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ARAXÁ Será Cenário de “Vazio Coração”

Cineasta e produtora Débora Torres assina a produção enquanto Alberto Araújo dirige seu primeiro longa

Começa a ser rodado em Araxá, a partir da segunda quinzena de maio, o longa-metragem “Vazio Coração”. O filme é um drama psicológico que narra de forma comovente a luta de um filho para reconquistar a confiança do pai. A produtora executiva Débora Torres e o roteirista e diretor Alberto Araújo estão em Araxá e já cuidam de detalhes para a gravações na cidade, que vão representar cerca de 80% do longa.

Alberto Araújo conheceu Araxá quando era adolescente e, desde então, tem uma ligação muito forte com a cidade. O roteirista é natural de Patrocínio, e mesmo morando muito tempo fora de Minas Gerais mantém o encanto pela região.

O diretor já rodou o curta-metragem Minha Senhora Solidão no período em que o Grande Hotel estave fechado. “Mesmo com todas as dificuldades de quem estava iniciando no cinema, o curta foi premiado no Festival Latino Americano de Cinema, em Florianópolis, agraciado como melhor roteiro, melhor ator, que na época eu mesmo fiz por falta de verba (risos), e melhor fotografia”, diz.

A partir daí, Alberto Araújo sonhou em fazer um longa-metragem na cidade, o que vai se concretizar com o filme Vazio Coração. Este é o primeiro longa do roteirista aprovado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine).

“Escrevi uma história sabendo e conhecendo cada canto deste hotel, da cidade, desde os doces de Dona Joaninha, a Árvore dos Enforcados, Museu Dona Beja e todas as potencialidades. O Brasil ainda não entendeu e assimilou a grandiosidade da estrutura do hotel, do charme de Araxá e da receptividade deste povo”, afirma.   

Segundo Alberto Araújo, serão 60 dias para a produção do filme. “Essa parte termina no final de junho. A partir daí, temos que fazer toda a trilha sonora do filme e a edição”, destaca. Ainda segundo o diretor, a intenção dele e do prefeito Jeová Moreira da Costa é que a festa de lançamento aconteça nas inaugurações das obras de revitalização do Centro e do teatro, previstos para em dezembro deste ano.

“Estendendo a programação, Araxá vai assistir o filme em primeira mão com projeções no cinema do Grande Hotel e da cidade, dentro de uma semana de entrevistas e lançamentos”, afirma.

Produção

A produtora executiva do longa, Débora Torres, diz que teve um apoio muito grande administração municipal e do diretor do Grupo Tauá (que atualmente administra o Grande Hotel), Alberto Pinto Coelho, desde a apresentação do projeto.

“Entramos em contato com o prefeito Jeová Moreira, que é uma pessoa de ampla visão cultural e ele nos apresentou para a secretária de Turismo, Alda Sandra. Eles viram no filme uma grande oportunidade de divulgarem o turismo na cidade. Temos uma bela história e a cidade inteira será cenário porque, além do Grande Hote,l vão aparecer postos de combustíveis, o Hotel Rádio, o Centro da cidade, o Horizonte Perdido, enfim, todo o contexto social da cidade será mostrado.”

Débora Torres destaca que espera contar com a população. “As pessoas poderão participar como figurantes, elenco de apoio, cenas com falas, pessoas que vão contracenar com Murilo Rosa, então será um envolvimento muito grande na cidade”, conta.

De acordo com a produtora, uma diretora de elenco fará uma seleção próximo ao período de filmagens na cidade. Os longa começa por Lisboa, em Portugal, e também tem gravações em Goiânia e Jataí, no Estado de Goiás.

Elenco

A obra terá em seu elenco, Murilo Rosa, Eva Wilma, Othon Bastos, dentre outros grandes artistas brasileiros.

O Filme

O longa-metragem, com 90 minutos de duração, conta a história de Hugo Kari, um cantor brasileiro de renome nacional que resolve fazer uma pausa em sua atribulada agenda para se encontrar com o pai, o embaixador Mário Menezes, no hotel onde a família costumava passar férias.

