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Cultura da Gente: Arte do Nordeste para o mundo, via BNB

Banco do Nordeste lança Cultura da Gente 2012 na intenção de incentivar e destacar seus funcionários-artistas 

Teatro, literatura, música e audiovisual deram o tom na solenidade de lançamento do meritório programa de incentivo, nascido para apostar nos talentos da instituição 

Há alguns anos uma equipe do Banco do Nordeste teve a feliz idéia de criar um programa de patrocínio, fomento, apoio e incentivo aos funcionários da instituição que prima pela valorização e visibilidade do Nordeste como uma região prolífica, em seus mais diversos aspectos e, visando sobretudo ao desenvolvimento, não poderia deixar de fora a Cultura. 

Foi assim que em 2005 surgiu o Programa Cultura da Gente e, de lá pra cá, proliferam mais e mais trabalhos novos e importantes dos benebeanos que, além de darem conta de suas funções no Banco conterrâneo, ainda encontram tempo e inspiração para atuar na área artística.

E foram alguns desses trabalhos que podemos conferir na manhã da quinta, 18 de agosto, no auditório do BNB no Passaré. Comandada pelo gerente de gestão do Ambiente da Cultura, o fotógrafo e cineasta Tibico Brasil, que abriu a solenidade saudando aos colegas e agradecendo as parcerias, o evento contou com a laboriosa colaboração de Rosana Vírginia Gondim, responsável pelo zelo com o Programa Cultura da Gente, que funciona muito mais como uma amiga de seus colegas da ativa e aposentados do que propriamente como uma funcionária que tem nas mãos um grandioso trabalho a consolidar.

Foi Virgínia quem pessoalmente convidou aos colegas do Banco para se fazerem presentes ao lançamento do Cultura da Gente 2012 e legou a todos uma manhã-tarde especial de reencontro, convívio e trocas culturais.

Naturalmente que, dentre tantos trabalhos sendo desenvolvidos com a chancela do Banco do Nordeste, deve ter sido difícil selecionar quais a serem apresentados naquela ocasião especial mas posso garantir que o painel da quinta foi bem interessante e diversificado.

A música subiu ao palco pelo violão e a bela voz de Valderlan Macedo, que veio lá de Vitória da Conquista para apresentar a simplicidade de seu talento. Enquanto Valderlan desfilava suas conposições, a platéia recebia Matuto de Imbornal, primeiro CD do artista baiano, lançado graças ao apoio do programa Cultura da Gente. O Cd de Valderlan é uma bonita página entre os trabalhos lançados pelo Programa: com uma simplicidade que se traduz numa funcional embalagem (onde inexiste dificuldade na hora de abrir – como é comum nas caixas tradicionais de CD que se compram lacradas), e na ilustração que estampa a fina delicadeza do trabalho, cada música de Valderlan vem acompanhada pelo traço competente de outro artista nordestino (Cléber Ramos), formando um rico painel de belos desenhos a contar a vida do matuto de imbornal. Um pitéu !

Em seguida, a atriz Mazé Figueiredo, que doou 30 anos de sua vida ao trabalho no Banco do Nordeste – e que, na hora de transmutar de ofício optou pela volta aos palcos (Mazé começou ainda mocinha no teatro, ganhando prêmio nacional com peça montada em sua Mossoró natal) –, subiu ao palco para nos mostrar sua Madame NoAr, criação de Nícolas Almeida (outro funcionário do BNB), que ela assume em montagem dirigida pela premiada atriz Leuda Bandeira.

Mazé parecia especialmente inspirada e levou a platéia às gargalhadas com suas bem treinadas entonações, seu senso de espetáculo, seu gestual inteligente e sua sensibilidade aflorada pelo visível encantamento pelas seduções do palco. Um luxo conhecer esta Madame NoAr tão bem elaborada por Leuda e Mazé, agora co-autoras da obra de Nícolas.

E veio a exibição do novo documentário de Tibico Brasil – CAMURUPIM, o peixe que eu queria pescar – que chega para denunciar, mais uma vez, sua excelência como fotógrafo e homem de rara sensibilidade em temas a afetar tão de perto a vida do nordestino, neste caso, o cotidiano de pescadores do lendário peixe camurupim. Reverente aos mistérios do mar e suas vicissitudes, Tibico elabora com precisão de ourives uma obra onde as imagens constroem quase uma poesia sobre a vida de quem vive no/do mar, tornando elementos como o anzol, o gancho do barco, a linha de pescar e até as escamas do peixe, traços expressivos de uma alquimia a ser desvendada com sensibilidade, dedicação, paciência e vontade de saber mais. Tudo isso complementado pela inspirada trilha sonora, que tem de Waldo Aderaldo e Paula Tesser às belas teclas do sempre inspirado Ricardo Bezerra.

