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Carri Costa convida: TITA & NIC 1000…

Mega Sucesso do ator, diretor e dramaturgo CARRI COSTA, comédia será reapresentada em noite festiva…

MILÉSIMA  APRESENTAÇÃO será na sexta, 2 de NOVEMBRO

Assista ao  espetáculo TITA & NIC – A Comédia no Teatro José de Alencar às 19h. De R$  50,00 por R$ 23,90.

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E AJUDE O TEATRO  DA PRAIA A REABRIR SEU CURSO DE TEATRO.

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Uma peça para aplaudir de pé…

Tirei uma tarde de quarta, deixei os compromissos com a escrita de lado, botei um vestido e uns colares, salpiquei umas gotinhas de perfume, e marquei com uns amigos. Fomos assistir a uma peça de teatro, em cartaz no Sesc Iracema, ali vizinho ao Dragão do Mar.
Um lugar para ficar em pé é o nome do espetáculo e, de fato, quase ficamos em pé, tamanho era o público que resolveu fazer o mesmo que eu e meus amigos: sentar para ver, ouvir e conhecer mais teatro. Em cena, alunos da primeira turma do recém-criado Bacharelado em Artes Cênicas da Universidade Federal do Ceará, ou, como é melhor dito por eles, primeira turma de Teatro do Instituto de Cultura e Arte da UFC, o ICA/UFC.


Pois bem, é o próprio professor que assina a montagem do espetáculo, o chileno Hector Briones, que explica o trabalho como um exercício. Tem razão: Um lugar para ficar em pé é mesmo um exercício cênico, baseado nas obras-primas do clássico Samuel Beckett, romancista e dramaturgo irlandês, um dos mais emblemáticos dramaturgos do Teatro Contemporâneo. Mas cabe ressaltar: Que poderoso exercício !

Fiquei tão bem impressionada com o que vi que preciso dizer isso em público. E contribuir, ainda que de forma singela, com um possível aumento de espectadores na plateia deste grupo coeso e vontadoso que atua e se desfolha em muitas cenas e personagens para tornar crível, dramático, intenso e aplaudível este Um lugar para ficar em pé.
Há muitos anos não via na cena teatral de Fortaleza atores com tanta gana de estar em cena, tanta entrega ao ofício e tão salutar capacidade expressiva. Não vou destacar nenhum nome em especial, embora haja momentos onde um ou outro ator se sobressaia. Porém, um dos grandes trunfos do trabalho desta turma do ICA/UFC é justamente ter realizado seu ofício com este sentido de grupo, de coletividade. Em Um lugar para ficar em pé todos os atores tem iguais chances de mostrar seu potencial e expressar-se na plenitude de sua disciplina e vocação, valendo-se de um texto inquietante e voraz, dentro de um conjunto cênico harmonioso para o qual cooperam, na mesma medida, a luz, o som, a dramaturgia, a composição espacial, o figurino, a encenação. E é isso o que se espera de um espetáculo que chega ao palco como exercício de formação de uma turma estudante de teatro: ninguém mais, nenhum menos, todos juntos, de braços e emoções dadas, atuando em prol do sentido maior, qual seja a expressão pretendida para o texto escolhido conforme uma direção que se dedicou para criar um espetáculo coeso, forte, importante e necessário para quem quer começar (ou prosseguir) fazendo teatro, e fazendo bem, na certeza de que cada um, com suas potencialidades, senões, somas e verdades é um pilar fundamental para a construção do trabalho ofertado ao público. E o público tem entendido isso, felizmente. Se a estreia foi boa, a apresentação seguinte derrubou a mística de que ‘o segundo dia é péssimo’.

