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Carpinejar em sua versão para crianças: LULU

Carpi blog

Amanhã é dia de encontrar o poeta gaúcho Fabrício Carpinejar na Livraria Saraiva Moinhos Shopping, em Porto Alegre.
O Poeta, multifacetado e imparável, estará lançando mais um carrossel de seus adoráveis poemas. E um DETALHE IMPORTANTE: a renda com a venda dos livros “Lulu” será destinada à Kinder – Centro de Integração da Criança Especial, que atende crianças com deficiências múltiplas.

A poesia é a linguagem de todos os sentidos, a única que produz sentido para o coração. Descubra a história da menina Lulu, que perde gradativamente a audição, mas ganha a leitura do mundo de modo intenso e inesquecível, amparada pelos olhos curiosos de sua mãe.

O lançamento será no horário das 15:30 – 16:30h. Se vocêestá em Porto Alegre, não deixe de comparecer: é uma chance maravilhosa para ajudar crianças que necessitam e para conhecer ou encontrar o magistral poeta FABRÍCIO CARPINEJAR !

Carpinejar lança autobiografia não autorizada

Genial Poeta gaúcho exacerba do direito de ser brilhante e convida para o lançamento dos 2 primeiros capítulos de sua autobiografia...

CARPI livros

Programa obrigatório pros que estão em Porto Alegre e livros que, muito em breve, estarão na nossa biblioteca particular !Bio CpE enquanto espero a oportunidade de adquirir meus exemplares da Autobiografia Carpinejariana, vou lendo e relendo as pérolas do escritor e divido com você, leitor amigo, um pouquinho da grandeza de FABRÍCIO CARPINEJAR, extraído duma crônica de 2004:

O QUE NÃO É ESPELHO É ROSTO*

Sempre fiquei intrigado com quem diz, com mais saliva do que dentes: eu não o leio porque não faz meu tipo. Ou eu não gosto dele porque é concretista. Aquele cara não presta porque é conservador, neo-romântico. Não fui com o jeito de pronunciar o efê daquele autor. As aparências enganam, mas a falta de aparência engana mais ainda.

Há centenas de tipos de letras, mas a maioria ainda continua a escolher a times new roman. Porque é a primeira que aparece. Os hábitos provocam o desaparecimento da personalidade, a rotina preserva a não-existência. Fazer tudo da mesma forma é um jeito quase seguro de não aparecer, de ser invisível. Uma das maldições da prosa e poesia contemporânea é a formação de bandos, tribos, seitas, com o dízimo pago pontualmente nas dedicatórias e epígrafes. Como que isso acontece? Quando a saudável influência vira apostolado. A máxima funciona nos extremos: ou se é de algum time ou não se é jogador. Depois da antropofagia, vem a autofagia, que dá no mesmo. Já se parou para pensar que a tradição pode ser mais repetição do que consistência?

A literatura não é uma religião, não há a figura de um padre ou pai-de-santo ou pastor ou rabino a seguir. É uma solidão dentro do nome. Mais desaforo do que elogio. Mais dúvida do que dogma. Estranheza em estado bruto, inadiável, que inverte a ordem do senso comum, cava contradições, fornece velocidade ao idioma, não serve para enrolar, mas para dizer unicamente o necessário. Um bom livro não adormece, instaura a insônia da alegria, a euforia de ter encontrado a palavra certa para o que vivemos ou podemos viver. O poema, por exemplo, tem que ser simples, não simplório; rápido, não fácil; autêntico, não rebuscado.