A pesca do camurupim, em praias cearenses, agora chega ao cinema

Assim, o documentarista consegue plantar nos espectadores o gosto pelos mistérios do mar e a vontade de também estar na locação, acompanhando as idas e vindas em busca do camurupim, mas sobretudo deixa a sensação de ‘quero mais’, fundamental para quem faz do audiovisual sua linguagem preponderante.

E teve ainda a palavra do funcionário  Pedro Pucci, reportando-se à exposição que ele e mais duas colegas fizeram reratando a flora e a fauna existente ali, no entorno do Passaré, enorme espaço onde o Banco do Nordeste elabora e consolida ações para se agigantar, Nordeste afora. Depois, Henoque Veríssimo, falou em nome dos muitos que tiveram trabalhos apoiados pelo Cultura da Gente. Vale ressaltar também a alegria de reencontrar naquele espaço o ‘homem do som’, Zêuxis, e também o Mário Nogueira, poeta e funcionário dedicado, responsável pelos contratos da parceria do programa de Cultura BNB-BNDES.

Em seguida, foi a vez do documentário de Ana Paula Teixeira, Exilados, tratando sobre a vida de idosos, abandonados em diversos abrigos e casas de repouso de Fortaleza. Premiada com outros 4 trabalhos, também enfocando realidades que nos cercam e incomodam, Ana Paula Teixeira constrói um painel para denunciar uma situação triste que nos chega através de imagens fortes, desconsertantes, difíceis de acompanhar. Um tema que aflige e incomoda mas expresso na tela com a propriedade de quem já trafega na área há alguns fotogramas de experiência, ladeada ademais pela colega Lília Moema, expert na seara da fotografia e da edição, através da Cabeça de Cuia Filmes.

Henoque, LG e Uéliton Rocon conversam e distribuem autógrafos…

Para encerrar, uma providencial mesa de autógrafos, na qual diversos escritores patrocinados pelo Cultura da Gente autografaram e trocaram livros e conversas com colegas de variadas faixas etárias e áreas diversas de atuação no Banco que apóia e incentiva os que produzem arte e cultura. Dentre estes, Jansen Viana, Yvany Gurgel do Amaral, LG de Miranda Leão, Henoque Verísimo e Uéliton Rocon.

Nestas terras de tanto sol, seca, enchentes e desafios a enfrentar, é bom saber do providencial incentivo aos que encontram na expressão artística uma maneira de fazer valer suas raízes nordestinas com inspiração e ousadia, como tão bem vociferou um dia a pena de Euclides da Cunha.

Vida longa ao Cultura da Gente !

LG Miranda Leão e Mazé Figueiredo: encontro de benebeanos artistas rendeu boas histórias em manhã-tarde de CULTURA DA GENTE no Passaré

ENSAIOS DE CINEMA, HOJE, na Oboé

Para “ler” o Cinema

Um dos críticos de cinema mais conhecidos fora do eixo Rio-São Paulo, o cearense L.G de Miranda Leão lança Ensaios de Cinema (Banco do Nordeste, 2010, 282 páginas, R$ 20,00), novo livro de críticas, hoje à noite, no Centro Cultural OBOÉ, na Aldeota, às 19:30h.

  

Dificilmente uma sequência costuma fazer jus ao seu filme original. Na contramão dessa tendência, o crítico de cinema L. G de Miranda Leão lança hoje sua primeira e bem-sucedida “continuação”, o livro Ensaios de Cinema – extensão da primeira obra do autor, Analisando Cinema.

Nos dois títulos, L.G. reúne críticas e ensaios publicados ao logo de mais de 50 anos de carreira. O primeiro, lançado em 2006 pela Imprensa Oficial de São Paulo, torna-o o único cearense, residente em Fortaleza, a ser publicado na prestigiada Coleção Aplauso.

