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Ainda sobre o The Voice…

Resultado do The Voice remete ao ‘incômodo’ causado pela chegada da guitarra elétrica…

“Nada novo sob o sol”

Contar uma historinha aqui. Nesses tempos em que todo mundo se tornou especialista em música (especificamente na brasileira), eu acredito que a narrativa vale a pena. Passemos, então, ao ano de 1967. Marcha contra a guitarra elétrica. Liderados por importantes nomes da MPB, uma pequena multidão saiu às ruas para protestar contra o americanismo na música brasileira. Enquanto isso, Nara Leão e Caetano Veloso observavam, da janela de um hotel, o movimento, sobre o qual ela comentou “que mais parecia uma manifestação integralista”…
  1. Não sei se Caetano já estava com a Tropicália no olhar, mas o fato é que, em pouco tempo, trouxe a guitarra para a música brasileira e arrebenta, com outras palavras e novas linguagens, até hoje.

    Moral da história: naquele ano, foi uma guitarra, em 2013 é uma voz. Não vi nenhum “grande crítico” de hoje lembrar esse episódio de 1967. Não sei o nome de nenhum crítico daquela época (na qual, pelo contexto, a xenofobia ainda é compreensível). Algum daqueles de 1967 terá contribuído tanto para a nossa música como Caetano e a Tropicália?

    p.s.: o Gil participou da tal marcha, mas hoje morre de vergonha de lembrar disso.

    p.s.2: Caetano e Sam são incomparáveis pelos talentos ímpares que carregam, mas os “expertos” em música, que têm visão diminuta, parecem ser recicláveis.

    * Joyce Miranda Leão Martins é Mestre em Sociologia e Doutoranda em Ciência Política pela UFRGS.

Marcelo Serrado volta ao cinema como o maestro João Carlos Martins

A história de vida do maestro João Carlos Martins, cuja tradução é uma exemplar lição de coragem, disposição e ousadia, vai chegar às telas do cinema. E caberá ao ator Marcelo Serrado assumir o papel do maestro.

Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, o filme com Marcelo Serrado terá direção de Bruno Barreto.

Marcelo Serrado, que canta e toca piano, é ator que já recebeu o KIKITO (o cobiçado prêmio do Festival de Cinema de Gramado), e que conquistou inúmeros fãs com o perosnagem “Crô” da novela Fina Estampa, começará a ensaiar as músicas que o pianista interpretava e, depois do remake de Gabriela, vai deixar o cabelo crescer para ficar parecido com o maestro na juventude.

O filme contará detalhes da vida de João Carlos Martins, como quando ele perdeu a virgindade num bordel, aos 19 anos, em Cartagena, na Colômbia; a carreira de pianista; a perda dos movimentos das mãos e a volta por cima, em meio a um turbilhão de condições adversas. Mesmo assim, o pianista conseguiu prosseguir na música, enveredando por outros caminhos e evidenciando seu talento e vocação para a profissão, através de uma formidável capacidade de superação, que o levou a atuar como maestro.

Vida de João Carlos Martins, recheada de acontecimentos surpreendentes, vai chegar ao cinema…

 

Marina, filha de Zé Miguel Wisnik, estreia como cantora

Ela é filha de um dos mais importantes compositores do país, um exímio estudioso da literatura e da música brasileiras, professor da USP e criador de muitas e belas trilhas sonoras para teatro e cinema.

Falo de José Miguel Wisnik que é, ademais, um gentleman, e um dos artistas que mais me dá orgulho de ter entrevistado.

Tendo seu sangue correndo nas veias, Marina Wisnik só pode ser uma cantora de fino bom gosto, voz afinada, e sensibilidade singular.

Por tudo isso, reproduzimos aqui matéria da Folha de São Paulo onde Marina Wisnik dá o tom:

Palíndromos e melodias simples guiam estreia de Marina Wisnik

Na letra de “Relp”, canção de seu segundo álbum, “São Paulo Rio” (2000), o compositor (e escritor, professor etc.) Zé Miguel Wisnik falava de “uma menina lá no espelho” que “fica rindo e polindo o que parece ter dentro e fora de si ou então construindo um lindo palíndromo”.

Marina, a tal menina, é filha de Zé. Dos 13 aos 21 anos, ela construiu uma série de micropoemas em forma de palíndromos –como “O céu em meu eco” e “Lá vou eu em meu eu oval”, que podem ser lidos tanto da esquerda para a direita quanto ao contrário.

Reuniu todos em 2008, no livro “Sós” (Oficina Raquel).

Já com 31, Marina Wisnik lança nesta semana o primeiro álbum, “Na Rua Agora”, com show na sexta, no Sesc Pompeia. Junta 11 composições autorais, escritas desde 2007, quando descobriu que era capaz de fazer música.

Marina aponta relações entre o disco e os palíndromos.

