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A atualidade de Patativa em tempos de irresponsabilidade social

     Eu sou da classe matuta, da classe que não desfruta das riquezas do Brasil

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Em todo o mundo, a vida social anda em perigo. Não tem sido fácil acompanhar as notícias, tão graves e sérias, sobre a situação de vários povos do mundo, vitimados pela pandemia do Covid19.

Diante da situação alarmante que o país atravessa – com mínimas condições (será nenhuma ?) de atender sua população – sobretudo os mais velhos e mais carentes -, choca assistir, cotidianamente, aos disparates, impropérios, inconsequências e bravatas do titular da República. São tantas e tão colossais que, mesmo grande parte dos que nele votaram (não sem aviso de jornalistas e cientistas do mundo inteiro de que o caos era o ponto mais rápido a se chegar), hoje estão bradando contra o insano “mito” e protestando diariamente nas janelas, nos quatro cantos do país.

A arrogância e prepotência do ex-candidato 17 passou de qualquer limite aceitável, embora uma parcela renitente prossiga defendendo a peste, agarrando-se a qualquer fio de razão (?), ainda que essa venha a bordo de um calhamaço de fakenews.

Estamos todos, os que podemos (há diversos trabalhadores que precisam continuar na rua atuando em prol da coletividade), cumprindo regime de quarentena em nossos lares. Nesta hora, a arte, a ciência, a literatura, a música, o audiovisual, todos que foram tão duramente golpeados pela ideologia fascista que aportou no centro do poder, em Brasília, tem uma utilidade que agora se agiganta. Os que tanto atacaram, vilipendiaram e levantaram calúnias, de todos os matizes, sobre as universidades (sobretudo as públicas), agora precisam admitir o quanto é importante e necessário que elas funcionem bem para que a vida em sociedade tenha alguma condição de sobrevivência saudável. Mas esses, otários e arrogantes diplomados, continuam se negando a admitir que erraram fartamente ao defender o indefensável, o contrassenso, o caos, e a excrescência que o voto no #elesim significa, condenando uma imensa maioria ao massacre atual da ignorância e da irresponsabilidade que afunda o país num manancial de ações nocivas contra sua grande massa trabalhadora – de artistas a profissionais dos serviços básicos coletivos.

A degradação a que o energúmeno-mór chegou é tamanha que até alguns que já lhe foram próximos, agora se espantam e tomam caminhos opostos, ainda bem. Aliás, alguns já declararam o erro de seus votos há algum tempo, felizmente.

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Patativa do Assaré: símbolo cearense da bravura indormida do sertanejo

Tudo isso me veio a propósito de encontrar uns versos do poeta popular cearense Patativa do Assaré (a quem tive a felicidade de conhecer quando ainda cursava a faculdade de Comunicação e apresentava teleaulas diárias na TV Educativa do Ceará) numa rede social. Os versos são da poesia “Seu dotô me conhece ?”, os quais foram ditos por um quase desconhecido poeta popular do cariri cearense no principal palco da capital cearense, o histórico Theatro José de Alencar, no centro da cidade, durante o evento Massafeira Livre.

Artistas de várias áreas estavam juntos nos quatro dias do festival, realizado em março de 1979, embora com censura por parte do governo e quase invisível para a imprensa à época. A entrada de Patativa no palco, aquele sertanejo muito simples, baixinho, vestido sem nenhum figurino especial de artista, tendo ele mais idade do que todos os que lá estavam para tocar e cantar, foi um marco, como conta o colega Nelson Augusto (jornalista/radialista e produtor do programa Frequência Beatles, da Rádio FM Universitária de Fortaleza) em tese do professor e compositor Wagner Castro (2014).

Com sua voz inconfundível e seu jeitinho marcante, Patativa foi quem inseriu, de modo incisivo, a política no meio da cantoria daqueles artistas – irmanados, em movimento encabeçado pelo compositor Ednardo e o letrista/publicitário Augusto Pontes, para mostrar sua produção artística.

Pois foi ali que Patativa chegou com sua verve admirável e recitou os versos, que mais adiante foram musicados pelo querido Mário Mesquita (cantor/compositor/letrista/arranjador), um dos criadores do lendário conjunto musical Quinteto Agreste, de grande atuação na cena musical cearense na década de 1980.

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O templo de Alencar testemunhou então uma imensa plateia ouvindo em atenção respeitosa o poeta dizer:

“Seu doutor só me parece

Que o senhor não me conhece

Nunca soube quem sou eu

Nunca viu minha palhoça

Minha muié (mulher), minha roça e os fio (filho) que Deus me deu

Se não sabe escute agora

Eu vou contar minha histora (história)

Tenha a bondade de ouvir

Eu sou da classe matuta

Da classe que não desfruta da riqueza do Brasil”

E eu fiquei daqui a pensar que falta faz Patativa nesta fase tão difícil, tensa e triste da vida brasileira. Assim como fazem falta Vinícius, Ferreira Gullar, Dias Gomes, Drummond, Belchior, Luiz Melodia, Fernando Brant, e tantos outros.

Reler Patativa hoje me projetou vivamente para a imensa massa de carentes, trabalhadores em condições precárias, moradores de rua e necessitados de toda ordem, habitantes de inúmeras comunidades desassistidas que reafirmam cotidianamente o projeto de Brasil que exclui a partir da educação, como tão bem evidenciou Darcy Ribeiro.

A “crasse matuta” da “histora” de Patativa é a mesma imensa crasse das favelas do Brasil, mergulhada num deserto permanente de descaso e iniquidade, tal qual o pobre matuto do sertão que Patativa cantava. Nascido, criado e vivido ali, no seu pequenino e esquecido Assaré, o poeta sabia exatamente das dores, agruras, sofrimentos e descasos de que eram vítimas seus conterrâneos.

A poética de Patativa tem uma impressionante atualidade. Basta conhecer para engatar a analogia: seus versos ecoam como se saídos da união das vozes dos milhões que formam essa “crasse”, desassistida e vitimada desde sempre pela exclusão, o descaso criminoso, o preconceito e os resquícios da malfadada escravidão que fertiliza, ainda hoje, o território nacional.

“Sou aquele que conhece

A privação que padece

O mais pobre camponês

Tenho passado na vida

De quatro mês em seguida sem comer carne uma vez

Sou que durante a semana

Cumprido a sina tirana na grande labutação

Mode de sustentar a famía (família)

Só tem direito a dois dia

O resto é para o patrão

Sou sertanejo que cansa de votar com esperança

Do Brasil ficar mior (melhor)

Mas, o Brasil continua na cantiga da perua

Que é: pior, pior, pior”

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Sua bênção, Patativa !