Agora, em Ensaios de Cinema, o especialista traz uma visão mais ampla da produção cinematográfica de países como Alemanha, EUA, República Checa e Suécia. Na lista de cineastas abordados estão grandes nomes como François Truffaut, Stanley Kubrick, André Bazin, Ingmar Bergman, Martin Scorsese e Orson Welles.

A obra, que já foi lançada no FestCine Goiânia e no V Festival de Cinema e Vídeos dos Sertões (Floriano-PI), tem apresentação do colega Rubens Ewald Filho, que tece elogios ao rigor do trabalho do autor.

“Ao lançar ´Analisando…´, notei o entusiasmo de muita gente, alunos, amigos e colegas. Isso me animou a escrever um segundo livro”, comemora L.G. “Assim, comecei a reunir novas críticas e ensaios”. Os textos apresentados no novo trabalho cobrem pelo menos meio século de trajetória da sétima arte, ao abordar temas e gêneros como a Nouvelle Vague, o cinema americano nos anos 70, filmes de guerra, entre outros temas.

Carreira

Frente a um recorte tão grande e à considerável produção acumulada, o autor recorreu ao critério de afinidade para selecionar o material. “Escolhi textos sobre diretores e filmes com os quais tenho mais afinidade”, ressalta. “Truffaut, Kubrick, Bergman e Welles, por exemplo, sempre estiveram à frente de seu tempo”. O livro foi organizado com a ajuda da filha do crítico, Aurora Miranda Leão, que também trabalha com cinema. Na orelha da publicação, a caçula lembra as matinês do Cine São Luís, no Centro de Fortaleza, onde assistiu, na companhia do pai, aos primeiros exemplares de sua filmoteca pessoal.

Para o próprio L.G., a paixão também vem de família – no caso, graças à influência do pai, o médico e cinéfilo João Valente de Miranda Leão. “Ele nos levava ao cinema com frequência”, recorda o crítico.

Uma experiência em particular marcou o crítico. “Na década de 40, Welles veio ao Ceará para filmar cenas de It´s all true, no Mucuripe. Meu pai tinha sido apresentado ao Welles, e nós fomos assistir à uma gravação. Vi o diretor deitado no chão, com a câmera apontada em contra-plano. Ao seu lado havia uma caixa preta, parecido com um decodificador de TV, que ele manipulava com cuidado. Meu pai foi perguntar o que era aquilo e Welles respondeu que era um gravador de som direto, algo que fomos ter no Ceará apenas nos anos 80″, conta, entusiasmado. Na ocasião, L.G. tinha dez anos de idade. “A partir daí, cinema passou a ser paixão”, confessa o crítico. Não por acaso, Orson Welles está na lista de seus cineastas favoritos.

Alguns anos depois, o crítico conheceu outra figura cuja influência foi fundamental em sua carreira – o jornalista e também crítico de cinema Darcy Costa (1923 – 1986), criador do Clube de Cinema de Fortaleza (um dos clubes de cinema pioneiros no País). “Foi na inauguração do Clube, em fevereiro de 1949. Na ocasião conheci e fiz amizade com Darcy Costa, um grande conhecedor do cinema. Foi quando vi que, além de ver filmes, precisava estudá-los”.

Os primeiros artigos publicados de L.G, em 1953, foram justamente sobre o Clube de Cinema de Fortaleza. Ao longo dos anos, inúmeros filmes e diretores passaram pelo crivo do autor, que costuma assistir ao mesmo título várias vezes antes de escrever sobre ele.

Função

Em relação ao seu ofício, L.G. acredita que o papel do crítico de cinema é abrir horizontes de entendimento e de conhecimento para espectador, “porque nem todo mundo estuda o tema com profundidade”, ressalta. “No mercado, talvez o crítico contribua para melhorar o nível das produções”, opina.

Para ilustrar melhor a função, o autor cita o filme Morangos Silvestres, clássico do sueco Ingmar Bergman. “Na história, um professor de 78 anos vai receber uma homenagem. Antes da cerimônia, sonha que está andando na rua e vê um relógio sem ponteiros”, destaca. Segundo o crítico, trata-se de uma referência à morte, a representação do tempo esgotando-se na vida do personagem.

