana Milheiro – Ficção (RJ)
SILÊNCIO POR FAVOR – 07min11seg – Filipe Matzembacher – Ficção (RS)
DEPOIS DA PELE – 13min49seg – Marcio Reolon e Samuel Telles – Ficção (RS)
REENCONTRO – Fabio Lupo – Ficção (SP)
A LÍNGUA DAS COISAS – 14min – Alan Minas – Ficção (RJ)
UM VESTIDO PARA LIA – 14 min – Hermano Figueiredo e Regina Barbosa – Ficção (AL)
O DJ DO AGRESTE – 19min48seg – Regina Célia Barbosa – Documentário (AL)
DONA MILITANA – A ROMANCEIRA DOS OITEROS         – 18min30seg – Hermes Leal – Documentário (SP)
ÁUREA – 16min – Zeca Ferreira – Documentário (RJ)
MEU AVÔ E EU – 13 min – Caue Nunes – Ficção (SP)
SOBRE VIDAS – 7min – Deleon Souto – Documentário (PB)
JARDIM BELELÉU – 15 min – Ari Candido Fernandes – Ficção (SP)
ZÉ[S] – 15 min – Piu Gomes – Documentário (RJ)
CRISÁLIDAS  – 13min09seg – Ligia Maciel Ferrar – Ficção (SC)
O OITAVO – 20min – Estevan  Silveira – Documentário (PR)
QUANDO AS CORES SOMEM – 15 min – Luciano Lagares – Animação (SP)
DESBRAVADORES DE CAMINHOS – 15 min – ZPDR e Betânia Victor – Documentário (DF)
AO MEU PAI COM CARINHO – 15 min – Fausto Noro – Ficção (SP)
REMINISCÊNCIAS – 19 min – Aly Muritiba – Ficção (PR)
ENCICLOPEDIA – 14min – Bruno Gularte Barreto – Ficção (RS)
UM ANIMAL MENOR – 20min – Pedro Harres e Marcos Contreras – Ficção (RS)
SIMPATIA DE LIMÃO – 09min33seg – Miguel de Oliveira – Ficção (RJ)
A MENINA METALINGUISTICA E O GAROTO MELANCOLICO – 11 min – Guga Caldas – Ficção (MG)
BALA NA CABEÇA – 14 min – Cristiano Abud – Ficção (MG)
BOA NOITE ALICE – 03min40seg – Carlos Arthur e Henrique Oliveira – Animação (CE)
“7:30” – 13min27seg – Bruno Laet – Ficção (RJ)
GAROTO BARBA – 13min59seg – Christopher Faust – Ficção (PR)
INVERNO – 14 min – Mikael Santiago – Ficção (RJ)
LEÔNIA – UMA CIDADE INVISÍVEL? – 14min30seg – Márcia Correa, Mercedes Guarnier, Rodrigo Campos – Documentário (SP)
MENINA DA CHUVA – 06 min – Rosaria – Animação (RJ)
Ô – 20min – Marcelo Coutinho – Ficção (PE)
PRONTA ENTREGA – 11min21seg – André Miguéis – Ficção (RJ)
O PESCADOR E A SEREIA          – 20min – Arnaldo Lima – Ficção (CE)
TODOS SÃO FRANCISCO – 15min50seg – Nany Oliveira – Documentário (CE)
OLHAR DE JOÃO – 19min45seg – Mariley Carneiro – Ficção (GO)
NA CASA AO LADO – 06min25seg – Naiara Rimoli – Ficção (DF)
AOS MORTOS DE MORTE MORRIDA – 19min – Sidneia Luzia – Ficção (CE)
MATANDO A FOME – 5min – Franciolli Luciano – Ficção (CE)

Vivas ao GUARNICÊ !!!

Atendendo a pedido da jornalista maranhense Izabel Almeida, traçei algumas considerações sobre o tradicional Festival Guarnicê de Cinema, aberto ontem à noite:

 
Acompanho o GUARNICÊ desde 2003 e de lá pra cá, venho notando melhoras e crescimento significativo no festival – aumento no número de inscrições, participação crescente de realizadores e adesão do público, diversificação da programação com mais mostras e itinerâncias, tendo inclusive gerado dois frutos importantes: o festival de Vídeo de Bolso e o Curta Lençóis. Costumo dizer, carinhosamente: o Guarnicê é o Festival MAIS FESTEIRO DO BRASIL !

O Guarnicê foi minha porta de entrada para o Maranhão. Conhecer São Luís foi uma experiência especial e modificadora na minha vida. Achei linda a cidade e a maneira como as pessoas aprovam, aplaudem e curtem sua própria Cultura.

O Centro Histórico de São Luís é uma jóia preciosa e o coordenador do festival por mais de 3 décadas, Euclides Moreira Neto (que se tornou meu amigo querido), sempre fez questão de prestigiar as maravilhas peculiares à São Luís, ofertando o rico acervo cultural maranhense aos visitantes de outros estados, possibilitando uma interação prazerosa e frutífera entre todos os convidados e realizadores, das várias regiões brasileiras, tendo o Centro Histórico como grande ponto de referência e difusão da cultura maranhense. O novo coordenador do festival, que assumiu o leme ano passado, professor Alberto Dantas, chegou com disposição e tem tentado, com determinação e empenho pessoal, levar adiante a honrosa tradição do festival, marco na história do audiovisual brasileiro. 