Favelados, sertanejos e nordestinos de todo o país,

Estamos na mesma canoa:

 “O Brasil continua na cantiga da perua,

Que é pior, pior, pior !”

 

E por falar em quarentena, que tal rever “Amores Roubados” ?

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Minissérie de 2014 é trunfo da teleficção

*Aurora Miranda Leão

A começar pela expressividade do layout do título e pela impactante abertura, AMORES ROUBADOS é produção singular da nossa Teledramaturgia. Sou das que acompanharam a exibição na grade da programação da TV Globo em 2014 e recomendo que a assistam.

Quem me acompanha ao longo de minha caminhada como jornalista e pesquisadora de teleficção seriada, sabe o quanto aprecio a narrativa ficcional televisiva. Quando as obras são boas – como esta AMORES ROUBADOS -, aí mesmo é que faço questão de dizer que vejo e vejo com prazer ! Porque amo Dramaturgia – seja no Teatro, no Cinema ou na TV. Assumimos desde sempre que o bom é viajar por outras histórias, inventadas por outras cabeças, recheadas de outras fantasias, que não as nossas. Afinal, como diz o poeta gaúcho Carpinejar, nem a nossa história deixa de ser fantasiada por nós mesmos.

O roteiro de Amores roubados é de George Moura, pernambucano que também assina a autoria de “Onde nascem os fortes” (supersérie exibida em 2018), a partir de obra de Joaquim Maria Carneiro Vilela – advogado, ilustrador, pintor paisagista, cenógrafo, juiz, bibliotecário, secretário de Governo, fabricante de gaiolas, e escritor -, escrita entre 1909 e 1912, e merecedora de várias adaptações para o teatro e o cinema. Mas, por certo, o fato de ter obra sua exibida na programação da emissora líder de audiência no país, fará com que o nome do escritor seja definitivamente inscrito entre os grandes de nossa Literatura. Com o título original de “A emparedada da rua Nova”, Carneiro Vilela dizia que a história viera de um relato ouvido de uma escrava. Até hoje, não se sabe ao certo o que foi ficcionado pelo autor e o que realmente aconteceu.

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Cauã Reymond é Leandro, um típico “don juan” contemporâneo do sertão…

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Minissérie marca estreia de Jesuíta Barbosa na telinha: ele faz Fortunato, grande amigo de Leandro (Cauã Reymond).

Mas só em ter valido esta primorosa minissérie, já ganhou – e muito – a história de nossa Teledramaturgia, enriquecida pelas interpretações poderosas de Murilo Benício – um ator que consegue passar todo o sensório de seus personagens só com o olhar -, Irandhir Santos, Cauã Reymond, Isis Valverde, Patricia Pillar (soberba em sua angústia lancinante e silenciosa), Cássia Kiss, Osmar Prado, Dira Paes, César Ferrario, Jesuíta Barbosa, Magdale Alves e Thierry Tremouroux.

PRINCIPAIS DESTAQUES: 

– Direção precisa de José Luiz Villamarim, direção de arte, e fotografia de Walter Carvalho;

– O set, os enquadramentos e a atuação de Osmar Prado e Cássia Kiss na cena do acerto de contas;

– A frieza e vilania intrínseca do personagem Jayme, rapidamente tratando de se ‘descartar’ da conversa ‘incômoda’ do sogro Antônio;

– A luz da cena entre Jaime e o delegado (Walter Breda), num lindíssimo enquadramento em silhueta;

– A conversa entre Jaime e Cavalcante – Murilo Benício de costas, passando toda a emoção somente com a voz – genial !

– A comovente e quase pueril fala de Antônia, encharcada de emoção no velório do avô – ISIS VALVERDE divinal, uma nordestina com naturalidade, beleza singular e profunda empatia, levando o telespectador às lágrimas;

– O encontro de Antônia e Fortunato na beira do rio São Francisco…

* A inserção da bela Jura Secreta, música de Sueli Costa e Abel Silva, cantada de forma singular por um contagiante Raimundo Fagner;

* A qualidade das atuações de Irandhir Santos e César Ferrario numa pujança de força magistral entre dois talentos nordestinos;

* A tocante cena entre Cássia Kiss e Jesuíta Barbosa marcando mais pontos na atuação poderosa do elenco e ressaltando uma direção de arte poderosa a favorecer o contraste entre o vermelho ‘revelador’ da personagem de Cássia, o floral do guarda-chuva e a aridez rochosa às margens do São Francisco;

* Patrícia Pillar e Murilo Benício – contracena de Gigantes !

* Lindíssimos momentos de Isis Valverde, quer seja na fotografia magistral de Walter Carvalho, bem como da atuação emocionada e emocionante da atriz;

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* A sintonia precisa entre Isis e Benício em momentos de revelações perturbadoras;

* O quadro poderoso do grande campo de arames farpados como desfecho para o fim do grande vilão, o temido e maligno Jaime, quando a cena ganhou primorosos ares de réquiem;

* O belíssimo final à beira do rio reunindo 3 gerações – filha, neto e avó, preconizando possíveis (?) novos tempos de calmaria na vida conturbada, triste e sombria da família de Jaime – Isis e Patrícia em belos movimentos de interação mãe-filha X atriz tarimbada-atriz em ascensão !

Resultado de imagem para amores roubados cenas finais Patrícia Dira e Isis

Cena final une Isis Valverde e Patrícia Pillar.

De somenos: o não fechamento do destino de João (Irandhir Santos) – personagem e ator mereciam ter sua história amarrada junto ao público; e o do personagem Oscar (Thierry Tremouroux), professor de música da Orquestra Sanfônica, projeto idealizado por Isabel (Patrícia Pillar), ‘exilado’ da cidade a mando de Jaime, e tendo que se passar por Leandro…

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O diretor José Luiz Villamarim dirige Dira Paes e Cauã Reymond…

Amores Roubados é um produto de excelência, que ganhou (como apontamos em artigo de 2014) muitos prêmios: direção, fotografia, ritmo, direção de arte, edição, trilha e atuações magníficas num roteiro de suspense, rico em diálogos bem elaborados e coerentes com o cerne da história. DEZ é ainda pouco para AMORES ROUBADOS ! E é um orgulho para quem, como eu, fica feliz em poder aplaudir a grandiosidade dos nossos artistas e a qualidade a que chegaram os técnicos brasileiros ! Que Teledramaturgia de alto nÍvel faz o Brasil !

As casas dos moradores do distrito estão sendo usadas nas gravações. Um carrossel foi colocado perto da igreja do distrito, que foi expandida para as cenas. Os próprios moradores estão atuando como figurantes em 'Amores Roubados'

O interior do Nordeste brasileiro, fonte perene para a ficção teleaudiovisual.