Ali, naquele ambiente bucólico, de boas recordações para ambos, pai e filho tentam colar os cacos de uma relação quebrada por desencontros de sonhos e ideias, e por uma tragédia que os marcou para sempre. Vazio Coração é uma reflexão sobre os laços de família.

* Com texto de Raphael Rios

Murilo Rosa é Melhor Ator em Goiânia

Ator mobilizou público e comissão julgadora vivendo personagem de maestro pernambucano, enquanto longa gaúcho ANTES QUE O MUNDO ACABE sagrou-se MELHOR FILME… 

Aurora Miranda Leão, Murilo Rosa, Alice Gonzaga e Débora Torres: talento e simpatia do ator brasiliense contagiaram em Anápolis 

Confira os vencedores do I Festival de Cinema de Anápolis  

Mostra Competitiva Adhemar Gonzaga-Filme Longa-metragem de ficção

 1.1 – Melhor Filme de Ficção  – ANTES QUE O MUNDO ACABE-Ana Luiza Azevedo- R$ 24.000,00 (vinte e quatro mil reais) mais troféu;

1.2 – Melhor Direção –SÉRGIO BIANCHI- do filme OS INQUILINOS R$ 12.000,00 (doze mil reais)  mais troféu;

1.3-Melhor Ator –MURILO ROSA- pelo  filme  ORQUESTRA DE MENINOS-R$ 12.000,00 (doze mil reais)  mais troféu;

1.4 – Melhor Atriz –ANA GARBATTI- DE OS INQUILINOS-R$ 12.000,00 (doze mil reais)  mais troféu;

1.5 – Melhor Ator Coadjuvante –MURILO GROSSI- do filme ANTES QUE O MUNDO ACABE-R$ 6.000,00 (seis mil reais)  mais troféu;

1.6 – Melhor Atriz CoadjuvanteCÁSSIA KISS-DE OS INQUILINOS-R$ 6.000,00 (seis mil reais)  mais troféu;

1.7 – Melhor Roteiro – PAULO HALM, ANALUIZA AZEVEDO, JORGE FURTADO E GIBA ASSIS BRASIL-ANTES QUE O MUNDO ACABE- R$ 6.000,00 (seis mil reais)  mais troféu;

1.8 – Melhor Fotografia –ALEXANDRE RAMOS-5XFAVELA- R$ 6.000,00 (seis mil reais)  mais troféu; 

 

Pedro Tergolina ganhou MENÇÃO HONROSA como Ator Revelação 

Mostra Competitiva Curta Anápolis – Filme de curtas-metragens Anapolino de todos os gêneros

 

2)  PRÊMIO BETO LEÃO

 

2.1 – Melhor Curta Metragem Anapolino –-(Entre)Direção: Carlos César e Wanessa Prêmio Incentivar- Secretaria Municipal da Cultura à Produção de Curta-Metragem que será destinado à produção de um curta metragem a ser produzido na região de Anápolis e exibido na abertura do II Anápolis Festival de Cinema/2012 – R$ 36.000,00 (trinta e seis mil reais) mais troféu;

Ator MARCUS ANOLI vive diferentes papéis no curta vencedor em Anápolis

Cinema na Tela de Anápolis

É assim o belo cenário que nos alcança a visão no entorno de Anápolis, município goiano onde acontece a primeria edição do Festival Anápolis de Cinema.

Hóspedes da enorme e aconchegante Estância Park, cineastas, jovens realizadores, atores e atrizes, e jornalistas, contribuindo para a implantação de mais um festival para promover o Cinema Brasileiro.

Desde a chegada ao aeroporto de Goiânia, onde fomos recepcionados com carinho e atenção pela gentil equipe de Débora Torres – composta por sua mana Ângela Torres, Serina Raruá, e os jovens Pedro Pinheiro, Tatiana e Jéssica -, estar em Anápolis tem sido um misto de descanso, curtição, muito aprendizado de cinema (embarcando nas prodigiosas memórias de Walter Webb e Alice Gonzaga), e um diversificado intercâmbio de idéias de todos os matizes.

