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Thadeu Vivas celebra parceria com Oswaldo Montenegro no Teatro

Artista envolvido com música desde criança – o pai é um importante nome da Música Brasileira -, produção de teatro, dramaturgia e realização audiovisual, THADEU VIVAS une a paixão pelas letras, a música e o teatro, e convida para Leitura Dramatizada que acontece amanhã no Teatro Glauce Rocha, no Rio.

ENTRE UMA BALADA & UM BLUES sobe ao palco do Glauce Rocha amanhã. A música-tema é uma parceria entre Oswaldo Montenegro e Thadeu Vivas.

Thadeu show

O Teatro fica na avenida Rio Branco, coração central da capital carioca, e o espetáculo tem ENTRADA FRANCA.

Thadeu Vivas vai estrear ao mesmo tempo como autor, ator e diretor. É uma ousadia própria dos que sabem que a paixão pode e deve superar qualquer medo do risco. É um mergulho num universo que Thadeu conhece, estuda, ama e no qual quer se aventurar cada vez mais. E qualquer artista que resolve sobrepor-se às incertezas naturais do mergulho cênico, já merece a cumplicidade do público, a adesão da classe e o caloroso APLAUSO do Blog Aurora de Cinema.

Thadeu pç

Portanto, amanhã, 2 de outubro, é noite de ir ao Teatro conferir o espetáculo de Thadeu Vivas – ENTRE UMA BALADA & UM BLUES -, às 19h, no palco do Teatro Glauce Rocha.

Vamos ao TEATRO !

Thadeu só

Confira aqui a música-tema do espetáculo, música de Oswaldo Montenegro e letra de Thadeu Vivas:

Osw toca

http://www.youtube.com/watch?v=-3xpQnJJjAA&feature=share

Oswaldo Montenegro lança Prêmio Ana Botafogo

 
 
 

Oswaldo Montenegro faz homenagem à Diva da Dança…

 
Comemorando 35 anos de carreira, Ana Botafogo, principal nome da dança brasileira, é homenageada pelo amigo Oswaldo Montenegro que lança nesta quarta (4), o “Prêmio Ana Botafogo de Dança”.

A iniciativa é um concurso na internet que visa dar oportunidade e visibilidade a talentos da dança, de qualquer estilo, premiando com R$30.000,00 as melhores performances:

– R$10.000,00 (dez mil reais): melhor performance de grupo
– R$ 5.000,00 (cinco mil reais): melhor performance individual
– R$10.000,00 (dez mil reais): performance de grupo com maior acesso no Youtube
– R$5.000,00 (cinco mil reais): performance individual com maior acesso no Youtube.

Oswaldo e Ana em busca de novos talentos da dança…

 

“Meu sonho agora é encontrar talentos, dar visibilidade aos que estão chegando e aos que já estão aí, e que ainda não têm”, conta Ana Botafogo.

O Brasil é conhecido como o país da música e do futebol, mas ele também é a grande nação da dança, com seus inúmeros estilos. Por isso, o concurso abrange todos os tipos de coreografia, sem limite ou preconceito.

Os interessados deverão enviar suas performances filmadas (em qualquer tipo de equipamento) e utilizar como trilha sonora músicas do novo álbum “De Passagem”, de Oswaldo Montenegro, a ser disponibilizado inteiro para download gratuito aos participantes. “Oswaldo Montenegro surpreende com o vigor do seu novo repertório. Além da multiplicidade de estilos, do xaxado ao blues, balada, baião, canção, ele conjuga ceticismo, rebeldia e dialética nas letras”, Tárik de Souza, crítico musical.

O candidato pode concorrer com quantas performances quiser, sendo apenas uma canção por performance. As inscrições e envio dos vídeos vão até 31 de janeiro.

Informações: www.oswaldomontenegro.com.br/concurso.

Júri técnico escolhido por Ana Botafogo

Ana Botafogo fala sobre o concurso: http://www.youtube.com/watch?v=IGxVoQN-V9s&feature=youtu.be

Ana Botafogo – símbolo de excelência e qualidade:

Ana Botafogo, Primeira Bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro há 30 anos, já dançou em importantes Companhias de Ballet como a Saddler’s Wells Royal Ballet (Inglaterra), Ballet Nacional de Cuba (Cuba), Ballet del Opera di Roma (Itália), entre outras.

