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Araxá Cine: Débora Torres cria mais um Festival de Cinema

Débora Torres vai fazer de Araxá território do Cinema Brasileiro

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Em formato de Castelo, o Tauá Grande Hotel e Termas de Araxá chama a atenção pela sua intensa beleza…

Eu a conheci numa das edições do Festival de Cinema de Gramado. O primeiro contato foi ainda de dia em meio ao alvoroço que toma conta dos  stands do Festival de Gramado. De cara, achei-a uma pessoa muito simpática, espontânea, acessível, alto astral, como deve ser alguém que pretende atuar junto ao público. À noite, na sessão do Palácio dos Festivais, frio danado em Gramado, nos reencontramos. Lá estava ela, mais uma vez com um sorrisão festeiro estampado no rosto. Conhecia várias pessoas ali mas a conversa fluiu mais bacana foi com ela. Papo vai ideia vem, contou-me estar ali para entender melhor como se faz um festival de cinema, pois estava à frente de um que aconteceria em Goiânia, quando novembro chegasse. Eu então falei que queria muito ir, pois não conhecia a capital goiana e aquela seria uma ótima oportunidade. Ao que ela de pronto respondeu, ‘você já é minha convidada’. Semanas depois, recebia um telefonema dela confirmando o convite. E em novembro de 2005, lá estava eu embarcando a Goiás para conferir o I Festival de Goiânia do Cinema Brasileiro.

Esta mulher, de quem falo com o maior respeito e a mais profunda admiração chama-se Débora Torres. Desde essa época, do tempo de nosso providencial encontro em Gramado, ficamos amigas. Já ao tempo daquela primeira edição do Festival de Goiânia percebi nela a enorme vocação para o trabalho, a dedicação incansável por fazer sempre melhor as coisas nas quais acredita, a determinação em alcançar os objetivos aos quais se propõe, a invejável disposição para fazer acontecer o que delimitou como meta, e a disponibilidade em atender sempre bem a quem quer que lhe procure. Assim é Débora Torres. Um vulcão em constante ebulição, espraiando sua energia com uma força delicada e rebeldes cachos louros, os quais,  por semelharem aos meus,  fazem com que muitos perguntem se somos irmãs. “Sim”, tantas vezes respondo, “de alma, intenção e objetivos”.

Assim como idealizou, criou e fez nascer o Festival de Goiânia do Cinema Brasileiro (apoiada  pelo escritor Miguel Jorge e contando com o peso do nome e da trajetória de Rubens Ewald Filho), Débora o fez também em Anápolis, e tanto lá como cá, criou dois importantes e respeitados festivais de Cinema Brasileiro. Agora parte pra criar mais um, desta vez na mineira Araxá. E capricha na construção de uma infra-estrutura super qualificada, junto a uma equipe de grande disposição. É assim que Débora vem conquistando a adesão de grandes produtores, realizadores, artistas e técnicos, capazes de contribuir para o melhor desenvolvimento de seu ideal de fazer e produzir cinema neste cenário tão pródigo em histórias, tão rico em cultura, e ainda tão deficitário em investimentos.

Débora Torres e Aurora Miranda Leão na segunda edição do Festival de Anápolis

E para quem pensa que entre um festival e outro, Débora estava só recarregando as baterias, aí vai uma ressalva: depois da primeira edição em Anápolis, Débora conseguiu arranjar fibra e assumiu a produção-executiva do filme Vazio Coração, primeiro longa do cineasta goiano Alberto Araújo, que terá pré-estreia dia 16 de setembro, na noite de encerramento do I Araxá Cine Festival.

Além de reunir grandes profissionais na equipe técnica, Débora conseguiu juntar, no elenco de Vazio Coração, nomes de peso como Lima Duarte, Othon Bastos, Murilo Rosa, Beth Mendes, Oscar Magrini, o embaixador Lauro Moreira e Larissa Maciel, entre outros. Ao lado desta profissional competente e sempre disposta a fazer mais e melhor, Débora Torres é uma pessoa que cultivou minha admiração e cativou minha estima também pelo seu perfil humanitário. É amiga para todas as horas, mãe dedicada, irmã solidária, e filha exemplar. Ao mesmo tempo em que muitas vezes está ‘aperriada’ com tantas solicitações, sempre desatando os nós naturais numa produção com a intensidade e extensão de um festival de cinema – podemos vê-la reiteradas vezes ao telefone se virando em mil (ela cuida pessoalmente de tudo porque sabe que o olho do dono é que engorda o boi) -, ela também é capaz dos mais ternos gestos de delicadeza, afeto, simpatia e compreensão, bem como adora promover encontros, reverenciar os que simbolizam relíquias e trazem lições, e não se nega a uma boa dose de festa e comemoração.

