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Amores Roubados: exemplo de Excelência na telinha !

Minissérie revela excepcional padrão de qualidade em roteiro, fotografia, atuação, ritmo, ambientação e direção primorosa !

Amores Roubados

A começar pela expressividade do layout do título e pela impactante abertura, a minissérie atual da TV Globo – mais uma com a precisa direção de José Luiz Villamarim – é um marco da nossa Teledramaturgia.

Sou das que assistem e faço questão de dizer. E espalhar por onde posso o quanto aprecio boas obras, seja em que veículo for, e não preciso fazer nenhum arrudeio pra afirmar que gosto porque adoro. E quando as obras são boas – como esta AMORES ROUBADOS -, aí mesmo é q digo que vejo e vejo com prazer ! Porque amo Dramaturgia – seja no Teatro, no Cinema ou na TV. Assumimos desde sempre que o bom é viajar por outras histórias, inventadas por outras cabeças, recheadas de outras fantasias, que não as nossas. Afinal, como diz o magnífico poeta gaúcho Carpinejar, nem a nossa história deixa de ser fantasiada por nós mesmos.

Isis Valverde e Cauã Reymond: jovens atores de brilhante carreira…

E muito garota ainda comecei a ler Artur da Távola. Jornalista, filósofo, talvez o único analista respeitável de televisão durante muitos anos, o saudoso Mestre tornou-se meu amigo e grande fonte de inspiração. Aprendi a ver TV e ler seus diversos ‘cursos’ através das preciosas análises de Artur da Távola, e percebo, cada vez mais, o quanto faz falta a preciosa pena e o arguto olhar do cronista no ambiente televisivo de hoje.

E antes de falar sobre o preciosismo da interpretação de Murilo Benício (uma amiga até me confessou que o papel do abjeto ‘coronel dos tempos modernos’ a está deixando até com medo de olhar pra ele), e a interpretação visceral de atores como Patrícia Pillar, Irandhir Santos, Cauã Reymond e Isis Valverde, registro que AMORES ROUBADOS é o primeiro grande destaque da TV neste 2014 que começa, e valho-me de Artur da Távola para dizer melhor sobre a Teledramaturgia :

“O artista televisivo tem, como pincel, a câmara. É a realidade da passagem da câmara (pincel) pela realidade, o que gera uma determinada ‘pintura’ na tela (do televisor).

Mas se o artista televisivo ‘vê’ com os olhos da câmara e estes determinam a verdadeira fala do veículo (logo, a sua ‘estética’), o resultado dessa ‘pintura’ é ‘visto’ pelo receptor da comunicação com os próprios olhos. Tal e qual na pintura: o olho do pintor por ver mais, além, ultra, sub, verso, reverso, hiper, permite ao nosso olho (razão, emoção, conceito) ver por intermédio do olho dele. É olho e olho (o do pintor e o do apreciador) mediados pelo pincel. Na TV é olho e olho (o do produtor e o do telespectador) mediados pela câmara. Na pintura, o produto permanece no tempo e no espaço artístico e permite várias leituras posteriores e interpretações ao longo dos séculos. Pode, portanto, ser profundo, complexo, amplo.

Na televisão, o produto não permanece e não permite várias leituras e interpretações, salvo as instantâneas. Por isso a ‘pintura’ tem que ser direta, imediata fungível, vale dizer, SUPERFICIAL. É a estética da superficialidade, tomada a palavra superficialidade não como conotativa de algo ruim em si, mas denotativa de uma característica do veículo que não é boa ou má. Simplesmente é.

Por isso, o programa de tevê, quando elaborado por produtores (pintores do instantâneo) que bem conheçam e dominem a linguagem (pincel e tinta) da televisão (câmara, iluminação, cenografia e arte do movimento), passa a ser um produto importante. Ele é a REPRESENTAÇÃO TELEVISUAL DA ESTÉTICA DA SUPERFICIALIDADE. Ainda que esta seja uma estética formalista e baseada apenas em significantes (porque se utiliza de signos já existentes no repertório do público a que se destina), é uma estética e tem um valor próprio ! Contém ARTISTICIDADE, ainda que fazendo o discurso dos valores dominantes e ainda que sendo ideologicamente conservadora !

Essa ARTISTICIDADE própria a cada veículo permite a existência do que chamo de arte do espetáculo. E o que é o ESPETÁCULO ? Será algo irrelevante ou inartístico apenas por ser rápido, passageiro, fungível, espécie de grande trapaça visual com o público ávido de distração ? Não ! O ESPETÁCULO É UMA DAS MAIS ANTIGAS E PROFUNDAS FORMAS DE ENCANTAMENTO DO SER HUMANO.

Num certo sentido, o espetáculo é como a própria vida, uma grande ilusão que fulge e some no mistério.”

Amanhã continuamos com mais AMORES ROUBADOS.