*Você pode conferir a minissérie inteira acessando o Globo Play. A plataforma pode ser acessada de graça nestes tempos de pandemia.

Pode me chamar: Ana Ratto lança Tantas

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       Pode me chamar ! Este é o nome do single de Anna Ratto que chegou às plataformas digitais. O álbum completo da cantora carioca será lançado dia 6 de abril e se chama Tantas.

       Lançamento da gravadora Biscoito Fino, esse será o quinto álbum da carreira de Anna, que agora traz a competente direção artística da atriz e jornalista Bianca Romaneda.  

     Pode me chamar, da banda Eddie, de Recife, é a música que abre o disco. “Essa música tem uma mistura de samba-rock com dub, com reggae no meio, cheia de ousadia. Abre o disco chamando para pista”, afirma Anna Ratto. A gravação da faixa conta com Jr Tostoi na guitarra e programações; Marcelo Vig na bateria e programações; Fernando Caneca no violão sete cordas e tenor; Alberto Continentino no baixo; e Jovi Jovianiano na percussão. 

        Frevolenta é a faixa do álbum que Anna compôs com Jam da Silva. A ideia de Tantas é que novos compositores tenham trabalhos divulgados. “Já gravei muitos ídolos consagrados, como Gil, Erasmo, Belchior, Tom Zé. Neste disco quis cantar os meus ‘jovens ídolos’ e estar mais comprometida com meu canto, ser canal, sem a obrigação de compor”, comenta. Os compositores interpretados são todos da geração de Anna ou até mais novos.

        O álbum com composições de Caio Prado, Matheus Von Krüger, Ana Clara Horta, Bruna Caram, Duda Brack, Tó Brandileone, João Cavalcanti, Rodrigo Maranhão, tem também participação do Quinteto da Paraíba e Carlos Posada. Na capa do disco, Anna Ratto está com figurino de Ronaldo Fraga numa fotografia de Nana Moraes. A cantora agora está em fase de preparação da turnê de lançamento do álbum, que estreia no Rio de janeiro, dia 27 de abril, no Espaço Cultural Sergio Porto, no Humaitá.

          E a assinatura de Bianca Romaneda na direção artística é, por si só, um diferencial de qualidade importante: Bianca, além de jornalista competente e de acurada sensibilidade, é atriz, flerta bonito com a poesia e a música, e seu trabalho sempre traz um bonito traçado cuja marca principal é uma poética em que a delicadeza tem passos ritmados com igualdade social e liberdade de expressão.

Anna Ratto CD

          Sobre o trabalho com Anna Ratto, Bianca Ramoneda postou em seu Instagram:

“Ela me chamou e eu fui ! Hoje o single está disponível em todas as plataformas digitais. Nasceu uma parceria linda e criamos o conceito visual e cênico deste novo trabalho. Um disco, um show, vem muita coisa boa por aí ! Para criar esta imagem, contamos com a parceria luxuosa da fotógrafa Nana Moraes e do multiartista Ronaldo Fraga. Ronaldo veste Anna com um figurino de tatuagens desenhado exclusivamente pra ela, em papel vegetal, sobre foto clicada por Nana. São camadas e camadas de criações, onde uma ideia se soma à outra, pro bem de todos. Cristina Moura imprime sua sutileza numa make corajosa porque discreta, É como acredito que tudo deva ser. Identidade que fortalece a artista e a representa para o mundo, com a força e a beleza que ela tem. Obrigada a todos que confiam na minha direção artística. E bora dançar que eu tô precisando”.

Bianca e noix - edit

Bianca Ramoneda, em encontro com Aurora Miranda Leão, assina a direção artística do novo CD de Anna Ratto.

Saiba mais

         Anna Ratto é considerada uma das melhores vozes de sua geração por Nelson Motta (fonte: Programa Sintonia Fina), lançou o primeiro disco (Do Zero-2006) já sob a chancela e participação de talentos como Pedro Luís e Rodrigo Maranhão. No segundo (Girando-2008) contou com a honrosa presença do mestre Edu Lobo, em duo. Neste disco, a cantora reforçou o lado autoral inaugurando parceria com Edu Krieger, além de fazer releituras ousadas para autores como Roberto e Erasmo Carlos, Gilberto Gil e Novos Baianos.

      Nome artístico da psicóloga Anna Luisa Soares Rodrigues da Cunha Ratto, há mais de 10 anos essa carioca aportou na música com vigor e sensibilidade. Anna Ratto despontou na música com belo repertório, ótima afinação e elogios da crítica especializada.

        Foi em fevereiro de 2014 que Anna Ratto gravou seu primeiro DVD (ao vivo) em parceria com o CANAL BRASIL, no Teatro Rival BR (RJ). O show contou com as participações  de Erasmo Carlos e Lucas Vasconcellos.

       O DVD reuniu canções da safra autoral de Anna, como Cabra-Cega, Serena, Perto-Longe e Seja Lá Como For. “Queremos mostrar mais do que uma intérprete de música brasileira. A Anna compõe e queríamos explorar esse lado. Já tínhamos ótimo material pra isso”, disse Roberta Sá, diretora-artística do DVD, lançado em 2015.

        E as referências da compositora estão lá bem delimitadas: Gilberto Gil e Os Novos Baianos, além de uma versão ‘pop-funkeadada’ da bela “Velha Roupa Colorida”, de nosso conterrâneo Belchior, bem diferente das conhecidas com Elis e o próprio autor. A banda que acompanha Anna Ratto no DVD é formada por um “timaço”: Fernando Caneca (guitarra), Emerson Mardhine (baixo), Fabrizio Iorio (acordeom e teclados), Marcelo Costa (percussão), Cesinha (bateria) e Lucas Vasconcellos (guitarra e programações).

