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La PIRES é a GLÓRIA !

 

Uma fonte inesgotável de talento, Gloria Pires nos surpreende a cada novo papel. Basta ligar o seu televisor no horário nobre global para se deparar com um show de interpretação da atriz. Na pele da vilã Norma, ela promete uma memorável interpretação, assim como na famosa novela “Vale Tudo”, na qual ela deu vida a Maria de Fátima. Se você é fã, admirador ou curioso pela trajetória de Gloria Pires, não perca a chance de ler a biografia dos 40 anos de Glória na teledramaturgia.

Ela é uma das atrizes brasileiras mais bem sucedidas de todos os tempos. O seu currículo é de dar inveja a qualquer profissional. Foram 21 novelas, 13 filmes, duas minisséries e diversos programas especiais em 40 anos de carreira. Seu nome é sinônimo de sucesso.  

Em uma simples consulta no Google, Gloria Pires aparece em mais de um milhão de citações. A atriz está à frente de todas as grandes estrelas da tevê nacional. “O tempo não apaga da lembrança dos fãs a maquiavélica Maria Fátima, na telenovela “Vale Tudo”, ou as inesquecíveis irmãs gêmeas Ruth e Raquel, de” Mulheres de Areia” .  

Para coroar essa brilhante carreira, a Geração Editorial lançou em 2010 “40 anos de Gloria”, (346 páginas, R$ 39,90, com mais de 100 fotografias coloridas e em preto-e-branco), a história da longa e vitoriosa carreira de uma atriz ainda jovem, mas com 40 anos de atuações marcantes e cenas antológicas. Embora trate da vida de Gloria, o livro não é propriamente uma biografia, mas a história de sua carreira na televisão e no cinema.

Os autores Eduardo Nassife e Fábio Fabrício Fabretti desvendam a trajetória de Gloria desde a sua estreia em 1969, aos quatro anos de idade, até o período que viveu em Paris com a família, em paz e longe dos holofotes.

Na obra há detalhes da vida de atriz, de mãe, de esposa, da celebridade, inclusive da cantora (sim, Gloria canta) com relatos em primeira pessoa de Gloria Pires sobre todos os grandes acontecimentos da sua carreira e do dia-a-dia de uma mãe de quatro filhos. Os depoimentos são em ordem cronológica e reveladores.  

O livro – uma edição de luxo a preço quase popular, apenas R$ 39,90 – foi impresso em tamanho 21 x 23 centímetros e papel especial, com mais de 100 imagens resgatadas de álbuns de família, arquivos pessoais, divulgação e mais um ensaio exclusivo realizado pelo reconhecido fotógrafo Marcelo Faustini. A capa foi um presente do designer Giovanni Bianco, que também trabalha para Madonna e é um dos maiores designers de moda do planeta, com escritório em Nova York.


Capítulos de uma vida que mais lembra um filme 

Entre os 25 capítulos, há histórias sobre a gravidez de risco da mãe da atriz, o início precoce da carreira de Gloria aos quatro anos, o trabalho com o pai, o talentoso ator Antonio Carlos Pires, as primeiras participações em programas humorísticos, uma reprovação traumatizante, os primeiros papéis de repercussão, como Marisa, em “Danci’n Days” e Zuca em “Cabocla”, a convivência com os amigos mais velhos, como Lauro Corona e Daniel Filho, os nascimentos dos seus quatro filhos e a interrupção de duas gestações precocemente.

O livro contém curiosidades, como os dois convites feitos pela revista Playboy, para posar nua, as cirurgias dentárias reparadoras, a tatuagem no pé, além dos frequentes problemas de saúde ao longo da sua premiada carreira.  

Os autores abordam o rigoroso profissionalismo da atriz e sua obsessão com a disciplina nas preparações para viver seus personagens. Exemplo: para viver a heroína Maria Moura, na minissérie “Memorial de Maria Moura”, em 1994, Gloria Pires fez aulas de equitação, tiro e até curso básico de sobrevivência na selva. “Maria Moura trouxe uma mulher poderosa dentro de mim”, conta. Para interpretar com maior riqueza de detalhes a heroína, durante um treinamento de tiro, a atriz quase se machucou quando atirou com uma espingarda calibre 12. 

Nas páginas também há relatos emocionantes e sinceros sobre com a convivência com as atores mais velhos como Lauro Corona, seu grande amigo e Daniel Filho, que a reprovou em um teste para quando ainda era garota.  


