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Pela SBAT: Artistas se unem em defesa da entidade

PAULINHO da VIOLA vai abrir série de shows em defesa da lendária entidade. Zezé Motta, Mariana de Moraes e Soraya Ravenle também vão cantar…

Paulinho show

Movimento nacional em defesa da SOCIEDADE BRASILEIRA DE AUTORES TEATRAIS realiza grande evento artístico-cultural em defesa da sobrevivência da entidade.

Confiram o chamamento para a causa. E a quem estiver no RIO, recomendamos a ida ao grande Show do dia 29.

O movimento em defesa da SBAT tem à frente o diretor, ator, professor e dramaturgo, Aderbal Freire-Filho.

“Ô ABRE ALAS”

A casa construída por Chiquinha Gonzaga, Viriato Correa, João do Rio, que já foi habitada por Joracy Camargo, Rachel de Queiroz, Manuel Bandeira, Nelson Rodrigues, Dias Gomes, Boal, Vianinha, Paulo Pontes, Plinio Marcos, Guarnieri e todos os nossos mestres, está sendo reconstruída para as novas gerações de autores brasileiros. Ela é a sociedade dos poetas de todos os tempos: a Sociedade dos Autores, a Sociedade Brasileira de Artistas. Participe da sua reconstrução.

Aderbal Freire-Filho

Aderbal Freire-Filho: mais uma vez, o grande mestre do Teatro Brasileiro toma a dianteira e reúne seus pares para defender uma entidade centenária…

… Ô ABRE ALAS com PAULINHO DA VIOLA

Paulinho da Viola abrirá a série intitulada “Ô ABRE ALAS”, no show em homenagem e benefício à mais antiga das nossas instituições, a SBAT, às vésperas dos seus 100 anos de existência dedicados à defesa dos direitos dos artistas.

Uma seleção especial de suas eternas composições será interpretada por algumas das melhores vozes do teatro musical brasileiro. Nesta noite estaremos reverenciando Chiquinha Gonzaga, a padroeira da criação e dos criadores, através da música de um dos seus mais prodigiosos e representativos sucessores nos tempos atuais, Paulinho da Viola, ao vivo, a cores e acústico.

O show, dentre as diversas participações, trará Paulinho da Viola acompanhado pela maestria dos músicos: Alfredo Del Penho (Violão de Sete Cordas), João Callado (Cavaquinho), André Vercelino (Percussão) e Fabio De Lelis (Percussão).

Mariana de Moraes, neta do imortal Poeta Vinícius, também vai contribuir com a SBAT levando seu encanto para a noite no Teatro NET RIO…

Letícia Sabatella também estará no show em defesa da SBAT…

Destacam-se entre as atrações, participações especiais da cantora Beatriz Rabello, e o violão solo de João Rabello (filhos do grande músico), além de Alexandre Nero, Flavio Bauraqui, Letícia Sabatella, Marcos Sacramento, Maria Lucia Priolli, Mariana de Moraes, Pedro Miranda, Soraya Ravenle, Zezé Motta.

Zezé Motta também estará no palco em defesa da SBAT…

Local: Teatro NET Rio – Sala Tereza Rachel – Tel: 21 2147 8060 Rua Siqueira Campos, 143.sl. (Shopping Cidade Copacabana), Copacabana, Rio de Janeiro.zZZZZZZZZZZZZzz

Soraya Ravenle também vai abrilhantar a noite…

Data: Segunda, dia 29 de julho de 2013. Horário: 21h Ingressos: – Platéia: R$ 150,00 /=/ – Balcão: R$ 100,00 Duração: 90 min /=/ Classificação 12 anos

Roteiro e Direção Artística – Inez Viana

Direção Técnica – Paulo Cesar Medeiros

Direção Musical – Marcelo Alonso Neves

Divulgação – João Pontes e Stella Stephany

Flávio Bauraqui vai levar toda sua ginga para a noite pró-SBAT…

Produção: SPAÇO NAV – Prod. Art. Ltda. Coordenação Geral – Mariozinho Telles Realização – Movimento SBAT 100 anos / 1917-2017 –

SPAÇO NAV – Prod. Art. Ltda. Mariozinho Telles / Maria Rita Rezende 21 2256-0930, 9877-2916, 9649-7326 mariozinhotelles@hotmail.com

UFOS em Filme no Ceará

Definitivamente, há alguma coisa estranha acontecendo em Quixeramobim. Terra de Antônio Conselheiro, esse pequeno município no interior do Ceará foi palco, nos últimos anos, de uma série de inexplicados eventos sobrenaturais. Aparições de objetos não identificados e casos de abdução em massa se tornaram frequentes, intrigando a comunidade científica internacional. Mas nada, até agora, havia causado tamanha perplexidade pública quanto o trailer do longa Área Q, uma inédita co-produção Brasil e Estados Unidos filmada na árida e montanhosa região.