  Divulgação  
A cantora Marina Wisnik, que lança nesta semana o primeiro álbum, "Na Rua Agora"
A cantora Marina Wisnik, que lança hoje “Na Rua Agora”

“De uma maneira não proposital, essas frases que vão e voltam –e tratam do espelhamento no conteúdo e na forma– estruturaram também as músicas”, diz. “São mantras, com melodias simples, que se repetem, tentando pensar as relações do mundo entre o eu e o outro.”

Por todas essas referências, o disco quase se chamou Marina Dentro do Espelho.

A produção musical foi dividida entre Yuri Kalil (que já cuidou de trabalhos de Cidadão Instigado e Thiago Pethit) e Marcelo Jeneci.

“Queria que o disco brincasse com uma coisa psicodélica e hippie. Até pelo nonsense das letras, Mutantes era uma referência importante”, explica. “Quando fui ao show do Jeneci –o segundo da vida dele–, vi que já estava tudo lá: aquela coisa solar, astral, amor. Pensei: ‘É isso!’.”

Antes da música, Marina fez carreira como atriz. Tinha 16 anos quando foi convidada a participar da montagem de Os Sertões, com direção de Zé Celso Martinez Corrêa.

“Tive que ser emancipada para participar. Ficávamos pelados, fumava-se durante a peça. Que pai aceitaria?”

Na sequência, foi estudar teatro e literatura. Formou-se em letras pela USP. Hoje, é professora. Ensina língua portuguesa, é arte-educadora em ONGs e ministra um curso de poesia.

“Dei toda essa volta, fui fazer teatro e tentar outros caminhos para chegar exatamente ao que meu pai é hoje. Mas entendi que, na verdade, fiz a volta para chegar a mim mesma. Mas é tranquilo. Minha música vai por outro caminho, sou mais simples.”

Não teve jeito: é Marina Wisnik dentro do espelho.

* MARCUS PRETO, de São Paulo

MARINA WISNIK

QUANDO sexta, às 21h
ONDE Sesc Pompeia (r. Clélia, 93, tel. 0/xx/11/3871-7700)
QUANTO R$ 16
CLASSIFICAÇÃO 12 anos

80 BOSSA NOVA de JOÃO GILBERTO

João Gilberto volta aos palcos e grava primeiro DVD

Projeto 80 Anos. Uma Vida Bossa Nova contará com turnê pelo Brasil

Em comemoração aos 80 anos do cantor, violonista e compositor João Gilberto, as empresas OCP Comunicação e Maurício Pessoa Produções anunciam uma turnê exclusiva do artista. As datas ainda estão em negociação, mas as apresentações já estão confirmadas para iniciar em 29 de agosto e terminar em 30 de novembro. O projeto 80 anos. Uma vida bossa nova contará ainda com a gravação de até dois DVDs, fato inédito na carreira de João.

 

Segundo Maurício Pessoa, da produtora que leva o seu nome, o projeto ganhou força após João Gilberto sinalizar sua vontade em voltar aos palcos. Com isso, Pessoa procurou Antônio Barretto Junior, da OCP Comunicação, e juntos elaboraram um projeto totalmente alinhado com o artista. O contrato só foi assinado após ajustes pessoais do cantor, para que seu retorno seja exatamente como sempre imaginou. Toda a negociação foi intermediada por Claudia Faissol e Aloisio Salazar, advogado e representante do artista, já que até os pequenos detalhes contaram com a efetiva participação do cantor. “Neste projeto, João Gilberto realizará shows idealizados por ele mesmo. Nossa grande preocupação era deixá-lo à vontade com tudo antes de fecharmos o contrato”, acrescenta Barretto. 

A turnê terá de cinco a oito shows, de acordo com definição do artista. Por enquanto, as cidades contempladas são Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília. O repertório deve contar com clássicos imortalizados na voz de João Gilberto e canções inéditas a serem definidas por ele. O projeto poderá ainda ter participações especiais de cantores nacionais e internacionais, especialmente convidados pelo violonista-mór da Bossa Nova. 

JOÃO GILBERTO: Violonista chega aos 80 em plena forma, despertando atenção e interesse dos mais diferentes públicos…

As informações sobre venda de ingressos, locais, capacidade de público, parceiros oficiais, ficha técnica e possíveis participações serão divulgadas posteriormente. E para as cotas de patrocínio, além de grande exposição da marca envolvida, os interessados ainda terão direito à criação de peças publicitárias com a utilização da imagem do cantor durante o período determinado. 

 DVD

O conteúdo dos shows poderá gerar até dois DVDs, de acordo com contrato firmado entre as empresas e o cantor. O primeiro trará imagens dos shows da turnê e o segundo, que dependerá de futuras negociações com o artista, possivelmente mostrará uma mistura de momentos nos palcos, bastidores, gravações em estúdio e participações especiais.

