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Cinema abre 2013 em Guaramiranga

Janeiro de GUARACINE na bucólica cidade serrana cearense

Conhecida por seus belos cenários, suas paisagens encantadoras e sua vocação especial para abrigar novas ideias, a cidade serrana de Guaramiranga, no Ceará, se prepara para receber seu primeiro festival de cinema.

No período de 9 a 12 de janeiro, filmes de várias temáticas e de diversos realizadores do país serão exibidos para a comunidade de Guaramiranga e para os muitos turistas que sempre estão pela cidade e já fazem parte de seu cotidiano.

Em foto de Chiquinho Gadelha, os encantos de Guaramiranga…

A ideia que fez brotar o GUARACINE – Festival de Cinema de Guaramiranga – objetiva contribuir para a discussão sobre meio ambiente, humanidade, respeito às diferenças, inclusão, sustentabilidade e outros conceitos e ações vitais para se pensar o presente e o futuro da humanidade.

Foto
A intenção dos criadores e organizadores do GUARACINE é abrir uma janela no espaço-tempo para um encontro de saberes diversos no qual teremos contato com diversos assuntos através de filmes – selecionados entre tantos trabalhos importantes de curta-metragem realizados no país -, realização de oficinas, palestras e debates, oportunidades para plantarmos sementes e gerarmos novos frutos.

Shows de artistas cearenses, feirinha de artesanato, gastronomia e produtos típicos, palestras, debates, oficinas e filmes de animação, documentário, e ficção integram a diversificada programação do GUARACINE, cuja tela vai exibir filmes do Amazonas, Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Goiânia, Rio Grande do Sul, e Sergipe.

O Festival GUARACINE é uma realização das produtoras Instituto Bambu, Trupe do Riso, e Aurora de Cinema com apoio da Prefeitura Municipal de Guaramiranga.

Focado no terreno do coração de cada habitante ou visitante de Guaramiranga, o GUARACINE nasce com a intenção de fertilizar o campo das ideias para fazer aflorar o melhor da sensibilidade de cada um, na tentativa de absorver o potencial humanista e criativo, tão forte na cidade, e agregá-lo a outras potencialidades que surgirão durante as atividades do festival, gerando uma capacidade de transformação capaz de deixar sementes a favor da Arte, da Cultura, e de mais carinho e atenção com as riquezas naturais de Guaramiranga.

Os Curtas Selecionados ao Festival de Cinema da Fronteira

AURORA DE CINEMA direto do Festival de BAGÉ

Festival começa dia 20 com apresentação de grupo de CANDOMBE do Uruguai em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra

De 20 a 25 próximos, o epicentro do cinema de fala latina e portuguesa será a bela cidade gaúcha de Bagé.

Numa realização da Prefeitura Municipal de Bagé, através de sua Secretaria de Cultura, a quarta edição do festival – idealizado pelo jovem realizador Zeca Brito – trará a Bagé nomes de extrema relevância para o Cinema Brasileiro, Latino e Lusófono. É o caso, por exemplo, do cineasta César Charlone e do ensaísta Jean-Claude Bernardet.

Noite festiva na edição 2011: Helena Ignez e Jean-Claude Bernardet homenageados…

Na noite inaugural, que começa às 19h com a aguardada apresentação do grupo de CANDOMBE (música típica do Uruguai) no Centro Histórico Vila de Santa Thereza – um lugar cenográfico, por natureza -, será exibido o premiado longa-metragem Artigas – La Redota (2011), de César Charlone, cineasta que é o grande HOMENAGEADO do Festival Internacional de Cinema da Fronteira este ano.

E na terça tem início a Mostra Competitiva Internacional de Curtas-Metragens.

A Curadoria do IV Festival Internacional de Cinema da Fronteira, cuja titular é a jornalista cearense Aurora Miranda Leão, anuncia um total de 38 curtas-metragens, de todas as regiões do país, selecionados entre mais de 160 inscritos.

A histórica Bagé em ritmo acelerado para o Festival de Cinema da Fronteira

Todos os gêneros também foram contemplados, e os Estados representados são Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima e São Paulo, além de filmes da Argentina, Espanha, Portugal, Uruguai, e co-produção com a Bolívia.

