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Carpinejar em sua versão para crianças: LULU

Carpi blog

Amanhã é dia de encontrar o poeta gaúcho Fabrício Carpinejar na Livraria Saraiva Moinhos Shopping, em Porto Alegre.
O Poeta, multifacetado e imparável, estará lançando mais um carrossel de seus adoráveis poemas. E um DETALHE IMPORTANTE: a renda com a venda dos livros “Lulu” será destinada à Kinder – Centro de Integração da Criança Especial, que atende crianças com deficiências múltiplas.

A poesia é a linguagem de todos os sentidos, a única que produz sentido para o coração. Descubra a história da menina Lulu, que perde gradativamente a audição, mas ganha a leitura do mundo de modo intenso e inesquecível, amparada pelos olhos curiosos de sua mãe.

O lançamento será no horário das 15:30 – 16:30h. Se vocêestá em Porto Alegre, não deixe de comparecer: é uma chance maravilhosa para ajudar crianças que necessitam e para conhecer ou encontrar o magistral poeta FABRÍCIO CARPINEJAR !

Carpinejar lança autobiografia não autorizada

Genial Poeta gaúcho exacerba do direito de ser brilhante e convida para o lançamento dos 2 primeiros capítulos de sua autobiografia...

CARPI livros

Programa obrigatório pros que estão em Porto Alegre e livros que, muito em breve, estarão na nossa biblioteca particular !Bio CpE enquanto espero a oportunidade de adquirir meus exemplares da Autobiografia Carpinejariana, vou lendo e relendo as pérolas do escritor e divido com você, leitor amigo, um pouquinho da grandeza de FABRÍCIO CARPINEJAR, extraído duma crônica de 2004:

O QUE NÃO É ESPELHO É ROSTO*

Sempre fiquei intrigado com quem diz, com mais saliva do que dentes: eu não o leio porque não faz meu tipo. Ou eu não gosto dele porque é concretista. Aquele cara não presta porque é conservador, neo-romântico. Não fui com o jeito de pronunciar o efê daquele autor. As aparências enganam, mas a falta de aparência engana mais ainda.

Há centenas de tipos de letras, mas a maioria ainda continua a escolher a times new roman. Porque é a primeira que aparece. Os hábitos provocam o desaparecimento da personalidade, a rotina preserva a não-existência. Fazer tudo da mesma forma é um jeito quase seguro de não aparecer, de ser invisível. Uma das maldições da prosa e poesia contemporânea é a formação de bandos, tribos, seitas, com o dízimo pago pontualmente nas dedicatórias e epígrafes. Como que isso acontece? Quando a saudável influência vira apostolado. A máxima funciona nos extremos: ou se é de algum time ou não se é jogador. Depois da antropofagia, vem a autofagia, que dá no mesmo. Já se parou para pensar que a tradição pode ser mais repetição do que consistência?

A literatura não é uma religião, não há a figura de um padre ou pai-de-santo ou pastor ou rabino a seguir. É uma solidão dentro do nome. Mais desaforo do que elogio. Mais dúvida do que dogma. Estranheza em estado bruto, inadiável, que inverte a ordem do senso comum, cava contradições, fornece velocidade ao idioma, não serve para enrolar, mas para dizer unicamente o necessário. Um bom livro não adormece, instaura a insônia da alegria, a euforia de ter encontrado a palavra certa para o que vivemos ou podemos viver. O poema, por exemplo, tem que ser simples, não simplório; rápido, não fácil; autêntico, não rebuscado.

Está se precipitando uma guerra pouco santa. Encalha-se no narcisismo desde a leitura. A criação apenas a amplifica. Acredito que se desaprendeu a ler para reafirmar a vaidade da autoria. Todo leitor se transforma em um escritor apressado, louco para se enxergar estampado na capa de alguma brochura. Ou seja, o leitor está mais interessado em escrever do que ler. E ler se converteu em escritura anônima. Segue-se uma receita, com a covardia em preparar o almoço de olho e acrescentar novos ingredientes. Nada disso seria problema, mas acaba-se não sabendo ler o que não é espelho, intimidando possibilidades de transgressão e aventuras na linguagem. O que não é espelho é rosto e muitos se apavoram em olhar de frente os olhos abertos que não os seus. Não se lê outros autores porque se está interessado unicamente em reiterar a identidade. Assim, ninguém lê ninguém, o autor somente se procura em cada livro e não valoriza o que difere de sua voz. Ao invés de multiplicar as diferenças, soma-se as subtrações. A megalomania na leitura gera mais crítica dentro da criação do que criação. Os livros passam a ser ensaios de como se escrever mais do que narrativas e poesias versando sobre o cotidiano. O que era para servir para entrar no mundo assumiu o caráter de fuga do mundo. Os escritores lêem escritores para se amar duas vezes, mergulhando em uma metalinguagem sem bilhete de volta. Esquecem que o público não está interessado em manuais de datilografia ou de poemas falando de poemas. Coroa de flores nunca vai cheirar a flor.