Alberto Araújo e Débora Torres planejando Vazio Coração

Foi Débora quem me trouxe a amizade de Rubens Ewald Filho; o encontro com os queridos Walter Webb, Guido Campos e Ângelo Lima; a oportunidade de desfrutar da companhia de Gustavo Falcão e Beto Brant; de conhecer Zezita Mattos e Lola Laborda; e até o inesquecível encontro com a doce Isabella – a atriz que fez a inspirada ‘Capitu” de Paulo César Sarraceni. Sem falar em tantos tantos outros afetos e encontros marcantes.

Débora Torres e Alice Gonzaga: amizade promovida por esta Aurora de Cinema

Por outro lado, eu tive a honra de apresentar Débora a Alice Gonzaga, esta figura que tanto admiramos, grande e querida amiga, herdeira do pioneiro Adhemar Gonzaga (baluarte da crítica de Cinema, criador da histórica revista Cinearte, e fundador da primeira produtora de cinema do país, a Cinédia). À Débora também apresentei outra amiga querida, a atriz Rosamaria Murtinho, e ela me reaproximou de Ingra Liberato, que eu não via pessoalmente há tanto tempo.

Débora Torres e Aurora Miranda Leão ‘tietam’ Rafaela Torres, uma querida…

Eu poderia ficar muitas horas e páginas comentando sobre Débora Torres e dizendo de sua importância no meu caminho. Tenho somente coisas boas a contar e muitas risadas para rememorar. Mas sobre Débora terei muitas e muitas outras ocasiões para  agradecer pela convivência e as oportunidades, e parabenizar pela disposição e maneira de estar na vida como quem sabe que o  relevante é construir pontes, ignorando as farpas da estrada, e buscando sempre alcançar as dimensões do Bem, do Bom e do Belo, para que a vida seja uma construção de somas favoráveis e não um rosário de lamentações tediosas  e infrutíferas.

Um beijo muito carinhoso a você, Débora, desta admiradora que tem a grata satisfação de inscrever-se entre suas amigas.

Festival de Araxá: Troféu Araxá Terra do Sol e prêmio Dona Beja para o Cinema

O burburinho na cidade já começou: Araxá se prepara em ritmo acelerado para receber artistas, realizadores, cineastas, produtores, jornalistas, e diversos profissionais da área do Cinema. Na web, o festival vem mobilizando sites, blogs, twitter e Facebook.

O I Araxá Cine Festival foi idealizado pela cineasta e produtora Débora Torres, que também é sua Coordenadora-Geral e Produtora Executiva.Tem Curadoria do festejado Rubens Ewald Filho e será realizado de 10 a 16 de setembro.

Débora Torres conta: “O curador do Festival, Rubens Ewald Filho, já definiu os filmes de longa-metragem que vão concorrer aos prêmios da Mostra de Araxá. O regulamento do Festival está no site, assim como os prêmios Dona Beja e Troféu Araxá Terra do Sol, os quais serão distribuídos para os vencedores do festival.” 

A promotora do Araxá Cine Festival está entusiasmada e diz que fazer um festival em Araxá era um desejo antigo, ressaltando dois outros destaques: a mostra Curta Minas, na qual concorrerão filmes de curtas-metragens produzidos em Minas Gerais, com Curadoria do diretor Guido Pádua, de BH; e o Curta Araxá, modalidade exclusiva para produções genuinamente araxaenses.

As inscrições para os filmes de curta-metragem produzidos em Araxá podem ser feitas através do site até dia 25 de agosto. Os cineastras araxaenses serão submetidos à avaliação de Rubens Ewald Filho, que fará a seleção dos participantes: “A premiação a ser distribuída no Araxá Cine Festival é muito boa e bastante interessante. São R$ 130 mil em prêmios, com destaque para o vencedor do Curta Araxá, que receberá a melhor premiação, ou seja, R$ 40 mil para ser investido na produção de um novo curta-metragem, que vai abrir a segunda edição do Festival, em 2013. O Curta Minas terá um prêmio de R$ 10 mil para o vencedor, e os filmes de longa-metragem de ficção brasileiros concorrerão a R$ 80 mil”, diz a incansável Débora Torres.

Débora Torres apresenta a programação visual do Festival à imprensa…

O Araxá Cine Festival vai exibir em sua noite de abertura o longa-metragem  O Mineiro e o Queijo, do premiado cineasta mineiro Helvécio Raton. Na mostra competitiva, o primeiro dia terá como atração O Contador de Histórias, do diretor Luiz Villaça. Dia 12 será a vez de O Palhaço, filme do ator Selton Mello. Em seguida, vem o filme Não se preocupe, nada vai dar certo, de Hugo Carvana, estrelado por Mariana Rios. E tem ainda Olhos Azuis, de José Joffily; e o filme de Carlos Alberto Riccelli e Bruna Lombardi, Onde Está a Felicidade ?