CONFIRA A LISTA DOS CURTAS-METRAGENS SELECIONADOS:

Aldeia,  de Zeca Ferreira (RJ)

Arte Míope, de Santiago Berón (Uruguai)

Ballerinas in a quiet place, de Ana B (Portugal)

Campo, de Natalia Espasandín (Uruguai)

Chão Molhado,  Everton Macedo (AM)

Conexion Munich, de Carlos Segundo (MG)

Desfronteira, de Thiago Briglia (RR)

Dique, de Adalberto Oliveira (PE)

El frio, de Oyama Rocha (Espanha)

El hombre del norte, de Félix Pérez (Uruguai)

Engole logo uma jaca então, de Marão (RJ)

Entre Muros, de Adriana Tenório (RJ)

Fez a barba e o choro, de Tatiana Nequete (RS)

Folha em Branco,  de Iuli Gerbase (RS)

Hooji,  de Marcelo Quintella e Boynard (RJ)

Inca,  de Bruno Carvalho  +3 (RS)

Jorge Poema, de Rafael Costa e Diego Sobral (RJ)

Julie  Agosto Setembro, de Jarleo Barbosa (GO)

Leve-me para sair, de José Agripino (SP)

Liberarse, de Gonçalo Rodrigues (Uruguai)

Madre Sal, de Ma Elisa Dantas (BR-AR)

Menino do Cinco, de Marcelo Matos (BA)

Número Zero, de Cláudia Nunes (GO)

O Dente do Diabo, de Fábio Saucedo (SP-Bolívia)

O Membro Decaído, de Lucas Sá (RS)

O Mensageiro da galáxia chegada à terra, de André Miguéis (RJ)

O Reino do Chocolate, de Rafael Jardim (BA)

Orwo Foma, de Karem Black e Lia Letícia (PE-RJ)

Os Sustentáveis, de Lisandro Santos (RS)

Ovos de Dinossauro, de Rafael Urban (PR)

Quebra de Contrato, de Lindebergue Vieira (RJ)

Ruído Branco, de Mateus Neiss e Lucas Sá (RS)

Santo, de Thiago Catarino (RJ)

Semana 28, de Bélen Baptista (Uruguai)

Tcheco, de Boca Migotto (RS)

Três Vezes por Semana, de Cris Reque (RS)

Um diálogo de ballet, de Filipe Matzenbacher e Márcio Reolon (RS)

Zero, de Sacha Bilia (RJ)

Os Filmes da Mostra Infantil de Floripa

Cresce participação nordestina e temática predominante é meio ambiente 

Dos 127 filmes inscritos, 87 foram selecionados para a 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, a ocorrer de 29 de junho a 15 de julho, no Teatro Pedro Ivo, em Florianópolis. Houve um crescimento de 10% no número de inscritos em relação a 2011. Com 33 curtas selecionados, São Paulo se mantém como o Estado hegemônico na produção de audiovisual para a infância, mas houve crescimento de produções provenientes do Nordeste.


Doce Turminha e o passeio nas nuvens, de Eduardo Drachinski (SC)

Paraná com oito filmes, Minas Gerais com sete, Rio Grande do Sul com seis e Espírito Santo com cinco, tem demonstrado regularidade na produção para o segmento. Santa Catarina tem dois filmes selecionados, Caranga – do outro lado do manguezal, de José Francisco Peligrino Xavier (Chicolam), de Joinville, e Doce Turminha e o passeio nas nuvens, de Eduardo Drachinski, de Florianópolis. Há dois filmes italianos e duas coproduções brasileiras, uma com o Canadá e outra com a Coreia do Sul.

A coordenação da curadoria é da cineasta Melina Curi, com consultoria da professora da rede de educação infantil do Rio de Janeiro,Teca Lins. Com exceção de apenas um filme finalizado em 2008, todos os curtas selecionados foram produzidos nos últimos três anos e predomina a temática ambiental. Para Luiza Lins, diretora da Mostra, este é um sinal de que “os diretores estão se permitindo abordar o mundo com o olhar das crianças, as mais preocupadas hoje com o futuro do planeta”.