 

Esta primeira edição do Festival de Cinema de Anápolis começa marcada pelo impacto da quantia em prêmios: são R$ 130 mil reais, a serem divididos entre longas convidados e curtas feitos pelos próprios cidadãos de Anápolis, uma cifra bem polpuda dentre tantos festivais realizados no país, o que por si só já torna o festival bastante atraente para os concorrentes.

                        Atriz Eliane Lage, cineasta Walter Webb e homenageada Alice Gonzaga

 Jornalista e crítico de Cinema dos mais requisitados do país, RUBENS EWALD FILHO assina a curadoria da Mostra Adhemar Gonzaga de Longas Metragens

 Atriz carioca Dila Guerra e diretora Manaíra Carneiro: CINCO VEZES FAVELA

Murilo Rosa esteve em Anápolis por conta de ORQUESTRA DE MENINOS e recebeu afeto de Aurora Miranda Leão, Alice Gonzaga e Débora Torres

Ed Cafezeira, Neuza Borges, Laura Pires, Felipe Brida, Malu Moraes, Walter Webb, Alice Gonzaga, Manaíra Carneiro e Selva Aretuza (foto Aurora MLeão)

Débora Torres coordena debate após exibição de FELIZ NATAL, de Selton Mello, um dos fortes concorrentes do Festival de Anápolis

Laura Pires autografa biografia do saudoso Roberto Pires, cineasta baiano, em noite repleta de amigos e público

Dila Guerra, Manaíra Carneiro, Itamar Borges, Mallu Moraes, Felipe Brida, Aurora Miranda Leão e Alice Gonzaga (fotos de Edvaldo Cafezeira)

* Aguardem novos posts sobre a primeira edição do Festival de Cinema Brasileiro de Anápolis

“Como Esquecer” Estréia Hoje

Confira link do novo trailler do filme “COMO ESQUECER”, de Malu De Martino, que tem ESTRÉIA NACIONAL HOJE.
 
 
Elenco: Ana Paula Arósio, Murilo Rosa, Arieta Correa 
 
 
Ana Paula Arósio faz seu primeiro personagem homossexual
 

UFOS em Filme no Ceará

Definitivamente, há alguma coisa estranha acontecendo em Quixeramobim. Terra de Antônio Conselheiro, esse pequeno município no interior do Ceará foi palco, nos últimos anos, de uma série de inexplicados eventos sobrenaturais. Aparições de objetos não identificados e casos de abdução em massa se tornaram frequentes, intrigando a comunidade científica internacional. Mas nada, até agora, havia causado tamanha perplexidade pública quanto o trailer do longa Área Q, uma inédita co-produção Brasil e Estados Unidos filmada na árida e montanhosa região.

Vazado recentemente no YouTube, não poderia ousar mais: flashes de luz aterrorizam a população local, ovnis em forma de balão gigante dominam o vasto céu, e Murilo Rosa surge com visual sertanejo, afirmando em inglês que irá viver por mais de “a hundred and twenty years”… Aos que se impressionaram com a originalidade das imagense dos efeitos especiais, contudo, o diretor e produtor Gerson Sanginitto, brasileiro radicado há 14 anos em Los Angeles, garante que ainda há muito mais por vir.

Aquele trailer era só um esboço, não está totalmente pronto. Nem era para ter vazado – avisa o cineasta, que pretende lançar o longa em setembro nas salas brasileiras e em outubro nos EUA. – Estamos trabalhando em efeitos especiais novos, vai ficar muito bacana.

Sanginitto, que comanda uma produtora baseada em Los Angeles (a novata Reef Pictures), pretende inovar o cinema nacional com o intercâmbio entre os dois países.