No set de filmagem 

Gloria esteve presente nos filmes de maiores públicos e de reconhecimento internacional desde a retomada no cinema nacional, como nos papéis de Helena e Claudio, em “Se Eu Fosse Você 1 e 2”, além de fazer parte do elenco de “O Quatrilho”, que levou um longa-metragem brasileiro a concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1995, depois de um jejum de 33 anos. Além de estrelar a mãe do presidente Lula, Dona Lindu, em “Lula, O Filho do Brasil” neste ano e participou de outras 10 produções nacionais. Ela quase interpretou a pintora mexicana Frida Khrlo, em uma produção estrangeira. 

Recebendo o troféu Candango no Festival de Brasília…


DEPOIMENTOS  

Na parte final da obra, diretores, atores, atrizes e familiares deixam um recado para Gloria Pires. Entre eles estão Stephan Nercessian, Daniel Filho, Cléo Pires, Joanna Fomm, Reginaldo Faria, Rogéria, Arlete Salles, Malu Mader, Regina Duarte, Denis Carvalho, Orlando Morais e Aguinaldo Silva. Confira alguns trechos: 

Em “A Partilha”, tinha pouco dinheiro para o filme e todo mundo sabia disso. Meu prazo era curto e a Gloria passando mal com a gravidez. As pessoas falavam para substituí-la. Respondia que não faria isso de jeito nenhum. Sem ela, não teria filme. Resolvi dar uma parada e banquei tudo até ela melhorar”, Daniel Filho 

“Ela tem uns recursos espontâneos, naturais, que eu admiro demais numa atriz. Era difícil contracenar com ela. Levava aquela frieza da Maria de Fátima às últimas consequências, com muita propriedade e talento”, Regina Duarte 

“Adoro escrever para a Glorinha porque ela encaixa o tom do personagem como realmente queremos.”, Aguinaldo Silva 

“Tenho grande admiração por Gloria. Fui muito amiga do pai dela. Trabalhamos juntos em rádios e tevês. Ele só podia fazer uma filha como Gloria Pires. Ela é uma atriz inteira, quente, aglutinadora. Ela sempre se põe no jogo da comunicação humana e se entrega de uma forma simples e delicada. Mas muito forte. Merece todo o sucesso que tem. E todo o nosso carinho. E todo o nosso reconhecimento” Fernanda Montenegro

 

Geração Editorial

Enfim, As Cariocas de Stanislaw na Telinha

 

Dia 19, a Rede Globo passa a exibir uma nova minissérie. Baseada na obra do lendário Lalá – jornalista carioca Sérgio Porto – o Stanislaw Ponte Preta –, As Cariocas reúne, de uma só vez, dez das maiores beldades da TV e Daniel Filho, que, desde 1999 (depois de dirigir a novela Suave Veneno), trocou a telinha pela telona e se tornou um dos maiores campeões de bilheteria do país: são dele os sucessos Se Eu Fosse Você e Chico Xavier.

Com As Cariocas, o diretor comemora o retorno aos seriados. Em 1998, ele foi o responsável por Malu Mulher; em 1997 por A Justiceira; e, em 1996, por A Vida Como Ela É…. A nova incursão tem episódios independentes, sem trama fechada, mas que dialogam por meio do cenário e das temáticas: amor, ciúme, sensualidade, traição.  

AS  BELDADES  CARIOCAS

ALINNE MORAES, A Noiva do Catete  

Nádia não lava roupa para não estragar a pele. Sua maior qualidade é o altruísmo: ela adora fazer homens felizes. No caso, o marido e o amante. A atriz contracena com Ângelo Antônio e Nelson Baskerville.  

PAOLA OLIVEIRA, A Atormentada da Tijuca  

Clarissa não mede esforços para afastar os homens. O pavio curto, no entanto, funciona como um verdadeiro ímã para o sexo oposto. Na produção, a atriz faz par romântico com Gabriel Braga Nunes, que retorna à Globo depois de uma temporada na Record.  

 

DEBORAH SECCO, A Suicida da Penha  

Alice é como a Lapa: intensa, sensual e, à primeira vista, um pouco sombria. Só quem já sofreu algum desgosto pode entender o humor afiado – desta moça envolvente que ainda não decidiu o que quer da vida.  

GRAZI MASSAFERA, A Desinibida do Grajaú  

Ex-gordinha que virou um mulherão, Michelle é também ex-moradora do Grajaú que tomou gosto pelo requinte da zona sul. Mas ela precisa voltar para o bairro de origem e descer do salto. Agora ela quer ver quem se atreve a mexer com ela. Em cena com Grazi está Marcelo D2.  