Houve também um aumento superior a 10% do número de selecionados. Em 2011 foram 77 e neste ano são 87. Segundo considera Luiza, embora lento, está havendo um crescimento na produção, com avanço de conceitos e da substância dos roteiros, que têm gerado filmes de qualidade em maior quantidade. Este processo, diz ela, se deve à ampliação de oficinas com crianças nas escolas e aos incentivos promovidos pelo MinC e por governos de diversos estados brasileiros à produção destinada à infância.


Disque Quilombola, de David Reeks (SP)

Os selecionados concorrem a dois prêmios aquisição nas categorias Melhor Filme, votado por um Júri Oficial, e Prêmio Especial das Crianças, votado pelo público infantil. Cada uma das produções escolhidas receberá o Prêmio Aquisição no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) da TV Brasil, e um troféu. A Mostra também é um canal de distribuição via Programadora Brasil e Projeto Curta o Curta, além de divulgar e encaminhar a produção para outros festivais, cineclubes e escolas brasileiras.

FILMES SELECIONADOS 

1.         A galinha ou eu (de Denizia Moresqui, PR, 2011, 15′)
2.         A garça Graça (de alunos EMEF Tânia Pôncio Leite, ES, 2010, 5′)
3.         A grande viagem (de Caroline Fioratti, SP, 2011, 15’45”)
4.         A mula teimosa e o controle remoto (de Helio Villela Nunes, SP, 2011, 15’15”)
5.         Antes que o verão acabe (de Marília Nogueira, MG, 2012, 16′)
6.         A patrulha do xixi no banho (de Michael Valim, GO, 2011, 9’25”)
7.         Arara rara (de Chico Zullo, SP, 2010, 11’20)
8.         As aventuras de Poti &Anda-Luz (de Valu Vasconcelos, RJ, 2011, 4′)
9.         As folhas (de Deleon Souto, PB, 2011, 14’20”)
10.      Até quando (de Cinema Nosso, RJ, 2010, 3’25”)
11.      A varinha mágica (de Ramon Faria, MG, 2012, 5’50”)
12.      A vida no mangue (de alunos EMEF Martim Lutero, ES, 2010, 7’30”)
13.      Banjo e viola (de Thiago Martins, BA, 2011, 3′)
14.      Baratas (de Maíra Bosi, CE, 2012, 18’50”)
15.      Batuta, o ratinho aventureiro (de Rosário Boyer, Alex Teix e Ricardo Gelain, RJ, 2010, 3’25”)
16.      Bud’s songs time (de HélderNóbrega, SP, 2012, 3’50”)
17.      Cadê meu rango? (de George Munari Damiani, SP, 2012, 4’10”)
18.      Caranga – do outro lado do manguezal (de Chicolam, SC, 2011, 5’30”)
19.      Coloridos (de Christopher Faust e Evandro Scorsin, PR, 2011, 10’35”)
20.      Comparativo entre as espécies (de alunos EMEF Euvira Benedita Cardoso da Silva, ES, 2010, 6’50”)
21.      Desabrigados (de Alexandre Costa, MG, 2012, 1’25”)
22.      De saco cheio (de Davi Mello, SP, 2012, 16’30”)
23.      Destimação (de Ricardo de Podestá, GO, 2012, 13’05”)
24.      Disque Quilombola (de David Reeks, SP, 2012, 13′)
25.      Doce Turminha e o passeio nas nuvens (de Eduardo Drachinski, SC, 2011, 1′)
26.      Do lado de fora (de Matheus Peçanha e Paulo Vinicius Luciano, MG,2012, 19’35”)
27.      Dó ré mi zoo em: o sapo surfista (Paulo Pappera, SP, 2012, 2’50”)
28.      Em quadros (de Jackson Farias Teixeira, MG, 2011, 50”)
29.      Flufi (de Carlos Massayuki Takemoto, SP, 2012, 4’50”)
30.      Folha em branco (de Luli Gerbase, RS, 2011, 12’25”)
31.      GonnyonTcheot Drive (de Paula Un Mi Kim, Coréia do Sul /Brasil, 2012, 15’30”)
32.      Gorgon  (de Felipe Khedi, SP, 2011, 3′)
33.      Haina: cineclube (de Arnaldo Galvão, São Paulo/SP, 2011, 1’05”)
34.      Haina: concerto em S maior (de Arnaldo Galvão, São Paulo/SP, 2011,1’05”)
35.      Haina: eco (de Arnaldo Galvão, São Paulo/SP, 2011, 1’05”)
36.      Haina: o bife (de Arnaldo Galvão, São Paulo/SP, 2011, 1’05”)