 Com apoio principal da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) e Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a organização captou R$ 600 mil dos R$ 980 mil totais do projeto e planeja a participação de artistas conhecidos do grande público e cineastas renomados.

A ideia de Débora Torres e sua equipe é fomentar o gosto pel oaudiovisual em crianças, adolescentes e jovens de todas as idades, uma vez que o acesso às novas mídias est´possibilitando que cada vez mais um número maior de pessoas se expresse através das imagens. Para tanto, o festival vai realziar um “Festivalzinho” pela manhã, oficinas, workshops, lançamentos de livros e DVDs, debates sobre os filmes exibidos, além das mostras competitivas de longas-metragens de ficção e de curtas-metragens araxaenses.

Coletiva de lançamento do site e programação do Araxá Cine aconteceu no Teatro Municipal, a ser inaugurado com o Festival…

A secretária Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Parcerias, Alda Sandra Barbosa Marques, garante a abertura do novo Teatro Municipal para a estreia do Araxá Cine Festival: “ Nosso teatro vai estar em condições de sediar o Festival de Cinema de Araxá. As obras se encontram em fase de acabamento e o cronograma tem sido cumprido”, destaca.


Débora Torres, Alda Sandra e Débora Afonso unidas em torno do Araxá Cine

Segundo Alda Sandra Marques, há uma grande expectativa em torno do sucesso do Araxá Cine Festival. “Este evento vai divulgar o nome de Araxá, através de mídia espontânea em todo o Brasil. A nossa cidade estará recebendo muitos artistas e centenas de visitantes. Isto representa mais crescimento turístico e cultural para Araxá”, avalia a secretária.

O festival vai ser o  primeiro evento realizado dentro do Teatro Municipal de Araxá, que só será  inaugurado oficialmente após as eleições, devido à proibição da legislação eleitoral.

Saiba mais: http://www.araxacinefestival.com.br/

O Grande Hotel de Araxá, construção dos anos de 1940: Patrimônio que atrai turistas do mundo inteiro…

ARAXÁ Será Cenário de “Vazio Coração”

Cineasta e produtora Débora Torres assina a produção enquanto Alberto Araújo dirige seu primeiro longa

Começa a ser rodado em Araxá, a partir da segunda quinzena de maio, o longa-metragem “Vazio Coração”. O filme é um drama psicológico que narra de forma comovente a luta de um filho para reconquistar a confiança do pai. A produtora executiva Débora Torres e o roteirista e diretor Alberto Araújo estão em Araxá e já cuidam de detalhes para a gravações na cidade, que vão representar cerca de 80% do longa.

Alberto Araújo conheceu Araxá quando era adolescente e, desde então, tem uma ligação muito forte com a cidade. O roteirista é natural de Patrocínio, e mesmo morando muito tempo fora de Minas Gerais mantém o encanto pela região.

O diretor já rodou o curta-metragem Minha Senhora Solidão no período em que o Grande Hotel estave fechado. “Mesmo com todas as dificuldades de quem estava iniciando no cinema, o curta foi premiado no Festival Latino Americano de Cinema, em Florianópolis, agraciado como melhor roteiro, melhor ator, que na época eu mesmo fiz por falta de verba (risos), e melhor fotografia”, diz.

A partir daí, Alberto Araújo sonhou em fazer um longa-metragem na cidade, o que vai se concretizar com o filme Vazio Coração. Este é o primeiro longa do roteirista aprovado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine).

“Escrevi uma história sabendo e conhecendo cada canto deste hotel, da cidade, desde os doces de Dona Joaninha, a Árvore dos Enforcados, Museu Dona Beja e todas as potencialidades. O Brasil ainda não entendeu e assimilou a grandiosidade da estrutura do hotel, do charme de Araxá e da receptividade deste povo”, afirma.   

Segundo Alberto Araújo, serão 60 dias para a produção do filme. “Essa parte termina no final de junho. A partir daí, temos que fazer toda a trilha sonora do filme e a edição”, destaca. Ainda segundo o diretor, a intenção dele e do prefeito Jeová Moreira da Costa é que a festa de lançamento aconteça nas inaugurações das obras de revitalização do Centro e do teatro, previstos para em dezembro deste ano.

“Estendendo a programação, Araxá vai assistir o filme em primeira mão com projeções no cinema do Grande Hotel e da cidade, dentro de uma semana de entrevistas e lançamentos”, afirma.

