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Moacyr Fenelon no Instituto Moreira Salles

Querida ALICE GONZAGA responsável pelo importante acervo Cinédia – convida para importante homenagem à memória do cineasta Moacyr Fenelon…

 
Programação será possível pela união de forças devotadas à preservação da memória audiovisual brasileira: Petrobrás, Insituto Moreira Salles, Instituto para a Preservação da Memória do Cinema  Brasileiro e Abraci (Associação Brasileira de Cineastas).
 
A mostra de filmes e debates começam quarta, 18 de agosto, no Instituto Moreira Salles, na Gávea (Rio), com apoio substancial da Petrobrás – que possibilitou este meritório resgate – e tem entrada franca.
Uma ótima pedida para estudantes, profissionais da área e apreciadores da Sétima Arte.
 
 

 

Coleção FILME CULTURA

 

 

 Todos os números históricos da revista Filme Cultura que circularam entre 1966 e 1988 estão finalmente preservados. O Centro Técnico AudiovisualCTAv/SAV/MinC‘ acaba de editar uma coleção com cinco livros de capa dura contendo as 48 edições do período, além de duas revistas especiais, feitas para os festivais de Cannes e Berlim. O projeto é uma iniciativa do Instituto Herbert Levy e tem patrocínio da Petrobras. Além da coleção histórica impressa na edição facsimilar, as quase 4.000 páginas publicadas naquele período já estão disponíveis no setor de periódicos da Biblioteca Nacional em microfilmes e, a partir de hoje, dia 1º de julho, estarão também no site: www.filmecultura.org.br. 

A revista Filme Cultura voltou a circular em 2010 e tem cinco novas edições garantidas neste mesmo projeto. O nº 51 será lançado amanhã, dia 2, na Livraria Cultura do Shopping Bourbon, no mesmo dia da “Edição Fac Similar Revista Filme Cultura”.

Clássicos do cinema brasileiro, como Eles não Usam Black-Tie, são enfocados na Filme Cultura

Em seu período histórico, a Filme Cultura foi editada sucessivamente pelo INCE (Instituto Nacional do Cinema Educativo); pelo INC (Instituto Nacional de Cinema); pela Embrafilme (Empresa Brasileira de Filmes); e pela FCB (Fundação do Cinema Brasileiro). Depois de 19 anos fora de circulação, o CTAv (Centro Técnico Audiovisual) da SAv (Secretaria do Audiovisual) do MinC (Ministério da Cultura), lançou em 2007 o nº 49, Edição Especial comemorativa dos 70 anos do INCE. Em abril de 2010 foi lançado o nº 50 e a revista voltou a circular regularmente com periodicidade trimestral.

Os cinco volumes da coleção fac-similar reproduzem fielmente as edições de 1966 a 1988 de Filme Cultura. Ali, foi feita a crônica do cinema brasileiro e, de importantes aspectos do cinema internacional no período. Em suas páginas, encontram-se textos hoje clássicos de Jean-Claude Bernardet, Sérgio Augusto, Antonio Moniz Vianna, Ismail Xavier, Inácio Araújo, João Luiz Vieira, Rogério Sganzerla e Jairo Ferreira, entre muitos outros. A revista contou com

Ely Azeredo, Flávio Tambellini, David Neves, José Carlos Avellar, Cláudio Bojunga e João Carlos Rodrigues, entre seus editores.

O conteúdo da revista abrangia críticas de filmes, ensaios, pesquisas, entrevistas, perfis, catalogação de diretores brasileiros e internacionais, bem como artigos sobre técnica, produção, mercado, festivais e premiações. Há também um precioso material iconográfico sobre a história do cinema brasileiro, fundamental para cinéfilos, pesquisadores e estudantes. 

A Coleção pode ser encontrada ao preço de R$ 100, nas principais livrarias do Brasil.

Os pontos de venda, válidos também para os números recentes da revista, são divulgados no site: www.filmecultura.org.br

Filme Cultura Nº 51

 A edição nº 51 de Filme Cultura é centrada nos personagens do cinema brasileiro. Como Gustavo Dahl, diretor da revista, destaca no editoriala proposta deste número de Filme Cultura é recontextualizar a questão dentro do cinema brasileiro histórico, moderno ou contemporâneo.’.