Não aprendi muito na literatura, mas algo me previno: eu não leio para repetir o que escrevo. Nem escrevo para repetir o que leio.

* Fabrício Carpinejar

Poeta consegue se superar constantemente e é um rosário de belezas, formatadas em várias versões, múltiplos afetos e sensibilidade jamais vista em intensidade, extensão e volume… Salve, CARPINEJAR !!!

GRAMADO: Coletiva em Porto Alegre anuncia filmes e homenageados

Organizadores recebem Imprensa amanhã em Porto Alegre para divulgar filmes selecionados, Homenageados e programação…

Festival de Gramado_Com logos e Caros Colegas

A 41a edição do Festival de Cinema de Gramado acontecerá de 9 a 17 de agosto na cidade serrana do Rio Grande do Sul e deverá levar grande número de jornalistas, produtores, artistas, realizadores e técnicos audiovisuais, e turistas de várias cidades do país e da América Latina à adorável cidade de Gramado.

A você, que também pretende ir a Gramado conhecer ou revisitar a serra gaúcha, desfrutar das belezas da cidade, da culinária, do clima peculiar, e das muitas delícias da Cidade do Cinema, sugerimos hospedar-se no SKY Hotel.

Sky

Porto Alegre e uma Redenção de Saudade…

Gauaíba

Imagem do Astro Rei no famoso rio Guaíba… (foto Joyce MLeão Martins)

“Domingos em Porto Alegre têm um não-sei-o-que de encanto. Não se vestem de tédio. Não espalham poeira nas ruas, enquanto quedamos parados em casa (aliás, nenhuma vontade de ficar em casa !).

Domingo na Redenção 9 jun 13

Não se descolorem como as folhas caídas do outono. Ao contrário, devem ter uma certa intimidade com a PRIMAVERA. Mesmo quando abusam das cores (e dos ventos) do frio, convidam o entusiasmo a passear. Acinzentados ou ensolarados, os domingos aqui costumam vir sempre acompanhados de crianças, cachorros, rapazes, moças e seus cachecóis. E ainda atraem a música, a arte, a amizade, todas ali, juntinhas, a caminhar pelo Parque da Redenção. Coisa mais linda !”

* O texto é de autoria de Joyce Miranda Leão Martins, que também fez a maioria das fotos.

POA jun 13

O Parque da Redenção, em Porto Alegre, num domingo frio de junho…

Redenção junho 13

Porto Alegre é uma cidade que me encanta, desde que a conheci. Gostar não se explica e talvez não saiba mesmo dizer porque gosto tanto da capital gaúcha. Sobretudo depois que minha filha foi morar lá, aí mesmo é que eu poderia ter passado a ‘desgostar’ da cidade… afinal, é meio por causa de Porto Alegre que hoje moro longe dela, minha única filha, amada e tão merecidamente admirada.

Outonal

Uma flor cearense em meio à bela paisagem outonal gaúcha…

ipês

Mas o fato de Porto Alegre ser hoje uma saudade constante e apertada no peito, não me faz gostar menos dela.  Ao contrário: POA passou a ser minha segunda cidade porque a cidade que recebeu de braços abertos e abriga com generosidade, beleza, amigos, outono, flores e folhas o melhor pedaço de mim… embora isso tudo me encha os olhos de lágrimas….

Jardim Botânico

O Jardim Botânico de Porto Alegre: serenidade verde em cenário encantador…

O que me faz imediatamente lembrar-me do genial poeta gaúcho, Fabrício Carpinejar, cuja vocação poética extrapola qualquer pretensão de definir seu talento ou esquadrinhar sua versatilidade exemplarmente tocante, iluminada e iluminadora.

E Carpinejar é então mais um motivo para aumentar meu apreço e meu bem qeurer a Porto Alegre. O Poeta é de tal modo encantado com a cidade, que tem tatuado nas costas o mapa com a planta original da capital gaúcha. Mesmo nascido em Caxias do Sul, Carpinejar é um declarado apaixonado por Porto Alegre. E isso também contribui para meu amor por esta cidade… “Coisas de magia, sei lá…”, como tão bem cantam Kleiton e Kledir, outros dois queridos gaúchos.

Museu de Arte

Ai eu penso em SAUDADE e reproduzo aqui a mais bela crônica que já li sobre o tema. Pra variar, o texto também é de autoria de CARPINEJAR:

Saudade é uma covardia corajosa, uma ansiedade cheia de paciência, uma preocupação despreocupada. É se ofender elogiando outro, é se elogiar ofendendo o outro.Saudade é uma antecipação do abandono. Uma despedida provisória que dói igual a um desenlace definitivo. É um aceno que não entrega a mão ao ar, um cumprimento que não fecha os dedos.A saudade é acordar na sexta como se fosse sábado. É vestir nossa roupa predileta para permanecer em casa. É arrumar a cama para dormir no sofá.A saudade surge antes da saudade. Definimos dentro do fato qual será a lembrança de que sentiremos saudade. Sentimos saudade no meio da experiência.Saudade é uma alegria entristecendo. Porque toda alegria só será definitiva depois da saudade. Depois da tristeza.

livro do Carpi pra mim

Novo livro de Carpinejar, autografado para esta redatora: uma alegria imensa !