Está se precipitando uma guerra pouco santa. Encalha-se no narcisismo desde a leitura. A criação apenas a amplifica. Acredito que se desaprendeu a ler para reafirmar a vaidade da autoria. Todo leitor se transforma em um escritor apressado, louco para se enxergar estampado na capa de alguma brochura. Ou seja, o leitor está mais interessado em escrever do que ler. E ler se converteu em escritura anônima. Segue-se uma receita, com a covardia em preparar o almoço de olho e acrescentar novos ingredientes. Nada disso seria problema, mas acaba-se não sabendo ler o que não é espelho, intimidando possibilidades de transgressão e aventuras na linguagem. O que não é espelho é rosto e muitos se apavoram em olhar de frente os olhos abertos que não os seus. Não se lê outros autores porque se está interessado unicamente em reiterar a identidade. Assim, ninguém lê ninguém, o autor somente se procura em cada livro e não valoriza o que difere de sua voz. Ao invés de multiplicar as diferenças, soma-se as subtrações. A megalomania na leitura gera mais crítica dentro da criação do que criação. Os livros passam a ser ensaios de como se escrever mais do que narrativas e poesias versando sobre o cotidiano. O que era para servir para entrar no mundo assumiu o caráter de fuga do mundo. Os escritores lêem escritores para se amar duas vezes, mergulhando em uma metalinguagem sem bilhete de volta. Esquecem que o público não está interessado em manuais de datilografia ou de poemas falando de poemas. Coroa de flores nunca vai cheirar a flor.

Não aprendi muito na literatura, mas algo me previno: eu não leio para repetir o que escrevo. Nem escrevo para repetir o que leio.

* Fabrício Carpinejar

Poeta consegue se superar constantemente e é um rosário de belezas, formatadas em várias versões, múltiplos afetos e sensibilidade jamais vista em intensidade, extensão e volume… Salve, CARPINEJAR !!!

Porto Alegre e uma Redenção de Saudade…

Gauaíba

Imagem do Astro Rei no famoso rio Guaíba… (foto Joyce MLeão Martins)

“Domingos em Porto Alegre têm um não-sei-o-que de encanto. Não se vestem de tédio. Não espalham poeira nas ruas, enquanto quedamos parados em casa (aliás, nenhuma vontade de ficar em casa !).

Domingo na Redenção 9 jun 13

Não se descolorem como as folhas caídas do outono. Ao contrário, devem ter uma certa intimidade com a PRIMAVERA. Mesmo quando abusam das cores (e dos ventos) do frio, convidam o entusiasmo a passear. Acinzentados ou ensolarados, os domingos aqui costumam vir sempre acompanhados de crianças, cachorros, rapazes, moças e seus cachecóis. E ainda atraem a música, a arte, a amizade, todas ali, juntinhas, a caminhar pelo Parque da Redenção. Coisa mais linda !”

* O texto é de autoria de Joyce Miranda Leão Martins, que também fez a maioria das fotos.

POA jun 13

O Parque da Redenção, em Porto Alegre, num domingo frio de junho…

Redenção junho 13

Porto Alegre é uma cidade que me encanta, desde que a conheci. Gostar não se explica e talvez não saiba mesmo dizer porque gosto tanto da capital gaúcha. Sobretudo depois que minha filha foi morar lá, aí mesmo é que eu poderia ter passado a ‘desgostar’ da cidade… afinal, é meio por causa de Porto Alegre que hoje moro longe dela, minha única filha, amada e tão merecidamente admirada.

Outonal

Uma flor cearense em meio à bela paisagem outonal gaúcha…

ipês

Mas o fato de Porto Alegre ser hoje uma saudade constante e apertada no peito, não me faz gostar menos dela.  Ao contrário: POA passou a ser minha segunda cidade porque a cidade que recebeu de braços abertos e abriga com generosidade, beleza, amigos, outono, flores e folhas o melhor pedaço de mim… embora isso tudo me encha os olhos de lágrimas….

Jardim Botânico

O Jardim Botânico de Porto Alegre: serenidade verde em cenário encantador…

O que me faz imediatamente lembrar-me do genial poeta gaúcho, Fabrício Carpinejar, cuja vocação poética extrapola qualquer pretensão de definir seu talento ou esquadrinhar sua versatilidade exemplarmente tocante, iluminada e iluminadora.

E Carpinejar é então mais um motivo para aumentar meu apreço e meu bem qeurer a Porto Alegre. O Poeta é de tal modo encantado com a cidade, que tem tatuado nas costas o mapa com a planta original da capital gaúcha. Mesmo nascido em Caxias do Sul, Carpinejar é um declarado apaixonado por Porto Alegre. E isso também contribui para meu amor por esta cidade… “Coisas de magia, sei lá…”, como tão bem cantam Kleiton e Kledir, outros dois queridos gaúchos.

