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GIL ao lado de Beatles e Michael Jackson

Gilberto Gil está entre os artistas mais relevantes dos últimos 50 anos, segundo a rede de televisão CNN e a revista Songlines.

Ele divide a lista com ícones como os Beatles, os Rolling Stones, Elvis Presley e Michael Jackson.

O público deve votar por seu artista favorito, para escolher cinco entre os 20 concorrentes para o título de ícone da música dos últimos 50 anos.

Os nomes mais votados serão anunciados no próximo dia 25.

A lista também conta com nomes de peso como o de Aretha Franklin, Bob Dylan, Madonna, Bob Marley e James Brown.

Também estão no páreo Juanes, Nusrat Fateh Ali Khan, Youssou N’Dour, Miriam Makeba, Khaled, Asha Bhosle, Oum Kalsoum, Teresa Teng e Leslie Cheung.

  Ivan Franco/Efe  
O cantor Gilberto Gil
Gilberto Gil : ícone dos últimos 50 com Beatles e Elvis Presley

Luiz Melodia é Romance no TEATRO

O clima informal de uma roda de músicos que puxam suas canções do coração foi o ponto de partida para o show Música Romance, que Luiz Melodia apresenta dias 14 e 15 no palco do Teatro FECAP (Av. Liberdade, 532, tel. 2626-0929 – www.teatrofecap.com.br).

Enquanto preparava o repertório do próximo disco de inéditas, Luiz Melodia seguia fazendo show pelo país com seu repertório de samba. Em uma dessas noites de show pelo interior do Brasil, de volta ao hotel e ainda inebriados pelas canções, os músicos animados puxaram o antigo bolero “Tudo foi ilusão”, de Anísio Silva.

Depois dessa, vieram mais canções como Leros, Boleros, de Sergio Sampaio, e Nada tenho a perder, de Roberto Carlos, e assim Melodia puxou a Cuidando de você, composta por ele; neste momento, as emoções todas já estavam tomadas pelas canções, num clássico fim de noite de músicos e músicas extraordinários.

Agora, enquanto o novo disco não fica pronto, Os Românticos do Rio, como se auto-denominaram, se juntam para interpretar todos estes ritmos da noite, numa grande e séria brincadeira com um repertório emocionante, apresentando pela voz de Luiz Melodia, dedicado amante da música brasileira. Ao lado dele, estão os músicos Renato Piau (violão), Charles Peixoto (violão) e Alessandro Cardozo (cavaquinho).

O repertório completo inclui as seguintes canções: Suave é a noite (Moacyr Franco); Quase fui lhe procurar (Getúlio Cortes); Gamadinho por você (Renato Barros); Eu bem dizia (I could have told you) (Trio Esperança); Nada tenho a perder (Getúlio Cortes); Ser boêmio (Oswaldo Melodia); Tudo foi ilusão (Laert Santos/Arcilino Tavares); Cura (Renato Piau/Luiz Melodia); Decisão (Luiz Melodia/ Sergio Melo); Sem hora pra voltar (Luiz Melodia); Leros, leros e boleros (Sergio Sampaio); Que loucura (Sergio Sampaio); Pérola negra (Luiz Melodia); Farrapo humano (Luiz Melodia); Samba da pergunta (Pingarrilho/Marcos Vasconcellos); Cuidando de você (Renato Piau/Luiz Melodia); Estácio holly Estácio (Luiz Melodia); Diz que fui por aí (Zé Ketty/H. Rocha); Fadas (Luiz Melodia).

Luiz Melodia em Música Romance 

Serviço

Local: Teatro FECAP (Av. Liberdade, 532, tel. 2626-0929 – http://www.teatrofecap.com.br)

Datas e horários: 14 e 15 Agosto – sábado às 21h; domingo às 19h

Preços: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)

Bilheteria: de terça a sábado, das 14h às 21h; domingo, das 14h às 19h, no próprio teatro.