Assim, personagens populares, marginais e intelectuais, personagens de documentários e de tramas multiplot receberam a atenção de articulistas do corpo de redatores da revista, bem como de convidados de diversas regiões do país além de distintas inserções no estudo do cinema brasileiro.

Fernanda Montenegro e Selton Mello ganharam matérias especiais pela riqueza de suas galerias de personagens.

A revista traz também as mesmas seções do nº 50, que lançam um olhar às margens do mercado, à história do cinema brasileiro e a disciplinas correlatas à do cinema.

Confira abaixo a lista das matérias da Filme Cultura 51: Editorial por Gustavo Dahl; O filho desviante e a morte do pai’, por João Silvério Trevisan; Quando a narrativa perde o centro’, por Cléber Eduardo; A vida depois do doc, por Carlos Alberto Mattos; Coutinho, o cinema e a gente, por Daniel Caetano; Heróis do real‘, por Carlos Alberto Mattos; Carapiru e Orson Welles: a melhor defesa é o ataque, por Daniel Caetano; Entrevista com Silvio de Abreu’, por Daniel Caetano.

Personagens e tipos do cinema popular, por João Carlos Rodrigues; Intelectuais na linha de frente’, por Luís Alberto Rocha Melo; Margem sem limites, por Cássio Starling Carlos; Zulmira, Romana, Dora… Fernanda, por Ivonete Pinto; Entrevista com Selton Mello; Um filme: Estômago’’, por Fábio Andrade e Rodrigo de Oliveira; Perfil: Walter da Silveira, advogado do cinema‘, por Orlando Senna; Cinemateca de textos: Jean-Claude Bernardet; Outro olhar: Grande sertão: veredas, Avancini em grande estilo‘, por João Carlos Rodrigues; E agora, Laís (Bodanzky)?; E agora, Ivan (Cardoso)?; Lá e cá: O desconhecido cinema de nossos vizinhos argentinos, por Daniel Caetano; Busca avançada: Cinema passageiro, por Carlos Alberto Mattos; Curtas: De/com/sobre/para Helena Ignez’, por Joana Nin; Atualizando: A morte do transfer?’, por Marcelo Cajueiro; Livros: História e economia do cinema e do audiovisual no Brasil: passado, presente e futuro‘, por André Gatti; Peneira digital’, por Carlos Alberto Mattos; ‘Cinemabilia: Simão, o caolho.

Acesse: http://carmattos.wordpress.com / https://twitter.com/carmattos

CLÁSSICOS CINÉDIA em EXIBIÇÃO GRATUITA

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CINÉDIA VAI EXIBIR CLÁSSICOS RESTAURADOS

Dois clássicos do cinema brasileiro serão exibidos na Cinemateca do MAM nas próximas quinta e sexta, diasos dias 20 e 21 de maio com única apresentação: Berlim na Batucada (1944), de Luiz de Barros, e Bonequinha de Seda (1936), de Oduvaldo Vianna.

Ambos acabam de ter sua restauração concluída pela Cinédia com patrocínio da Petrobras. O processo de recuperação dos filmes foi uma iniciativa de Alice Gonzaga e contou com a coordenação do pesquisador e conservador-chefe da Cinemateca do MAM, Hernani Heffner  

Logo após a sessão do dia 20, quinta-feira, Alice e Hernani vão conversar com o público sobre o processo de restauração e sobre a importância dos filmes. 

Berlim da Batucada e Bonequinha de Seda são clássicos do início do cinema sonoro no Brasil e obras representativas da comédia musical antecessora da chanchada.  

Estes dois filmes permitem um redimensionamento histórico do cinema praticado no período devido à abordagem incomum de temas como as relações entre as classes sociais e o colonialismo cultural. Berlim ainda satiriza a passagem de Orson Welles pelo Brasil. 

Obs1: Bonequinha de Seda é estrelado por Gilda de Abreu (diretora do filme O Ébrio) e foi a primeira superprodução brasileira no cinema. Trouxe uma série de inovações técnicas para o cinema da época: ela primeira vez usou-se maquete no cenário, grua durante as filmagens, entre outras.
 
