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Para Aprender Vídeos Digitais com Qualidade

Boas e Eficientes Lições com Alex Moletta

        Para quem quer aprender a realizar vídeos digitais de modo simples, rápido e barato, nada melhor do que dar uma “olhadinha” no livro Criação de Curta-Metragem em Vídeo Digital, lançamento Summus Editorial, que tivemos a honra de ganhar do próprio autor, Alex Moletta, quando do lançamento em Goiânia, na sexta edição do Festival Nacional de Cinema.

Natural de Santo André, ator, roteirista, realizador, apaixonado por cinema, diretor e criador de espetáculos e textos para Teatro, Alex Moletta lança em hora oportuna este relevante trabalho, com o qual consegue, de forma clara, concisa e bem elucidativa reunir questões recorrentes entre aqueles que se aventuram na seara da realização de vídeos e também fundamenta com objetividade e acurado senso prático e estético questões fundamentais para quem quer se aventurar na seara do audiovisual.
Com prefácio do jornalista e também realizador Chiquinho César Filho, o livro de Moletta aborda questões cruciais como linguagem fotográfica, ensaio de marcação, planilha de orçamento,  eixo de câmera, iluminação natural e artificial, gravando em local público, linguagem de edição, inserção dos créditos, estratégia de divulgação… tudo isso em 6 capítulos assim dispostos: O Roteiro, a Direção, A Fotografia, A Produção, A Montagem e a Finalização, terminando com boas referências bibliográficas e dicas de sites interessantes.

 Neste século em que a vontade de traduzir idéias e sentimentos em imagens, com verdadeiros “painéis imagéticos” se espalhando por todos os espaços possíveis, e onde proliferam as formas de captação do cotidiano, vale ressaltar:  “Se a expressão audiovisual é atualmente possível a todos nós, este livro mostra o caminho para chegar a ela de forma inteligente, com os pés no chão:  antes de mais nada, é necessária muita dedicação ao planejamento”, como diz Chiquinho César Filho.

Com o livro de Alex em mãos, só tenho a recomendar este manual de suma importância e benfazeja clareza para quem está a se aventurar ou pretende enveredar por esta contagiante onda de “febre audiovisual”.

Escritor Miguel Jorge e Alex Moletta na noite de lançamento do livro em Goiânia

Para tantos quanto desejam aprender ou continuar fazendo seus vídeos, a Dica da Hora do Aurora de Cinema é este oportuno livro de Alex Moletta, que você pode encontrar acessando www.ciafatidicos.com.br ou www.summus.com.br

COMO ASSIM Discute Diversidade Sexual

Organizado pela Câmara de Comércio GLS Brasil, o evento é apoiado pelas Edições GLS, que terá quatro autores na programação: Claudia Wonder, Edith Modesto, Irineu Ramos e Klecius Borges.

A Câmara de Comércio GLS Brasil promove no dia 22 de maio (sábado), a partir das 14h, no Casarão Brasil, em São Paulo, um encontro de autores de temática GLS para debater a diversidade sexual. Batizado de Como Assim, o evento literário contará com participação das Edições GLS e da Editora Malagueta. A programação inclui debate, palestra, leitura de textos e contação de história, com autores e artistas.

O debate, que acontecerá às 16h, terá a participação dos seguintes autores das Edições GLS: a professora Edith Modesto, fundadora do Grupo de Pais de Homossexuais e autora de Entre mulheres – Depoimentos homoafetivos, o psicólogo Klecius Borges, autor de Terapia afirmativa – Uma introdução à psicologia e à psicoterapia dirigida a gays, lésbicas e bissexuais, e a multimídia Claudia Wonder, autora de Olhares de Claudia Wonder – Crônicas e outras histórias. A publisher Laura Barcelar também comporá a mesa.

Às 19h, o professor e jornalista Irineu Ramos Ribeiro fará uma exposição do seu livro A TV no armário – A identidade gay nos programas e telejornais brasileiros, com lançamento previsto para junho, também pelas Edições GLS. Fruto de ampla pesquisa sobre a cobertura dada pela TV à questão da homossexualidade, a obra revela como as emissoras ainda se pautam pelo preconceito e pela falta de informação. Ao mergulhar nesse universo, Ribeiro analisa a programação das emissoras e mostra a dificuldade e os equívocos que ocorrem quando precisam lidar com as diferenças sexuais na telinha.

