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INTERIORES: Cinema diversificado na tela de Rio Preto

Encerrada ontem a segunda edição da Mostra INTERIORES, que movimentou o SESC Rio Preto durante 4 dias exibindo mais de 30 filmes de curta-metragem brasileiros e dois longas estrangeiros.

A programação incluiu filmes do Ceará, Campina Grande, São Paulo, Rio de Janiro, Espírito Santo, Goiás, enfim, a Mostra INTERIORES reverteu-se num belo e diversificado painel da produção audiovisual recente.

Idealizada e coordenada por Fábio Takahashi, a INTERIORES teve a seguinte fica técnica:

Curadoria: André da Costa Pinto e Aurora Miranda Leão

Assessoria Técnica: Guilherme Lamenha

Projeto gráfico: André Luís Martins

Tradução: Kléber Garcia

Assessoria de Imprensa: Harlen Félix

Produção e edição: Tiago Landin

Auxiliar de Produção: Gilberto Alves

Fotografia: Walter Antunes

Luama Sócio: Assessoria de Arte e Comunicação

E veja em fotos como transcorreu a segunda edição da Mostra INTERIORES da Diversidade Sexual de Rio Preto, no interior de São Paulo.

Fábio Takahashi e Aurora Miranda Leão na última noite da Mostra INTERIORES…

Sete modelos de folder, num panorama criativo, como manda a Diversidade…

Rubya Bittencourt, que abrilhantou as duas primeiras noites…

SESC Rio Preto na Mostra INTERIORES: plateia atenta e participativa…

Harlen Félix, responsável pela divulgação da INTERIORES…

Debate focou em Possibilidades e Pluralidades, na ficção e na realidade…

Aurora Miranda Leão e Wagner Pina no debate da Mostra INTERIORES…

E a programação social da Mostra INTERIORES também foi intensa, diversificada e cheia de alegria, como você pode conferir nas próximas imagens:

Mais sobre a Mostra em http://mostrainteriores.blogspot.com.br/

E até 2013 com a terceira edição da MOSTRA INTERIORES da Diversidade Sexual de Rio Preto…

Uma peça para aplaudir de pé…

Tirei uma tarde de quarta, deixei os compromissos com a escrita de lado, botei um vestido e uns colares, salpiquei umas gotinhas de perfume, e marquei com uns amigos. Fomos assistir a uma peça de teatro, em cartaz no Sesc Iracema, ali vizinho ao Dragão do Mar.
Um lugar para ficar em pé é o nome do espetáculo e, de fato, quase ficamos em pé, tamanho era o público que resolveu fazer o mesmo que eu e meus amigos: sentar para ver, ouvir e conhecer mais teatro. Em cena, alunos da primeira turma do recém-criado Bacharelado em Artes Cênicas da Universidade Federal do Ceará, ou, como é melhor dito por eles, primeira turma de Teatro do Instituto de Cultura e Arte da UFC, o ICA/UFC.


Pois bem, é o próprio professor que assina a montagem do espetáculo, o chileno Hector Briones, que explica o trabalho como um exercício. Tem razão: Um lugar para ficar em pé é mesmo um exercício cênico, baseado nas obras-primas do clássico Samuel Beckett, romancista e dramaturgo irlandês, um dos mais emblemáticos dramaturgos do Teatro Contemporâneo. Mas cabe ressaltar: Que poderoso exercício !

