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Festival de Teatro de Santos: ainda dá tempo…

Prorrogadas até dia 7, terça, as inscrições para grupos teatrais que desejam participar do 54º FESTA – Festival Santista de Teatro, que vai acontecer de 13 a 21 de abril. O festival, o mais antigo em atividade no País, repetirá o formato do ano passado, quando voltou a contar com espetáculos nacionais e grande presença do público. E foram abertas ainda as inscrições para o Intercâmbio Cultural.

As inscrições são gratuitas e feitas pelo www.festivalsantista.com.br, onde consta o regulamento completo do festival, considerado um dos mais importantes do País. Todo o processo de inscrição é feito pela internet, exceto o envio da gravação do espetáculo, que deve ser feito via correio. Os espetáculos inscritos passarão por curadoria, e os selecionados serão anunciados em março. Nesta edição, será priorizado o teatro de grupo.

O tema deste ano é Arte, Política e Pensamento, e o formato do festival será semelhante ao último, realizado ano passado. Serão apresentados espetáculos nas categorias Adulto, Infantil e de Rua, de grupos de diferentes regiões do País e também da Baixada Santista. Debates, mesas-redondas, atividades formativas, performances e Mostra Paralela fazem parte da programação, a qual terá ainda  o Quintal da Pagu, espaço instalado na Praça dos Andradas com apresentações musicais e intervenções culturais.

Como na última edição, também é o público que vai escolher o valor dos ingressos, entre R$ 2 e R$ 10. A iniciativa tem a intenção de facilitar o acesso às peças, além de valorizar o fazer teatral.

Intercâmbio

Novidade ano passado, o Intercâmbio Cultural será mantido no FESTA 54. Nele, 25 estudantes de artes cênicas serão selecionados para acompanhar o festival, com estada e alimentação garantidos. Além de terem a oportunidade de conhecer o FESTA e seus artistas, os intercambistas serão divulgadores do festival nas regiões onde vivem. As inscrições também estão abertas no site www.festivalsantista.com.br.

Mérito Cultural

Em novembro passado, o Festival Santista de Teatro foi premiado pelo Ministério da Cultura com a Ordem do Mérito Cultural. O prêmio, concedido a 51 artistas, grupos e festivais, colocou o festival ao lado de grandes representantes das nossas artes, como Beth Carvalho e O Tablado, grupo teatral de São Paulo. A homenageada da Ordem do Mérito Cultural foi Patrícia Galvão, a Pagu, criadora do FESTA, cuja primeira edição aconteceu em 1958. O festival teatral é considerado o mais antigo em atividade no Brasil.

O FESTA 54 é realizado pelo Movimento Teatral da Baixada Santista.

Inscrições para Festival Nacional de Teatro

FESTA 54 abre inscrições para grupos de todo o País
 


Arte, Política e Pensamento é tema do Festival Santista de Teatro

Grupos teatrais de todo o Brasil já podem se inscrever para participar do 54º Festival Santista de Teatro, o FESTA, que vai acontecer de 13 a 21 de abril. As inscrições são gratuitas e feitas online, pelo www.festivalsantista.com.br, onde consta o regulamento completo do festival, considerado um dos mais importantes do País. O prazo final é 31 de janeiro.

Todo o processo de inscrição é feito pela internet, exceto o envio da gravação do espetáculo, a ser feito via correio. Os espetáculos inscritos passarão por curadoria, e os selecionados serão anunciados em março.

 

Seguindo o tema Arte, Política e Pensamento, o formato do festival será semelhante ao último, realizado ano passado. Serão apresentados espetáculos nas categorias Adulto, Infantil e de Rua, de grupos de diferentes regiões do País e também da Baixada Santista. Debates, mesas-redondas, atividades formativas, performances e Mostra Paralela integram a programação, que contará ainda com o Quintal da Pagu, espaço instalado na Praça dos Andradas com apresentações musicais e intervenções culturais.

Como na última edição, é o público que vai escolher o valor dos ingressos, entre R$ 2 e R$ 10. A iniciativa objetiva facilitar o acesso às peças, além de valorizar o fazer teatral.

Novidade ano passado, o Intercâmbio Cultural será mantido no FESTA 54. Nele, 25 estudantes de artes cênicas serão selecionados para acompanhar o festival, com estada e alimentação garantidos. Além de terem a oportunidade de conhecer o FESTA e seus artistas, os intercambistas serão divulgadores do festival nas regiões onde vivem.

Mérito Cultural

PAGU, símbolo da transgressão, criou o FESTA nos anos de 1950

Em novembro passado, o Festival Santista de Teatro foi premiado pelo Ministério da Cultura com a Ordem do Mérito Cultural. O prêmio, concedido pelo Governo Federal a 51 artistas, grupos e festivais, colocou o festival ao lado de grandes representantes das nossas artes, como Beth Carvalho e O Tablado, grupo teatral de São Paulo. A homenageada da Ordem do Mérito Cultural foi Patrícia Galvão, a Pagu, criadora do FESTA, cuja primeira edição aconteceu em 1958. O festival teatral é considerado o mais antigo em atividade no país.

O FESTA 54 é realizado pelo Movimento Teatral da Baixada Santista, sob a coordenação geral de Caio Martinez, Leandro Taveira, Platão Capurro Filho e Sarah Atunes. 

