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Um Hotel 5 Estrelas com categoria de DEZ

Dos acertos do Amazonas Film Festival ou de como me tornei manauara

Conhecer Manaus foi uma dádiva. Terra de meus avós paternos, do  Amazonas só ouvi desde menina boas notícias. Meus queridos João  – o doce – e Virgínia – a pimenta, não se furtavam nunca a falar da terra querida, a qual deixaram porque vovô queria fazer Medicina, e na Amazônia, àquele tempo, isso não era possível. E depois da Bahia e do Rio, o Dr. João Valente de Miranda Leão veio ancorar no Ceará e aqui teve seus três queridos Luiz, Júlia Luzia e Reynaldo.

Confesso não conseguir gostar do Açaí nem do Cupuaçu, mas os sabores do Tucunaré, Tambaqui, Aruanã, Surubim e Pirarucu são deveras incomparáveis. Meus avós tinham mesmo, entre tantas outras qualidades, um paladar refinado.  Sem contar que minha avó era uma índia de fortes poderes: conquistou vovô João de forma irremediável; sabia cozinhar como poucas – tudo que fazia era bom além da conta; desenhava e confeccionava seu próprio figurino – assaz moderno pra época (chegou a escandalizar Fortaleza por ser talvez a primeira mulher da ‘sociedade’, esposa de médico, que ousou usar calça comprida em praça pública e à luz do dia); tinha uma voz magnética e tocava qualquer música ao piano, que teclava sem jamais ter estudado.

Essa digressão afetiva vem a propósito de minha recente visita a Manaus, onde fui recebida com a melhor das atenções e o maior dos carinhos pela organização milimetricamente competente do VIII Amazonas Film Festival. A avalanche de cuidados e esmero com a qual a equipe comandada pelo poeta Robério Braga (pra sorte do povo amazonense, Secretário de Cultura do Estado) recebe seus convidados é qualquer coisa além da excelência. Nada a reclamar, nenhuma crítica é cabível, muito ao contrário, só há o que bem louvar neste Amazonas Film Festival que está tornando o Amazonas uma vigorosa vitrine da Cultura Brasileira para o mundo.

Secretário Robério Braga: presença constante no Festival…

O mais notável: este tratamento especial da equipe de produção, comandada com afinco e competência por Cervantes Sobrinho (o produtor-executivo mais sereno com quem já pude partilhar o convívio), não é privilégio apenas para os convidados ilustres, artistas ou imprensa. A fartura de generosidade e gentilezas parece um grande braço do rio Amazonas impregnando-se por todos os afluentes onde a produção se faz erigir. 

Seguindo nessa trilha, outro não  poderia ter sido o hotel encontrado para acolher os felizes participantes do Amazonas Film Festival. O Caesar Business, de tantas e tão profundas qualidades, foi o nosso porto seguro em Manaus. Difícil ter vontade de deixar suas dependências pra fazer qualquer coisa.

A produção do festival, atenta a detalhes que somam positivamente, cuidou de nos receber desde a entrada com enormes banners. No hall do Caesar Business, adesivos e cartazes do Festival por todos os lados, até mesmo no chão, criando uma atmosfera de adesão ao festival anunciada já nos primeiros passos.

É preciso dizer: tudo no Caesar Business de Manaus apresenta-se com precisão de ourives: são três elevadores, com os quais nunca se perde tempo esperando; quartos extremamente funcionais, confortáveis e delicadamente decorados; um ar-condicionado que funciona sem dar alarde; telefonistas que nos atendem ao primeiro toque; um impecável room-service; uma bonita e agradável piscina, com bela vista por sobre parte de Manaus, com abundante espaço para pegar um bronze ou engrenar uma conversa (à noite, sempre estavam ali os notívagos de plantão); e então chegamos ao principal atrativo, a cozinha do Caesar Business.

O que é aquilo ? Como definir as deliciosamente incomparáveis iguarias ali ofertadas todos os dias, manhã/tarde/noite ? O que são aqueles funcionários sempre de cara alegre, nos atendendo com prestimosidade e inigualável desvelo e simpatia ?

Eu deixei Manaus, como todos os amigos com quem troquei idéias sobre, absolutamente cheia de boas recordações daquela terra singularmente poderosa e hospitaleira, e encharcada de saudade daquele Hotel onde qualquer um se sente uma pessoa especial e necessária.

Tão bom ou melhor ainda do que apregoavam meus adoráveis avós, João e Virgínia, são os peixes saídos das mãos e ‘fabricados’ pela exímia criatividade de alguns experts da Culinária abrigados no Caesar Business. Sem dúvida, ali o Tucupi, o Surubim, o Pirarucu e o Tucunaré ganham novos e requintados sabores, tantas são as formas pelas quais nos são oferecidos, cada um mais excepcionalmente delicioso que o outro. Não lembro nunca de ter passado uma semana inteira comendo peixe. Pois lá no Caesar Business isso aconteceu e só vim me dar conta depois. Tive a felicidade de passar uma semana provando e aprovando novas modalidades das finas receitas com diferentes tipos de peixe, as quais os prestativos garçons e garçonetes nos ofereciam sempre com um sorriso no rosto.