Entre seus partners internacionais estão os mais expressivos nomes da dança mundial. Dos muitos títulos que recebeu está o de Embaixatriz da Cidade do Rio de Janeiro e o de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro. O Ministro da Cultura da República Francesa nomeou-a em 1997 ”Chevalier Dans L’Ordre des Arts et des Lettres”. Do Ministério da Cultura recebeu a Ordem do Mérito Cultural, na classe de Comendadora, por ter se distinguido por suas relevantes contribuições prestadas à cultura no país…

CD “DE PASSAGEM”- SUCESSO DE CRÍTICA:

Oswaldo Montenegro surpreende com o vigor do seu novo repertório”. Tárik de Souza, crítico de música

O Menestrel renova seu repertório neste CD de inéditas que reitera a contundência de seu discurso direto”. Jornal O Dia.

Oswaldo Montenegro continua com fôlego de gato. O álbum surpreende pelo vigor do artista no bem sucedido passeio pela musicalidade brasileira e suas nuances”. Leidiane Montfort, Crítica de Música, A Gazeta – Cuiabá

Com significativas nuanças instrumentais, o repertório do álbum reflete a alma inquieta do compositor”. Aquiles Riques Reis, crítico de música. Diário do Comercio SP.

É com um repertório bem pensado e visivelmente maduro que Oswaldo Montenegro ressurge para o País, neste álbum que foi anunciado pela crítica especializada como surpreendente”. Yáskara Cavalcante, jornal O liberal (Belém).

Além de compor e interpretar suas canções, Oswaldo Montenegro exibe sua versatilidade tocando piano, violão e percussão em diferentes faixas”. Jornal Extra.

“Com repertório inédito, Oswaldo Montenegro se supera no CD De Passagem”, A Tribuna – Vitória.

“CD De Passagem impressiona pela pegada e pela versatilidade do artista, ainda que ela já seja conhecida”, Aaron M./Território da Música.

“Com uma variedade de estilos que vai do xaxado ao blues, o músico apresenta seu álbum de inéditas”. Jornal Agora-SP.

Cantor combina atitude e qualidade artística no álbum. O instrumentista mostra grande capacidade de se reinventar enquanto passeia por diferentes sonoridades”. Sara Saar, Diário do Grande ABC.

“Montenegro tem o que dizer. E o faz de forma direta, marca forte deste contundente De PassagemDe Passagem expõe a honestidade e a coerência de Oswaldo Montenegro,Mauro Ferreira, crítico especializado. Notas Musicais

Com 12 faixas que prometem boas lembranças e fortes emoções, o novo disco é pura diversidade musical”. Jornal Amazônia.

“Músicas com letras bem elaboradas, ótimas melodias e que já é aclamado pela crítica especializada… Um dos melhores lançamentos do ano”. Robson Candêo, JG News.

“Oswaldo Montenegro é facilmente colocado entre as vozes masculinas mais privilegiadas do Brasil”, O Povo.

“De Passagem” fecha um ano cheio de projetos do cantor, que desde o final dos anos 70 arrebata admiradores com suas canções trovadoras”. O liberal (Americana)

“De Passagem tem surpreendido os críticos pela capacidade do artista de se renovar”. Carlinhos Santos, Jornal O Pioneiro.

“O Menestrel exibe a conhecida competência como melodista em Eu quero ser feliz agora, Velhos amigos e Pra ser feliz… O consagrado cancionista vai além… baião, blues e rap, com letras que vão da rebeldia ao ceticismo”. Irlam Rocha, Correio Braziliense.

“No auge da criatividade, Oswaldo Montenegro lança disco e celebra sucesso de seu primeiro filme.” Ana Clara Brant, Jornal Estado de Minas.

“Impecável, da qualidade sonora à iluminação, passando pela exibição de vídeos no cenário ao fundo do palco em absoluta sincronia com o compasso da música, o show foi um deleite”. Valéria Kurovsky, Jornal de Tocantins sobre o show “De Passagem”.