Produção

A produtora executiva do longa, Débora Torres, diz que teve um apoio muito grande administração municipal e do diretor do Grupo Tauá (que atualmente administra o Grande Hotel), Alberto Pinto Coelho, desde a apresentação do projeto.

“Entramos em contato com o prefeito Jeová Moreira, que é uma pessoa de ampla visão cultural e ele nos apresentou para a secretária de Turismo, Alda Sandra. Eles viram no filme uma grande oportunidade de divulgarem o turismo na cidade. Temos uma bela história e a cidade inteira será cenário porque, além do Grande Hote,l vão aparecer postos de combustíveis, o Hotel Rádio, o Centro da cidade, o Horizonte Perdido, enfim, todo o contexto social da cidade será mostrado.”

Débora Torres destaca que espera contar com a população. “As pessoas poderão participar como figurantes, elenco de apoio, cenas com falas, pessoas que vão contracenar com Murilo Rosa, então será um envolvimento muito grande na cidade”, conta.

De acordo com a produtora, uma diretora de elenco fará uma seleção próximo ao período de filmagens na cidade. Os longa começa por Lisboa, em Portugal, e também tem gravações em Goiânia e Jataí, no Estado de Goiás.

Elenco

A obra terá em seu elenco, Murilo Rosa, Eva Wilma, Othon Bastos, dentre outros grandes artistas brasileiros.

O Filme

O longa-metragem, com 90 minutos de duração, conta a história de Hugo Kari, um cantor brasileiro de renome nacional que resolve fazer uma pausa em sua atribulada agenda para se encontrar com o pai, o embaixador Mário Menezes, no hotel onde a família costumava passar férias.

Ali, naquele ambiente bucólico, de boas recordações para ambos, pai e filho tentam colar os cacos de uma relação quebrada por desencontros de sonhos e ideias, e por uma tragédia que os marcou para sempre. Vazio Coração é uma reflexão sobre os laços de família.

* Com texto de Raphael Rios

Cinema na Tela de Anápolis

É assim o belo cenário que nos alcança a visão no entorno de Anápolis, município goiano onde acontece a primeria edição do Festival Anápolis de Cinema.

Hóspedes da enorme e aconchegante Estância Park, cineastas, jovens realizadores, atores e atrizes, e jornalistas, contribuindo para a implantação de mais um festival para promover o Cinema Brasileiro.

Desde a chegada ao aeroporto de Goiânia, onde fomos recepcionados com carinho e atenção pela gentil equipe de Débora Torres – composta por sua mana Ângela Torres, Serina Raruá, e os jovens Pedro Pinheiro, Tatiana e Jéssica -, estar em Anápolis tem sido um misto de descanso, curtição, muito aprendizado de cinema (embarcando nas prodigiosas memórias de Walter Webb e Alice Gonzaga), e um diversificado intercâmbio de idéias de todos os matizes.

 

Esta primeira edição do Festival de Cinema de Anápolis começa marcada pelo impacto da quantia em prêmios: são R$ 130 mil reais, a serem divididos entre longas convidados e curtas feitos pelos próprios cidadãos de Anápolis, uma cifra bem polpuda dentre tantos festivais realizados no país, o que por si só já torna o festival bastante atraente para os concorrentes.

                        Atriz Eliane Lage, cineasta Walter Webb e homenageada Alice Gonzaga

 Jornalista e crítico de Cinema dos mais requisitados do país, RUBENS EWALD FILHO assina a curadoria da Mostra Adhemar Gonzaga de Longas Metragens

 Atriz carioca Dila Guerra e diretora Manaíra Carneiro: CINCO VEZES FAVELA

Murilo Rosa esteve em Anápolis por conta de ORQUESTRA DE MENINOS e recebeu afeto de Aurora Miranda Leão, Alice Gonzaga e Débora Torres

Ed Cafezeira, Neuza Borges, Laura Pires, Felipe Brida, Malu Moraes, Walter Webb, Alice Gonzaga, Manaíra Carneiro e Selva Aretuza (foto Aurora MLeão)

Débora Torres coordena debate após exibição de FELIZ NATAL, de Selton Mello, um dos fortes concorrentes do Festival de Anápolis

Laura Pires autografa biografia do saudoso Roberto Pires, cineasta baiano, em noite repleta de amigos e público

Dila Guerra, Manaíra Carneiro, Itamar Borges, Mallu Moraes, Felipe Brida, Aurora Miranda Leão e Alice Gonzaga (fotos de Edvaldo Cafezeira)

* Aguardem novos posts sobre a primeira edição do Festival de Cinema Brasileiro de Anápolis