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Elza Soares, Beirute e Chico Anysio nas letras de Miguel Jorge

O escritor, poeta, roteirista e homem de todas as Letras, MIGUEL JORGE, amigo de quem tenho sempre saudades, escreve e conta-me o que anda fazendo, apesar das dificuldades que a turma trabalhadora da área cultural vem enfrentando, e parece que cada dia mais, no mesmo passo em que aumentam os casos escabrosos de corrupção no país.

Pois olhe que, apesar de todos os senões, o danado de meu querido e irrequieto Miguel Jorge vem fazendo uma porção de coisas, ou melhor, vem criando uma série de ilhas culturais incríveis, como ele me conta via e-m. Vejam só:

Oi Aurora, também com muitas saudades de você, dos nossos encontros, dos nossos filmes relâmpagos, somente você pode fazer tais coisas.

….. Mas, em todo caso, vou fazer, em setembro, talvez no dia 20, no Shopping Bougainville, o lançamento do meu romance Minha Querida Beirute, e no dia 18 de outubro, no mesmo Bougainville, faço a estréia do meu musical Elza Soares: Você Sabe Sambar, com grande elenco, cantoras e músicos. Terminei de escrever, a pedido do humorista Juquinha: Chyco Anizio: Sou, espetáculo em homenagem ao gênio do humor – o Juquinha pretende fazer a estréia no Rio de Janeiro, no próximo ano,  é o que posso fazer neste momento, grande abraço.

Miguel Jorge
 
 

MIGUEL JORGE é uma criatura tão ímpar, um criador de tanta capacidade, competência, sensibilidade e inquieta capacidade criativa, que costuma afinar-se muito rápido com qualquer ideia onde ele sinta vicejar possibilidades artísticas.

Foi por isso que ele se dispôs prontamente a participar de dois curtas-metragens AURORA DE CINEMA, rodados em Goiânia e em Anápolis, em 2010 e 2011.

Assim, eu tenho a honra de contar com a participação sempre incisiva, libertária e fluentemente criativa deste Poeta MIGUEL JORGE nos curtas RESTA UM e O SUMIÇO DE ALICE, roteiro e direção da jornalista Aurora Miranda Leão que redige estas linhas.

 
 
Miguel Jorge e grande turma na sexta edição do FestCine Goiânia, novembro de 2010…
 

O RESTA UM, que nasceu de uma ideia repentina que tive na segunda noite do Festival de Goiânia, em 2010, quando tentávamos encontrar um lugar pra papear e tomar um vinho – eu, INGRA LIBERATO, o ator Samuel Reginatto e o cineasta Júlio Lélis, ganhou imediata adesão de MIGUEL JORGE, tão logo lhe contei como seria o roteiro. O escritor na mesma hora pensou em adereços e cenários para compor a trama. E, na última noite do festival (porque não houve tempo hábil antes disso), ainda nos deu um depoimento incrível, coroando de beleza e sensibilidade o nosso RESTA UM.

 
 

Já no curta O SUMIÇO DE ALICE, a participação de MIGUEL JORGE foi ainda mais espontânea e inusitada. Eu estava há dias rodando em Anápolis um curta que nasceu de nosso passeio a Pirenópolis… e todos que foram ao passeio toparam dar ‘depOiMentos’ para a história na qual todos estão à procura de uma Alice…

 Atriz Zezeh Barbosa tem participação afetiva em O Sumiço de Alice
 
Pois não é que na última noite da primeira edição do Festival de Cinema de Anápolis, encontro MIGUEL JORGE no Teatro Municipal – onde haveria a solenidade de encerramento e uma Homenagem ao escritor –  e ele então me pergunta que filme estou ‘inventando’ no momento.
 
Pois foi só eu dizer da ALICE  que todos estavam procurando e MIGUEL JORGE imediatamente pediu pra dar seu depoimento também. E assim foi.
 
Procuramos um lugarzinho no entorno do Teatro de Anápolis, e, tão logo liguei a câmera, MIGUEL JORGE começou a dizer uma poesia versando sobre Alice, criada de sopetão, naquele exato momento em que ouviu eu falar na história do ‘inesperado sumiço de Alice’.
 
E eu fiquei então, mais uma vez, positivamente ‘espantada’ com a capacidade criativa do escritor e Poeta Miguel Jorge, que mostrou, naquele momento, ser também um craque no improviso e no ‘manuseio’ das palavras.
 
Pra grande honra e enorme alegria deste AURORA DE CINEMA, o escritorMIGUEL JORGE está no curta-metragem O SUMIÇO DE ALICE – ao lado de ALICE GONZAGA, DÉBORA TORRES, GUIDO CAMPOS, ZEZEH BARBOSA, MALLU MORAES, DILA GUERRA, SELVA ARETUZA, MANAÍRA CARNEIRO, FELIPE BRIDA, CID NADER, JOÃO BATISTA DE ANDRADE – com tanta propriedade que parece dizer um texto decorado há tempos.
 

Por essas e outras é que este aurORA DE CINEMA repete: 

“É MELHOR SER ALEGRE QUE SER TRISTE, A ALEGRIA É A MELHOR COISA QUE EXISTE “… 

Pode haver alegria maior e mais festiva do que ter Amigos do quilate de MIGUEL JORGE ?

* Quem quiser conferir O SUMIÇO DE ALICE, pode acessar

http://www.youtube.com/watch?v=L2cjkEsehQA e http://www.youtube.com/watch?v=bNdlPDmvHSY

ARRASTÃO ANÁPOLIS !

Aurora de Cinema na cobertura do Festival 

 Bela Semente em Prol do Cinema Brasileiro

 

Anápolis, o segundo mais desenvolvido e promissor município de Goiás, bem próximo à bela e hospitaleira Goiânia, acolheu em abril passado um bom bocado do cinema brasileiro. A prefeitura deu chance e Débora Torres, uma mulher aguerrida, dedicada às produções que assina, competente, forte, solidária e disposta, semeou mais um terreno em Goiás, que deverá gerar belos e imponentes galhos para açambarcar todo o variado painel que, cada vez mais, o cinema brasileiro descortina.

Aurora Miranda Leão, Débora Torres, Ed Cafezeira e Almir Torres no resort ESTÂNCIA

O I Festival de Cinema de Anápolis, de 12 a 18 de abril, foi um momento precioso de encontro entre gente que faz cinema – nos bastidores, nos palcos, nas platéias, por trás das câmaras e nas telas dos quatro cantos do mundo.  Estive por lá, com muita honra, como jornalista convidada, e fiquei encantada.

Desde a acolhida no aeroporto, onde três jovens da equipe de Débora já me esperavam há algum tempo – Pedro Pinheiro, Tatiana Lopes e a bela Jéssica – . Ali, reencontrei o simpático casal Laura Pires e Edvaldo Cafezeira, dois queridos de longa data. Assim, tudo foi muito convidativo, desde o início.

Aurora recebe caloroso abraço de Débora Torres na chegada a Anápolis…

O trajeto Goiânia-Anápolis é feito em estrada com boa manutenção e se faz ligeiro. Chegar e dar de cara com o precioso espaço do resort Estância Park foi outra boa surpresa. Foi lá que revi minha querida amiga Débora, idealizadora e coordenadora-geral do Festival que seria aberto àquela noite. Ela vinha acompanhada do irmão Almir, outro que deu a maior força para o êxito do Festival.

Fomos almoçar no amplo e vem servido resto da Estância e lá reencontrei o colega de batente, Cid Nader, outro cujo astral sempre favorece momentos aprazíveis.

Quando a noite começou a se insinuar, nos trouxe junto o abraço da querida Alice Gonzaga, grande baluarte do nosso Cinema, feliz por estar acompanhando a meritório Homenagem ao pai, que nomina a mostra competitiva de longas-metragens.

Aurora Miranda, Selva Aretuza e Alice Gonzaga: companheiras de cinema em Anápolis

A abertura foi no Teatro Municipal: noite festiva, platéia lotada e a primeira exibição pública do filme Hollywood no Cerrado, de Tânia Montoro e Armando Bulcão, um documentário revelador para o quão Anápolis tem a ver com parte da história do cinema, sobretudo o de Hollywood: afinal, no município goiano que agora envereda pelas trilhas do audiovisual, viveu e floresceu muita gente de prestígio no cinema norte-americano, como Joan Lowell, Mary Martin, Larry Hagman, Gilbert Adrian.

Nesta noite, a atriz francesa Eliane Lage – grande diva do cinema brasileiro nos anos 50 (há três décadas, feliz moradora de Pirenópolis), reencontrou-se, depois de tantos anos, com os amigos Walter Webb e Alice Gonzaga. Um belo encontro, abonado em frente ao palco do Teatro Municipal de Goiânia.