Internet: www.teatrofecap.com.br / www.ingressorapido.com.br

Ingresso Rápido: 4003-1212 (segunda a sábado das 9h às 22h; domingos e feriados das 11h às 19h)

Mais informações: (11) 2626-0929

Fla-Flu Musical Chega às Telas

Roda Viva. Chico Buarque e o MPB4 ficaram em 3º lugar do festival que, sob a ditadura, virou cenário de uma disputa ideológica Em abril, os diretores Renato Terra e Ricardo Calil já haviam falado com o Estado, superexcitados com a escolha de seu documentário Uma Noite em 67 para abrir a etapa paulista do É Tudo Verdade. O maior festival de documentários do País foi uma vitrine e tanto para o filme que surgiu como desdobramento da monografia de conclusão do curso de Comunicação de Terra, em 2003. Ele se debruçou sobre a era dos grandes festivais de música, nos anos 1960/70. Decidido a fazer um longa documentário, chamou seu amigo jornalista, Calil. Trabalharam cinco anos no projeto, ganharam apoio da Videofilmes e da TV Record, que abriu seu arquivo.

Quatro meses e meio mais tarde Uma Noite em 67 está chegando aos cinemas, depois de passar pelos festivais de Ouro Preto e Paulínia. É o tipo do filme que levanta o público e Terra e Calil já se acostumaram a ver espectadores exaltados – e eufóricos com o que para muitos ainda é uma novidade. Uma Noite em 67 dirige seu foco para a noite de encerramento do Festival da Record de 1967, talvez o mais emblemático dos festivais de música ocorridos no País. Algo decisivo ocorreu naquela noite. O Brasil vivia sob uma ditadura e o palco virou cenário de uma disputa ideológica. A guerra da canção de protesto com a guitarra elétrica, símbolo da dominação imperialista, que Gilberto Gil usou em Domingo no Parque.

Colocar guitarra elétrica na MPB era considerado de direita. Os artistas de raiz, contrários à guitarra, eram de esquerda. Houve um clima de radicalismo – um Fla-Flu musical, como define Calil. “Não quisemos fazer um filme didático, mas trabalhar o emocional, entregando ao público um documentário que as pessoas precisam completar.” E elas completam – e como! Quatro músicas dominavam a competição – Ponteio, Domingo no Parque, Roda Viva e Alegria, Alegria. “Até hoje elas polarizam as opiniões. Tem gente que reclama por que Alegria, Alegria não ganhou, ou Roda Viva,” O público que viveu a época agradece aos diretores por trazê-la de volta. Os jovens, porque o filme os projeta num mundo que não conheceram. “Tem gente que vem falar com a gente chorando, no final”, diz Calil.

Embora o desfecho seja conhecido, o formato é de thriller, com direito a suspense. “Daniela Thomas deu um retorno muito interessante”, conta Calil. “Ela considerou o filme hitchcockiano.” Renato Terra avalia que essa reação decorre de uma característica do próprio filme. “Não montamos o filme (com Jordana Berg) visando a esse efeito, mas para expressar as diferenças entre as pessoas em cena. Havia ali concepções diversas de música, comportamento, política. Isso gera um confronto, suspense.”

Terra considera um privilégio ter feito o filme com apoio da Videofilmes. “Tínhamos o (Eduardo) Coutinho, o João (Moreira Salles), grandes documentaristas, que discutiam com a gente, davam sugestões, questionavam nossas escolhas e isso muitas vezes nos levava a fortalecer ainda mais o que queríamos.” Os diretores já foram sondados para levar Uma Noite em 67 ao Festival de Roterdã. “Não fechamos nada, mas acho legal. Esses artistas possuem grandeza, têm uma carreira internacional, há demanda pelo filme.” O público aplaude Dzi Croquettes em cena aberta nos cinemas que exibem o outro documentário. Aplaudirá Uma Noite em 67?

