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WEBJET, TÔ FORAAAAAAAA !!!

Este AURORA DE CINEMA é, essencialmente, um espaço para divulgar filmes, eventos, personalidades e questões ligadas à Sétima Arte, sobretudo quando se trata de Cinema Brasileiro.

Por isso, você leitor, que me acompanha com regularidade, sabe que estes 3 posts anteriores fugiram ao nosso tema principal porque há horas em que a notícia se impõe e é preciso não silenciar, e ajudar na divulgação de fatos que se inscrevem na pauta do inaceitável, do descalabro, da falta de respeito ao próximo.

Por isso, dividimos a grave denúncia contra o absurdo e irresponsável procedimento da companhia aérea WEBJET – registrado ontem no aeroporto de Fortaleza – em vários posts para que a notícia fique ecoando e possa fazer mais, percorrer muitas trilhas e amealhar possíveis adesões à causa contra o tipo de procedimento inconsequente e aético de uma companhia aérea com seus legítimos mantenedores: os que empregam dinheiro em passagens aéreas e, esperam, no mínimo, ser tratados com respeito e a devida reverência. 

Assim, voltando ao caso ocorrido ontem com o voo 5745 da WEBJET, que faria o trajeto FORTALEZA-RECIFE-SÃO PAULO:

Além da ameaça sofrida por meus amigos, os artistas Michelle Monteiro e Rafael Saar, houve ademais um prejuízo sério e grave para Michelle que, sendo cantora, estava com show agendado para a cidade de Gravatá. Portanto, Michelle precisava estar em Recife no começo da noite, daí sua opção para a compra da  passagem segundo o horário escolhido. Michelle desceria no aeroporto de Recife, onde lá uma pessoa da produção do show de Gravatá já estaria esperando-a para seguirem direto rumo ao município pernambucano.

Em seu descaso, desrespeito e aviltante descompromisso com os acordos firmados com os passageiros, a companhia aérea WEBJET prejudicou Michelle Monteiro e, por certo, todos os demais passageiros, que ficaram horas infindas e desgastantes esperando, sem qualquer explicação plausível ou confiável da WEBJET, no saguão do aeroporto Pinto Martins.

MICHELLE MONTEIRO – e mais a querida Aline Moraes, Rafael Saar, e Hanna Godoy precisam ser ressarcidos do prejuízo moral e profissional sofrido por causa da ação da WEBJET. Urge que a Justiça se faça.

SERIEDADE, CONFIANÇA, COERÊNCIA, RESPEITO, DIGNIDADE, GENTILEZA e EXPLICAÇÕES PLAUSÍVEIS é o mínimo que qualquer  passageiro espera ao adquirir uma passagem áerea.

Não voe jamais WEBJET: Companhia desrespeita passageiros

Continuando com a denúncia do post anterior – ressaltando que escrevo como se com uma agulha entalada na garganta

A DESFAÇATEZ, DESCASO, IRRESPONSABILIDADE e DESCOMPROMISSO da companhia áerea WEBJET – grave este nome e não voe jamais por ela – com seus passageiros – que compraram e pagaram suas passagens no tempo determinado e esperavam, naturalmente, contar com respeito às questões contratuais que valem para ambos os lados – os que compram e os que vão prestar o serviço – chegou às raias do TOTAL DESCALABRO com as regras mínimas do trato social.

Falo aqui por grupo de amigos meus que contava sair ontem de Fortaleza em voo inicialmente marcado para às 17:30h – e que foi remarcado para pouco mais de 2 horas depois – e somente depois das 23h começou a dar sinais de que, finalmente, sairia de Fortaleza rumo a Recife…

Dois desses amigos, Rafael Saar (realizador paulista) e Michele Monteiro (cantora pernambucana) chegaram a dar entrevista pra rádio e para a TV Diário, e foram sumariamente ameaçados por funcionários da companhia WEBJET, que inclusive quase proferiu ‘sentença’ comtra Michelle, tentando amedrontá-la ao afirmar que chamariam a Polícia para levá-la presa. Ao que Michelle, do alto de sua força moral e consicência cidadã afirmou: ‘Pode chamar quem quiser, eu não tenho medo de polícia, eu não criminosa…”

É ASSIM QUE A WEBJET trata seus passageiros…

Você aí, amigo leitor, já riscou o nome desta infame companhia aérea de sua agenda ?

