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‘O Fim do Recreio’ vence Mostra Infantil de Floripa

O Fim do Recreio, de Vinicius Mazzon e Nélio Spréa, do Paraná, é o grande vencedor da 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. O curta foi escolhido pelo Júri Oficial e pelo voto do público infantil.

Disque Quilombola, de David Reeks, de São Paulo, ganhou Menção Honrosa do Júri. Cada um dos filmes recebe um Prêmio Aquisição no valor de R$ 10 mil da TV Brasil. O Destaque Especial do Júri foi para o curta Rap Consciente, realizado por alunos da Escola Amenóphis de Assis, do Espírito Santo. O anúncio dos vencedores foi realizado na tarde deste domingo, às 16h, antes do show Cante com o Peixonauta no Teatro Pedro Ivo, no encerramento da Mostra.

Mais: www.mostradecinemainfantil.com.br

Inscrições ao sétimo Cine Favela

Até 31 de agosto, inscrições pelo www.festivalcinefavela.com.br

Site/Sitio

Inscrições ao Festival Internacional de Curtas de Sampa

Abertas inscrições ao Curta Kinoforum – 23º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, a acontecer de 23 a 31 de agosto.
 
 
 
As inscrições para o Programa Internacional, Mostra Latino-americana e Programas Brasileiros devem ser feitas até 31 de março – para curtas finalizados em 2011 – e até 31 de maio para curtas finalizados em 2012.

Regulamento e inscriçõeswww.kinoforum.org.br

Os Filmes da Minha Vida…

 

Personalidades falam sobre
seus filmes prediletos

 

Organizado por Leon Cakoff, Cinema de Seduções – Os Filmes da Minha Vida 2, editado em conjunto pela Imprensa Oficial e Mostra de Cinema, dá sequência ao volume lançado no  ano passado e traz depoimentos de Luiz Carlos Merten, Ugo Giorgetti, Serginho Groisman, Suzana Amaral e Gilberto Dimenstein, entre outros.

Lançamento acontece dia 3, às 19 horas, na Central da Mostra, no Conjunto Nacional, São Paulo

Serginho Groisman, Sergio Machado, Luiz Carlos Merten, Eliane Caffé, Suzana Amaral, Ugo Giorgetti, Marcelo Gomes, Isay Weinfeld e Gilberto Dimenstein. Pelo segundo ano consecutivo a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e a Mostra Internacional de Cinema reúnem um time de cinéfilos fanáticos e lançam “Cinema de Seduções – Os Filmes da Minha Vida 2”, livro com depoimentos de personalidades brasileiras ligadas à Sétima Arte sobre seus filmes inesquecíveis.

Para o cineasta Ugo Giorgetti, os filmes da sua vida estão ligados à sua própria biografia. “No fundo você busca a si mesmo no filme; o que o filme fala – não dele – mas de você”. Entre os longas-metragens que o diretor elege está o western “O Matador” (The Gunfighter, 1950), de Henry King. “Vi este filme com Gregory Peck e saí do cinema encantado. Ele ficou muito tempo na minha cabeça como um dos maiores filmes que eu tinha visto na vida”.

O cineasta e arquiteto paulistano Isay Weinfeld atribui ao seu professor de português no colégio Rio Branco de São Paulo o seu despertar para o cinema. “Ele era fanático. Parava a aula e levava a classe inteira para um auditório para assistir a alguma coisa que ele achava relevante. Foi assim que vi ‘Morangos Silvestres’ (Smultronstället, 1957), do Bergman, pela primeira vez, um filme que mudou a minha vida”, conta.

O crítico Luiz Carlos Merten também participa deste volume e lembra que, caso tivesse que eleger um único filme da sua vida, optaria por “Rocco e seus Irmãos” (Rocco i suoi Fratelli, 1960), de Luchino Viscondi. “Quando vi ‘Rocco’ pela primeira vez, eu não tinha capacidade para absorver tudo o que o filme queria dizer. Era muito jovem, tinha 12 anos. Depois disso sempre revi a película. Hoje, sou um cara de 64 anos, e o ‘Rocco’ foi crescendo comigo e eu o tive sempre como uma referência de um tipo de cinema politizado, humanista, que sempre foi o que me fascinou”, justifica.