Museu de Arte

Ai eu penso em SAUDADE e reproduzo aqui a mais bela crônica que já li sobre o tema. Pra variar, o texto também é de autoria de CARPINEJAR:

Saudade é uma covardia corajosa, uma ansiedade cheia de paciência, uma preocupação despreocupada. É se ofender elogiando outro, é se elogiar ofendendo o outro.Saudade é uma antecipação do abandono. Uma despedida provisória que dói igual a um desenlace definitivo. É um aceno que não entrega a mão ao ar, um cumprimento que não fecha os dedos.A saudade é acordar na sexta como se fosse sábado. É vestir nossa roupa predileta para permanecer em casa. É arrumar a cama para dormir no sofá.A saudade surge antes da saudade. Definimos dentro do fato qual será a lembrança de que sentiremos saudade. Sentimos saudade no meio da experiência.Saudade é uma alegria entristecendo. Porque toda alegria só será definitiva depois da saudade. Depois da tristeza.

livro do Carpi pra mim

Novo livro de Carpinejar, autografado para esta redatora: uma alegria imensa !

E pra fechar, mais uma crônica de Carpinejar, onde nos irmanamos no amor e afeição a PORTO ALEGRE:

“Nunca vai nevar em Porto Alegre, apesar dela acreditar em milagres. Se a cidade fosse previsível, não estaria nela. O Guaíba é um engradado de cerveja. De vez em quando alguma garrafa explode com o pôr-do-sol. E o casco espuma. O vento briga com o vento, como dois cães brincando. Há ilhas em sua volta, uma ilha em volta de ilhas. Amo a possibilidade de caminhar pela cidade a esmo. Posso atravessá-la e não estender a mão. Ir do estádio Beira-rio ao Olímpico e não reclamar do cansaço. Dá a certeza que chegarei em casa. Apanho a cidade com o canto do olho. Não é desesperada, atônica, nem alegre demais, afônica. É uma cidade sábia, como alguém que envelhece e não se aposenta. Em Porto Alegre, é possível pedir uma informação fora do guichê, ficar no banco sem parecer desempregado, cochilar no ônibus e ser acordado no ponto final. Não progrediu agredindo, nem retrocedeu censurando. Ficou do jeito que o último morador a deixou. Fruta que é mais gostosa verde. Porto Alegre foi engolida ainda no pé. Cidade baixa, que não serve aos suicidas. Exibicionistas não encontram trapézio nos viadutos. O viaduto é apenas uma criança subindo no muro. Porto Alegre tem um jeito residencial, mesmo no centro. Infantil, como um jóquei que deixa o cavalo crescer em seu lugar. Há mais lendas do que histórias, pelo estranho hábito de transformar em lenda a falta de notícia. As árvores aparecem de forma suficiente a não percebê-las. Não são numerosas, nem reduzidas, são. As nuvens se concentram em shoppings como balões promocionais. A orla é uma bicicleta, a curva de bicicleta – só cabem dois para olhá-la. Porto Alegre é uma cidade sem segunda-feira, começa tudo na terça. São seis dias por semana. Quem nasce em Porto Alegre recebe um dia de desconto. O domingo de sol cheira a churrasco. Cidade que usa pantufas, não chinelo de dedo […] Não se acorda de noite para comprar um maço de cigarro, até as assombrações têm preguiça. O escuro conserva os vaga-lumes. A vida é como ela não poderia ser. Cidade vaidosa do seu passado mais do que seu futuro. Os recados são deixados nas paredes, não na geladeira. As velhas casas usam quadros-negros. As praças surgiram depois das estátuas. Deus é chamado em caso de urgência. Em Porto Alegre, não existe urgência”.

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Aurora de Cinema e a reverência a um dos mais aclamados poetas gaúchos, Mário Quintana, grande influência na obra de Fabrício Carpinejar…

Avenida Brasil: Porque Amamos Carminha

Intérprete e personagem entrelaçaram-se no gosto popular criando um emaranhado de emoções e cumplicidade que responde por grande parte do êxito da trama de João Emanuel Carneiro

Carminha no auge: rica, linda e vivendo das graças do marido Tufão…

O que mais surpreendeu em AVENIDA BRASIL não foi o mega ibope do último capítulo – coisa de louco, tchê ! -, nem a forma como o autor se inspirou em escritores famosos, nem a trilha, nem o encantamento com o subúrbio traduzido no Divino.

