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Selecionados ao Festival de Alagoas

II Festival de Cinema Universitário vai acontecer em novembro

O II Festival de Cinema Universitário de Alagoas vai exibir 27 filmes brasileiros. Este ano, foram recebidas 92 inscrições pela internet, mas apenas 56 realizadores concluíram o processo com o envio dos trabalhos.

A comissão de seleção foi composta por Marcos Sampaio, atual coordenador de Cinema do Centro Cultural Sesi e do Núcleo de Produção Digital (NPD), da Secretaria de Estado da Cultura (Secult/AL); Marianna Bernardes, diretora, roteirista e produtora de vídeos; e Nivaldo Vasconcelos, militante cineclubista, escritor e realizador audiovisual. Na reunião, eles lançaram diferentes pontos de vista, baseados nos critérios de avaliação do edital, e afinaram a discussão com a escolha dos filmes, assim como apresentaram a sugestão de uma grade de exibição para o Festival.

Os filmes selecionados dialogam com estéticas, técnicas e recursos recorrentes no cinema, mas alguns trazem uma linguagem diferenciada. Mais da metade dos realizadores optaram por roteiros ficcionais, mas também serão exibidos filmes nas modalidades documentário, animação e experimental. Os membros da comissão viram com otimismo o nível dos trabalhos e ressaltaram a importância de existir mais espaços de divulgação da produção independente brasileira, com destaque para a universitária.

As exibições da Mostra Competitiva serão realizadas no Teatro Sete de Setembro, em Penedo (AL), de 13 a 17 de novembro, às 19h 30. Nesta segunda edição, será reservada uma cota de hospedagem para os filmes selecionados, possibilitando a circulação de diretores, produtores e roteiristas durante os dias do evento.

Filmes selecionados

1. Seu Arlindo vai à loucura

2. Hoje tem espetáculo?

3. Ressaca

4. Do lado de fora

5. Antônio de Canudos

6. 12:40

7. Gil

8. A Banheira

9. Longe de casa

10. Hortipub

11. Você já cortou seu cabelo com maquininha?

12. Dique

13. Quando o céu desce ao chão

14. Irene

15. Ontem

16. A view to a kill

17. Menino Bosque

18. O membro decaído

19. Quem é Rogério Carlos?

20. X Tudo

21. Jantar/Aliança/Prato

22. Borboletas Delicadas

23. Tecendo nuvens e retalhos

24. O Traveco

25. A triste história de Kid Punhetinha

26. Davi e os aviões

27. Branca Nudez

Muqui fará Festival unindo TV e Cinema Independente

O lugar é a convidativa cidade capixaba de Muqui. E o festival é o FECIM, cuja primeira edição acontecerá nos primeiros dias de novembro.

Trata-se de uma ação cultural realizada pela Escola de Música Manoel Vicente de Castro, em parceria com o Grupo Cultural ETC, coletivo de jovens realizadores do município de Muqui, objetivando expandir o diálogo cinematográfico capixaba. Para isso, os organizadores querem promover a discussão, o fomento, a valorização e a exibição de obras audiovisuais de artistas e núcleos independentes do Estado do Espírito Santo.

O foco principal deste projeto é criar um mecanismo potencializador na área cinematográfica, possibilitando um intercâmbio de ideias e de fusão cultural, fazendo do Sítio Histórico de Muqui o cenário de um novo pólo de referência na área.

FECIMMinha cidade cenográfica, pano de fundo da nossa história

Menina de vestido rodado corre pelas vielas. Espalha doçura, ingenuidade e encantamento. A cidade torna-se parte da beleza aura feminina e derrama olhares sedutores por quem quer que passe nas avenidas. O trem corta a cidade e a banda, com sua música envolvente, acorda a menina, que desperta ainda sonhadora. O palhaço, saltitante na Folia de Reis não assusta quem, de longe, aprecia sua desenvoltura. Os bois pintadinhos, que passam ligeiros e coloridos pela porteira do carnaval muquiense, enche de orgulho aquela que cresceu e que, hoje, envolvida e apaixonada, sente-se mais madura e independente para trilhar seu próprio caminho.

Muqui embriona os sonhos infantis e torna-se a cidade dos roteiros cinematográficos da vida real. É o berço de alegrias e tristezas, compartilhadas dentro das casas ou nas praças, nos jardins. É a cidade que se renova, crescendo e sonhando com cada menina, se apaixonando como toda jovem e se amadurecendo como toda mulher. Menina…Mulher…Muqui…Uma dentro da outra, como a fruta dentro da casca.