Foi ainda mais novo que o apresentador Serginho Groisman teve seu primeiro contato com a telona. “Tão logo meus pais reconheceram a possibilidade de eu ser um espectador, começaram a me levar ao cinema e a gente acabou criando um cotidiano sistemático de ir sempre aos domingos”, recorda. Começou com os filmes infantis e desenhos animados no Cine Metro que existia na Avenida São João no Centro de São Paulo. Desta época, Serginho lembra-se de um filme chamado “Trapézio” (Trapeze, 1951, de Carol Reed). “Era um filme sobre circo, com Tony Curtis e eu me apaixonei pela protagonista interpretada por Gina Lollobrigida. O cinema ficava a duas ou três quadras de casa, eu voltei falando para minha mãe que estava apaixonado. A primeira paixão da minha vida foi uma atriz de cinema”, confessa.

O roteirista e diretor Sérgio Machado destaca o filme “Rastros de Ódio” (The Searchers, John Ford, 1956) e lembra a primeira vez que lhe perguntaram sobre o filme de sua vida. “Foi no Festival de Cannes, quando lancei o ‘Cidade Baixa’ (2005). Um colunista inglês do jornal The Telegraph me fez a pergunta: ‘se você tivesse que salvar um filme só da história do cinema, qual você salvaria?’. Para esse cara lá em Cannes, eu escolhi ‘Rastros de Òdio’, um filme pelo qual eu sou absolutamente apaixonado, mas poderia ter escolhido ‘Os Sete Samurais’ (Akira Kurosawa, 1954) ou ‘Encouraçado Potemkin’ (Sergei Eisenstein, 1925)”, observa.

Encerrando o volume, o jornalista Gilberto Dimenstein fala da importância de “Iracema – uma Transa Amazônica” (1976), de Jorge Bodansky. O filme conta a história de um caminhoneiro que leva uma nativa em seu caminhão, uma índia prostituída. “Quando ainda estudava na PUC, vi este filme. Nunca mais me esqueci das imagens do caminhoneiro com a menina. Só que eu não sabia que essas imagens iriam produzir, muito tempo depois, uma das minhas mais importantes reportagens. Durante o ano de 1991 investiguei a prostituição infantil no Brasil, descobrindo meninas mantidas como escravas”, relata.

 

 Imprensa Oficial

Cinema de Seduções – Os filmes da minha vida 2
Org.: Leon Cakoff
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo / Mostra Internacional de Cinema
240 páginas
Preço: R$ 30,00
Local: Conjunto Nacional
Endereço: Av. Paulista, 2.073
Data: 03/11 (quarta-feira)

 
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Dança Indaiatuba

Imprensa Oficial Convida à Leitura

 

 

A magia dos livros na mostra

“Imprensa Oficial, Um Convite à Leitura”, em cartaz

a partir de  sábado na Estação Pinacoteca

 

 

 

A exposição terá mais de 300 livros de várias áreas do conhecimento, resenhas, frases, fotos e textos de autores e artistas, além de vitrines com raridades, processos e projetos gráficos e objetos ligados ao mundo da leitura, das artes, ciências, história e literatura. No Espaço do Leitor, os visitantes poderão folhear e conhecer as obras, algumas já esgotadas. O tema central da mostra envolve o universo dos livros, leitura, linguagem, biblioteca, palavras. Entre os destaques, o belíssimo Livro das Horas de Dom Fernando, de aproximadamente 1378, produzido em edição facsimilar. 

A partir deste sábado, 3, a Estação Pinacoteca vai se transformar em palco para o livro, protagonista principal da exposição Imprensa Oficial –  Um Convite à Leitura.