O exercício teatral dirigido por Briones é uma tragicomédia com momentos de riso intenso e outros de reflexão, introspecção, questionamentos existenciais densos, como sói acontecer com a profunda e marcante dramaturgia de Samuel Beckett. A atuação dos atores fornece ao espectador todas essas nuances de intenção, torna-se crível e promove adesão, e isto é alicerce para um espetáculo tornar-se consistente. Ademais, a boa performance dos atores insere-se num contexto onde tudo funciona bem: a composição tempo-espaço é plausível, a iluminação acentua gestos e expressões quando esta é a intenção do texto, bem como sublinha outros tantos onde o riso da plateia acontece instantaneamente. A trilha – e que trilha magnífica ! – é de uma beleza intensa, emoldurando os quadros nos quais a dramaturgia se costura em volteios de sensibilidade, intensidade, gestos, expressões, e figurinos colaboradores para a atmosfera a ser alcançada no desenrolar do espetáculo. Portanto, estão de PARABÉNS todos os que estão em cena – e são 15 atores, se a memória não me trai -, o professor-diretor Hector Briones, o operador de luz, e toda a equipe que ajudou  a construir este exercício-espetáculo em cartaz no SESC Iracema, em Fortaleza, o qual ainda este mês sobe ao palco do Theatro José de Alencar.

UM LUGAR PARA FICAR EM PÉ é bem mais que um exercício para ajudar a formar grandes atores. É um Espetáculo de Exercício que merece ser visto, aplaudido e recomendado, como o faz agora este AURORA DE CINEMA referendando este belo, instigante, criativo e vigoroso espetáculo teatral ao qual aplaudimos de pé.

De tal modo ficamos impressionados com Um Lugar para Ficar em Pé que bateu imediata vontade de voltar à cena e pisar de novo no palco, tanta é a capacidade instigadora dos atores postos em cena e tal é a intensidade da magia que assola os que já foram mordidos pelo ‘cupim’ do Teatro: o bichinho invasivo e imortal vai crescendo por dentro, incansável, atento e indormido, e, diante de um espetáculo com poder de arrebatar, ele surge, mais uma vez, forte, pulsante, contaminando e bradando: “é lá que eu quero estar, o palco também é meu lugar !”

FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO
UM LUGAR PARA FICAR EM PÉ

“Tudo desde sempre. Nunca outra coisa. Nunca ter tentado. Nunca ter falhado. Não importa. Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor”.

DRAMATURGIA – SAMUEL BECKETT
DIREÇÃO: HECTOR BRIONES
Canto para a cena: Consiglia Latorre
Figurino: Natália Lima
Orientação de figurino: Yuri Yamamoto
Iluminação: Wallace Rios
Gravação de áudio: Maurício Rodrigues
Projeto gráfico: Caroline Veras
Ilustração: Diego Landin
Produção: Primeira turma de Teatro do ICA/UFC

ELENCO: Altemar Di Monteiro, Aristides de Oliveira, Aurélio Barros, Bruno Martins, Caroline Veras, Débora Frota, Denilson Almeida, Diego Landin, Flávio Gonçalves, Gilvamberto Félix, Hylnara Anny, Jéssica Teixeira, Josélia de Sousa, Kevin Balieiro, Larissa Alves, Marcos Evangelista, Nádia Fabrici, Natália Lima, Nelson Albuquerque e Wesley Umbelino.

Mazé Figueiredo volta ao teatro com O Show da Vida

Espetáculo musical será apresentado sexta à noite no Teatro Dragão do Mar, em Fortaleza…

O espetáculo musical O Show da Vida, de autoria de Walden Luís,  conta  histórias de vida a partir de quadros, nos quais a música, o canto e a dança,
mesclados com o falar nordestino, revelam passagens do cotidiano do povo do Nordeste, mostrando-o em sua simplicidade, ao mesmo tempo com traços de alegria e de bravura.

O expoente do musical é um coro feminino, somado a um elenco talentoso, formado por mulheres que harmonizam com habilidade três artes: dança, música e teatro, mostrando que a beleza da existência está nas coisas simples do dia-a-dia.

No espetáculo, Mazé Figueiredo faz três papéis: uma mulher do povo, uma Mãe de Santo e uma Cigana…

Neste milênio tão conturbado, essas mulheres, longevas e artistas, encontram na arte o caminho para se manterem pró-ativas, lançando um produto cultural
diferenciado no mercado, com qualidade e profissionalismo, desmistificnado a relação terceira idade x improdutividade.

