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Filme de Bruno Laet, Tania Carvalho e Janaína Diniz Guerra conquista Los Angeles

O BRASIL DE PERO VAZ Caminha acaba de ganhar o prêmio de Melhor Filme no Los Angeles Brazilian Film Festival
 
Filme de Bruno Laet vem colecionando prêmios por onde passa…
 
E o AURORA DE CINEMA publica esta notícia como forma de Homenagear os queridos amigos realizadores do filme, uma esmerada produção que vem do Rio de Janeiro.
 
O filme, dirigido por Bruno Laet e produzido por Janaina Diniz Guerra e Tania Carvalho (!), mostra a visão contemporânea da carta de Pero Vaz, em narração de Ruy Guerra. 

Imagens do Brasil e Portugal atuais fazem o quebra-cabeça proposto pelo filme. Isnard Manso, dançarino e coreógrafo, faz Pero Vaz nesta versão pop.

O Brasil de Pero Vaz Caminha dividiu o prêmio com o gaúcho Corneteiro não se mata, de Pablo Müller.

A querida Tania Carvalho, escritora e aplaudida ghost writer, chegou ao cinema pela difícil área da produção e está mandando ver…
 

O  FESTIVAL

 

O Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF) exibiu, nesta sua quinta edição, mais de 40 filmes, incluindo longas e curtas-metragens, documentários, animações e vídeos. Mostras Competitiva: • Competição de filmes longa-metragem • Competição de curtas • Competição de documentários

Tributo Especial: Jorge Cine Amado – Homenagem aos 100 anos de Jorge Amado Mostra Sustentável: Exibição de vídeos experimentais e filmes que abordam temas relacionados ao meio ambiente. Conferências: Seminários e painéis voltados para produtores de cinema, e estudantes de faculdades de Los Angeles. 

 PATROCINADORES: EMBRATUR/Ministério do Turismo – Realiza uma ação de promoção do Brasil como destino turístico, principalmente tendo em vista a Copa do Mundo FIFA de Futebol – 2014, e as cidades-sedes dos jogos. Governo da Bahia/Secretaria da Comunicação/IRDEB – Apóiam há quatro edições a realização de uma mostra de filmes da Bahia. Alstom, Consulado do Brasil em Los Angeles/Ministério das Relações Exteriores, Korean Air.

O Los Angeles Brazilian Film Festival – LABRFF foi fundado em 2007 pelo jornalista Nazareno Paulo, e a produtora Meire Fernandes. O LABRFF é uma organização que visa à promoção e difusão do audiovisual brasileiro na Califórnia, através da exibição de uma seleção de filmes nacionais, durante cinco dias na capital mundial do cinema.

 

Segundo a organização, “Há quatro edições, de 2008 a 2011, em Los Angeles, buscamos fomentar o mercado ao promover painéis sobre oportunidades de negócios, através do debate de temas como os de co-produção cinematográfica entre Brasil e Estados Unidos, novas tecnologias digitais e multiplataformas, além de seminários e workshops que promovam locações de filmagem e formação de novas platéias”.

Cine B faz 5 exibindo Cinema Brasileiro

 Cinco Vezes Favela, Agora por nós Mesmos é o filme deste mês 

Cena do primeiro episódio, Arroz com feijão… 

O CINE B, projeto de cinema itinerante realizado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região em parceria com a Brazucah Produções, está completando 5 anos este julho. Nesse tempo, o Cine B já levou muito do cinema brasileiro (longas e curtas-metragens) para 27.500 espectadores e realizou 222 sessões nos mais diversos bairros e comunidades de São Paulo, Osasco e Região.

Ruy Guerra: cineasta atua num dos episódios mais aplaudidos pelo público…

Segundo Cidálio Vieira Santos, coordenador do Projeto, através do Cine B, muitas pessoas experimentaram, pela primeira vez, a experiência de assistir a um filme no cinema. “Já levamos a estrutura cinematográfica do Cine B, composta por telão, projetor, caixas de som, banners, pesquisas de opinião e sorteio de camisetas do projeto, além da tradicional pipoca e de seu pipoqueiro oficial, o seu Antônio Nascimento, para escolas, salões de igrejas, quadras esportivas, debaixo de ponte, praças, ruas e parques de São Paulo e região”, conta.