Com mais de 300 títulos, distribuídos por 400 m², a exposição trará belíssimas edições representando 18 áreas do conhecimento, com os livros em exposição, todos resenhados, fotos, frases e textos de prestigiados autores e artistas editados pela Imprensa Oficial. A curadoria é de Cecília Scharlach, coordenadora editorial da Imprensa Oficial. O arquiteto Haron Cohen assina a direção de arte e a produção gráfica é Alex Wissenbach, da PW Editores. A exposição poderá ser visitada até  15 de agosto na Estação Pinacoteca, Largo General Osório, 66, 3º andar, Centro. 

Ferreira Gullar, Paulo Vanzolini, Carybé, Renina Katz, Maria Bonomi, Maureen Bisiliat, Machado de Assis, Lasar Segall, Jorge Schawrtz, Oswald de Andrade, Alberto da Costa e Silva, William Faulkner, Oscar Niemeyer e Jorge Luis Borges estarão presentes na exposição, com livros, imagens e textos estrategicamente situados para atrair o olhar e curiosidade do leitor.  Com o foco nos temas palavras, linguagem, leitura e biblioteca, a mostra terá, ainda, 163 títulos da Coleção Aplauso e várias outras coleções publicadas pela Imprensa Oficial.

O presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Hubert Alquéres, destaca o objetivo da iniciativa: “Tivemos o prazer de receber o convite da Estação Pinacoteca para montar essa exposição e queremos dar a nossa contribuição colocando à disposição do público, parte dos mais belos e procurados livros publicados pela empresa, muitos em coedição com universidades e instituições culturais. Nossa proposta é criar ambientes para instigar os visitantes e provocar  sua interação com a linguagem e a palavra”.

A curadora da mostra, Cecília Scharlach, explica que haverá também um espaço especial para os leitores e quatro vitrines com prêmios, peças gráficas, como convites, marcadores de páginas, postais e bonecos mostrando o processo de produção do livro até a impressão.  Em uma das vitrines estará exposto o Livro de Horas de Dom Fernando, obra considerada um divisor de águas nos sistemas de gravação e impressão da Imprensa Oficial. “Os livros constantes da mostra são resultado de edições próprias da Imprensa Oficial, e também de nossas parcerias com editoras universitárias (Edusp, Edugmg, Unicamp, UnB, Eduel etc.) e insitutições culturais, como a Biblioteca Nacional, a Pinacoteca do Estado, Academia Brasileira de Letras, o Museu Afro Brasil, o Instituto Tomie Ohtake, o Instituto Moreira Salles, entre outros. Há ainda edições institucionais de interesse gráfico-editorial. Outra novidade é o lançamento ainda nesta semana: a caixa com os jornais Ex, resgate de nossa memória histórica, jornalística e política.” 

Frases de João Guimarães Rosa, Silviano Santiago, José Saramago,  Jean-Paul Sartre, Graciliano Ramos, Julio Cortázar, William Shakespeare, Jorge Luis Borges, Victor Hugo e António Lobo Antunes, entre outros grandes escritores, ajudam a despertar e a consolidar a paixão pela leitura. De Guimarães Rosa, por exemplo, a escolhida foi: “Toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada”.

Os livros selecionados representam várias áreas do pensamento e literatura: Artes; Arquitetura, Urbanismo, Meio Ambiente e Design; Fotografia; Ciências; Literatura; Cinema, Teatro, Dança e Música; História e Jornalismo; Coleção Aplauso (Perfil, Especial, Cinema Brasil, Roteiros, Televisão, Teatro Brasil e Crítica); Coleção Gilberto Freyre; Coleção Uspiana; Coleção Artistas da USP; Coleção Crítica e Modernidade; Coleção Palco Sur Scène; Coleção Formação da Estética; Coleção Artistas Brasileiros; Coleção Inventário Deops; Coleção Imprensa em Pauta.