Imagem relacionada

Ouça nas plataformas digitais:

YouTube https://youtu.be/qRyZc_8YhkI
Apple Music https://itunes.apple.com/br/album/pode-me-chamar-single/1357980094
iTunes 
https://itunes.apple.com/br/album/pode-me-chamar-single/1357980094

*Aurora Miranda Leão é jornalista e edita o #blogauroradecinema

 

 

Inscrições para festivais e prêmios pelo Brasil

Vão até dia 11 as inscrições para a seleção do 10° Festival Internacional de Cinema Infantil – FICI 2012, que acontece entre agosto e novembro em São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Brasília, Campinas, Santos, Belo Horizonte, Aracaju, Salvador e Recife. Continue lendo em www.ancine.gov.br

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Abertas até dia 20 as inscrições ao Prêmio Brasil de Fotografia. Os interessados podem participar em duas categorias: Ensaios Fotográficos (para séries de 8 a 12 imagens)  e Pesquisas Contemporâneas, que devem se alinhar ao tema deste ano, com foco na história social e estética do olhar contemporâneo. O evento irá conceder prêmios de R$ 10 mil a R$ 40 mil aos vencedores. As inscrições devem ser realizadas via postal ou pessoalmente. Mais informações: www.portoseguro.com.br/fotografia

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Abertas até dia 25, as inscrições ao Edital Nacional Natura Musical 2012. Além das propostas de produção de CD e DVD, podem participar projetos de livros, shows, festivais, documentários e ações educativas, com foco na música. Para concorrer, os inscritos devem ter o registro no Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC) ou estar aptos à captação de recursos por meio da Lei Rouanet ou da Lei do Audiovisual. Mais informações: (11) 3146.0970 ou edital@naturamusical.com.br. Regulamento e inscrições estão disponíveis no site http://www.natura.net/patrocinio ou www.naturamusical.com.br

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A Fundação Nacional de Artes (Funarte) está selecionando para composições inéditas destinadas a conjuntos orquestrais, camerísticos e solistas, a serem executadas nos concertos da XX Bienal de Música Brasileira Contemporânea, no segundo semestre de 2013. Trata-se do Prêmio Funarte de Composição Clássica, que contemplará 30 trabalhos, os quais concorrerão a premiações de R$ 8 mil a R$ 30 mil. Mais informações: http://www.funarte.gov.br

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A Unesco está com inscrições abertas para propostas de financiamento de programas e projetos destinados à diversidade cultural, através de seu fundo internacional, até 31 de maio. Serão disponibilizados um total de US$ 100 mil em aporte financeiro para cada proposta. A iniciativa é aberta aos governos dos países em desenvolvimento membros da Convenção, ONGs nacionais da área da cultura, grupos vulneráveis ou outros grupos sociais minoritários. O formulário de inscrição, para ser preenchido em inglês ou francês, assim como mais informações e regulamentos, estão disponíveis no http://www.unesco.org

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A Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio do Departamento de Assuntos Culturais (DAC) da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), está com inscrições para o credenciamento de estudantes, trabalhadores e cinéfilos que querem integrar o Júri Popular do 35º Festival Guarnicê de Cinema. As inscrições podem ser feitas até 8 de junho. Os credenciados terão acesso gratuito às sessões de filmes e direito a voto e certificado de participação. O certificado será emitido somente para os credenciados que obtiverem 80% de participação no Festival. O 35º Festival Guarnicê de Cinema será realizado de 10 a 16 de junho, no Centro Histórico de São Luís. Mais: www.cultura.ufma.br

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Abertas até dia 31 de maio inscrições à 10ª Mostra Alagoana de Dança, a ser realizada de 9 de julho a 23 de agosto. Podem participar escolas de dança, grupos amadores ou profissionais, bailarinos profissionais ou não, em todas as modalidades cênicas, residentes em Alagoas. O tema é livre, porém a prioridade será dada aos apoiadores dos movimentos da cultura alagoana e nordestina em geral. Não há taxa de inscrição. Mais informações no site da Secretaria de Cultura de Alagoas (Secult-AL): http://www.cultura.al.gov.br

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O Núcleo de Atores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) está com inscrições abertas para atores, com idade mínima de 18 anos, com ou sem experiência, que queiram participar de uma seleção de elenco para novo espetáculo. Os interessados devem se dirigir à recepção do Centro de Arte e Cultura e realizar sua inscrição preenchendo o formulário disponível na Secretaria do local. A participação também pode ser efetuada pela internet, solicitando a ficha de inscrição através do e-mail uepbtetro@gmail.com. Mais informações: (83) 3310-9734 ou 3310-9733.

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 O 3º FESTCINE MARACANAÚ – Festival de Cinema Digital e Novas Mídias será realizado na cidade de Maracanaú (CE), no período
de 16 a 21 de Outubro, organizado e coordenado pela empresa Abraham Filmes e Estúdio Digital, sob aa coordenação-geral do produtor e cineasta Afonso Celso.

A programação do FESTCINE MARACANAÚ divide-se em três mostras competitivas: a primeira para longa-metragem em formato digital; a segunda para curtas brasileiros em formato digital; e a terceira para novas mídias. O festival promove ainda uma mostra de curta-metragem, destinada aos realizadores da zona metropolitana de Fortaleza.

As inscrições ao FESTCINE MARACANAÚ – Festival de Cinema Digital e Novas Mídias prosseguem até dia 15. O festival tem premiação em dinheiro, assim estabelecida:

    1. R$ 10.000,00 (Dez mil reais) para melhor produção audiovisual Longa Metragem
    2. R$ 5.000,00 (Cinco mil reais) para melhor produção audiovisual Curta Metragem
    3. FESTCINE MARACANAÚ – Festival de Cinema Digital e Novas Mídias.
      www.festcinemaracanau.com.br – atendimento@festcinemaracanau.com.br 

 

Trancoso vai virar território da música erudita

 

§  Primeiro festival de música erudita no País realizado junto às falésias

§  Alguns dos melhores solistas internacionais se apresentarão ao lado de renomada orquestra jovem nacional

§  Músicos darão aulas a alunos de escolas públicas da região e a estudantes de música de todo o País 

MeT é muito mais que um grandioso festival de música erudita, em um local paradisíaco da costa brasileira. É um evento cultural com características únicas. Em uma semana de duração, 17 a 24 de março, cumprirá uma programação inteiramente gratuita voltada para difundir a música clássica e contribuir para a formação musical de jovens da comunidade e o aprimoramento técnico de estudantes de música de todo o País. 

O MeT tem ainda entre seus objetivos ser uma fonte geradora de negócios e de oportunidades de emprego para a população local, na baixa temporada, contribuindo para o desenvolvimento sustentável em Trancoso e região de Porto Seguro, no Sul da Bahia, por meio da música.

 

O festival deverá atrair grande e diversificado público. Um anfiteatro, especialmente projetado para acomodar 800 pessoas, irá proporcionar excelência acústica e uma visão fascinante de um dos maiores patrimônios ambientais do País. Inicialmente projetado para ser montado no canyon de Trancoso, nessa edição foi transferido para o alto das falésias, no Terra Vista Golf Resort, em cenário igualmente paradisíaco.

 

A Orquestra Juvenil da Bahia, com regência do maestro e pianista Ricardo Castro, dividirá o palco com dez dos melhores virtuoses internacionais, em repertórios que mesclam o erudito e o popular brasileiro. Os concertos terão início no pôr do sol, um dos momentos do dia mais deslumbrantes da região. 