Caso ainda não o tenha feito, faça-o agora. E avise aos amigos sobre os procedimentos aéticos e abjetos desta WEBJET com quem resolve se aventurar em voar pelas suas aeronaves.

III Theória de Fotografia e Vídeo

 

Nos próximos dias 28 e 29 de abril, o Museu do Homem do Nordeste realiza a III Theória – Mostra de Fotografia e Vídeo, com o tema “Imagem: peça de convicção?”

A Mostra nasceu da parceria estabelecida entre o Museu e os profissionais de imagem, sobretudo fotógrafos e cineastas, e converteu-se, desde 2009, num programa de prospecção do Nordeste, apropriado como objeto de estudo antropológico.

O tema proposto para a III THEÓRIA é deliberadamente provocativo, posto que a imagem seja, sem dúvida, um instrumento poderoso ― às vezes decisivo ― da autoridade etnográfica. Imagem é prova, e como coadjuvante da narrativa etnográfica tem, como no Direito, o valor atribuído ao testemunho ocular. Esse é o tema, o papel da imagem na construção da autoridade etnográfica, cujo mau uso pode subtrair do “Outro” o direito de dizer quem é. Participe, “olhe” conosco! 

:: Saiba Mais

THEÓRIA: “acto de ver, de observar, de examinar; acto de ver um espectaculo, de assistir a uma festa; daí, a própria festa, festa solene, pompa, procissão, espetáculo, teoria; deputação (das cidades da Grécia às festas solenes de Olímpia, de Delpos e de Corinto ou aos templos de Zeus Nemeu, de Apolo Délio); função de teoro; contemplação do espírito, meditação, espírito; especulação teórica, teoria (em oposição à prática)”, pelo lat. Theória, “a especulação, a investigação especulativa”. Séc. XVI, segundo Morais. (Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, José Pedro Machado)

 :: Serviço 

Data: 28 e 29 de abril

Horário: 14 às 18 h

Local: Auditório Benício Dias – Museu do Homem do Nordeste

Av. 17 de Agosto, 2187. Casa Forte – Recife – PE

Telefone: (81) 3073 6332 / 6394

Inscrições: preencha a ficha de inscrição AQUI e envie para o e-mail museologia@fundaj.gov.br

PROGRAMAÇÃO 

Quinta-feira, 28 de abril  

14h – Abertura

Prof. Fernando Freire – Presidente da Fundaj

Rita de Cássia Araújo – Diretora de Documentação/Fundaj

Vânia Brayner – Coordenadora geral do Muhne/Fundaj

Maria Fernanda Oliveira – museóloga, coordenadora de Museologia do Muhne/Fundaj 

14h30 – Conferências 

João Roberto Ripper – fotógrafo (RJ)

Fundador do projeto Imagens do Povo. Publicou o livro “Imagens Humanas” uma coletânea com 195 fotos, produzidas ao longo de 35 anos de imersão em lutas sociais, por ele abraçadas como ideais de vida. Ripper é fotógrafo documentarista com a atuação na área de Direitos Humanos. É um dos fundadores da agência Imagens da Terra, cobrindo temáticas sociais diversas em viagens pelo Brasil durante cerca de 10 anos. Em 2004, criou a Escola de Fotógrafos Populares na Maré no Observatório de Favelas do Rio de Janeiro, associada a uma agência-escola e um banco de imagens, constituindo o projeto Imagens do Povo.

Kita Pedroza – fotógrafa (RJ)

Jornalista, coordenadora da Agência-Escola Imagens do Povo, do Observatório de Favelas (RJ). Mestrado em Sociologia e Antropologia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – UFRJ. Por seu trabalho de registro do Sistema Socioeducativo do Rio, o Museu a convidou para ministrar a oficina “Vejo o mundo como sou” para as reeducandas da Colônia Penal Feminina do Recife, dentro do projeto Museu. 