37.      Haina: o chapéu  (de Arnaldo Galvão, São Paulo/SP, 2011,1’05”)
38.      Haina: o filtro (de Arnaldo Galvão, São Paulo/SP, 2011, 1’05”)
39.      Jornal da criança (de Direção Coletiva, SP, 2011, 6’15”)
40.      Julieta de bicicleta (de Marcos Flávio Hinke,  PR, 2012,10’40”)
41.      Keep out (de Nicolás Taró, SP,2011, 4′)
42.      Lá longe (de Juliano Carpeggiani, RS, 2011, 14’45”)
43.      Lápis  (de Lúcio Mazzaro, SP,2012, 2’25”)
44.      Luz, câmera e animação (de Giovanna Belico Cária Guimarães, MG, 2011, 2’25”)
45.      Malu maluca (de Eudes Lins e Marcos Morce, DF, 2011, 13’10”)
46.      Máquina de sorvetes (de Christopher Faust, PR, 2012, 16”)
47.      Meio a meio (de Danilo Amorim Rabelo, ES, 2012,2’40”)
48.      Memórias do meu tio (de Alexandre Rafael Garcia, PR, 2011, 12’05”)
49.      Meu amigo, meu avô (de Renan Montenegro, DF, 2011, 12’20”)
50.      Missão estelar (de Raphaela Teles, SP, 2011,11’15”)
51.      Mr. Burguer (de Pedro Andrade, SP, 2011, 3′)
52.      O fim do recreio (de Vinicius Mazzon e Nélio Spréa, PR, 2011, 17’25”)
53.      O girassolzinho (de Douglas Soares, RJ, 2012, 3’55”)
54.      O guitarrista no telhado (de Guto Bozzetti, RS, 2011, 11’40”)
55.      Oligoquê  (de Paulo José, SP, 2011, 11’50”)
56.      O cangaceiro e o leão (de Arnaldo Galvão, SP, 2012, 13’10”)
57.      O macaco e o rabo  (de Direção Coletiva, PE, 2011, 8 ’10)
58.      O morro da guerra eterna (de Mauro D`Addio, SP, 2011, 6’20”)
59.      O mundo de Ulim e Oilut (de Caru Alves de Souza, SP, 2011, 13’35”)
60.      O nascimento do poeta (de Riva do Vale e Marcos Carvalho, MA, 2011, 11’36”)
61.      Online: o msn da minha melhor amiga (de Cristiano Trein, RS, 2011, 11’50”)
62.      O que acontece na sala do diretor? (de Paulo Vivan, SP, 2011, 13’05”)
63.      O reino do chocolate (de Rafael Jardim, BA, 2011, 4’40”)
64.      O resgate do Lobisomen (de Direção Coletiva, SP, 2012, 8’30”)
65.      Os sustentáveis (de Lisandro Santos, RS, 2012)
66.      Play (Brincando) (de Eduardo Colgan, PR, 2011, 6’35”)
67.      Por que Heloisa? ( de Ari Nicolosi, SP, 2011, 11′)
68.      Peixe morre pela boca  (de Cinema Nosso, RJ, 2011, 1’45”)
69.      Peixe Frito  (de Ricardo de Podestá, GO, 2011,11’50”)
70.      Pentimentos (de Maria Antônia Dinelli Azevedo e Fabiano Santos Bomfim, MG, 2012, 6’05”)
71.      Pique-salva (de Antonio Balbino, DF, 2011, 6’40”)
72.      Pizzangrillo (de Marco Gianfreda, Itália, 2011, 16’40”)
73.      Rap consciente (de Alunos EMEF Amenóphis de Assis, ES, 2010, 5’40”)
74.      Raspa tacho (de Mauricio Squarisi e Wilson  Lazaretti, SP, 2011, 3’50”)
75.      Realejo (de Marcus Vinicius Vasconcelos,SP, 2011, 12’45”)
76.      Reciclando a vida (de Márcio Emilio Zago, SP, 2008, 8’32”)
77.      Regando bigodes (de Thais Vasconcellos e Katia Lund, RJ, 2012, 11’10´)
78.      Sem energia (de Thiago Rocha, PE, 2011, 4’50”)
79.      Ser criança em Campo Grande: um documentário animado (de Tina Xavier, MS, 2011, 5’55”)
80.      Sonho de guri: caindo na real (de Liliana Sulzbach, RS, 2011, 17′)
81.      Sonho de menina (de Márcio Emilio Zago, SP, 2012, 3’35”)
82.      Thereis no darkness (A escuridão não existe) (de Michele Vannucci,Itália,2012, 8’50”)
83.      Um dia na vida (de Cinema Nosso, RJ, 2011, 2’30”)
84.      Um sol de jacaré (de Rosa Berardo, GO, 2011, 21’35”)
85.      Vovó ta na cozinha (de PG Santiago, SP, 2012, 3′)
86.      Will tofly (Desejo de voar) (de Elisa Baasch de Souza, Canadá/Brasil, 2011, 1’25”)
87.      Zarah (de Rodrigo Bontempo, PR, 2012,15’45”)