E pra fechar, mais uma crônica de Carpinejar, onde nos irmanamos no amor e afeição a PORTO ALEGRE:

“Nunca vai nevar em Porto Alegre, apesar dela acreditar em milagres. Se a cidade fosse previsível, não estaria nela. O Guaíba é um engradado de cerveja. De vez em quando alguma garrafa explode com o pôr-do-sol. E o casco espuma. O vento briga com o vento, como dois cães brincando. Há ilhas em sua volta, uma ilha em volta de ilhas. Amo a possibilidade de caminhar pela cidade a esmo. Posso atravessá-la e não estender a mão. Ir do estádio Beira-rio ao Olímpico e não reclamar do cansaço. Dá a certeza que chegarei em casa. Apanho a cidade com o canto do olho. Não é desesperada, atônica, nem alegre demais, afônica. É uma cidade sábia, como alguém que envelhece e não se aposenta. Em Porto Alegre, é possível pedir uma informação fora do guichê, ficar no banco sem parecer desempregado, cochilar no ônibus e ser acordado no ponto final. Não progrediu agredindo, nem retrocedeu censurando. Ficou do jeito que o último morador a deixou. Fruta que é mais gostosa verde. Porto Alegre foi engolida ainda no pé. Cidade baixa, que não serve aos suicidas. Exibicionistas não encontram trapézio nos viadutos. O viaduto é apenas uma criança subindo no muro. Porto Alegre tem um jeito residencial, mesmo no centro. Infantil, como um jóquei que deixa o cavalo crescer em seu lugar. Há mais lendas do que histórias, pelo estranho hábito de transformar em lenda a falta de notícia. As árvores aparecem de forma suficiente a não percebê-las. Não são numerosas, nem reduzidas, são. As nuvens se concentram em shoppings como balões promocionais. A orla é uma bicicleta, a curva de bicicleta – só cabem dois para olhá-la. Porto Alegre é uma cidade sem segunda-feira, começa tudo na terça. São seis dias por semana. Quem nasce em Porto Alegre recebe um dia de desconto. O domingo de sol cheira a churrasco. Cidade que usa pantufas, não chinelo de dedo […] Não se acorda de noite para comprar um maço de cigarro, até as assombrações têm preguiça. O escuro conserva os vaga-lumes. A vida é como ela não poderia ser. Cidade vaidosa do seu passado mais do que seu futuro. Os recados são deixados nas paredes, não na geladeira. As velhas casas usam quadros-negros. As praças surgiram depois das estátuas. Deus é chamado em caso de urgência. Em Porto Alegre, não existe urgência”.

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Aurora de Cinema e a reverência a um dos mais aclamados poetas gaúchos, Mário Quintana, grande influência na obra de Fabrício Carpinejar…

Avenida Brasil: Porque Amamos Carminha

Intérprete e personagem entrelaçaram-se no gosto popular criando um emaranhado de emoções e cumplicidade que responde por grande parte do êxito da trama de João Emanuel Carneiro

Carminha no auge: rica, linda e vivendo das graças do marido Tufão…

O que mais surpreendeu em AVENIDA BRASIL não foi o mega ibope do último capítulo – coisa de louco, tchê ! -, nem a forma como o autor se inspirou em escritores famosos, nem a trilha, nem o encantamento com o subúrbio traduzido no Divino.

Carminha: milionária encantadora e má do subúrbio…

Tudo isso já houve antes, e continuará acontecendo. E sobre o montão de coisas que se somam para o êxito desta novela que hoje é uma latejante saudade, falaremos adiante.

Adriana Esteves e Marcello Novaes: atores foram destaque com atuações soberbas…

Mas o que mais nos chama a atenção – depois de ler, reler e encontrar nos mais diferentes espaços informativos comentários sobre a novela -, é uma sensação de “Queremos Carminha !” que ainda está no ar.

Esta sensação é o que vai por baixo das afirmações, e corre no íntimo, de todos quanto agora comentam o final da novela – todos viram a mobilização nacional gerada pela exibição do último capítulo da trama, praticamente parando São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre  –  é o que aflora quando se afirma coisas do tipo “Carminha podia ter reagido”, ou “Pensei que Carminha estava mentindo”, ou ainda “Achei que Carminha ia dar a volta por cima”, ou, mais agudo ainda, “Queria que Carminha tivesse terminado rica, numa mansão na zona sul”, ou “Queria Carminha milionária enganando um novo Tufão”…

Carminha e Tufão: casal mobilizou as atenções do “Divino”…

A marcante cena em que Nina corta e pinta os cabelos de ‘Carminha’…

Isso tudo é a tradução mais latente e recôndita de que o envolvimento com a Carminha de ADRIANA ESTEVES tomou tal proporção que o público desejava não só não ver a vilã ficar pobre e sem glamour, como gostaria de ver novamente a atriz – que ele aprendeu a amar e ver bela, mesmo com todas as maldades de Carminha – esbanjando charme e eloquência de vencedora.