Obs2: Berlim na Batucada é uma sátira a passagem de Orson Welles pelo Brasil e tem participação de Francisco Alves e do Trio de Ouro, com Dalva e Herivelto cantando.
 

BERLIM NA BATUCADA – 1944 – Brasil / Rio de Janeiro – 75 minutos – Comédia – Preto e branco 

Direção: Luiz de Barros

Companhia produtora: Cinédia

Companhia distribuidora: Cinédia

Produção e roteiro: Adhemar Gonzaga

Assistente de direção: Jurandyr Noronha

Argumento: Herivelto Martins

Fotografia: A.P. Castro

Som: Ludovico Berendt

Montagem: W. A. Costa

Estúdios e Laboratórios: Cinédia 

Intérpretes: Procópio Ferreira, Delorges Caminha, Chocolate, Francisco Alves, Solange França, Leo Albano, Luizinha Carvalho, Manoel Rocha, Carlos Barbosa e Pedro Dias.  

Intérpretes musicais: Leo Albano, Francisco Alves; Trigêmios Vocalistas; Trio de Ouro; Chocolate e Flora Mattos; Índios Tabajaras; Edu da gaita; Príncipe Maluco; Arranjos e orquestras de Morpheu Belluomini; orquestras de Napoleão Tavares e Benedito Lacerda.   

Sinopse:

Recém-chegado ao Brasil, cineasta norte-americano é levado por um malandro boa praça para a Mangueira onde descobre a música e a dança do samba. Encantado com os talentos locais, decide levá-los para Hollywood, enfrentando a resistência do dono do morro. Paródia da passagem de Orson Welles pelo Brasil em 1942 quando realizou o inacabado It’s All True. 

BONEQUINHA DE SEDA – 1936 – Brasil / Rio de Janeiro – 115 minutos – Drama – Preto e branco 

Direção, argumento e diálogos: Oduvaldo Vianna.

Companhia produtora: Cinédia

Fotografia: Edgar Brasil

Som Cinédia: A. P. Castro

Cenografia: Hippolito Collomb

Diretores artísticos: Murilo Lopes e Manoel Rocha

Montagens: Luciano Trigo

Cartaz: Alcebíades Monteiro Filho (o primeiro feito no gênero para filme brasileiro, com 24 folhas). 

Intérpretes: Gilda de Abreu, Delorges Caminha, Conchita de Moraes, Déa Selva, Wilson Porto, Darcy Cazarré, Mira Magrassi, Apollo Correia, Manoel Rocha, Maria, Carlos Barbosa, Lúcia Delor, Miran D’Alves, Marilu Ramalho , Elza Leitão, Dedé Santana, Zenaide Andrea, Nilza Magrassi, Maria Amaro, Julieta Collomb, Manoel Ferreira de Araújo, Antonieta Olga, Castelar Carvalho, Alice Gonzaga , Didi Vianna, Monteiro Filho e Joaquim Ribeiro, Paulo Morano, Adhemar Gonzaga. 

Intérpretes musicais: Gilda de Abreu; Nerbal Fontes; Augusto Henriques, acompanhado ao violão por Rogério Guimarães; Francisco Mignone (que aparece no filme regendo a orquestra); Harpista: Andrea Ajara Mariuza; português cantor de fados: Joaquim Pimentel. 

Sinopse: Marilda e o irmão vão até o escritório do esnobe João Siqueira pedir a prorrogação do prazo de pagamento do aluguel da casa onde moram e conseguem apenas 20 dias. Humilhada pelo tratamento que recebeu, Marilda conhece Madame Valle que decide ajudá-la e ensina-lhe a se portar como uma jovem de sociedade, como uma francesa educada em Paris e chegada há pouco da Europa. A estreia da moça na alta sociedade faz enorme sucesso. Marilda é apresentada a João que fica perdidamente apaixonado por ela. Por algum tempo, Marilda vive uma vida dupla mas no final acaba revelando sua verdadeira identidade, esperando que João se afaste dela. No entanto, ele se redime de seus preconceitos e termina ao lado de Marilda. 