15h10 – Intervalo 

15h40 – Conferência 

Emiliano Dantas – fotógrafo (PE)

Com diversos trabalhos de etnografia visual, atuou nos projetos Museu Múltiplo – Itinerância do Museu do Homem do Nordeste e na Exposição em Processo do Museu da Abolição (MIC); na pesquisa acadêmica O Japão não é longe daqui: Interculturalismo, consumo e estilos de vida; e nas pesquisas culturais Sambadas do Amaro Branco; Orixás – uma tradição viva, Imaginário dos candomblés de Pernambuco; Brasil 500 anos Reflexões – O ensino e o edifício desde o descobrimento ou de Olinda até Várzea, dentre outras. Realizou a curadoria da exposição fotográfica do II Theória

16h – Debate 

17 h – Abertura da Exposição de Fotografia: Museu Múltiplo – Colônia Penal Feminina do Recife – Bom Pastor. Curadoria: Emiliano Dantas 

Sexta-feira, 29 de abril 

14 h – Conferências 

Milton Guran (RJ) – Fotógrafo e Antropólogo

Antropólogo e fotógrafo, doutor em Antropologia pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, França; mestre em Comunicação Social pela Universidade de Brasília – UNB, com pós-doutorado na Universidade de São Paulo – USP. Autor de “Agudás – os brasileiros do Benim” e de “Linguagem Fotográfica e informação”, entre outros títulos. Realizador e coordenador-geral do FotoRio – Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro. 

Leonardo Castro Gomes (PE) – Pesquisador em linguagens do audiovisual e mestre em comunicação, coordenador do Curso de Cinema Digital da AESO. 

14h40 – Debate 

15h40 – Intervalo 

16h – Mostra de Vídeos Curadoria de Kleber Mendonça Filho.

Jornalista, cineasta e crítico de cinema, é programador do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco e do Janela Internacional de Cinema do Recife. Autor dos filmes A Menina do Algodão (2003), Vinil Verde (2004), Eletrodoméstica (2005), Noite de Sexta Manhã de Sábado (2006), Crítico (2008) e Recife Frio (2009), recebeu mais de 100 prêmios no Brasil e no exterior, em festivais como os de Brasília, Gramado, Hamburgo, Karlovy Vary, Roterdã, Clermont-Ferrand, BAFICI e Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes.

SOLIDÃO PÚBLICA
Daniel Aragão
PE, 2008, 16’, cor e P&B, digital

MENINO-ARANHA
Mariana Lacerda
PE/SP, 2008, 13′, cor, 35mm

GAROTAS DE PONTO DE VENDA
Marcelo Lordello
PE, 2007, 26′, cor, digital 

NEGO FUGIDO
Claudio Marques e Marilia Hughes
BA, 2009, 16’, cor e P&B, 35mm

 AS AVENTURAS DE PAULO BRUSCKY
Gabriel Mascaro
PE, 2009, 20′, cor, digital 

AVE MARIA OU MÃE DOS SERTANEJOS
Camilo Cavalcante
PE, 2009, 12′, cor, 35mm

 

CAETANO: Declarações Polêmicas e Inteligência Afiada

Conquistadas as plateias no Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa, o show zii e zie, de Caetano Veloso, chega ao formato DVD, pela Universal, com o selo MTV Ao Vivo (a emissora vai exibi-lo às 21h30 de terça-feira, dia em que começam as vendas nas lojas). Amalgamado à jovem banda Cê – Pedro Sá na guitarra, Marcelo Callado na bateria e Ricardo Dias Gomes no baixo e no teclado -, ele reconstrói músicas da Tropicália para cá, seus “transambas” e “transrocks”, arranjadas a quatro.

Marcos de Paula/AE

Marcos de Paula/AEPaizão – O DVD de ‘zii e zie’ sai por insistência do filho Zeca, que assina a codireção

A gravação foi no Rio, há quatro meses. São 23 faixas. Sob a proteção da asa-delta que lhe serve de cenário, de inspiração carioca, Caetano, que ano que vem chega aos 70, conversa, pula, rebola. Hoje, não mais, lamenta, já que teve uma hérnia de disco, empecilho para pular o carnaval como gosta.

Nos extras, há bastidores interessantes das marcações de palco e da costura do repertório, como o nascimento do arranjo de Lapa, ponto alto de zii e zie, no estúdio, com os “meninos”. A música é uma das que foram testadas antes na série de shows Obra em Progresso, de maio de 2008. Estes também foram registrados e as imagens seguem num disco à parte, vendido numa edição especial, a R$ 49,90. O CD sai a R$ 29,90.

Na quinta-feira à noite, o compositor baiano falou ao Estado sobre esse e outros temas, da discussão sobre a relativização dos direitos autorais ao estilo Dilma de governar.