Este público queria rever/reencontrar sua Carminha-Adriana de novo linda, loura, esbanjando elegância, destratando os pobres,  enganando o marido, tripudiando com as funcionárias, fazendo exigências mis, zombando dos suburbanos e dizendo – sem papas na língua e com a maior desfaçatez – as insanidades que dizia. Porque a Carminha Vencedora, Bonita e Altiva era também o alter ego da enorme classe C, ou de quantos se sentiram inferiorizados tantas vezes, e que, naqueles momentos de altivez sórdida da vilã, se sentiam vingados ou de alma lavada através dos ótimso diálogos da trama.

E aqui entra, intenso e avasssalador, o potencial artístico de ADRIANA ESTEVES, a quem a imensa maioria da platéia queria ver novamente brilhando e tendo as rédeas da história nas mãos.

SENSACIONALLLLLLLL !

E isso só é possível de ser alcançado, em se tratando de personagem Antagonista, quando se tem uma intérprete do quilate de ADRIANA ESTEVES, cuja maestria, charme e competência a faz uma Atriz do mais alto refinamento interpretativo.

O que esta magnânima ATRIZ Adriana Esteves conseguiu através desta personagem criada por João Emanuel Carneiro é algo ainda a ser estudado por especialistas da área, e quem sabe mereça muito mais ainda a análise de quem atua na área da Psicologia.

Pois o que Adriana Esteves alcançou através de Carminha foi muito mais do que o apoio da audiência, a vibração da plateia, a emoção do telespectador, o entusiasmo dos colegas, a vibração da crítica, o encantamento do autor, ou o misto de adesão x revolta total de todo o público de Avenida Brasil.

Adriana Esteves e sua irretocável CARMINHA conseguiram foi mexer no imaginário coletivo e fustigar a emoção de quantos puderam ver – e vibrar – com a estupenda interpretação desta Atriz para uma personagem capaz das maiores vilanias e atrocidades.

A capacidade impressionante e invejável de ADRIANA ESTEVES de criar expressões faciais diversas para ‘Carminha’, numa mesma cena, ecoou fundo na emoção do telespectador e criou uma empatia só explicável pelas leis do sentimento…

Num próximo post, mais sobre AVENIDA BRASIL.

TODOS OS APLAUSOS para Adriana Esteves, Atriz cujo nome se inscreve na galeria das Grandes Damas da TeleDramaturgia…

O autor e as atrizes Isis Valverde, ADRIANA ESTEVES e Débora Falabella…

Dias Gomes recebe justa Homenagem na ABL

Dramaturgo dos mais importantes, criador de peças e telenovelas inesquecíveis, o baiano DIAS GOMES faria 90 anos neste 19 de outubro

O Convite que este AURORA DE CINEMA recebe vem de Serginho Fonta – escritor, ator, dramaturgo e grande pesquisador da história do Teatro -, e também de Denise Emmer – escritora, compositora, cantora e poetisa carioca, filha do ilustre homenageado e da saudosa escritora Janete Clair.

Dias Gomes, que faleceu prematuramente num acidente de carro em maio de 1999, aos 76 anos, motivado por imperícia do condutor do táxi em que trafegava, faria 90 anos amanhã, mesma data em que o Poeta VINÍCIUS DE MORAES faria 99…

Dias Gomes, sempre inovador: nas novelas, temas que estavam na ordem do dia…

A Associação Brasileira de Imprensa e DeniseEmmer Dias Gomes Gerhardt convidam para a homenagem aos 90 anos de Dias Gomes

Depoimentos ao vivo de atores e escritores

Apresentação da Camerata Dias Gomes 

Mestre de Cerimônia Sérgio Fonta 

Denise Emmer e Sérgio Fonta à frente da oportuna Homenagem a DIAS GOMES…

Sexta, 19 de outubro, 18h

Rua Araújo Porto Alegre, 71/9º andar

Edifício Herbert Moses / ABI  Auditório Oscar Guanabarino

tel: 2282-1292

Entrada Franca

Denise Emmer no colo da mãe Janete Clair, tendo ao lado o pai, o dramaturgo Dias Gomes…

UM POUCO MAIS SOBRE DIAS GOMES, Imortal do TEATRO BRASILEIRO

“Inconformista”. Esse é o adjetivo que o baiano Alfredo de Freitas Dias Gomes (1922-1999), autor de “O Pagador de Promessas”, “O Bem-Amado” e “Roque Santeiro” -peças que viraram novelas- usava com orgulho para falar de sua obra e de si.

