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Rubens Ewald Filho no Festival da Mantiqueira

 Com dez títulos à venda no estande da Livraria da Vila, sendo sete deles da Coleção Aplauso e um vencedor do prêmio Jabuti, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo participa, a partir de sexta, do III Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura. O evento vai até domingo (30) em São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos, no interior do estado.

 

Rubens Ewald Filho, idealizador da Coleção Aplaso, vai abrilhantar o festival da Mantiqueira. Viva RUBENS !

Organizador da Coleção APLAUSO, Rubens Ewald Filho mediará mesa no domingo (30), às 10h30, sobre biografias, com a participação dos autores Paulo César de Araújo e Guilherme Fiúza.

Lançada em 2004 pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo com o objetivo de registrar a história das artes cênicas nacionais e de seus principais protagonistas, a Coleção Aplauso já tem mais de 200 títulos publicados. Em sua maioria, perfis dos principais atores, atrizes, diretores do cinema, teatro e da televisão  brasileira..

 

Joana Fomm é figura central de um dos livros a ser lançado

Na Livraria da Vila estarão à venda dez títulos que a Imprensa Oficial escolheu para o festival. Sete deles são da coleção Aplauso: as biografias de Cleyde Yáconis, Etty Fraser, Joana Fomm, Louise Cardoso, Miriam Mehler, Silvio de Abreu e Raul Cortez. Dois são os recém-lançados Paulo Francis – Polemista Profissional, que faz parte da Coleção Imprensa em Pauta, e As Artes de Carybé, coeditado com o Museu Afro Brasil e o Instituto Carybé. Completando a seleção, Resmungos, de Ferreira Gullar, obra vencedora do 49º prêmio Jabuti na categoria Livro do ano – ficção.

Jornalismo Cultural Reverencia CLARICE LISPECTOR

Escritora é homenageada nesta edição do congresso e Nadia Gotlib, autora de Clarice Fotobiografia, editada pela Imprensa Oficial, fará a palestra de abertura do evento sobre seu livro. Na quarta, Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial, media debate sobre cinema.

Autora de uma das mais completas obras sobre a vida de Clarice Lispector, Nadia Gotlib foi convidada para fazer a palestra de abertura do segundo Congresso de Jornalismo Cultural, a ser realizado de segunda a quinta (3 a 6 de maio) da próxima semana no TUCA – Teatro da Universidade Católica – e que nesta segunda edição faz uma homenagem à escritora de origem ucraniana.

Durante a apresentação, sob o tema Clarice Lispector: um percurso fotobiográfico e marcada para o dia 3, às 11 horas, Nadia falará sobre o livro e utilizará mais de 20 imagens de Clarice Fotobiografia, lançado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em 2008.

A obra reúne mais de 800 fotos, adquiridas após farta pesquisa no Arquivo Clarice Lispector da Fundação Casa de Rui Barbosa e de outros acervos públicos e particulares. Após a palestra, ela fará uma sessão de autógrafos de seu livro.

Além da homenagem à escritora, o congresso terá outros temas em destaque. Um deles é A crítica de cinema e a produção contemporânea, debate com a participação dos críticos de cinema dos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, Inácio Araújo e Luiz Zanin, e da cineasta Laís Bodanzky.

A mediação será do presidente da Imprensa Oficial, Hubert Alquéres, na quarta-feira, dia 5, às 17h30. O cinema é uma das principais atrações da Aplauso, coleção que reúne diversos roteiros de filmes entre seus mais de 200 títulos publicados desde 2004 com o objetivo de resgatar e registrar a história das artes cênicas nacionais e de seus principais protagonistas.

A Imprensa Oficial, que dá apoio institucional ao congresso, terá também uma livraria de 30 metros quadrados no TUCA, expondo para venda 119 títulos, incluindo 64 da Coleção Aplauso e mais 55 diversos, como “Tarsila do Amaral, Cadernos de Desenho”, “Mulheres Jornalistas”, de Regina Helena de Paiva Ramos; “Diário de Bordo – a viagem presidencial de Tancredo”, de Rubens Ricupero; “Tempos de cabo”, de Paulo Vanzolini, e as recém-lançadas biografias de três ícones do jornalismo nacional: Paulo Francis, Roberto Muller Filho e José Ramos Tinhorão.