No livro Entre mulheres, Edith apresenta uma coletânea de relatos de lésbicas de diversas idades e ocupações que expõem, sem pudores, as descobertas, as angústias, os sucessos e as derrotas colecionados durante a luta por reconhecimento e respeito. Já na obra Terapia Afirmativa, Klécios Borges apresenta a terapia afirmativa como uma nova abordagem psicológica, que surge como contraponto às visões tradicionais que consideram a homossexualidade uma forma patológica ou imatura de expressão afetiva/sexual. Olhares de Claudia Wonder é uma compilação que apresenta o multifacetado e fino olhar da atriz, cantora, militante, colunista e diva trans-cult. Claudia revela a sofisticada diversidade criativa e criadora de uma leitura de mundo sui generis e inédita no mercado editorial brasileiro.

Serviço
Evento Literário COMO ASSIM
Data: 22 de maio
Horário: a partir das 14 horas
Local: Casarão Brasil Organizações GLS
Endereço: Rua Frei Caneca 1057 – Consolação -São Paulo – SP
Informações: (11)3171-3739 http://www.casaraobrasil.org.br

A Vida, O Tempo, A Psicoterapia

Pioneira da Gestalt-terapia no Brasil, Jean Clark Juliano apresenta textos sensíveis sobre interação com seres humanos.

O ofício de terapeuta não se aprende na faculdade. Ele vai se constituindo com as leituras do profissional, com sua visão de mundo e principalmente com sua disponibilidade de ouvir e compreender o outro.

A experiente psicoterapeuta Jean Clark Juliano apresenta no livro A vida, o tempo, a psicoterapia – Escritos de Jean Clark Juliano, lançamento Summus Editorial, textos sensíveis a respeito da tarefa de interagir com seres humanos. Ela fala sobre mitos e sonhos, memórias e lições, com base em experiências vividas em todas as etapas pessoais e profissionais de uma vida intensa.

“O livro contém uma série de histórias verídicas, acontecidas ao longo do tempo. Conto episódios ocorridos em várias fases da vida, deixando um rastro de aroma e sabor variados”, revela a autora.

Dividido em duas partes, o livro traz as reflexões da autora sobre a psicoterapia, a vida e outros escritos. A primeira aborda um pouco da teoria gestáltica, mas nunca de maneira hermética. A autora fala sobre sua experiência profissional, os diversos passos dados do início ao fim do trabalho terapêutico e discute a ideologia subjacente a ele e as possíveis intervenções que surgem durante o processo. Ela adiciona também cartas enviadas a alguns amigos, entre eles Paulo Barros, falecido em 2006. “Um dos objetivos do livro é servir como uma trilha que oriente o leitor interessado em psicoterapia.

Gosto de trabalhar com histórias, fatos ocorridos e contos de fadas, pois os considero instrutivos sem serem ameaçadores”, afirma a autora. O objetivo da psicoterapia, diz ela, é a restauração do diálogo do cliente com o seu mundo. “Partimos do pressuposto de que, em algum ponto do seu desenvolvimento, esse diálogo foi gravemente interrompido, o que tornou a pessoa descrente das suas possibilidades”, complementa.

Na segunda parte da obra, Jean deixa correr a veia de escritora e encanta os leitores com sua visão de mundo quase sempre otimista. A autora inclui alguns textos infantis, que provocam uma suave nostalgia em relação ao aparecimento da “criança interna”, e relata também situações tristes ligadas à maturidade e ao processo de envelhecimento. “Meus textos vêm do contato com o cliente e também da minha imaginação, que é o melhor bálsamo para as dores que nos assaltam de vez em quando”, afirma a psicoterapeuta. Para ela, a Gestalt de hoje está em plena transformação. “Já se fala em Gestalt-literatura, baseada na aceitação de troca de histórias entre terapeuta e cliente, o que outrora constituía um pecado mortal“, revela.

No epílogo, mais que emocionante, a autora mostra que, mesmo diante das maiores adversidades, é possível superar obstáculos e seguir em frente. Ela fala da tranquilidade vivida durante uma colorida maturidade e conta como a vida a surpreendeu nos últimos anos: admite estar com a Doença de Parkinson e revela como isso afetou sua vida e que formas de resistência ela desenvolveu.