 “Acho que sim”, diz Terra. “São filmes que provocam orgulho, fortalecem a cidadania. Mostram do que somos capazes.”

Luiz Carlos Merten – O Estado de S.Paulo

Malu Mader:”Minha Relação com a Moda é Superficial”

Às vésperas de mais um aniversário, Malu Mader, a Suzana da novela Ti-Ti-Ti, revela que, depois de delicada cirurgia na cabeça em 2005, se preocupa com questões mais graves do que um simples pé de galinha

Como Suzana, editora de revista de moda em Ti Ti Ti

O DIA — Você fez ‘Ti-Ti-Ti’ em 1985. Qual é a emoção de estar nesta nova versão?
Malu Mader — É uma grande alegria. Gostava muito do Cassiano Gabus Mendes. Fiquei toda feliz quando fui convidada para fazer ‘Ti-Ti-Ti’ porque adorava o Luiz Gustavo. Também comecei uma parceria legal com o Cássio Gabus naquela novela.

– Ao mesmo tempo em que ‘Ti-Ti-Ti’ estreia, a Globo já pensa no elenco da próxima novela de Gilberto Braga para o horário das oito. Você não foi convidada? Tem vontade de trabalhar com ele novamente?

— Sempre tenho vontade de trabalhar com o Gilberto, pois ele é um ótimo autor. Não pintou convite para a próxima novela dele ou talvez esse tenha pintado primeiro. Gilberto não tem nenhum contrato assinado comigo, não é um casamento. Temos uma amizade que extrapola o profissional e nos falamos de vez em quando.

— Em ‘Ti-Ti-Ti’, sua personagem é editora de uma revista de moda. Qual é o seu envolvimento com esse universo?
— Não sou muito ligada a moda, minha relação é muito superficial. Profissionalmente, muitos atores desfilam, é mais uma possibilidade de trabalho. Eu sempre descarto porque fico bastante tímida. Sempre tive pavor. Não gosto nem de opinar sobre moda porque só uso tênis e calça jeans. Quem é desse universo deve achar que me visto sem personalidade. A verdade é que gosto de chegar antes da roupa.

— Sua última novela foi ‘Eterna Magia’, em 2007. Por que ficou todo esse tempo longe da TV?
— Não sei explicar exatamente. Não houve um motivo especial. Estava esperando um convite que me empolgasse. Tenho preferência por bons papéis e não por horário. O bom é estar envolvido em um ambiente legal. Às vezes, você pega um excelente papel numa novela que não vai tão bem e começa a ser contagiado. Um bom clima nos bastidores segura qualquer ibope. Faço 44 anos em setembro e já aconteceu de tudo um pouco. Bom papel em novela que não está indo bem, galera legal com ibope péssimo, todo mundo malhando no jornal e você feliz porque vai encontrar uma turma legal…

— Às vésperas de completar 44 anos, você lida tranquilamente com o envelhecimento?
— Não penso muito sobre envelhecer. Sou a filha caçula, meus irmãos eram mais velhos e eu já tinha questões filosóficas sobre envelhecer e morrer desde cedo. Também já tive muitos problemas de saúde e essas questões mais graves são mais importantes para mim do que um ligeiro pé de galinha.

— Já fez ou faria plástica?
— Nunca fiz, o que não quer dizer que eu nunca farei. Sou como toda mulher. Um belo dia você acorda e pensa que quer fazer.

— Em 2005, você passou por uma delicada cirurgia na cabeça para a retirada de um cisto. O que mudou na sua vida depois disso?
— Sempre muda alguma coisa. Fiquei um pouco mais quieta, no meu canto. É natural ficar meio triste logo depois. Tem gente que gosta de dividir isso com os outros, eu não gosto muito. Foi bem na época em que estava fazendo o documentário ‘Contratempo’. Depois atuei em ‘Eterna Magia’, talvez tenha feito numa fase em que não estava totalmente recuperada. Por outro lado, fiquei animada para voltar, o trabalho é bom para te trazer de volta. Não trabalhar muito tempo é meio esquisito para mim, que faço isso desde os 16 anos.