Ronnie Von, eterno Príncipe, se diz ‘um homem comum’…

Quarenta e cinco anos se passaram desde sua primeira experiência como apresentador. Apesar do longo período na frente das câmeras, Ronnie Von é conhecido também por outras facetas. Músico, publicitário e aviador, ele está prestes a comemorar 67 anos. Mas antes desta festa, ela teve outra celebração. Nessa quarta-feira (1), o apresentador festejou o programa de número 1500 do Todo Seu, da TV Gazeta, emissora onde o eterno “príncipe” da Jovem Guarda permanece desde 2004. E, de lá, dificilmente sairá, já que dinheiro nenhum cobre o que ele mais preza no trabalho. “Já recebi ofertas milionárias, mas eu só sairia da Gazeta se eu perdesse o conforto emocional que tenho aqui. Nada é pior na vida do que a cobrança de audiência”, afirma Ronnie.

Marília Neves, iG Gente

Ronnie Von durante a gravação de seu programa Todo Seu 

O apresentador costuma chegar à emissora às 19h, após trabalhar o dia todo em sua agência de publicidade, a Societá & Von Comunicação. A partir daí, tem cerca de uma hora e meia para passar o roteiro, conversar com o diretor, revisar o texto do merchandising, além de fazer a maquiagem e dar uma última ajeitada no cabelo. Engana-se quem pensa que essas duas últimas partes são as mais demoradas para Ronnie, que aparece sempre impecável no vídeo – e longe dele — e tem fama de metrossexual. São menos de três minutos sentado na cadeira da maquiadora e o mesmo tempo com o cabeleireiro. “As minhas vaidades maiores são o colarinho e os punhos (da camisa), que têm que ser impecavelmente passados”, confessou o apresentador.

“Adoro o Fausto (Silva), uma pessoa dadivosa, sensacional em tudo, mas nunca assisti o programa dele de cabo a rabo”

Da sala da maquiagem, Ronnie segue para o estúdio do canal, onde cumprimenta todos os convidados e a equipe de produção, composta por cerca de 30 pessoas. O apresentador inicia a gravação pouco antes do “Todo Seu” ir ao ar. Enquanto um bloco é assistido pelas bonitinhas (como Ronnie se refere às telespectadoras) em casa, o segundo está sendo gravado. 

Ronnie Von: “lavo, passo, cozinho e arrumo com perfeição”

Depois do sinal de gravando, ele só pára o trabalho duas horas depois. E já jantado – com a receita que o chef convidado do dia prepara durante a atração.

iG: Você está comemorando o programa de número 1500 na Gazeta em uma época em que o troca-troca de emissoras é intenso. O que te faria deixar a TV Gazeta? Uma proposta milionária?
Ronnie Von: Oferta milionária eu tive. Algumas. Eles sabem aqui na casa. Eu sairia se eu perdesse o conforto emocional que eu tenho aqui. Nada é pior na vida do que a cobrança de audiência. Sou publicitário, reconheço que é importante a audiência, mas ela na verdade não traz o recurso para a emissora. Quem é que paga o salário do câmeraman, da produção, e, eventualmente, o meu? É o anunciante. Ele que traz o recurso. Agora, você ter audiência por ter, para ver uma televisão escatológica, pornográfica, eu não tenho talento para fazer isso. Aqui nunca fui cobrado pela audiência. Isso dá um conforto emocional.

iG: O que assiste quando está em casa?
Ronnie Von: Assisto muito TV a cabo e gosto muito de documentários e telejornalismo. Sei muito pouco da programação de televisão aberta, mas por dever de oficio, tem que conhecer, ver de tudo um pouquinho, mas jamais o produto inteiro. Um dos meus mais íntimos e queridos amigos é o Fausto (Silva). Adoro o Fausto. Pessoa dadivosa, sensacional em tudo. Eu nunca assisti o programa dele de cabo a rabo. Aquela vídeo-cassetada eu gosto muito. Não tenho habitualidade de assistir a programação das grades abertas. Até porque não tenho tempo.

“ Uma vez fui comprar lingerie e estava cheio de gente do lado de fora da loja, me chamando de bicha”

iG: Você foi um dos grandes galãs sua época e, hoje, chega a ser taxado de metrossexual. Se considera assim?
Ronnie Von:
Se o metrossexual é aquele que jamais vai deixar a mulher botar a mão em uma maçaneta, é aquele que jamais vai deixar de puxar uma cadeira para uma mulher sentar, eu sou metrossexual. Agora, se você acha que metrossexual é aquele que usa creme, que passa não sei o que no cabelo, na pele, não sou. Não me cuido mesmo, não passo nada. Não é que eu não vá fazer cirurgia plástica, mas eu tenho medo de um dia fazer e a coisa ficar pior. Me chamam de metrossexual, mas dizem que metrossexual é aquele que se cuida muito, que gosta muito de espelho, meio narcisista. Estou fora! 

