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A Nobre PENHA de Gilson Martins

Pão de Açúcar, Corcovado e, agora, a Penha. O bairro é o mais novo homenageado do designer Gilson Martins, conhecido por transformar paisagens cariocas em estampas de bolsas, sucesso mundo afora.

Gilson fez pré-lançamento da exposição Penha Nobre, no lounge da Firjan, no Fashion Rio, e lançará a coleção de bolsas, terça-feira, na galeria de arte de sua loja de Ipanema.

Foto: Felipe O´Neill / Agência O Dia

Tudo começou em novembro, na semana anterior à ocupação do Complexo do Alemão. “Minha fábrica, a GBlue, fica nos arredores da Penha e muitos dos meus funcionários moram na região. Passamos uma semana muito tensa. Após a ocupação, pensei numa maneira de transformar este assunto em algo positivo para a festa de fim de ano”, conta ele, que teve, então, a ideia de fazer um concurso entre os funcionários.

“A partir da sobra de materiais, eles elaboraram frentes de bolsas com imagens positivas da Penha e do Complexo do Alemão. No começo, poucos aderiram, mas um foi chamando o outro e os 23 participantes ficaram radiantes”, comemora Gilson, que fará um leilão, ainda sem data marcada, para vender as bolsas. “E 50% da renda será revertida para os seus autores”.

E a Penha vai entrar mesmo na moda. “Este é apenas o início. Vou criar uma linha Penha, com bolsa, porta-moedas, nécessaire, com ícones do bairro, como a igreja”, revela ele, adepto do estilo retrô da área. “É tudo muito autêntico. Tem casinhas lindas, com pastilhas e imagens de santos. A Penha lembra a minha infância”, declara.

Malu Mader:”Minha Relação com a Moda é Superficial”

Às vésperas de mais um aniversário, Malu Mader, a Suzana da novela Ti-Ti-Ti, revela que, depois de delicada cirurgia na cabeça em 2005, se preocupa com questões mais graves do que um simples pé de galinha

Como Suzana, editora de revista de moda em Ti Ti Ti

O DIA — Você fez ‘Ti-Ti-Ti’ em 1985. Qual é a emoção de estar nesta nova versão?
Malu Mader — É uma grande alegria. Gostava muito do Cassiano Gabus Mendes. Fiquei toda feliz quando fui convidada para fazer ‘Ti-Ti-Ti’ porque adorava o Luiz Gustavo. Também comecei uma parceria legal com o Cássio Gabus naquela novela.

– Ao mesmo tempo em que ‘Ti-Ti-Ti’ estreia, a Globo já pensa no elenco da próxima novela de Gilberto Braga para o horário das oito. Você não foi convidada? Tem vontade de trabalhar com ele novamente?

— Sempre tenho vontade de trabalhar com o Gilberto, pois ele é um ótimo autor. Não pintou convite para a próxima novela dele ou talvez esse tenha pintado primeiro. Gilberto não tem nenhum contrato assinado comigo, não é um casamento. Temos uma amizade que extrapola o profissional e nos falamos de vez em quando.

— Em ‘Ti-Ti-Ti’, sua personagem é editora de uma revista de moda. Qual é o seu envolvimento com esse universo?
— Não sou muito ligada a moda, minha relação é muito superficial. Profissionalmente, muitos atores desfilam, é mais uma possibilidade de trabalho. Eu sempre descarto porque fico bastante tímida. Sempre tive pavor. Não gosto nem de opinar sobre moda porque só uso tênis e calça jeans. Quem é desse universo deve achar que me visto sem personalidade. A verdade é que gosto de chegar antes da roupa.