 

Alice Gonzaga, Aurora Miranda Leão e Euclides Moreira Neto no hall do Grand São Luís Hotel em 2008

            Através do GUARNICÊ conheci a beleza ímpar do Bumba-meu-Boi e do Cacuriá e a energia contagiante do Tambor de Crioula. Tornei-me, desde então, uma adepta de primeira hora do Boi e do Tambor, e, orgulhosamente, possa dizer ter sido muitas vezes chamada de “coureira” – grito de guerra entoado pelas mulheres que praticam a gostosa dança ao som dos tambores esquentados e calorosos, típicos da sonoridade da terra de Arthur Azevedo.

Não foram raras as vezes em que cheguei a Fortaleza com os pés “premiados” por enormes calos, adquiridos nas maviosas danças do Tambor. É tanta minha sintonia com os ritmos maranhenses que cheguei até a realizar um curta chamado SANTALEGRIA, uma declaração apaixonada de apreço e respeito pela cultura popular do estado que faz fronteira com meu berço natal. 

              

Pura diversão a quadrilha que celebrou o encerramento do Guarnicê 2007

 Desde que conheci São Luís, estar na capital maranhense durante os festejos juninos tornou-se saudável “obrigação”. É uma alegria imensa presenciar e participar deste que é o São João mais eclético e intenso do Brasil. Aliás, é no Maranhão onde o Nordeste pulsa mais forte em mim e sinto-me em casa quando avisto os primeiros sinais do Centro Histórico de São Luís.

 

O GUARNICÊ é um festival tradicional e de suma importância para a cultura audiovisual do país. Quando comecei a freqüentá-lo, comecei a perceber sua grandeza e espaço privilegiado no cenário artístico do país. Constatei não tratar-se apenas de um festival de cinema mas um enorme congraçamento de várias formas artísticas, no qual a dança, a música, os folguedos populares, o cinema, a gastronomia – e mais recentemente, as novas mídias – interagem formando um multifário mosaico a pulsar em  cores, ritmos, sons, sabores, alegrias.

 

Leona Cavalli, Aurora, Fafy Siqueira e Teca Pereira na edição 2998

É fácil perceber também, para quem atua há cerca de 10 anos na cobertura jornalística de vários eventos culturais: o Guarnicê é um festival que mobiliza as atenções de criadores – entre diretores, roteiristas, fotógrafos, atores, técnicos – de todo o país, o que é evidenciado pelo número sempre muito grande de inscrições, chegadas de vários cantos do país.

 

Lucélia Santos, homenageada da noite de encerramento (edição 2008), e Veiga Júnior, sempre uma força na organização

É sempre significativo o número de inscrições de filmes cearenses, e há sempre um número considerável de produções do Ceará concorrendo aos troféus do Guarnicê.Lembro muito bem quando em 2006 a colega realizadora Michelline Helena, roteirista profícua, de atuação marcante no Ceará, ganhou vários prêmios com seu curta Marilza e a Lata de Leite Condensado… Aliás, uma das coisas que sempre me chamou a atenção no festival, foi o interesse toda vez demonstrado por realizadores de todo o país em participar do festival.

 

O querido amigo ALLAN RIBEIRO, premiadíssimo no festival de 2007 do Guarnicê… aliás, ganhar prêmios é uma constante na trajetória de Allan. Saravá !!!

Quanto à edição deste ano, que prevê mudanças como a escolha do Centro de Convenções para as exibições, e que recebe aporte financeiro especial – tendo inclusive a Petrobrás como marca única a “Apresentar” o Festival -, acredito possa trazer um diferencial capaz de ressignificar valores, estratégias e ações, visando a uma amplitude na abrangência do festival, dotando-o de maior visibilidade junto à cadeia produtiva da cultura, e demarcando sua realização como de extrema relevância para o fomento e incremento da produção audiovisual, sobretudo do Nordeste.

 

Euclides Moreira Neto, hoje presidente da Fundação Municipal de Cultura, Rosamaria Murtinho (homenageada 2006) e Aurora Miranda Leão

    Meus votos sinceros e incentivo indormido para que o Guarnicê se reafirme EVENTO DE SUMA ACUIDADE para a Cultura do Nordeste, abraçando cada vez mais as manifestações populares típicas e tradicionais da região como valores do Patrimônio Imaterial Brasileiro, e reverbere, nos quatro cantos do país, como espaço irradiador, multicultural, abrangente e necessário para a produção, exibição, formação e discussão sobre o lugar permanente de destaque no qual queremos ver o CINEMA BRASILEIRO incluído, sempre mais.

 
 
Rubens Ewald Filho, Aurora Miranda Leão e Paulo Betti em noite de lançamento literário na edição 2007 do Guarnicê. Foto Lauro Vasconcelos.