O TUCA está localizado à Rua Monte Alegre, 1024, em Perdizes – entrada pela Rua Bartira. 

JORNALISTAS na Coleção Imprensa em Pauta

            

 IMPRENSA OFICIAL LANÇA PERFIS DOS JORNALISTAS PAULO FRANCIS, JOSÉ RAMOS TINHORÃO E ROBERTO MÜLLER FILHO

 

Cada um a seu modo, Paulo Francis, José Ramos e Tinhorão e Roberto Muller Filho influenciaram de maneira decisiva o jornalismo brasileiro. Livros fazem parte da Coleção Imprensa em Pauta e serão lançados dia 28 na Livraria da Vila da Fradique Coutinho. 

Três jornalistas singulares, com características únicas e importância vital para o jornalismo brasileiro – Paulo Francis, José Ramos Tinhorão e Roberto Müller Filho – terão suas trajetórias registradas em novas biografias da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. “Paulo Francis – Polemista Profissional”, de Eduardo Nogueira; “Tinhorão, O Legendário”, de Elizabeth Lorenzotti, e “Roberto Müller Filho – Intuição, Política e Jornalismo”, de Maria Helena Tacchinardi, serão lançados no dia 28 de abril (quarta-feira), a partir das 18h30, na Livraria da Vila – Rua Fradique Coutinho, 915. As obras fazem parte da Coleção Imprensa em Pauta. 

“São três nomes que revolucionaram e deixaram marcas definitivas na imprensa brasileira, contribuindo decisivamente para moldar sua qualidade e pluralidade”, destaca Hubert Alquéres, diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado. 

O carioca Paulo Francis (1930-1997) foi um dos mais conhecidos e influentes jornalistas brasileiros de todos os tempos. Amado ou odiado, despertava paixões extremas sempre estimuladas por suas talentosas polêmicas. Francis desempenhou papel importantíssimo na resistência à ditadura militar.Foi um dos fundadores do Pasquim, em 1969, e mais tarde colaborou com os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo, além de fazer comentários na TV Globo. Suas polêmicas com artistas, políticos ou intelectuais – algumas delas antológicas – não deixavam ninguém indiferente.

 

O texto inicial da obra é a reprodução de um texto de Millor Fernandes, publicado 10 anos após a morte de Francis. A primeira parte do livro conta sua trajetória, desde a infância até sua consagração profissional. Depois, aborda algumas das principais polêmicas em que se envolveu, passa pelos livros que escreveu e encerra detalhando sua transformação de trotskista em conservador. A parte final do livro traz um ensaio fotográfico de Francis, produzido por Bob Wolfenson na década de 1990. A quarta capa tem assinatura de Ruy Castro.

 

Figura singular da história do jornalismo brasileiro, José Ramos Tinhorão construiu, a partir de seus artigos pioneiros sobre música e cultura popular, uma história da cultura urbana. Começou no jornalismo como copidesque, em 1952, no Diário Carioca, e seus primeiros artigos sobre música saíram em 1961, no Jornal do Brasil. Nacionalista convicto, rigoroso e intransigente com suas ideias – muitas delas controvertidas, que desafiavam consensos estabelecidos – o estudioso logo ganhou fama de chato. Em 1980, abandonou o jornalismo para mergulhar ainda mais fundo nas pesquisas, que continuaram causando polêmica: ele demonstrou que o samba nasceu no Rio e não na Bahia, que a modinha nasceu no Brasil como dança e só depois chegou a Portugal como canção. O livro traça um perfil biográfico de Tinhorão ao mesmo tempo em que fala dos bastidores da imprensa carioca dos anos 1950 e 1960 e passa em revista as várias de suas querelas, como a que envolveu a Bossa Nova. Completa o volume uma copiosa antologia de textos de Tinhorão. 

Criador do modelo que deu credibilidade e prestígio à Gazeta Mercantil, ainda nos anos 1970, Roberto Müller Filho transformou o jornal em uma das publicações mais importantes do país – referência nas áreas de economia, negócios, política e diplomacia. Ele assumiu o cargo de editor chefe da Gazeta Mercantil, em 1974, com a missão de transformar o jornal em uma publicação independente, influente e rentável. Escrito com base em longos depoimentos concedidos por Müller, o livro é um reencontro com quase cinco décadas da história do Brasil.