Isis Valverde, misto de beleza, espontaneidade, vocação e talento, frutos de muita disciplina…

Patrícia Pillar e Murilo Benício refazem dupla de sucesso em telenovelas…

Cássia Kiss tem atuação magistral e Cauã Reymond, ainda muito jovem, redimensiona sua competência atuando em em pé de igualdade…

Festa 3Patrícia Pillar, Cauã Reymond e Dira Paes: mulheres apaixonadas pelo mesmo homem sem que uma saiba da outra…

A aridez do sertão nordestino revela perfeita sintonia com o sofrido emocional do personagem Leandro, vivido com maestria por Cauã Reymond…

Cesar estaCésar Ferrario, natural de Mossoró, é mais uma impactante presença nordestina na telinha…

Cauã Reymond e Jesuíta Barbosa: parceiros e cúmplices numa bela amizade em meio à aridez da vida difícil e com poucas opções de futuro promissor do alto sertão…

Duas Décadas de Cine Ceará

Chegando à sua 20.ª edição, o Cine Ceará anuncia 8 filmes na competição deste ano, a acontecer em Fortaleza de 24 deste a 1.º de julho. O festival, que adotou o formato da competição ibero-americana, terá três brasileiros disputando os prêmios. Dois deles são os inéditos El Último Comandante, de Vicente Ferraz e Isabel Martinez, uma coprodução entre Brasil e Costa Rica. O outro é o documentário Memória Cubana, de Alice Andrade e Iván Nápoles, uma parceria entre Brasil, Cuba e França. O terceiro brasileiro em concurso é Estrada para Ythaca, dos diretores cearenses iniciantes Luiz Pretti, Ricardo Pretti, Guto Parente e Pedro Diógenes. O filme venceu o Festival de Cinema de Tiradentes deste ano.

 

Patrícia Pillar será Homenageada no Cine CE

Três brasileiros disputam o troféu Mucuripe com O Último Verão de la Boyita, de Julia Solomonoff (Argentina), Do Amor e Outros Demônios, de Hilda Hidalgo (Costa Rica), A Mulher Sem Piano, de Javier Rebollo (Espanha), Alamar, de Pedro González Rubio (México), e Lisanka, de Daniel Diaz Torres (Cuba).

Além da competição internacional de longas-metragens, haverá a de curtas brasileiros, com 16 concorrentes selecionados entre 398 inscritos.

O CineCE terá também seminários e mostras paralelas, além de trazer convidados do Brasil e de outros países. A mostra Memórias do Muro trará filmes, entre documentários e ficção, relacionados com a Queda do Muro de Berlim, um dos eventos históricos mais significativos do século 20 e que assinala o desfecho da Guerra Fria. Entre os filmes selecionados para essa retrospectiva, se encontram documentos históricos da cinematografia alemã e também produções recentes sobre o assunto.

Entre as personalidades que já confirmaram presença em Fortaleza estão os atores José Wilker e Patricia Pillar, o cineasta brasileiro Ruy Guerra e o diretor peruano Francisco Lombardi, um dos mais importantes de seu país.

Selecionados do CINE-CE

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O Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema, chega à sua 20º edição levando ao público cearense uma parcela significativa da produção de cinema e vídeo ibero-americanos. O festival será realizado em Fortaleza de 24 de junho a 1 de julho, e das 109 produções inscritas, selecionou apenas oito para disputar a Mostra Competitiva de Longa-Metragem.

A lista de longas selecionados inclui três produções brasileiras as quais duas são totalmente inéditas. El último Comandante, de Vicente Ferraz e Isabel Martinez, é um longa de ficção produzido em parceira com a Costa Rica. Outro filme inédito é o documentário Memória Cubana, de Alice de Andrade e Iván Nápoles. 

Estrada para Ythaca, dirigido por Luiz Pretti, Ricardo Pretti, Guto Parente e Pedro Diógenes, diretores cearenses iniciantes, é o outro longa brasileiro que venceu a 13ª Mostra de Cinema de Tiradentes realizada em janeiro deste ano. Outros cinco longas de ficção da Argentina, Costa Rica, Espanha, México e Cuba também estão entre os selecionados. 

Os selecionados concorrem nas categorias de: Direção; Fotografia; Edição; Roteiro; Trilha Sonora Original; Som; Direção de Arte; Ator e Atriz. O vencedor receberá o Troféu Mucuripe e um prêmio no valor de US$ 10 mil (dez mil dólares). 

Longas-Metragens selecionados: 

El último comandante

Ficção. 35mm. 94´. Cor. Brasil/Costa Rica. 2010

Direção Vicente Ferraz e Isabel Martínez

 

Memória Cubana

Documentário. Beta Digital. 71 Min. Brasil/Cuba/França. 2010

Direção: Alice de Andrade e Iván Nápoles

 

Estrada para Ythaca

Ficção. HDV. 70´. Cor. Brasil. 2010

Direção Luiz Pretti, Ricardo Pretti, Guto Parente e Pedro Diógenes

 

O último verão de la Boyita / El último verano de La Boyita

Ficção. 35 mm. 86 Min. Cor. Argentina/França/Espanha. 2009

Direção: Julia Solomonoff

 

Do amor e outros demônios/ Del amor y otros demonios

Ficção. 35mm. 97 Min. Cor. Costa Rica/ Colômbia. 2009

Direção: Hilda Hidalgo

 