Aposentado do Banco do Nordeste e da Universidade Estadual do Ceará, L.G. ministrou diversos cursos voltados ao cinema. É justamente esse interesse por passar o conhecimento adiante que atualmente inspira seu próximo projeto. “Quero preparar um manual prático de ´ler´ cinema, voltado à compreensão dos significantes visuais. É um desafio grande. Talvez, depois dele, não faça mais nada”, brinca o crítico.

ADRIANA MARTINS
Repórter do Caderno 3/Diário do Nordeste

Ensaios de Cinema na Oboé…

Ensaios de Cinema Será Lançado QUINTA na OBOÉ 

O mais constante crítico de Cinema em atuação no Norte e Nordeste, com mais de 50 de batente, LG de Miranda Leão é cearense, Bacharel em Literatura de Língua Inglesa e Portuguesa, aposentado pelo Banco do Nordeste do Brasil e pela Universidade Estadual do Ceará.
 
Na próxima quinta-feira, dia 20, LG lança seu novo livro ENSAIOS DE CINEMA (selo Cultura da Gente, programa do Banco do Nordeste que apóia iniciativas de funcionários aposentados), em noite festiva no Centro Cultural Oboé, quando será exibido o curta LG – Cidadão de Cinema, feito em sua homenagem pelo cineasta capixaba Gui Castor.

 

Ensaios de Cinema vem tendo ótima repercussão em festivais de cinema pelo país, já tendo sido lançado em Goiânia, Floriano (PI), João Pessoa, e no FestCine Maracanaú, e conta com convites também para lançamentos em São Luís, Santos, Rio de Janeiro, Jericoacoara, Canoa Quebrada, Campina Grande e Taquaritinga (PE).

 

Nomes como os de Orson Welles, Stanley Kubrick, Ingmar Bergman, François Truffaut, Federico Fellini e Michelangelo Antonioni, entre tantos outros, são foco da pena do Mestre LG a nos guiar delicada e inteligentemente pelas vastas searas onde se inscrevem as obras destes grandes samurais da alquimia de perceber a vida e adentrar o mundo, através de pontos-de-vista especiais transformados em sabedoria pela magia eterna da Sétima Arte, como diz sua filha e organizadora da obra, jornalista Aurora Miranda Leão.

 

Walter Hugo Khoury e LG: amizade registrada em Ensaios de Cinema         

Conhecido nas lides cinematográficas por seu profícuo exercício da crítica, Ensaios de Cinema tem prefácio do jornalista Rubens Ewald Filho: “Tivemos o prazer de editar pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial uma seleção de seus textos. Mas que são apenas uma pequena representação do que ele escreveu nesta última década. Agora temos mais de seus escritos, maior e melhor. Neste livro, todos os textos referem-se a filmes, cineastas ou cinematografias especiais (como cinema alemão, sueco, americano) e há outra coisa que eu admiro, seu rigor. L.G. não  escreve sem ter visto pelo menos três vezes o filme ou a obra a qual se reporta.Antes de tudo, é um livro para mergulhar de cabeça e alma, coração aberto e olhos cheios de imagem”.

   

 SERVIÇO

 LIVRO ENSAIOS DE CINEMA

LANÇAMENTO: programa CULTURA DA GENTE/ BANCO DO NORDESTE DO BRASIL

ONDE: CENTRO CULTURAL OBOÉ

QUANDO: Quinta-feira, 20 de Janeiro

HORA: 19:30h

 * Livro à venda na Livraria Oboé (Center Um)

 

Mais informações: 3264.7038

Ensaios de Cinema em Debate

LG de Miranda Leão, ensaísta, crítico de cinema, jornalista e professor aposentado de Língua Inglesa e Literatura Americana tem encontro marcado com o público hoje, a partir das 18h, no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza.

 

Na pauta, o programa TROCA DE IDÉIAS, onde vai debater pontos abordados em seu mais recente livro – ENSAIOS DE CINEMA (edital Cultura da Gente do BNB) -, e responder a questionamentos da platéia.

Uma ótima oportunidade para ouvir o crítico, conversar com o eminente professor e trocar idéias sobre assuntos relativos à Sétima Arte. 

 

De graça, no CCBN Fortaleza, hoje, 18h…

Mais informações: (85) 3464.3108 

Novo Livro de LG Será Lançado Terça em Fortaleza

TERÇA, 7 de Dezembro, às 18h, crítico LG de Miranda Leão estará no TROCA de IDÉIAS do Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza para lançar seu novo livro, que já teve lançamentos no FestCine Goiânia e no V Festival de Cinema e Vídeos dos Sertões, realizado em Floriano, no Piauí. Dia 13, o livro será lançado no Festival ARUANDA, em João Pessoa, e dia 17 no I Festival de Cinema de Maracanaú, região metropolitana da capital cearense.