Carminha: milionária encantadora e má do subúrbio…

Tudo isso já houve antes, e continuará acontecendo. E sobre o montão de coisas que se somam para o êxito desta novela que hoje é uma latejante saudade, falaremos adiante.

Adriana Esteves e Marcello Novaes: atores foram destaque com atuações soberbas…

Mas o que mais nos chama a atenção – depois de ler, reler e encontrar nos mais diferentes espaços informativos comentários sobre a novela -, é uma sensação de “Queremos Carminha !” que ainda está no ar.

Esta sensação é o que vai por baixo das afirmações, e corre no íntimo, de todos quanto agora comentam o final da novela – todos viram a mobilização nacional gerada pela exibição do último capítulo da trama, praticamente parando São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre  –  é o que aflora quando se afirma coisas do tipo “Carminha podia ter reagido”, ou “Pensei que Carminha estava mentindo”, ou ainda “Achei que Carminha ia dar a volta por cima”, ou, mais agudo ainda, “Queria que Carminha tivesse terminado rica, numa mansão na zona sul”, ou “Queria Carminha milionária enganando um novo Tufão”…

Carminha e Tufão: casal mobilizou as atenções do “Divino”…

A marcante cena em que Nina corta e pinta os cabelos de ‘Carminha’…

Isso tudo é a tradução mais latente e recôndita de que o envolvimento com a Carminha de ADRIANA ESTEVES tomou tal proporção que o público desejava não só não ver a vilã ficar pobre e sem glamour, como gostaria de ver novamente a atriz – que ele aprendeu a amar e ver bela, mesmo com todas as maldades de Carminha – esbanjando charme e eloquência de vencedora.

Este público queria rever/reencontrar sua Carminha-Adriana de novo linda, loura, esbanjando elegância, destratando os pobres,  enganando o marido, tripudiando com as funcionárias, fazendo exigências mis, zombando dos suburbanos e dizendo – sem papas na língua e com a maior desfaçatez – as insanidades que dizia. Porque a Carminha Vencedora, Bonita e Altiva era também o alter ego da enorme classe C, ou de quantos se sentiram inferiorizados tantas vezes, e que, naqueles momentos de altivez sórdida da vilã, se sentiam vingados ou de alma lavada através dos ótimso diálogos da trama.

E aqui entra, intenso e avasssalador, o potencial artístico de ADRIANA ESTEVES, a quem a imensa maioria da platéia queria ver novamente brilhando e tendo as rédeas da história nas mãos.

SENSACIONALLLLLLLL !

E isso só é possível de ser alcançado, em se tratando de personagem Antagonista, quando se tem uma intérprete do quilate de ADRIANA ESTEVES, cuja maestria, charme e competência a faz uma Atriz do mais alto refinamento interpretativo.

O que esta magnânima ATRIZ Adriana Esteves conseguiu através desta personagem criada por João Emanuel Carneiro é algo ainda a ser estudado por especialistas da área, e quem sabe mereça muito mais ainda a análise de quem atua na área da Psicologia.

Pois o que Adriana Esteves alcançou através de Carminha foi muito mais do que o apoio da audiência, a vibração da plateia, a emoção do telespectador, o entusiasmo dos colegas, a vibração da crítica, o encantamento do autor, ou o misto de adesão x revolta total de todo o público de Avenida Brasil.

Adriana Esteves e sua irretocável CARMINHA conseguiram foi mexer no imaginário coletivo e fustigar a emoção de quantos puderam ver – e vibrar – com a estupenda interpretação desta Atriz para uma personagem capaz das maiores vilanias e atrocidades.

A capacidade impressionante e invejável de ADRIANA ESTEVES de criar expressões faciais diversas para ‘Carminha’, numa mesma cena, ecoou fundo na emoção do telespectador e criou uma empatia só explicável pelas leis do sentimento…

Num próximo post, mais sobre AVENIDA BRASIL.

TODOS OS APLAUSOS para Adriana Esteves, Atriz cujo nome se inscreve na galeria das Grandes Damas da TeleDramaturgia…

O autor e as atrizes Isis Valverde, ADRIANA ESTEVES e Débora Falabella…

Filme de Mocarzel abraça Raiz para não ficar à margem…

À MARGEM DO LIXO, documentário de Evaldo Mocarzel, entra em cartaz dia 13 de abril no Rio, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Florianópolis. Entre os meses de abril e maio, 1109 cineclubes de 700 cidades do Brasil também vão exibir o filme. 