O DVD está saindo por insistência do seu filho Zeca, de 18 anos, que assina como codiretor. Mas hoje para você, como para tantos artistas, não tem sido um caminho natural CD virar DVD?

Acontece muito, mas o plano do escritório e da gravadora era nenhum. Quando as gravadoras podiam, antigamente, isso já vinha no pacote. Foi difícil pra Paulinha (Lavigne, produtora), porque ela não conseguia patrocinador. Ninguém se animou. Ela fez economias e fez por conta própria, organizando os trabalhos que eu tinha pra financiar esse, e procurando fazer da maneira mais barata possível.

O DVD começa com A Voz do Morto, uma música esquecida nos anos 60, seguida de Sem Cais, que é do repertório de zii e zie, e, depois, vem um clássico, Trem das Cores. Como se dá essa mistura?

Eu acho que é muito forte que um número alto de canções tropicalistas esteja tão sintonizado com o repertório novo. Todas elas se harmonizam muito bem. Deu um show mais agradável de assistir do que o Cê, embora eu ache o disco melhor, porque minhas composições são mais concentradas. O show do zii eu gosto mais, porque é mais fluido, mais palatável.

Depois de cinco anos e dois trabalhos, você vai continuar trabalhando com a banda Cê?

Quero fazer pelo menos mais um CD. Tenho mais ou menos claro uma ideia de como vai ser, mas não muito, porque estou totalmente dedicado a fazer o CD da Gal. Estou compondo todas as canções, coproduzindo as faixas, trabalhando com o Moreno (Veloso, seu filho mais velho), Kassin, Rabotnik.

Quais são os planos para o carnaval? Vai levar sua namorada argentina para ver os trios em Salvador?

Não sei. Tive uma hérnia de disco e a primeira coisa que a fisioterapeuta disse foi: “Não pule”. Então não vou pra rua na Bahia, como eu gosto. O Paraíso do Tuiuti (pequena escola de samba do Rio) me homenageia e eles me convidaram a participar…

Em sua coluna no jornal O Globo, você vem falando da questão dos direitos autorais e do Creative Commons, mas sem fechar questão. Sendo um dos maiores arrecadadores de direitos autorais do Brasil, e informado que está sobre o assunto, ainda não tem uma opinião formada?

Tenho desejo de fazer algum tipo de mediação, ajudar a manter a discussão num nível bom. Ninguém pode negar o conceito de direito autoral e ninguém pode negar a existência da internet. A briga não pode ser maluca. Há canções, como Minha Mulher Não Deixa Não, que ouvi na Bahia, que não são de ninguém. É interessante, mas isso não quer dizer que Garota de Ipanema não seja de Tom Jobim, que Saudade da Bahia não seja de Dorival Caymmi.

Você está na lista do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) de 2009, publicada em 2010, como o autor com terceiro maior rendimento do País.

Então eu acho que devo defender o Ecad… (risos)

Esse dado mostra que, em 2009, o primeiro lugar foi do Victor, da dupla Victor & Léo, depois vieram Roberto Carlos e você.

Eu adorei essa companhia, não sabia. É bom estar em terceiro lugar, é o lugar de Alegria, Alegria no festival (de 1967)… Ou terá sido quarto? (foi quarto)

Você diz que não “entende de dinheiro”. Não sabe quanto recebe de direitos?

Realmente não faço as contas, não pergunto, isso é muito ruim. Mas sei que o Ecad passou a arrecadar melhor nos últimos anos, todo mundo diz isso. Você vê que o Roberto Carlos se pronuncia nitidamente, chegou a dizer que faria uma passeata se quisessem acabar com o Ecad. Alguns dos que defendem o Creative Commons dizem que o Ecad é uma caixa preta, os outros, que o Ecad é transparente. A indústria são várias camadas que vão se acomodando, não se pode chegar como se fosse o anjo exterminador.

Em mais de 40 anos de carreira, o que lhe deu mais dinheiro: venda de disco ou show?