A intenção é fazer com que o espectador enxergue, após ver o espetáculo, o quanto há vida na Terceira Idade e o quanto ela pode ser produtiva e saudável.

Mazé em cena como mãe de santo: fôlego em papéis diversificados…

No folder do espetáculo, o elenco e a produção agradecem a :
Fundação Waldemar de Alcântara, CUCA Che
Guevara, Escola Municipal D. Helder Câmara, CEJA
Professor José Neudson Braga, Lar Torres de Melo e
a todos que de alguma forma contribuíram para a
realização deste trabalho.

O Show da Vida é um projeto do Coral Vozes de Outono, aprovado no III Mecenato da Secult/2011, e que tem apoio da COELCE, volta a ser apresentado nesta sexta, às 20h, no teatro do Centro Cultural Dragão do Mar.

ENTRADA FRANCA

A atriz Mazé Figueiredo (aqui em cena com Aurora Miranda Leão) sobe ao palco em vários papéis, em espetáculo dirigido pela atriz Leuda Bandeira…

Vale a pena conferir ! Mazé Figueiredo é atriz de talento, versátil, e de intensa atuação nos palcos cearenses.

A propósito do Troféu Carlos Câmara…

 O Troféu CARLOS CÂMARA, oferecido anualmente a personalidades que fizeram/fazem e são História no Teatro Cearense, foi entregue esta noite aos queridos amigos Francinice Campos, e Carri Costa, que completa neste 2012 três décadas de estrada nos palcos…

 O troféu Carlos Câmara e Carri Costa, que completa 30 de dedicação ao Teatro…

Tenho orgulho, saudade e felizes lembranças do tempo em que nasceu a ideia da outorga desta comenda – que se tornou a mais importante do Teatro Cearense, e reverencia o nome daquele considerado o maior Comediógrafo da história da nossa Dramaturgia -, na casa onde eu então morava (na rua Oswaldo Cruz). Ideia nascida e compartilhada por Marcelo Costa, eu, Luciano Clever, Quixadá Cavalcante, e Martha Vasconcellos, entre outros colegas do Grupo Balaio.

Francinice Campos: atriz e diretora de intenso trabalho e soberba vocação…

A primeira outorga, no início dos anos de 1980, foi para a lendária atriz Nadyr Sabóia, o ator Clóvis Mathias e o diretor/ator/dramaturgo, mestre querido e admirável, Aderbal Freire-Filho. Coube a mim a indubitável honra e alegria de entregar a estatueta a Aderbal.

Aurora Miranda Leão e Aderbal Freire-Filho: entrega do primeiro Carlos Câmara…

A imagem é um registro da noite inesquecível da entrega do Troféu Carlos Câmara a Aderbal Freire-filho, primeira grande Homenagem do Teatro Cearense a seu filho ilustre, na qual o diretor verteu lágrimas visíveis antes de subir ao palco.

Parabéns aos que mantém viva esta tradição bonita e meritória de valorizar o Teatro, reconhecer o talento dos colegas, e aplaudir a vocação alheia.

Viva Aderbal, Carri Costa e Francinice Campos !
Vida longa ao Troféu Carlos Câmara !

Aurora Miranda Leão (ao lado de Augusto Abreu) como Mestre de Cerimônia da solenidade de entrega do Troféu Carlos Câmara de Teatro, anos de 1990, no Teatro Arena Aldeota…

* A entrega do Troféu Carlos Câmara, nascida e realizada pelo Grupo Balaio (dirigido por Marcelo Farias Costa por mais de 25 anos),a partir deste ano está sob a chancela dos grupos teatrais Quimeras de Teatro (direção do ator/escritor Antônio Marcelo) e da Companhia Brucutus (direção do ator/produtor Emídio Tavares).

Vida longa ao Teatro de Carri Costa !

Carri Costa anuncia os últimos dias de inscrições para aquele que é um dos mais concorridos festivais de Teatro de Fortaleza, o FESFORT.

Por outro lado, Carri prossegue sua luta injusta para manter aberto e funcionando seu popular TEATRO DA PRAIA.