Entre os destaques, duas produções da Imprensa Oficial vencedoras do título de Livro do Ano, mais disputado prêmio literário brasileiro, concedido pela Câmara Brasileira do Livro: Resmungos, de Ferreira Gullar em 2007 e Monteiro Lobato livro a livro – Obra infantil , em 2009, de Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini

Em todo acervo,  há obras premiadas e de excelência gráfica como Arte sacra colonial: barroco memória viva; Cadernos de desenho (Tarsila do Amaral), Caixa Modernista (organização de Jorge Schawartz, Maria Bonomi): da gravura à arte pública, Mestres do modernismo, Roupa de artista: o vestuário na obra de arte, Igrejas paulistas:  barroco e rococó, Um olhar sobre o design brasileiro, Clarice: fotobiografia, Fotógrafos franceses em São Paulo na primeira metade do século XX, Joias da Mata Atlântica, Coleção Multiclássicos; Dossiê ditadura: mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985(), Escritos sobre arte, Tinhorão, o legendário; Impressões de Carybé nas suas visitas ao Benin (1969-1987), Noivas da seca: cerâmica popular do vale do Jequitinhonha, Catedral da Sé De humani corporis fabrica. Epítome. Tabulae sex.

 

Da Coleção Aplauso, serão 163 títulos, dos mais atuais como Sérgio Ricardo – canto vadio  e Célia Helena – uma atriz visceral, passando pelo vencedor do Jabuti, Raul Cortez: sem medo de se expor  até os primeiros editados, como Sérgio Cardoso: imagens de sua arte ou Maria Della Costa: seu teatro, sua vida.

Outra atração será o quiosque para venda de todas as edições da Imprensa Oficial, montado ao lado da Cafeteria, no piso térreo. Os livros serão vendidos com desconto para professores e funcionários públicos.

LIVRO DAS HORAS 

O destaque da mostra é O Livro de Horas de Dom Fernando, de 1378, em edição fac-similar a partir de seu original conservado no acervo da Fundação Biblioteca Nacional. Orações em latim com caracteres góticos e iluminação atribuída ao artista italiano Spinello Spinelli compõem a obra, coedição da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e da Fundação Biblioteca Nacional, em tiragem reduzida e numerada manualmente.

O exemplar vem acondicionado em caixa e acompanhado de “A imagem e a semelhança: o Livro de horas de Dom Fernando”. Esta publicação traz ensaios de Vera Lúcia Miranda Faillace a respeito dos livros de horas e uma reflexão de Luiz Armando Bagolin sobre o trabalho do pintor e do fotógrafo na utilização de cores e luz, ressaltando a reprodução com qualidade do original nesta edição fac-similar. Bagolin ainda constrói um memorial em torno da produção do livro, anotando detalhes do estudo de cores e das discussões a respeito da aplicação de ouro ou tinta metálica na impressão.

O códice encomendado por dom Fernando, rei de Portugal, desperta enorme interesse nos pesquisadores por sua beleza, elevada qualidade artística e história. Os motivos de este ser o destaque da coleção de livros de horas da Biblioteca Nacional tornam-se evidentes ao se folhear esta edição. Há imagens e cercaduras magníficas, miniaturas, bordaduras, iluminuras, sutilezas de cores se desdobrando em semitons, o realce do lápis-lazúli e o ouro aposto sem parcimônia sobre o pergaminho, reproduzidos com excelência na edição fac-similar.

 SERVIÇO 

Exposição de Livros da Imprensa Oficial na Estação Pinacoteca.

A partir de sábado (03) de julho até 15 de agosto.

Estação Pinacoteca
Largo General Osório,66 – Centro – Tel. 11 3335-4990
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h
Ingresso combinado (Pinacoteca e Estação Pinacoteca): R$ 6,00 e R$ 3,00 
Grátis aos sábados | Estudantes com carteirinha pagam meia entrada.
Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60  não pagam.