O livro ENSAIOS DE CINEMA é editado pelo Banco do Nordeste do Brasil através do programa CULTURA DA GENTE, que apóia trabalhos de Arte & Cultura de funcionários aposentados da instituição.

                                        

            Ensaios de Cinema, Um Olhar Acurado sobre a Sétima Arte 

            De autoria do crítico LG de Miranda Leão, ENSAIOS DE CINEMA reúne alguns dos principais ensaios escritos pelo jornalista cearense ao longo de muitas décadas de dedicada inspiração à arte de imortalizar um filme através das reflexões por ele inspiradas.

  

Orson Welles, genial criador, é um dos pilares da preciosa pena de LG

            Nomes como os de Orson Welles, Stanley Kubrick, Ingmar Bergman, François Truffaut, Federico Fellini e Michelangelo Antonioni, entre tantos outros, são foco da pena do Mestre a nos guiar delicada e inteligentemente pelas vastas searas onde se inscrevem as obras destes grandes samurais da alquimia de perceber a vida e adentrar o mundo, através de pontos-de-vista especiais transformados em sabedoria pela magia eterna da Sétima Arte.

François Truffaut está no ensaio inicial, que saúda a Nouvelle Vague…

            Conhecido nas lides cinematográficas por seu profícuo exercício da crítica, LG lança agora seu segundo livro, cujo prefácio leva a assinatura do jornalista Rubens Ewald Filho: “Tivemos o prazer de editar pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial uma seleção de seus textos. Mas que são apenas uma pequena representação do que ele escreveu nesta última década. Agora temos mais de seus escritos, maior e melhor. Neste livro, todos os textos referem-se a filmes, cineastas ou cinematografias especiais (como cinema alemão, sueco, americano) e há outra coisa que eu admiro, seu rigor. L.G. não  escreve sem ter visto pelo menos três vezes o filme ou a obra a qual se reporta.Antes de tudo, é um livro para mergulhar de cabeça e alma, coração aberto e olhos cheios de imagem”.

 

Stanley Kubrick, um dos cineastas preferidos de LG, retratado em ensaio antológico 

Dos mais profícuos críticos de Cinema do país, Mestre LG – como é mais conhecido – é Bacharel em Literatura de Língua Inglesa e Portuguesa, aposentado pelo Banco do Nordeste e pela Universidade Estadual do Ceará. Nascido em Fortaleza, filho de pais amazonenses, LG é jornalista, Sócio-Honorário da Associação Cearense de Imprensa e membro fundador da Academia Cearense da Língua Portuguesa. Na área do Magistério, fez estudos em Nova Iorque e estágio didático nas Escolas Berlitz e Cambridge em Manhattan, tendo lecionado por uma década no Instituto Brasil-Estados Unidos (IBEU) e na Escola Americana, sediada em Fortaleza nos anos 1960 e 1970.

Cultor de Cinema desde ainda garoto, presenciou as filmagens de Orson Welles no Mucuripe (fato registrado no documentário Cidadão Jacaré, de Firmino Holanda e Petrus Cariry), levado por seu pai (o cinéfilo e médico-pediatra Dr. João Valente de Miranda Leão, um dos fundadores da Maternidade-Escola de Fortaleza): viu o grande cineasta americano vadear na praia do Meireles e fazer algumas prises de vues. Foi dos mais atuantes membros do extinto Clube de Cinema de Fortaleza (CCF), décadas 1960 e 1970, através do qual ministrou diversos cursos e pronunciou palestras sobre A Arte do Filme com apoio nas obras de Welles, Bergman, Kubrick, Truffaut, Losey e Melville.

A Sétima Arte é assunto recorrente em seus artigos, publicados em todos os jornais já editados no Ceará.Tem artigos em diversas publicações, além de revisar, fazer apresentações e contribuir com a publicação de livros nas mais diferentes áreas, desde Poesia, passando por Cinema, Literatura, Língua Portuguesa, Inglês e diversos trabalhos acerca de Xadrez, seu exercício intelectual preferido, daí ter criado e organizar, há mais de duas décadas, o torneio Memorial CAPABLANCA de Xadrez, realizado anualmente no BNB Clube Fortaleza. Por seu dignificante trabalho em prol da Sétima Arte, recebeu homenagem do cineasta capixaba Gui Castor através do curta LG – Cidadão de Cinema, lançado em 2007. 