Trata-se de um livro que se lê pensando na própria vida, sem deixar de se fascinar pelo relato da autora. Os comentários das calmas inquietações da autora mostram que o erro aliado à paciência, à delicadeza, à esperança e à falta de preconceitos está no mapa de grandes descobertas que só um olhar tão respeitoso quanto curioso pode proporcionar.

A autora

Jean Clark Juliano é formada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Supervisora em psicologia clínica e em psicologia educacional, é uma das fundadoras do grupo de Gestalt do Brasil, criado há mais de quarenta anos. Jean deu aulas em diversas instituições de ensino, mantém grupos de estudos em várias cidades brasileiras e foi professora do curso de especialização em Gestalt-terapia do Instituto Sedes Sapientiae. Cofundadora do Centro de Estudos de Gestalt de São Paulo, é membro do corpo editorial da Revista de Gestalt e uma das fundadoras da International Gestalt Therapy Association. Desde a década de 1970 atende adolescentes e adultos em consultório particular na cidade de São Paulo. Palestrante em eventos nacionais e internacionais na área de Gestalt, Jean é autora de A arte de restaurar histórias (Summus, 1999).

Título: A vida, o tempo, a psicoterapia – Escritos de Jean Clark Juliano
Autora: Jean Clark Juliano
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 37,90
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: http://www.summus.com.br

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TV SAI DO ARMÁRIO

Fruto de ampla pesquisa sobre a cobertura dada pela TV à questão da homossexualidade, a obra revela como as emissoras ainda se pautam pelo preconceito e pela falta de informação. Analisando a programação das emissoras, o autor mostra os equívocos ao lidar com as diferenças sexuais.

Em pleno século XXI, os meios de comunicação ainda abordam a questão da homossexualidade de forma preconceituosa. Embora se esforcem para ser “politicamente corretos”, na prática, são incapazes de lidar com a diferença. Para o jornalista Irineu Ramos Ribeiro, a mídia, em geral, aponta a sexualidade com deboche, discriminação e caricaturização. No livro A TV no armário – A identidade gay nos programas e telejornais brasileiros, lançamento das Edições GLS, ele analisa diversos aspectos do tratamento dado aos gays na programação humorística, em telejornais e em novelas, demonstrando as diversas formas pelas quais o preconceito é estimulado. Baseando-se no pensamento de Michel Foucault e noções da teoria queer, ou teoria do estranhamento, o autor comprova que a televisão brasileira acaba transmitindo valores negativos, depreciativos e caricatos no que se refere aos gays. “Está na hora de mudar de rumo”, afirma Ribeiro, lembrando que a mídia tem um papel determinante na formação de identidade.

Fruto de ampla pesquisa, desenvolvida durante dois anos, incluindo também a observação de toda a programação de TV, a obra abre caminhos para problematizar a maneira pejorativa como a comunidade LGBT é retratada na telinha. Ribeiro mostra, em quatro capítulos, que os meios de comunicação ainda precisam percorrer um longo caminho para retratar as diferenças de gênero, ajudando a reafirmar a identidade gay e a construir um mundo onde a diversidade seja respeitada. “A TV tem dificuldade de se pautar por abordagens que informam sobre a amplitude que o tema sexualidade implica. A consequência disso é que acabam se restringindo à reprodução de enfoques que estimulam o preconceito”, complementa o autor.

Ao longo da obra, o autor discorre sobre o limiar dos gêneros, abordando questões como ambiguidade, identidade, sexualidade e formas de pensar. Fala sobre o desenvolvimento das identidades sexuais “proscritas” no decorrer do século XX e as relações de poder na mídia televisiva. Faz um breve histórico do movimento homossexual no mundo e de algumas de suas lutas até chegar à década de 1970, quando o gênero passa a ter uma conotação social ampla. “O conceito de gênero se refere à construção social e cultural que se organiza a partir da diferença sexual”, revela o autor.

O livro traz ainda um breve relato histórico do surgimento da TV no Brasil e o levantamento da cobertura jornalística televisiva da Parada do Orgulho Gay de São Paulo. Em seguida, o autor examina alguns programas humorísticos que tratam o gay com escracho, um game show que perde a oportunidade de esclarecer que a diferença é saudável e uma novela que acaba apelando para o sentimentalismo na hora de retratar o amor homossexual. “Procuro demonstrar as sutis abordagens em que o preconceito é estimulado e impede a existência de um mundo onde a diferença seja respeitada”, explica o autor.