Ronnie Von: “Sou uma pessoa de hábitos bastante simples comigo mesmo. Não me cuido mesmo, não passo nada” 

iG: Mas você não tem nenhum um pouco de vaidade?
Ronnie Von: Todo mundo que trabalha com comunicação tem uma certa vaidade e eu também, evidente que tenho. As minhas vaidades maiores são o colarinho e os punhos (da camisa), que têm que ser impecavelmente passados. E o terno tem que ser bem cortado, tenho que estar sempre arrumado, parecer que saí do banho o tempo inteiro. Não saio de casa sem uma colônia, não existe esse tipo de possibilidade nunca.

“Oferta milionária eu tive. Sairia da Gazeta se perdesse o conforto emocional, nada é pior na vida do que a cobrança de audiência”

iG: Em seu livro “Mãe de Gravata” (1994) você fala sobre seu momento “pãe”. Qual foi o maior aprendizado neste período?
Ronnie Von: Para um homem criar filhos em um ambiente machista é muito complexo. Uma cabeça coroada da Europa, sendo homem, ele vai saber cozinhar, passar, arrumar, porque um verdadeiro príncipe sabe fazer isso, faz parte da educação europeia. Aqui não. Não sei em que almanaque está escrito que mulher faz isso, homem faz aquilo. O homem moderno que se cuide, porque se ele não dividir essas tarefas ditas femininas, ele vai estar uma situação bastante complicada daqui pra frente.

iG: Sofreu algum tipo de preconceito por entender tanto do universo feminino?
Ronnie Von: Sofri. Quem é que podia vestir minha menina? Era eu, não tinha com quem dividir. Me lembro uma vez que eu tinha um misto de motorista e segurança, era um armário. Nós fomos numa loja de lingerie. Eu, cabeludo, veio a vendedora ajudar, cheia de dedos. Ela trouxe umas coisas muito sem graça e perguntei se não tinha nada com bordado inglês. E ela rindo, já imaginando uma outra coisa. Quando olho para trás na porta, ‘cadê o Carlão?’ Estava cheio de gente do lado de fora, querendo entrar. Aí eu disse “meu Deus do céu, olha o rolo para comprar uma lingerie para minha filha”. Aí a vendedora me levou para o estoque, fiquei lá umas três horas, a multidão se dissipou, mas eram gritos, me chamando de “bicha”.

Significa! Comentário de Ronnie Von no programa virou hit 

 iG: Esse preconceito era somente nas ruas ou também entre amigos?
Ronnie Von: Eu era descasado, mas sou bicho de toca. Então, continuei recebendo os amigos em casa. E sempre ficava do lado das mulheres, porque elas, sim, tinham subsídio para me fornecer. Com os homens, a conversa era a mesma: futebol, negócios, mulher. Uma vez, saiu em uma revista uma moça que eventualmente eu tive um romance. Vieram me mostrar e eu disse: “beleza, tá maravilhosa, linda essa capa da “Playboy”, mas vou te mostrar, rapaz, uma toalha de mesa que você não vai acreditar”. Aí falaram “pô, Ronnie, até você, jogando água fora bacia?”. Você vê que é um problema cultural, machista, latino-americano. Passei a ter uma visão absolutamente feminina da vida. Morro de medo de mulher. Por isso, estou sempre cercado delas pra tudo na minha vida. 

iG: Que medo é esse de mulher?
Ronnie Von: Da determinação delas. A mulher, quando quer uma coisa, consegue. O homem vai pedir “com licença”, dá a volta. A mulher tem uma coisa de perversidade, de vingança, de dissimulação. Por exemplo, nós homens, quando nos encontramos, falamos: “aê seu vagabundo, você não presta mesmo, é um cafajeste, rapaz”. Aí o cara vai embora e você vira para o outro e fala “adoro fulano”. A mulher já é o contrário. Na frente, ela fala “que lindo seu cabelo, você é tão linda”. Saiu, “essa perua”. É assim, então eu tenho que estar sempre de bem com elas, mas exatamente por ter convivido com elas, que me ajudaram muito, eu aprendi a respeitar e ter medo. Deus me livre de ser vítima de uma vingança feminina. E claro, aprendi a gostar das coisas ditas femininas. Cama, mesa e banho é comigo mesmo. Lá em casa, minha mulher não compra uma peça de roupa, visto ela dos pés à cabeça. De sapato a lingerie. 

“Se o metrossexual é aquele que jamais vai deixar a mulher botar a mão em uma maçaneta, é aquele que jamais vai deixar de puxar uma cadeira para uma mulher sentar, eu sou metrossexual “

Ronnie Von: “Só sairia da Gazeta se eu perdesse o conforto emocional” 

iG: Em um de seus programas, um dos conselhos que você deu a um rapaz que queria saber se era ou não homossexual virou hit com sua resposta “significa”…
Ronnie Von: (risos) É um programa que nós temos toda quarta-feira que se chama “Conselheiro Sentimental”. Não tem produção, eu simplesmente leio os emails e gosto de ler na hora para ser impactado junto com os convidados. Estávamos estourados com o tempo e recebo um email com o seguinte teor. “Ronnie, fui à festa na casa de um amigo de um amigo meu. Desde esse dia nunca mais consegui tirar ele da cabeça. (…) isso significa que sou gay?”. Significa! E parti para outra, porque eu tinha muita coisa para responder, muito email. Aí eu falei rápido. O (Marcelo) Tas, que é meu amigo, estava vendo, ai veio aquilo tudo que você já viu. As pessoas na rua passam, vem falar comigo… “e aí, significa?”. Virou um hit mesmo.