Débora Torres, cineasta Alberto Araújo e Tânia Montoro em noite de cinema em Anápolis

A platéia anapolina adorou se ver na tela: suas reações de aprovo eram indisfarçáveis, e ouviam-se muitos risos durante algumas passagens. Oxalá o filme tenha boa visibilidade pelas telas do país e chegue também em solo americano. A comunidade anapolina merece.

O festival teve duas mostras competitivas: a de Longa-Metragem de Ficção Brasileiro, adequadamente chamada Adhemar Gonzaga, num justo e belo preito ao jornalista pioneiro da indústria cinematográfica no Brasil, e a mostra Curta Anápolis, para dar visibilidade à produção anapolina, de todos os gêneros. O Troféu Anápolis, criado pelo artista plástico Napefi, foi entregue a personalidades como Vladimir Carvalho, Miguel Jorge, Tizuka Yamazaki, Ingra Liberato, Murilo Rosa, Luiz Carlos Vasconcellos e Mallu Moraes, além de ter sido entregue aos representantes dos filmes vencedores.

A programação também disponibilizou seu foco para as crianças da rede municipal de ensino – tendo sessões super concorridas – e proporcionou o I Encontro de Cineclubes do Centro-Oeste – com direito à oficina cineclubista coordenada por Carol Paraguassu, e a presença muito intensa de cineclubistas da região.

Edvaldo Cafezeira, Aurora Miranda, Walter Webb e Débora Torres…

Em Anápolis também aconteceram diversas oficinas – alvitres da agilidade mental e disposição para o trabalho que Débora Torres demonstra a todo momento, mesmo quando não se dá conta disso – com aulas de roteiro, produção e direção ministradas pelo baluarte Walter Webb.

Walter Webb distribui simpatia entre Eliane Lage e Alice Gonzaga: trio-Patrimônio

Aliás, sobre esta figura é preciso um parêntese especial: Walter Webb foi presença das mais solicitadas e encantadoras em Anápolis, a todos dedicando uma palavra especial, uma atenção calorosa, um bom fio de enriquecedora conversa, em qualquer direção. Uma enorme alegria conhecê-lo e privar de seu convívio.

Aurora Miranda Leão e a alegria de reencontrar ator Guido Campos

Falando nisso, o que não faltou em Anápolis foi a convivência  com pessoas do mais significativo quilate… ainda estou por descobrir se isso é fruto da energia revitalizante que emanava da acolhedora Estância Park (o belo resort que nos serviu de cenário e aconchego por uma semana) ou se esses “presentes” se configuram no espaço a cada vez que minha irmã querida Débora Torres toma a colcheia e toca pra frente uma enorme caravana de holofotes em direção aos artistas do Cinema e ao cinema dos Artistas Brasileiros.

Serina Raruá e Aurora Miranda Leão: Sétima Arte acontecendo em Anápolis

Desta vez, ela nos trouxe a delicadeza e prestatividade de Serina Raruá, além da disponibilidade sempre atenta de Ângela Torres e a presença sempre benfazeja de Guido Campos e Rubens Ewald Filho, este Homem-Cinema sempre a encantar com sua simplicidade, simpatia, riqueza de memória e conhecimento abalizado sobre tantos temas, um mestre na arte de seduzir e encantar porque nele notoriedade, prestígio, desafetação, riqueza espiritual e carisma são um só trevo de cinco folhas.

E por falar nele, Rubens destacou o quanto a história de Anápolis revela uma espécie de predestinação para o cinema, uma vez que ali viveram, entre os anos 40 e 50, Janet Ganyor – atriz principal do grande clássico do cinema, o filme Aurora, de Murnau -, e seu marido Gilbert Adrian (um dos grandes estilistas de Hollywood). E citou também a presença de Mary Martin, atriz de grandes musicais da Broadway, em cuja biografia há uma marcante passagem pela cidade. “Com uma história dessas, com certeza já estava escrito nas estrelas que Anápolis está diretamente ligada ao cinema”

Secretário Augusto César, Débora Torres, Rubens Ewald Filho e o prefeito Gomide

E assim, divididos entre ricos papos sobre a Sétima Arte, piadas e generosos encontros nos espaços da Estância Park, de dia, e filmes, debates e fartos churrascos noturnos, transcorreu aquele adorável período do festival de cinema de Anápolis.

Neusa Borges, Aurora Miranda Leão e Felipe Brida: respirando cinema em Anápolis

Churrascaria Los Pampas foi ponto de encontro todas as noites… Haja churrasco !

A cada noite, um debate após os filmes, comandados ora por Débora ora por Guido, reunia público e realizadores num importante intercâmbio de idéias artísticas e disponibilidade para a informação. Toda noite também o entorno do Teatro Municipal acolhia o público, imprensa e convidados com um barzinho agradável e de preços convidativos, aliado a um bom momento musical com artistas da cidade.

Aurora Miranda Leão e Laura Pires na noite-lançamento biografia Roberto Pires

Em Anápolis, também havia uma janela para livros sobre cinema: ali foram lançados o ótimo livro do amigo Alex Moletta – “Criação de Curta-Metragem em Vídeo Dgital” -, o histórico livro de Beto Leão sobre os 100 Anos do Cinema Goiano, e a biografia do cineasta baiano Roberto Pires, que sua viúva Laura Pires autografava emocionada, junto ao lançamento da cópia restaurada do filme Redenção, título iniciático da carreira de Roberto e primeiro longa-metragem baiano.

O festival possibilitou também que, a cada noite, os filmes exibidos no dia anterior pudessem ser vistos por maior número de pessoas, sendo então ofertados em algumas praças de Anápolis, e a equipe comandada pelo elétrico Itamar Borges registrava tudo em making-of.

Débora Torres e o Secretário Augusto César abraçam necessidade do Festival

Os filmes concorrentes eram: Orquestra de Meninos, representado por Murilo Rosa (homenageado com o Troféu Anápolis) – seguido por uma legião de fãs que o acompanhou o dia inteiro em Anápolis: o ator arrebatou uma multidão ao belo parque Ypiranga numa tarde em que diversas orquestras da cidade tocaram em sua homenagem.

Aurora M. Leão e Felipe Brida: jornalistas também tietaram o premiado Murilo Rosa

Murilo foi atencioso e simpático com todos, não se furtando a posar para fotos, dar autógrafos e espalhar beijinhos e abraços entre as tietes. Na visita ao parque municipal, Murilo Rosa (sempre acompanhado dos pais) foi recebido pelo prefeito Antônio Gomide, o secretário de Cultura, Augusto César de Almeida, a diretora municipal de Políticas Públicas, Agueda Maria Zimmer, a coordenadora do programa Criar e Tocar, Marisa Espíndola, e por professores da rede municipal de ensino.

Ator, que passou infância em Anápolis, recebeu bela homenagem do Festival

Dila Guerra e Manaíra Carneiro apresentam o premiado  Cinco Vezes Favela…

Cinco Vezes Favela, o emblemático filme produzido por Cacá Diegues, foi representado por uma das diretoras do primeiro episódio, a pulcra e simpática Manaíra Carneiro, e por Dila Guerra, atriz do último episódio do filme – que Rubens me avisou logo tratar-se de “grande atriz”. As duas foram iluminadas presenças no festival e participaram ativamente do debate pós-exibição.

Darlene Glória em cena de Feliz Natal, longa de Selton Mello

Feliz Natal, o impactante filme de Selton Mello, foi representado por sua mãe, a elegante Selva Aretuza, e pelo ator Leonardo Medeiros. Obra colecionadora de prêmios em festivais pelos quatro cantos, o filme de estréia de Selton é ainda melhor do que esperava, digno mesmo de todas as honrarias: aponta um diretor vigoroso, criador de um roteiro instigante (parceria com Marcelo Vindicatto), enriquecido por uma fotografia (Lula Carvalho) em plena sintonia com o leitmotiv do argumento, com enquadramentos belos e inusitados – há pelos menos três momentos em que isso é patente: na vertigem de Mércia (personagem de Darlene) rodando entre luzinhas decorativas do Natal; na cena do personagem Caio (Leo Medeiros) deitado em posição fetal no meio da rua; e na cidade que nos é dada ver se descortinando em seu anoitecer por trás de um muro alto, branco – lindo a mais não poder…

Leonardo Medeiros e Selva Aretuza apresentando Feliz Natal, de Selton Mello

Selton é dono de invejável sensibilidade, evidenciada sobretudo pelos artistas que convoca para trabalhar com ele, dando qualificado destaque ao trabalho de artistas como Darlene Glória, Lúcio Mauro, Emiliano Queiroz, e Paulo Guarnieri. Supimpa este Selton ! Exponencial ator e um diretor de envergadura.

A cineasta Anna Luíza Azevedo entre Eduardo Cardoso e Bianca Menti

Dia seguinte, a cineasta Anna Luíza Azevedo, e os jovens atores gaúchos Eduardo Cardoso e Bianca Menti representaram o filme Antes que o Mundo Acabe, título que fez daquela a noite mais positivamente energizada do festival.