— Sua última novela foi ‘Eterna Magia’, em 2007. Por que ficou todo esse tempo longe da TV?
— Não sei explicar exatamente. Não houve um motivo especial. Estava esperando um convite que me empolgasse. Tenho preferência por bons papéis e não por horário. O bom é estar envolvido em um ambiente legal. Às vezes, você pega um excelente papel numa novela que não vai tão bem e começa a ser contagiado. Um bom clima nos bastidores segura qualquer ibope. Faço 44 anos em setembro e já aconteceu de tudo um pouco. Bom papel em novela que não está indo bem, galera legal com ibope péssimo, todo mundo malhando no jornal e você feliz porque vai encontrar uma turma legal…

— Às vésperas de completar 44 anos, você lida tranquilamente com o envelhecimento?
— Não penso muito sobre envelhecer. Sou a filha caçula, meus irmãos eram mais velhos e eu já tinha questões filosóficas sobre envelhecer e morrer desde cedo. Também já tive muitos problemas de saúde e essas questões mais graves são mais importantes para mim do que um ligeiro pé de galinha.

— Já fez ou faria plástica?
— Nunca fiz, o que não quer dizer que eu nunca farei. Sou como toda mulher. Um belo dia você acorda e pensa que quer fazer.

— Em 2005, você passou por uma delicada cirurgia na cabeça para a retirada de um cisto. O que mudou na sua vida depois disso?
— Sempre muda alguma coisa. Fiquei um pouco mais quieta, no meu canto. É natural ficar meio triste logo depois. Tem gente que gosta de dividir isso com os outros, eu não gosto muito. Foi bem na época em que estava fazendo o documentário ‘Contratempo’. Depois atuei em ‘Eterna Magia’, talvez tenha feito numa fase em que não estava totalmente recuperada. Por outro lado, fiquei animada para voltar, o trabalho é bom para te trazer de volta. Não trabalhar muito tempo é meio esquisito para mim, que faço isso desde os 16 anos.

Com o parceiro de tantas décadas, o músico Tony Bellotto

— Seus filhos, João e Antônio, já são dois adolescentes. Eles demonstram vontade de seguir seus passos ou a carreira do pai (o músico Tony Bellotto)?
— Eles tocam, demonstram algum talento para atuação, mas não falo nada. Não fico dizendo para eles irem fazer teste ou para uma gravadora. Deixo rolar. Vejo eles tocando com o pai e fico louca porque não tenho talento nessa área e amo música mais que tudo nessa vida. Me sinto uma analfabeta perto deles em relação a muita coisa, mas adoro ser mãe de adolescentes.

* GABRIELA GERMANO, jornal O Dia

FITINHAS da FÉ: Adesão Européia

Os corpos continuam bem encobertos por casacos pesados e luvas, em um inverno europeu com temperaturas glaciais. Mas, dentro de dois meses, quando os braços e pulsos estiverem mais à mostra nas principais capitais do continente, como Paris e Londres, um pequeno adereço estético, colorido e bem familiar, vai chamar a atenção dos brasileiros: fitinhas do Nosso do Senhor do Bonfim. Isso porque, a exemplo do fenômeno Havaianas, as pulseirinhas de tecido vêm se tornando um novo hit dos fashionistas e “brasilófilos” de plantão.

Os mais atentos à moda já perceberam a aparição das fitinhas. Evidentemente, não há estatísticas para explicar o fenômeno, mas a sensação de quem trabalha com acessórios, ou os admira, é taxativa. “Todo mundo usa”, sentencia a jornalista franco-americana Jenny Barchfield, especialista em moda da agência Associated Press em Paris. “Durante muitos anos, eu usava, mas não uso mais por causa disso. Tem “bobo” demais usando”, conta, valendo-se da expressão típica do francês para designar os parisienses “burgueses-boêmios”.

Outro indicativo do sucesso das fitinhas é o rumor de que elas estariam prestes a desembarcar em pelo menos dois templos fashionistas parisienses, uma grande loja de departamentos e uma butique – caríssima -, ponto de romaria dos “mais descolados” à Rue Saint-Honoré. Os paninhos baianos benditos, conhecidos na França como “porte bonheur”, acabaram supervalorizados por vendedores de lojinhas badaladas. Seu preço pode variar de ? 0,50 a ? 5. Customizadas, são vendidas com o apelo “desenho Saint-Tropez” em lojas como a Spirit Wire, na Côte D”Azur, por valores de ? 11 a ? 25.