iG: Você falou que é amigo do Tas e o “significa” foi parar no Top Five, do “CQC”, mas isso não é a primeira vez que aconteceu. Te incomoda?
Ronnie Von: Não, não, pelo contrário. Quando a coisa se torna popular, você não pode contraria não, porque essa, de fato, outro clichezão, é a voz de Deus.

“Lá em casa, minha mulher não compra uma peça de roupa, visto ela dos pés à cabeça. De sapato a lingerie”

iG: Qual um sonho de Ronnie Von?
Ronnie Von: Tinha muita vontade de ter uma fundação que cuidasse da velhice desamparada. Agora, os sonhos materiais, acho que são passíveis de discussão.

iG: Não pode citar alguns?
Ronnie Von: Vou citar um, então. É tão distante, tão impossível de ser realizado, é até pra rir, mas eu sonhava e sonho até hoje em ter um Falcon 900. Sou aviador e esse é um trirreator da Dassault, o sonho de consumo para qualquer pessoa que gosta de aviação. Mas é tão distante da minha realidade que ele vai ser sonho mesmo.

iG: Como você se define?
Ronnie Von: Um homem comum, com os mesmos problemas, anseios e necessidades de todo homem comum da minha época. Só tenho uma atividade ligada à comunicação, uma profissão de vitrine, mas me considero uma pessoa muito comum, mesmo. Se alguém me olha muito na rua, eu acho que a gravata está fora do lugar, que estou sujo, o cabelo está despenteado, qualquer coisa assim.  

Ronnie Von: "Sou um homem comum, com os mesmos problemas, anseios e necessidades de todo homem comum da minha época"
Todas as fotos de Beto Lima

Ronnie Von: “Sou um homem comum, com os mesmos problemas, anseios e necessidades de todo homem comum da minha época”

CAETANO: Declarações Polêmicas e Inteligência Afiada

Conquistadas as plateias no Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa, o show zii e zie, de Caetano Veloso, chega ao formato DVD, pela Universal, com o selo MTV Ao Vivo (a emissora vai exibi-lo às 21h30 de terça-feira, dia em que começam as vendas nas lojas). Amalgamado à jovem banda Cê – Pedro Sá na guitarra, Marcelo Callado na bateria e Ricardo Dias Gomes no baixo e no teclado -, ele reconstrói músicas da Tropicália para cá, seus “transambas” e “transrocks”, arranjadas a quatro.

Marcos de Paula/AE

Marcos de Paula/AEPaizão – O DVD de ‘zii e zie’ sai por insistência do filho Zeca, que assina a codireção

A gravação foi no Rio, há quatro meses. São 23 faixas. Sob a proteção da asa-delta que lhe serve de cenário, de inspiração carioca, Caetano, que ano que vem chega aos 70, conversa, pula, rebola. Hoje, não mais, lamenta, já que teve uma hérnia de disco, empecilho para pular o carnaval como gosta.

Nos extras, há bastidores interessantes das marcações de palco e da costura do repertório, como o nascimento do arranjo de Lapa, ponto alto de zii e zie, no estúdio, com os “meninos”. A música é uma das que foram testadas antes na série de shows Obra em Progresso, de maio de 2008. Estes também foram registrados e as imagens seguem num disco à parte, vendido numa edição especial, a R$ 49,90. O CD sai a R$ 29,90.

Na quinta-feira à noite, o compositor baiano falou ao Estado sobre esse e outros temas, da discussão sobre a relativização dos direitos autorais ao estilo Dilma de governar.

O DVD está saindo por insistência do seu filho Zeca, de 18 anos, que assina como codiretor. Mas hoje para você, como para tantos artistas, não tem sido um caminho natural CD virar DVD?

Acontece muito, mas o plano do escritório e da gravadora era nenhum. Quando as gravadoras podiam, antigamente, isso já vinha no pacote. Foi difícil pra Paulinha (Lavigne, produtora), porque ela não conseguia patrocinador. Ninguém se animou. Ela fez economias e fez por conta própria, organizando os trabalhos que eu tinha pra financiar esse, e procurando fazer da maneira mais barata possível.

O DVD começa com A Voz do Morto, uma música esquecida nos anos 60, seguida de Sem Cais, que é do repertório de zii e zie, e, depois, vem um clássico, Trem das Cores. Como se dá essa mistura?

