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Mostra Internacionmal de Sampa Começa Amanhã

 * Da lavra de meu querido amigo CARLOS ALBERTO MATTOS, o bam-bam-bam dos Documentários:

Caixa de texto:   Divulgação A supermaratona da 34ª edição da ‘Mostra Internacional de Cinema de São Paulocomeça amanhã. Infelizmente, mais uma vez não vou poder estar presente para apreciar as pérolas pescadas por Leon Cakoff e sua equipe. Várias delas, porém, já conferi no recente Festival do Rio. Deixo aqui alguns pequenos comentários e links para resenhas desses filmes da seção Perspectiva Internacional:

A Suprema Felicidade” (Brasil), de Arnaldo JaborMesmo quem disse ter gostado não conseguiu explicar por quê. Jabor embola Fellini, “Closer”, Nelson Rodrigues e muitas referências mas num conjunto abarrocado, irregular e interminável.

Armadillo” (Dinamarca), de Janus MetzDoc que faz a guerra do Afeganistão parecer coisa encenada. Tem seu grande momento numa matança de talibãs e o subsequente questionamento dos métodos utilizados e do desrespeito aos mortos.

Avenida Brasília Formosa” (Brasil), de Gabriel MascaroLeia resenha.

Bebês” (França), de Thomas BalmesCriou a etnografia lactente: conheça o mundo através de quatro bebês de três continentes. Cuidados familiares, higiene, relações com o espaço e o lúdico.

Além disso, os nenéns são irresistíveis.

Cópia Fiel” (França/ Itália), de Abbas Kiarostami – Não é um grande Kiarostami. Parece um Resnais menor. Discute originais x cópias em nível um tanto básico e fantasioso. Mas tem Juliette Binoche brilhando em cada frase e cada olhar.  

Culturas de Resistência” (EUA), de Iara LeeLeia resenha.

Diário de Uma Busca” (Brasil/ França), de Flávia CastroUm belo doc, vencedor da categoria e do Prêmio da crítica internacional no Festival do Rio. Pesquisa histórica, insights humanos e respeito pelas dúvidas que o filme não pode elucidar.

Dong” (China), de Jia Zhang-KeLeia resenha.

Elvis & Madona” (Brasil), de Marcelo LaffitteFilme popular atrevido e de boa cepa. Não é isento de problemas, mas acredita tanto em sua exótica hipótese romântica que acaba nos encantando e divertindo.

HeartBeats” (Canadá), de Xavier DolanNão confirmou minha boa impressão do primeiro filme de Dolan, “Eu Matei Minha Mãe” (2009).  Muita afetação sub Kar-Wai num triângulo amoroso que não emplaca nem sai de cima.

Inútil” (China/ Hong Kong), de Jia Zhang-KeLeia resenha.

José & Pilar” (Brasil/ Portugal/ Espanha), de Miguel Gonçalves MendesLeia resenha.

Memória Cubana” (França/ Brasil/ Cuba), de Alice de Andrade e Iván NápolesLeia resenha.

Memórias de Xangai I Wish I Knew” (China), de Jia Zhang KeLeia resenha.

Nossa Vida” (Itália/ França), de Daniele Luchetti – Não chega a ser um Nanni Moretti, mas tem lá seu interesse. Sobretudo pela performance de Elio Germano, num tipo de personagem ‘humanodefeituoso’ que só os italianos parecem saber construir.

Nostalgia da Luz” (França/ Alemanha/ Chile), de Patricio GuzmanLeia resenha.

O Círculo” (Irã), de Jafar PanahiLeia resenha.

O Último Comandante” (Brasil/ Costa Rica), de Isabel Martinez Artavia e Vicente FerrazSaí desapontado dessa dramatização pesada e antiquada da história de um ex-líder da Revolução Sandinista. Paco Jarquín renegou seu passado glorioso, mas o filme não precisava ter renegado a sutileza e a boa dramaturgia.  

Of Gods and Men” (França), de Xavier BeauvoisFilme bonito, sóbrio, muito bem interpretado, mas que veicula um elogio ao racionalismo democrático europeu contra os ‘bárbaros’ árabes. Achei etnocêntrico e, no fundo, bastante carola.  

Os Palhaços” (Itália), de Federico FelliniLeia resenha.

Palavra e Utopia” (Portugal/ França/ Espanha/ Brasil), de Manoel de OliveiraLeia resenha.

Ser e Ter” (França), de Nicolas Philibert – Leia resenha.

Um Filme Falado” (Portugal/ França/ Itália), de Manoel de Oliveira Leia resenha.

Uma Mulher, Uma Arma e Uma Loja de Macarrão” (China), de Zhang Yimou – O chanchadão xaolin diverte ocasionalmente. Yimou refere-se tanto aos irmãos Coen (é um remake deGosto de Sanguee cita “Onde os Fracos Não Têm Vez) quanto a ele próprio. Há traços comuns e paródicos com “Ju Dou”, Lanternas Vermelhase O Clã das Adagas Voadoras”.

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