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Pode me chamar: Ana Ratto lança Tantas

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       Pode me chamar ! Este é o nome do single de Anna Ratto que chegou às plataformas digitais. O álbum completo da cantora carioca será lançado dia 6 de abril e se chama Tantas.

       Lançamento da gravadora Biscoito Fino, esse será o quinto álbum da carreira de Anna, que agora traz a competente direção artística da atriz e jornalista Bianca Romaneda.  

     Pode me chamar, da banda Eddie, de Recife, é a música que abre o disco. “Essa música tem uma mistura de samba-rock com dub, com reggae no meio, cheia de ousadia. Abre o disco chamando para pista”, afirma Anna Ratto. A gravação da faixa conta com Jr Tostoi na guitarra e programações; Marcelo Vig na bateria e programações; Fernando Caneca no violão sete cordas e tenor; Alberto Continentino no baixo; e Jovi Jovianiano na percussão. 

        Frevolenta é a faixa do álbum que Anna compôs com Jam da Silva. A ideia de Tantas é que novos compositores tenham trabalhos divulgados. “Já gravei muitos ídolos consagrados, como Gil, Erasmo, Belchior, Tom Zé. Neste disco quis cantar os meus ‘jovens ídolos’ e estar mais comprometida com meu canto, ser canal, sem a obrigação de compor”, comenta. Os compositores interpretados são todos da geração de Anna ou até mais novos.

        O álbum com composições de Caio Prado, Matheus Von Krüger, Ana Clara Horta, Bruna Caram, Duda Brack, Tó Brandileone, João Cavalcanti, Rodrigo Maranhão, tem também participação do Quinteto da Paraíba e Carlos Posada. Na capa do disco, Anna Ratto está com figurino de Ronaldo Fraga numa fotografia de Nana Moraes. A cantora agora está em fase de preparação da turnê de lançamento do álbum, que estreia no Rio de janeiro, dia 27 de abril, no Espaço Cultural Sergio Porto, no Humaitá.

          E a assinatura de Bianca Romaneda na direção artística é, por si só, um diferencial de qualidade importante: Bianca, além de jornalista competente e de acurada sensibilidade, é atriz, flerta bonito com a poesia e a música, e seu trabalho sempre traz um bonito traçado cuja marca principal é uma poética em que a delicadeza tem passos ritmados com igualdade social e liberdade de expressão.

Anna Ratto CD

          Sobre o trabalho com Anna Ratto, Bianca Ramoneda postou em seu Instagram:

“Ela me chamou e eu fui ! Hoje o single está disponível em todas as plataformas digitais. Nasceu uma parceria linda e criamos o conceito visual e cênico deste novo trabalho. Um disco, um show, vem muita coisa boa por aí ! Para criar esta imagem, contamos com a parceria luxuosa da fotógrafa Nana Moraes e do multiartista Ronaldo Fraga. Ronaldo veste Anna com um figurino de tatuagens desenhado exclusivamente pra ela, em papel vegetal, sobre foto clicada por Nana. São camadas e camadas de criações, onde uma ideia se soma à outra, pro bem de todos. Cristina Moura imprime sua sutileza numa make corajosa porque discreta, É como acredito que tudo deva ser. Identidade que fortalece a artista e a representa para o mundo, com a força e a beleza que ela tem. Obrigada a todos que confiam na minha direção artística. E bora dançar que eu tô precisando”.

Bianca e noix - edit

Bianca Ramoneda, em encontro com Aurora Miranda Leão, assina a direção artística do novo CD de Anna Ratto.

Saiba mais

         Anna Ratto é considerada uma das melhores vozes de sua geração por Nelson Motta (fonte: Programa Sintonia Fina), lançou o primeiro disco (Do Zero-2006) já sob a chancela e participação de talentos como Pedro Luís e Rodrigo Maranhão. No segundo (Girando-2008) contou com a honrosa presença do mestre Edu Lobo, em duo. Neste disco, a cantora reforçou o lado autoral inaugurando parceria com Edu Krieger, além de fazer releituras ousadas para autores como Roberto e Erasmo Carlos, Gilberto Gil e Novos Baianos.

      Nome artístico da psicóloga Anna Luisa Soares Rodrigues da Cunha Ratto, há mais de 10 anos essa carioca aportou na música com vigor e sensibilidade. Anna Ratto despontou na música com belo repertório, ótima afinação e elogios da crítica especializada.

        Foi em fevereiro de 2014 que Anna Ratto gravou seu primeiro DVD (ao vivo) em parceria com o CANAL BRASIL, no Teatro Rival BR (RJ). O show contou com as participações  de Erasmo Carlos e Lucas Vasconcellos.

       O DVD reuniu canções da safra autoral de Anna, como Cabra-Cega, Serena, Perto-Longe e Seja Lá Como For. “Queremos mostrar mais do que uma intérprete de música brasileira. A Anna compõe e queríamos explorar esse lado. Já tínhamos ótimo material pra isso”, disse Roberta Sá, diretora-artística do DVD, lançado em 2015.