Eu acho que é muito forte que um número alto de canções tropicalistas esteja tão sintonizado com o repertório novo. Todas elas se harmonizam muito bem. Deu um show mais agradável de assistir do que o Cê, embora eu ache o disco melhor, porque minhas composições são mais concentradas. O show do zii eu gosto mais, porque é mais fluido, mais palatável.

Depois de cinco anos e dois trabalhos, você vai continuar trabalhando com a banda Cê?

Quero fazer pelo menos mais um CD. Tenho mais ou menos claro uma ideia de como vai ser, mas não muito, porque estou totalmente dedicado a fazer o CD da Gal. Estou compondo todas as canções, coproduzindo as faixas, trabalhando com o Moreno (Veloso, seu filho mais velho), Kassin, Rabotnik.

Quais são os planos para o carnaval? Vai levar sua namorada argentina para ver os trios em Salvador?

Não sei. Tive uma hérnia de disco e a primeira coisa que a fisioterapeuta disse foi: “Não pule”. Então não vou pra rua na Bahia, como eu gosto. O Paraíso do Tuiuti (pequena escola de samba do Rio) me homenageia e eles me convidaram a participar…

Em sua coluna no jornal O Globo, você vem falando da questão dos direitos autorais e do Creative Commons, mas sem fechar questão. Sendo um dos maiores arrecadadores de direitos autorais do Brasil, e informado que está sobre o assunto, ainda não tem uma opinião formada?

Tenho desejo de fazer algum tipo de mediação, ajudar a manter a discussão num nível bom. Ninguém pode negar o conceito de direito autoral e ninguém pode negar a existência da internet. A briga não pode ser maluca. Há canções, como Minha Mulher Não Deixa Não, que ouvi na Bahia, que não são de ninguém. É interessante, mas isso não quer dizer que Garota de Ipanema não seja de Tom Jobim, que Saudade da Bahia não seja de Dorival Caymmi.

Você está na lista do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) de 2009, publicada em 2010, como o autor com terceiro maior rendimento do País.

Então eu acho que devo defender o Ecad… (risos)

Esse dado mostra que, em 2009, o primeiro lugar foi do Victor, da dupla Victor & Léo, depois vieram Roberto Carlos e você.

Eu adorei essa companhia, não sabia. É bom estar em terceiro lugar, é o lugar de Alegria, Alegria no festival (de 1967)… Ou terá sido quarto? (foi quarto)

Você diz que não “entende de dinheiro”. Não sabe quanto recebe de direitos?

Realmente não faço as contas, não pergunto, isso é muito ruim. Mas sei que o Ecad passou a arrecadar melhor nos últimos anos, todo mundo diz isso. Você vê que o Roberto Carlos se pronuncia nitidamente, chegou a dizer que faria uma passeata se quisessem acabar com o Ecad. Alguns dos que defendem o Creative Commons dizem que o Ecad é uma caixa preta, os outros, que o Ecad é transparente. A indústria são várias camadas que vão se acomodando, não se pode chegar como se fosse o anjo exterminador.

Em mais de 40 anos de carreira, o que lhe deu mais dinheiro: venda de disco ou show?

O que se diz é que se ganha mais dinheiro com show. Quando eu estava na Inglaterra (nos anos 70), o pessoal dizia: os Rolling Stones, The Who e Led Zeppelin gastam fábulas pra produzir um show, com o qual eles não ganham quase nada, para poder vender o disco. No Brasil, nessa época, já era pelo menos igual ou superior o que se ganhava em shows em relação aos discos. Ou seja, os brasileiros já estavam acostumados a isso. Aqui, o show de sucesso lotava a casa e você ganhava mais dinheiro do que com os discos. Ficou mais parecido com o que era no mundo de língua inglesa, e lá ficou mais parecido com o que nós éramos. É a brasilificação do mundo.

Li que você está “adorando” o governo Dilma.

O Lula era show business, e eu já sou muito show business. Há um alívio geral. Mesmo em quem adorava Lula, com o show permanente, eu noto isso. Não necessariamente desmerece Lula, porque são personalidades diferentes. O Lula encheu o saco, mas o Lula é maravilhoso. Esse período Fernando Henrique Cardoso-Lula foi auspicioso para o Brasil, era muito uniforme, um contínuo, embora os petistas digam que não. Eles terem chegado lá já é algo bom, mesmo que não tivessem conseguido resultados para a população. É por isso que a gente engole mensalão, compra de deputados para a reeleição de Fernando Henrique…

Você leu o texto de Antonio Risério, publicado no “Estado”, em que ele fala que Pernambuco está em fogo alto, e a Bahia, em banho-maria?

Ele está certo. Você chega ao Recife e sente que há uma ideia a respeito de como tratar a cidade. Em Salvador, não. Você não sabe se o prefeito conversa com o governador. Parece uma cidade abandonada, é feio, é triste. E o Recife está maravilhoso.

Diz-se, em tom de piada, que “Caetano opina sobre tudo”. Você dá muita entrevista, fala em todos os documentários sobre música. Sente-se superexposto?