ADRIANA ESTEVES, A Vingativa do Méier

Celi passa tanto tempo na casa dos pais que nem parece que casou há cinco anos. Suspeita das traições do marido, mas, em vez de fazer um barraco, paga na mesma moeda. E com juros e correção monetária. Aílton Graça interpreta o marido. O amante é Joaquim Lopes, namorado da atriz Paola Oliveira, estreando na TV.

ANGÉLICA, A Traída da Barra  

Maria Teresa leva uma vida perfeita até descobrir que era traída pelo marido. Sua forma de lidar com o baque foi a decisão de se vingar da mesma maneira. A curiosidade do episódio é que Angélica contracena com Luciano Huck e que o casal, na vida real, mora na Barra. É o retorno da loira à ficção, que atuou em Caça Talentos e Um Anjo Caiu do Céu.

SÔNIA BRAGA, A Adúltera da Urca  

Júlia é esposa exemplar até descobrir um passatempo um tanto quanto problemático: seduzir homens que não eram seu marido. O episódio marca o retorno de Sônia Braga à TV brasileira, quatro anos depois de fazer Páginas da Vida. Também é o reencontro emocionado do trio que abalou em Dancin’ Days: Sônia, Antônio Fagundes e Daniel Filho, que registra a felicidade batizando os personagens do casal como na novela. Eles são, de novo, Júlia e Cacá. Regina Duarte também está em cena. 

FERNANDA TORRES, A Invejosa de Ipanema  

Cris é linda, rica e mora de frente à Praia de Ipanema. Sua vida, no entanto, não é perfeita. Equilibrar desejos, negócios, amantes, marido e o horário no salão de beleza é mais complicado do que parece.  

ALESSANDRA NEGRINI , A Iludida de Copacabana  

Marta faz questão de vender uma imagem perfeita. É casada, mora na Zona Sul e sua rotina é a de boa mãe de família: passear no calçadão e lembrar, ocasionalmente, do marido. No episódio, Alessandra contracena com Eriberto Leão.   

CINTIA ROSA
A Internauta da Mangueira Gleicy é como as mulatas dos sambas da Mangueira, desejada por todos os homens da Estação Primeira. O defeito é o marido. Bem casada, mantém as aparências de boa moça, mas, na Internet… Eduardo Moscovis é o marido, Preta Gil, a irmã, e Marcos Winter é um detetive.  

O ORIGINAL E O NOVO

 
Há 43 anos, As Cariocas, de Sérgio Porto, era publicado. Do livro de crônicas, apenas dois textos foram utilizados na adaptação de Daniel Filho para o século XXI: A Desinibida do Grajaú e A Noiva do Catete. Os outros oito episódios foram escritos por Euclydes Marinho, Gregório Duvivier e a jovem Adriana Falcão, mas com o cuidado de manter o humor cínico e a verve do escritor.    

STANISLAW PONTE PRETA Jornalista com os dois pés no humor, Sérgio Porto começou a publicar suas primeiras piadas e crônicas no final dos anos 1940 sob o pseudônimo Stanislaw Ponte Preta. Especialista em mulheres, sexo, futebol e boemia, o autor contava, com acidez, o cotidiano no Rio de Janeiro. Publicou As Cariocas em 1967, um ano antes de ser assassinado, aos 45 anos. Escreveu 13 livros.  

NOVELAS em Destaque no CCBB

 Elas começaram vinculadas ao teatro, alcançaram projeção nacional impressionante e hoje são exportadas e desenvolvidas de acordo com as oscilações da audiência. As novelas de televisão, uma das maiores especialidades brasileiras, despontam como o foco do evento A História da Telenovela, série de nove encontros mensais que começa hoje, às 18h30, no Teatro 1 do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com entrada franca

Na abertura, Regina Duarte conversa com o público sobre a sua trajetória na TV, desde a primeira novela (A Deusa Vencida, de Ivani Ribeiro, na extinta TV Excelsior), sempre como protagonista.  

 

Também vão ajudar a contar a história dos 60 anos de TV no Brasil, Nathalia Timberg, Eva Wilma, Laura Cardoso, Ana Rosa, Nicette Bruno, Paulo Goulart e Silvio de Abreu

    

Idealizador do evento, o produtor Hermes Frederico evoca as novelas mais marcantes ao longo das décadas, como 25499 Ocupado, O Direito de Nascer, Irmãos Coragem, Selva de Pedra, Roque Santeiro e Vale Tudo, tanto pelo pioneirismo quanto pela consolidação da audiência. Hermes tinha 5 anos quando assistiu a 25499 Ocupado, primeira novela diária da TV brasileira, com Tarcísio Meira e Glória Menezes.  