À Margem do Lixo mostra a rotina de vida dos catadores de papel e materiais recicláveis na cidade de São Paulo. Trata-se da terceira parte de uma tetralogia iniciada com À Margem da Imagem, que recebeu 19 prêmios em festivais no Brasil e no exterior, e À Margem do Concreto, que recebeu prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival de Brasília.

 

“O documentário tenta focalizar a indústria da reciclagem a partir do catador. O Brasil é líder mundial da reciclagem de alumínio. 87% do alumínio produzido é reciclado”, explica o diretor Evaldo Mocarzel“A lucratividade desta indústria é sustentada de muitas maneiras pela economia informal e pela miséria destes catadores”, completou Mocarzel.

 

O diretor, que também é jornalista, faz questão de frisar a diferença entre um documentário e uma reportagem. “No documentário, você pode fazer uma imersão em um tema e não tem que ouvir todos os lados. Se eu colocasse um dono de fábrica [de reciclagem de materiais], eu estaria criando uma armadilha ética condenável”, explicou. “Eu queria um filme que falasse sobre o trabalho. Eu queria um cinema de propaganda da luta e da militância”, ressaltou. 

Cine Mais Cultura

À Margem do Lixo, do diretor Evaldo Mocarzel, será distribuído, entre os meses de abril e maio, a 1109 cineclubes de quase 700 cidades de todos os estados brasileiros. Participarão filiados ao Conselho Nacional de Cineclubes (entidade da sociedade civil que representa os cineclubes do país) e contemplados do Programa Cine Mais Cultura, do Ministério da Cultura (ação que disponibiliza, por meio de editais, equipamentos de projeção digital, obras brasileiras do catálogo da Programadora Brasil, e oficina de capacitação cineclubista, atendendo prioritariamente periferias de grandes centros urbanos e municípios em vunerabilidade social).

A RAIZ DISTRIBUIDORA deseja provocar uma grande discussão sobre as formas alternativas de exibição no lançamento de filmes no Brasil. Como sabemos, os filmes brasileiros têm enormes dificuldades de competir por um espaço no circuito exibidor comercial com os grandes lançamentos internacionais. Portanto, a RAIZ quer cumprir a missão de fazer o documentário À Margem do Lixo ser visto pelo máximo de pessoas possível, em todos os cantos do país. 

Sobre Evaldo Mocarzel

Nasceu em Niterói (RJ) e formou-se em Cinema e Jornalismo na Universidade Federal Fluminense. Seu primeiro curta-metragem Retratos no Parque foi realizado em 1999. Dois anos depois, dirigiu o curta À Margem da Imagem, que discute a estetização da miséria e o roubo da imagem de quem está na exclusão social mais absoluta e que virou longa-metragem em 2003. No ano seguinte, realizou o documentário Mensageiras da Luz. Em 2005, Evaldo Mocarzel dirigiu dois documentários: Do Luto à Luta, sobre a Síndrome de Down, e À Margem do Concreto, sobre os sem-teto de São Paulo. No ano de 2006, finalizou o documentário Jardim Ângela. Em 2007, lança mais dois documentários: Brigada Pára-Quedista, sobre a tropa de elite do Exército, e O Cinema dos Meus Olhos, sobre a relação de críticos e realizadores com o cinema. Em 2008, finalizou o documentário À Margem do Lixo e Sentidos à Flor da Pele. Os projetos BR-3 A Peça e BR-3 Documentário foram realizados em 2009, junto com os longas Quebradeiras e São Paulo Companhia de Dança. Seus dois últimos projetos, finalizados em 2010, foram Cubra Libre e Encontro das Águas.