Bianca Menti e Pedro Tergolina em Antes que o mundo acabe

Filme sensível, onde desponta o talento promissor de Pedro Tergolina (de rara beleza), muito bem aproveitado em cenas ao lado de Eduardo e Bianca, Elisa Volpatto e Murilo Grossi. Roteiro caprichado, assinado a quatro mãos por Paulo Halm, Jorge Furtado, Giba Assis Brasil e a própria Anna Azevedo.  Antes que o Mundo Acabe findou por sagrar-se vencedor em diversas categorias e na mais importante delas, Melhor Filme. Um justo reconhecimento a uma obra eivada de méritos, pronta para ser vista, revista e sair encantando, a cada vez em que for exibida.

Já na madruga, Aurora, Eduardo Cardoso, Bianca Menti e Cid Nader em papo de cinema

Fiquei fascinantemente impressionada com mais este belo exemplar do cinema gaúcho e me enchi de saudades de Porto Alegre (o filme tem ademais este mérito, de mostrar a capital gaúcha como uma cidade que precisa ser visitada, fartamente cultural, tranqüila e acolhedora).

Ana Carbatti: mais um prêmio ao talento, premiada por Os Inquilinos

O último filme em competição, Os Inquilinos, do sempre polêmico Sérgio Bianchi, também recebeu vários troféus, incluindo Melhor Atriz e Atriz Coadjuvante (respectivamente, Ana Carbatti e Cássia Kiss).

 

Murilo Rosa (ao lado de Débora Torres) cumprimenta prefeito Antônio Gomide

Necessário salientar: merece parabéns o prefeito Antônio Gomide e a equipe de sua Secretaria de Cultura (na pessoa do secretário Augusto César de Almeida), que apostaram num projeto de suma relevância, não só para a cidade de Anápolis mas pra todo o estado goiano e para os muitos que, diariamente, precisam acordar com a certeza de que vale a pena investir no sonho de fazer Arte no Brasil e prosseguir criando, construindo um cinema que, a par de todas as dificuldades, se mantém ativo e pulsante, cotidianamente.

Murilo Rosa encantou Anápolis e contribuiu com brilhantismo para sucesso do Festival

Idealizado pela cineasta e produtora-executiva Débora Tôrres, o I Festival de Cinema de Anápolis foi organizado pela Secretaria Municipal de Cultura/Prefeitura Municipal de Anápolis em parceria com a ACAA – Associação Cultural e Artistica de Anápolis – , o Cineclube Xícara da Silva, e o Pontão de Cultura Tenda Jovem.

E pra encerrar, vou tentar lembrar de todos com quem estive nestes tão agradáveis dias em Anápolis. É difícil mas vou tentar não esquecer ninguém.

Murilo Rosa foi Melhor Ator por Orquestra de Meninos e encantou em Anápolis

Primeiro a alegria de reencontrar Rubens Ewald Filho e Alice Gonzaga, além de Laura Pires, Edvaldo Cafezeira, Ângela Torres e Itamar Borges. Na última noite, o abraço que não podia faltar, no querido escritor Miguel Jorge, poeta de aguçada sensibilidade. Depois a beleza e simpatia de Manaíra Carneiro, carioca estreando muito bem na direção de longa com Cinco Vezes Favela, acompanhada de outra carioca que também se tornou querida: a super simpática Dila Guerra, participante antenada de debates e conversas sobre cinema.

Dila Guerra, Manaíra Carneiro, Itamar Borges, Mallu Moraes, Felipe Brida, Aurora Miranda Leão e Alice Gonzaga em noite de confraternização em Anápolis

Escritor Miguel Jorge e roteirista Alex Moletta também abrilhantaram festival

E ainda a tranqüilidade pacificadora de Cid Nader e o jeito bem-vindamente  solícito de Felipe Brida, boa-praça de carteirinha.  Sem esquecer de Mallu Moraes, João Batista de Andrade, o embaixador Lauro Medeiros, além de Neusa Borges, Umberto Magnani, Sérgio Bianchi, Selva Aretuza, os atores Leonardo Medeiros, Guido Campos, Eduardo Cardoso e Bianca Menti;  o casal Lucília e Vladimir Carvalho, e a presença sempre bem-vinda de Walter Webb e do querido amigo Alex Moletta.

Documentarista paraibano de Brasília, Vladimir Carvalho, homenageado com Troféu Anápolis, fez contundente discurso ao recebê-lo

E teve ainda o Paulo e o Marcos, conduzindo com simpatia e bom humor todo mundo pra qualquer lugar, e a Serina Raruá, misto de elegância, pragmatismo e disponibilidade. Ficando pro final quem chegou por último: o charme alegremente cativante da esplendorosa Zezeh Barbosa, que chegou no finalzinho mas não precisou nem de cinco minutos pra conquistar a simpatia e adesão de todos. E ainda gravou eloqüente participação no curta O Sumiço de Alice, que virá na seqüência, fruto dos dias ensolarados e prolíficos em solo anapolino.

E para celebrar a última noite do I Festival de Cinema de Anápolis, não podia faltar uma animada festa, que aconteceu na boate Nobel, onde dancei à beça, ao lado de curtidores da noite – como Débora, Serina, Mallu, Itamar, Ângela, Guido e Zezeh –, e na qual precisei “assumir” as pick-ups várias vezes pois o DJ (o simpático Nelsinho) não tinha sequer uma música do “trio fantástico” (Paralamas), nem tampouco uma faixa dos Beatles… a noitada foi inesquecível mas resolvi, a partir de então, assumir meu lado DJ.

Vencedores da mostra de curtas: ator Marcus Annoli e equipe do filme “Entre”

Que venha o Anápólis 2012 !

Dila, Laurita, Mallu Moraes, Aurora Miranda e Zezeh Barbosa: noite final em Anápolis

Um beijo carinhoso a todos que desfrutaram comigo estes divertidos dias em Anápolis e um agradecimento muito forte e sincero a Débora Torres e toda a sua equipe.

* Fotos de Anápolis são de Ed Cafezeira, Aurora Miranda Leão e Felipe Brida

SARAVÁ !!!

Até 2012, se Deus quiser !

Como e Por Que Alice Sumiu ?

Pirenópolis, bucólico município goiano onde nasceu a idéia de O Sumiço de Alice…

O Sumiço de Alice é o novo curta-metragem da jornalista Aurora Miranda Leão. Rodado em Anápolis, durante o I Festival de Cinema de Anápolis, realizado no município goiano de 12 a 18 de abril passados, o curta é um trabalho experimental que nasceu de uma visita à bucólica região de Pirenópolis, berço de tantos filmes brasileiros (como “Simeão, o boêmio”, primeiro filme dirigido pelo pioneiro goiano João Bennio; O Tronco, de João Batista de Andrade; O Leão do Norte, de Carlos Del Pino; e o curta Borralho, do maranhense Arturo Sabóia de Almada).

Gravado em formato digital, com imagens captadas em mini DV, O Sumiço de Alice é mais uma produção Aurora de Cinema, a ser finalizada em parceria com a Cabeça de Cuia Filmes (da videasta cearense Lília Moema).

turma reunida 2

Elenco do curta ‘O Sumiço de Alice’, rodado no eixo Anápolis-Pirenópolis

O processo de produção resume-se a 3 dias de gravações no circuito Pirenópolis-Teatro Municipal-Estância Park de Anápolis, mas, apesar do pouco tempo, o curta conta com elenco estelar, onde despontam o talento vibrante de Zezeh Barbosa, a criatividade singular dos goianos Deborah Torres e Guido Campos, a expressividade da atriz Dila Guerra, a criatividade do escritor Miguel Jorge, a descontração de Walter Webb, Alice Gonzaga e Mallu Moraes, a seriedade na estréia de Selva Aretuza e Manaíra Carneiro, além da inteligente participação dos jornalistas Cid Nader e Felipe Brida.

Aurora anota idéias para incluir no roteiro de O Sumiço de Alice

Eduardo Cardoso, Dila Guerra, Bianca Menti e Aurora: em busca de Alice…

Um belo plano-seqüência gravado em Pirenópolis responde pela abertura de O Sumiço de Alice. O filme vai-se desenvolvendo e, ao longo de seus 15 minutos, uma sucessão de imagens e depoimentos insólitos vão mapeando a intrincada história do inopinado e misterioso sumiço de Alice.

Alice Gonzaga, Mulher Patrimônio do Cinema, que inspirou o curta O Sumiço de Alice

Até o final, paira no ar a pergunta que não quer calar: como e porquê Alice sumiu ?