Cena do ótimo Máquina de sorvetes, de Christopher Faust, (PR)

SELECIONADOS

Estado/País

São Paulo: 33
Rio de Janeiro: 8
Paraná: 8
Minas Gerais: 7
Rio Grande do Sul: 6
Espírito Santo: 5
Distrito Federal: 3
Goiás: 3
Bahia: 2
Pernambuco: 2
Santa Catarina: 2
Paraíba: 1
Ceará: 1
Maranhão: 1
Mato Grosso do Sul: 1
Itália: 2
Canadá/Brasil: 1
Coreia do Sul/Brasil:1

Gênero

Animação: 51
Ficção: 31
Documentário: 5

BH no Circuito dos Museus Internacionais

Personagens históricos e fictícios, riquezas do solo e do subsolo, eras do metal, projeto educativo com conteúdo que se renova.  Tudo isso e muito mais no Museu das Minas e do Metal EBX

 Acervo virtual, imagens cenográficas fortes, efeitos holográficos (miragens), atrações interativas e projeto educativo inovador inserem o Museu das Minas e do Metal EBX em Belo Horizonte, no roteiro dos mais modernos do mundo, uma parceira da EBX Investimentos com o governo de Minas Gerais. O investimento R$ 25 milhões, num projeto ousado: adequar um prédio do final do século XIX e tombado pelo IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais) às necessidades de um museu contemporâneo, que ocupa 6 mil m², com 18 salas de exposição e cerca de 50 atrações em 3D e 2D. A inauguração será em 22 de março, às 19 horas, e a abertura ao público, em meados de abril, após um período de soft open, com duração de aproximadamente 15 dias, para grupos convidados.

O prédio da antiga Secretaria da Educação, que integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade e vai abrigar o MMM, foi inaugurado em 12 de dezembro de 1897, junto com a nova capital, que ainda era chamada Cidade de Minas. Para romper com o Império e o estilo colonial das construções de Ouro Preto (Patrimônio da Humanidade/Unesco), sede da antiga capital, o prédio, assim como a cidade, foi construído em estilo eclético, sob forte influência francesa tanto na fachada externa quanto na decoração interior, repleta de elementos art nouveau, em função dos movimentos políticos e culturais daquela época.

Com a assinatura de Marcello Dantas, autor do projeto museográfico, toda a proposta é voltada para o conhecimento e o entretenimento. Para ele, “somente Minas Gerais poderia ter um museu como este”, dada as características do estado, a história econômica, social e cultural da sua atividade mineradora, a riqueza do subsolo e suas paisagens cravadas nas montanhas de minério de ferro.

Foram selecionadas 11 minas – ferro, ouro, diamante, nióbio, zinco, pedras coradas, manganês, grafita, alumínio, calcário e água – para contar a história de Minas e do país a partir de personagens como Dom Pedro II e a imperatriz Tereza Christina, uma das poucas mulheres a mergulhar nas profundezas da Mina de Morro Velho (acreditava-se que quem usava saia – mulheres e padres – provocava acidentes em minas), Mendelleev e a tabela periódica, o barão Wilhem Ludwig von Eschwege, entre outros.