 FICHA TÉCNICA de À MARGEM DO LIXO

Brasil, 2008, 84 min, livre

Direção: Evaldo Mocarzel

Produção: Assunção Hernandes

Produção Executiva: Fernando Andrade

Direção de Produção: Leonardo Mecchi

Produção de Set: Celso Martins e Beto Nogueira

Direção de Fotografia: Gustavo Hadba e André Lavenère

Roteiro: Evaldo Mocarzel e Willem Dias

Pesquisa: Eduardo Nunomura

Montagem: Willem Dias

Fotografia de Still: Epitácio Pessoa

Música: Thiago Cury e Marcus Siqueira

Produção de Finalização: Letícia Santos e Leonardo Mecchi

Distribuição: Raiz Produções 

Prêmios Recebidos

41° Festival de Brasília (2008) Prêmio Especial do Júri, Melhor Filme pelo Júri Popular, Prêmio Aquisição TV Brasil, Melhor Fotografia.

XII Festival Internacional de Derechos Humanos: Melhor Documentário

 

Inscrições ao Democracine: ainda dá tempo !

Entre 13 e 16 de junho vai acontecer a primeira edição do Democracine – Festival Internacional de Cinema de Porto Alegre.
 
 
 
Parte integrante da 12ª Conferência da OIDP (Observatório Internacional de Democracia Participativa), promovida pela Prefeitura de Porto Alegre, que acontecerá em junho na Usina do Gasômetro, o Democracine objetiva difundir produções audiovisuais relacionadas com a democracia participativa e o aprofundamento da cidadania. Sua programação, formada por uma mostra competitiva de filmes de curta e média-metragem e uma mostra paralela informativa, transformará a capital gaúcha em um centro de discussão sobre o papel da imagem no campo das lutas democráticas no mundo contemporâneo.

Em sua primeira edição, o Democracine privilegia os seguintes eixos temáticos:

– Cidadanias insurgentes e ação coletiva na prática cotidiana da democracia
– Processos eleitorais
– Revoluções
– Democracia e trabalho
– O meio ambiente como campo de luta democrática
– Memórias de lutas, grandes lutadores e heróis desconhecidos

O I Democracine – Festival Internacional de Cinema de Porto Alegre terá sua programação dividida em dois espaços: a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro e o CineBancários. Sua mostra competitiva incluirá 25 filmes de curta e média-metragem, captados em qualquer bitola, finalizados a partir de 31 de dezembro de 2009. Os filmes de curta-metragem devem ter até 20 minutos de duração e os de média-metragem entre 20 e 50 minutos de duração, incluindo créditos. Já a mostra informativa, não-competitiva, será formada por filmes de curta, média e longa-metragem, de ficção e documentário, brasileiros e estrangeiros. A mostra informativa tem por objetivo exibir filmes relevantes que explorem os temas do festival, produzidos em qualquer data ou formato, no Brasil e no exterior, e reconhecidos por sua importância histórica, social e estética.

As inscrições para o festival estão abertas até 16 de abril. Os filmes inscritos devem ser enviados para o seguinte endereço:

1º Democracine – Festival Internacional de Cinema de Porto Alegre
Usina do Gasômetro
Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC
Avenida Presidente João Goulart, 551/3º andar
Centro Histórico
CEP 90010-120
Porto Alegre – RS
Brasil

Regulamento completo, ficha de inscrição e demais informações:
www.democracine.com.br

CARPINEJAR 38… VIVAAAA !!!

GENIAL POETA GAÚCHO FABRÍCIO CARPINEJAR chega aos 38 e comemora hoje ao lado dos muitos amigos e fãs em Porto Alegre… SARAVÁ !!!

Ele mesmo anuncia:

Completo 38 anos, volto a ser calibre de arma – isso que já atirava para todos os lados.

Foto de Edison Vara
Minha festa de aniversário é como gosto: lendo textos no Sarau Elétrico nesta terça (26/10), às 21h, no Ocidente (Rua João Telles esquina Osvaldo Aranha, 51 3312.1347, Ingresso R$ 10) em Porto Alegre (RS). Ajudando a soprar as velas, terei a companhia de Luís Augusto Fischer, Cláudio Moreno, Claudia Tajes e Katia Suman.
Na canja musical da noite, minha namorada Cínthya Verri, acompanhada do violão de Rodrigo Prado.
Te espero !

