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Djin Sganzerla e André Guerreiro Lopes em texto de Strindberg

Atriz paulista, filha dos cineastas Rogério Sganzerla e Helena Ignez, sobe ao palco em mais um grande texto, desta vez em mostra do SESC que homenageia o dramaturgo August Strindberg

De 10 a 14, sempre às 21h, no SESC Ipiranga…

Vamos ao Teatro !

DJIN SGANZERLA e ANDRÉ GUERREIRO LOPES são dois Artistas do Maior Quilate e um trabalho deles é sempre garantia de profissionalismo e bom espetáculo. este aurora de cinema recomenda.

Não voe jamais WEBJET: Companhia desrespeita passageiros

Continuando com a denúncia do post anterior – ressaltando que escrevo como se com uma agulha entalada na garganta

A DESFAÇATEZ, DESCASO, IRRESPONSABILIDADE e DESCOMPROMISSO da companhia áerea WEBJET – grave este nome e não voe jamais por ela – com seus passageiros – que compraram e pagaram suas passagens no tempo determinado e esperavam, naturalmente, contar com respeito às questões contratuais que valem para ambos os lados – os que compram e os que vão prestar o serviço – chegou às raias do TOTAL DESCALABRO com as regras mínimas do trato social.

Falo aqui por grupo de amigos meus que contava sair ontem de Fortaleza em voo inicialmente marcado para às 17:30h – e que foi remarcado para pouco mais de 2 horas depois – e somente depois das 23h começou a dar sinais de que, finalmente, sairia de Fortaleza rumo a Recife…

Dois desses amigos, Rafael Saar (realizador paulista) e Michele Monteiro (cantora pernambucana) chegaram a dar entrevista pra rádio e para a TV Diário, e foram sumariamente ameaçados por funcionários da companhia WEBJET, que inclusive quase proferiu ‘sentença’ comtra Michelle, tentando amedrontá-la ao afirmar que chamariam a Polícia para levá-la presa. Ao que Michelle, do alto de sua força moral e consicência cidadã afirmou: ‘Pode chamar quem quiser, eu não tenho medo de polícia, eu não criminosa…”

É ASSIM QUE A WEBJET trata seus passageiros…

Você aí, amigo leitor, já riscou o nome desta infame companhia aérea de sua agenda ?

Caso ainda não o tenha feito, faça-o agora. E avise aos amigos sobre os procedimentos aéticos e abjetos desta WEBJET com quem resolve se aventurar em voar pelas suas aeronaves.

‘Ficções’, do artista Nino Cais, em cartaz no CCBN

O Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza convida para a abertura da exposição individual Ficções, do artista visual paulista Nino Cais, com curadoria de Carolina Soares, na próxima terça, 17, às 18 horas.

 

Com entrada franca, a exposição ficará em cartaz até 20 de maio (horários de visitação: terça a sábado, de 10h às 20h; domingos, de 12h às 18h). 

Texto curatorial (por Carolina Soares)

Em 1920, Tristan Tzara oferece ao leitor instruções de como produzir uma poesia.  Simples assim:

Apanhe um jornal./ Apanhe algumas tesouras./ Escolha um artigo do tamanho que você pretende dar ao seu poema./ Recorte o artigo./ Depois recorte cuidadosamente cada palavra do artigo e coloque-as em um saco./ Agite levemente./ Depois retire um recorte após o outro./ Copie-os conscienciosamente na ordem em que saíram do saco./ O poema se parecerá com você./ E você será um escritor de infinita originalidade e encantadora sensibilidade, ainda que incompreensível às massas.  

Embora aqui se busque resguardar as devidas diferenças construídas cronologicamente pela História da Arte, não deixa de ser tentador cair em certos devaneios anacrônicos, pois o trabalho de Nino Cais parece se valer de semelhante receita. A aleatoriedade pressuposta na escolha dos objetos que tensiona junto ao seu corpo provoca o observador a entender a obra como uma espécie de “faça você mesmo”.  Essa instrução, no entanto, não significa o abandono em relação a uma crença nas potencialidades artísticas, mas sim o confronto com certos mecanismos retóricos voltados para meras atribuições de valores estéticos.

Nesse desmonte, os objetos não são, porém, destituídos de uma banalidade ordinária, ou seja, os utensílios de cozinha apropriados, por exemplo, continuam sendo utensílios de cozinha, apenas adquirem funcionalidades simbólicas. E mais, ao aliá-los ao seu próprio corpo, Nino Cais dá margens a narrativas fantásticas. São situações inusitadas em que persiste uma ideia de acaso como oposição à realidade.  Do encontro entre o artista e as coisas de seu entorno resultam fissuras irremediáveis. Afinal, de que maneira estabelecer relações de continuidade frente a um corpo humano cujo rosto se mantém recoberto por objetos não apenas diversos como desconcertantes? 

São ficções que, mesmo com certo humor, não apaziguam, pelo contrário, provocam inquietações. Ao utilizar seu corpo como material escultórico – elegendo a fotografia como meio não apenas documental, mas também como parte constituinte do trabalho –, Nino Cais recoloca questões em torno da possibilidade de moldar uma fotografia escultórica (ou uma escultura fotográfica?). Com isso, os arranjos, aos quais os objetos estão sujeitos, resultam em trabalhos que transcendem as mais tradicionais categorias, impedindo distinções estritas entre os dois campos, ou seja, as fotografias não são mais registros de esculturas, mas esculturas em si.

Para baratinar ainda mais a conversa, na exposição Ficções, amplia-se o debate ao serem apresentados dois conjuntos de trabalhos: um bidimensional e outro tridimensional. A diferença em suas dimensões, no entanto, não evita com que ambos sejam concebidos a partir de questões semelhantes em torno de uma ideia de escultura contemporânea e de seu caráter objetual. São espacialidades e volumes que favorecem diferentes experiências produzindo tensões não apenas por suas estruturas internas como também por suas relações com o observador que, diante de cada uma, precisa se comportar de maneira diametralmente oposta.

A presença marcante de coisas familiares como utensílios domésticos e enfeites de festas juninas restitui uma temporalidade aos trabalhos que parece falar sempre no presente, acontecer no momento em que os observamos. Com isso, torna-se impossível não olharmos para um balde ou uma bacia, mesmo que pressionados ao teto, e não rememorarmos seus lugares no mundo. Não há ambiguidade. O balde ou a bacia continuam sendo um balde ou uma bacia.

É o que intriga e desconcerta. Simples assim.