Formado em Cinema e Televisão e pós-graduado em Telecomunicações Interativas pela New York University, ele tem entre seus trabalhos a direção artística do Museu da Língua Portuguesa (SP) e o Museu do Caribe, na Colômbia, e, mais recentemente, a exposição 50 anos de carreira do cantor e compositor Roberto Carlos.

Além da museografia moderna, novo recorte conceitual e grandes espaços doam também nova vida à coleção de mineralogia do Museu Professor Djalma Guimarães, que terá tratamento especial, além de uma sala em homenagem a esse importante geólogo mineiro. O MMM propõe uma curiosa viagem pelas eras do metal e seus desdobramentos na história da humanidade. Um novo olhar sobre o patrimônio cultural de Minas Gerais e o desenvolvimento econômico: do ciclo do ouro à indústria de microprocessadores.

O projeto arquitetônico que permitiu compatibilizar novas ideias e a preservação do patrimônio público é do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, com acompanhamento feito pelo seu filho, o também arquiteto Pedro Mendes da Rocha. Paulo Mendes da Rocha recebeu em 2000 o prêmio Mies Van der Rohe de Arquitetura Latino-Americana por sua obra de renovação da Pinacoteca do Estado de São Paulo e, em 2006, o prêmio Pritzker, considerado o Nobel da Arquitetura.

 A direção dos trabalhos de criação e instalação do museu é sinalizada pela diretora de Projetos Culturais e Sociais da EBX, Helena Mourão, que acompanha pessoalmente todas as etapas dos processos nos diversos segmentos para a criação de um museu que pode ser definido como “extraordinário”. Ela conta com o apoio dos departamentos jurídico, financeiro, de comunicação, de engenharia, entre outros do Grupo EBX. 

Como se pode perceber, a escolha da equipe de criação do MMM envolveu um critério básico: alguns dos melhores profissionais do mercado, lembrando que a temática do conteúdo do arquiteto e do museógrafo foi proposta pelo governo do estado. Daí em diante, todos os prestadores de serviço foram selecionados seguindo a mesma linha de qualidade para a elaboração de todos os projetos, desde a restauração, pelo Grupo Oficina do Restauro, o mesmo que fez a restauração do Palácio da Liberdade, passando pelo projeto de restauro arquitetônico, da Século 30 – Restauro e Arquitetura, pelo gerenciamento do Projeto Arquitetônico, AFT com o escritório de arquitetura de Ângela Arruda, execução da obra projetos de Engenharia da Uni Construtora, especializada em ampliação de shoppings, obras de restauração no Rio, Tiradentes e Museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte, até a fiscalização da obra, a cargo da Concremat. Ao todo, foram 593 pessoas para transformar o MMM em realidade. 

“O Museu das Minas e do Metal é um presente para os mineiros”, resume o presidente do grupo, Eike Batista, com o apoio do pai, Eliezer Batista: “Somos um museu do futuro, interativo, voltado para o conhecimento”. Convidada para fazer a curadoria educativa do MMM, a psicóloga Adriana Teixeira da Costa é mestre em História (PUC-SP), com especialização em Política Internacional, e dedica-se à área de Responsabilidade Social e Curadoria Educativa desde 1991. Para ela, “o museu é uma casa cheia de personagens que vai atrair muitos outros. Em três anos, serão trabalhadas biografias, cartografias e iconografias dentro do cronograma estabelecido para o Projeto Educativo, com seminários, webnários, colóquios e pré-roteiros escolares para professores”, explica. 

Adriana acumula experiência em empresas que desenvolvem projetos nesse segmento, como a C&A, Bunge, Unilever, Nestlé, Vivo, Eli Lilly, entre outras. Na área internacional, destacam-se os trabalhos realizados em programas de Cooperação na América Central (Voluntariado Nações Unidas); Cooperação em Desenvolvimento Comunitário em Moçambique; e parceria com a Alemanha para programas de empreendedorismo social no Brasil. Atualmente, ela mora na região da Filadélfia, nos Estados Unidos, e periodicamente vem ao Brasil, mas confessa que o Projeto Educacional do Museu das Minas e do Metal é algo especial em sua vida. 