A mulher sem piano/ La mujer sin piano

Ficção. 35mm. 95 Min. Cor. Espanha/França. 2009

Direção: Javier Rebollo

 

Alamar/ Alamar

Ficção. HD/ 35mm. 73´. Cor. México. 2009

Pedro González Rubio

 

Lisanka/ Lisanka

Ficção. 35mm. 113 Min. Cor. Cuba/Venezuela/Rússia. 2009

Direção: Daniel Diaz Torres 

 

Para a Mostra Competitiva de Curtas-Metragens a organização do festival recebeu 398 inscrições e foram selecionadas 16 produções brasileiras as quais sete são de São Paulo, cinco do Ceará, duas de Pernambuco, uma do Rio de Janeiro e outra do Rio Grande do Sul. Os filmes selecionados concorrem nas seguintes categorias de: Melhor Curta; Direção; Fotografia; Edição; Roteiro; Som; Direção de Arte; Ator; e Atriz.

 

Curtas-Metragens selecionados:

 

Divino De repente – Fábio Yamaji – SP – ANI

Lugar Comum – Jonas Brandão – SP – ANI

Avós – Michael Wahrmann – SP – FIC

O Som do Tempo – Petrus Cariri – CE – FIC

Cidade Desterro – Gláucia Soares – CE – DOC

Supermemória – Danilo Carvalho – CE – DOC

Vento – Márcio Salem – SP – FIC

Fractais Sertanejos – Heraldo Cavalcanti – CE – DOC

Azul – Eric Laurence – PE – FIC

Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos de Camilo Cavalcante – PE – DOC

Ensaios de cinema – Allan Ribeiro – RJ – FIC

Jardim do Beleléu – Ari Cândido – SP – FIC

OUIJA – Marcelo Galvão – SP – FIC

Dona Militana – Hermes Leal – SP – DOC

A Amiga Americana – Ivo Lopes – CE – FIC

Os Amigos Bizarros do Ricardinho – Augusto Canani – RS – FIC

 

Outro curta-metragem que não estará competindo, mas que merece destaque é o Los Minutos, Las Horas, da cearense Janaina Marques Ribeiro, que terá uma exibição Hors Concours no cine São Luis com data a ser definida. O curta é resultado da tese de  fim de curso da escola de cinema de Cuba e esteve na seleção oficial do Cinefondation do Festival de Cannes. 

Saiba mais: www.cineceara2010.com.br  

Mostras

 

Como nas edições anteriores, o Cine Ceará vai agregar às Mostras Competitivas uma programação de seminários, oficinas e mostras especiais, sempre voltadas para a produção do cinema ibero-americano, além de homenagear grandes ícones no cinema nacional e do exterior. 

MEMÓRIAS DO MURO 

Uma das fronteiras mais midiáticas da história, o Muro de Berlim, foi sem dúvida o símbolo mais visível da Guerra Fria e da divisão do mundo em dois blocos.  Sua queda em 1989 representaria o fracasso de uma ideologia e a desaparição de um mundo.

 

A mostra Memórias do Muro reúne um grupo de filmes documentários e de ficção que abordam a temática desde diversas perspectivas, enfocando sobre tudo aspetos da realidade cotidiana e refletindo os conflitos humanos numa cidade e num mundo dividido. Entre os filmes se encontram documentos históricos das cinematografias da Alemanhã oriental e ocidental, assim como produções recentes a maioria inéditas no Brasil. 

DIÁSPORAS: AS FRONTEIRAS DA IDENTIDADE

 

A humanidade viveu desde sempre enormes movimentos. De um continente ao outro, as diásporas tem se sucedido para criar um mundo cada vez mais multicultural. Desde seus primórdios, o cinema tem retratado esses movimentos, documentando-os e recriando-os, em todas as línguas e humores.  

Desde o curta The immigrant, feito por Charles Chaplin em 1917, possivelmente o primeiro filme sobre o tema, a figura do imigrante, o forasteiro, o refugiado, entrou no enorme repertório de personagens cinematográficos. Um resumo, talvez o mais dramático, do homem dos nossos séculos mais próximos: o sobrevivente que reconstrói sua vida longe do país natal.

 

Os documentários que compõem esta mostra transitam por alguns desses temas. A odisséia dos cubanos, jogando-se ao mar, em busca de sonhos, ou a reencontrar seres amados. A luta obstinada das trabalhadoras de Los Angeles, pelos seus direitos mais básicos. A imensa perda cultural e humana na Argentina da Ditadura, devido ao exílio forçoso de seus intelectuais e cientistas. O resumo cósmico da infinita São Paulo, cidade de imigrantes por excelência. A desaparição de algumas fronteiras e a crescente hostilidade de outras. Um mundo onde a identidade cultural a cada passo se questiona, enriquece e reconsidera. Um mundo cada vez mais necessitado de paz, tolerância e aceitação de diferenças. Em suma, um mundo novo.

 

Os Homenageados desta edição:

José Wilker, Patrícia Pillar, Ruy Guerra, um dos mais respeitados cineastas do Brasil, e o peruano Francisco J. Lombardi, premiado diretor conhecido internacionalmente.