Cinemateca do MAM 

Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo.

Telefone: (21) 2240-4944

Dia 20/05: Berlim na Batucada

Dia 21/05: Bonequinha de Seda

Horário: 18h30

Entrada franca

Lançamentos CINÉDIA

FILME CULTURA de Volta. VIVA !

A histórica revista Filme Culturauma referência de leitura sobre cinema no Brasil entre 1966 e 1988 -, volta a ser publicada a partir deste mês, com o lançamento da edição nº 50, marcado para a próxima terça, 27, entre as 18h30 e às 21h30, na Casa de Rui Barbosa, em Botafogo.

O novo projeto Filme Cultura consiste, além da revista, no lançamento do website: www.filmecultura.org.br e da coleção histórica em versões fac-símile e microfilmes, esta em convênio com a Biblioteca Nacional’.

A Filme Cultura 50 traz um núcleo temático intitulado Cinema Brasileiro Agora, com artigos e mesa-redonda sobre o estado atual do cinema na Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, pois como afirma no editorial  Gustavo Dahl, diretor da publicação, ‘Viajar de Norte a Sul pelos ambientes de produção audiovisual que estão gerando novos olhares é uma opção que se impôs, como recomeço de conversa’.

Outros textos abrangem ensaios, críticas além de diversas seções voltadas para aspectos de atualidades, tecnologia, curtas-metragens, resenhas de livros e internet, perfil de personalidades da cultura cinematográfica brasileira, republicação de textos históricos, etc. Além do corpo de redatores fixos da revista, escrevem também críticos e pesquisadores de várias regiões do país.

Em texto de apresentação do nº 50, o ex-secretário do Audiovisual do Minc, Silvio Da-Rin, fala da vocação de fênix da Filme Cultura: ‘Desaparecida, por vicissitudes comuns às iniciativas que vicejam no campo estatal, por várias vezes renasceu, renovada, para cumprir a função que o singelo título sugere, em forma de binômio indissolúvel.’

A Filme Cultura amparada pela força do estado, foi a mais longeva de todas as revistas de cinema já editadas no Brasil. Entre seus articulistas estavam Antônio Moniz Vianna, Carlos Fonseca, Sérgio Augusto, Jean-Claude BernardetIsmail Xavier, Inácio Araújo, João Luiz Vieira, Orlando SennaRogério Sganzerla e Jairo Ferreira.

Carmen Miranda em cena de Alô, Alô Carnaval, grande êxito da CINÉDIA

Seus editores foram Flávio Tambellini, Ely Azeredo, José Carlos Monteiro, David Neves, José Haroldo Pereira, Leandro Tocantins, José Carlos Avellar, João Carlos Rodrigues, Cláudio Bojunga e Paulo Roberto Ferreira.

No endereço www.filmecultura.org.br os internautas poderão encontrar o conteúdo completo da revista, assim como matérias adicionais, íntegra de mesas-redondas e vídeos. O site vai disponibilizar também a coleção histórica completa de Filme Cultura em PDF, página a página e com sistema de busca por palavras-chave.

O site está em construção e entrará no ar em duas etapas – uma com a edição mais recente já na data do lançamento – e outra quando do lançamento da coleção fac-símile, que será simultâneo em papel e internet. No site os visitantes poderão deixar seus comentários, sugerir pautas para a revista e interagir com a equipe de redação.

A publicação será trimestral, podendo ser adquirida em livrarias de referência e na Funarte (Rio). A revista também será distribuída gratuitamente a bibliotecas e instituições culturais do país.

A coleção histórica em fac-símile também estará à venda a partir de julho.

A versão em microfilmes pode ser consultada na sessão de periódicos da Biblioteca Nacional.

Cena de Matou a família e foi ao cinema, clássico de Júlio Bressane

O projeto foi concretizado graças a uma parceria entre o Centro Técnico Audiovisual e o Instituto Herbert Levy, com patrocínio da Petrobras.   

Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente, 134Botafogo Tel.: (21) 32894600

Acesse: http://carmattos.wordpress.com / https://twitter.com/carmattos