Fiquei tão bem impressionada com o que vi que preciso dizer isso em público. E contribuir, ainda que de forma singela, com um possível aumento de espectadores na plateia deste grupo coeso e vontadoso que atua e se desfolha em muitas cenas e personagens para tornar crível, dramático, intenso e aplaudível este Um lugar para ficar em pé.
Há muitos anos não via na cena teatral de Fortaleza atores com tanta gana de estar em cena, tanta entrega ao ofício e tão salutar capacidade expressiva. Não vou destacar nenhum nome em especial, embora haja momentos onde um ou outro ator se sobressaia. Porém, um dos grandes trunfos do trabalho desta turma do ICA/UFC é justamente ter realizado seu ofício com este sentido de grupo, de coletividade. Em Um lugar para ficar em pé todos os atores tem iguais chances de mostrar seu potencial e expressar-se na plenitude de sua disciplina e vocação, valendo-se de um texto inquietante e voraz, dentro de um conjunto cênico harmonioso para o qual cooperam, na mesma medida, a luz, o som, a dramaturgia, a composição espacial, o figurino, a encenação. E é isso o que se espera de um espetáculo que chega ao palco como exercício de formação de uma turma estudante de teatro: ninguém mais, nenhum menos, todos juntos, de braços e emoções dadas, atuando em prol do sentido maior, qual seja a expressão pretendida para o texto escolhido conforme uma direção que se dedicou para criar um espetáculo coeso, forte, importante e necessário para quem quer começar (ou prosseguir) fazendo teatro, e fazendo bem, na certeza de que cada um, com suas potencialidades, senões, somas e verdades é um pilar fundamental para a construção do trabalho ofertado ao público. E o público tem entendido isso, felizmente. Se a estreia foi boa, a apresentação seguinte derrubou a mística de que ‘o segundo dia é péssimo’.

O exercício teatral dirigido por Briones é uma tragicomédia com momentos de riso intenso e outros de reflexão, introspecção, questionamentos existenciais densos, como sói acontecer com a profunda e marcante dramaturgia de Samuel Beckett. A atuação dos atores fornece ao espectador todas essas nuances de intenção, torna-se crível e promove adesão, e isto é alicerce para um espetáculo tornar-se consistente. Ademais, a boa performance dos atores insere-se num contexto onde tudo funciona bem: a composição tempo-espaço é plausível, a iluminação acentua gestos e expressões quando esta é a intenção do texto, bem como sublinha outros tantos onde o riso da plateia acontece instantaneamente. A trilha – e que trilha magnífica ! – é de uma beleza intensa, emoldurando os quadros nos quais a dramaturgia se costura em volteios de sensibilidade, intensidade, gestos, expressões, e figurinos colaboradores para a atmosfera a ser alcançada no desenrolar do espetáculo. Portanto, estão de PARABÉNS todos os que estão em cena – e são 15 atores, se a memória não me trai -, o professor-diretor Hector Briones, o operador de luz, e toda a equipe que ajudou  a construir este exercício-espetáculo em cartaz no SESC Iracema, em Fortaleza, o qual ainda este mês sobe ao palco do Theatro José de Alencar.

UM LUGAR PARA FICAR EM PÉ é bem mais que um exercício para ajudar a formar grandes atores. É um Espetáculo de Exercício que merece ser visto, aplaudido e recomendado, como o faz agora este AURORA DE CINEMA referendando este belo, instigante, criativo e vigoroso espetáculo teatral ao qual aplaudimos de pé.

De tal modo ficamos impressionados com Um Lugar para Ficar em Pé que bateu imediata vontade de voltar à cena e pisar de novo no palco, tanta é a capacidade instigadora dos atores postos em cena e tal é a intensidade da magia que assola os que já foram mordidos pelo ‘cupim’ do Teatro: o bichinho invasivo e imortal vai crescendo por dentro, incansável, atento e indormido, e, diante de um espetáculo com poder de arrebatar, ele surge, mais uma vez, forte, pulsante, contaminando e bradando: “é lá que eu quero estar, o palco também é meu lugar !”

FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO
UM LUGAR PARA FICAR EM PÉ

“Tudo desde sempre. Nunca outra coisa. Nunca ter tentado. Nunca ter falhado. Não importa. Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor”.