O que se diz é que se ganha mais dinheiro com show. Quando eu estava na Inglaterra (nos anos 70), o pessoal dizia: os Rolling Stones, The Who e Led Zeppelin gastam fábulas pra produzir um show, com o qual eles não ganham quase nada, para poder vender o disco. No Brasil, nessa época, já era pelo menos igual ou superior o que se ganhava em shows em relação aos discos. Ou seja, os brasileiros já estavam acostumados a isso. Aqui, o show de sucesso lotava a casa e você ganhava mais dinheiro do que com os discos. Ficou mais parecido com o que era no mundo de língua inglesa, e lá ficou mais parecido com o que nós éramos. É a brasilificação do mundo.

Li que você está “adorando” o governo Dilma.

O Lula era show business, e eu já sou muito show business. Há um alívio geral. Mesmo em quem adorava Lula, com o show permanente, eu noto isso. Não necessariamente desmerece Lula, porque são personalidades diferentes. O Lula encheu o saco, mas o Lula é maravilhoso. Esse período Fernando Henrique Cardoso-Lula foi auspicioso para o Brasil, era muito uniforme, um contínuo, embora os petistas digam que não. Eles terem chegado lá já é algo bom, mesmo que não tivessem conseguido resultados para a população. É por isso que a gente engole mensalão, compra de deputados para a reeleição de Fernando Henrique…

Você leu o texto de Antonio Risério, publicado no “Estado”, em que ele fala que Pernambuco está em fogo alto, e a Bahia, em banho-maria?

Ele está certo. Você chega ao Recife e sente que há uma ideia a respeito de como tratar a cidade. Em Salvador, não. Você não sabe se o prefeito conversa com o governador. Parece uma cidade abandonada, é feio, é triste. E o Recife está maravilhoso.

Diz-se, em tom de piada, que “Caetano opina sobre tudo”. Você dá muita entrevista, fala em todos os documentários sobre música. Sente-se superexposto?

Me chamam pra falar… Mas o Nelsinho Motta está em mais! Às vezes tenho vontade de parar, não falar. Eu gosto de dar entrevista, mas quando eu leio raramente gosto, e, muitas vezes, eu fico amargurado.

Roberta Pennafort / RIO – O Estado de S.Paulo

JANELA DE CINEMA Recebe Inscrições

 
A 3a Janela Internacional de Cinema do Recife tem como objetivo o acesso do público a obras diversas da produção nacional e internacional em curtas e longas-metragens, aliando a exibição ao diálogo sobre cinema.
 
 JANELA DE CINEMA é uma realização da CinemaScópio Produções Cinematográficas e Artísticas. 
   
 
Além de focos específicos, o Festival será composto por mostras competitivas, as quais se dividirão de acordo com as seguintes categorias: 
 
 
  
 formato de captação de imagem, de qualquer gênero, realizados a partir de janeiro de 2009, com duração máxima de 35 minutos, cujos realizadores sejam brasileiros;
 
MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL
na qual concorrerão filmes produzidos em qualquer formato de captação de imagem, de qualquer gênero, realizados a partir de janeiro de 2009, com duração máxima de 35 minutos, cujos realizadores sejam estrangeiros ou residentes no exterior.
 
Os filmes inscritos deverão ser enviados para a produção do festival até dia 11 (mostra internacional) ou 18 de junho para a competição brasileira (data de postagem). 
Após a inscrição on-line no site, os concorrentes deverão enviar para a produção do festival o seguinte material:  

– Uma cópia em DVD da obra ou um link para baixar ou assistir na internet,

– A ficha de inscrição impressa e assinada.

Endereço para envio:

CinemaScópio – 

 3a Janela Internacional de Cinema do e escaneada, para o endereço

O festival acontecerá em Recife, de 12 a 20 de novembro. 

 

 

FÁBIO ASSUNÇÃO Vira Padre

Fábio Assunção roda até dia 3 em Recife o longa O País do Desejo, de Paulo Caldas. O filme conta a história de uma pianista clássica de renome que luta contra uma doença crônica nos rins.

Roberta (Maria Padilha) se dedica com disciplina e paixão à música. Durante uma viagem, naquela que pode ser a sua última turnê, ela passa mal e desmaia em um concerto.

Foto: Otávio de Souza / Divulgação

Internada numa clínica, conhece Padre José (Fábio Assunção com Juliana Kametani, que interpreta uma enfermeira), pároco da Igreja de Santo Agostinho, extremamente envolvido com a comunidade, localizada em área rural canavieira próxima à capital. Juntos, eles viverão uma insuspeita paixão.