“Sua voz privilegiada é tudo. Ela é a faca e o queijo que dão poder incomum a um artista único”. Jornal Meio Norte, Teresina/PI

“Oswaldo Montenegro traz mais uma vez sua genialidade musical”. Diário da Manhã, Goiânia

“Todas as letras do disco são fortes”, Felipe Cruz, Jornal da Tarde-SP

“Não importa por quê é um xaxado moderno e arretado”. Diário de Pernambuco

“Oswaldo Montenegro continua colhendo os frutos de seu trabalho em várias áreas da arte…Uma das figuras mais intrigantes da musica brasileira”, O Popular, Goiânia

Uma das trajetorias mais prolíficas da MPB”. Cruzeiro do Sul, Sorocaba.

Oswaldo Montenegro – NÚMEROS:
– 41 CDs e 5 DVDs gravados(2 CDs de ouro e 1 platina-1 DVD de ouro).
– Um longa-metragem premiado e elogiado pela crítica;
– 19 peças musicais montadas, muitas são recorde de bilheteria:
→ “Noturno”: 19 anos em cartaz
→ “A Dança dos Signos”: 7 anos em cartaz no RJ (82 a 89). Durante esse período teve mais de 1 milhão de espectadores contabilizados. Tem sido apresentada todos os anos, desde então, em vários lugares do Brasil.
→ “Filhos do Brasil”: 5 prêmios no Festival de Teatro RJ-2009:
· melhor espetáculo júri oficial,
· melhor espetáculo voto popular,
· melhor direção,
· melhor trilha sonora
· melhor iluminação;
· -> Virou programa de TV no Canal Brasil: “Na Trilha de Macunaíma”
– 1 livro infantil premiado e indicado pelo MEC: “O Vale Encantado”
– Mais de 40 trilhas sonoras para teatro, cinema, TV e balé
– 30 turnês pelo Brasil, todas recorde de público

De Passagem, mais de Oswaldo Montenegro…

 

O crítico musical Tárik de Souza escreveu: “Oswaldo Montenegro surpreende com o vigor do novo repertório. Além da multiplicidade de estilos, do xaxado ao blues, balada, baião, canção, ele conjuga ceticismo, rebeldia e dialética nas letras, suas (na maioria) e de outros autores”.

É com esse repertório, de músicas inéditas, e claro, seus grandes sucessos, que Oswaldo Montenegro concebeu novo show. Empunhando viola de 12, de 6 e teclado, ele sobe ao palco acompanhado pela flautista Madalena Salles, sua parceira profissional há mais de 30 anos.

O novo disco, que está chegando às lojas este mês, já produziu um sucesso: “Eu quero ser feliz agora”, nas rádios brasileiras e na web – a música é tema de um concurso de clipes em que Montenegro premiará com R$30.000,00 os vencedores (www.oswaldomontenegro.com.br/concurso).

Para assistir ao Clipe em animação da música inédita de Oswaldo Montenegro Não importa por quê, acesse www.youtube.com/watch?v=XsmzIVOTdco

Ainda Tárik de Souza:

 Montenegro, que começou a carreira como instrumentista e chegou a acompanhar o original sambista Jorge Veiga, imprime sua marca de autor também no instrumental do disco, onde reveza-se entre o violão, piano, teclados e percussão.

Chamado de menestrel pelo crítico teatral Yan Michalski, ele dispara certeiras flechas entre a descrença (“o mundo é pequeno/ o tempo é invenção”) e a esperança (“é nunca mais/ mas é mais uma vez”), como na música Velhos amigos. Para a faixa título, de harmonia renascentista, Montenegro escreveu dois arranjos. “Fiz um para flauta oboé e violoncelo, que soa muito delicado, e outro para a banda e coro, um pouco ‘soul’, forte, vibrante. Fiquei muito tempo pensando qual das duas formas usaria. Acabei optando pelas duas”, conta Oswaldo.

E assinala: o que melhor traduz De Passagem está na faixa autoral Eu quero ser feliz agora, que alterna balada com canto ralentado, quase rap. “Se alguém vier com o papo perigoso de dizer/ que é preciso paciência pra viver/ que manso, imitando uma boiada/ você vai boca fechada, pro curral, se merecer (…)/ se joga na primeira ousadia que tá pra nascer o dia do futuro que te adora(…) olha pra vida e diz pra ela/ eu quero ser feliz agora”. Montenegro nunca deixou para amanhã.” (Tarik de Souza).

