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Diversidade sexual na tela: INTERIORES começa dia 25

Cena do curta-metragem paraibano 30 Segundos …

Trinta segundos. Este é o tempo que se leva para ter a uma impressão sobre alguém. Mas quanto tempo se leva para esquecer a última impressão sobre alguém ?  
Esta é a pergunta que motivou o diretor Wagner Pina a criar 30 Segundos, seu novo curta-metragem, que terá avant premiére na noite de abertura da segunda edição da INTERIORES: Mostra de Cinema da Diversidade Sexual. A mostra, que vai acontecer em Rio Preto (SP), começa no p´roximo dia 25 de julho, às 20h30, na unidade do Sesc Rio Preto.
 
30 Segundos fala sobre amor, amizade, felicidade e esperança. Com uma estética inspirada no diretor espanhol Pedro Almodóvar e no fotógrafo Lachapelle, o curta é forte e vibrante, lançando ao público um questionamento que a Bossa Nova já colocava no final dos anos de 1950: É possível ser feliz sozinho? 
 
No elenco do curta, produzido em Campina Grande, os atores Lívio Lopes, Oscar Borges e Ivson Rainero.
 
O diretor Wagner Pina também participará, dia 28 de julho, às 17h30, do bate-papo Possibilidades e pluralidades na ficção e na realidade.
 
Confira o teaser de 30 Segundos, disponível no Youtube.

Filmes de RUSS MEYER no CCBB

O MELHOR DE RUSS MEYER

18 filmes de um dos maiores cineastas pop americanos dos anos 60 e 70, que inspirou Tarantino, John Waters e Almodóvar

De 5 a 15 de agosto nos CCBB Rio e SP

Pornógrafo, obsceno, doentio. Assim era chamado Russ Meyer, um dos maiores cineastas pop americanos dos anos 60 e 70. Seus filmes eram cheios de mulheres nuas, sensuais e de seios grandes – Russ Meyer materializou em seus filmes a obsessão americana por esse detalhe anatômico feminino. Motoqueiras sem profissão definida, garçonetes e strippers suspeitas, todas muito liberadas sexualmente para os padrões da época, sempre metidas em aventuras rocambolescas e alucinadas.

Morto em 2004 aos 82 anos de idade, Meyer recebeu elogios como genial, transgressor e revolucionário e entrou para a história do cinema como “Fellini do sexo” e “Eisensestein do pornô”.

De 5 a 15 próximos, os Centros Culturais Banco do Brasil do Rio de Janeiro e de São Paulo resgatam a obra desse cineasta pouco conhecido no país com a mostra O MELHOR DE RUSS MEYER, reunindo 18 de seus longas metragens. “Meyer foi um precursor dos videoclipes, com sua montagem picotada e dinâmica particular. Parecia ser um homem careta na vida particular que mostrava em seus filmes o uso de drogas, defendia o amor livre e o sexo entre mulheres”, diz o curador João Juarez Guimarães.

Meyer foi fotógrafo do Exército americano durante a Segunda Guerra e assinou alguns dos primeiros ensaios da então iniciante revista Playboy. Sua obra ficou conhecida pela extrema criatividade da montagem, a excelência dos enquadramentos e o vibrante ritmo que conseguia imprimir aos filmes de produção modesta. Suas atrizes opulentas tinham nomes como Tura Satana, Raven de la Croix e Kitten Natividade, sempre vestidas com exóticas roupas de couros.

Os títulos de seus filmes são extravagantes e apelativos. Para criar o título de Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965), considerado sua obra-prima, ele pensou apenas em inserir três elementos que atraíssem o público masculino: velocidade (“faster”), sexo (“pussycat”) e morte (“kill”). Simples e funcional.

Sua influência se estende por várias artes. No cinema, Almodóvar, John Waters e Tarantino reconhecem a influência de Russ Meyer em seus trabalhos – no Brasil, Carlos Reichenbach e Ivan Cardoso estão entre seus admiradores. Sua influência alcançou a música (Sex Pistols), a fotografia (Helmut Newton, Richard Kern), a moda (Jean-Paul Gauthier e Thierry Mugler, com seus figurinos de inspiração sadomasoquista) os e quadrinhos (Robert Crumb).

Se na época de seu lançamento os filmes de Russ Meyer estreavam em cinemas de subúrbio e circuitos “poeiras” do interior americano, hoje a exibição de sua obra acontece em retrospectivas de cinematecas e centros culturais de todo mundo.