Carri está fazendo diversas apresentações no Theatro José de Alencar, centro de Fortaleza, reunindo seus maiores sucessos de público – espetáculos montados com sua Companhia Cearense de Molecagem -, e toda a renda da bilheteria será revertida em prol da manutenção do Teatro da Praia.

Tita & Nic: mega sucesso de volta ao palco do Thratro José de Alencar…

Loucuras de Amor: Solange Teixeira e Carri fazendo humor com inteligência

Que todos nós, que amamos o Teatro e acreditamos no trabalho de Carri Costa, sejamos solidários à justa causa da manutenção do TEATRO DA PRAIA.

É hora de dar as mãos e fazer ecoar um grito forte em defesa deste espaço cultural de Fortaleza.

Carri Costa deveria receber apoio governamental para manter funcionando seu teatro e não viver lutando para conseguor mantê-lo aberto, ainda que em condições pouco razoáveis.

O Teatro da Praia virou um point para quem gosta de boa diversão em Fortaleza e um queridinho dos muitos turistas que aportam em Fortaleza.

Manter o TEATRO DA PRAIA em funcionamento é garantir diversão saudável e qualificada na capital cearense – além de contribuir para os muitos grupos que fazem teatro no Ceará e ali podem expressar sua Arte -, como também é corroborar com a atuação de Carri Costa no teatro cearense, sendo ele um de nossos artistas mais criativos e de talento aplaudido no país inteiro. 

Todo apoio a CARRI COSTA e ao Teatro da Praia !

O Amor é Arte de Viver… IMACULADA

Vem aí mais um espetáculo dirigido pelo professor, ator, escritor e pesquisador de Teatro, Hemetério Segundo

Em cena, o grupo criado e coordenado por ele e o irmão, Hemetério Terceiro.

A tirar pelo cartaz, IMACULADA é uma flecha no coração, apontando caminhos onde muitos de nós já deixamos pegadas, construindo pontes, tomando atalhos… um poema para se consagrar no palco.

IMACULADAVamos ao Teatro ! 

 Grupo Arte de Viver apresenta
 
IMACULADA
 
Uma mulher comum que, como todas as outras,
descobre o amor, a ele se entrega intensamente
e, conscientemente, sofre com sua perda…
A montagem é o espetáculo de formação da
11ª turma da Oficina Teatral Permanente que,
há 11 anos contribui para a formação de atores
no Estado do Ceará.
 
Elenco:

Isa Vida, Kárita Gardem, Laiza Milena e Patrícia Amaro


Hemetério leva ao palco mais um espetáculo teatral…

Direção: Hemetério Segundo
 
TEATRO SESC EMILIANO QUEIROZ
Dias 1, 2, 8 e 9 de OUTUBRO
Sempre às 20 horas
 
Informações: (85) 8759.5866 

Guaramiranga prepara mais um Festival de Teatro

O FNT acontecerá de 3 a 10 de setembro na cidade serrana com espetáculos de sete estados do Nordeste, além do RJ, DF, PR, MG, RS e da Argentina. 

Uma cidade com apresentações teatrais por todos os lados. Assim estará a serrana cidade cearesne de 3 a 10 próximos quando ali acontece mais uma edição do Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga.

O XVIII Festival Nordestino de Teatro – FNT tem como palco principal o teatro Rachel de Queiroz. Praças, ruas e outros espaços não convencionais vão receber os espetáculos da Mostra Nordeste, Mostra Paralela, Palco Giratório / SESC, Oi Esquetes, FNT para Crianças, Guaramiranga em Cena e Mostra Ceará Convida, com grupos do Brasil e Argentina. 

Realizado pela Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga – AGUA, o FNT terá, em oito dias de programação, espetáculos teatrais e de cultura popular, contação de histórias, shows, cortejo, além do Programa de Formação com ciclo de debates e X Encontro de Artistas Pesquisadores, cujo tema este ano é “O teatro e a poética do espaço”. A ideia é contribuir para a troca de conhecimentos nos campos das artes cênicas, promovendo um forte trabalho de intercâmbio cultural em suas mais diversas expressões. 

