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Henilton Menezes: diálogos sobre Incentivo à Cultura

O Ministério da Cultura (MinC), através da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e da Representação Regional Nordeste (RRNE), em parceria com a Secretaria Extraordinária de Cultura do Rio Grande do Norte / Fundação José Augusto, convida gestores e produtores culturais do Estado para uma rodada de diálogo com o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, Henilton Menezes.

Henilton Menezes, expert em diálogo, estará em Natal para trocar ideias sobre Fomento e Incentivo à Cultura.

A atividade será na próxima quinta, 1º de março, às 19h30, no Teatro de Cultura Popular (Rua Judiaí, nº 643, bairro Tirol, Natal). 

Não é necessário inscrição prévia. 

Serviço:  

Quando: 1º de março de 2012, quinta-feira

Local: Teatro de Cultura Popular

Endereço: Rua Judiaí, nº 643, bairro Tirol, Natal

Informações: (84) 3232-5325 / (81) 3117-8430

Fotógrafos se Encontram

I º Encontro da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil

 

Representantes de diversos festivais, galerias, museus, escolas e outras iniciativas de todo o Brasil ligadas à Fotografia se reúnem em Brasília em torno de políticas de desenvolvimento para setor. 

Criada em 2009, depois de a Carta de Paraty ser apresentada ao Ministério da Cultura – documento redigido durante o 5º Paraty em Foco como contribuição do setor fotográfico à cultura nacional –, a Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil organiza o seu primeiro grande encontro nacional. Formada por produtores, festivais, galerias, escolas e afins, somando até o momento 95 iniciativas, a RPCFB propõe ações de cooperação na formulação de políticas públicas capazes de difundir e consolidar a produção fotográfica no país além de criar uma rede sólida de cooperação entre os diversos setores da produção cultural na fotografia.  Não se trata de uma rede de autores e, sim, de iniciativas para fortalecimento do trabalho dos autores. A pesquisa e o mapeamento da fotografia brasileira também estão entre as principais pautas da agenda da rede. Posteriormente, todo o conteúdo desenvolvido será disponibilizado em um portal na internet e editado por catálogos.

 

O crescimento do número de feiras, festivais, bienais, cursos acadêmicos etc. demonstra a dimensão hoje da fotografia no Brasil e no mundo. “Estava na hora então de traçar uma nova história da produção nacional”, comenta Iatã Canabrava, um dos líderes da iniciativa e coordenador em São Paulo, ao lado de Clicio Barroso, do Encontro na capital federal. Já em Belém, o evento conta com Miguel Chikaoka, em Fortaleza com Tiago Santana, em Porto Alegre com  Carlos Carvalho e no Rio de Janeiro com Milton Guran e Patrícia Gouveia, entre muitos outros protagonistas do fazer cultural na fotografia.

Neste primeiro Encontro – organizado pela Associação de Fotógrafos Fototech (representante da Rede no convênio firmado com o MinC), pelo Estúdio Madalena (produção e pesquisa), pela A Casa da Luz Vermelha (produção local – Brasília) e integrantes da RPCFB – a proposta focaliza diversos temas que envolvem a produção cultural da fotografia brasileira como, o ensino da fotografia sob o impacto das novas mídias, fotografia e inclusão sócio-cultural, fotografia e memória,  políticas públicas, gestão cultural em fotografia, entre outros.

Por ocasião da abertura do I º Encontro da RPCFB e das comemorações do aniversário de 50 anos da cidade de Brasília, o Ministério da Cultura, a Associação de Fotógrafos Fototech e A Casa da Luz Vermelha promovem a partir de quinta-feira, dia 27 de maio, a exposição “Brasília 50 anos”, dos fotógrafos Anderson Schneider, Cristiano Mascaro, Dorival Moreira, Samuel Cytrynowicz e Sérgio Jorge, com curadoria de Rosely Nakagawa (em cartaz até 20 de junho /A Casa da Luz Vermelha SCES Trecho 02 Conjunto 31 – ASBAC – DF).

RIO Ganha Biblioteca-Parque

Os cerca de 100 mil moradores de 16 comunidades de Manguinhos, um dos maiores complexos de favelas na zona norte do Rio, ganharam nesta quinta, 29, a primeira biblioteca-parque do Brasil.

Com uma área de 3,3 mil metros quadrados, o espaço tem um local só para jogos, uma filmoteca, sala de leitura para pessoas com deficiências visuais, acervo digital de música, cineteatro, cafeteria, 40 computadores com acesso gratuito à internet e uma sala de reuniões.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse que o projeto é baseado na experiência colombiana, que explora o espaço da biblioteca além do papel tradicional, trabalhando também com o conceito de centro cultural.