Me chamam pra falar… Mas o Nelsinho Motta está em mais! Às vezes tenho vontade de parar, não falar. Eu gosto de dar entrevista, mas quando eu leio raramente gosto, e, muitas vezes, eu fico amargurado.

Roberta Pennafort / RIO – O Estado de S.Paulo

Pra Sempre Samba com Dose Certa

Grupo grava disco e recebe convidados Pedro Miranda, Leci Brandão e Ivan Lins, dias 1 e 2 de dezembro

 Com 10 anos de estrada, o grupo Dose Certa está em  momento  especial da carreira. Grava no Teatro FECAP (Av. Liberdade, 532 – www.teatrofecap.com.br), dias 1 e 2 de dezembro, um novo cd ao vivo, ao lado de convidados mais do que especiais – Ana Costa, Pedro Miranda e Leci Brandão (dia 1) e Ivan Lins, Verônica Verriani e Wanderley Monteiro da Portela (dia 2).

Formado por Alemão do Cavaco –(cavaquinho, bandolim e voz), Vitor da Candelária (percussão e voz), Vinícius de Almeida (contrabaixo elétrico, violão de 7 cordas e voz), Petróleo (voz, piano e banjo) e Wilsinho da Peruche (voz e percussão), o grupo sobe ao palco em grande estilo, acompanhado de outros músicos de destaque no mundo do samba: Marcelo Cabral (violão), João Poleto (flauta e saxofones), Ale Ferreira (clarinete), Ailton Nunes (percussão), Rodrigo Ramos (percussão), Teco Galati (vocal) e Juliana (vocal). 

Este novo cd do Dose Certa trará músicas inéditas de diversos compositores renomados e será gravado neste show, com produção musical de Luiz Ribeiro – mesmo produtor de Ivan Lins. O repertório completo é composto por: Samba eu Te Agradeço (Mauro Diniz); Cândidas neves (Nei Lopes/Zé Renato);  Compasso do Samba (Sereno/Moacyr Luz); Tombo da Corrente (Jonatas Petróleo/Nelson Papa); Fogão de Lenha (Toninho Gerais); Perseguir a Paz (Wanderley Monteiro / Luiz Carlos da Vila); Receita Pra Amar (Dona Ivone lara/João Martins); Irmão (Wandinho Ribeiro e Adalto Magalha); Pais do Futuro (Luiz Grande/Marquinhos diniz/Barbeirinho do Jacarezinho); Chega de Fingir (Leandro Fregonezzi); Divino Samba (Alemão do Cavaco/Wilson Sucena); Ela e Ele (Jonatas Petróleo); A Rosa e o Beija Flor (Miubé/Casca/Gerson da banda); Sinhá (Efison/Odibar); Velho João (Adilson Bispo/Zé Roberto); Peito Ferido (Alemão do Cavaco/Wilson Suceda).

O TEATRO FECAP

 

O Teatro FECAP é o espaço da música brasileira em São Paulo. Desde a sua inauguração em setembro de 2006, com quatro semanas de shows de Paulinho da Viola, o Teatro FECAP vem apresentando o melhor da música brasileira em seus diversos gêneros, quase sempre com espetáculos especialmente concebidos, que se beneficiam de sua extraordinária acústica e aparelhagem sonora.

Entre os artistas que passaram por seu palco estão: Rosa Passos, João Bosco, Martinho da Vila, Arnaldo Antunes, Roberta Sá, Tânia Maria, Eduardo Gudin & Leila Pinheiro, Raul de Souza, Roberto Menescal & Andy Summers, Mônica Salmaso & Pau Brasil, Toninho Ferragutti, Joyce, Ângela RoRo, Quarteto Maogani, Proveta, Cristina Buarque & Terreiro Grande, Germano Mathias, Mario Adnet, Proveta, Ângela Ro Ro, Boca Livre, Chico César, Teresa Cristina & Grupo Semente, Toninho Horta, Pife Muderno, Leny Andrade, Quinteto Violado, Nana Vasconcelos & Yamandú Costa, Altamiro Carrilho e Dominguinhos.

Ficha técnica do Teatro FECAP: Homero Ferreira (Direção artística), Américo Marques da Costa (Direção de produção), Thyago Bráulio (Produção executiva), David Alexandre e Camila Speciali (Produção executiva), Alberto Ranellucci (som), Carlos Rocha (som), Rafael Valim (som), Silvestre J. R. e equipe (iluminação), Valéria Marchesoni (design gráfico).

Dose Certa em Pra Sempre Samba no Teatro FECAP

Local: Teatro FECAP (Av. Liberdade, 532 – http://www.teatrofecap.com.br)

Datas e horários: 1 e 2 de dezembro – 21h.