“Ribeiro tem a rara capacidade de expor as inclinações preconceituosas e reforçadoras de preconceitos que as emissões de TV disseminam em relação aos homossexuais sem cair na tentação de enxergar nisso uma conspiração dos setores dominantes da sociedade. Ele entende a dinâmica da indústria cultural e não a acusa de intenções diabólicas”, afirma Carlos Eduardo Lins da Silva, ex-ombudsman da Folha de S.Paulo, que assina o prefácio da obra.

O autor

Irineu Ramos Ribeiro é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), pós-graduado em História pela mesma instituição e mestre em Comunicação pela Universidade Paulista (Unip). É membro do Centro de Estudos e Pesquisa em Comportamento e Sexualidade (CEPCoS), organização não governamental ligada às questões de gênero e sexo. Integra ainda o Grupo de Estudos “Estética, Mídia e Homocultura” da Universidade de São Paulo (USP). Apresenta trabalhos acadêmicos em diversos congressos e simpósios nacionais e é palestrante da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (Cads), órgão vinculado à Secretaria de Participação e Parceria da Prefeitura de São Paulo, no qual desenvolve trabalhos de capacitação nas questões de gênero, sexualidade, mídia e educação com professores da rede pública.

Título: A TV no armário – A identidade gay nos programas e telejornais brasileiros
Autor: Irineu Ramos Ribeiro
Editora: Edições GLS
Preço: R$ 31,90
Site: http://www.edgls.com.br

História Afro-Brasileira em Livro

Escrito com a sensibilidade de quem educa jovens e adultos na periferia, o livro conta a história afro-brasileira partindo da vida de um personagem como tantos outros das escolas do Brasil. O objetivo é valorizar a participação do negro em todo o processo histórico e cultural brasileiro.

Ao longo da história do Brasil, poucos autores têm retratado a participação efetiva dos negros no processo de formação do povo brasileiro e a real herança cultural deixada por eles. Atualmente, graças ao esforço dos movimentos sociais negros, essa contribuição vem sendo reconhecida na sociedade brasileira. O livro História da África e afro-brasileira – Em busca de nossas origens, terceiro volume da Coleção Consciência em Debate, é mais um avanço neste sentido.

Os educadores Elisabete Melo e Luciano Braga contam a história da África sob a ótica do personagem Lube, um jovem humilde que volta à escola muito tempo depois de ter abandonado os estudos. Na sala de aula, conhece suas origens africanas e a história de seus antepassados – dos primórdios do surgimento da humanidade até a luta por igualdade no século XXI.

Acompanhando Lube nessa viagem ao longo dos séculos, o leitor entra em contato com a história da África e com o destino dos milhões de negros que foram trazidos à força para o Brasil. Nesse percurso, surgem políticos, artistas e líderes praticamente desconhecidos, configurando o resgate da tradição e da memória afro-brasileira.

“O livro mostra um pouco do que está sendo feito na educação para valorizar a participação do negro em todo o processo histórico e cultural brasileiro”, revelam os autores.

A escola, onde parte da história se desenrola, é um dos Centros de Integração de Jovens e Adultos (Ciejas) que existem na capital paulista. Baseados na inclusão, os centros atendem cerca de 1.800 alunos a partir dos 15 anos de idade, em horários diferenciados, a fim de acolher aqueles que pretendem voltar aos bancos escolares. Os cursos vão da alfabetização até o 9º ano, dividem-se em módulos e ainda oferecem a dupla docência em sala de aula.

Resultado de mais de um ano de pesquisas, realizadas também em sala de aula, o livro resgata a imagem e a importância dos heróis africanos. “Esse reconhecimento eleva a autoestima do estudante negro”, afirma Braga.

Dividido em nove capítulos, o livro aborda a história do continente africano, o período de escravização, a vinda para o Brasil de milhões de africanos e o período pós-abolicionismo. “O objetivo é contribuir para um novo momento na formulação de políticas de combate à discriminação etnorracial na educação”, afirma Elisabete. Ao longo da obra, eles compartilham descobertas, experiências e saberes advindos de uma trajetória de estudo, aprendizado e, também, de muita esperança. “Fizemos uma viagem pela história da humanidade para entender o processo de exclusão dos grandes centros e a formação das periferias”, complementa Braga.