Paralelamente aos concertos, abertos ao público, integrantes da orquestra e solistas ministrarão gratuitamente clínicas de técnica e interpretação (masterclasses) a estudantes de música e ouvintes, e aulas básicas de música, para alunos de escolas públicas da região. As masterclasses compreendem clínicas de violino, viola, violoncelo, flauta, clarinete, trompa e fagote. 

O MeT é a consagração de um sonho compartilhado por quatro amigos e parceiros, que têm em comum a paixão pela música e o amor por Trancoso: Sabine Lovatelli (fundadora do Mozarteum Brasileiro); Carlos Eduardo Bittencourt (Calé), empresário da região e ativo integrante da comunidade local; François Valentiny, arquiteto de renome internacional; e Reinold Geiger, empresário respeitado mundialmente com grande destaque na mídia internacional. 

Foram dois anos de intenso trabalho para dar forma e conteúdo a uma idéia ambiciosa: montar um grande e inédito festival de música clássica que fosse, ao mesmo tempo, instrumento de crescimento pessoal e de desenvolvimento e inserção social. 

Reservas de ingresso (até quatro pessoas, por concerto) e as inscrições para as masterclasses podem ser feitas pelo site www.musicaemtrancoso.org.br, pelo telefone (73) 3668-1487/ 2177 ou pessoalmente, na Rua do Telégrafo, 385 – MCPC 248, em Trancoso.

O início de um ambicioso projeto 

Música em Trancoso – MeT foi planejado e estruturado para concretizar objetivos culturais, socioeducativos e econômicos, com múltiplos benefícios para toda a comunidade. 

Em harmonia com a natureza  

O anfiteatro no alto das falésias de Trancoso, com capacidade para 800 pessoas, estará em harmonia com a paisagem, amplificando os efeitos do impacto de um cenário mágico sobre os sentidos.   

O projeto arquitetônico do anfiteatro teve consultoria do renomado arquiteto luxemburguês François Valentiny (http://www.hvp.lu/), Em cache – Similaresque desde o início se engajou ao projeto e é um de seus idealizadores. Em estrutura desmontável, será instalado na parte superior do Canyon, com vista do alto das falésias de Trancoso, um dos maiores patrimônios ambientais do país. Os concertos terão início ao pôr-do-sol, um dos momentos do dia mais deslumbrantes da região.

François Valentiny é internacionalmente reconhecido e ganhador de vários prêmios por projetos para teatros e espaços culturais. Entre alguns de seus trabalhos, destacam-se o Wroclow Concert Hall (Polônia), o Concert Hall de Saarbrücken (Alemanha), a Casa de Mozart – Kleines Festspielhaus – de Salzburg (Áustria) e o Luxemburg Pavillion, na Expo 2010 de Xangai. 

Orquestra e solistas – Raro encontro  

Uma das mais importantes orquestras jovens brasileiras com solistas nacionais e internacionais, o erudito e o popular, se apresentarão gratuitamente no MeT em concertos espetaculares, jam sessions e exibições de música de câmara. 

Orquestra Juvenil da Bahia – Ricardo Castro, regente

Principal formação do NEOJIBA – Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, programa da Secretaria de Cultura do Governo da Bahia. Criado pelo pianista e maestro Ricardo Castro, tem como objetivo promover a excelência e a integração social por meio da prática orquestral. Inspirado no Sistema Nacional das Orquestras e Coros Juvenis e Infantis da Venezuela (FESNOJIV), o programa oferece uma rotina contínua e diária de estudos. É composta por 110 instrumentistas na faixa de 12 a 25 anos de idade, sendo referência mundial para jovens formações. 

Maestro Ricardo Castro

Fundador e diretor do NEOJIBA, leciona na Haute École de Musique de Lausanne, na Suíça. Começou a tocar piano aos três anos de idade e a estudar a partir dos cinco.

Estudou piano e regência no Conservatório de Genebra. Em 1993, recebeu o primeiro lugar no Leeds International Piano Competition na Inglaterra, sendo o primeiro vencedor latino-americano da competição. Apresentou-se nas mais importantes salas de concerto e com renomadas orquestras, como BBC Symphony, Orchestre de la Suisse Romande, Tonhalle de Zurique, English Chamber Orchestra e Tokyo Phillarmonic. Trabalhou com alguns dos mais renomados maestros da atualidade, como Sir Simon Rattle, Yakov Kreizberg e Leif Segerstam.

Desde a fundação do NEOJIBA, Ricardo Castro tem colocado todos os seus esforços para inserir a prática coletiva da música no cotidiano dos jovens e crianças brasileiros. 

Andreas Grünkorn, Violoncelo – Solista principal da Berlin German Symphony Orchestra, nasceu em Bonn e aos 17 anos tornou-se aluno de David Geringas, na Lübeck Musikhochschule. Mesmo antes de terminar os estudos, foi solista principal da Dortmund Philharmonic Orchestra e, desde 1996, tem a mesma posição na Berlin German Symphony Orchestra.

Participa frequentemente de formações de música de câmara, notadamente com o Hartog Quartet e o Trio Atrium. Fez o seu début como solista em 1999, com Shostakovich’s Cello Concerto No. 1, sob regência de Zdenek Macal. 

Benoit Fromanger, Flauta – Nascido em Paris, estudou flauta no Conservatório Versailles e no Conservatoire National Supérieur de Musique de Paris, com professores como Roger Bourdin, Jean-Pierre Rampal e Alain Marion. Ganhou diversos prêmios internacionais, como o Prêmio da Paribas Foundation, The Grand Prix de l´Académie du Disque Français, e Diapason d´or.

Fromanger é membro da Bavarian Radio Symphony Orchestra e já se apresentou com diversas orquestras de renome, como a Bavarian Radio Symphony e a Berlin Philharmonic, e regentes como Claudio Abbado, Carlo Maria Giulini, Bernard Haitink, Daniel Barenboim, Riccardo Muti, Pierre Boulez, Zubin Mehta, Wolfgang Sawallisch e Lorin Maazel. Apresenta-se também em shows e concertos de música de câmaras, com Jessye Norman, Carolyn Carlson, Patrick Dupont, Claude Bolling, Katia e Marielle Labèque, Maxim Vengerov, Mischa Maisky, Viktoria Mullova, Gary Karr e Milan Turkovic, entre outros. 

Cesar Camargo Mariano, compositor, arranjador, maestro e pianista: uma das atrações no Festival de Trancoso…

Desenvolveu uma carreira brilhante como pianista, arranjador, produtor e compositor. Hoje é um dos músicos brasileiros mais admirados em todo o mundo. Autodidata, no início dos anos 60, o jovem pianista já impressionava com seu swing e formou dois dos mais importantes trios da época: “Sambalanço Trio” e “Som Três”. Lançou mais de 30 discos em 50 anos de carreira. Entre suas mais de 200 composições, figuram as clássicas “Samambaia”, “Cristal” e “Curumim”, gravadas também por consagrados artistas, como Yo-Yo Ma, Paquito D’Rivera e Clare Fisher. É também frequentemente convidado como solista de grandes orquestras, como The London Royal Philharmonic e Tokyo Symphony Chamber.

