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Paulo Coelho e a voz do coração…

O que você faria se soubesse que só teria, APENAS, mais 30 dias de vida ?

Enquanto você pensa, veja o que fez o inusitado e sempre inteligente Paulo Coelho:

O escritor publicou em seu Blog um vídeo explicando uma cirurgia para desentupir 90% das artérias, feita em novembro. O diagnóstico apontava morte em 30 dias.

No vídeo, o escritor explica que, após a morte do pai de sua agente, Mônica, de infarto, ela insistiu pra que ele visitasse o médico para fazer um exame de rotina. Foi aí que o problema foi descoberto.

 
Marlene Bergamo/Folha Imagem
Paulo Coelho vive com a mulher, Cristina, em Saint Martin (sul da França)
Paulo Coelho vive em Saint Martin, sul da França: obra publicada em mais de 150 países e traduzida em 71 idiomas.  

 

“A nota de Ancelmo Gois, colunista do O Globo, diz que o médico me deu 30 dias de vida, dia 28 de novembro do ano passado, o que é absolutamente correto, mas deixa eu explicar. O pai da minha agente Mônica morreu em setembro e a Mônica começou a encher o saco de todo mundo mandando fazer exames. E eu pensei: ‘poxa, eu ando todos os dias, eu faço arco e flecha, eu tenho uma vida saudável, eu não sou gordo, eu não vou fazer este teste’. Mas quando eu voltei do aniversário da minha mulher em Madri, eu já tinha marcado a consulta e eu fui fazer o teste, o famoso teste do esforço. Fiz, fiquei cansado, e quando eu saí, fui para a sala dele (médico) e o cara virou e disse ‘Sr. Coelho o senhor vai morrer daqui a 30 dias’ e eu olhei para a minha mulher e disse: ‘o quê?'”, explicou Paulo.

Com 90% das artérias coronárias bloqueadas, o escritor tinha como única saída: a operação. No procedimento, o médico avisou que havia dois caminhos: “Um: acontecer alguma coisa na mesa de operação; dois: a gente não achar as veias entupidas, e, se não achar, vai ter que abrir o coração e fazer aquela coisa que antigamente se fazia, que é a ponte de safena’. Eu fiquei apavorado. Eu olhei para ele, saí e disse ‘deixa eu pensar’, e ele me disse: ‘não pensa muito, não'”.

Paulo Coelho dedica sua vida a espalhar boas energias… Viva Paulo Coelho !

Mesmo com a pressão jogada pelos médicos, Paulo Coelho comentou que repensou sobre a vida e não se assustou com a morte.

“O mais interessante é que eu pude repensar na minha vida, já que isso poderia ocasionar em uma coisa séria, literalmente, eu podia morrer. Eu disse assim: ‘bom, eu não tenho medo de morrer, sempre falei para as pessoas que eu não tinha medo de morrer e agora estou enfrentando essa possibilidade real e não estou com medo’. E a segunda coisa que eu pensei foi: ‘que vida abençoada que eu tive, casei com a mulher que eu amo, passei por 33 anos ao lado dela, ela vai estar bem financeiramente, eu trabalhei a vida inteira naquilo que eu quis, vivi, fiz todos os meus excessos, quando eu era jovem, vivi intensamente a minha vida, tive sucesso naquilo que eu me propus, que era difícil, que era ser escritor e viver de literatura, e, se eu morrer amanhã, vou morrer contente'”.

Raul Seixas, músico cultuado, teve em Paulo Coelho (à direita) seu melhor letrista…

O escritor acalmou seus fãs e contou que a operação foi um sucesso, ficando apenas três horas na UTI do hospital. “A verdadeira história é essa: a grande lição dessa história é que eu estava realmente condenado, mas ninguém morre antes da hora”.