*Confira como o POETA se apresenta em seu Blog:

Escritor, jornalista e professor universitário, autor de dezesseis livros, pai de dois filhos, um ouvinte declarado da chuva, um leitor apaixonado do sol. Quando conseguir se definir, deixará de ser poeta…

MILTON GONÇALVES no AVIÃO VERMELHO

Ator dará vida e voz ao personagem-título ao filme, o Avião Vermelho

O Avião Vermelho, personagem que dá título ao longa-metragem de animação As Aventuras do Avião Vermelho, dos diretores gaúchos Frederico Pinto e José Maia, vai ganhar voz nos próximos dias. O ator escalado para essa missão é o veterano Milton Gonçalves, que gravará a voz do personagem nos próximos dias 23 e 24, no Rio de Janeiro.

Milton Gonçalves tem mais de 50 anos de carreira artística, trabalhando com cinema, televisão e teatro. Sempre respeitado e querido, ganhou muitos prêmios. Ao todo fez mais de cem filmes, com papéis grandes e pequenos, contracenando também com muitos artistas estrangeiros, como Jacqueline Bisset, Raul Julia e outros.

MILTON integra o seleto grupo de 50 pessoas que está na Rede Globo desde o início. Dentre as muitas novelas das quais participou, “Véu de Noiva”, “Um Homem que Deve Morrer”, “Selva de Pedra”, “Carga Pesada”, “A Grande Família”, “Baila Comigo”, “Pecado Capital”, “Irmãos Coragem”, “Anjo de Mim”, e muitos outros trabalhos, entre novelas, mini-séries e Casos Especiais. O ator também é reconhecido pela sua militância no movimento negro.

Também integram o elenco do filme os atores Lázaro Ramos, Fernando Alves Pinto, Wandi Doratiotto, Zezeh Barbosa e Sérgio Lulkin, que gravaram as vozes dos personagens Chocolate, Lunar, Ursinho, Josefina e Pai, respectivamente. O personagem principal do filme, o Fernandinho, foi dublado pelo porto-alegrense Pedro Yan, de oito anos.

O Avião, personagem que Milton Gonçalves interpreta em As Aventuras do Avião Vermelho é primeiro um brinquedo, depois um meio de transporte e, mais adiante, um amigo para todas as horas. Salva a pele da turma várias vezes, se valendo de sua experiência.

De acordo com os diretores, a gravação das vozes é uma das etapas mais importantes do processo de animação, pois desempenham um papel criativo fundamental no processo de construção do personagem. “Como gravamos as falas antes, podemos trabalhar a animação dos personagens inspirados na interpretação dos atores, na entonação e até mesmo no gestual que o ator utiliza”, destaca Frederico Pinto.

 

As Aventuras do Avião Vermelho é um filme para o público infantil, baseado no livro de Érico Verissimo, escrito em 1936. O longa é uma produção da Armazém de Imagens e Okna Produções e está previsto para ser lançado em 2011. Para isso, uma equipe técnica trabalha num estúdio de animação montado no bairro Bom Fim, em Porto Alegre.

Segundo os diretores, o processo de animação utilizado combina a fluidez e a organicidade dos movimentos da tradicional técnica do desenho animado 2D, produzido em papel, com as possibilidades de movimentação espacial da animação digital 3D. Os cenários e o planejamento dos movimentos de câmera são produzidos digitalmente em 3D, mesma técnica em que o Avião e todas as máquinas do filme serão modeladas e animadas. Para cada plano é produzido uma série de movimentos e imagens, que servem como base para os desenhos produzidos no papel. Posteriormente eles são digitalizados  e coloridos em um processo de pintura digital. O 3D é utilizado como uma ferramenta para aperfeiçoar e facilitar o processo de trabalho, mas a aparência final é a do desenho animado 2D.

A largada para este projeto foi dada em 2003, quando foi premiado no Edital do 2º Prêmio Santander Cultural / Prefeitura de Porto Alegre para Desenvolvimento de Projetos de Longa-Metragem. Após, a entrada de importantes patrocinadores – BNDES e Petrobras- garantiu o início da viabilização. Orçado em 3 milhões de reais, o filme pretende completar seu orçamento financeiro com novas captações de recursos, que devem acontecer em 2009 e 2010. Vale destacar ainda que importantes empresas gaúchas já aderiram ao projeto como patrocinadores.