Em todos os capítulos, o personagem principal fala sobre sua vida e as mudanças ocorridas depois que ele retomou os estudos e conheceu um pouco mais sobre sua verdadeira origem. A obra inclui cartas baseadas em fatos reais sobre atos de preconceito e discriminação, e uma viagem aos primórdios da humanidade. Mostra a África antes do período colonial, ressaltando as riquezas e os costumes de um povo que vivia conforme os ensinamentos de seus antepassados, e aborda o tráfico negreiro para as Américas. Os autores percorrem também o caminho dos escravizados até a liberdade conquistada no Brasil, destacando os quilombos e os vários personagens marcantes da história que sempre estiveram à frente da luta por um país igualitário.

No final da obra, eles sugerem aos professores atividades práticas que podem ser realizadas com os alunos. O objetivo é discutir de maneira crítica a participação do negro e sua importância histórica na sociedade brasileira. “O livro é uma fonte de novidades, curiosidades e riquezas culturais ainda tão distantes das escolas”, concluem os educadores.

Consciência em Debate

A coleção Consciência em Debate, coordenada por Vera Lúcia Benedito, mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos pela Michigan State University (EUA), pesquisadora e consultora da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, tem por objetivo debater temas prementes da sociedade brasileira, tanto em relação ao movimento negro como no que concerne à população geral.

Os autores

Elisabete Melo é bióloga, pedagoga e especialista em Educação Profissional Integrada pelo Instituto Federal de Educação de São Paulo (Ifesp). Professora das redes municipal e estadual de São Paulo, atua na área de Biologia/Ciências e na educação de jovens, adultos e portadores de necessidades especiais.

Luciano Braga é educador e especialista em Educação Profissional Integrada pelo Instituto Federal de Educação de São Paulo (Ifesp). Professor das redes municipal e estadual de São Paulo, trabalha com jovens, adultos e portadores de necessidades especiais, sobretudo no ensino de Artes.

Título: História da África e afro-brasileira – Em busca de nossas origens – Coleção Consciência em Debate
Autores: Elisabete Melo e Luciano Braga
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 21,00
Páginas: 128
ISBN: 978-85-87478-40-5
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: http://www.selonegro.com.br

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NEWTON CANNITO: Novo Secretário do Audiovisual

O roteirista, professor de Cinema e cineasta Newton Cannito é o novo Secretário do Audiovisual.

Ele é autor de 9 MM: São Paulo, co-criada por Roberto D’Avila para a Fox, e lançou este mês o livro A Televisão na Era Digital – Interatividade, Convergência e Novos Modelos de Negócio pela Summus Editorial. Também dirige o Instituto de Estudos de Televisão e da Fábrica de Idéias Cinemáticas.

Egresso da Escola de Comunicações e Artes (ECA/USP), Newton Cannito é contemporâneo de faculdade de Alfredo Manevy, secretário-executivo do MinC. É um dos supervisores do edital do FICTV, que anuncia hoje à noite seus vencedores em cerimônia na Cinemateca Brasileira.

O cineasta Sílvio Da-Rin era o ocupante anterior e teve sua saída anunciada na semana passada.

Cannito assume o cargo no mês que vem, após deixar o instituto e outras atividades paralelas. “Vamos dar continuidade às políticas da secretaria e planejar o Fundo Setorial de Incentivo à Inovação do Audiovisual em encontros com o setor. Acho que posso contribuir bastante com minha experiência em política de desenvolvimento de programas de televisão.”

Tivemos a oportunidade de ser alunos de Newton Cannito durante oficina de Documentário ministrada em Fortaleza através de uma parceria NPD Vila das Artes, Ministério da Cultura e Prefeitura de Fortaleza.

Cannito é também um dos criadores do seriado Cidade dos Homens, que inovou na linguagem do gênero em programa exibido pela Rede Globo. Podemos afirmar que NEton Cannito é um competente documentarista e tem intenso e vasto conhecimento na Sétima Arte.

Torcemos pelo seu êxito à frente da SAV.

Cannito e a TV na era Digital

De forma ampla e desafiadora, Newton Cannito discute os caminhos da televisão na era digital. Trata do ambiente de convergência digital, dos modelos de negócio do futuro, da interatividade e da democratização dos conteúdos. Longe de ser técnica, a obra aposta em uma nova era na comunicação.