“Vou trabalhar com um museu de imagem”, que é a proposta do Marcello Dantas. “A forma didática que ele achou para puxar as pessoas foi personificar a questão das minas. Contar a história a partir de personagens importantes. Alguns históricos, como Chica da Silva, com leitura de textos feita pela atriz Zezé Mota e cenas do filme de Cacá Diegues, em que foi protagonista, e também personagens imaginários, como o Zinc, um boneco de lata”, completa. 

Ela acredita que essa é uma maneira muito positiva de fazer o primeiro contato com o conteúdo denso do museu. Trabalhar o museu como uma casa onde moram várias personalidades da história e personagens do futuro, com informações que serão complementadas pelo educativo, por meio das pesquisas de biografias e do desenvolvimento de dinâmicas e materiais didáticos, o que é desafiante e apaixonante. Preocupações que estão presentes no museu o tempo todo, como na Sala do Meio Ambiente, onde existe um bebê brasileiro, que permite mostrar o quanto se consome de minerais em seu período de vida. Cálculos de impactos positivos e negativos da atividade mineradora poderão ser realizados em um grande ábaco. 

Quando se cria um museu, trabalha-se a autoconsciência daquilo que está no cotidiano, na vida, no dia a dia, que você não percebe. O objetivo é sair e reencontrar o que está lá fora a partir do que está dentro. “É isso que queremos fazer com as escolas, famílias, para que as pessoas comecem a organizar o conhecimento e a perceber o que não viam antes. Estou me deliciando de trabalhar com isso”, diz. 

São parceiros do governo de Minas em outros equipamentos culturais do Circuito Cultural Praça da Liberdade o Banco do Brasil (Centro Cultural Banco do Brasil), a TIM/UFMG (Espaço do Conhecimento) e a Vale (Memorial Minas Gerais/Vale).

 Espaços expográficos: 

Museu das Minas 

No 1º andar – 2º Pavimento: Sala Chão de Estrelas: um planetário invertido, com lunetas e telescópios que apontam para o chão e permitem ver de perto minerais da coleção Djalma Guimarães; Mapa das Minas: um mapa interativo das jazidas minerais de Minas Gerais; Sala das Minas: a história de 11 minas e as particularidades de seus minérios com videoinstalações; Inventário Mineral (acervo físico do Museu Professor Djalma Guimarães): coleção de minerais apresentada em gavetas interativas; Sala Miragem: algumas peças de destaque do acervo flutuam no ar, efeito holográfico; Sala Meio Ambiente: a sala mostra o ciclo de vida de uma mina próxima a Belo Horizonte e apresenta na atração Livro das Leis os direitos e os deveres da mineração. Ainda na sala do meio ambiente, O bebê: plasma mostra uma estimativa do consumo, por um bebê brasileiro, de metais, minerais e outros recursos naturais durante a sua vida; Djalma Guimarães: a imagem do grande geólogo Djalma Guimarães ocupa a última sala do Museu das Minas. 

Museu do Metal 

No 2º piso – 3º Pavimento: Tabela Periódica: sistema de tubos metálicos, com luzes e projeções torna tangíveis os símbolos dos elementos químicos; Sala Ligas e Compostos: mostra como a combinação dos metais cria ligas com características diferentes; Língua Afiada: oito metais e oito eras, com uma superfície escultural ao centro que enfatiza as principais qualidades do metal: maleabilidade e brilho; Janelas para o mundo: o uso dos metais no passado, no presente e nos desenvolvimentos futuros; Estações Interativas: propriedades dos metais e seus processos de produção permitindo o contato direto do público; Mesa dos Átomos: jogo que permite manipular em mesa interativa elementos da tabela periódica; Vil Metal: quantos gramas de ouro eram necessárias para comprar um litro de leite em 1875? E quantos são necessários hoje? O público escolhe uma data e commodities, seja milho, cana, petróleo, água, descobrindo o valor através do tempo.  Logística: um simulacro de brinquedo com escavadeira, transportar até a siderurgia, carregamento em trem até o embarque em navio; Adorno do Corpo: joias de várias culturas podem ser colocadas virtualmente no corpo; Vale Quanto Pesa: estimativa da quantidade de metais no corpo.