FICHA TÉCNICA

Roteiro e Direção: Aurora Miranda Leão

Produção: Aurora Leão e Ângela Torres

Assistente de produção: Itamar Borges e Mallu Moraes

Direção de Platô: Laura Pires

Edição: Aurora M. Leão e Lília Moema

Still: Ed Cafezeira e Laura Pires

Dila Guerra, Laura Carneiro, Mallu Moraes, Aurora Miranda Leão e Zezeh Barbosa: descontração imperou nas gravações de O Sumiço de Alice

Encontro feliz em Anápolis: Aurora Miranda Leão, Walter Webb e Débora Torres

Elenco: 

                   ALICE GONZAGA

                    ZEZEH BARBOSA

                    DÉBORA TORRES

                    WALTER WEBB

                    MIGUEL JORGE

                    SELVA ARETUZA, gentilmente cedida por Danton e Selton Mello

                    GUIDO CAMPOS

                    DILA GUERRA

                   MALLU MORAES

                   JOÃO BATISTA DE ANDRADE

                    MANAÍRA CARNEIRO

                    CID NADER

                    FELIPE BRIDA

                     SERINA RARUÁ

                    ITAMAR BORGES

                    LAURA PIRES

                    ED CAJAZEIRA

Zezeh Barbosa e Guido Campos curtindo a noite anapolina: brinde ao Cinema !

FESTIVAL de ANÁPOLIS Começa Hoje

Hoje é a grande e festiva noite de abertura do

 I Anápolis Festival de Cinema

 A abertura será no Teatro Municipal, às 19 horas, com a primeira exibição pública do filme Hollywood no Cerrado.

O Festival, idealizado e coordenado pela cineasta e produtora cultural Débora Torres (com curadorias de Rubens Ewald Filho e Miguel Jorge) terá duas mostras principais: a de longas brasileiros, com o oportuno nome de Mostra Adhemar Gonzaga e a Mostra Curta Anápolis, janela generosa para curtas anapolinos de todos os gêneros.

 

Alice Gonzaga, escritora, cineasta e pesquisadora, estará representando o pai, o pioneiro Adhemar Gonzaga, criador da CINÉDIA

Dentro da programação, uma mostra especial para as crianças da rede municipal de ensino e o Encontro de Cineclubes do Centro-Oeste. Oficinas de roteiro, produção e direção também estão na programação, além de debates com diretores, produtores e elencos dos filmes das mostras competitivas. Haverá ainda lançamentos de livros  e, ao final, está programada uma mostra restrospectiva dos filmes em praças públicas.

Débora Torres, Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho: unidos pela Sétima Arte

Segundo a Prefeitura de Anápolis/Secretaria Municipal de Cultura, o festival é direcionado a profissionais atuantes na área cinematográfica, atores, diretores, cineastas, cineclubistas, estudantes da área de publicidade e propaganda, designer gráfico, jornalismo e a toda a comunidade apreciadora da Sétima Arte. 

Escritor Miguel Jorge e Alex Moletta: presenças de destaque em Anápolis

O festival pretende movimentar toda a cena cultural de Anápolis e a expectativa é de um público de mais de 20 mil pessoas. Graças ao potencial artístico e tecnológico, o município de ANÁPOLIS será, a partir de hoje e até dia 18, o epicentro do Cinema Brasileiro.

Confira a premiação:


Mostra competitiva longa-metragem de ficção “Adhemar Gonzaga”
Melhor Filme de Ficção – R$ 24 mil, mais troféu;
Melhor Direção – R$ 12 mil, mais troféu;
Melhor Ator –R$ 12 mil, mais troféu;
Melhor Atriz –R$ 12 mil, mais troféu;
Melhor Ator Coadjuvante – R$ 6 mil, mais troféu;
Melhor Atriz Coadjuvante – R$ 6 mil, mais troféu;
Melhor Roteiro – R$ 6 mil, mais troféu;
Melhor Fotografia – R$ 6 mil, mais troféu.
Mostra competitiva Curta Anápolis – Filme de curtas-metragens “Beto Leão”
Melhor Curta Metragem Anapolino – Prêmio Incentivar – Secretaria Municipal da Cultura. A premiação será destinada à produção de um curta metragem a ser produzido na região de Anápolis e exibido na abertura do II Anápolis Festival de Cinema/2012. Valor do prêmio R$ 36 mil, mais troféu.

* Visite o site: http://www.anapolis.go.gov.br

A propósito do Resta Um…

Porque o RESTO é sempre MAIOR que o Principal 

Estávamos todos contagiados. O mesmo sentimento de euforia e entusiasmo contagiou a mim, Ingra Liberato, Rosamaria Murtinho, Miguel Jorge, Rogério Santana e Alex Moletta naquela agradável noite goiana, ancoradouro privilegiado para nossa emoção, transformando em vibração entusiástica os pilares e preceitos nos quais se ergueu a Belair. A calorosa sensação de ter encontrado alguma coisa que parecíamos buscar há tempos, invadiu o espírito de todos, e nossa vontade era sair abraçando cada um, como dizia a inspirada letra de Chico : “Era uma canção, um só cordão, uma vontade, de tomar a mão de cada irmão pela cidade”… Sim, era como se, a partir das contundentes e belas imagens garimpadas por Bruno Safadi e Noa Bressane, tudo começasse a criar sua própria lógica e os sentidos eregiam conexões absolutamente inovadoras, criando sensorialidade onde antes havia interrogação e tédio. Uma incisiva sintonia aflorou e o rosto de cada um estampava fulgores até então impensáveis.

Capital goiana foi a concha envolvente que abrigou o RESTA UM

Assim, foi-se desenhando com mais clareza a idéia inicial de fazer um registro imagético do inesperado encontro em Goiânia, cidade aprazível demais para deixarmos perder-se nos desvãos do andamento voraz do cotidiano, próprio da modernidade líquida onde estamos imersos(tão bem definida pelo sábio sociólogo Zigmunt Balman).

Miguel Jorge, Ingra l.iberato, Alex Moletta, Aurora, Rogério Santana, Rosamaria Murtinho e Débora Torres: cada um, a seu modo, contribuindo pro RESTA UM

Qual deveria ser o próximo passo então ? Como alinhavar os elos das intersecções que fomos amealhando ao longo daqueles dias, arejados de imagens e plenos do oxigênio das afinidades que se impõem pela naturalidade de ideais siameses ? Como traduzir pelo gesto da palavra e a alquimia do olhar análogo aquela luminosidade que nos arrebatava e intrometia-se em nossas conversas, todas as horas, noite adentro ? Como significar a eloqüência do instantâneo entrosamento em Goiânia e o contato absolutamente conversor expresso no encontro com a Belair ? A Belair de Júlio Bressane, Rogério Sganzerla e Helena Ignêz…

Cineasta Júlio Bressane, inspirador do clima nas gravações do Resta Um

As idéias então foram tomando assento: no restaurante do hotel, na van que nos conduzia ao cinema, nas cadeiras da sala de exibição, nas trocas de assunto a palpitar quando, a maioria de nós, assumia a função de jurados.

Então Samuel Reginatto, imagem da alegria numa única noite de cinema e festa, se juntou a Júlio Léllis, cineasta amante da Literatura e da sensatez; e se somou à disponibilidade integral de Ingra Liberato, ganhando a benfazeja cumplicidade de Rosamaria Murtinho; e conquistou Miguel Jorge, sábio escritor que de imediato aderiu à nossa idéia de fazermos um filme; e chegou até a Alex Moletta, ator e roteirista a nos encher de ânimo e verdade; e encontrou guarita em Débora Torres, chegando até Rogério Santana, e extrapolando fronteiras para ganhar Sílvio Tendler, Henrique Dantas e o próprio Bruno Safadi. 

Assim, em apenas cinco dias de absoluta imersão no universo da Sétima Arte, do qual Goiânia é âncora todos os novembros, foi gestado o Resta Um, curta-metragem agora ofertado para o olhar, a mente e o coração de quem estiver na platéia ou com este texto em mãos.

Resta Um é um curta digital, colorido, tem 19’25”, roteiro e direção de Aurora Miranda Leão. Ingra Liberato é a presença mais constante, embora não possamos dizê-la “personagem principal” ou protagonista. Isso não existe nos filmes Belair. Lá como cá, os atores não representam mas valem pelo que representam, como nos diz Antônio Medina Rodrigues, e aí a cabeça do espectador tem todo o controle e pode optar por entender o que quiser. O que pra uns pode estar explícito, para outros pode ser apenas um jogo do roteiro ou uma insinuação da direção.  

A imagem icástica de Ingra Liberato a ilustrar o cartaz, bem como o material de divulgação do filme, mostra o indicador da atriz apontando… como a indicar que Resta Um

O que resta encontrar então neste novo filme que Aurora Miranda Leão ora nos oferece ? 

O que resta pode ser você, espectador, que não participou das filmagens e não conviveu com o grupo formado em Goiânia. Resta você que entende a intenção da obra ou resta você que vai sair do cinema perguntando sobre o que é mesmo que viu e qual o sentido deste filme. 

Resta Um filme a ser feito, um fotograma a ser exibido. 

Resta Um desejo de falar da vida e contar da alegria através do cinema. Resta Um desejo de contagiar e fazer coro ao convite de Sílvio Tendler para tentar fazer mais gente entrar nesta canoa. 