DRAMATURGIA – SAMUEL BECKETT
DIREÇÃO: HECTOR BRIONES
Canto para a cena: Consiglia Latorre
Figurino: Natália Lima
Orientação de figurino: Yuri Yamamoto
Iluminação: Wallace Rios
Gravação de áudio: Maurício Rodrigues
Projeto gráfico: Caroline Veras
Ilustração: Diego Landin
Produção: Primeira turma de Teatro do ICA/UFC

ELENCO: Altemar Di Monteiro, Aristides de Oliveira, Aurélio Barros, Bruno Martins, Caroline Veras, Débora Frota, Denilson Almeida, Diego Landin, Flávio Gonçalves, Gilvamberto Félix, Hylnara Anny, Jéssica Teixeira, Josélia de Sousa, Kevin Balieiro, Larissa Alves, Marcos Evangelista, Nádia Fabrici, Natália Lima, Nelson Albuquerque e Wesley Umbelino.

Inscrições ao sétimo Cine Favela

Até 31 de agosto, inscrições pelo www.festivalcinefavela.com.br

Site/Sitio

DJIN Sganzerla prossegue temporada de O Belo Indiferente

 
Hoje é sábado, dia de Teatro.
 
PORQUE HOJE É SÁBADO, é dia de ver DJIN SGANZERLA no TEATRO.
 
VAMOS AO TEATRO, porque O BELO é INDIFERENTE.
 
Vamos ao Teatro e vamos conferir DJIN SGANZERLA, a bela nada indiferente, em direção dupla comandada pela mãe, a querida e festejada atriz HELENA IGNEZ, e o ator e artista visual, ANDRÉ GURREIRO LOPES.
 
HOJE TEM DJIN SGANZERLA retornando ao palco do Teatro dos Satyros, em São Paulo, às 21h, com a aplaudida montagem de O Belo Indiferente, premiada ano passado pela excelência de sua montagem, que teve fundamental apoio do SESC de São Paulo. 
 
 
 
O espetáculo faz agora a sua terceira temporada por conta do mega sucesso que foi a primeira, ainda no ano passado. Por conta disso, DJIN ficou em cartaz também em janeiro, e agora volta na terceira temporada da peça, um clássico de Jean Cocteau. Um espetáculo de alta qualidade, conforme você pode conferir na crítica Aurora de Cinema: https://auroradecinema.wordpress.com/criticas-teatro-cinema-e-musica/djin-sganzerla-em-atuacao-primorosa/
 
 
 
A novidade boa é que, em agosto, O BELO INDIFERENTE fará temporada de 6 semanas no Rio de Janeiro.
 
Portanto, hoje é noite de Teatro com DJIN SGANZERLA e O BELO INDIFERENTE !
 
 
VAMOS AO TEATRO e VAMOS CONVIDAR OS AMIGOS !
 
 
TEATRO É BOM PARA QUEM FAZ e PARA QUEM ASSISTE !

Marina Wisnik faz show com Marcelo Jeneci amanhã

Cantora paulista empresta charme e afinação à bela voz em novo show, sexta, em Sampa… 

Marcelo Jeneci e Marina Wisnik apresentam novo disco no Sesc Santana

 
A compositora e cantora, que já participou do projeto Prata da Casa do SESC Pompeia, lança seu disco de estreia, produzido por Marcelo Jeneci e por Yuri Kalil, integrante da banda Cidadão Instigado.
 
O álbum traz 11 faixas, incluindo as parcerias Miragem, composta com o pai Zé Miguel Wisnik, e Primeiro Céu, com Jeneci. No CD,  Marina é acompanhada por Camila Lordy (piano, acordeon e teclado), Daniel Lima (baixo), Caetano Malta (violões), Caio Lopes (bateria) e participação especial de Thiago Pethit.
 
Neste show do Sesc Santana, o próprio Jeneci faz uma participação especial com a cantora. Confira os serviços:
 
MARINA WISNIK (com participação de Marcelo Jeneci).
SEXTA, 31 de maio, às 21h. 
 