 

O Cine B vai comemorar estes 5 anos com mais sessões de Cinema: dias 19, 20 e 21 de julho, o Projeto exibe no Jardim Brasília, Cohab 1 e Jardim da Conquista, bairros da Zona Leste de São Paulo, o filme Cinco Vezes Favela, agora por nós mesmos 

 

Desde 2007, o projeto já exibiu “Eu e meu guarda-chuva”, “O contador de histórias”, “O casamento de Romeu e Julieta”, “Antônia”, “A máquina”, “Meu nome não é Johnny”, entre outros títulos de sucesso. O CINEB também já realizou diversas pré-estreias de filmes brasileiros como “Raul Seixas – O início, o fim e o meio”, Divã, Era uma vez…, entre outros. 

Após as sessões, é vendido um DVD com os 5 curtas mais votados pelo público do projeto, nos 5 anos de exibição. A seleção faz parte do primeiro Selo Cine B do Cinema Brasileiro, uma coletânea de DVDs com curtas-metragens brasileiros. A ideia é popularizar este formato de filme.

 

 Cena de Deixa voar, um dos cinco episódios de Cinco Vezes Favela

Saiba mais sobre o CineB: http://cineb.spbancarios.com.br 

SERVIÇO 

Dia 19 de julho, quinta, 19h – Jardim Brasília (Zona Leste)

Onde: Entidade Juntos (Rua Canfora, 90 – Jd. Brasília)
Retirada de Convites: Sr. Humberto/ Daniel

Mais informações: (11) 2364 2328
Capacidade: 200 pessoas
 

Dia 20, às 19h – Cohab1 – Zona Leste

Onde: Associação dos Moradores – Esfuco (Travessa Antonio Brunelli, 351 – Cohab I – Artur Alvim)
Retirada de Convites: na Associação de Moradores/ 3188 5208

Mais informações: Anaildo/ Edu – 8691-6204
Capacidade: 120 pessoas 

Dia 21 (sábado), às 19h – Jardim Conquista – Zona Leste

Onde: Emef. Prof. Carlos Correa Mascaro –(av. Salve A Mocidade, 932 – Jd. Conquista).

Mais informações: 7895-1872
Capacidade: 200 pessoas

As Muitas “Vozes” da Suprema Anna

Paraísos Artificiais é o novo longa de Marcos Prado (do premiado Estômago, filme, aliás, muito apreciado por Ivan Cineminha – personagem adorável da cultura paraibana). A temática são as drogas sintéticas.

Filmagens de Paraísos Artificiais

O filme é inspirado no livro homônimo de Baudelaire e tem roteiro de Marcos Prado e Pablo Padilha. As filmagens aconteeram em Recife, no Rio e vão prosseguir em Amsterdam (março/abril), e conta com o auxílio luxuoso de Anna Costa e Silva na Assistência de Direção (dela também a Assistência em A Suprema Felicidade, o novo de Jabor).

A jovem, bela e competente Nathália Dill encabeça o elenco de Paraísos Artificiais, que tem ainda Lívia de Bueno (do filme Malu de Bicicleta, de Flávio Tambellini), e Bernardo Mello (que já atuou em Malhação).

Atriz Nathália Dill escureceu os cabelos para as filmagens de sua estréia no cinema

Anna Costa e Silva é uma encantadora garota carioca, que cursou cinema na Universidade Gama Filho, ao tempo de Ruy Guerra e Sérgio Sanz, e estreou como roteirista e diretora com o curta Nosso Amor é Tão Bonito – só imagens de mãos). Agora, Anninha roda festivais – no Brasil e no exterior – com Vozes, cuja direção assina ao lado de Fábio Canetti e Luiza Santolini, com Tiago Catarino na assistência.

Vozes – que levou duas estatuetas no I FestCine Maracanaú – já participou de festivais em Milão, New York, Miami, Los Angeles, New Jersey, Fenarte (PB), Cabo Frio, Ribeirão Pires, Iguacine (RJ). Este filme tem meu querido amigo André Miguéis como Assistente de Produção.

Dandarra Guerra é a protagonista em trabalho digno de muitos elogios. Também conta para o êxito da obra a bela direção de arte, a fotografia, a trilha e a bem cuidada produção.