– Na minha infância, na década de 60, os capítulos duravam meia hora, e pude assistir a O direito de nascer, assim como a várias novelas da Excelsior e da Tupi, além dos primeiros sucessos da Globo, como Um rosto de mulher e O sheik de Agadir – recorda. 

Origem no teleteatro

A televisão começou diretamente vinculada ao teatro. Basta lembrar os teleteatros, que proporcionavam ao telespectador contato com peças inteiras, gravadas ao vivo. 

Todas as emissoras tinham os seus teleteatros, com as peças ao vivo e depois em videotape, com boa audiência. As novelas foram ocupando esse espaço – analisa Hermes. – Nos anos 60 e 70, a televisão reuniu nas novelas grandes autores e atores de teatro.  

 

Sônia Braga dança com Paulete na saudosa Dancing Days de Gilberto Braga, uma das novelas de maior audiência da TV … 

Pioneira na televisão, Eva Wilma firmou parcerias artísticas importantes com os maridos, John Herbert (Alô, Alô Doçura) e Carlos Zara, e com autores como Cassiano Gabus Mendes

 

Eva Wilma é uma das atrizes que vão abrilhantar o evento do CCBB 

Cassiano foi meu mestre na televisão. Tão importante quanto José Renato e Antunes Filho foram para mim no teatro – confirma a atriz. 

O grande salto qualitativo de Eva Wilma veio com a oportunidade de interpretar as gêmeas Ruth e Rachel em Mulheres de Areia, de Ivani Ribeiro, outra autora determinante na sua carreira: 

Fiz heroína e vilã, ao mesmo tempo, numa época em que a televisão era mais artesanal. Passei por um período intenso de ensaios. E me dei conta de que os vilões são interessantes porque repletos de conflitos. Procuro mostrar o lado humano deles, com humor e uma alegria suicida. 

 

Regina Duarte e a inesquecível Dina Sfat em Selva de Pedra, clássico de Janete Clair 

A composição da megera de A Indomada, de Aguinaldo Silva, contrastou com a sobriedade da personagem do seriado Mulher. A atriz traz à tona uma série de trabalhos marcantes, como O meu pé de laranja lima, adaptação de Ivani Ribeiro para o romance de José Mauro de Vasconcelos. 

Propunha marcações para a personagem. Lembro que antigamente a televisão não era simultânea – compara a atriz. – Então, a novela tinha terminado em São Paulo, mas não em Minas Gerais. Fomos até lá fazer um grande capítulo ao vivo. Quando saí do avião, uma multidão gritava o nome da personagem. 

Em A Viagem, a atriz entrou em contato com o mundo espiritual. 

Tivemos uma palestra interessantíssima com Chico Xavier, antes do início das gravações – lembra Eva. 

Eva Wilma abordou ainda o período da ditadura militar em Roda de Fogo, de Lauro Cesar Muniz, através da torturada Maura. 

Foi uma oportunidade de falar sobre o que a nossa geração passou – sublinha a atriz, que se prepara agora para as gravações de Araguaia, próxima novela das 18h, de Walter Negrão. 

Com história acumulada na televisão, Nicette Bruno fez teleteatro, passou por emissoras como a Tupi, a Rio e a Continental até desembarcar na Globo, no seriado Obrigado, Doutor

 

Reginaldo Faria e Luís Gustavo na primeira versão de Ti Ti Ti,  de 1985 

Antigamente, a TV era um bico para os atores. Até que o hábito de ver novelas começou a deslanchar – destaca Nicette, que pode ser vista atualmente no remake de Ti-Ti-Ti, de Maria Adelaide Amaral.

* Texto de Daniel Schenker, do JB    

Comandatuba Reúne Artistas e Empresários

Hebe Camargo, Adriane Galisteu e Alexandre Iódice, Christiane Torloni e Ignácio Coqueiro, Regina Duarte e Eduardo Lipincott; Geraldo e Lu Alckmin, Eduardo Guedes, Ana Paula Padrão, Celso Zuccateli, Ricardo Acioly, Silvia Poppovic e Arnaldo Cezar Coelho foram convidados por João Doria Jr., presidente do LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, para participar do 9º Fórum Empresarial de Comandatuba.

 

O evento reunirá 700 participantes, entre empresários, governadores, prefeitos, parlamentares e artistas, entre os dias 21 e 24 de abril, no hotel Transamérica Comandatuba.  