SERVIÇO

O MELHOR DE RUSS MEYER

Produção e Realização: Centro Cultural Banco do Brasil

Curadoria: João Juarez Guimarães.

bb.com.br/cultura 

Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro

5 a 15 de agosto, terça a domingo

Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – (21) 3808 2007 – 9h às 21h.

Cinema 2 – Lotação: 50 lugares

Ingressos: R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia)

www.twitter.com/ccbb_rj

 

Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo

5 a 15 de agosto, terça a domingo

R. Álvares Penteado, 112 –  Centro  – (11) 3113 3651 / (11) 3113 3652

Cinema do CCBB – Lotação: 70 lugares

Entrada franca.

www.twitter.com/ccbb_sp

Rosemary Estréia no Teatro de Santos

O espetáculo O Que Terá Acontecido a Rosemary? será encenado dia 7 de agosto no Teatro Braz Cubas, em Santos. A temporada da peça se estende até 26 de Setembro, sempre aos sábados e domingos, às 21 horas.
 
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Com inspiração nas antigas chanchadas do cinema brasileiro, a peça mostra o embate entre duas irmãs: Rosy e Betty Blue, suas aventuras e desventuras em busca da fama, sucesso e reconhecimento.

Tendo como fio condutor uma paródia dos clássicos filmes O Que Terá Acontecido a Baby Jane e A Malvada, ambos com Bette Davis, o espetáculo está calcado na interpretação dos atores, onde há o resgate do humor popular com uma embalagem cênica moderna.

Sobre o Besteirol

No alvorecer da década de oitenta, um movimento-artístico-teatral tomou de assalto os palcos do eixo Rio /São Paulo, firmando-se como um dos últimos da cena contemporânea brasileira a ter grande expressão.
Amado e odiado na mesma proporção, o Besteirol – terminologia imortalizada numa crítica teatral ao espetáculo As 1001 Encarnações de Pompeu Loredo, de Mauro Rasi e Vicente Pereira -,  detém um séqüito de detratores e entusiastas.
Recheado de referências que vão da comédia popular ao Teatro de Revista com seus números de cortinas e comperes, do Teatro Épico- que teve sua fonte nos números de Cabaré de Karl Valentin- às Chanchadas da Atlântida, uma coisa é certa: raso e superficial os espetáculos desta natureza jamais foram.
Paródias, paráfrases, estilizações, metáforas, intertextualidade, metalinguagem, distanciamento, critica mordaz aos costumes, antropofagia dos conceitos pequenos burgueses, tudo isto se justapõe de maneira bem humorada, irreverente e sarcástica.

Este movimento é comparado a outros importantes da década de 80, em outros países, como por exemplo A Ridiculous Theatrical Company, nos Estados Unidos, que trouxe à cena a obra dramatúrgica de Charles Ludlam (O Mistério de Irmã Vap), e a Movida Madrileña, na Espanha, que revelou nomes como Pedro Almodóvar.


Diversos atores e autores vieram renovar a cena neste período, como Miguel Falabella, Vicente Pereira, Mauro Rasi, Hamilton Vaz Pereira, Maria Lucia Dahl, Guilherme Karam, Duse Nacaratti, Ricardo Almeida, Miguel Magno, Diogo Vilela, Louise Cardoso e tantos outros. E espetáculos ficaram na história, como Sereias da Zona Sul, Doce Deleite, Camila Backer Lives in Concert, Pedra – A Tragédia, Classificados Desclassificados e Quem tem Medo de Itália Fausta ?, este último, considerado o epíteto do Teatro Besteirol.

Neste ano de 2010, quando se comemoram 30 anos do surgimento do BESTEIROL, Santos poderá apreciar o espetáculo O Que Terá Acontecido A Rosemary? 

  Ficha técnica    

Autor: Kadu Veríssimo

Direção: André Leahun 

Produção: Casa 3 de Artes


Elenco:

Kadu Veríssimo
Junior Brassalotti
Luiz Fernando Almeida

Quando:

de 7 de agosto até 26 de Setembro, sábados e domingos, 21 horas.

Ingressos:

Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira),

R$ 15,00 (lista de desconto)

e R$ 10,00 (classe artística, estudantes e idosos). 

Onde:

Teatro Municipal Brás Cubas

Av. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias.