Que venham muitos outros para Anna Costa e Silva e sua aguerrida equipe !

Filme de João Jardim Impressiona Brasília

Amor ? enfoca relacionamento marcado pela violência física, e recebe aplausos

 

Paixão de trapo e farrapo, que funciona a tapas e beijos? É mais ou menos o mote central de Amor?, de João Jardim, mix de ficção e documentário muito aplaudido pelo público do Cine Brasília. O diretor parte de uma pesquisa com pessoas que viveram relacionamentos marcados pela violência física e, a partir desses casos reais, faz atores e atrizes interpretarem as histórias. O modus operandi dialoga com o já clássico documentário de Eduardo Coutinho, jogo de cena, no qual atrizes interpretam relatos reais. ´Com a diferença de que o filme do Coutinho joga com a ambiguidade entre realidade e encenação, ao passo que no meu é dito que tudo é encenação, logo de início`, diz o diretor.


Foto: Heloisa Passos/Divulgação
 

Amor? tem momentos fortes, em especial graças à atuação de intérpretes como Angelo Antonio, Júlia Lemmertz, Silvia Lourenço e outros, que emprestam credibilidade e dramaticidade às falas. É um filme da fala. E do rosto do ator como tela das emoções. E no que consistem esses depoimentos? Em histórias nas quais as notas do amor e do desejo se entrelaçam com as da violência física.

Ao todo, são oito relatos, sete heterossexuais, apenas um relembrando a turbulenta relação entre duas mulheres. Esse caso de amor lésbico, com todas as suas complicações, paixões e preconceitos envolvidos, é um dos que atingem maior grau de densidade emocional em todo o conjunto de histórias. Silvia Lourenço e Fabíula Nascimento interpretam o casal.

Amor ? foi bem aplaudido no final, palmas que continuaram durante os créditos, quando são apresentados os intérpretes, muitos deles rostos conhecidos da televisão como Du Moscovis, Lilia Cabral e Mariana Lima.

Curtas

Os curtas da noite também foram bons, em especial A mula teimosa e o controle remoto, de Hélio Vilela Nunes (SP), história infantil deliciosa sobre a convivência de dois meninos, um da cidade outro do campo. Um tem problemas com a mula que empaca, o outro, o filho do patrão, traz como brinquedo uma maravilha tecnológica, um aviãozinho acionado por controle remoto. O encanto está na maneira como as duas realidades dialogam.

Café Aurora, de Pablo Polo (PE), investe num visual sofisticado para dar conta de um entrecruzamento de experiências Um garçom se encanta pelo mundo das esculturas, enquanto a artista plástica saboreia o ótimo café feito pelo garçom Refinado.

Os nomes dos contemplados saberemos hoje à noite quando forem distribuídos os Candangos, os troféus do Festival de Brasília, depois da exibição hors concours de Os deuses e os mortos, de Ruy Guerra, em cópia restaurada.

* Informações do Diário de Pernambuco

Duas Décadas de Cine Ceará

Chegando à sua 20.ª edição, o Cine Ceará anuncia 8 filmes na competição deste ano, a acontecer em Fortaleza de 24 deste a 1.º de julho. O festival, que adotou o formato da competição ibero-americana, terá três brasileiros disputando os prêmios. Dois deles são os inéditos El Último Comandante, de Vicente Ferraz e Isabel Martinez, uma coprodução entre Brasil e Costa Rica. O outro é o documentário Memória Cubana, de Alice Andrade e Iván Nápoles, uma parceria entre Brasil, Cuba e França. O terceiro brasileiro em concurso é Estrada para Ythaca, dos diretores cearenses iniciantes Luiz Pretti, Ricardo Pretti, Guto Parente e Pedro Diógenes. O filme venceu o Festival de Cinema de Tiradentes deste ano.

 

Patrícia Pillar será Homenageada no Cine CE

Três brasileiros disputam o troféu Mucuripe com O Último Verão de la Boyita, de Julia Solomonoff (Argentina), Do Amor e Outros Demônios, de Hilda Hidalgo (Costa Rica), A Mulher Sem Piano, de Javier Rebollo (Espanha), Alamar, de Pedro González Rubio (México), e Lisanka, de Daniel Diaz Torres (Cuba).