Resta Um ator que não estava nas filmagens, um vinho que não foi tomado, e um beijo que não foi roubado. Resta você que se pergunta sobre o sentido deste filme, resta você que poderia ter dado um depoimento. Resta Um espectador que chegou atrasado e um diretor que não foi convidado.

Resta Um convite que não foi aceito e um amor que não se realizou. Resta Um filme que não foi feito e um roteiro inacabado, um caminho a ser seguido e um piano esquecido no canto da sala. 

Resta Um punhado de bons filmes a ver e belas músicas pra ouvir.

Resta Um violão que emudeceu e um canto de passarinhos que não se reproduziu.   

Resta Um carinho esquecido, um afago a ser lembrado e um afeto nunca recebido.

Resta Um filme a ser visto, um aplauso a ser ouvido e um som a ser imitado.

Resta Um enquadramento por fazer, um som e uma luz em sintonia.

Resta Um coração a ser tocado, um amor a ser encontrado.

Resta Um barco no oceano e um barco-olho rumo ao infinito.

Resta Um motivo a mais para se cultivar a ética, um passo a mais a ser dado, um gesto a menos a ser esquecido.

Resta Um belo quadro na parede, flores viçosas na varanda e um roteiro a ser escrito.

Resta Um canto triste a embalar a solidão e um tango sempre disposto a tocar.

Resta Um coro de pássaros a anunciar uma manhã na qual os jornais só estampem boas notícias e um amor de pai e mãe que nem a dor da ingratidão abafou.

Resta Um gol argentino a ser aplaudido, um drible de Messi a ser imitado e uma canção de Lupicínio ecoando na sala. 

Resta Um desvario a ser socorrido, um cotidiano de sonhos a percorrer o imaginário e um arrojo de Kubrick a ser lembrado. 

Resta Um quadro de Picasso a querer ver, um Renoir ainda intacto, um Rembrandt pra quem desconhece as nuances da cor e um bolero de Ravel acordando as madrugadas douradas. 

Resta Um caminho novo a buscar, uma ousadia nova a perseguir e um lixo amontoado na calçada que Vik Muniz precisa transformar. 

Resta Um samba em homenagem à nata da malandragem, um swingue de Gil e Mautner, um ator com a competência de Mauro Mendonça, um desejo de ouvir a contagiante gargalhada de Zéu Brito e mais algumas pérolas de Wisnik.

Resta Um canto feliz de andorinha a sonorizar a espera tão acalentada, e um movimento de Tchaikovsky tocando pra quem não tem medo da música clássica. 

Resta Um texto de Rubens Ewald Filho pra ler, um poema de Jorge Salomão que não nos sai da cabeça, um personagem para Fernando Eiras interpretar e um ator da grandeza de Emiliano pra gente ensinar aos que ainda vão chegar.

Resta Um brilho no olhar da criança esquecida nas madrugadas soturnas das grandes cidades, e um brilho de esperança no gesto de quem vivencia a solidariedade. 

Imagem de Aos Pés, premiado curta do cineasta gáucho Zeca Brito…

Resta Um take a mais de Zeca Ferreira, mais um documentário que Gui Castor está a concluir, uma nova inquietude imagética de André da Costa Pinto, e um novo mergulho nas invenções fílmicas de Zeca Brito.

Resta Um outro Benjamim de Gardenberg para Paulo José, um outro Suassuna para Nachtergaele, um texto com a concisão de Carlos Alberto Mattos, um novo documentário com a assinatura de João Moreira Salles e o precioso olhar de Coutinho.

Resta Um livro a ser lido e um grande autor a ser celebrado. 

Resta Um disco bonito na vitrola, um guardanapo com um poema que a noite revelou, um lenço para amparar lágrimas de amor. 

Resta um quadrilátero de paixão nas esquinas nas quais ela em vão aguardou um adeus. Resta Um um sinal de que a vida é o bem maior. 

Resta Um poeta que a noite teima em querer despertar e um silêncio revelador que o ouvido atento antevê. 

Resta Um desassossego da alma em desalinho pela paixão que arrebata e se intromete nas horas mais improváveis.

 

Resta Um violão dedilhando Bossa Nova e um bar em Ipanema rememorando Vininha.

Resta Um choro de flauta aguardando Pixinguinha e um verso ousado de Clarice, Coralina ou Adélia Prado.

Resta Um solo de Toquinho, uma marchinha do Lalá, um twiiter de Carpinejar e um olhar acurado de Caetano que a manhã precisa revelar. 

Resta Um minuto para que possamos afirmar a palavra necessária e um espanto ante à embriaguez do luar. 

Resta Um comovido apelo à Paz e uma busca incessante pela alquimia dos grandes amores. 

Resta Um olhar sempre atento à obra de Truffaut e à dramaturgia de Fassbinder, um interesse crescente pelo bandoneon de Piazzolla e um espanto ante à indiferença da sociedade do descartável. 

Resta Um motivo sempre novo para ver Fernanda representar e reler a grandeza necessária de Ibsen. 

Resta Um atrevido gosto pelos filmes incompreensíveis e um incontido apego aos lugares onde a emoção fez amigos e plantou saudades. 

Resta Um cantinho, um violão, um microfone para celebrar Mário Reis e um anseio de ouvir cantar como Francisco Alves. 

Resta Um filme de Bressane a ser visto e estudado e um olhar acurado sobre a cinematografia inspiradora da Belair. 

Resta Um dilacerante silêncio ante a brutalidade do desaparecimento de John Lennon e um inexplicável mal-estar ante as ingerências nefastas da política no cotidiano. 

Resta Um infinito e revolucionário desejo de se perpetuar nos fotogramas que hoje são pixels nas alquimias da edição digital, tão rápida e eficiente que nos faz brincar com as horas e achar graça da facilidade de criar temporalidades diversas, fazer andar pra frente e retroceder nos ponteiros de nossa imersão cotidiana. 

Resta Um constante e permanente desejo de continuar abraçando o cinema brasileiro e um desejo intermitente de ouvir o som paralâmico da guitarra de Herbert Vianna

Resta Um olhar para A Última Palavra, aquela que nos tirará do dilema profundo que parece nos atar ao nada existencial. 

Resta Um indormido desejo de expressar-se e traduzir em imagens o que vai n’alma e no pensamento. 

Resta Um permanecente intuito de reaprender a amar pra não morrer de amar mais do que pude. 

Resta, sobretudo, essa vontade enorme de acertar e prosseguir fazendo cinema e apostando em coisas nas quais acreditamos, sejam elas concludentes ou não. 

Resta ademais um desejo de falar de vida, o aconchego do abraço amigo nas noites eternas, e a ânsia de chegar a um tempo onde a ingratidão morra de sede, a indiferença naufrague de tédio, a injustiça definhe por inanição e a estupidez se envergonhe de existir… 

Porque, enfim, Resta Um desejo de amar e ser amado

Amar sem mentir nem sofrer

Desejo de amar sem mais adeus…

Até, quem sabe,

Resta Um desejo de morrer de amar mais do que pude. 

Enfim, Resta Um anseio de que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado. 

* O título deste artigo e as palavras finais nos foram inspirados por textos do cronista Artur da Távola, bem como as citações óbvias aos versos do saudoso poeta Vinícius de Moraes

Miguel Jorge, De Ouro em Ouro

O escritor goiano Miguel Jorge é um querido. Reconheço entre seus traços mais marcantes a elegância no convívio, a atenção indormida com os amigos e sua intensa ligação e interesse por tudo quanto se refere à Cultura.

Conheci-o ainda na primeira edição do FestCineGoiânia, em 2005, importante festival de CINEMA BRASILEIRO que idealizou ao lado da agitadora cultural e produtora Débora Torres, outra querida de quem o Cinema me fez irmã.

A partir de então, comecei a “descobrir” Miguel Jorge, escritor dos mais atuantes em solo goiano.

O Poeta é natural de Campo Grande (MS) e ainda garoto mudou-se com os pais para Inhumas (GO), onde fez os primeiros estudos.

É formado em Farmácia e Bioquímica pela UFMG, Direito e Letras Vernáculas pela UCG, lecionou Farmacotécnica na Faculdade de Farmácia da UFG e Literatura Brasileira no Departamento de Letras da Universidade Católica de Goiás.

Foi um dos fundadores do GEN (Grupo de Escritores Novos) e seu presidente por duas vezes. Também foi por duas vezes presidente da UBE, seção de Goiás. Dirigiu também por duas vezes o Conselho Estadual de Cultura e integra os quadros de críticos de arte da ABCA e  AICA, ocupando a Cadeira número 8, na Academia Goiana de Letras.

Seus textos também já ganharam as telas de cinema, seja atavés de curtas ou longas-metragens. É dele, por exemplo, o roteiro de Wataú (Prêmio de Incentivo Cultural do Ministério da Cultura), filmado às margens do rio Araguaia, sob a direção de Débora Torres.