Com o parceiro de tantas décadas, o músico Tony Bellotto

— Seus filhos, João e Antônio, já são dois adolescentes. Eles demonstram vontade de seguir seus passos ou a carreira do pai (o músico Tony Bellotto)?
— Eles tocam, demonstram algum talento para atuação, mas não falo nada. Não fico dizendo para eles irem fazer teste ou para uma gravadora. Deixo rolar. Vejo eles tocando com o pai e fico louca porque não tenho talento nessa área e amo música mais que tudo nessa vida. Me sinto uma analfabeta perto deles em relação a muita coisa, mas adoro ser mãe de adolescentes.

* GABRIELA GERMANO, jornal O Dia

LPs de Jorge Ben e Tom Zé de Volta

 

Os primeiros volumes do projeto são A Tábua de Esmeraldas (1974) e África Brasil (1976), de Jorge Ben – gravados antes de o cantor acrescentar Jor ao sobrenome. Vêm na seqüência Todos os Olhos (1973) e Estudando o Samba (1975), obras-primas de Tom Zé.

Outros álbuns licenciados que devem virar vinil até o final do ano são os dois primeiros dos Secos & Molhados, lançados em 1973 e 1974 com Ney Matogrosso em destaque. E três pedras fundamentais do rock dos anos 1980: Nós Vamos Invadir sua Praia (1985), do Ultraje a Rigor, e Cabeça Dinossauro (1986) e Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987).

  Divulgação  
Polysom relança clássicos da música brasileira em vinil
Os discos África Brasil e Nós Vamos Invadir sua Praia, serão relançados pela Polysom

ZÉU de Estrelas

  

Este é o nome do programa que estréia esta noite no Canal Brasil, pilotado pelo sempre ótimo e multifacetado Zéu Britto.

Dirigido por Gilson Mato Grosso, o programa começa às 22h e vai mostrar a vida das “estrelas” pela ótica do humor. Serão 13 episódios nos quais Zéu Britto recebe nomes ilustres para bate-papos bem descontraídos.   – Chamei as pessoas admiráveis e queridas, que convivem bem com a mídia A ideia é de homenagem mesmo, cada episódio tem a cara do convidado.  

O convidado do primeiro episódio, que vai ao ar esta noite, é o cantor e compositor Luiz Caldas, entrevistado em um hotel, “em um clima bem final de tarde”, explica Zéu. Além da entrevista, o telespectador poderá rir com os quadros que se relacionam com o convidado. No caso de Caldas, Zéu cria um número musical com uma interpretação bem original de Haja Amor, o maior sucesso do cantor. Os quadros são uma marca do programa, assim como o figurino. 

Tem um episódio em que eu fiquei no maior clima socialite, entrevistando à beira da piscina, com um visual bem Amaury Junior – diverte-se Zéu Britto. 

O apresentador conta ainda que esse clima de irreverência persiste em todos os episódios. Em um deles, uma fã invade a entrevista de surpresa. Em todos, o mordomo Atauaba, interpretado por um ator, é quem anuncia, de maneira cômica, o convidado de cada episódio. 

Outro quadro do programa é o Trajetória astral, que conta a vida do convidado com a ajuda de uma fotomontagem. Há também um esquete no qual pessoas na rua são entrevistadas e convidadas a mandar recados sinceros para o artista. A seleção dos convidados é variada, e inclui de Fafá de Belém a Wagner Moura. Alguns deles são menos conhecidos, mas admirados por Britto, como Riachão, renomado sambista baiano, autor do samba Vá morar com o diabo

 Com o amigo Wladimir Brichta: bom humor cotidiano é marca registrada do artista  

Zéu Britto já era bastante conhecido no circuito musical e teatral baiano, quando foi morar no Rio, estreando no teatro infanto-juvenil, na peça A ver estrelas, do diretor João Falcão. Logo depois, choveram convites levando Zéu para a televisão. Desde então, ele participou de programas como Pastores da Noite, Homem objeto, Sob nova direção, Carga Pesada, A Diarista e Cidade dos Homens

 

Zéu Britto: Ator, cantor, compositor, um talento incomum para comédias. Salve, Zéu !!!  