        E as referências da compositora estão lá bem delimitadas: Gilberto Gil e Os Novos Baianos, além de uma versão ‘pop-funkeadada’ da bela “Velha Roupa Colorida”, de nosso conterrâneo Belchior, bem diferente das conhecidas com Elis e o próprio autor. A banda que acompanha Anna Ratto no DVD é formada por um “timaço”: Fernando Caneca (guitarra), Emerson Mardhine (baixo), Fabrizio Iorio (acordeom e teclados), Marcelo Costa (percussão), Cesinha (bateria) e Lucas Vasconcellos (guitarra e programações).

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Ouça nas plataformas digitais:

YouTube https://youtu.be/qRyZc_8YhkI
Apple Music https://itunes.apple.com/br/album/pode-me-chamar-single/1357980094
iTunes 
https://itunes.apple.com/br/album/pode-me-chamar-single/1357980094

*Aurora Miranda Leão é jornalista e edita o #blogauroradecinema

 

 

Andréia Horta vai eternizar Elis Regina no Cinema

Semelhança de Andréia Horta com Elis Regina impressiona…

ELIS, cinebiografia em homenagem à cantora Elis Regina, será lançado no próximo semestre, e traz Andréia Horta no papel-título e em caracterização que a deixou mega parecida com a saudosa “Pimentinha“. O filme narra a vida da cantora gaúcha desde sua chegada à capital carioca até sua morte em 19 de janeiro de 1982. A direção é de Hugo Prata, que assina seu primeiro filme.

Andréia Horta, que atualmente protagoniza a novela Liberdade, Liberdade, diz acreditar na força dos sonhos. Sobretudo porque desde os 19 anos, quando leu a biografia da cantora , desejou interpretá-la: “Foi uma cabeçada. Fiquei completamente apaixonada e comecei a desejar fazê-la um dia”.

Elis e Andreia

Durante o processo de produção do filme, Andréia teve problemas de agenda e quase perde a chance de assumir Elis: “Quando saiu a grana do projeto, fui chamada para fazer uma novela e não teria condições de me preparar. Tive que sair, mas acabei voltando. Acho que a Elis não deixou. Ela foi lá e me trouxe de volta”.

Andréia Horta conta que passou por uma intensa rotina de preparação vocal e corporal: “No filme é a voz dela, porque quando você a ouve, o coração balança. Fizemos um filme justamente porque ela canta como ela canta. O trabalho de canto foi exaustivo porque eu tinha que ‘encostar’ nela. A voz é da Elis, mas minha veia tem que saltar quando a dela salta, minha respiração tem que ser a mesma.”

Elis PB

Elis Regina: força, carisma, voz e interpretação que entraram para a História !

Os olhos de Andréia se enchem de brilho quando fala de ELIS: “Era uma mulher fiel aos seus impulsos, com uma capacidade de elaboração das coisas incrível. Um ouvido brilhante ! Os músicos diziam que ela era um instrumento, porque era um absurdo de escuta musical. Tinha também um lado caseiro, que eu desconhecia.Tudo nela me interessa”. A atriz afirma que um dos momentos mais tocantes nas filmagens foi quando gravou a música O Bêbado e o Equilibrista, que tornou-se um clássico da MPB e um hino do movimento da Anistia. Além disso, Andréia lembra da emoção de cantar o clássico Fascinação. “Era como se eu estivesse cantando para ela”.

Enfim, Elis Regina tem data marcada para chegar aos cinemas…

 João Marcello Bôscoli, filho mais velho da cantora (que tinha 11 anos quando Elis morreu), diz estar satisfeito com os trechos que viu do filme. João Marcelo declara também que muitas pessoas se interessaram em levar a vida de Elis ao cinema, mas nada foi adiante. Segundo ele, o diretor Hugo Prata é quem foi ousado e não desistiu da ideia, realizando um projeto de forma autoral: “O Hugo disse que ia fazer e fez. É seu primeiro filme e as pessoas estão surpresas com o resultado”.

Andréia Horta no set durante as filmagens de ELIS

O diretor HUGO PRATA, que declara ser um apaixonado por música, diz que seu primeiro longa-metragem, não poderia fugir ao tema: “Essa história precisava ser contada. Elis reúne todas as características de um bom personagem. É forte, controversa, apaixonada, brava, profunda, polêmica e, além de tudo, uma artista excepcional. Colocava muita paixão em tudo, sempre. E isso é fundamental”.

Comentando a eleita Andréia Horta para o papel da cantora, Hugo Prata enxerga a escolha pela sensibilidade: “Ela teve a compreensão da personagem e a força dramática. Foi difícil traduzir essa mulher tão complexa, grande e forte. Andréia trabalhou o tempo todo no limite da emoção, assim como a Elis. Tentamos levar isso para a tela. E acho que conseguimos. Mas foi com muito sangue, suor e paixão”.

Andréia Horta e o desafio de viver a história da eterna Elis Regina