Ingressos: 
R$ 16,00 [inteira]
R$ 8,00 [usuário inscrito no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 4,00 [trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no SESC e dependentes]
SESC SANTANA – Avenida Luiz Dumont Villares, 579 – Santana, São Paulo 
 

Marina, filha de Zé Miguel Wisnik, estreia como cantora

Ela é filha de um dos mais importantes compositores do país, um exímio estudioso da literatura e da música brasileiras, professor da USP e criador de muitas e belas trilhas sonoras para teatro e cinema.

Falo de José Miguel Wisnik que é, ademais, um gentleman, e um dos artistas que mais me dá orgulho de ter entrevistado.

Tendo seu sangue correndo nas veias, Marina Wisnik só pode ser uma cantora de fino bom gosto, voz afinada, e sensibilidade singular.

Por tudo isso, reproduzimos aqui matéria da Folha de São Paulo onde Marina Wisnik dá o tom:

Palíndromos e melodias simples guiam estreia de Marina Wisnik

Na letra de “Relp”, canção de seu segundo álbum, “São Paulo Rio” (2000), o compositor (e escritor, professor etc.) Zé Miguel Wisnik falava de “uma menina lá no espelho” que “fica rindo e polindo o que parece ter dentro e fora de si ou então construindo um lindo palíndromo”.

Marina, a tal menina, é filha de Zé. Dos 13 aos 21 anos, ela construiu uma série de micropoemas em forma de palíndromos –como “O céu em meu eco” e “Lá vou eu em meu eu oval”, que podem ser lidos tanto da esquerda para a direita quanto ao contrário.

Reuniu todos em 2008, no livro “Sós” (Oficina Raquel).

Já com 31, Marina Wisnik lança nesta semana o primeiro álbum, “Na Rua Agora”, com show na sexta, no Sesc Pompeia. Junta 11 composições autorais, escritas desde 2007, quando descobriu que era capaz de fazer música.

Marina aponta relações entre o disco e os palíndromos.

  Divulgação  
A cantora Marina Wisnik, que lança nesta semana o primeiro álbum, "Na Rua Agora"
A cantora Marina Wisnik, que lança hoje “Na Rua Agora”

“De uma maneira não proposital, essas frases que vão e voltam –e tratam do espelhamento no conteúdo e na forma– estruturaram também as músicas”, diz. “São mantras, com melodias simples, que se repetem, tentando pensar as relações do mundo entre o eu e o outro.”

Por todas essas referências, o disco quase se chamou Marina Dentro do Espelho.

A produção musical foi dividida entre Yuri Kalil (que já cuidou de trabalhos de Cidadão Instigado e Thiago Pethit) e Marcelo Jeneci.

“Queria que o disco brincasse com uma coisa psicodélica e hippie. Até pelo nonsense das letras, Mutantes era uma referência importante”, explica. “Quando fui ao show do Jeneci –o segundo da vida dele–, vi que já estava tudo lá: aquela coisa solar, astral, amor. Pensei: ‘É isso!’.”

Antes da música, Marina fez carreira como atriz. Tinha 16 anos quando foi convidada a participar da montagem de Os Sertões, com direção de Zé Celso Martinez Corrêa.

“Tive que ser emancipada para participar. Ficávamos pelados, fumava-se durante a peça. Que pai aceitaria?”

Na sequência, foi estudar teatro e literatura. Formou-se em letras pela USP. Hoje, é professora. Ensina língua portuguesa, é arte-educadora em ONGs e ministra um curso de poesia.

“Dei toda essa volta, fui fazer teatro e tentar outros caminhos para chegar exatamente ao que meu pai é hoje. Mas entendi que, na verdade, fiz a volta para chegar a mim mesma. Mas é tranquilo. Minha música vai por outro caminho, sou mais simples.”

Não teve jeito: é Marina Wisnik dentro do espelho.

* MARCUS PRETO, de São Paulo

MARINA WISNIK

QUANDO sexta, às 21h
ONDE Sesc Pompeia (r. Clélia, 93, tel. 0/xx/11/3871-7700)
QUANTO R$ 16
CLASSIFICAÇÃO 12 anos