Boa parte da propaganda das fitas é feita no boca a boca. A “tendência” é mais presente entre os familiares e amigos de brasileiros e entre quem já foi ao Brasil. É, de certa forma, um símbolo de distinção de quem conhece o país, cuja imagem é positiva na Europa. “São bonitinhas demais!”, derrama-se Mélanie Durand, de 27 anos, uma francesa aficionada por capoeira que conhece o litoral do Nordeste melhor que muitos brasileiros.

Entre algumas tribos, a fitinha é até polêmica. Há quem defenda o uso respeitando ritos baianos. “A fitinha não se compra, se ganha! Enfim, as que eu recebi em Salvador me foram todas doadas”, reitera Laure Nakara, de 29 anos. Alheia à polêmica, a arquiteta Cláudia Cerantola, proprietária do site de comércio online de produtos brasileiros Pur Suco, que comercializa desde 2006 o “Souvenir du Dieu de Bahia”, por meio euro, trata de aproveitar a onda. “Viraram acessório da moda. As vendas só aumentam.” Segundo ela, empresas francesas as estão copiando, produzindo e vendendo como fitas “tipo brasileiras”, e com a escrita que o cliente quiser.* Texto de Andrei Netto

DRAGÃO DO MAR VIRA MODA

Concursos dos Novos anuncia classificados

 O Dragão Fashion Brasil (DFB) apresenta os classificados para o Concurso dos Novos 2010.  As oito instituições selecionadas apresentarão suas criações em desfile dias 26 e 27 de abril durante a 11ª edição do DFB.

 

A bancada especial convidada pela Equipe de Produção, organizadora do DFB, reuniu-se no Centro de Convenções do Hotel Holliday Inn, em Fortaleza (CE), nos dias 25 e 27 de fevereiro, quando avaliou os trabalhos inscritos. Foram inscritos um total de 20 trabalhos de diferentes estados brasileiros: Amazonas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. 

 

Seguindo os critérios de avaliação expostos no Edital do Concurso dos Novos foram selecionadas oito equipes, que apresentarão seus trabalhos através de desfile durante o Dragão Fashion Brasil 2010. Os selecionados são: 

 

• Centro Universitário Nossa Senhora do  Patrocínio – São Paulo

Tema: Nó do Chico
• Faculdade Católica – Ceará

Tema: Das Correntes às Marés.
• Faculdade para o Desenvolvimento do Nordeste (FADESNE) – Ceará

Tema: Da Pesca à Liberdade
• Universidade Estácio de Sá – Rio de Janeiro

Tema: Liberdade, Asas para nossos Sonhos
• Universidade Federal de Goiás – Goiás

Tema: Os Três lados de Chico
• Universidade Federal de Minas Gerais – Minas Gerais

Tema: Línguas Brancas da Liberdade
• Universidade Federal do Ceará – Ceará

Tema: Dragão da Matilde, Chico do mar
• Universidade Vale do Acaraú – Ceará

Tema: Couraça de Dragões 

O júri foi formado por Joana Salle, artista plástica e arquiteta, José Pires ( J´opis), educador e estilista especialista em figurino, Lindebergue Fernandes, estilista, e Mark Greiner, arquiteto e estilista. 

O Concurso dos Novos possibilita aos estudantes uma experiência profissional de trabalho em grupo, transformando a competição individual em uma ação de coletivos. Sob a orientação de seu corpo docente, cada instituição selecionada desfilará sua coleção durante a 11ª edição do Dragão Fashion Brasil, integrando o line-up do evento e concorrendo ao prêmio definido pela comissão organizadora. O DFB 2010 acontece de 25 a 28 de abril, em Fortaleza (CE). 

Em 2010, o DFB volta às origens de seu nome e elege como tema Dragão do Mar – Francisco José do Nascimento, o Chico da Matilde. Cearense, Jangadeiro, Abolicionista. Chico da Matilde é um personagem da história do Ceará conhecido por sua luta pela libertação dos escravos no Estado.

O edital do concurso pode ser conferido no site do evento (www.dragaofashion.com.br). 

Serviço: 

Dragão Fashion Brasil 2010

Data: 25 a 28 de abril

Local: Centro de Convenções de Fortaleza

         Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Informações: (85) 3261.3656

www.dragaofashion.com.br