Nossa Senhora do Pilar é de Ribeirão Pires

Vai até amanhã a 74ª edição da Festa do Pilar em Ribeirão Pires. Até domingo, 2 de maio, a Festa de Nossa Senhora do Pilar terá missa, shows, procissão e as tradicionais barracas típicas, atraindo milhares de pessoas ao local onde fica a igreja erguida em 1714 pelo Capitão Mor Antônio Corrêa de Lemos .

A Prefeitura da Estância Turística de Ribeirão Pires investiu cerca de R$ 70 mil na restauração da Igreja do Pilar, patrimônio histórico da cidade, objetivando preservar o ponto turístico religioso mais importante da cidade e assim resgatar a cultura e a história do município, do Estado de São Paulo e do país.
Ao executar os trabalhos de restauração da igreja foi necessária autorização do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo), já que a igreja foi tombada em 1975.
A igreja do Pilar foi construída em 1714, pelo Capitão Mor Antônio Corrêa de Lemos e abençoada por Frei Pacífico, no dia 25 de março deste mesmo ano, sendo hoje o principal marco religioso da cidade de Ribeirão Pires e um dos importantes monumentos da história religiosa no Brasil.
A Capela do Pilar apresenta hoje uma linda escadaria, que faz lembrar em muito as escadarias das capelas e igrejas de Portugal.
Já se comenta, entre os religiosos, que nesta longa escadaria ainda vai passar grande número de fiéis que por ela irão subir de joelhos, em reconhecimento a Nossa Senhora do Pilar pelas graças alcançadas. Vale a pena ser visitada.
A Festa de Nossa Senhora do Pilar já é tradicional na cidade e reúne pessoas de toda a região do Grande ABC e do Estado de São Paulo. A cada ano cresce o turismo religioso, com a presença de mais e mais pessoas que querem participar das festividades e conhecer mais este importante marco histórico religioso do Brasil.

HISTÓRIA DE SAMPA ESMIUÇADA…

 

 

LIVRO “OS MELHORAMENTOS DE SÃO PAULO”, DE PRESTES MAIA, ESMIÚÇA A VERTIGINOSA TRANSFORMAÇÃO URBANÍSTICA DA CAPITAL PAULISTA 

Imprensa Oficial do Estado de São Paulo relança “Os Melhoramentos de São Paulo”, obra de 1945 na qual o então prefeito Prestes Maia explica as mudanças urbanísticas que introduziu na capital paulista durante sua primeira gestão como prefeito da cidade. Lançamento será dia 3 de maio, às 19 horas, na Casa das Rosas.

O engenheiro e arquiteto Francisco Prestes Maia (1896-1965) é considerado o pioneiro do urbanismo moderno no Brasil pelas profundas mudanças que introduziu na capital paulista durante sua primeira gestão como prefeito da cidade (1938-1945). Publicado originalmente em 1945 e reeditado agora pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, com apresentação de Adriana Prestes Maia Fernandes, filha do ex-prefeito, o livro Os Melhoramentos de São Paulo vai além de um inventário das obras realizadas pelo arquiteto. Conforme resume Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial, trata-se de um “precioso documento para compreender a vertiginosa transformação sofrida pela cidade durante o século XX e que estava esquecido”. O livro será lançado segunda (3 de maio), às 19 horas, na Casa das Rosas – Av. Paulista, 37. 

Os arrojados planos urbanísticos de Prestes Maia foram inspirados pelos projetos concebidos e realizados em Paris pelo barão Haussmann, na segunda metade do século XIX. Assim como o urbanista francês, Prestes Maia estabeleceu, por meio de eixos e conexões sistêmicas, a integração dos bairros centrais e estendeu os limites da cidade, dotando-a da infra-estrutura viária que permitiu sua expansão.

O plano de avenidas desenvolvido por ele na década de 1930 tinha como referência central a proposta de Haussmann para a capital francesa: um sistema radial de avenidas, partindo do centro, em que as principais vias conduzem a áreas verdes. Com ele, São Paulo preparou-se para a expansão do uso do automóvel, que só aconteceria a partir dos anos 1960. 