A partir daí, a família de José passa a ter importância fundamental na história, uma vez que o pai, Dr. Orlando (interpretado pelo veterano ator pernambucano Germano Haiut) e seu irmão César (Gabriel Braga Nunes) são médicos e donos da Clínica do Rim em que Roberta está internada.

Os temas família, amor, celibato, medicina e igreja se misturam. Apesar de ser um drama contemporâneo, tem linguagem leve, próxima da comédia. A estréia está prevista para o primeiro semestre de 2011.

Joaquim Nabuco x Negritude: BrasilÁfrica

Desde ontem, em meio às atividades do Ano Nacional Joaquim Nabuco, o auditório Benício Dias, do Museu do Homem do Nordeste, em Recife, abriga o ciclo de seminários Escravidão no Atlântico Sul e a Contribuição Africana no Processo Civilizador Brasileiro. Promovido pela Diretoria de Pesquisas Sociais da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), os seminários têm como objetivo estimular o debate entre pesquisadores que estudam o tema da escravidão. 

“A ideia é ressaltar a resistência da população africana. Os palestrantes dos seminários são historiadores que discutem esses tipos de resistência, seja no âmbito da família, da educação ou da economia. Queremos enfatizar a luta dos africanos“, comenta a pesquisadora Rosalira dos Santos Oliveira, uma das organizadoras do seminário e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Fundaj.



O evento segue até sexta e é aberto ao público. As inscrições, gratuitas, podem ser realizadas pelo site http://www.fundaj.gov.br ou pelo e-mail: neab@fundaj.gov.br. Quem não poder ir até o Museu do Homem do Nordeste (Avenida 17 de Agosto, 2187, Casa Forte) pode acompanhar as palestras e mesas-redondas ao vivo, também pela internet: http://nabuco.fundaj.gov.br/aovivo.

Ao final do seminário, na sexta-feira, será aberta a exposição Para que não esqueçamos: o triunfo da escravidão, na Galeria Massangana, da Fundaj, em Casa Forte (Avenida 17 de agosto, 2187). A mostra é organizada pelo Centro Schomburg da Pesquisa Cultura Negra, sediado em Nova York, e integra o projeto A rota dos escravos, da Unesco.

São 32 painéis ilustrativos, com textos bilíngües (português e inglês), que apresentam fotografias e pinturas sobre a história da escravidão negra nas Américas, desde o início até sua influência na arte contemporânea feita na África e por afro-descendentes. A mostra fica em cartaz até 12 de junho.

Programação completa:
Dia 12/5 (quarta-feira)
14h – Abertura

15h – Conferência de abertura – Negociando vidas: História de traficantes de escravos africanos

•     Conferencista: Marcus Joaquim Maciel de Carvalho–professor titular História/UFPE

•     Coordenação: Adolfo S. Nobre – Diretor do Museu da Abolição

16h20 – Mesa Redonda 1: Trocas econômicas e simbólicas entre as duas bordas do Atlântico sul: Relações Brasil e África

•     Acácio Almeida Santos (PUC/SP)
•     Lisa Earl Castilho (UFBA)

•     Coordenação: Lindivaldo Júnior – Assessor técnico da Secretaria de Cultura da Prefeitura da Cidade do Recife

Dia 13/5 (quarta-feira)

14h – Mesa Redonda 2: Tecendo letras e lutas: Iniciativas educacionais do povo negro

•     Maria Lúcia Rodrigues Muller (UFMT)
•     Itacir Marques da Luz (Secretaria Estadual de Educação-PE)
•     Ana Flávia Magalhães Pinto (Doutoranda Unicamp/SP)

•     Coordenação: Maria de Fátima Oliveira Batista – Coordenador do GTêre – Secretaria de Educação Esporte e Lazer – Prefeitura da Cidade do Recife

16h20 – Mesa Redonda 3: Laços de família, relações de parentesco, afetividade e resistência: a família negra sob a escravidão.