Oswaldo Montenegro – NÚMEROS:
–        41 CDs e 5 DVDs gravados(2 CDs de ouro e 1 platina-1 DVD de ouro).
–        Um longa-metragem premiado e elogiado pela crítica;
–        18 peças musicais montadas, todas recordes de bilheteria:
→ “Noturno”: 19 anos em cartaz
→ “A Dança dos Signos”: 7 anos em cartaz no RJ (82 a 89). Durante esse período teve mais de 1 milhão de espectadores contabilizados. Tem sido apresentada todos os anos, desde então, em vários lugares do Brasil.
→ “Filhos do Brasil”: 5 prêmios no Festival de Teatro RJ-2009:
·         melhor espetáculo júri oficial,
·         melhor espetáculo voto popular,
·         melhor direção,
·         melhor trilha sonora
·         melhor iluminação;
·         Virou programa de TV no Canal Brasil: “Na Trilha de Macunaíma” e será lançado em DVD em
·         novembro de 2011.
–        1 livro infantil premiado e indicado pelo MEC: “O Vale Encantado”
–        Mais de 40 trilhas sonoras para teatro, cinema, TV e balé
–        30 turnês pelo Brasil, todas recorde de público

Depois de premiado e consagrado pela crítica com seu primeiro longa-metragem Léo e Bia, de receber cinco prêmios no Festival de Teatro do Rio com a peça Filhos do Brasil, no mesmo ano em que seu DVD Quebra-Cabeça Elétrico e o CD Canções de Amor mereceram elogios de nomes como Maria Gadú e Roberto Menescal, após uma temporada surpreendente na TV (Canal Brasil) com Jorge Mautner, Oswaldo Montenegro lança novo e instigante CD de músicas inéditas, De Passagem.

Críticas 2010/2011

Na música:

Ele é incrível. É um sábio, corajoso. Sempre me apresenta arranjos, coisas que não vejo ninguém fazendo”. Maria Gadú para a Revista O Globo

 “Lindas melodias! Bom demais!” Roberto Menescal sobre o CD Canções de Amor

 “Montenegro acerta na interpretação de harmonias e melodias bem trabalhadas e arranjadas. ” Jornal do Brasil – Bernardo Costa – Crítico de Música  

Oswaldo Montenegro. Músico de primeira.” Veja Rio/Rafael Sento Sé 

SOBRE O FILME “LÉO E BIA”

 Léo e Bia é uma raridade no cinema brasileiro. Ousado e criativo.  Um filme muito interessante, que vale ver.” Luiz Carlos Merten, crítico do  ESTADO DE SP (17/09/10)

O diretor mostra serviço com uma câmera bastante enérgica, montagem dinâmica e fotografia caprichada”. Miguel Barbieri Jr, VEJA-SP . 

Estreia de Oswaldo Montenegro na direção foi muito aplaudida no Cine PE. Ele surpreendeu com um filme forte e, principalmente, bem interpretado,

”…….”Foi uma proposta arriscada de Oswaldo Montenegro, mas com o elenco certo, ele fez um filme muito interessante, que vale ver.” Luiz Carlos Merten – Crítico do Jornal O Estado de São Paulo – (30/04/10)  

Léo e Bia” foi responsável pela sessão mais emocionada do festival. Sopro de vitalidade em seu diálogo, o musical foi regado a lágrimas comovidas de uma plateia que lotou. Rodrigo Fonseca – Crítico de Cinema do Jornal O Globo (30/04/10)  

 “Os encantos do musical “Leo e Bia” e o carisma de seu autor, o músico Oswaldo Montenegro, parecem resistir ao tempo. Assim ficou comprovado pela calorosa recepção que o filme recebeu na noite de quarta –feira na competição do 14º Cine PE”. Carlos Helí de Almeida – Crítico do Jornal do Brasil (1/05/10)

Com “Léo e Bia”, o cineasta-poeta, Oswaldo Montenegro, arrancou lágrimas, risos e esperança, apoiado num elenco que esbanja vida.” Rodrigo Fonseca- Crítico de  Cinema do Jornal O Globo. (14/07/10) 

Oswaldo Montenegro pôde aliar as linguagens teatrais e cinematográficas e o faz com muito equilíbrio, sem que uma linguagem atropele a outra. Quem gosta da mistura de artes encontrará em Léo e Bia uma produção interessante”. Edu Fernandes – Revista Rolling Stone. 