Além da competição internacional de longas-metragens, haverá a de curtas brasileiros, com 16 concorrentes selecionados entre 398 inscritos.

O CineCE terá também seminários e mostras paralelas, além de trazer convidados do Brasil e de outros países. A mostra Memórias do Muro trará filmes, entre documentários e ficção, relacionados com a Queda do Muro de Berlim, um dos eventos históricos mais significativos do século 20 e que assinala o desfecho da Guerra Fria. Entre os filmes selecionados para essa retrospectiva, se encontram documentos históricos da cinematografia alemã e também produções recentes sobre o assunto.

Entre as personalidades que já confirmaram presença em Fortaleza estão os atores José Wilker e Patricia Pillar, o cineasta brasileiro Ruy Guerra e o diretor peruano Francisco Lombardi, um dos mais importantes de seu país.

Selecionados do CINE-CE

logo

O Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema, chega à sua 20º edição levando ao público cearense uma parcela significativa da produção de cinema e vídeo ibero-americanos. O festival será realizado em Fortaleza de 24 de junho a 1 de julho, e das 109 produções inscritas, selecionou apenas oito para disputar a Mostra Competitiva de Longa-Metragem.

A lista de longas selecionados inclui três produções brasileiras as quais duas são totalmente inéditas. El último Comandante, de Vicente Ferraz e Isabel Martinez, é um longa de ficção produzido em parceira com a Costa Rica. Outro filme inédito é o documentário Memória Cubana, de Alice de Andrade e Iván Nápoles. 

Estrada para Ythaca, dirigido por Luiz Pretti, Ricardo Pretti, Guto Parente e Pedro Diógenes, diretores cearenses iniciantes, é o outro longa brasileiro que venceu a 13ª Mostra de Cinema de Tiradentes realizada em janeiro deste ano. Outros cinco longas de ficção da Argentina, Costa Rica, Espanha, México e Cuba também estão entre os selecionados. 

Os selecionados concorrem nas categorias de: Direção; Fotografia; Edição; Roteiro; Trilha Sonora Original; Som; Direção de Arte; Ator e Atriz. O vencedor receberá o Troféu Mucuripe e um prêmio no valor de US$ 10 mil (dez mil dólares). 

Longas-Metragens selecionados: 

El último comandante

Ficção. 35mm. 94´. Cor. Brasil/Costa Rica. 2010

Direção Vicente Ferraz e Isabel Martínez

 

Memória Cubana

Documentário. Beta Digital. 71 Min. Brasil/Cuba/França. 2010

Direção: Alice de Andrade e Iván Nápoles

 

Estrada para Ythaca

Ficção. HDV. 70´. Cor. Brasil. 2010

Direção Luiz Pretti, Ricardo Pretti, Guto Parente e Pedro Diógenes

 

O último verão de la Boyita / El último verano de La Boyita

Ficção. 35 mm. 86 Min. Cor. Argentina/França/Espanha. 2009

Direção: Julia Solomonoff

 

Do amor e outros demônios/ Del amor y otros demonios

Ficção. 35mm. 97 Min. Cor. Costa Rica/ Colômbia. 2009

Direção: Hilda Hidalgo

 

A mulher sem piano/ La mujer sin piano

Ficção. 35mm. 95 Min. Cor. Espanha/França. 2009

Direção: Javier Rebollo

 

Alamar/ Alamar

Ficção. HD/ 35mm. 73´. Cor. México. 2009

Pedro González Rubio

 

Lisanka/ Lisanka

Ficção. 35mm. 113 Min. Cor. Cuba/Venezuela/Rússia. 2009

Direção: Daniel Diaz Torres 

 

Para a Mostra Competitiva de Curtas-Metragens a organização do festival recebeu 398 inscrições e foram selecionadas 16 produções brasileiras as quais sete são de São Paulo, cinco do Ceará, duas de Pernambuco, uma do Rio de Janeiro e outra do Rio Grande do Sul. Os filmes selecionados concorrem nas seguintes categorias de: Melhor Curta; Direção; Fotografia; Edição; Roteiro; Som; Direção de Arte; Ator; e Atriz.