Com o cineasta João Batista de Andrade, roteirizou o longa Veias e Vinhos, baseado em seu romance homônimo, filmado em São Paulo, tendo no elenco Simone Spolladore, Leonardo Vieira, Eva Wilma, José Dumont, Celso Frateschi, Marcela Moura e Ailton Graça, sob a direção do próprio João Batista, seu amigo de longa data, que este ano realizou um Doc em homenagem ao amigo escritor.

O nome de Miguel Jorge consta do The Dictionary of international Biografhy (Tenty-Third Edition), England.

E é de MIGUEL JORGE o belo livro de poemas que tenho em mãos – DE OURO EM OURO.

Publicado pelo Instituto Casa Brasil de Cultura, o livro vem em bela caixa contendo ainda 15 gravuras originais do artista Roos e um Cd com os poemas interpretados pelo próprio autor.

E por tão instigante o presente que recebi de Miguel, convido você, leitor amigo, a partilhar um pouco da vasta obra do poeta comigo. Vamos ao poema…

NO MAR, NENHUM BARCO

Os amores são largos e longos e cabem nas cartas.

A noite lenta fere de faca a luz cega do medo.

Indiferentes, as borboletas são anjos vestidos de prata..

Assim, os musgos vão cobrindo de vermelho os moluscos dentro das caixas.

São do domingo os escargots, lentas flores, colocadas sobre bandejas de prata.

Talvez não se possa evitar a falta de pão, os reflexos da ira,

a dor que não se quer dar aos filhos.

Dormem as naves sobre as janelas do mar, talvez um barco, igual a  um barco, indo além do mar, brasa da alma (Baco num riso igual a um risco de língua nas bocas).

Igual a um casaco de frio que se pendura detrás da porta.

Igual às ondas a testemunhar as rosas se desfazendo no branco laço das águas.

(A noite carrega os diamantes no impacto do chão que se faz cinza).

Se viam roucas as Américas, a constituição dos ventos cobrindo

lábios muito finos. Estrelas ostentam um festim ameno de  vozes.

Os ratos, os gatos, o nojo anunciado. O gozo desfeito em nada, se põe de lado, ainda mais quando do céu se toma lei e posse de secretos códigos.

Este é um dos belos poemas onde Goiânia me renasce em saudades… NO MAR, NENHUM BARCO…

Da lavra de MIGUEL JORGE, este quase goiano cuja POESIA nos encanta tanto quanto sua maneira de ser e estar plena de LUZ, sensibilidade, refinamento de gestos e ações cotidianas.

Como a sua POESIA que se aninha fácil em nossa emoção, tão naturalmente tocante quanto concisa, bela, objetivamente clara.

A POESIA de MIGUEL JORGE é assim: mesmo que não se saiba explicar porquês, prontamente ela consegue nossa adesão.

O resto é DE OURO EM OURO

De
DE OURO EM OURO
Poemas de Miguel Jorge

Goiânia: Instituto Centro-Brasileiro de Cultura, 2009.
64 p.  ilus.   ISBN  978-85-9876237-7

 Como diz FERNANDO PY: “Miguel Jorge realiza uma articulação entre o silêncio e a palavra, desnudando(se) (n)o cerne de sentimentos, sob três aspectos: o pessoal, o social e o estético-filosófico, inquirindo os valores fundamentais do homem sob a capa de exercícios lúdicos que confrontam o visual e o verbal.” 

Para Aprender Vídeos Digitais com Qualidade

Boas e Eficientes Lições com Alex Moletta

        Para quem quer aprender a realizar vídeos digitais de modo simples, rápido e barato, nada melhor do que dar uma “olhadinha” no livro Criação de Curta-Metragem em Vídeo Digital, lançamento Summus Editorial, que tivemos a honra de ganhar do próprio autor, Alex Moletta, quando do lançamento em Goiânia, na sexta edição do Festival Nacional de Cinema.

Natural de Santo André, ator, roteirista, realizador, apaixonado por cinema, diretor e criador de espetáculos e textos para Teatro, Alex Moletta lança em hora oportuna este relevante trabalho, com o qual consegue, de forma clara, concisa e bem elucidativa reunir questões recorrentes entre aqueles que se aventuram na seara da realização de vídeos e também fundamenta com objetividade e acurado senso prático e estético questões fundamentais para quem quer se aventurar na seara do audiovisual.
Com prefácio do jornalista e também realizador Chiquinho César Filho, o livro de Moletta aborda questões cruciais como linguagem fotográfica, ensaio de marcação, planilha de orçamento,  eixo de câmera, iluminação natural e artificial, gravando em local público, linguagem de edição, inserção dos créditos, estratégia de divulgação… tudo isso em 6 capítulos assim dispostos: O Roteiro, a Direção, A Fotografia, A Produção, A Montagem e a Finalização, terminando com boas referências bibliográficas e dicas de sites interessantes.

 Neste século em que a vontade de traduzir idéias e sentimentos em imagens, com verdadeiros “painéis imagéticos” se espalhando por todos os espaços possíveis, e onde proliferam as formas de captação do cotidiano, vale ressaltar:  “Se a expressão audiovisual é atualmente possível a todos nós, este livro mostra o caminho para chegar a ela de forma inteligente, com os pés no chão:  antes de mais nada, é necessária muita dedicação ao planejamento”, como diz Chiquinho César Filho.

Com o livro de Alex em mãos, só tenho a recomendar este manual de suma importância e benfazeja clareza para quem está a se aventurar ou pretende enveredar por esta contagiante onda de “febre audiovisual”.

Escritor Miguel Jorge e Alex Moletta na noite de lançamento do livro em Goiânia

Para tantos quanto desejam aprender ou continuar fazendo seus vídeos, a Dica da Hora do Aurora de Cinema é este oportuno livro de Alex Moletta, que você pode encontrar acessando www.ciafatidicos.com.br ou www.summus.com.br

Porque Goiânia Inspira Poesia…

 

À bênção, Aurora, que com sua alegria , me faz ter esperanças.

À bênção, Rosamaria Murtinho, que com seu olhar me fez compreender o que é a Esperança.
À bênção, Ingra, que com seu talento nos fez amar a Arte de Sorrir.
À bênção, Alex, por ter dividido conosco tanto Saber.
À bênção, Rogério,  que com seu silêncio, nos fez comprender a Palavra
À bênção, Itamar, Débora,Miguel Jorge que permitiram-me conhecê-los.
À benção a cada povo de Goiânia…

À benção, Goiânia !


Saravá, Saravá!

À bênção, Aurora, eu vou ter que dizer, Parabéns ! Você é grande!

Se alguém disser que você é capim, não acredite!
Você é o mais belo trigo!!!

 Um abraço que te envolva em felicidade.

Júlio Lellis.

PRA NÃO DIZER QUE O CINEMA É SÓ ILUSÃO

Voltar a Goiânia é sempre uma satisfação. Cidade com jeito de grande mas cercada pelo encanto dos canteiros floridos que lhe dão um charme de pacata, lá o clima ademais é de hospitalidade e instantâneas sintonias.

Conheci a capital goiana na primeira edição de seu festival de cinema, atendendo a generoso convite daquela que logo se tornou minha amiga de muitos carnavais: Débora Torres. Àquela época, escrevi afirmando: “O FestCine Goiânia começa com cara de festival que já tem uma década”.                                                                                                                                                                 

                                                                                                                                                                      

Voltando este ano para sua sexta edição, constato com alegria o quanto estava certa minha afirmação. O FestCine Goiânia, fruto da vontade, determinação e criatividade de Débora Torres (ancorada pela força do apoio substancial do escritor Miguel Jorge), é hoje um dos mais bem realizados festivais de cinema dentre tantos quanto acontecem em todas as regiões do país. Por isso, é sempre tão bom dele participar. Num município que trata o Cinema com o devido respeito, nós, amantes da Sétima Arte e particípes de seu labor cotidianamente, só podemos ficar muito contentes em ali poder sempre voltar e aferir os muitos acertos de um festival que nasceu pleno de fôlego, temperado pela competência e amplificado por esforços para torná-lo ainda mais relevante no cenário cultural.

                                                                                                                                                           

Este ano, além de integrar a comissão julgadora, o Festival Nacional de Cinema de Goiânia também promoveu o lançamento de mais um livro de meu pai, o crítico LG de Miranda Leão – Ensaios de Cinema (fruto do edital Cultura da Gente, do Banco do Nordeste do Brasil), cujos textos foram por mim selecionados e revisados. Tenho a honra de ter no prefácio da obra as judiciosas palavras de Rubens Ewald Filho, mais um amigo que o FestCine me proporcionou.

Sobretudo este ano, na capital goiana, tive a benfazeja alegria de reencontrar Rubens, um gentleman nas ações e um Mestre no fascínio de traduzir o Cinema em preciosas lições de vida.