“Meu teatro, como tudo que escrevo, é inconformista. Quando você se conforma, não há por que escrever mais. Se você está de acordo com tudo, não há razão para ocupar o tempo de ninguém.”

A declaração dada ao programa “Roda Viva”, em 1995, é uma das que estão no livro “Dias Gomes”, uma compilação de depoimentos organizada por suas filhas Luana e Mayra Dias Gomes, que será lançada na próxima sexta (19/10), quando o dramaturgo completaria 90 anos.

Mayra, Dias Gomes e Luana: as filhas mais novas do autor…

“Montar este livro foi uma maneira que eu e minha irmã encontramos de conhecê-lo melhor”, diz Mayra, filha de Dias com sua segunda mulher, a atriz Bernadeth Lyzio; ela tinha 11 anos (sua irmã Luana, 8) quando o pai morreu, em um acidente numa corrida de táxi em São Paulo.

Segundo Mayra, o autor deixou caixas lotadas de reportagens e textos, incluindo trabalhos inéditos “que provavelmente virão à tona nos próximos anos”.

Paulo Gracindo, Emiliano Queiroz e Lima Duarte protagonizaram a emblemática novela de Dias Gomes, “O Bem Amado”, marco da teledramaturgia…

Criador de uma série de personagens que perduram no imaginário popular com seus trejeitos e bordões -Sinhozinho Malta e Viúva Porcina (de “Roque Santeiro”), Odorico Paraguaçu (de “O Bem-Amado”), Tucão (de “Bandeira 2”) etc.-, Dias, pai da telenovela genuinamente brasileira, era primordialmente um homem de teatro.

Começou a escrever aos 15 anos e foi encenado pela primeira vez aos 19, quando Procópio Ferreira montou “Pé-de-Cabra” (1942), que foi sua primeira obra censurada. Socialista até o fim da vida, filiado ao Partido Comunista, imprimiu à sua produção um tom de crítica política e sátira social que lhe renderia fama e perseguição.

Dias Gomes é autor da obra que deu origem ao filme de Anselmo Duarte ganhador da Palma de Ouro em Cannes, O Pagador de Promessas

Com a decretação do AI-5 em 1968, “ficou impossível exercer qualquer atividade cultural neste país”, o que o levou à TV. “Lá era o único local em que poderia trabalhar para sobreviver”, disse em entrevista presente no livro de suas filhas.

Com sua entrada na Globo, em 1969, colegas comunistas acusaram-no de estar se vendendo. “Houve um certo patrulhamento, mas não de pessoas que eu respeitasse”, disse no “Roda Viva”.

Dias considerou que teve liberdade para criar: “Sempre escrevi sem intervenção nenhuma. Quer dizer, eu podia ser um som dissonante dentro da Globo, como era ‘O Bem-Amado’, que passava alguma crítica ao regime.”

Usou o espaço que teve para revolucionar a teledramaturgia, impondo a temática brasileira e o “realismo crítico” às novelas, quase todas adaptações de suas peças.

Também inaugurou a novela em cores com “O Bem-Amado” (1973), que está sendo relançada em caixa de dez DVDs (R$ 165, Globo Marcas); introduziu ainda o realismo fantástico na TV, com “Saramandaia” (1976), que vai ser refeita pela Globo como sua próxima novela das 23h.

Juca de Oliveira viveu ‘Zelão das Asas”, outro personagem marcante da obra de DIAS GOMES…

Seu aniversário, na próxima sexta, será comemorado em evento na Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, organizado por uma de suas filhas com a novelista Janete Clair (1925-1983), a violoncelista Denise Emmer:

“Estou bolando a homenagem há mais de um ano. Acho que meu pai está bastante esquecido, principalmente como homem de teatro.”

Para ela, se seu pai estivesse vivo, “estaria à tarde assistindo ao mensalão na TV”. Inconformista, encontraria material farto no julgamento. “E faria uma paródia da situação política atual, com bastante imaginação.”

DIAS GOMES ORGANIZAÇÃO Luana Dias Gomes e Mayra Dias Gomes EDITORA Azougue QUANTO R$ 29,90 (208 págs.)

* Com informações de MARCO AURÉLIO CANÔNICO

CATAMINAS: Ronaldo Werneck lança novo livro HOJE em Porto Alegre

O que aflora no novo livro do Poeta mineiro é sua extrema capacidade de se emocionar e, assim, emocionar o leitor…

Recebo este afetuoso convite do escritor, poeta e jornalista mineiro RONALDO WERNECK e divido com você, leitor, sobretudo os que seguem este Aurora de Cinema na capital gaúcha, pois é lá que o Poeta está agora:

Estou em Porto Alegre, após minha participação no XX  Congresso Brasileiro de Poesia, em Bento Gonçalves (RS) e do lançamento na Serra Gaúcha do meu livro “cataminas pomba & outros rios”.

