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LIXO EXTRAORDINÁRIO Disputa Indicação ao Oscar

O documentário Lixo Extraordinário (Waste Land), co-produzido pela O2 Filmes e pela produtora inglesa Almega Projects, está entre 15 selecionados para concorrer ao Oscar de melhor documentário longa-metragem.

Com direção conjunta de João Jardim (Janela da Alma e Pro Dia Nascer Feliz), da cineasta Karen Harley e da documentarista inglesa Lucy Walker, Lixo Extraordinário deve estrear em fevereiro de 2011. 

No Brasil, filme teve sua première no III Festival Paulínia de Cinema, sendo aplaudido de pé e levou prêmios Especial do Júri e do Público. Lixo Extraordinário também foi exibido em sessões hours concours no Festival do Rio e na Mostra São Paulo.

No Festival de Berlim, Lixo Extraordinário foi eleito pelo público como Melhor Documentário na Mostra Panorama e também venceu o prêmio da organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI), junto com o filme Son of Babylon

Lixo Extraordinário teve sua premiere mundial no Festival Sundance em janeiro deste ano, e arrematou o prêmio do público de Melhor Documentário Internacional. O filme já acumulou vários outros prêmios participando de mais de 15 festivais nacionais e internacionais.

O documentário relata a trajetória do lixo dispensado no Jardim Gramacho, maior aterro sanitário da América Latina localizado na periferia de Duque de Caxias (RJ), até ser transformado em arte pelas mãos do artista plástico Vik Muniz e seguir para prestigiadas casas de leilões internacionais. Obras que, muitas vezes, retornam ao Rio para compor as paredes da alta sociedade carioca. 

O documentário tem produção de Hank Levine e produção executiva de Fernando Meirelles e Andrea Barata Ribeiro. Trailer oficial para download: http://www.sendspace.com/file/wl2z25

 FICHA TÉCNICA 

Direção: Lucy Walker

Codireção: João Jardim, Karen Harley

Produção: Angus Aynsley, Hank Levine

Coprodução: Peter Martin

Produção Executiva: Fernando Meirelles, Miel de Botton Aynsley, Andrea Barata Ribeiro, Jackie de Botton

Música: Moby

Edição: Pedro Kos

Direção de Fotografia: Dudu Miranda

Codireção de Fotografia: Heloisa Passos, Aaron Phillips

Mixagem de Som: Aloysio Compasso, José Lozeiro

Distribuição: Downtown Filmes

Duração: 90 minutos

Ano de produção: 2009 

PATROCÍNIO  

BB Seguro Auto, Ourocap, Eletrobrás

Viabilizado pela Lei do Incentivo ao Audiovisual (Art. 1º A) 

Este filme foi selecionado pelo Programa Petrobras Cultural.

 PRÊMIOS E PARTICIPAÇÕES EM FESTIVAIS INTERNACIONAIS:

 SUNDANCE – Janeiro 2010

Prêmio do Público de Melhor Documentário Internacional

FESTIVAL DE BERLIM – Fevereiro 2010   

Prêmio da Anistia Internacional (AI)

Prêmio de Melhor Documentário – Mostra Panorama  

FESTIVAL TRUE/ FALSE (EUA) – Março 2010 

Seleção oficial

FULL FRAME DOCUMENTARY FESTIVAL (EUA) – Abril 2010  

Prêmio do Público de Melhor Documentário 

DALLAS INTERNACIONAL FILM FESTIVAL (EUA) – Março 2010       

Prêmio Target Film Maker – Melhor Documentário 

HOT DOCS (CANADA) – Maio 2010

Entre os 10 favoritos do público 

PROVINCETOWN INTERNATIONAL FILM FESTIVAL (EUA) – Junho 2010 

Prêmio HBO do Público – Melhor Documentário  

SEATTLE FILM FESTIVAL (EUA) – Junho 2010

Prêmio Golden Space Needle – Melhor Documentário  

MAUI FILM FESTIVAL (EUA) – Junho 2010

Prêmio do Público de Melhor Documentário Internacional

 