Com a mulher, a artista plástica Cristina Oiticica, a quem Paulo Coelho se refere sempre como seu grande esteio…

JORNALISTAS na Coleção Imprensa em Pauta

            

 IMPRENSA OFICIAL LANÇA PERFIS DOS JORNALISTAS PAULO FRANCIS, JOSÉ RAMOS TINHORÃO E ROBERTO MÜLLER FILHO

 

Cada um a seu modo, Paulo Francis, José Ramos e Tinhorão e Roberto Muller Filho influenciaram de maneira decisiva o jornalismo brasileiro. Livros fazem parte da Coleção Imprensa em Pauta e serão lançados dia 28 na Livraria da Vila da Fradique Coutinho. 

Três jornalistas singulares, com características únicas e importância vital para o jornalismo brasileiro – Paulo Francis, José Ramos Tinhorão e Roberto Müller Filho – terão suas trajetórias registradas em novas biografias da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. “Paulo Francis – Polemista Profissional”, de Eduardo Nogueira; “Tinhorão, O Legendário”, de Elizabeth Lorenzotti, e “Roberto Müller Filho – Intuição, Política e Jornalismo”, de Maria Helena Tacchinardi, serão lançados no dia 28 de abril (quarta-feira), a partir das 18h30, na Livraria da Vila – Rua Fradique Coutinho, 915. As obras fazem parte da Coleção Imprensa em Pauta. 

“São três nomes que revolucionaram e deixaram marcas definitivas na imprensa brasileira, contribuindo decisivamente para moldar sua qualidade e pluralidade”, destaca Hubert Alquéres, diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado. 

O carioca Paulo Francis (1930-1997) foi um dos mais conhecidos e influentes jornalistas brasileiros de todos os tempos. Amado ou odiado, despertava paixões extremas sempre estimuladas por suas talentosas polêmicas. Francis desempenhou papel importantíssimo na resistência à ditadura militar.Foi um dos fundadores do Pasquim, em 1969, e mais tarde colaborou com os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo, além de fazer comentários na TV Globo. Suas polêmicas com artistas, políticos ou intelectuais – algumas delas antológicas – não deixavam ninguém indiferente.

 

O texto inicial da obra é a reprodução de um texto de Millor Fernandes, publicado 10 anos após a morte de Francis. A primeira parte do livro conta sua trajetória, desde a infância até sua consagração profissional. Depois, aborda algumas das principais polêmicas em que se envolveu, passa pelos livros que escreveu e encerra detalhando sua transformação de trotskista em conservador. A parte final do livro traz um ensaio fotográfico de Francis, produzido por Bob Wolfenson na década de 1990. A quarta capa tem assinatura de Ruy Castro.

 

Figura singular da história do jornalismo brasileiro, José Ramos Tinhorão construiu, a partir de seus artigos pioneiros sobre música e cultura popular, uma história da cultura urbana. Começou no jornalismo como copidesque, em 1952, no Diário Carioca, e seus primeiros artigos sobre música saíram em 1961, no Jornal do Brasil. Nacionalista convicto, rigoroso e intransigente com suas ideias – muitas delas controvertidas, que desafiavam consensos estabelecidos – o estudioso logo ganhou fama de chato. Em 1980, abandonou o jornalismo para mergulhar ainda mais fundo nas pesquisas, que continuaram causando polêmica: ele demonstrou que o samba nasceu no Rio e não na Bahia, que a modinha nasceu no Brasil como dança e só depois chegou a Portugal como canção. O livro traça um perfil biográfico de Tinhorão ao mesmo tempo em que fala dos bastidores da imprensa carioca dos anos 1950 e 1960 e passa em revista as várias de suas querelas, como a que envolveu a Bossa Nova. Completa o volume uma copiosa antologia de textos de Tinhorão. 

Criador do modelo que deu credibilidade e prestígio à Gazeta Mercantil, ainda nos anos 1970, Roberto Müller Filho transformou o jornal em uma das publicações mais importantes do país – referência nas áreas de economia, negócios, política e diplomacia. Ele assumiu o cargo de editor chefe da Gazeta Mercantil, em 1974, com a missão de transformar o jornal em uma publicação independente, influente e rentável. Escrito com base em longos depoimentos concedidos por Müller, o livro é um reencontro com quase cinco décadas da história do Brasil.