Atualmente morando nos Estados Unidos, continua a desenvolver seus trabalhos autorais e colabora com grandes nomes internacionais, além de compor trilhas sonoras para cinema e televisão. Entre vários prêmios nacionais e internacionais, Cesar Camargo Mariano recebeu em 2006 o Grammy especial pela excelência musical, Lifetime Achievement Latin Grammy Award.  

Jonathan Williams, Trompa – Chamber Orchestra of Europe e BBC Symphony Orchestra

Natural da Inglaterra, estudou com Sydney Coulston no Royal Northern College of Music de Manchester. Em 1982, juntou-se ao COE como trompetista principal, onde trabalhou como solista com vários regentes, como Claudio Abbado, Paavo Berglund, John Eliot Gardiner, Nikolaus Harnoncourt, Yehudi Menuhin, Roger Norrington, Alexander Schneider e Sandor Vegh.

É um dos membros fundadores do Wind Soloists of the Chamber Orchestra of Europe e do Gaudier Ensemble, o segundo solista (co-principal) da BBC Symphony Orchestra e um entusiasmado incentivador do ensino de jovens músicos além de ativo colaborador de jovens orquestras na Itália e na Inglaterra. 

Katia & Marielle Labèque, Duo de Piano

As duas irmãs nasceram na costa sudoeste da França, próximo à Espanha, e formam uma dupla de piano muito comunicativa. Seu repertório inclui de um vasto material de Bach, interpretado em instrumentos de época, até compositores contemporâneos do século XXI. Logo após a graduação, na adolescência, faziam apresentações de música contemporânea. A gravação de duo de piano da Rhapsody in Blue, de George Gershwin, vendeu mais de meio milhão de cópias.

Tocaram sob a direção de regentes mundialmente reconhecidos, dentre eles, Giovanni Antonini, Semyon Bychkov, Gustavo Dudamel, Charles Dutoit, Sir John Eliot Gardiner, Zubin Mehta, Antonio Pappano, Georges Prêtre, Sir Simon Rattle, Esa-Pekka Salonen, Leonard Slatkin e Michael Tilson Thomas.

Participaram de apresentações com as orquestras mais prestigiadas do mundo: a Royal Concertgebouw, de Amsterdã, as Filarmônicas de Berlim, Viena, Los Angeles e a do Teatro Alla Scala di Milano; as Sinfônicas de Boston, Chicago e Londres, as orquestras de Cleveland e Filadélfia, a Leipzig Gewandhaus Orchestra, a Bayerischer Rundfunk e a Dresden Staatskapelle Orchestra. 

Richard Galler, Fagonista – Ensemble Wien-Berlin

Nascido em Graz, na Áustria, iniciou seus estudos de fagote com Johann Benesch no Conservatório de Graz e se aprofundou com Milan Turkovic na Faculdade de Música “Mozarteum”, em Salzburgo/ Áustria.

Recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, como Jugend Musiziert, C.M.v.Weber Wettbewerb e Concurso da IDRS, em Manchester, Inglaterra. Em 1987, passou a fagotista solo da Orquestra Sinfônica de Viena.

Tocou em festivais de música de câmara em Lockenhaus (Áustria), Mondsee (Áustria), Risör (Noruega), Uusikaupunki (Finlândia), St. Gallen (Suiça), Festival Pablo Casals em Prades (Espanha) e Pacific Music Festival em Sapporo (Japão), etc.

É Professor Titular na Universidade de Música e Artes Plásticas de Viena, membro do Grupo de Câmara de Viena e também sucessor de Milan Turkovic no Quinteto de Sopro “Ensemble Wien-Berlin“. 

Rüdiger Liebermann, Violino – Berlin Philharmonic Orchestra

De uma família de músicos, começou tocando piano aos cinco anos de idade e aos oito iniciou aulas de violino com Jacob Weinsheimer. Prestou a prova final no Folkwang Hochschule, em Essen, antes de ir aos EUA, onde recebeu seu diploma artístico na Escola de Música da Universidade de Indiana, em Bloomington.

Antes de se juntar à Filarmônica de Berlim, Liebermann foi assistente de Saschko Gawriloff na Berlin’s Hochschule der Künste (agora Universität der Künste). Atualmente, é membro do Berlin Philharmonic String Sextet, Berlin Baroque Soloists e Philharmonic Piano Trio. 

 

Walter Küssner, Viola – Berlin Philharmonic Orchestra

Recebeu treinamento profissional de música de Jürgen Kussmaul, em Düsseldorf, Kim Kashkashian, em Nova Iorque, e Michael Tree, em St. Louis. Em 1987, tornou-se membro do Bavarian Radio Symphony Orchestra em Munique. Dois anos mais tarde, foi para a Filarmônica de Berlim, da qual participou de inúmeras formações de música de câmara, com o Philharmonic String Octet e o Athenaeum Quartet.

 Walter Seyfarth, Clarinete – Berlin Philharmonic Wind Quintet

Natural de Düsseldorf, foi vencedor da competição Deutscher Tonkünstlerverband aos dezesseis anos. Após seus estudos na Escola Superior de Música de Freiburg com Peter Rieckhoff e com Karl Leister, na academia da Berlin Philharmonic Orchestra, foi nomeado para a Radio Simphony Orchestra de Saarbrücken. Em 1985, juntou-se à Berlin Philharmonic como solo Eb-Clarinet.

Seyfahrt fundou a Berlin Philharmonic Wind Quintet, em 1988. Também é membro do grupo de câmara The Winds of the Berlin Philharmonic. Entre suas responsabilidades de ensino e tutoria estão a Academia da Orquestra Filarmônica de Berlim, a Jeunesses Musicales World Orchestra e a Orquestra Jovem da Venezuela.

 

Mônica Salmaso Iniciou a carreira na peça “O Concílio do Amor”, dirigida por Gabriel Villela, em 1989. Em 1995, gravou o CD “Afro-sambas”, duo de voz e violão arranjado e produzido pelo violonista Paulo Bellinati, contendo os afro-sambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes. Foi indicada ao Prêmio Sharp – 1997 como Revelação na categoria MPB. Ganhou o Segundo Prêmio Visa MPB – Edição Vocal, pelo júri e aclamação popular em 1999 e, no mesmo ano, o Prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte. Tem CDs lançados em países da Europa, no Japão, nos Estados Unidos, Canadá e México. 