FESTIVAL DE PAULÍNIA (SP) – Julho 2010
Prêmio do Público de Melhor Documentário
Prêmio Especial do Júri

 

DURBAN INTERNATIONAL FILM FESTIVAL – Agosto 2010
Prêmio de Melhor Documentário
Prêmio do Público de Melhor Filme
Prêmio da Anistia Internacional (AI)

ECOFOCUS FILM FESTIVAL – Outubro 2010
Prêmio do Público de Melhor Longa-Metragem Documentário

TRINIDAD E TOBAGO FILM FESTIVAL – Outubro 2010
Prêmio do Público de Melhor Documentário

 

FLAGSTAFF MOUNTAIN FILM FESTIVAL – Outubro 2010
Prêmio do Juri

VANCOUVER INTERNATIONAL FILM FESTIVAL – Outubro 2010
Rogers People’s Choice Award

SÃO PAULO INTERNACIONAL FILM FESTIVAL – Novembro 2010

Prêmio Itamaraty de Melhor Documentário 

AMAZONAS FILM FESTIVAL – Novembro 2010

Prêmio Especial do Júri 

BIOGRAFIAS DOS DIRETORES:

Lucy Walker

Lucy Walker usa técnicas da dramaturgia para fazer documentários, buscando personagens memoráveis em mundos que, outrora, seriam completamente fechados a ela. Além de Lixo Extraordinário, Lucy Walker dirigiu outro documentário que estreou no Festival de Sundance, 2010: Countdown to zero, um filme aterrorizante sobre a atual ameaça de terrorismo e proliferação nuclear.

Seu filme anterior, Blindsight, estreou em Toronto e recebeu prêmios do público na Berlinale – Panorama Publikumspreis, Ghent, AFI e festival de Palm Spring, e indicações de Melhor Documentário no Grierson Awards 2007 e no British Independent Film Awards. Blindsight segue a jornada emocional de seis adolescentes tibetanos cegos que escalam o lado norte do Monte Everest com o seu herói, o alpinista cego americano Erik Weihenmeyer, e com o professor Sabriye Tenberken, que fundou a Braille Sem Fronteiras, a única escola para cegos no Tibete.

O primeiro documentário de Lucy Walker, Devil’s Playground, analisou as lutas dos adolescentes Amish durante o período de experimentação (rumspringa). O filme estreou em 2002 no Festival de Sundance e ganhou prêmios no Karlovy Vary e festival de Sarasota, além de três indicações ao Emmy como Melhor Documentário, Melhor Diretor e Melhor Edição, e a indicação de Melhor Documentário no Independent Spirit Award.

Lucy Walker dirigiu a série da Nickelodeon Blue’s Clues, pela qual foi indicada duas vezes para o Emmy de Melhor Direção de Programa Infantil. A diretora também ganhou vários prêmios por seus curtas-metragens.

Walker cresceu em Londres, na Inglaterra, onde fez seus primeiros trabalhos como diretora, dirigindo peças na escola. Durante a faculdade, na Universidade de Oxford, ela seguiu o mesmo caminho e suas peças ganharam prestigiosos prêmios da Oxford University Dramatic Society. Após graduar-se com um Bachelor of Arts (BA) Hons e um Master of Arts (MA) Oxon em Literatura, ela ganhou uma bolsa Fulbright para participar da New York University’s Graduate Film Program, onde ganhou seu Master of Fine Arts (MFA). Enquanto estava na NYU, ela trabalhou como DJ, período no qual ela conheceu Moby, responsável pela música de Lixo Extraordinário.