•     Isabel Cristina F. dos Reis (UFRB)
•     Cristiane Pinheiro S. Jacinto (IFMA)
•     Solange Pereira da Rocha (UFPB)

• Coordenação: Rosilene Rodrigues – Diretora da Diretoria de Promoção da Igualdade Racial/Secretaria de Direitos Humanos e Defesa Cidadã da Prefeitura da Cidade do Recife

Dia 14/5 (sexta-feira)

14h – Mesa Redonda 4: Lutas políticas, organização e estratégias dos povos africanos no Brasil 

•     Isabel Cristina Martins Guillen (UFPE)
•     Paulino de Jesus Cardoso (UDESC/SC)
•     José Bento Rosa da Silva (UFPE)

•     Coordenação: Drª Maria Bernadete Azevedo Figueroa Procuradora de Justiça – Ministério Público de Pernambuco – coordenadora do GT Racismo

17h30 – Conferência de encerramento: O triunfo sobre a escravidão

•       Conferencista: Ubiratan Castro de Araújo – professor UFBA, diretor-geral da Fundação Pedro Calmon

•       Coordenação: Rosalira Santos Oliveira – Antropóloga e pesquisadora (Fundaj/Dipes)

19h – Momento de Congraçamento: Apresentação cultural

Santoro e Assunção em Novos Filmes

Rodrigo Santoro terá de engordar dez quilos para viver Heleno, jogador de futebol e personagem principal do longa de Zé Henrique Fonseca.

A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada nesta quinta-feira pela Folha.

Outro ator que também terá que se sacrificar pelo personagem é Fábio Assunção, que está deixando a barba crescer para viver um padre em Amor Sujo, de Paulo Caldas, que começa a ser rodado no Recife na próxima semana.

Fábio Assunção começa a filamr semana que vem em Recife

Betty Faria no Teatro Santa Isabel

Betty Faria não teve feriado nesta semana. “Foi feriado para Tiradentes, porque eu gravei novela”, brinca. Atriz de televisão, teatro e cinema, Betty diz que a calmaria não tem vez no seu cotidiano. “Gostaria que o dia tivesse 36 horas”. Atualmente, a eterna Tieta do Agreste está na telinha na novela Uma Rosa com Amor, do SBT, e no teatro com a montagem Shirley Valentine, com apresentações neste sábado e domingo, no Teatro Santa Isabel.


Espetáculo será apresentado neste sábado e domingo, no Teatro  Santa Isabel Foto: Aguida Amaral/Divulgacao

O texto da peça,  já adaptada ao cinema, é do inglês Willy Russel (o papel no teatro também já foi de Renata Sorrah, em 1991). Trata-se de uma mulher que, depois de um casamento de anos, filhos criados, se vê – literalmente – conversando com as paredes. Até que uma amiga a convida para fazer uma viagem pelas ilhas gregas. Mas ela ainda não tem certeza se vai viajar. “Não é papo de mulherzinha. Toca o coração de homens, jovens, mulheres, gays. Essa mulher é uma pessoa que tem uma vontade imensa de viver, mas que está amortecida”.

A atuação (que rendeu à atriz a indicação ao prêmio Shell na categoria melhor atriz – vencida por Fernanda Montenegro, de Viver sem Tempos Mortos) no monólogo marca o reencontro de Betty Faria com os palcos, depois de mais de dez anos longe do teatro. “São coisas da vida. Não sei te dizer porque foi tanto tempo. Realmente não sei. Quando estreei em São Paulo, vi como tinha sido uma boba. Deixei a vida me levar. E é verdade que foi uma década bastante complicada em minha vida, em vários sentidos”.

A atriz conta que o primeiro ‘encontro’ com Shirley Valentine aconteceu em janeiro de 2008, quando recebeu o texto de um produtor paulista interessado em montar a peça.

Só que, à época, Betty estava na televisão, na novela global Duas Caras. O trabalho, aliás, vinha se sucedendo de forma quase ‘engatinhada’. Betty fez o show BettyFaria.Doc, em que era acompanhada por uma banda, no Rio e em Fortaleza; atuou no filme Chega de Saudade, de Laís Bodanzky; nas novelas Pé na Jaca e Duas Caras.

Tempos depois, numa homenagem que recebeu do Banco do Brasil, Betty fez a leitura do texto. “Não pensava em fazer um monólogo, já tinha feito Camaleoa (1993), estive até aí no Recife. Mas ela (Shirley) aconteceu. Fui me encantando pela mensagem de força, superação, mudança, esperança”. A atriz conta ainda que não esperava a repercussão da peça e que está feliz por vir ao Recife. “É minha cidade de coração. Sou cria de ‘vó pernambucana’. Só tem uma tristeza: “não vou ficar o tempo que preciso para matar a saudade”.