Parte da equipe do Caesar Business Manaus: primando pelo bom atendimento…

Depois de uma semana de puro desfrute da mais dedicada e atenciosa produção de festival de cinema do pais, amplificada pela magnânima acolhida no Caesar Business, resta constatar:

Manaus me chegou como um inesperado presente e ficará para sempre no coração da minha memória como a terra onde reencontrei minhas raízes mais profundas; vi como se faz produção com sabedoria, cordialidade e deferência aos itens mais elementares que permeiam a convivência humana; conheci um Hotel Cinco Estrelas com categoria de DEZ (cuja estada jamais esquecerei); reencontrei estimados parceiros (Saleyna Borges, Tetê Mattos, Antônio Leal, Ingra Liberato, Igor Cotrim, Rosa Malagueta, Douglas Soares, Hernani Heffner, e Alice Gonzaga, uma amiga mais que querida) e fiz novos, como Cervantes Sobrinho, Tânia Carvalho, Arnaldo Galvão, Roberval Duarte e a adorável Helena Ignêz – a quem já conhecia muito pelos filmes emblemáticos da Belair e do ‘cinema marginal’ (trazida por meu pai desde menina como “a mais bela atriz do Cinema Brasileiro”).

Com o adorável Chaplin de Rômulo Hussen, Aurora Miranda Leão e Helena Ignêz atravessam o elegante ‘tapete vermelho’…

Mas Helena Ignêz – esta atriz esplendorosa, diretora premiada e mulher muito além de seu tempo -, é tão especial que merece uma crônica inteira. Que fico a dever e pretendo escrevê-la muito em breve.

Solenidade de abertura do VIII Amazonas Film Festival no Theatro Amazonas…

Neste ponto, vale abrir um destaque para os patrocinadores do Amazonas Film Festival:  a Coca-Cola e o Banco Daycoval, que se unem ao Governo do Estado do Amazonas para que o Amazonas Film Festival seja o grandioso festival que é.

Resta-me então agradecer a organização do Amazonas Film Festival pelo honroso convite e pela inaudita satisfação de me proporcionar dias tão felizes e especiais na capital amazonense, de onde saí me sentindo uma quase autêntica manauara e muito mais brasileira.

Ingra Liberato levou sua beleza para desfilar no Amazonas (ao lado do ator Luís Felipe, ambos no elenco de O Carteiro, longa de Reginaldo Faria)…

Beatriz Lindenberg, Arnaldo Galvão e Aurora Miranda Leão chegando ao Theatro Amazonas, noite de abertura…

O Secretário Robério Braga saúda o cineasta Fernando Meirelles, homenageado desta edição…

Antônio Leal, Alice Gonzaga e Tetê Mattos: alegria contagiante que se perpetuou por todo o Amazonas…

Ao lado de ‘Chaplin’, o ator mexicano Alfonso Herrera, ex-RBD, o mais assediado e simpático do Festival

Viva o Amazonas ! Vida longa ao Amazonas Film Festival !   

AMAZONAS FILM FESTIVAL começa em grande estilo

Uma noite de brilho, festa, cinema, muita luz, e astros e estrelas encantando e posando para fotos com fãs de todas as idades.

O belíssimo Theatro Amazonas (construção datada de 1896) foi pequeno para tantos quanto acorreram às suas dependências na noite dessa quinta para conferir a abertura solene da oitava edição do super bem organizado Amazonas Film Festival.

Fernando Meireles é o grande homenageado. Está em Manaus com a esposa e o herdeiro, que é a cara do pai. É dele a produção do filme XINGU, novo longa de Cao Hamburguer, grande atração da noite de abertura.

Simpático e acessível, Fernando é um dos super procurados por fãs e imprensa.

Representando o filme de Cao, estão na cidade os atores João Miguel e Felipe Camargo, ambos em grande momento de atuação em XINGU.

Outros que também foram super assediados: Max Fercondini,  Felipe Camargo, João Miguel, Tiago Martins, Paloma Bernardi,Tonico Pereira, e a sempre encantadora INGRA LIBERATO.

INGRA LIBERATO, figurinha carimbada em festivais, mais uma vez esbanjou charme e simpatia…

Max Fercondini: este não conseguiu parar um minuto sem ter de sorrir e dar autógrafos…

Tiago Martins e Paloma Bernardi também iluminaram a noite de abertura da oitava edição do Amazonas Film Festival

Alice Gonzaga, emblema da alegria, acompamhada pela simpatia de Tettê Mattos e Antônio Leal…

O belo Alfonso Herrera, o mais assediado de todos: encantado com o carinho recebido…

Aurora Miranda Leão, Arnaldo Galvão e Beatriz Lindenberg chegam ao ‘tapete vermelho’ do Theatro Amazonas

Secretário de Cultura do Amazonas, Robério Braga, faz o discurso em homenagem ao cineasta Fernando Meirelles…

Fernando Meirelles agradece a homenagem recebida…

 

Fernando Meirelles ganha uma rede de tucunaré, feita por uma das etnias do Amazonas…

Integrantes das comissões julgadoras fazem foto oficial com Fernando Meirelles, presidente de Honra desta edição…

Cao Hamburguer e a equipe de seu novo filme, XINGU, lançado no Amazonas Film Festival. Segundo o diretor, “os deuses da Amazônia deram sorte ao O Ano em que meus pais saíram de férias” – e ele acredita que desta vez será o mesmo.

De fato, XINGU empolgou a platéia, e a sessão terminou com casa cheia aplaudindo de pé. Era visível nos olhos do público uma sintonia com o filme de Cao.

O cantor e ator mexicano Alfonso Herrera, ele mesmo sem entender o motivo de tanto assédio…

Aguardem mais em novo post amanhã porque agora é hora de embarcar nos braços da madruga… logo mais é dia de muitos filmes e reunião de jurados…

* Todas as fotos são de Wesley Andrade, gentilmente cedidas ao Aurora de Cinema.