Vazado recentemente no YouTube, não poderia ousar mais: flashes de luz aterrorizam a população local, ovnis em forma de balão gigante dominam o vasto céu, e Murilo Rosa surge com visual sertanejo, afirmando em inglês que irá viver por mais de “a hundred and twenty years”… Aos que se impressionaram com a originalidade das imagense dos efeitos especiais, contudo, o diretor e produtor Gerson Sanginitto, brasileiro radicado há 14 anos em Los Angeles, garante que ainda há muito mais por vir.

Aquele trailer era só um esboço, não está totalmente pronto. Nem era para ter vazado – avisa o cineasta, que pretende lançar o longa em setembro nas salas brasileiras e em outubro nos EUA. – Estamos trabalhando em efeitos especiais novos, vai ficar muito bacana.

Sanginitto, que comanda uma produtora baseada em Los Angeles (a novata Reef Pictures), pretende inovar o cinema nacional com o intercâmbio entre os dois países.

Quero ter um produto que eu possa comercializar lá fora e no Brasil – planeja. – Minha ideia não era apenas rodar aqui, mas trazer uma coisa nova para o cinema do país, que é a ufologia. Se eu tivesse feito esse filme no EUA, seria apenas mais um filme de ficção científica…

Formado em cinema na Califórnia, pela universidade Cal State (“A mesma em que Steven Spielberg se formou”, lembra), Sanginitto mantém-se fiel às bases da escola de Hollywood. Quer fazer entretenimento acima de tudo, “mas sem esquecer de passar uma mensagem”. Deixando escapar, aqui e ali, um termo em inglês, ele adianta o main plot do longa: Thomas Mathews, um conceituado repórter americano (interpretado pelo ator Isaiah Washington, mais conhecido como o dr. Preston Burke da série Grey’s anatomy, exibida no Brasil pela Sony), viaja até Quixeramobim para investigar casos de abduções. Depois do ceticismo inicial, começa a acreditar que os fenômenos sejam, de fato, reais, encontrando inclusive conexões com o desaparecimento de seu filho, anos antes.

A gente trata a ficção científica de forma poética – explica Sanginitto.Não chamamos os alienígenas de seres do espaço, e sim de “seres de luz”. Queria fazer uma junção de arte com entretenimento. O personagem é movido pela esperança de reencontrar o filho, nunca desiste desse propósito. É uma mensagem bonita, de renovação, que vai tocar as pessoas.

As filmagens no Nordeste foram extenuantes. A primeira tarefa era encontrar atores brasileiros fluentes em inglês. Funcionou facilmente com Tania Khalil, que interpreta uma cientista. Já Murilo Rosa – que, pelo que o trailer dá a entender, tem um papel central na trama – enfrentou dificuldades no início, mas acabou dando conta ao longo da empreitada.

As condições de clima (com sol a pico o dia inteiro) atrapalharam bastante o orçamento limitado. Nas tomadas noturnas, sempre havia a expectativa de, quem sabe, estabelecer algum contato imediato.

Rapaz, vou te dizer que eu estava doido para ver alguma coisa – admite Sanginitto. – O céu do sertão é incrível, mas não vimos nada. A cidade tem um clima diferente, o povo vive 24 horas em função dos contatos extraterrestres. Parece que 30 % da população de lá, se não foi abduzida, pelo menos já teve alguma experiência. Tem uma atmosfera muito boa que deu ao filme a vibe que ele precisava. Você encontra as pessoas na rua e elas já te contam como viram duas bolas de fogo no céu… E não ficam arregalando os olhos, mas falam como se fosse uma coisa normal. É o único lugar no mundo onde alguém recebe aposentadoria do INSS por abdução.

Apesar das dificuldades, Sanginitto afirma que o nicho de coproduções EUA-Brasil continua a todo vapor, e já adianta três novos projetos em andamento: um thriller “puxado para o terror”, uma sátira política, e um drama intitulado Boa noite Cinderala (“Nada a ver com a droga”, ele frisa). No momento, o diretor ainda trabalha, em parceria com a Estação Luz Filmes, em mais um longa baseado na vida de Chico Xavier (As mães de Chico, que terá outra vez Nelson Xavier no papel do médium).

Acho que estamos vivendo uma nova fase do cinema no Brasil, com uma maior preocupação com a questão do comercial, de fazer os filmes se pagarem – avalia Sanginitto. – Com essa coisa de UFO e sci-fi, estamos mostrando o Nordeste por outra perspectiva. É o lado místico, não o da seca e da miséria. Isso é inovador e vai chamar muito turistas. Se Área Q for o sucesso que eu acho que vai ser, o Ceará entrará no mapa.

N.R.: O filme Area Q também teve locações na cidade de Quixadá, terra da escritora Rachel de Queiroz, e conta com o cineasta cearense Halder Gomes (dos premiados curtas O Astista contra o Caba do MalLoucos de Futebol) na produção.

 * Com texto de Bolívar Torres