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Orlando Senna e a Dramaturgia nos Lençóis Baianos

Oficinas Orlando Senna de Dramaturgia Audiovisual de Lençóis

As Oficinas Orlando Senna de Dramaturgia Audiovisual de Lençóis surgiram no ano 2000, pensadas e projetadas para o treinamento de contadores de histórias em geral e, particularmente, de contadores de histórias audiovisuais (cinema, TV, multimídia, videogame). 

Das nove oficinas montadas até o momento, resultaram a realização de doze filmes (dois longa-metragens, dois longa-metragens TV, oito curta-metragens), o que confere ao projeto um nível bastante alto de resultados práticos.

 

A metodologia é lastreada no entendimento e treinamento do raciocínio dramático e na prática de criação e elaboração de narrativas, desenvolvidas a partir de aportes teóricos e análise progressiva e coletiva dos trabalhos de redação e visualização. 

No tocante a histórias audiovisuais, trata-se de sistematizar o trabalho do roteirista, ou seja, como escrever um roteiro segundo as exigências dramatúrgicas e formais da comunicação audiovisual atual. 

O formato é sempre o de um brainstorm, os participantes pensando intensamente e conjuntamente sobre equações dramáticas e sobre os personagens e as tramas propostas por cada um, o que leva a vários e distintos resultados: a conformação de uma narrativa, a sinopse de uma narrativa a ser trabalhada posteriormente, argumentos e roteiros audiovisuais.

 Em qualquer medida desses resultados práticos, pretende-se fixar no comportamento criativo dos participantes a autodisciplina necessária ao trabalhoso ofício de inventar e organizar histórias para qualquer meio de comunicação.

BRILHANTE na TV BRASIL

Hoje, 14 de maio
Programa de Cinema – 23h
TV Brasil



O longa de Conceição Senna se passa em Lençóis, na Chapada Diamantina (Bahia).

O processo de transformação de Lençóis, uma pequena cidade decadente e vivendo basicamente da extração de pedras preciosas, se deu a partir das filmagens de Diamante Bruto, filme de Orlando Senna, em 1977. Além de servir de cenário, toda a população, em torno de 4 mil pessoas, participou de alguma forma da realização do filme.

José Wilker em Diamante Bruto

O trabalho resgatou a auto-estima dos moradores e atraiu muitos visitantes, fazendo com que surgisse uma relação especial entre a população e o filme realizado. Trata-se de um lugar arruinado pela decadência dos garimpos que, depois de 25 anos, tornou-se um dos mais visitados centros turísticos do país.

Este documentário conta o impacto de Diamante Bruto na história da cidade.


Duração: 75 m
. Gênero: Documentário. Ano de Produção: 2005. Livre


O cinema que transforma. Em “Brilhante”, Conceição Senna mostra como a cidade baiana de Lençóis mudou por causa de um filme.
 
Mônica Loureiro (Tribuna da Imprensa,13-6-2005)
 
 
Com pedaços de memória, excertos de película e depoimentos emocionados, a diretora Conceição Senna fez do documentário “Brilhante” um filme de amor.
 
Ceci Alves (A Tarde, BA , 30-5-2005)
 
 
“Brilhante” é um convite a construção de uma cidadania participativa, um banho de auto-estima, um salutar convite ao cuidado com a posteridade.
 
Aurora Miranda Leão (Aurora de Cinema, http://www.auroradecinema.com.br)

FILME CULTURA de Volta. VIVA !

A histórica revista Filme Culturauma referência de leitura sobre cinema no Brasil entre 1966 e 1988 -, volta a ser publicada a partir deste mês, com o lançamento da edição nº 50, marcado para a próxima terça, 27, entre as 18h30 e às 21h30, na Casa de Rui Barbosa, em Botafogo.

O novo projeto Filme Cultura consiste, além da revista, no lançamento do website: www.filmecultura.org.br e da coleção histórica em versões fac-símile e microfilmes, esta em convênio com a Biblioteca Nacional’.

A Filme Cultura 50 traz um núcleo temático intitulado Cinema Brasileiro Agora, com artigos e mesa-redonda sobre o estado atual do cinema na Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, pois como afirma no editorial  Gustavo Dahl, diretor da publicação, ‘Viajar de Norte a Sul pelos ambientes de produção audiovisual que estão gerando novos olhares é uma opção que se impôs, como recomeço de conversa’.

Outros textos abrangem ensaios, críticas além de diversas seções voltadas para aspectos de atualidades, tecnologia, curtas-metragens, resenhas de livros e internet, perfil de personalidades da cultura cinematográfica brasileira, republicação de textos históricos, etc. Além do corpo de redatores fixos da revista, escrevem também críticos e pesquisadores de várias regiões do país.

Em texto de apresentação do nº 50, o ex-secretário do Audiovisual do Minc, Silvio Da-Rin, fala da vocação de fênix da Filme Cultura: ‘Desaparecida, por vicissitudes comuns às iniciativas que vicejam no campo estatal, por várias vezes renasceu, renovada, para cumprir a função que o singelo título sugere, em forma de binômio indissolúvel.’

A Filme Cultura amparada pela força do estado, foi a mais longeva de todas as revistas de cinema já editadas no Brasil. Entre seus articulistas estavam Antônio Moniz Vianna, Carlos Fonseca, Sérgio Augusto, Jean-Claude BernardetIsmail Xavier, Inácio Araújo, João Luiz Vieira, Orlando SennaRogério Sganzerla e Jairo Ferreira.

Carmen Miranda em cena de Alô, Alô Carnaval, grande êxito da CINÉDIA

Seus editores foram Flávio Tambellini, Ely Azeredo, José Carlos Monteiro, David Neves, José Haroldo Pereira, Leandro Tocantins, José Carlos Avellar, João Carlos Rodrigues, Cláudio Bojunga e Paulo Roberto Ferreira.

No endereço www.filmecultura.org.br os internautas poderão encontrar o conteúdo completo da revista, assim como matérias adicionais, íntegra de mesas-redondas e vídeos. O site vai disponibilizar também a coleção histórica completa de Filme Cultura em PDF, página a página e com sistema de busca por palavras-chave.

O site está em construção e entrará no ar em duas etapas – uma com a edição mais recente já na data do lançamento – e outra quando do lançamento da coleção fac-símile, que será simultâneo em papel e internet. No site os visitantes poderão deixar seus comentários, sugerir pautas para a revista e interagir com a equipe de redação.

A publicação será trimestral, podendo ser adquirida em livrarias de referência e na Funarte (Rio). A revista também será distribuída gratuitamente a bibliotecas e instituições culturais do país.

A coleção histórica em fac-símile também estará à venda a partir de julho.

A versão em microfilmes pode ser consultada na sessão de periódicos da Biblioteca Nacional.

Cena de Matou a família e foi ao cinema, clássico de Júlio Bressane

O projeto foi concretizado graças a uma parceria entre o Centro Técnico Audiovisual e o Instituto Herbert Levy, com patrocínio da Petrobras.   

Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente, 134Botafogo Tel.: (21) 32894600

Acesse: http://carmattos.wordpress.com / https://twitter.com/carmattos