LG na cena de abertura do curta LG – Cidadão de Cinema, de Gui Castor

Como diz a jornalista Neusa Barbosa, “É de admirar que um profissional da crítica mantenha intocado seu fôlego intelectual tantas décadas num mister assim polêmico, não raro ingrato e carregado de incompreensões. Afinal, alguns desavisados costumam confundir os críticos com infalíveis juízes do bom gosto e alguns entre estes, os mais vaidosos, aceitam assim ser considerados. Não é o caso de Miranda Leão que, embora mestre, ensina nas entrelinhas de seus iluminados comentários com a sutileza que cabe aos dotados da melhor sabedoria, amparado numa pedagogia que vem da enorme intimidade com o assunto que comenta.{…} Mestre em literatura de língua inglesa e portuguesa, Miranda Leão domina a língua com uma fina expressão, construindo frases certeiras que, embora se alonguem num estilo precioso, cultivado em épocas mais eruditas do que esta apressada nossa, sempre sabem onde querem chegar. Suas palavras acertam sempre no alvo, construindo análises e conceitos capazes de enriquecer o universo de seus leitores”.

Walter Hugo Khoury e LG: amizade consolidada e registro em texto emocionante

As Flores das Nossas Memórias…

 

E eu Joguei Flores nas Minhas Memórias

Uma idéia recorrente, a memória, uma música na vitrola, a imaginação. A impossibilidade de sair de um apartamento, o confinamento de uma existência sem perspectivas, o riso provocado pelo absurdo de uma situação inesperada. Duas mulheres, dois caminhos paralelos, uma solidão semelhante. A rivalidade entre irmãs, o duelo na disputa pelo mesmo homem. Inveja, insensatez, sonhos não realizados, amores indefinidos, sonhos frustrados, laços desfeitos, desilusões. Surgem Maria do Desterro e Maria Lúcia, religiosidade latente, esperança de dias melhores, confronto de sentimentos, embates corriqueiros, implicâncias típicas da convivência de mundos opostos, e a fé revelada em atos cotidianamente banais.

Pelos tons do imagético piano de Antônio José Forte, a inspiração soprou feito vento nas noites de maresia sutil e envolvente como a garimpar esteio para o material da dramaturgia cênica de Caio Quinderé. Nasce a tragicomédia E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias.

Do papel-abrigo de muitas filigranas sensoriais, redimensiona-se a emoção e as flores da memória ganham seu merecido lugar no cenário dos grandes espetáculos.

Com estréia agendada para sábado, 21 de agosto, no Teatro Sesc Emiliano Queiroz, a montagem sobe ao palco com direção dividida entre o próprio Caio e o também ator e diretor Ilclemar Nunes. Interpretando Desterro e Lúcia, Mazé Figueiredo e Aurora Miranda Leão. A bela trilha sonora leva a assinatura do próprio Caio, a partir da composição homônima de Antônio José Forte que dá título à peça, enquanto Luciano Morais responde pela produção, e a jovem estilista Neiara Leão revela-se boa aposta do espetáculo. A peça tem patrocínio do Banco do Nordeste do Brasil através do programa Cultura da Gente.

 

SERVIÇO

E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias

Texto: Caio Quinderé

Direção: Caio Quinderé e Ilclemar Nunes

Onde: Teatro Emiliano Queiroz

ESTREIA: dia 21/8, sábado, 19h

Temporada: 22,28 e 29 de agosto

ENTRADA FRANCA

Flores nas minhas memórias…

Espetáculo E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias tem estréia agendada pra sábado, 21, às 19h, no Teatro SESC Emiliano Queiroz

A dramatrugia é de Caio Quinderé, que assina a direção ao lado de Ilclemar Nunes.

No palco, Aurora Miranda Leão (retornando após uma década dedicada somente ao jornalimo e ao cinema), e Mazé Figueiredo. A produção é de Luciano Morais.

A montagem do espetáculo é mais um projeto patrocinado pelo programa Cultura da Gente, do Banco do Nordeste do Brasil.