 

Curtas-Metragens selecionados:

 

Divino De repente – Fábio Yamaji – SP – ANI

Lugar Comum – Jonas Brandão – SP – ANI

Avós – Michael Wahrmann – SP – FIC

O Som do Tempo – Petrus Cariri – CE – FIC

Cidade Desterro – Gláucia Soares – CE – DOC

Supermemória – Danilo Carvalho – CE – DOC

Vento – Márcio Salem – SP – FIC

Fractais Sertanejos – Heraldo Cavalcanti – CE – DOC

Azul – Eric Laurence – PE – FIC

Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos de Camilo Cavalcante – PE – DOC

Ensaios de cinema – Allan Ribeiro – RJ – FIC

Jardim do Beleléu – Ari Cândido – SP – FIC

OUIJA – Marcelo Galvão – SP – FIC

Dona Militana – Hermes Leal – SP – DOC

A Amiga Americana – Ivo Lopes – CE – FIC

Os Amigos Bizarros do Ricardinho – Augusto Canani – RS – FIC

 

Outro curta-metragem que não estará competindo, mas que merece destaque é o Los Minutos, Las Horas, da cearense Janaina Marques Ribeiro, que terá uma exibição Hors Concours no cine São Luis com data a ser definida. O curta é resultado da tese de  fim de curso da escola de cinema de Cuba e esteve na seleção oficial do Cinefondation do Festival de Cannes. 

Saiba mais: www.cineceara2010.com.br  

Mostras

 

Como nas edições anteriores, o Cine Ceará vai agregar às Mostras Competitivas uma programação de seminários, oficinas e mostras especiais, sempre voltadas para a produção do cinema ibero-americano, além de homenagear grandes ícones no cinema nacional e do exterior. 

MEMÓRIAS DO MURO 

Uma das fronteiras mais midiáticas da história, o Muro de Berlim, foi sem dúvida o símbolo mais visível da Guerra Fria e da divisão do mundo em dois blocos.  Sua queda em 1989 representaria o fracasso de uma ideologia e a desaparição de um mundo.

 

A mostra Memórias do Muro reúne um grupo de filmes documentários e de ficção que abordam a temática desde diversas perspectivas, enfocando sobre tudo aspetos da realidade cotidiana e refletindo os conflitos humanos numa cidade e num mundo dividido. Entre os filmes se encontram documentos históricos das cinematografias da Alemanhã oriental e ocidental, assim como produções recentes a maioria inéditas no Brasil. 

DIÁSPORAS: AS FRONTEIRAS DA IDENTIDADE

 

A humanidade viveu desde sempre enormes movimentos. De um continente ao outro, as diásporas tem se sucedido para criar um mundo cada vez mais multicultural. Desde seus primórdios, o cinema tem retratado esses movimentos, documentando-os e recriando-os, em todas as línguas e humores.  

Desde o curta The immigrant, feito por Charles Chaplin em 1917, possivelmente o primeiro filme sobre o tema, a figura do imigrante, o forasteiro, o refugiado, entrou no enorme repertório de personagens cinematográficos. Um resumo, talvez o mais dramático, do homem dos nossos séculos mais próximos: o sobrevivente que reconstrói sua vida longe do país natal.

 

Os documentários que compõem esta mostra transitam por alguns desses temas. A odisséia dos cubanos, jogando-se ao mar, em busca de sonhos, ou a reencontrar seres amados. A luta obstinada das trabalhadoras de Los Angeles, pelos seus direitos mais básicos. A imensa perda cultural e humana na Argentina da Ditadura, devido ao exílio forçoso de seus intelectuais e cientistas. O resumo cósmico da infinita São Paulo, cidade de imigrantes por excelência. A desaparição de algumas fronteiras e a crescente hostilidade de outras. Um mundo onde a identidade cultural a cada passo se questiona, enriquece e reconsidera. Um mundo cada vez mais necessitado de paz, tolerância e aceitação de diferenças. Em suma, um mundo novo.

 

Os Homenageados desta edição:

José Wilker, Patrícia Pillar, Ruy Guerra, um dos mais respeitados cineastas do Brasil, e o peruano Francisco J. Lombardi, premiado diretor conhecido internacionalmente.