MOSTRA NORDESTE 

Na noite de abertura, inicia-se a MOSTRA NORDESTE, composta de nove espetáculos selecionados pela comissão formada por Silvero Pereira, Thiago Arrais e Vanéssia Gomes, que utilizou como critério a qualidade do trabalho teatral, diversidade estética e como estes investigam o teatro de rua e o teatro na rua. 

Integram essa Mostra: Charivari (Grupo Ninho de Teatro | CE), Circoluz Brincante (Cia Tapete Criações Cênicas | MA), Abajur Lilás (Grupo Imagens de Teatro | CE), Qualquer Coisa a Gente Inventa (Grupo Os Bobos da Corte | BA), Flúvio e o Mar (Atores à Deriva Coletivo Artístico | RN), O Canto de Gregório (Grupo Magiluth | PE), O Auto da Folia de Reis (Grupo Corpos Teatro Independente | PI), Pólo Marginal – Opereta de Rua (Grupo de Teatro de Rua Loucos e Oprimidos da Maciel | PE) e Flor de Macambira (Grupo Ser Tão Teatro | PB). 

Ainda na noite de abertura, o FNT recebe na MOSTRA CEARÁ CONVIDA o grupo Teatro do Anônimo, do Rio , com o espetáculo Roda Saia Gira Vida. O espetáculo estreou em 1994 e atingiu sucesso de público e crítica. Este foi o primeiro mergulho profundo do grupo no universo dos clowns e das trupes mambembes, emergindo como resgate da linguagem clássica, numa revisão recheada de humor e poesia. 

O sábado de encerramento da 18ª edição do FNT terá mais dois convidados nessa mostra: de Brasília, virá o Circo Teatro Artetude com o espetáculo O Grande Circo dos Irmãos Saúde. Formado há dez anos, o grupo já participou de importantes festivais nacionais, como Tangolomango e Palco Giratório, e tem o circo como instrumento para a construção de um pensamento, baseado em sentimentos como respeito, disciplina, confiança e perseverança. 

Da Argentina, o festival recebe o Circo de Variedades Escênicas, com o espetáculo Prismáticos, que também será apresentado na noite de encerramento. Hilariante, desmedido, cheio de jogos e de participação do público, o espetáculo é apresentado por dois palhaços, que trazem uma história onde a definição das personalidades é o conflito principal da trama. 

Já o SESC leva ao FNT cinco espetáculos do PALCO GIRATÓRIO: O Evangelho Segundo São Mateus (Grupo: Delírio | PR), Bilú e Curisco (Grupo Armatrux | MG), Dentrofora (Grupo In.co.mo.te-te | RS), Parangolé (Grupo Armatrux | MG) e O gordo e o magro vão para o Céu (Grupo In.co.mo.te-te | RS).

Ao longo da semana, acontecerá a MOSTRA PARALELA, inteiramente dedicada a grupos cearenses, com apresentações dos seguintes grupos: Triim (Grupo Barafustar de Teatro), E Se… (Grupo Princípios Básicos de Teatro |Turma Noite 2011), A Revolta das Coisas (Grupo Pavilhão da Magnólia), Ai se cêsse (Grupo Arte Jovem de Redenção) e Os riscos da vida na rua (GTRG – Grupo de teatro representante da vida | Taíba). 

GUARAMIRANGA EM CENA e OI ESQUETES 

Artistas da cidade sede do FNT estão na mostra GUARAMIRANGA, apresentando o Reisado Santo Reis do Oriente (Reisado Mestre Vicente Chagas), o espetáculo Flor do Sertão (Grupo Artimanhas) e Dramas de Guaramiranga (Com os grupos Tradição, Raízes e Recordar é Viver). 

A Oi, patrocinadora do Festival, leva para a Mostra OI ESQUETES o grupo 3X4 de Teatro, do Ceará, que apresentará repertório de esquetes. 

Diariamente, até o penúltimo dia do Festival, o fim de tarde será dedicado ao público infantil, com a mostra FNT PARA CRIANÇAS. Quem se apresenta é o Grupo Garajal, de Maracanaú, com um espetáculo diferente a cada dia. 