“Cultura é um direito de todo o brasileiro e o Estado tem a obrigação de disponibilizar este direito. E esta biblioteca vai estimular e dinamizar a leitura. Toda obra do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] terá uma biblioteca como esta, por meio de uma parceria nossa com o Ministério das Cidades e com os governos estaduais.”

Juca Ferreira acredita que o espaço cultural vai contribuir para diminuir os índices de violência na região de Manguinhos, palco de constantes tiroteios e guerras entre traficantes e policiais.

“Cultura não combina com violência. Ela qualifica relações humanas, a subjetividade das pessoas e onde tem cultura o índice de violência baixa, estratégias como as de Nova York e Medelín (Colômbia) demonstraram isso e nós estamos trabalhando para que a população tenha acesso pleno à cultura.”

Além dos cerca de 25 mil livros, a biblioteca vai oferecer cerca de 800 DVDs, três livros digitais, centenas de gibis e 3 milhões de músicas. Os livros podem ser cedidos por meio de empréstimos.

O cartunista Maurício de Souza participou da inauguração da biblioteca acompanhado de personagens da Turma da Mônica. Ele anunciou a doação de 100 mil gibis à biblioteca. A Academia Brasileira de Letras também se comprometeu a manter o arquivo da nova biblioteca sempre renovado com doações.

O estudante Lucas Mendes, 8 anos, disse que pretende visitar o novo espaço com frequência, embora admita não gostar muito de ler. “Aqui tem vários livros legais e jogos que nunca tinha visto. Tem muita coisa pra fazer. É melhor do que ficar em casa, né?”.

O projeto é uma parceria do Ministério da Cultura e do governo do estado do Rio e custou R$ 8,6 milhões, sendo que R$ 7,4 milhões foram custeados pelo governo federal.

No Rio, estão previstas mais três bibliotecas-parque para serem inauguradas este ano. Duas já estão em construção: uma na Rocinha, favela da zona sul da cidade, e outra no Complexo do Alemão, zona norte.

Editais Funarte

A Funarte está lançando 34 editais de fomento às áreas de teatro, dança, circo, artes visuais, fotografia, música, literatura, cultura popular e arte digital. Serão concedidos mil prêmios e bolsas de até R$ 260 mil, para projetos de produção, formação de público, pesquisa, residências artísticas, apoio a festivais e produção crítica sobre arte. 

Funarte

Com investimento total de R$ 56,8 milhões, a Funarte e o Ministério da Cultura acabam de lançar 34 editais de fomento às áreas de teatro, dança, circo, artes visuais, fotografia, música, literatura, cultura popular e arte digital. Serão concedidos mil prêmios e bolsas de até R$ 260 mil, para projetos de produção, formação de público, pesquisa, residências artísticas, apoio a festivais e produção crítica sobre arte. 

Foram lançadas as novas edições dos prêmios Myriam Muniz (teatro), Klauss Vianna (dança) e Carequinha (circo) e da Rede Nacional Artes Visuais – que estão entre as principais políticas públicas para as artes no Brasil. O apoio à literatura, à criação em música erudita e à circulação de música popular também está mantido. Além disso, muitas inovações garantem espaço para novos formatos e novas interações estéticas no país.

Pela primeira vez, a Funarte lança editais para seleção de festivais. Há também prêmios para artes cênicas na rua e o apoio a residências artísticas no Brasil e no exterior. A instituição investe na composição de música erudita, em concertos didáticos na rede pública de ensino e na gravação de CDs de música popular. Nas artes visuais, a Funarte volta a apoiar festivais e salões regionais, além de viabilizar projetos de pesquisa e reflexão crítica sobre artes contemporânea. A fotografia será tratada como categoria à parte, com o Prêmio Marc Ferrez.  

O orçamento da Funarte para 2010 é de R$ 101,6 milhões – sete vezes maior que o de 2003, e o maior em vinte anos de história da Fundação. Os programas foram elaborados a partir das diretrizes do Plano Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura, com ampla participação da sociedade, por meio de diversos encontros com a diretoria colegiada da instituição e com os Colegiados Setoriais. Os projetos inscritos são analisados por comissões externas, contando sempre com representantes de todas as regiões brasileiras.

Inscrições abertas em todo o país. Editais, fichas  de inscrição e mais informações: www.funarte.gov.br.