Banda Mantiqueira

A banda iniciou suas apresentações em 1991 tocando nos bares de São Paulo, cumprindo temporadas de grande sucesso. O primeiro CD da banda, “Aldeia”, foi indicado para o Grammy, na categoria de Melhor Performance de Jazz Latino, em 1998. Em 2000, foi lançado o segundo CD, “Bixiga”, homenagem ao bairro paulistano onde mora grande parte dos músicos da banda. Em 2005, lançou “Terra Mantiqueira”, pelo selo Maritaca, que conquistou o Prêmio Tim de Música, em 2006, como Melhor Álbum de Música Instrumental. No mesmo ano e mesma categoria, a banda foi indicada ao Grammy Latino. Participou de vários concertos com a OSESP na Sala São Paulo no exterior. É composta por 14 integrantes 

Grupo PIAP banda

Formado em 1978, o grupo tem direção de John Boudler e co-direção de Carlos Stasi e Eduardo Gianesella. Já se apresentou na Bahia, em Minas, no Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Em 1987, apresentou-se em onze concertos nos EUA. Devido à diversidade de estilos musicais, aliada ao fascínio da multiplicidade timbrística e rítmica que a percussão exerce, os concertos são muito ecléticos, tornando-se especialmente atrativos para o público.

Os idealizadores do MeT 

Sabine Lovatelli 

Seu coração pertence à Trancoso, onde tem sua segunda moradia. É fundadora do Mozarteum Brasileiro, que há mais de 30 anos traz o melhor da música clássica para o Brasil. O Mozarteum Brasileiro representa uma das mais significativas contribuições para o desenvolvimento musical brasileiro, com uma série de atividades socioeducativas, que fazem da música importante instrumento de desenvolvimento pessoal e social. Essa riquíssima experiência será agora compartilhada com a comunidade de Trancoso.

Carlos Eduardo Bittencourt (Calé)

Homem de diversos talentos que se apaixonou por Trancoso há trinta anos. Desde então vive lá, onde é respeitado por ser célula importante do tecido comunitário. 

François Valentiny

Amante da música e um dos grandes arquitetos do mundo. Projetou e construiu várias casas de ópera em diversos países. Seu apreço pelas belezas naturais de Trancoso inspirou a criação do espaço de concerto do festival.  

Reinold Geiger

Empresário internacional sempre em busca de novos desafios, seu amor por Trancoso e a amizade com os demais integrantes do MeT o tornaram um parceiro natural.

Cinédia Ensina Cinema e TV

Veja os novos cursos que a CINÉDIA Cena Criativa oferece aos que moram no RIO – avise aos amigos, convide os colegas e embarque nesta viagem em busca do conhecimento…
 
 
Encontros com o Cinema Latino Americano
 
 
Um dos temas quentes do momento, o cinema latino-americano moderno e contemporâneo será tema de um curso com pesquisadora, professora e consultora da Rede Globo Cláudia Dottori. Desde a criação do Nuevo Cine até o Novíssimo Cinema Argentino, os caminhos e descaminhos do sub-continente serão desbravados em um conjunto de 8 aulas no Cinédia Cena Criativa.
  

Introdução à Teledramaturgia Brasileira

Como escrever para televisão? Televisão é só novela? Como contar bem uma história? Esta e outras perguntas serão respondidas no inovador curso de Teledramaturgia Brasileira, que o especialista André Bernardo irá ministrar na Cinédia Cena Criativa a partir de 4 de abril.

Uma História do Cinema Experimental 

 

O que é ousar em cinema? Como avaliar depois de tantas vanguardas, experiências, invenções, os caminhos da criação cinematográfica em sua vertente mais radical? Este é objetivo do mais novo curso do Cinédia Cena Criativa, que começara em 26 de abril e será ministrado pela cineasta, fotógrafa e restauradora Cristiana Miranda. 

 

Roteiro de Cinema e Tv –  Uma Abordagem sem Complicação

Uma das peças fundamentais da criação cinematográfica, o roteiro terá seus meandros técnicos e artísticos desvendados por Cláudio MacDowell, cineasta e consultor do Laboratório de Roteiros ligado ao Sundance, em curso a ser ministrado na Cinédia Cena Criativa a partir do dia  12 de abril. Entre outros temas, serão abordados os conceitos de dramaturgia, narrativa, realismo e personagem.  

Roteiro de Cinema e Tv –  Uma Abordagem sem Complicação

Uma das peças fundamentais da criação cinematográfica, o roteiro terá seus meandros técnicos e artísticos desvendados por Cláudio MacDowell, cineasta e consultor do Laboratório de Roteiros ligado ao Sundance, em curso a ser ministrado na Cinédia Cena Criativa a partir do dia  12 de abril. Entre outros temas, serão abordados os conceitos de dramaturgia, narrativa, realismo e personagem. 

 

 
 
Curso Produção Audiovisual 

O Cineasta Emiliano Ribeiro, produtor executivo do “Gatão de Meia Idade”, e “Dores & Amores”, estará na Cinédia  para ministrar um curso intensivo sobre: Produção Audiovisual.

 

Apresentará aos estudantes montagem de projetos para as Leis de Incentivos Fiscais, (Rouanet e Audiovisual), formatação do Orçamento Analítico (Modelo Ancine), Análise Técnica do Roteiro, Plano de Produção, Ordem do Dia e toda a engenharia financeira necessária à sua realização na produção audiovisual.

 

Interpretação e a Comunicação Através da Arte

Todos nós sabemos que a música é uma poderosa forma de comunicação. Mas o que exatamente ela comunica? Qual o papel do intérprete na comunicação através da arte? O que determina a frieza, o exagero ou a dose certa de sensibilidade em uma interpretação?  Essa e outras perguntas vão ser respondidas no curso que a Pianista e Compositora, Monique Aragão dará na Cinédia,no próximo dia 6 de abril.  Baseado no livro “Música, Mente, Corpo e Alma”, de sua autoria.   

Começa Venda para Rock in Rio

Na última sexta, começou a venda de ingressos para o Rock in Rio 2011. Até ontem, 22/11, já foram comercializadas 62 mil entradas. Cada uma ao custo de R$ 190 (R$ 95 a meia).

Desta vez, o Rock in Rio acontecerá  dias 23, 24, 25 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro de 2011, na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca. O evento deve receber mais de 100 atrações – até o momento, poucas foram confirmadas, como Red Hot Chili Pepper, Metallica, Snow Patrol, Sepultura e Capital Inicial.