Quero ter um produto que eu possa comercializar lá fora e no Brasil – planeja. – Minha ideia não era apenas rodar aqui, mas trazer uma coisa nova para o cinema do país, que é a ufologia. Se eu tivesse feito esse filme no EUA, seria apenas mais um filme de ficção científica…

Formado em cinema na Califórnia, pela universidade Cal State (“A mesma em que Steven Spielberg se formou”, lembra), Sanginitto mantém-se fiel às bases da escola de Hollywood. Quer fazer entretenimento acima de tudo, “mas sem esquecer de passar uma mensagem”. Deixando escapar, aqui e ali, um termo em inglês, ele adianta o main plot do longa: Thomas Mathews, um conceituado repórter americano (interpretado pelo ator Isaiah Washington, mais conhecido como o dr. Preston Burke da série Grey’s anatomy, exibida no Brasil pela Sony), viaja até Quixeramobim para investigar casos de abduções. Depois do ceticismo inicial, começa a acreditar que os fenômenos sejam, de fato, reais, encontrando inclusive conexões com o desaparecimento de seu filho, anos antes.

A gente trata a ficção científica de forma poética – explica Sanginitto.Não chamamos os alienígenas de seres do espaço, e sim de “seres de luz”. Queria fazer uma junção de arte com entretenimento. O personagem é movido pela esperança de reencontrar o filho, nunca desiste desse propósito. É uma mensagem bonita, de renovação, que vai tocar as pessoas.

As filmagens no Nordeste foram extenuantes. A primeira tarefa era encontrar atores brasileiros fluentes em inglês. Funcionou facilmente com Tania Khalil, que interpreta uma cientista. Já Murilo Rosa – que, pelo que o trailer dá a entender, tem um papel central na trama – enfrentou dificuldades no início, mas acabou dando conta ao longo da empreitada.

As condições de clima (com sol a pico o dia inteiro) atrapalharam bastante o orçamento limitado. Nas tomadas noturnas, sempre havia a expectativa de, quem sabe, estabelecer algum contato imediato.

Rapaz, vou te dizer que eu estava doido para ver alguma coisa – admite Sanginitto. – O céu do sertão é incrível, mas não vimos nada. A cidade tem um clima diferente, o povo vive 24 horas em função dos contatos extraterrestres. Parece que 30 % da população de lá, se não foi abduzida, pelo menos já teve alguma experiência. Tem uma atmosfera muito boa que deu ao filme a vibe que ele precisava. Você encontra as pessoas na rua e elas já te contam como viram duas bolas de fogo no céu… E não ficam arregalando os olhos, mas falam como se fosse uma coisa normal. É o único lugar no mundo onde alguém recebe aposentadoria do INSS por abdução.

Apesar das dificuldades, Sanginitto afirma que o nicho de coproduções EUA-Brasil continua a todo vapor, e já adianta três novos projetos em andamento: um thriller “puxado para o terror”, uma sátira política, e um drama intitulado Boa noite Cinderala (“Nada a ver com a droga”, ele frisa). No momento, o diretor ainda trabalha, em parceria com a Estação Luz Filmes, em mais um longa baseado na vida de Chico Xavier (As mães de Chico, que terá outra vez Nelson Xavier no papel do médium).

Acho que estamos vivendo uma nova fase do cinema no Brasil, com uma maior preocupação com a questão do comercial, de fazer os filmes se pagarem – avalia Sanginitto. – Com essa coisa de UFO e sci-fi, estamos mostrando o Nordeste por outra perspectiva. É o lado místico, não o da seca e da miséria. Isso é inovador e vai chamar muito turistas. Se Área Q for o sucesso que eu acho que vai ser, o Ceará entrará no mapa.

N.R.: O filme Area Q também teve locações na cidade de Quixadá, terra da escritora Rachel de Queiroz, e conta com o cineasta cearense Halder Gomes (dos premiados curtas O Astista contra o Caba do MalLoucos de Futebol) na produção.

 * Com texto de Bolívar Torres