A peça tem apoio de Trajano Bar, Metropole Restaurante, Lavanderia Londres, A Mineira Pao de Queijo, Secretaria Municipal de Cultura de Santos e Prefeitura Municipal de Santos.

* N.R: Os votos do Blog Aurora de Cinema para  o sucesso do espetáculo e que a temporada tenha êxito de público e crítica.

Juninho Brassalotti é um amigo super querido, ator de talento, versatilidade e produtor cultural de invejável capacidade.

O Besteirol, gênero imortalizado pelo saudoso e queridíssimo MAURO RASI, precisa ser mais divulgado no país. As novas gerações pouco ou nada conhecem dele de fato. Nós AMAMOS o gênero e trabalhamos, sempre nos é dada a chance,  pra que seja reconhecido em todo o país como uma das boas contribuições brasileiras ao movimento teatral do mundo.

Mauro Rasi: humor refinado, inteligência aguçada, dramaturgia rica em questionamentos e versatilidade, escritor deixou enorme lacuna na cena artística brasileira… Saudades de Mauro Rasi…

SARAVÁ !!! Viva MAURO RASI !!! SALVE o BESTEIROL !!!

VAMOS AO TEATRO conferir O Que Terá Acontecido a Rosemary?

Berlam e Banda Larga: O Som da Hora

 BERLAM é o “crooner-cronista” dos tempos pós-modernos. É glamour, irreverência e bom-humor. BERLAM é um crítico feroz do ‘star system’ e sob sua ótica pessoal e intransferível, expõe o comportamento esnobe da elite social, as celebridades deslumbradas, os cacoetes exagerados do “mundinho” GLS e o frenesi ególatra dos ídolos pop. A violência da Polícia, os vícios da indústria do entretenimento, a cultura brasileira, sempre à sombra do carnaval e do futebol, também não escapam do fogo amigo de BERLAM.

Mas BERLAM E BANDA LARGA é acima de tudo música. E como o nome da banda já diz, trata-se de um trabalho conectado a um gigantesco fluxo de informação que se move em alta velocidade, pelos circuitos da mídia e do cérebro, só possíveis através das conexões digitais em banda larga.

Formada por Berlam nos vocais, Mica Farina na guitarra, San Paixão no baixo e Caio Colorado na bateria, BERLAM E BANDA LARGA é a banda certa, na hora certa, no palco certo. Certo?

A sonoridade da banda é pop, direta e abriga diversos estilos musicais, acentuando a contundência do discurso poético e visual de BERLAM.

Após apresentarem-se em 2009 em todo o circuito independente de São Paulo e cidades vizinhas, lançaram um EP com 4 músicas. Entre elas estava Carnaval Baixo Astral, incluída na trilha do documentário Jose e Pilar, filme sobre a união do escritor Jose Saramago e Pilar Del Rio, sua esposa.

O filme foi realizado em co-produção com a JumpCut (Portugal), O2 Filmes (Brasil) e El Deseo S.A. (Espanha), produtora de Pedro Almodóvar. Uma das cópias do disco foi parar na mão do cineasta espanhol que tem consideração especial pelo trabalho do grupo.

No início de junho, a banda lançou seu primeiro álbum, produzido por Fil Pinheiro, com as participações da cantora Tié, do multi-tecladista Dudu Tsuda, do DJ Marco (CéU) e do trombonista Gil Duarte. O CD  é artigo bem-vindo em nossa discoteca, presente do amigo Mica Farina, cujas notas da guitarra conferem brilho especial ao  eloqüente Cd da banda.

E foi com show no Centro Cultural São Paulo que Berlam e Banda Larga lançaram o vídeo-clipe de Amizade Colorida, primeiro single extraído do disco. No vídeo, BERLAM E BANDA LARGA são atacados por inúmeras mãos femininas ornadas por unhas coloridas. Terror psicológico psicodélico ‘technicolor’. Ou melhor, só não é, de fato, um filme de terror porque BERLAM adora o assédio feminino descontrolado.

Dirigido por Anna Turra, também autora do vídeo-cenário do show, e fotografado por Michel Gubeissi, o material foi todo filmado com a câmera Cânon 5D, em formato Full HD, usando um jogo de lentes analógico. O figurino é assinado por Alex Kazuo.

Amizade Colorida é uma canção que define a proposta da banda. Além disso, BERLAM seria incapaz de provocar algo que pudesse ser chamado de inimizade em branco e preto.

 * O texto é de Giu Rocha com alguns “pitacos” desta redatora.