Um filme obrigatório para quem ama a arte em todas as suas formas.” Paulo Fontenelle- Cineasta/diretor do premiado filme LOKI. 

Uma montagem ágil e criativa.THIAGO STIVALETTI – UOL (30/04/10) 

A julgar pela resposta do público, a quarta-feira (28) foi o dia que mais agradou aos que foram assistir a mostra competitiva do Cine PE.” Celso Calheiros – SITE TERRA

Uma história de fértil e rica beleza, com cenas de fotografia belíssima”. SIRIA MAPURUNGA, Crítica do Diário do Nordeste – (30/04/10)

 No teatro: 

Absolutamente deslumbrante. Merece entrar para a história da Música Popular Brasileira”.

– Moacyr Scliar, escritor gaúcho, membro da Academia Brasileira de Letras, sobre o musical Filhos do Brasil, de Oswaldo Montenegro, 2010.

CinePE Terá O Bem Amado e Quincas Berro…

A 14ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual, será aberta dia 26 com a exibição do aguardado  O BEM AMADO, filme de Guel Arraes, baseado na obra homônima do dramaturgo baiano DIAS GOMES.

Outra exibição ainda inédita no circuito e com estréia marcada para o festival pernambucano é a de Quincas Berro D’Água, novo longa de Sérgio Machado com Paulo José e Flávio Bauraqui,  produzido pela VideoFilmes, de Walter e João Moreira Salles. 

Nascido em Pernambuco, Guel Arraes é um dos homenageados do Cine PE , que pagará tributo também ao ator Tony Ramos, à atriz Julia Lemmertz e à Globo Filmes.

Já o documentário Continuação (RJ), de Rodrigo Pinto sobre o músico pernambucano Lenine, encerra o festivalto na noite do dia 2 de maio, no Cine São Luiz recém-restaurado, antes da cerimônia de premiação.

A seleção de filmes foi baseada em critérios bastante ponderados, que levaram em consideração a qualidade cinematográfica, o ineditismo do filme, sua representatividade regional e o currículo do diretor – explicou Alfredo Bertini, codiretor, com sua mulher, Sandra, do Cine PE.

 A mostra competitiva de longas-metragens é composta por seis títulos, nem todos inéditos no circuito comercial ou de festivais nacionais. O Homem Mau Dorme Bem (DF), de Geraldo Moraes, por exemplo, ganhou um troféu Candango de ator coadjuvante (Bruno Torres) do Festival de Brasília ano passado.

As melhores coisas do mundo (SP), de Laís Bodanzky, chega aos cinemas cariocas e paulistas no dia 16 – o Cine PE servirá de plataforma de lançamento do longa-metragem naquele estado, marcado para o dia 30.

Há dois documentários na peleja: Cinema de guerrilha (SP, de Evaldo Mocarzel, e Seqüestro, de Wolney Atalla, sobre as investigações da Divisão Antissequestro de São Paulo, já exibido na Mostra de São Paulo. Léo e Bia (RJ), que marca a debute do músico Oswaldo Montenegro como diretor de uma peça inspirada em uma de suas mais famosas canções, e Não se pode viver de amaor (RJ), de Jorge Durán (É proibido proibir, completam a lista de candidatos aos troféus Calunga. O filme de Durán, com Cauã Reymond, Ângelo Antônio e Simone Spoladore no elenco, chega fresquinho da competição do Festival de Guadalajara (México), realizado em março.

 – Concluímos o filme dias antes do início do festival mexicano. Já temos um convite para participar do Festival de Montreal (Canadá). Depois, vamos tentar um festival na Europa e lançamos aqui no Brasil – planeja Durán.