 

Rubens Ewald Filho: “A opinião hoje migrou para a internet”

Com fôlego invejável, Rubens Ewald Filho abriu uma fenda em sua extensa/intensa agenda para realizar duas palestras no festival, promovidas pela Secretaria de Educação do Município para professores da rede pública de ensino. Não é todo dia que se pode ouvir sobre Cinema com alguém do naipe de Rubens nesse métier. Assim, abraçamos com indisfarçável contentamento a chance de estar na platéia, ao lado da querida Rosamaria Murtinho, do ator e roteirista Alex Moletta, e do cineasta Julinho Léllis. Aquela palestra e a da manhã do dia seguinte nos ficarão para sempre na memória, duas aulas impressionantes de conhecimento sobre a Sétima Arte e seus bastidores, o porquê de determinadas escolhas em tantas fases marcantes, as implicações do cinema na moda e da moda no cinema, grandes marcos e alguns embustes, mitos criados e tantos perpetuados, os nomes que sucumbiram depois de grandes êxitos, as mudanças aceleradas pela chegada das novas tecnologias, o permanente e o provisório nesta Arte tão fascinante quanto intrigante, insólita, desafiadora: a Arte de usar de todos os artifícios para tornar mais bela, conseqüente e justificada a passagem do humano pelo planeta.

 

Débora Torres, Aurora M. Leão e Rubens Ewald no Goiânia  Ouro                                                                                                                                                        

E é de contagiante simplicidade, espontânea vocação e indisfarçáveis doses de boa vontade a generosa forma com a qual Rubens Ewald Filho fala de Cinema como quem conversa com o caseiro da chácara onde viveu a infância e perpetuou a criança, extasiada ante ao fascínio da Arte de reproduzir a vida através de imagens em 24 quadros por segundo, às vezes mais, outras menos, mas sempre com o mesmo gosto pela vida, amplificada em beleza, magnitude e condões do Mistério.

                                                                                                                                                                           

                                                                                                                                                Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho, que prefaciou Ensaios de Cinema

                                                                                                                                                      Aurora Miranda Leão e Carol Paraguassu Dayer: amigas de muitos filmes

Integrando a comissão julgadora, cuja presidência coube a Rosamaria Murtinho, estávamos eu, a bela Ingra Liberato, Alex Moletta e Rogério Santana, professor de Literatura Brasileira e Portuguesa da UFG, assistidos de perto pelo olhar sensível e a afetividade acolhedora de Miguel Jorge, e contando com o auxílio luxuoso de Bia Del Arco (atendendo aos pedidos do júri com esmero). Os dias compartilhados ao lado deles foram de muitas idéias, trocadas ante à preferência por um ou outro filme, estimulada sintonia e afetividade que logo se estabeleceu e o tempo fez reverberar em saudade e até no alvitre de um curta-metragem, gravado ali mesmo, naqueles dias que tão rápido se escorreram por entre nossos dedos, cuja edição agora nos cabe levar adiante, com prazer e sensação de recuerdo de um tempo muito feliz e bem partilhadas horas de convívio e debates cinéfilos.                                                                                                                               

                                                                                                                                                                        

                                                                                                                                                                             Débora Torres. Ingra Liberato e Itamar Borges

                                                                                                                                                                           DSC_0381

                                                                                                                                                                         CACO CIOCLER: Homenagem na abertura do Festival

                                                                                                                                                                         

                                                                                                                                                                                 Guido Campos, Bruno Safadi e Débora Torres

                                                                                                                                                                          

                                                                                                                                                                   Simone Spoladore concede entrevista a Mariley Carneiro

                                                                                                                                                                           

                                                                                                                                               Samuel Reginatto, talento gaúcho do filme Os Famosos e os Duendes da Morte

 

Jornalista Aurora M. Leão lança ENSAIOS DE CINEMA 

                                                                                                                                            Rosamaria Murtinho e Irandhir Santos, de Olhos Azuis: início do FestCine

Caco Ciocler e Márcia Carvalho

Márcia Carvalho, Secretária de Educação, entrega Troféu a Caco Ciocler

Tínhamos uma lista de altíssima qualidade fílmica para ver e avaliar, tarefa tão difícil quanto estimulante. Filmes do quilate de Viajo porque Preciso, Volto porque te Amo (Karim A6Inouz e Marcelo Gomes), Bróder (Jeferson De), e Olhos Azuis (José Joffilly), bem como os curtas Diga 33, Rupestre, O Centésimo (Daw), enriqueceram nossas discussões e  nos fizeram varar a madrugada na véspera da noite de encerramento em busca de um resultado que se fizesse justo e correspondente à qualidade exibida para uma platéia que todas as noites lotou o CineTeatro Municipal Goiânia Ouro para fazer jus ao emblemático Troféu Goiânia, criação do artista Siron Franco (!!!).

 

       

Ambiente do CineTeatro Goiânia Ouro lotado, como todas as noites                                                                                             

Bate papo entre cineasta goiano, Julinho Léllis, Aurora e Alex Moletta

Bom entrosamento entre Miguel Jorge e Rosamaria Murtinho

Rogério Santana e Alex Moletta, em noite de lançamento literário

MULHERES DO CINEMA: Ingra, Aurora, Rosinha e Débora

Escritor Carlos Nejar recebe homenagem das mãos de Doracino Naves

Difícil sim julgar – todos os concorrentes tinham/têm inegáveis qualidades. Daí, é preciso enxergar com a sensibilidade e sentir com a consciência de que precisamos não só reafirmar o Ótimo, consagrar valores e referendar trajetórias, mas sobretudo apontar caminhos e possibilitar o acender de faróis em direções ainda não vistas, em trilhas ainda não percorridas. A lista dos premiados está no final deste texto.

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Rosamaria Murtinho e Aurora M. Leão atentas aos filmes…

Jeferson De: reconhecimento na estréia em direção de longas

Milton Gonçalves recebe telefonema na hora da Homenagem

João Batista de Andrade saudado por Miguel Jorge

Julinho Léllis recebe prêmios pelo filme Bróder, das mãos da atriz Daniela Galli

Henrique Dantas  premiado pelo ótimo Os Herdeiros de João

Jovem Bruno Safadi homenageia produtora BELAIR e faz filme marcante

Após a concorrida solenidade de premiação – onde tivemos a oportunidade de assistir a dois exemplares do cinema goiano: Quadro Negro, um novo curta de Débora Torres (vídeo educativo sobre a questão das drogas, onde pontificam as atuações de Milton Gonçalves, Neusa Borges e Ingra Liberato), e um documentário de João Batista de Andrade sobre vida e obra de Miguel Jorge, quando a atuação do escritor nas lides literárias goianas, suas amizades e seus escaninhos culturais nos chegam de modo artístico e delicado, tornando Miguel pessoa ainda mais grata no convívio de todo dia) -, um farto coquetel presenteava o público, realizadores, jurados, cinéfilos e cinemeiros de todos os matizes num bem pensado espaço do próprio CineTeatro Goiânia Ouro, onde o cinema tem livre trânsito para se expandir em variadas direções.

Rosamaria ganhou quadro de artista goiano das mãos de Miguel Jorge

Cineasta Ângelo Lima leva Melhor Montagem por Retrato 3 x 4

Ingra Liberato entrega troféu a Sílvio Tendler pelo Doc Utopia & Barbárie

Lá estavam os cineastas Carol Paraguassu Dayer, Orlando Lemos, Ângelo Lima, Paulo Miranda, Sílvio Tendler e sua filha Ana, Bruno Safadi, Henrique Dantas, Júlio Léllis, Pedro Lazzarini, a belatriz Daniela Galli, o querido ator Guido Campos, a maravilhosa turma da produção, comandada por Itamar Borges: Jane, Bia Del Arco, Mariley Carneiro, Fabrícia Amu… e por certo muito mais gente que a memória agora me trai e me faz escapar do caderninho.

Bruno Safadi recebe troféu de Milton Gonçalves: BELAIR é instigante

Rogério Santana recebe prêmios pelo filme de Joffilly, OLHOS AZUIS

De lá, seguimos para uma festa, cujo piloto conheci logo nos primeiros dias de FestCine e me prometeu uma noite repleta de Paralamas (!!!) e música brasileira da melhor qualidade (Jorge Bem Jor, Tim Maia, Luís Melodia, Lulu Santos, Djavan) e, portanto, de muita alegria e suingue por todos os poros. Débora Torres, a super anfitriã, conduzia uma garrafa de vinho, ladeada pela não menos amiga Ingra Liberato, pródiga na vontade de acolher mais alegria pra enfeitar a pista. E assim transcorreu nossa noite/madrugada, ao lado dos muitos parceiros de estrada que ali se consagraram amigos e hoje nos fazem ansiar, entre saudades e afetos, por novas celebrações goianas, na capital que, todos os inícios de novembro se transforma em Capital do Cinema Brasileiro.