João Jardim

Nascido em 1964, no Rio de Janeiro, João Jardim, formou-se em Jornalismo pela Faculdade da Cidade e estudou cinema na Universidade de Nova Iorque. No início da sua carreira trabalhou como assistente de direção nos longas Faca de Dois Gumes, de Murilo Salles, Dias Melhores Virão, de Cacá Diegues, e Moon Over Parador, de Paul Mazursky. Na TV Globo, na década de 90, integrou o núcleo do diretor Carlos Manga, atuando como editor das minisséries Memorial de Maria Moura e Agosto e como diretor de Engraçadinha. Ainda para a tevê, dirigiu os documentários Free Tibet e Terra Brasil – este último premiado no Festival de Televisão de Nova Iorque – e editou João e Antônio, especial com Tom Jobim e João Gilberto e a série Caetano Veloso, 50 Anos, de Walter Salles. Entre outros trabalhos como editor destaca-se o documentário 1930, Tempo de Revolução, de Eduardo Escorel.

 O primeiro longa-metragem de João Jardim, Janela da Alma,(2002) em parceria com Walter Carvalho, surpreendeu a todos por sua temática incomum: a visão. O documentário se tornou o oitavo lugar daquele ano nas bilheterias brasileiras, ficando em cartaz por 48 semanas – um recorde em se tratando de documentários. O diretor ainda levou para casa oito prêmios, entre eles os de Melhor Documentário da Academia Brasileira de Cinema, da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e dos festivais internacionais Message to Men (Rússia) e Ecocinema (Grécia).

Quatro anos mais tarde, João Jardim repetia o sucesso de público e crítica com Pro Dia Nascer Feliz,(2006) agraciado com dez prêmios – incluindo três de Melhor Documentário na Mostra de São Paulo (júris oficial, popular e da juventude) e três entre os mais importantes do Festival de Gramado: dois de Melhor Filme (crítica e júri popular) além do Prêmio Especial do Júri.

Nos últimos anos João dirigiu alguns episódios da série de Por toda a minha vida,para a TV Globo, sobre Nara Leão, Elis Regina, Raul Seixas e Dolores Duran. Os programas sobre Elis e Nara Leão foram ambos indicados ao Prêmio Emmy Internacional respectivamente em 2007 e 2008 na categoria Melhor Programa de Arte. Atualmente finaliza o longa-metragem Amor?, sobre relações afetivas que envolvem violência.

Karen Harley

Karen Harley dirigiu vários documentários curta-metragens sobre artistas brasileiros como Ernesto Neto, Nós pescando o Tempo; um retrato biográfico do artista Leonilson intitulado Com o oceano inteiro para nadar (Melhor Filme no Festival do Rio );  Comfundo, sobre Marcos Chaves; Estudo em Branco sobre obra de Enrica Bernardeli.

Como editora, Karen trabalhou com uma vasta gama de cineastas, incluindo Cacá Diegues em Tieta e Fábio Barreto em O Quatrilho, que recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1995. Com Mika Kaurismaki, Karen editou Moro no Brasil (2002), Honey Baby (2003) e Brasileirinho (2005).

Em 2001, Karen trabalhou com os diretores João Jardim e Walter Carvalho no premiado Janela da alma. Em 2005 montou Cinema, Aspirinas e Urubus, do diretor Marcelo Gomes, que estreou na Mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes. O filme ganhou mais de 30 prêmios, incluindo o de Melhor Montagem na Academia Brasileira de Cinema.  O Baixio das Bestas, de Cláudio Assis ganhou o Tiger Award de Melhor Filme no Festival de Rotterdam em 2007. A Festa da Menina Morta, do diretor estreante Matheus Nachtergaele, foi apresentado no Festival de Cannes de 2008. Mais recentemente, em 2009, ela montou Viajo porque preciso, volto porque te amo de Karim Ainouz e Marcelo Gomes, que foi lançado na Mostra Orizzonti, Festival de Veneza, e foi premiado como Melhor Filme no Festival de Cinema de Cuba, Melhor Filme em Santa Maria da Feira, Portugal, Melhor Filme no Festival de Toulouse.

Lixo Extraordinário é o primeiro longa-metragem de Karen Harley como diretora.