A produção do CinePE recebeu um total de 426 filmes inscritos – 70 longas (seis a mais que na edição de 2009) e 356 curtas. Durante os seis de de competição, serão exibidos 63 filmes (47 curtas e 16 longas) no Teatro Guararapes, em Olinda, a cidade vizinha, e no Cinema São Luiz, no centro do Recife antigo. 21:18

30 ANOS de Oswaldo Montenegro

Emplacando três décadas de carreira, o cantor e compositor OSWALDO MONTENEGRO marca a data com show de lançamento do DVD Quebra-Cabeça Elétrico, sexta e sábado  no Canecão (Rio), além de aguardar a estréia de  um programa de TV e um filme, escrito e dirigido por ele. Um dos destaques do DVD é a flautista Madalena Sales, que acompanha Montenegro há 35 anos, e a quem ele não poupa elogios. Madalena dá um toque erudito ao show, que também tem um lado pesado influenciado por um dos lugares onde viveu.

– Acho que a minha música é o resultado de São João del-Rei, em Minas Gerais, com Brasília, os dois lugares onde morei mais tempo – compara Montenegro. – Minas era o aconchego, a música barroca das igrejas, a seresta, os amigos dos meus pais tocando na nossa casa, uma música ligada ao afeto. Brasília é o contato com o rock e a música nordestina, com a aridez, tanto no sentido poético quanto físico mesmo. Essas duas vertentes estão muito presentes no show do Canecão.

O repertório também é resultado das influências e vivências musicais do cantor.

O show é praticamente dividido. Tem a parte que eu canto os companheiros de geração que acabaram virando amigos e parceiros, como o Zé Ramalho, Belchior, Alceu Valença. Essa primeira parte tem uma banda mais pesada. A segunda parte traz músicas que compus há muito tempo e das quais não enjoei ainda – brinca, antes de citar Bandolins, Lua e flor, A lista, , Intuição, Estrada nova e Léo e Bia.

A última canção, que deu nome a uma peça sua, de 1983, está presente na nova empreitada do cantor: ele acaba de finalizar Léo e Bia, seu primeiro longa-metragem.

A diferença de linguagem do teatro e cinema é total. No cinema o ator não mostra, ele sente e a câmera vê. Me cerquei de uma equipe muito profissional e sou muito grato a eles.

Leo e Bia fala de sete jovens de Brasília que tentam viver de teatro. A história se passa em 1973, no auge da ditadura militar.

É uma história quase autobiográfica. De certa maneira eu vivi isso – destaca Montenegro, que fez um paralelo entre a rigidez com que a mãe da personagem Bia cria a filha e a ditadura. – Escolhi Françoise Fourton para o papel da mãe, por ser uma atriz capaz de mergulhar nesse universo e ao mesmo tempo ser tão sedutora como as ditaduras se mostram.

O filme ainda não tem data para estrear. Enquanto negocia a distribuição e procura parceiros para o lançamento, Montenegro pretende participar de vários festivais este ano.

Série no segundo semestre

O namoro de Montenegro com o audiovisual estende-se pela série Filhos do Brasil, que ele prepara para o Canal Brasil. A gênese da futura atração televisiva é o premiado musical homônimo, que o cantor concebeu, roteirizou e dirigiu.

– Formei a Companhia Mulungo há um ano, e já no primeiro musical que montamos tudo caminhou muito rápido – comemora. – Por causa dele tivemos a imediata contratação para a série do Canal Brasil. Atualmente passo os dias escrevendo esses programas.

A série Filhos do Brasil, que já está sendo gravada e tem previsão de estreia para o segundo semestre, faz uma releitura poética do país.

O programa aborda, com músicas, textos e danças, diversos aspectos do Brasil, às vezes com humor, às vezes com emoção – adianta Montenegro. – Além da Companhia Mulungo, tenho a saborosa intervenção de Jorge Mautner, falando pequenos textos durante os episódios.

Diante de tamanha produção, Oswaldo Montenegro minimiza a capacidade de gerenciar os compromissos com a música, o teatro e o cinema:

Não suporto a vida fora da arte, então sou um privilegiado por trabalhar no que adoro. Ou eu estaria na arte ou estaria no espírito.