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SARAVÁAAAAAAAAAAAAAAAAA !!!

 

Premiação oficial 6º FestCine Goiânia

CATEGORIA VÍDEO CASEIRO

 Menção honrosa- Prêmio Especial de Júri:“A CHAMADA”, de Coelho Nunes

Menção honrosa – Prêmio Especial de Júri: “SOBRE MEU IRMÃO”, de Bruno Lino

 

3º  LUGAR VÍDEO CASEIRO:

“ZUMBIDO”, de Paulo de Melo

 

2° LUGAR DO VÍDEO CASEIRO:

“A MOÇA DO CARRO DE BOI”, de Flávio Gomes de Oliveira

 

1° LUGAR DE VÍDEO CASEIRO: 

“ASAS”, de Thiago Augusto de Oliveira

 

CATEGORIA VÍDEO UNIVERSITÁRIO

 

Menção honrosa – Prêmio Especial de Júri: NEUROSE, de Kaco Olímpio e Pedro Caixeta

 

MELHOR VÍDEO UNIVERSITÁRIO DE DOCUMENTÁRIO:

“RENOVA ESPERANÇA”, de Tatiana Scartezini

 

MELHOR VÍDEO UNIVERSITÁRIO DE FICÇÃO:

“ENQUANTO”, de Larissa Fernandes

 

MELHOR VÍDEO UNIVERSITÁRIO DE ANIMAÇÃO:

“VERDADE ABSOLUTA”, de Guilherme Mendonça e Jordana Prado

 

PRÊMIO ESTÍMULO DA SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA À PRODUÇÃO DO VÍDEO UNIVERSITÁRIO:

“ENQUANTO”, de Larissa Fernandes

 

CATEGORIA CURTA GOIANO

 

Menção honrosa – Prêmio Especial de Júri: “CENTÉSIMO DAW”, de Orlando Lemos 

 

Menção honrosa – Prêmio Especial de Júri: “DIGA 33”, de Angelo Lima 

 

Melhor curta goiano de documentário:

”NÚMERO ZERO”, de Cláudia Nunes

 

Melhor curta goiano de animação:

“RUPESTRE”, de Paulo Miranda

 

Melhor curta goiano de ficção:

“AINDA NÃO”, de Paulo Rezende

 

PRÊMIO ESTÍMULO DA SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA À PRODUÇÃO DE CURTA GOIANO:

“AINDA NÃO”, de Paulo Rezende

 

CATEGORIA LONGA DOCUMENTÁRIO

 

Menção honrosa -Prêmio Especial de Júri: “NÉLIDA PIÑON”, de Júlio Lélis

 

Melhor Montagem de longa documentário:

“RETRATO 3X4 DE UM TEMPO”, de Angelo Lima

 

Melhor Som de longa documentário:

“UTOPIA E BARBÁRIE”, de Sílvio Tendler

 

Melhor roteiro de longa documentário:

“UTOPIA E BARBÁRIE”, de Sílvio Tendler

 

Melhor Fotografia de longa documentário:

“BELAIR”, de Noa Bressane e Bruno Sáfadi-Melhor

 

CATEGORIA LONGA FICÇÃO

 

Melhor Montagem de longa ficção:

“VIAJO POR QUE PRECISO, VOLTO POR QUE TE AMO”, de Marcelo Gomes e Karim Ainouz

 Melhor som de longa ficção:

“MALU DE BICICLETA”, de Flávio Ramos Tambellini

 

Melhor Música ou Trilha Sonora Original de longa ficção:

“BRÓDER”, de Jeferson De

 

Melhor Direção de Arte de longa ficção:

“ELVIS E MADONA”, de Marcelo Laffite

 

Melhor Fotografia de longa ficção:

“OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE”, de Esmir Filho

 

Melhor Roteiro de longa ficção:

“VIAJO POR QUE PRECISO, VOLTO POR QUE TE AMO”, de Marcelo Gomes e Karim Ainouz-Melhor

Melhor Atriz Coadjuvante:

 ÁUREA BATISTA, de “Os famosos e os duendes da morte”

 

Melhor Ator Coadjuvante:

IRANDHIR SANTOS, de “Olhos azuis”

 

Melhor Ator:

HENRIQUE LARRÉ, de “Os famosos e os duendes da morte”

 

Melhor Atriz:

SIMONE SPOLADORE, de “Elvis e Madona”

MELHOR DIREÇÃO E FILME

 

Melhor Direção de longa documentário:

HENRIQUE DANTAS, de “Filhos de João – Admirável Mundo Novo Baiano” 

 

Melhor Direção de longa ficção:

JEFERSON DE, de “Bróder”

 

Melhor longa-metragem documentário:

“BELAIR”, de Noa Bressane e Bruno Sáfadi

 

Melhor longa metragem de ficção:

“OLHOS AZUIS”, de José Joffily

GOIÂNIA Confirma Viajo Porque Preciso, e Olhos Azuis e Consagra o Impactante BELAIR

 

                                                         

Com a exibição do curtametragem Quadro Negro, da diretora Débora Torres, encerrou-se na noite de quarta, dia 10, a semana de realização da 6ª edição do FestCine Goiânia, no Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro. Na sequência, foi exibido o Doc Miguel Jorge: Escritor, do cineasta João Batista de Andrade.

O Júri oficial, presidido pela atriz RosaMaria Murtinho, divulgou o seguinte resultado.

Longametragem (Ficção)

Melhor Longa:Olhos Azuis”, de José Joffily.

Melhor Direção: Jeferson De, por “Bróder”.

Melhor Atriz: Simone Spoladore, por “Élvis e Madona”.

Melhor Ator: Henrique Larré, por “Os Famosos e os Duendes da Morte”, de Esmir Filho.

Melhor Atriz Coadjuvante: Áurea Batista, por “Os Famosos e os Duendes da Morte”.

Melhor Ator Coadjuvante: Irandhir Santos, por “Olhos Azuis”.

David Rasche e Cristina Lago em cena do filme Olhos Azuis, de José Joffily

Melhor Roteiro: Marcelo Gomes e Karim Ainouz, por “Viajo Por Que Preciso, Volto Por Que te Amo”.

Melhor Fotografia: Mauro Pinheiro Jr., por “Os Famosos e os Duendes da Morte”, de Esmir Filho.

Melhor Montagem: Karen Harley, por “Viajo Por Que Preciso, Volto Por Que te Amo”.

Melhor Som: Bruno Fernandes e Álvaro Correia, por “Malú de Bicicleta”, de Flávio Tambellini.

Melhor Música ou Trilha Sonora Original: João Marcelo Boscoli, por “Bróder”, de Jeferson De.

Melhor Direção de Arte: Rafael Targat, por “Élvis e Madona”, de Marcelo Laffite.

Longa-metragem (Documentário)

Helena Ignêz, magnânima em filme de Júlio Bressane

Melhor Documentário:Belair”, de Noa Bressane e Bruno Sáfadi.

Melhor Direção: Henrique Dantas, por  “Filhos de João Admirável Mundo Novos Baianos”.

Melhor Roteiro: Sílvio Tendler, por “Utopia e Barbárie”, de Sílvio Tendler.

Melhor Fotografia: Lula Carvalho e David Pacheco, por “Belair”, de Noa Bressane e Bruno Sáfadi.

Melhor Montagem: Diogo Diniz Garcia, por “Retrato 3X4 de um Tempo”, de Angelo Lima.

Melhor Som: Utopia e Barbárie”, de Sílvio Tendler.

Mensão Honrosa:Nélida Piñon”, de Júlio Lélis.

Curta Goiano

Melhor Curta (Ficção):Ainda Não”, de Paulo Rezende.

Melhor Curta (Documentário): Número Zero”, de Cláudia Nunes.

Melhor Curta (Animação):Rupestre”, de Paulo Miranda.

Mensões Honrosas:Centésimo Daw”, de Orlando lemos e “Diga 33”, de Angelo Lima.

Prêmio Estimulo:Ainda Não”, de Paulo Rezende.

Imagem metafórica em Viajo porque Preciso, Volto porque te Amo

Vídeo Universitário

Melhor Vídeo (Ficção):Enquanto”, de Larissa Fernandes.

Melhor Vídeo (Documentário):Renova Esperança”, Tatiana Scartezini.

Melhor Vídeo (Animação):Verdade Absoluta”, de Guilherme Mendonça e Jordana Prado.

Mensão Honrosa:Neurose”, de Kaco Olímpio e Pedro Caixeta.

Prêmio Estimulo:Enquanto”, de Larissa Fernandes.

Vídeo Caseiro

1° Lugar:Asas”, de Thiago Augusto de Oliviera.

2° Lugar:A Moça do Carro de Boi”, de Flávio Gomes de Oliveira.

3º Lugar:Zumbido”, de Paulo de Melo.

Menções Honrosas:A Chamada”, de Coelho Nunes e “Sobre Meu Irmão,” de Bruno Lino.