No seriado Sexo Frágil, além de fazer parte do elenco, Zéu Britto dava voz a algumas canções. Além disso, Zéu já compôs para trilhas sonoras de filmes de sucesso, como Lisbela e o prisioneiro, de Guel Arraes, com a canção Dama de ouro, e a de Meu Tio Matou um Cara, de Jorge Furtado, com a canção Soraya Queimada, seu maior sucesso.

Com certeza, o Canal Brasil marca mais um GOL com este novo programa comandado por Zéu Britto. E nós, fãs de carteirinha, estaremos de olho grudado na telinha.

Viva o CANAL BRASIL e Vida Longa pra Zéu Britto !!!

Para Nós, VAL DONATO

Amigo Querido, ator/diretor/roteirista e realizador ANDRÉ COSTA, recomenda clip da música Para Mim, Você, com a cantora paraibana Val Donato, uma MegaVoz de Campina Grande.

Val Donato e Os Cabeças estão no YouTube…A produção é da Quebra Panela…

Confira você também:

http://www.youtube.com/watch?v=OOs7C7hQhGw

VAL Donato é uma poderosa artista paraibana – cantora e compositora -, que tive a alegria de conhecer ano passado durante a realização do Festival ComuniCurtas, idealizado por André Costa.

Em breve, você vai ouvir melhor a voz de VAL na telona – é dela a música-tema do longa de estréia de André Costa, Tudo que Deus Criou, que a legião de amigos de André, aguardamos ansiosamente.


SARAVÁ, André Costa !

VIVA, Val Donato !

20 Anos após Cazuza, Morre Ezequiel Neves

Morreu hoje no Rio o produtor musical e jornalista Ezequiel Neves, aos 74 anos. Ele estava internado desde janeiro na Clínica São Vicente, na Gávea. Incansável festeiro, sempre a mil por hora, Zeca, como era chamado pelos mais próximos, conviveu nos últimos cinco anos com um tumor benigno no cérebro, enfisema e cirrose.

“Descobridor” de Cazuza e produtor do Barão Vermelho, Zeca morreu exatamente na data de aniversário de 20 anos da morte de seu pupilo. Juntos eles escreveram clássicos como “Codinome beija-flor” e “Exagerado”. Cazuza faleceu em decorrência da Aids, 7 de julho de 1990.

Com seu humor ferino, Ezequiel Neves – chamado no anos 70 de Zeca Jagger – fez “novo jornalismo” muito antes de o gênero ser reconhecido. E em quase duas décadas de atuação no setor, passando pela grande imprensa (revistas “Playboy” e “Pop” na Editora Abril, “Jornal da Tarde”, de São Paulo) e pela alternativa (a edição pirata da “Rolling Stone”, as revistas “Som Três” e “Música do Planeta Terra”, o “Jornal da Música”), fez escola, inspirando dezenas de jovens a ingressarem no jornalismo cultural. Carreira que o próprio tratou de abandonar, trocando-a pela de produtor musical (e eventual letrista) a partir do início dos anos 1980, quando apostou no talento bruto do Barão Vermelho.

Foi devido à insistência de Ezequiel que João Araújo, então presidente da gravadora Som Livre, concordou em lançar o grupo que tinha como cantor e letrista seu filho, Cazuza, ao lado de Roberto Frejat (guitarra e composições), Guto Goffi (bateria), Dé Palmeira (baixo) e Maurício Barros (teclados).