Os maiores chefs do país foram convidados para preparar os menus do evento e receberão os convidados com as delícias da culinária nacional e internacional: Henrique Fogaça, do Sal Gastronomia, de São Paulo; Alessandro Segatto, do La Risoteria, de São Paulo; Eric Berload, do Fasano, de São Paulo; Dadá, do Sorriso da Dadá, de Salvador; Bel Coelho, do DUI, de São Paulo; Edinho Engel, do Amado, de Salvador; e Ana Luiza Trajano, do Brasil a Gosto, de São Paulo.

LIMA DUARTE FAZ 80… VIVAAAAAA !

Mineiro de Desemboque, LIMA DUARTE chega aos 80 pra glória da Cultura Brasileira.

PARABÉNS do Aurora de Cinema ao Grandioso Ator que todos aprendemos a admirar e a APLAUDIR ao longo de mais de 50 anos de carreira.

LIMA DUARTE chegou em Sampa de carona num caminhão que transportava mangas. O início da carreira foi no rádio como faz-tudo, até chegar a sonoplasta e, finalmente, a radioator, quando adotou o nome artístico de Lima Duarte por sugestão de sua mãe. Ingressou na televisão em 1950, no programa que marca a estréia da TV no Brasil, sendo ele e Hebe Camargo os únicos pioneiros vivos.

Esteve no elenco da primeira telenovela brasileira, Sua Vida Me Pertence, tornando-se um dos principais nomes do gênero.

Depois de anos na Rede Tupi, tendo passado por grandes dificuldades financeiras devido ao caos da emissora, que acabou falindo, foi contratado pela Rede Globo como diretor, graças à fama obtida ao conduzir a telenovela Beto Rockfeller. Conseguiu dar um salto na carreira ao interpretar o personagem Zeca Diabo, na novela O Bem-Amado, de Dias Gomes.

O inesquecível Zeca Diabo da obra imortal de DIAS GOMES

Imitando a voz fina de um parente na interpretação do violento jagunço, obteve grande notoriedade e foi premiado, transformando o personagem num dos maiores sucessos da história das telenovelas. Em 1984, substituiu Rolando Boldrin no programa Som Brasil, onde também contava histórias de escritores consagrados como Guimarães Rosa, de quem é admirador confesso.

E  desde que começou, LIMA foi aperfeiçoando sua vocação e talento sendo reconhecidamente um dos MELHORES ATORES DO PAÍS.

Como Sinhozinho Malta em Roque Santeiro, ao lado de Regina Duarte, que fez a memorável Viúva Porcina…

Dentre as muitas novelas, destacamos sua atuação primorosa em

  • 2009 – Caminho das Índias …. Shankar
  • 2007 – Desejo Proibido …. Viriato Palhares
  • 2005 – Belíssima …. Murat Güney
  • 2004 – Senhora do Destino …. Senador Vitório Vianna
  • 2004 – Da Cor do Pecado …. Afonso Lambertini
  • 2002 – Sabor da Paixão …. Miguel Maria Coelho
  • 2001 – Porto dos Milagres …. Senador Vitório Vianna
  • 2000 – Uga-Uga …. Nikos Karabastos
  • 1998 – Pecado Capital …. Tonho Alicate
  • 1998 – Corpo Dourado …. Zé Paulo
  • 1997 – A Indomada …. Murilo Pontes
  • 1996 – O Fim do Mundo …. Coronel Ildásio Junqueira
  • 1995 – A Próxima Vítima …. Zé Bolacha (José Mestieri)
  • 1993 – Fera Ferida …. Major Emiliano Cerqueira Bentes
  • 1993 – O Mapa da Mina …. delegado
  • 1992 – Pedra sobre Pedra …. Murilo Pontes
  • 1990 – Meu Bem, Meu Mal …. Dom Lázaro Venturini
  • 1990 – Rainha da Sucata …. Onofre Pereira
  • 1989 – O Salvador da Pátria …. Sassá Mutema
  • 1985 – Roque Santeiro …. Sinhozinho Malta
  • 1984 – Partido Alto …. Cocada
  • 1982 – Paraíso …. João das Mortes
  • 1979 – Marron Glacê …. Oscar
  • 1979 – Pai Herói …. Malta Cajarana
  • 1977 – Espelho Mágico …. Carijó
  • 1975 – Pecado Capital …. Salviano Lisboa
  • 1974 – O Rebu …. Boneco
  • 1973 – Os Ossos do Barão …. Egisto Ghirotto
  • 1973 – O Bem-Amado …. Zeca Diabo
  •  Como Shankar em Caminho das Indias, o papel mais recente, na premiada trama de Glória Perez

    Viva LIMA DUARTE !