Dentre as principais realizações de Prestes Maia estão o projeto e a abertura das avenidas Duque de Caxias, Nove de Julho, Ipiranga, Vieira de Carvalho, São Luís, Anhangabaú (atual Prestes Maia); a construção da Ponte das Bandeiras, da Biblioteca Municipal e de uma importante galeria, na Praça do Patriarca, dedicada a exposições, posteriormente denominada “Galeria Prestes Maia”.

Os Melhoramentos de São Paulo também destaca outros aspectos da atuação do então prefeito, como a introdução do zoneamento na cidade, os trabalhos de canalização do rio Tietê, a construção de maiores e melhores galerias pluviais, a expansão da iluminação pública e o enriquecimento da paisagem urbana com monumentos e esculturas. 

O livro traz farta documentação iconográfica, composta por dezenas de fotografias da época. Complementa a obra uma série de depoimentos, artigos e conferências de contemporâneos de Prestes Maia, que recordam a eficiência e a probidade com que exerceu duas vezes o cargo de prefeito de São Paulo – primeiro nomeado pelo interventor Adhemar de Barros (1938-1945), na ditadura de Getúlio Vargas, e posteriormente eleito pelo voto popular (1961-1965). 

Além dos projetos para a cidade de São Paulo, Prestes Maia elaborou planos urbanísticos para Santos, Belo Horizonte, Curitiba, Votuporanga, Ribeirão Preto, Campinas, Poços de Caldas, Londrina e Santo André, além de esboçar planos para cidades inteiras como Cristo Rei (RJ), Jardim Umuarama (GO) e Panorama (SP).

Guilherme Arantes e o “fascismo” do BBB

 Guilherme Arantes  afirma estar preocupado com o fato de o capitalismo ter absorvido métodos do fascismo para vender cultura de massa.

“Como é que um nazista homofóbico [Dourado] vence o ‘Big Brother’ [reality show da TV Globo]? Que sociedade é essa? As raízes de um holocausto permanecem latentes”, diz.

A informação é do repórter Marcus Preto e foi publicada na coluna Mônica Bergamo, deste domingo (25). A íntegra está disponível para assinantes da Folha e do UOL.

     
Guilherme Arantes considera o “BBB” com métodos fascistas 

O compositor, que está fazendo uma temporada de dezesseis shows no Bar Brahma, em São Paulo, diz ter torcido pela vitória de Dicesar, mas acha que o grande vencedor dessa edição do programa global foi Serginho.

“É o único que vai trilhar carreira de artista. É uma figura talentosa, amorosa, carinhosa, querida”, afirma.

“Fui crucificado nos anos 80 por ser doce e ter raiz romântica. Rasgava o peito e me chamavam de brega. Mas o mundo precisa dos angustiados. A nova geração traz de volta a doçura perdida na cocaína dos anos 80. Eu ia ver os Titãs e só tinha homem de preto gritando ‘ô, ô, ô, ô’. Pensava: ‘Que é isso? Hitler venceu?’.”

Curtas Fantásticos têm espaço competitivo

Abertas inscrições ao 5º Cinefantasy – Festival Curta Fantástico, a acontecer de 31 de agosto a 12 de setembro em São Paulo.

Gratuitas, inscrições podem ser feitas até 11 de junho através do site www.curtafantastico.com.br.

A edição 2010 se divide nas seguintes categorias: Mostra competitiva de curtas-metragens, Mostra competitiva de longas-metragens e Sessão Mestre dos Gritos.

Além das mostras competitivas de curta, longa e o Desafio Mestre dos Gritos, a quinta edição contará ainda com a mostra paralela, atividades de formação e debates com convidados especiais.

O Cinefantasy, que já conquistou seu espaço como um dos eventos mais importantes do calendário do universo fantástico da América Latina, abrigando fãs e produtores do gênero, além de conquistar reconhecimento internacional, é membro do Fantafestivales – Aliança Latino-Americana dos Festivais Fantásticos – e parceiro da Federação Européia Meliés.