PAGU na Casa das Rosas

 COM DOCUMENTOS INÉDITOS, FOTOBIOGRAFIA EDITADA pela IMPRENSA OFICIAL e Unisanta retrata trajetória de Patrícia Galvão, a musa modernista

“Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão”, de Lúcia  é editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Editora Unisanta.  

Escritora, jornalista, militante política e mulher de teatro, Patrícia Galvão (1910-1962) lutou com paixão em muitas trincheiras. Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão, de Lúcia Maria Teixeira Furlani e Geraldo Galvão Ferraz, coedição da Imprensa Oficial do Estado e da Editora Unisanta, retraça a rica trajetória da musa dos modernistas a partir de amplo material iconográfico e muitos documentos inéditos. O lançamento será dia 1o. de julho, a partir das 19 horas, na Casa das Rosas, à Avenida Paulista número 37. Viva Pagu também é o nome da mostra que será inaugurada no mesmo dia no local.

Lucia Maria reuniu documentos de e sobre Pagu durante mais de vinte anos. Na fase final do processo, nos últimos cinco anos, contou com a  ajuda do jornalista Geraldo Galvão Ferraz, filho da escritora. O livro traz muitas fotos, mas também desenhos, cartas e textos. Todas as cartas são inéditas, além de fotos e vários textos – como “Microcosmo”, que ela escreveu na prisão, em 1939, e duas peças teatrais inéditas: “Parque Industrial”, baseada no romance homônimo publicado em 1933 e “Fuga e Variações”, escrita em 1952.

A autora comenta que Patrícia é personagem típica de um tempo de grandes paixões: “Ela documentou seu próprio cotidiano, marcado por uma busca constante. Esta fotobiografia recupera as oscilações de uma vida tumultuada, contraditória e destaca a intensidade com que ela abraçou as causas. Ainda é tudo muito atual, seus questionamentos, sua busca. O livro demonstra que sua vida valeu a pena”.

Na introdução, Geraldo Galvão Ferraz, filho de Patrícia e co-autor da obra, diz que trabalhar no livro foi, de certa maneira, um jeito de conhecer Pagu e reencontrar, quarenta e quatro anos depois, Patrícia/Pat/Pagu e, até mesmo, Zazá: “Infelizmente, não conheci Pagu. Eu a chamava de Mau, cognome certamente forjado no carinho das intimidades de mãe e filho. Minha mãe não gostava de ser chamada de Pagu. Era um nome que ficara no passado, quando ela vivia outra vida, buscava outros ideais, jogava-se apaixonadamente em defesa de outras bandeiras. Temos certeza de que quem for ver/ler este livro conhecerá uma Pagu da qual nunca se suspeitou. Afinal, nossa proposta não era roubar a alma de ninguém, mas fazer nossos eventuais leitores se aproximarem dela. Se conseguirmos isso, nosso objetivo estará realizado”.

 “Patrícia Galvão tem uma biografia extraordinária. Entregou-se de corpo e alma em várias frentes culturais e políticas, movida por ideais que continuam na ordem do dia, como a justiça social e a transformação do homem por meio da cultura”, lembra Hubert Alquéres, diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

 A vida de Pagu é apresentada em três blocos. O primeiro fala das origens da família e vai até os dezoito anos da biografada, quando conheceu o poeta modernista Raul Bopp, que a apresentou a Oswald de Andrade. 

O segundo bloco começa com o início de sua relação com Oswald, com quem teve um filho, Rudá, em 1930, e vai até sua libertação, em 1940, muito debilitada depois de passar quatro anos e meio em vários presídios políticos, onde sofreu torturas. Primeira mulher presa no Brasil por motivos políticos, em 1931, Pagu, foi detida dezenas de vezes por sua militância comunista. Entre 1933 e 1935 visitou a China, o Japão, a União Soviética e passou uma temporada em Paris, onde também foi presa.

Durante a estadia em Moscou, desencantou-se com o comunismo, mas pouco depois de retornar ao Brasil, em 1935, foi presa em consequência do fracassado movimento comunista de 1935. Parte considerável da iconografia deste bloco é formada por reproduções facsimilares de cartas (principalmente as enviadas para Oswald, de quem se separou em 1935, e Rudá) e de informes e prontuários do Deops, mostrando que era vigiada de perto pelo governo de Getúlio Vargas.

Os últimos 22 anos de sua vida são apresentados no terceiro bloco, período no qual a militância política aos poucos deu espaço à militância cultural. Pagu casou-se com Geraldo Ferraz e ambos trabalharam em vários jornais de São Paulo, Rio de Janeiro e Santos – cidade onde se fixaram em 1954. Ela manteve intensa atividade como cronista e crítica literária, além de se envolver cada vez mais com teatro, traduzindo, produzindo e dirigindo peças de autores praticamente ignorados no Brasil dos anos 1950, como Francisco Arrabal, Eugène Ionesco e Octavio Paz. Tornou-se uma das principais animadoras do teatro amador santista, origem de nomes como Plínio Marcos.

O volume traz ainda uma cronologia; uma bibliografia de obras de Patrícia Galvão; uma bibliografia sobre ela; um breve capítulo sobre o envolvimento de Pagu com a cidade de Santos, muito presente na vida dela na adolescência, na fase de militância política – quando residiu na cidade e trabalhou como operária – e nos últimos anos de vida.