CAZUZA: ícone da música POP brasileira, foi a descoberta mais festejada de Ezequiel Neves…

Além de ter coproduzido os discos do Barão e os da carreira solo de Cazuza, foi coautor de clássicos do rock brasileiro como “Por que a gente é assim?”, “Codinome beija-flor” e “Exagerado”. No período em que atuou como produtor da Som Livre, Ezequiel também trabalhou com ícones da MPB como Elizeth Cardoso e Cauby Peixoto. Ele ainda colaborou em programas musicais da Rede Globo e foi corroteirista do filme Rio Babilônia, dirigido por Neville de Almeida, de quem era amigo desde a juventude, em Belo Horizonte.

Nascido em Belo Horizonte, em 30 de novembro de 1935, filho de um cientista, cedo se envolveu na vida cultural da capital mineira. Entre 1956 e 58, Ezequiel publicou alguns desses contos na revista literária Complemento, que coeditou junto ao escritor Silviano Santiago e o escritor Ivan Ângelo. Ele também frequentava assiduamente o Clube de Cinema; o Teatro Experimental, dirigido por Carlos Kroeber; e o grupo de dança de Klaus e Angel Vianna. Entre os jovens artistas e intelectuais de Belo Horizonte circulavam ainda o escritor Affonso Romano de Sant’Anna, os atores Jonas Bloch e Rodrigo Santiago e o hoje deputado federal Fernando Gabeira.

Ezequiel chegou a atuar no TEATRO ao lado de grandes nomes como a atriz CACILDA BECKER.

Graças ao teatro, em 1965, Ezequiel Neves trocou Belo Horizonte por São Paulo, após atuar com seu grupo mineiro numa montagem de Sonhos de uma noite de verão, de Shakespeare. Em seguida, integrado ao elenco do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), traballhou com Cacilda Becker e participou de uma montagem de “Zoo story”, de Edward Albee. Ainda em São Paulo, foi para o grupo de Antunes Filho, em “A megera domada”, e, depois, atuou em “Julio Cesar” ao lado de Jardel Filho.

Apesar do talento para o teatro, a paixão pela música bateu mais alto. Em fins de 1960, o disco de estreia do grupo The Doors converteu-o ao rock – até então, ele só ouvia jazz, de Billie Holiday e Frank Sinatra a Miles Davis, e artistas brasileiros como Elizeth Cardoso e João Gilberto, paixões que a acompanharam até o fim – e, aos poucos, Ezequiel trocou o palco pelas redações, virando crítico de música do recém-criado Jornal da Tarde (então o veículo vespertino do “Estado de São Paulo”). Em entrevista ao GLOBO, ao completar 60 anos, Ezequiel Neves relembrou essa passagem:

– Tomei um ácido lisérgico e descobri que, se eu não conseguia ser eu mesmo, não tinha porquê tentar ser outros personagens. A experiência aconteceu em 1969, ainda tentei ficar no palco até 1970, quando fui para Londres fazer teatro. Foram três meses de desbunde. Na volta, ainda fiz “A última peça”, de José Vicente. Um espetáculo totalmente anárquico, todo mundo fumava maconha e tomava ácido.

Em 1971, nova mudança. Ezequiel aceitou o convite de Luiz Carlos Maciel e foi ao Rio para coeditar a versão brasileira, e pirata (sem licença dos donos nos EUA) da revista Rolling Stone, que durou um ano. Em seguida, ao lado de Ana Maria Bahiana e Tárik de Souza, criou a revista “Rock: A história e a glória” (que, em 1976, daria lugar ao “Jornal de Música”). É desse período os pseudônimos Zeca Jagger (homenagem ao seu maior ídolo, Mick Jagger, dos Rolling Stones), Zeca Zimmerman (este, o sobrenome de batismo de Bob Dylan) e Angela Dust.

Em 2008, Ezequiel Neves lançou, ao lado de Guto Goffi e o jornalista Rodrigo Pinto, o livro Barão Vermelho – Por que a gente é assim?.