Conhecida como a “cidade menina”, Muqui é palco de diferentes manifestações folclóricas tradicionais, que enchem de cor as ruas amarronzadas pelo tempo, e reacendem a vivacidade e dinamicidade da cultura popular. A evolução, porém, é parte natural da história e, com a comemoração de seu centenário, vê-se a necessidade de transformar a cidade no verdadeiro pano de fundo de projetos culturais dinâmicos e envolventes.

O Festival de TV e Cinema Independente de Muqui (FECIM), projeto elaborado por jovens realizadores do município, lança as bases para a criação de atividades constantes de exibição e valorização de filmes independentes. Pretende contribuir para o exercício da cidadania, promovendo experiências educativas, recreativas, integrativas, culturais e compensatórias através da exibição de curtas e longas-metragens na cidade.

Muqui abre suas portas e as porteiras para a realização jovem. É hora de bater a claquete, dando início ao primeiro festival de vídeo, colocando os nomes dos jovens na história da cidade. Muita luz, câmera e ação pelas ruas de Muqui!

O FORMATO DO FESTIVAL

Como forma singela e poética de representação, o 1º FECIM homenageará a cidade de Muqui, com ênfase numa identidade visual lúdica e dinâmica, usando elementos artísticos inspirados no artesanato, no folclore e na história da região, colocando no cerne o desenho de uma menina que anda numa bicicleta em direção ao futuro. Essa imagem traz à tona uma reflexão sobre “a cidade menina”, a qual, diante da evolução natural da história, deve crescer e amadurecer.

A proposta do FECIM é ampliar os espaços de debate acerca da televisão e da telenovela brasileira, rompendo antigos preconceitos acadêmicos, promovendo formas mais prazerosas de leitura, compreensão e reflexão do universo teledramatúrgico, provocando o contato de autores e artistas de novelas com os telespectadores e possibilitando possíveis trocas culturais.

Afinal, como dizem os organizadores do FECIM, novela não é só um produto, é, também arte!

* Em breve, novidades sobre o Festival de Muqui…

Bárbara Cariry: dos sets de criança ao Encontro de Cineastas Latinos e Caribenhos no Ceará

Filha do cineasta Rosemberg Cariry e da produtora e atriz Teta Maia, e irmã do premiado cineasta Petrus Cariry, ela cresceu entre rolos de filmes, estúdios de gravação, salas de montagens, sets de filmagens, livros, realização de eventos, e encontros com artistas de várias vertentes, numa intensa ponte entre o cariri cearense e a capital conhecida como Loura Desposada do Sol.

Desde pequena, seu olhar atento, o interesse pelas histórias da Arte, a convivência permanente e visivelmente encantada com a trajetória dos pais, deixavam antever que ela também traçaria seu caminho no rumo da Sétima Arte.

E assim foi: ela começou escrevendo roteiros ao lado do pai e do irmão, ingressou na fotografia e realizou uma bela exposição em espaço cultural de Fortaleza, representou filmes de Petrus Cariry em alguns festivais (nos quais dividimos quarto algumas vezes), até chegar a hora de ingressar na Universidade, e a opção foi o que o berço lhe indicava: o Cinema.

Hoje, BÁRBARA CARIRY está prestes a tornar-se Bacharel em Audiovisual, depois de assinar diversos curtas-metragens, assumir a produção do premiado longa Mãe e Filha, criar e realizar a Mostra Outros Cinemas, e idealizar o Encontro Nossas Américas – Nossos Cinemas, que vai acontecer na cidade de Sobral, de 23 a 26 próximos.

Confira aqui a ENTREVISTA EXCLUSIVA de Bárbara Cariry ao Aurora de Cinema e saiba um pouco melhor sobre esta jovem que ainda vai fazer muito mais pelo Cinema, a partir do Ceará.

Com você, as palavras, as ideias, a trajetória, o pensamento, os planos, a determinação e um pouco das emoções de BÁRBARA CARIRY:

Bárbara Cariry: ‘contaminada’ pelo cinema, agora espalha cinema pelas Américas…

AC – Como é ser filha de um cineasta?

BC – Descobri o cinema de forma muito natural por conta de meus pais que são pessoas envolvidas com cinema. Desde pequeninha, freqüento os sets de filmagens e cheguei a participar de alguns filmes ainda na infância. Sempre vi muitos filmes em casa e li livros sobre cinema.

AC – Esse parentesco com Rosemberg e Petrus, um cineasta também já muito premiado, atrapalha ou ajuda ? As cobranças são muitas ?