Neste 2 de outubro, serei  homenageado no Centro Cultural Érico Veríssimo no evento “Meus poemas sou eu  escrito”. Na quinta, dia  4, lanço o “cataminas” no Bar Amnésia (Rua João Alfredo, 669, Cidade Baixa, Porto Alegre RS), onde vou  também exibir meu filme “CataguArte – século XX” .
Aguardo todos vocês, gregos e gaúchos.
RW

O mais novo livro de RONALDO WERNECK é um lançamento da DOBRA Editorial com belo projeto gráfico do próprio Poeta e capa de Dounê Spínola. O patrocínio é da Prefeitura Municipal de Cataguases através da Lei Ascânio Lopes.

O livro, um belo derramamento de poemas que se cruzam, se fazem, refazem e se misturam até nas entrelinhas, traz texto de apresentação do autor que diz:

“Por trás de toda a trama, o velho Pomba e seu lento rumar: nuvens de palavras, manchas esparsas que flutuam sobre o branco, contrastando em caudal com a lenta cadência do rio, seu mágico mover imóvel.

Filme infindável, seu foco vira-se  também sobre o exterior – muitas vezes se entrevê o Pomba a passar ao largo da terceira seção do livro, correndo entre novos poemas outras e outras várias margens quase miragens. Mas a ninguém engana: embaralha-se no emaranhar de lugares, de ruídos, de falares, perde-se numa curva, e volta sempre, interior, o mesmo de Heráclito na distância – minas marejando, ritornelo, delta, infância”.

CATAMINAS pomba e outros rios, novo livro de RONALDO WERNECK – como de resto todos os seus outros trabalhos publicados – revela de cara um  indubitável enamoramento pela palavra escrita e um profundo apreço pelo leitor, consagrando uma profusão de imagens que instigam o sentir do Poeta, e uma intensa e cuidadosa sintonia com sua Cataguases natal e sua gente mineira.

Como se tudo isso não bastasse, Ronaldo Werneck é ainda um escritor para quem as palavras fluem aos borbotões e com singular e invejável competência poética. Por tudo isso, é sempre bom ter em mãos, ao alcance dos olhos e infiltrando-se por nossa emoção os traçados poéticos deste mineiro apaixonado que é Ronaldo Werneck.

Como bem diz Fernando Py, em artigo de 2001 na Tribuna de Petrópolis, “o livro é acompanhado de grande profusão de fotos de todas as épocas da vida de Werneck e que, de certa forma, fazem parte do poema”. É, portanto, um livro para se folhear e não apenas para ver ou ouvir falar.

Ou como diz Fábio Lucas na Fortuna Crítica que acompanha o livro:

“Entra-se no Pomba Poema como quem ingressa num sonho, puxado por um rio sem foz. É que o poeta implanta na consciência do leitor um simultaneismo de lembranças e emoções em que a camada confessional se apresenta como um jogo. Os Outros Rios são primos-irmãos do mesmo Rio Pomba. É que a paisagem da Europa e as diferentes faces da viagem do poeta representam a mesma busca. Ou, talvez, a mesma volta: volta às raízes, fincadas em Minas. Onde quer que tenha estado o poeta, corria no seu íntimo o rio de Minas“.

Ou como dizem alguns dos muitos belos versos do Poeta,

” […] antes da poesia

o que fica

ficou ficará

o que nos mantém vivos

o que segura essa barra

é a mais

a menos

a tão somente

capacidade de se emocionar com ou sem palavras […]”

Helena Ignez: ‘Tudo que eu fiz como diretora, eu aprendi no Set…’

AURORA DE CINEMA direto do I Nossas Américas, Nossos Cinemas

Atriz e cineasta conta o que leva alguém a ser ator: “É como se no íntimo sobrasse espaço para outras almas”

Ela afirma que existem bons filmes em todos os gêneros ‘porque o filme não deve estar preso a rótulos nenhuns nem a correntes nenhumas. O bom filme tem que ser verdadeiro. E a gente sente quando o filme é verdadeiro, quando não foi feito pra enganar.

Helena Ignez começou no teatro, na Bahia, e logo depois seguiu para o Rio e juntou-se a um grupo onde estavam os dramaturgos Vianninha e Armando Costa:  “Ensaiávamos peças e apresentávamos na periferia do Rio e na Paraíba” E deixa escapar uma certa tristeza e/ou desencanto: ‘filmes nossos nunca foram exibidos em Cuba…’, afirma, ao mesmo tempo, que “uma revolução pessoal, do comportamento, profundo, isso é que eu acredito que existe em mim com mais força”. Afinal, foi esta atriz que um dia acabou presa numa farmácia em Porto Alegre, no auge dos anos sombrios, simplesmente porque estava de minissaia e isso ainda não era permitido – “era simplesmente uma minissaia, mas ela era ‘perigosa’”.