* Texto de Antônio Carlos Miguel, do Globo

* N.R.: No filme de Sandra Werneck e Walter Carvalho sobre CAZUZA, o ator Emílio de Mello é quem interpreta, com brilhantismo, o papel de Ezequiel Neves.

O Carnaval de Berlam e Banda Larga…

E por falar em boa música, lembramos Berlam e Banda Larga e indicamos a você o link para ouvir a ótima Carnaval Baixo Astral

http://www.youtube.com/watch?v=7XBoVXZXH-o

Capa do primeiro disco de Berlam e Banda Larga
 
Ao ouvir, preste atenção na sonoridade da guitarra, executada por Mica Farina…
 

Berlam e Banda Larga: O Som da Hora

 BERLAM é o “crooner-cronista” dos tempos pós-modernos. É glamour, irreverência e bom-humor. BERLAM é um crítico feroz do ‘star system’ e sob sua ótica pessoal e intransferível, expõe o comportamento esnobe da elite social, as celebridades deslumbradas, os cacoetes exagerados do “mundinho” GLS e o frenesi ególatra dos ídolos pop. A violência da Polícia, os vícios da indústria do entretenimento, a cultura brasileira, sempre à sombra do carnaval e do futebol, também não escapam do fogo amigo de BERLAM.

Mas BERLAM E BANDA LARGA é acima de tudo música. E como o nome da banda já diz, trata-se de um trabalho conectado a um gigantesco fluxo de informação que se move em alta velocidade, pelos circuitos da mídia e do cérebro, só possíveis através das conexões digitais em banda larga.

Formada por Berlam nos vocais, Mica Farina na guitarra, San Paixão no baixo e Caio Colorado na bateria, BERLAM E BANDA LARGA é a banda certa, na hora certa, no palco certo. Certo?

A sonoridade da banda é pop, direta e abriga diversos estilos musicais, acentuando a contundência do discurso poético e visual de BERLAM.

Após apresentarem-se em 2009 em todo o circuito independente de São Paulo e cidades vizinhas, lançaram um EP com 4 músicas. Entre elas estava Carnaval Baixo Astral, incluída na trilha do documentário Jose e Pilar, filme sobre a união do escritor Jose Saramago e Pilar Del Rio, sua esposa.

O filme foi realizado em co-produção com a JumpCut (Portugal), O2 Filmes (Brasil) e El Deseo S.A. (Espanha), produtora de Pedro Almodóvar. Uma das cópias do disco foi parar na mão do cineasta espanhol que tem consideração especial pelo trabalho do grupo.

No início de junho, a banda lançou seu primeiro álbum, produzido por Fil Pinheiro, com as participações da cantora Tié, do multi-tecladista Dudu Tsuda, do DJ Marco (CéU) e do trombonista Gil Duarte. O CD  é artigo bem-vindo em nossa discoteca, presente do amigo Mica Farina, cujas notas da guitarra conferem brilho especial ao  eloqüente Cd da banda.

E foi com show no Centro Cultural São Paulo que Berlam e Banda Larga lançaram o vídeo-clipe de Amizade Colorida, primeiro single extraído do disco. No vídeo, BERLAM E BANDA LARGA são atacados por inúmeras mãos femininas ornadas por unhas coloridas. Terror psicológico psicodélico ‘technicolor’. Ou melhor, só não é, de fato, um filme de terror porque BERLAM adora o assédio feminino descontrolado.

Dirigido por Anna Turra, também autora do vídeo-cenário do show, e fotografado por Michel Gubeissi, o material foi todo filmado com a câmera Cânon 5D, em formato Full HD, usando um jogo de lentes analógico. O figurino é assinado por Alex Kazuo.

Amizade Colorida é uma canção que define a proposta da banda. Além disso, BERLAM seria incapaz de provocar algo que pudesse ser chamado de inimizade em branco e preto.

 * O texto é de Giu Rocha com alguns “pitacos” desta redatora.