São elas: Banrisul Consórcios, Banrisul Corretora, BRDE, Corsan, Eny Calçados, Metasa, Randon, Sulgás e Unifértil.

 FICHA TÉCNICA:

 Duração: 90 minutos

Cópia final: 35mm 

Direção: Frederico Pinto e José Maia

Roteiro: Camila Gonzatto, Emiliano Urbim e  Frederico Pinto
Produção: Aletéia Selonk, Camila Gonzatto e Frederico Pinto
Produção Executiva: Aletéia Selonk e Lisiane Cohen

1º Ass. de Direção: Felipe Antoniolli

Assistente de Produção: Itamony Barros
Secretária de Produção: Laura Coelho

Modelador 3D: Luis Monty Pellizzari e Cristiano Lopes

Edição: Giancarlo Zardo
Animatic: Alexandre Linck
Animação: Bruno Fantinelli Seelig, Carlos Mateus, Charles Lima, Diego Amorim, Felippe Steffens, MauMau, Ruben Castillo, Thiago Ribeiro

Sombra: Marcelo Souza
Calque: Guilherme Green
Pintura: Giovana Maia e Geórgia Reck
Direção de Arte: Moa

Cenário e Co-Diretor de Arte: Marco Antonio Lesina Pilar e Jack Kaminski (Jack)
Assistente de Arte: Pedro Fanti

Música: Nico Nicolaiewsky
Montagem: Kiko Ferraz
Projeto Educativo: Monica Hoff

FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOTOGRAFIA

Inscrições abertas para projeções do FestFotoPoA – Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre, promovido pelo Santander Cultural  

 IMG_6326.jpg image by gutooo

Até 28 de fevereiro estão abertas as inscrições para o Fotograma Livre 2010, programa de projeções que ocorre no festival 

FestFotoPoA, em sua quarta edição, abrirá a temporada de mostras de artes visuais do Santander Cultural este ano, com homenagem a Thomas Farkas 

Parceria bem sucedida entre o Santander Cultural e o FestFotoPoa em 2007 resultou  na quarta edição do Festival com programação ancorada na instituição de cultura do Grupo Santander Brasil, em Porto Alegre, durante o mês de abril. O Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre, que tem patrocínio do Santander Cultural e Funarte, com apoio do Instituto Moreira Salles, é um projeto multimídia que contempla todas as linguagens e experimentações fotográficas que possam ser exibidas por meio do formato de vídeo. Em 2010, além de uma justa homenagem para Thomas Farkas, uma das maiores referências na fotografia brasileira, o Festival aumentou para um mês e terá um programa de projeções nos ônibus de Porto Alegre. A programação na íntegra será divulgada em breve, mas as inscrições para o Fotograma Livre estão abertas até 28 de fevereiro. 

O programa de projeções Fotograma Livre oferece duas categorias de inscrições em 2010, uma para trabalhos individuais e outra para coletivos fotográficos. A ficha de inscrição e o regulamento estão disponíveis no site www.festfotopoa.com.br/2010/fotograma-livre. Serão selecionados 20 trabalhos, sendo 15 individuais e cinco trabalhos coletivos.

Com a tradição de homenagear profissionais que ganharam destaque pela obra, Thomas Farkas é o escolhido do FestFotoPoa deste ano. A obra de Farkas extrapola a fotografia, rompe as fronteiras brasileiras no cinema documental e insere o frescor da descoberta no discurso fotográfico que se refere como se fosse cinematográfico. Aos 83 anos, o húngaro criado no Brasil continua irrequieto e atento. O Festival já homenageou Martine Frank (França), Cláudia Andujar e Luis Humberto. Os profissionais Rosângela Rennó, Claudio Edinger, Eder Chiodetto, Marcos Bonisson, Rubens Fernandes Junior e a Cia de Foto estão na programação da quarta edição.

Com projetos que respeitam as demandas e os repertórios locais e contribuem para a transformação social, o Grupo Santander Brasil atua na área da cultura formando uma rede de parcerias que promove iniciativas multidisciplinares e contemporâneas. Essa prática potencializa a dimensão educativa, cidadã, interativa e empreendedora da cultura com foco no desenvolvimento, norteando  as centenas de ações institucionais, programas e projetos realizados, além das unidades Porto Alegre e Recife do seu instituto cultural.