O sentido libertário, da expressão sem preconceitos ou discriminações, perpassa toda a vida, carreira, e maneira de estar no mundo desta atriz tão importante quanto necessária. Por ter um sentido autoral profundo, é fácil perceber a própria Helena Ignez em suas obras, e as obras criadas por ela são como monumentos vivos, construídos com o sentimento de quem sabe estar produzindo páginas relevantes para a cultura do Brasil na esperança de ver dias melhores chegando. Foi dessas reflexões que Helena Ignez tirou uma frase lapidar de seu filme de estréia, Canção de Baal:

“Ela é adúltera, tem que levar porrada” – esta fala é de um camponês, dirigida à mulher na peça BAAL, do dramaturgo Bertold Brecht, e foi ouvindo-a que Helena sentiu os primeiros insigths pra criação de seu roteiro. Acho que o ser Mulher é como um índio, eu me sinto um índio.

As coisas são tão complicadas ou pouco entendidas que Martim Gonçalves, o antropólogo baiano, autor de livros importantes e pessoa respeitada nos meios acadêmicos (homem que culturalizou o jovem baiano), criador de um movimento bacana em Salvador, ‘foi expulso de lá pelos estudantes de esquerda e o Partido Comunista… eles escreveram em todas as paredes: “Sai veado”. Foi nesta época que eu me solidarizei com Martim, resolvi sair de Salvador, e fui trabalhar no Rio’.

AC – Que motivos lhe levaram a querer ser atriz e garantem sua permanência no ofício do teatro e do cinema ?

HI – Talvez uma necessidade de ser outro, de compreender o outro, é uma vivência a mais que se busca ao procurar a emoção do teatro e do cinema. É como se no íntimo sobrasse espaço para outras almas, se não você vai ficar triste, e isso é vital. O que eu quero é conhecer melhor as pessoas. Eu não tenho vontade de me destacar não, em nada. Eu acho que todos nós somos destaque e merecemos atenção.

AC – Olhando toda a sua trajetória, como avalia a forma como você se insere no panorama artístico brasileiro ?

HI – Talvez o meu mérito seja reconhecer o mérito dos trabalhos que eu fiz, e considero todos muito importantes, eles são pontos de iluminação na minha vida, como por exemplo, o primeiro trabalho, o curta-metragem O Pátio, onde fui dirigida por Glauber Rocha… Meu intuito é fazer como diretora com o mesmo ímpeto com que fiz como atriz. Porque bons atores fazem bons filmes. E o que me interessa no cinema é justamente este poder de transformar, que vai contra o estereótipo da masculinidade. Se isso não fosse possível, eu não teria o menor prazer em fazer cinema.

Ney e Helena em cena de Luz nas Trevas

Sobre a escolha de Ney Matogrosso para protagonizar Luz nas Trevas (segundo longa da diretora que vem angariando elogios por onde passa), ela diz que não foi fácil, pois queria um ícone, um homem de 70 anos, que soubesse cantar, que ultrapassasse a figura do “Bandido”: Teria que ser um bandido original, teria que ser um homem do mesmo naipe do Ney, porque eu sabia que as comparações e cobranças seriam muitas. O Luz é um filme que custou R$ 2 milhões de reais, vencedor em 4 editais. Foram minhas filhas Paloma Rocha e Sinai Sganzerla que sugeriram o nome de Ney Matogrosso para o filme. E a escolha foi muito acertada: Ney Matogrosso está muito bem como o ‘bandido’.

Mulher que conquista pela simplicidade, charme, elegância, inteligência refinada e sensibilidade aguçada, Helena é também uma mulher cujo oxigênio é matéria de encantaria, o que a faz uma mulher apaixonada e apaixonante. O amor, amizade, cumplicidade, afeto, sentido de admiração e saudade de todos os momentos vividos ao lado do grande e eterno amor (o cineasta Rogério Sganzerla), está presente em todas as entrelinhas: “Quem me inspirou mais, como cineasta, ainda me interessa e vai me inspirar vida afora foi e é Rogério Sganzerla”.

Difícil não encher os olhos de lágrimas sentindo a emoção escoar pelas palavras de Helena Ignez : “Me encantei com o cinema dele, sua energia impressionante e a inteligência fora do comum de Rogério Sganzerla…”

Em São Paulo, foi lançado esta semana o documentário Mr. Sganzerla, que tornou-se possível graças à imensa generosidade de Helena Ignez, que cedeu todo o material de arquivo. O filme, dirigido por Joel Pizzini, foi o vencedor do É Tudo Verdade deste ano, e será o filme de abertura da primeira edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Cinema de Curitiba, que começa hoje na capital paranaense. 

Ideias e frase lapidares de HELENA IGNEZ 

“Rogério Sganzerla é um cineasta que ainda precisa ser muito estudado para ser compreendido em sua plenitude. Ainda há muito a se descobrir sobre ele”.

“Acho que um filme não pode ser desclassificado porque foi feito com uma técnica menor, com menos dinheiro e menos condições técnicas. As idéias não pertencem às técnicas”.

