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FÁBIO ASSUNÇÃO Vira Padre

Fábio Assunção roda até dia 3 em Recife o longa O País do Desejo, de Paulo Caldas. O filme conta a história de uma pianista clássica de renome que luta contra uma doença crônica nos rins.

Roberta (Maria Padilha) se dedica com disciplina e paixão à música. Durante uma viagem, naquela que pode ser a sua última turnê, ela passa mal e desmaia em um concerto.

Foto: Otávio de Souza / Divulgação

Internada numa clínica, conhece Padre José (Fábio Assunção com Juliana Kametani, que interpreta uma enfermeira), pároco da Igreja de Santo Agostinho, extremamente envolvido com a comunidade, localizada em área rural canavieira próxima à capital. Juntos, eles viverão uma insuspeita paixão.

A partir daí, a família de José passa a ter importância fundamental na história, uma vez que o pai, Dr. Orlando (interpretado pelo veterano ator pernambucano Germano Haiut) e seu irmão César (Gabriel Braga Nunes) são médicos e donos da Clínica do Rim em que Roberta está internada.

Os temas família, amor, celibato, medicina e igreja se misturam. Apesar de ser um drama contemporâneo, tem linguagem leve, próxima da comédia. A estréia está prevista para o primeiro semestre de 2011.

Fábio Assunção no Novo Longa de Paulo Caldas

Para Paulo Caldas, o Brasil é o país do desejo. Há três anos, o cineasta vem desenvolvendo as bases do seu novo filme, estrelado por Fábio Assunção e Maria Padilha.

Com o início das filmagens previstas para daqui a 15 dias, O País do Desejo será o quarto longa-metragem de uma carreira que já rendeu Deserto Feliz (2007), O Rap do Pequeno Príncipe contra as almas sebosas (2000, com Marcelo Luna) e Baile Perfumado (1997, com Lírio Ferreira).
Para narrar a história de Roberta, musicista clássica que vem de Minas Gerais para uma apresentação no Teatro de Santa Isabel, Caldas ainda conta com atuações de Gabriel Braga Nunes, Jones Melo, Conceição Camarotti, Fabiana Pirro e Nash Laila, além de Nicolau Breyner, veterano ator português. Para a trilha sonora, criações dos franceses de Erik Satie e Debussy estão em negociação.

Padilha será Roberta, pianista de fama internacional portadora de doença crônica dos rins; Assunção será Padre José, renegado pela Igreja a uma pequena paróquia. Juntos, eles viverão uma insuspeita paixão.

Pela primeira vez, Paulo Caldas muda o foco da periferia para a elite econômica, onde, diz o cineasta, “família, amor, celibato, medicina e igreja se misturam num drama contemporâneo, tropicalizado e de humor refinado, próximo da comédia”.

Em movimento igualmente inédito, O País do Desejo (inicialmente batizado Amor sujo), representa sua incursão pelo cinema 100% ficcional, despido de documentário, elemento até então constante em sua filmografia.