Querida e aplaudida em todo o país, Betty Faria aporta em Recife para apresentação no histórico Teatro Santa Isabel

Shirley Valentine estreou em abril do ano passado, com direção de Guilherme Leme. O texto foi traduzido por Euclydes Marinho, com adaptação dele e de Leme, e mostra de forma muito contundente a situação limite de uma mulher. “Eu não sabia se fazia o que eu queria ou o que eu tinha de fazer. Estávamos em pé na fila do check-in, eu e a Jane. Eu perguntei para ela ‘pra que tanta vida se a gente não usa?’ Ela disse que era culpa dos homens e continuou a ler sua revista. Bobagem, não são os homens que fazem isso com as mulheres”.

Serviço  Shirley Valentine, com Betty Faria
Onde: Teatro Santa Isabel
Quando: sábado, às 21h; e domingo, às 20h
Quanto: R$ 80 (plateia), R$ 40 (meia); R$ 60 (camarote), R$ 30 (meia), à venda na bilheteria do teatro e na Saraiva do Shopping Recife
Informações: (81) 3232-2940

* Reportagem de Pollyanna Diniz, de Recife

SIMONE GRAVA DVD em Recife

A cantora SIMONE escolheu Recife para registro do DVD é fruto de parcerias para a execução do DVD Na Veia: hoje e domingo, Simone é atração em show no teatro Guararapes.

“Queria ter ido ir antes a Pernambuco, mas não conseguia casar a agenda com bons apoios. Quando a gravadora me mostrou a proposta de vir para cá (o Nordeste), achei ótimo. Assim posso rever a cidade de que tanto gosto, e fazer um trabalho bonito.”

O espetáculo será gravado sem cortes (“Acho isso (as interrupções) um saco. Quem vai ao show não quer saber se o áudio está ruim. Isso é um problema meu”), e terá direção de José Possi Neto, conhecido por imprimir refinamento em tudo que faz.

“Gosto do desafio de mostrar um repertório novo, principalmente em teatros. Dá para costurar bem o tema que quero propor. O espaço fechado proporciona isso. Em lugares mais abertos, tudo fica complicado”, explica. A costura de que ela fala é a experiência literária de narrar o desejo, a paixão, temas latentes em todas as 20 canções apresentadas. Muitas delas têm a pegada quase narrativa do sexo, como a versão para Paixão, de Kleiton e Kledir.

Talvez a escolha para tais canções seja o momento atual da intérprete, que chega aos 60 anos – 37 de carreira – em plena forma e ainda arrancando suspiros. “Estou feliz. Eu sou uma pessoa muito feliz”, limita-se a dizer. “Quando gravei o álbum, queria uma coisa mais para cima. Um amor leve. Não me permito mais pensar em nada pesado. Não me dou esse direito”, completou. E essa leveza é sentida quando ela se revela sem arrependimentos, nem da fase dita cafona, na década de 80, nem do álbum de canções de Natal.

“Não me arrependo de nada. Tudo faz parte da minha história. Meus únicos arrependimentos são de não ter começado a estudar canto mais cedo, nem de tocar bem um instrumento. Vivo o hoje, o ontem já foi. Esse é o meu melhor momento”, afirma.

Depois da passagem por Pernambuco, Simone segue para uma rápida turnê no Norte do país e, em seguida, vai para Lisboa (Portugal), onde tem público cativo. Para o próximo ano, a inquieta cigarra já planeja voos mais altos, como a gravação simultânea de dois álbuns. “Seria uma loucura, mas quero muito fazer. Talvez eu passeie pelos anos 80. Tenho muita vontade de gravar um CD só com músicas da Marina. No disco Na veia, eu gravei uma música dela e acho que essa parceria pode render muito mais”, finaliza, deixando uma pista dos caminhos que pretende percorrer.

“Sou extremamente insegura. Acho que todo artista é assim. Nunca me sinto realizada. Não sou compositora e fico muito nervosa antes de cantar. Sou a madrasta de mim mesma. Meu trabalho é só alegria e prazer, mas parece que tem um diabinho sempre falando atrás. O passar do tempo é cruel, mas ao mesmo tempo é maravilhoso. Sem isso não teria o tesão de cantar Minha formação é ampla, sem preconceitos. Só não consigo entender a música eletrônica. O que me prende é melodia, não batida”