Internet: www.teatrofecap.com.br / www.ingressorapido.com.br 

Grupo Dose Certa

http://www.myspace.com/grupodosecerta

http://twitter.com/grupodosecerta

http://www.facebook.com/grupodosecertaoficial

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RECINE Evidencia Riqueza da Música Brasileira

Maior mostra de filmes dedicados à Música Brasileira foi aberta ontem

 A 9ª edição do RECINEFestival Internacional de Cinema de Arquivo – vai apresentar um total de 115 filmes que documentam a trajetória dos cantores, compositores, músicos e gêneros que fizeram a música brasileira do século 16 até os dias atuais. Na programação, em exibição no Arquivo Nacional, até dia 29, estão preciosidades guardadas há décadas.

“O espírito do RECINE é esse, tirar das prateleiras aquilo que está esquecido, que está guardado”, afirma o curador do festival, Clovis Molinari Jr. Cada edição é dedicada a filmes sobre um determinado tema, que têm como marca a utilização de imagens, áudio e documentação de arquivo.”Este ano, teremos filmes sobre samba, choro, música sertaneja, bossa nova, rock e até funk. O Brasil é um país enorme, e de Norte a Sul os gêneros são os mais diferentes. A nossa intenção foi mostrar essa diversidade musical brasileira”, diz Molinari Jr.

Para a realização do RECINE, o prédio do Arquivo Nacional, na Praça da República, se transforma num espaço cinematográfico, com seis salas de exibição e sessões ao ar livre, no pátio interno. A programação abrange mostras competitiva e informativa, oficina de vídeo, fórum de debates, palestras e homenagens, além do lançamento da revista RECINE, voltada para o tema do ano.

Na sessão de abertura, foi exibido o filme português Apanhei-te cavaquinho, do cineasta Ivan Dias, que conta como esse instrumento musical, de origem europeia, influenciou a música brasileira. De HOJE, 26, a sexta, 29, haverá sessões contínuas, sempre com entrada franca, das 9h30m às 18h. A sessão de encerramento, às 19h de sexta, será iniciada com uma apresentação da Orquestra Sinfônica Jovem de Campo Grande. Em seguida, haverá a entrega dos prêmios aos vencedores da mostra competitiva e uma homenagem aos músicos e cineastas Alceu Valença e Sergio Ricardo, com a exibição do filme A Noite do Espantalho, de 1974. Rodada na Fazenda Nova Jerusalém, em Pernambuco, a produção foi dirigida por Sergio Ricardo, com trilha sonora de Geraldo Azevedo e Alceu Valença, que também atuou no filme.

Música Instrumental no Palco do BNB

 

BNB Mostra Canção Brasileira Independente

DAÚDE: cantora baiana é a última atração da Mostra do BNB

Começa HOJE a Mostra BNB da Canção Brasileira Independente apresentando artistas que propagam em suas localidades as experiências vivenciadas a partir de duas vertentes: diversidade e identidade.

Alheios as adversidades, participam de todas as etapas da produção de seus respectivos trabalhos, indo desde o processo de composição, passando pelo registro, assinatura de contratos, até à elaboração da apresentação junto ao publico consumidor, primando pela fusão de elementos culturais locais, regionais e planetários.

Tudo isso interagindo em perfeita sintonia, no espaço aberto pelo Banco do Nordeste, principal instituição financeira do Governo Federal dedicada às questões de desenvolvimento sustentável da Região Nordeste, para agregar e promover novos e veteranos talentos da música independente brasileira.”

PROGRAMAÇÃO :

DIA 15, QUARTA-FEIRA

12h Isaac Cândido (CE).
17h Suco Elétrico (RS).
19h Criolina (MA).

DIA 16, QUINTA-FEIRA

12h Roraima (PI).
17h Beto Brito (PB).
19h Marku Ribas e Trio (MG).

DIA 17, SEXTA-FEIRA

12h Khalil Gibran (CE).
17h Curumin (SP).
19h Khrystal (RN).

DIA 18, SÁBADO

12h Gustavo Portela (CE).
17h Marquinho Sathan (RJ).
19h Breculê (CE).

DIA 22, QUARTA-FEIRA

12h Marcus Caffé (CE).
17h Fhátima Santos (CE).
19h Mirianês Zabot (RS).

DIA 23, QUINTA-FEIRA

12h Rodger Rogério (CE).
17h Nayra Costa (CE).
19h George Israel (RJ).

DIA 24, SEXTA-FEIRA

12h Perfume de Gardênia (RN).
17h Carlinhos Nação (CE).
19h Érika Machado (MG).

DIA 25, SÁBADO

12h Soraya Castello Branco (PI).
17h Sueldo Soares (RN).
19h Fire Friend (SP).

DIA 29, QUARTA-FEIRA

12h Mel Mattos (CE).
17h Aline de Lima (MA).
19h Quinteto Agreste (CE).

DIA 30, QUINTA-FEIRA

12h Andréa Piol (CE).
17h André Marinho (RJ).
19h Daúde (BA). 

Cantor mineiro MARKU RIBAS é uma das atrações: show nesta QUINTA