Segundo os organizadores, estima-se que 100 mil ingressos seja vendidos antes do Natal, por meio do Rock in Rio Card. O cartão chegará ao domicílio indicado pelo cadastro. A venda desse primeiro lote será limitada por CPF. Cada pessoa poderá comprar até quatro entradas inteiras e uma meia. A troca pelo bilhete será feita a partir de 11 de janeiro, até 31 de maio de 2011. Após esse período, a escolha da data estará sujeita à disponibilidade para o dia.

Ainda de acordo com os organizadores, 60% dos ingressos foram adquiridos por compradores de fora do Estado do Rio de Janeiro.

Mais informações: www.rockinrio.com.br

Malu Mader:”Minha Relação com a Moda é Superficial”

Às vésperas de mais um aniversário, Malu Mader, a Suzana da novela Ti-Ti-Ti, revela que, depois de delicada cirurgia na cabeça em 2005, se preocupa com questões mais graves do que um simples pé de galinha

Como Suzana, editora de revista de moda em Ti Ti Ti

O DIA — Você fez ‘Ti-Ti-Ti’ em 1985. Qual é a emoção de estar nesta nova versão?
Malu Mader — É uma grande alegria. Gostava muito do Cassiano Gabus Mendes. Fiquei toda feliz quando fui convidada para fazer ‘Ti-Ti-Ti’ porque adorava o Luiz Gustavo. Também comecei uma parceria legal com o Cássio Gabus naquela novela.

– Ao mesmo tempo em que ‘Ti-Ti-Ti’ estreia, a Globo já pensa no elenco da próxima novela de Gilberto Braga para o horário das oito. Você não foi convidada? Tem vontade de trabalhar com ele novamente?

— Sempre tenho vontade de trabalhar com o Gilberto, pois ele é um ótimo autor. Não pintou convite para a próxima novela dele ou talvez esse tenha pintado primeiro. Gilberto não tem nenhum contrato assinado comigo, não é um casamento. Temos uma amizade que extrapola o profissional e nos falamos de vez em quando.

— Em ‘Ti-Ti-Ti’, sua personagem é editora de uma revista de moda. Qual é o seu envolvimento com esse universo?
— Não sou muito ligada a moda, minha relação é muito superficial. Profissionalmente, muitos atores desfilam, é mais uma possibilidade de trabalho. Eu sempre descarto porque fico bastante tímida. Sempre tive pavor. Não gosto nem de opinar sobre moda porque só uso tênis e calça jeans. Quem é desse universo deve achar que me visto sem personalidade. A verdade é que gosto de chegar antes da roupa.

— Sua última novela foi ‘Eterna Magia’, em 2007. Por que ficou todo esse tempo longe da TV?
— Não sei explicar exatamente. Não houve um motivo especial. Estava esperando um convite que me empolgasse. Tenho preferência por bons papéis e não por horário. O bom é estar envolvido em um ambiente legal. Às vezes, você pega um excelente papel numa novela que não vai tão bem e começa a ser contagiado. Um bom clima nos bastidores segura qualquer ibope. Faço 44 anos em setembro e já aconteceu de tudo um pouco. Bom papel em novela que não está indo bem, galera legal com ibope péssimo, todo mundo malhando no jornal e você feliz porque vai encontrar uma turma legal…

— Às vésperas de completar 44 anos, você lida tranquilamente com o envelhecimento?
— Não penso muito sobre envelhecer. Sou a filha caçula, meus irmãos eram mais velhos e eu já tinha questões filosóficas sobre envelhecer e morrer desde cedo. Também já tive muitos problemas de saúde e essas questões mais graves são mais importantes para mim do que um ligeiro pé de galinha.

— Já fez ou faria plástica?
— Nunca fiz, o que não quer dizer que eu nunca farei. Sou como toda mulher. Um belo dia você acorda e pensa que quer fazer.

— Em 2005, você passou por uma delicada cirurgia na cabeça para a retirada de um cisto. O que mudou na sua vida depois disso?
— Sempre muda alguma coisa. Fiquei um pouco mais quieta, no meu canto. É natural ficar meio triste logo depois. Tem gente que gosta de dividir isso com os outros, eu não gosto muito. Foi bem na época em que estava fazendo o documentário ‘Contratempo’. Depois atuei em ‘Eterna Magia’, talvez tenha feito numa fase em que não estava totalmente recuperada. Por outro lado, fiquei animada para voltar, o trabalho é bom para te trazer de volta. Não trabalhar muito tempo é meio esquisito para mim, que faço isso desde os 16 anos.

Com o parceiro de tantas décadas, o músico Tony Bellotto

— Seus filhos, João e Antônio, já são dois adolescentes. Eles demonstram vontade de seguir seus passos ou a carreira do pai (o músico Tony Bellotto)?
— Eles tocam, demonstram algum talento para atuação, mas não falo nada. Não fico dizendo para eles irem fazer teste ou para uma gravadora. Deixo rolar. Vejo eles tocando com o pai e fico louca porque não tenho talento nessa área e amo música mais que tudo nessa vida. Me sinto uma analfabeta perto deles em relação a muita coisa, mas adoro ser mãe de adolescentes.

* GABRIELA GERMANO, jornal O Dia

Clown no Passeio…

Tirem sua toalha xadrez do armário,encham sua cesta de piquenique de alegria e vamos todos virar criança !!!!!!!!!!!!!
  
Levem seus filhos, netos, sobrinhos, afilhados, filhos dos amigos (ops se eles deixarem) e por gentileza repassem esse convite pra quem quiser brincar de ser feliz…
 
 
piquenique clown nada.jpg

Os 70 de John Lennon

Os discos-solo de John Lennon foram digitalmente remasterizados para marcar a data em que o genial vocalista dos Beatles completaria 70 anos, informa a EMI.

Entre os discos a serem relançados, Imagine (1971), Rock ‘n’ Roll (1975) e o álbum ganhador de um Grammy, Double Fantasy, o último que lançou antes de ser assassinado, em dezembro de 1980, remasterizado para eliminar  algumas instrumentalizações.

Engenheiros da EMI e a viúva de John, Yoko Ono, foram os encarregados de remasterizar os oito álbuns que o Artista lançou durante sua carreira solo.

Alguns singles que não foram incluídos nesses discos também serão lançados com o título John Lennon Signature Box.

Yoko afirmou que em um ano “tão especial” espera que o relançamento dos trabalhos de John “permita que sua música chegue a um novo público”.

“Espero que a remasterização destas 121 músicas faça com que aqueles que já conheciam o trabalho de John encontrem nova inspiração em seu incrível talento como compositor, músico e cantor e em seu poder como cronista da condição humana”, afirmou.

Para Yoko, as músicas de John, que no dia 9 de outubro completaria 70 anos, têm hoje a mesma “relevância” de quando foram compostas.

  AP  
O cantor John Lennon
 John Lennon: três álbuns remasterizados para comemorar 70 anos