No ar há mais de oitenta anos, a televisão revolucionou o mundo e ajudou a interligar continentes. A telinha influenciou comportamentos, marcou décadas e hoje é o meio de comunicação com maior penetração e importância no planeta. Mas como será a televisão na era digital? Os seminários sobre o tema lotam de pessoas aflitas para conhecer as novas tendências, e a grande maioria dos palestrantes defende a chegada de um apocalipse completo. No livro A televisão na era digital – Interatividade, convergência e novos modelos de negócio, lançamento Summus Editorial, o roteirista e diretor de televisão Newton Cannito vai na contramão dos que acreditam que a televisão vai virar internet e mostra como o digital potencializa a expressão televisiva. O autor fala sobre os desafios da televisão na era digital e apresenta propostas inovadoras para o desenvolvimento da TV nesta nova cultura.

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Pioneira na abordagem do tema, a obra é referência para outros estudos sobre a TV digital no Brasil. Traz informações sobre o conteúdo dos programas e mostra como fazer televisão nesse novo momento. Já na introdução, o autor desconstrói vários mitos, entre eles: o de que a televisão vai desaparecer devido à internet; o de que a narrativa está com os dias contados; o de que o espectador do futuro será totalmente interativo; o de que a TV vai ser personalizada; e o de que todos vão querer ser realizadores de televisão. “Esses mitos surgiram nos últimos anos e vêm confundindo empresas e profissionais”, afirma o autor.

Muito além de uma obra técnica, o livro é imprescindível para quem quer entender a cultura contemporânea e fazer televisão nesse novo contexto. A intenção do autor não é encontrar respostas definitivas para as inúmeras possibilidades que poderão delinear a televisão na era da convergência. “Não podemos errar na estratégia”, afirma Cannito. Para ele, não dá mais para pensar na TV de forma segmentada. O objetivo, revela, é discutir qual programa poderá despertar o interesse do espectador, conquistar a audiência e se propagar socialmente.

Dividido em quatro capítulos e um anexo, o livro aborda desde os conceitos básicos da televisão até as tendências da cultura digital e os caminhos concretos na área de conteúdo. No primeiro capítulo, o autor discorre sobre as especificidades da TV e da mídia digital. No segundo, fala sobre os desafios da televisão no ambiente de convergência digital, abordando tecnologias e modelos de negócio que tendem a dar certo. No capítulo 3, levanta hipóteses de como será a TV na era digital, falando de cultura, interatividade, alta definição, narrativas transmidiáticas e democratização do conteúdo. E, no quarto capítulo, analisa gêneros e formatos que deram certo, partindo dos programas Lost e Big Brother e da qualidade no padrão da MTV Brasil – que considera uma das mais criativas e inovadoras redes de televisão do país.

Ao concluir a obra, o autor faz propostas concretas para transformar a TV brasileira, garantindo seu pleno desenvolvimento. “Temos possibilidades reais de desenvolver uma televisão soberana, que atraia o interesse do povo e conquiste plateias internacionais, contribuindo para a construção de uma nova civilização com mais tolerância e menos conflito“, complementa Cannito.

O livro é resultado da tese de doutorado do autor que, em 2010, mereceu menção honrosa da primeira edição do Prêmio SAV para Publicação de Pesquisas em Cinema e Audiovisual, do Ministério da Cultura. A tese foi defendida na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e teve como orientadora a professora titular e vice-diretora da instituição, Maria Dora Mourão.

O autor

Newton Cannito concilia a prática com a reflexão televisiva. É cocriador e roteirista-chefe da série 9mm: São Paulo (premiada pela APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, em 2008), transmitida pela FOX. Foi roteirista da série Cidade dos Homens e da novela Poder Paralelo, de Lauro César Muniz, transmitida pela Record. Atua ainda como supervisor artístico do Edital FICTV, programa público para a produção de seriados. Dirigiu documentários premiados como Jesus no mundo maravilha, exibido em televisões de 21 países e considerado pelo crítico Jean-Claude Bernardet uma “referência inevitável no documentário brasileiro contemporâneo”. Doutorou-se em televisão pela Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP), é diretor do Instituto de Estudos de Televisão (IETV) e da Fábrica de Ideias Cinemáticas (FICs).

Título: A televisão na era digital – Interatividade, convergência e novos modelos de negócio
Autor: Newton Cannito
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 63,90
Páginas: 264
ISBN: 978-85-323-0658-6
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: http://www.summus.com.br