BC – Eu trabalho com pessoas de que gosto muito, pessoas que admiro e acredito no trabalho. Vou produzindo minhas mostras de cinemas e meus curtas sem maiores preocupações com cobranças. Meu compromisso é comigo mesmo e com a qualidade do meu trabalho. Estou terminando o Curso de Cinema e Novas Mídias da Unifor e penso em fazer mestrado na área.

AC –  Você começou como roteirista, depois foi pra fotografia, produção e também tem seus próprios filmes. Fale um pouco sobre sua trajetória e em que função você gosta mais de estar.

BC – Assim, como Petrus, passei por todas as fases de realização de um filme, desde a assistência de direção, passando pela montagem, até a produção. Cinema é um longo aprendizado e um diretor tem que conhecer todos os processos. Eu gosto muito de produzir e quero continuar produzindo e dirigindo meus curtas. Numa boa, sem pressas.

 Nas filmagens de Lua Cambará, filme do pai, Rosemberg Cariry…

AC – Você criou uma Mostra que vem acontecendo anualmente, a Outros Cinemas, e que é um painel muito diversificado da produção audiovisual brasileira. Como essa idéia surgiu e que retornos a Mostra tem lhe dado ?

BC – A idéia de fazer a Mostra Outros Cinemas começou dentro da Universidade que estou cursando, a UNIFOR, como um espaço para exibição e debate de cinemas esteticamente mais ousados. Depois a mostra foi crescendo e adquirindo maior significado. Queremos fazer da V Mostra Outros Cinemas, que acontece neste ano de 2012, um acontecimento bem amplo com a participação de importantes nomes do cinema brasileiro mais experimental.

AC – Agora, você surge com esta idéia bonita e ampla do Encontro Nossas Américas. Como foi o ‘estalo’ pro surgimento desta nova produção ?

BC – Não houve um “estalo”. Nossas Américas – Nossos Cinemas resulta de um longo processo. Surgiu em um encontro de documentaristas latino americanos, no Rio de Janeiro. Durante anos esta idéia circulou sem que ninguém pensasse ou ousasse realizá-la. Em contato com a organização de documentaristas da América Latina, propus realizar o evento de forma independente, no Ceará. Eles apoiaram a idéia. O sonho agora está se tornando realidade. O que nos falta em recursos financeiros sobra em boa vontade e paixão. Estou muito contente em realizar este encontro histórico entre os jovens da América Latina e do Caribe. A idéia é de um evento itinerante. O segundo encontro de jovens realizadores da América latina e do Caribe, por exemplo, acontecerá na Argentina e assim, a cada ano, em um país diferente. 

Filmagens de Corisco & Dadá: com o pai Rosemberg, o fotógrafo Roberto Yuri, o cineasta Ronaldo Nunes, e o ator Joca Andrade.

AC – Qual é o verdadeiro mote do Encontro ?

BC – Difundir o audiovisual Latino Americano e Caribenho nos nossos países e pensar novas políticas para intercâmbio e para uma troca solidária entre os jovens através das suas associações. Pensamos também em redes independentes de exibição de conteúdo audiovisual através da internet. 

AC – Como se deu a escolha de Sobral para sede do Encontro ?

BC – Sobral tem a Escola de Artes e Ofício e é ainda um importante centro econômico e cultural, inclusive com uma produção audiovisual emergente. Havia também a preocupação com a descentralização. Sobral tem ótimos espaços culturais e tem o Teatro São João, onde acontecerá o encontro, que é lindo, além de ser um importante patrimônio cultural do nosso Estado.

Bárbara Cariry: caminhando a favor do vento, sem lenço mas de câmara na mão…

AC – Por que Helena Ignez como a grande mulher representando nossa Cinematografia ?

BC – Do Brasil, escolhemos Helena e Geraldo Sarno para serem os homenageados pelos importantes trabalhos realizados pelos dois. Heleza Ignez representa a liberdade e a ousadia da mulher. Geraldo Sarno tem uma imensa contribuição no cinema e no pensamento crítico cinematográfico do Brasil. São dois nomes muito importantes. 

AC – Quais seus próximos projetos ?

BC – A Mostra Outros Cinemas, em 2012, completa cinco anos. Queremos fazer uma mostra maior, com a presença de mais realizadores e filmes, promovendo debates e seminário sobre o novo cinema que se realiza no Brasil. Além disso, tenho me organizado para filmar, ainda este ano, um curta-metragem chamado “Os Cabelos de Letícia” .

Bárbara Cariry produzindo, realizando, exibindo: Cinema 24 horas…