“Um diretor de cinema não pode desconhecer ou menosprezar o Teatro. É indispensável ! Os grandíssimos diretores de Cinema tem uma boa relação com o Teatro. Cito por exemplo o caso de um ator como João Miguel: ele vai sempre além do que o roteiro lhe dá. Se o ator não tiver seu ABC, seus signos, seus códigos próprios, ele não consegue avançar, ir mais além”.

Para os que estão começando na carreira ou pretendem ingressar na área do Audiovisual, a recomendação de Helena Ignez é simples e clara: “Ler, ler muitíssimo, sobretudo os pensadores do Cinema.

E para finalizar nosso bate-papo, HELENA IGNEZ cita uma frase do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, que é fonte inspiradora para o novo longa da diretora, intitulado RALÉ:

“Vamos indigenizar o Brasil e reinventar esta história”.

Helena Ignez na noite em que foi homenageada no I Encontro Nossas Américas, Nossos Cinemas, realizado em Sobral, no sertão cearense…

Febre do Rato é o longa mais aguardado do CineCE

Novo filme de Cláudio Assis será exibido no Theatro José de Alencar, com a presença do diretor e dos atores Matheus Nachtergaele, Mariana Nunes, Maria Gladys e Tânia Granussi

 

FEBRE DO RATO entra em cartaz dia 22 de junho em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília. O filme participou do Paulínia Festival de Cinema – 2011 e conquistou 8 prêmios: Melhor Filme Ficção – Júri Oficial, Melhor Filme – Prêmio da Crítica, Melhor Ator (Irandhyr Santos), Melhor Atriz (Nanda Costa), Melhor Fotografia (Walter Carvalho), Melhor Montagem (Karen Harley), Melhor Direção de Arte (Renata Pinheiro), Melhor Trilha Sonora (Jorge Du Peixe).
Febre do Rato é uma expressão popular típica do nordeste brasileiro, que significa aquele que está fora de controle. É assim que Zizo, poeta inconformado e anarquista, denomina seu tablóide, publicado às próprias custas. Às voltas com seu universo particular, no qual saciar os desafortunados é uma mistura de benefício com altas doses de maldade, ele se depara com Eneida, consciência contemporânea e periférica, e todas suas convicções parecem ruir. Instaura-se o conflito entre o indivíduo e a coletividade.

Cláudio Assis e Irandhir Santos: presenças no CineCE, que vai movimentar Fortaleza a partir da próxima sexta…

Sobre o diretor Cláudio Assis

Desde o início da carreira como ator e cineclubista em Caruaru (PE) até a direção do primeiro longa, Amarelo Manga (2002), o diretor construiu uma trajetória que inclui a direção e produção de curtas, documentários e longas. Esses últimos são resultado de profunda reflexão sobre a linguagem cinematográfica e seus meios de produção. Sua obra dialoga entre si e constrói um discurso cinematográfico próprio, focado na reflexão do comportamento humano. Seus longas são projetos de baixo orçamento, e entre estes destacam-se Baixio das Bestas (2006), premiado nos festivais de Brasília, Roterdã, Miami e Paris; Amarelo Manga, premiado em Brasília, Toulose (França), Miami e Fortaleza; Chico Science – Retratos Brasileiros (2008), e Vou de Volta (2007).  

FEBRE DO RATO

Brasil, 2011, 110 min, 35mm, p&b, dolby digital
Direção: Cláudio Assis
Produção: Claudio Assis, Julia Moraes e Marcello Ludwig Maia
Produção: executiva Marcello Ludwig MaiaRoteiro Hilton Lacerda
Fotografia: Walter Carvalho
Montagem: Karen Harley

Elenco: Irandhyr Santos, Nanda Costa, Matheus Nachtergaele, Juliano Cazarré, Tânia Granussi, Conceição Camarotti, Mariana Nunes, Maria Gladys, Ângela Leal, Vitor Araújo, Hugo Gila.

Distribuição: Imovision

 

Você precisa ver Luz nas Trevas, um filme de Helena Ignez…

Sessões de Luz nas Trevas esta semana, 18 a 24 de maio

Luz nas Trevas em São Paulo:
– Espaço Itaú de Cinema –Frei Caneca
Sessões às 14h, 18h e 22h
– CineSesc
Sessões às 14h, 16h
– Cinemark – Metrô Santa Cruz
Sessão às 14h05 (somente terças e quintas)

Luz nas Trevas no Rio de Janeiro:
– Cinemark – Downtown
Sessão às 19h40 (somente terças e quintas)
– Espaço Itaú de Cinema – Praia de Botafogo  
Sessões às 17h40, 22h

Luz nas Trevas em Brasília:
– Espaço Itaú de Cinema – Brasília
Sessão às 21h30h

Luz nas Trevas em Porto Alegre:

– Cinemark – Bourbon Ipiranga
Sessão às 22h (somente terça e quinta)

Visite o site: http://luznastrevasofilme.com.br/

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Trailer: http://www.youtube.com/watch?feature=player_profilepage&v=JSWmVUNtTyY