Mas o Festival de Teatro também se estende a Baturité, município vizinho, com a apresentação de três espetáculos cearenses: O Maligno Baal, o Associal (Grupo Experimental de Teatro), A Granja (Grupo Nóis de Teatro) e Terreiro de Histórias (Grupo Armadilhas Cênicas de Teatro). 

Guaramiranga: cidade atrai muitos visitantes e em setembro pára para ver TEATRO

CICLO DE DEBATES 

Diariamente, a partir do dia 4, as manhãs serão de debates sobre os espetáculos da Mostra Nordeste, encenados na noite anterior. Este ano, serão debatedores: 

André MagelaProfessor do Instituto de Cultura e Artes e coordenador do Curso de Teatro – Licenciatura, ambos na Universidade Federal do Ceará – UFC. Doutorando do programa de pós-graduação em Educação da UFC. Mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Pós-graduado em Terapia Através do Movimento – Corpo e Subjetivação pela Faculdade de Dança Angel Vianna. Licenciado em Artes Cênicas pela UNIRIO. Ator formado pela Casa de Artes de Laranjeiras – CAL. 

Celso Nunes – Destacado encenador, Professor Doutor e Advanced Rolfer, atua em muitas companhias e está vinculado a espetáculos marcantes desde os anos de 1970. Dirigiu. entre tantos outros, espetáculos premiados com Fernanda Montenegro e Fernando Torres (Seria Cômico…Se Não Fosse Trágico), Paulo Autran (Coriolano, de William Shakespeare, e Equus, com Autran ao lado de Ewerton de Castro), Marilena Ansaldi e Rodrigo Santiago (Adaptação do texto de Wilhelm Reich para Escuta, Zé!), Lilian Lemmertz e Ewerton de Castro (Patética!, sobre o assassinato de Wladmir Herzog), Renata Sorrah (Grande e Pequeno, texto de Botho Strauss), Regina Duarte e Marcos Caruso (Honra), Gabriel Braga Nunes e Petrônio Gontijo (K2), Julia Lemmertz, Ednei Giovenazzi e Orã Figueiredo (Molly Sweeney: Um Rastro de Luz), Carmo Dalla Vecchia, Susana Ribeiro e Edson Fieschi (Estranho Casal  – espetáculo em cartaz) e Mariane Feil, Marta Nora e Sheila Sabag (As Criadas – em cartaz). 

Cida de Sousa –Doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ. Professora dos Cursos de Jornalismo e Publicidade da UFC, onde coordena o Curso de Especialização em Teorias da Comunicação e da Imagem. Formada pelo Curso de Arte Dramática da UFC, participou do I Festival de Teatro de Guaramiranga. 

PROGRAMA DE FORMAÇÃO 

Consta da programação do FNT uma série de atividades de formação. Todos os dias pela manhã, de 9h às 12h, são realizados debates no Mosteiro dos Jesuítas acerca dos espetáculos apresentados na Mostra Nordeste, mediados por André Magela (RJ), Celso Nunes (SP) e Cida Sousa (CE). Dias 9 e 10, acontece o X Encontro de Artistas Pesquisadores, às 14 horas, na sede da AGUA, tendo como tema central “O teatro e a poética do espaço” e contando com a participação de Adelice Souza (BA), Victor Cayres (BA), André Magela (RJ/CE), Danilo Pinho (CE), Hebe Alves (BA) e Deolinda Vilhena (PA/BA). 

Outro destaque do programa de formação é a residência teatral com o Grupo Garajal, de Maracanaú/CE. Serão oferecidas ainda atividades voltadas para a música, na programação da Cidade da Arte, de 5 a 9 de setembro, com oficinas de prática instrumental, apresentações musicais, contação de história musicada e recital didático. O programa inclui ainda cineclube, laboratório do Clubinho da Fotografia e laboratório de jornalismo comunitário impresso na Escola de Comunicação da Serra (ECOS) e Escolas Públicas. 

SERVIÇO

XVIII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (FNT) – De 3 a 10 de setembro em Guaramiranga/CE. Informações: (85)3321.1405, (85)8722.2677, fnt2011@gmail.com e agua@agua.art.br. Site: www.agua.art.br.

MADAME NO AR Estréia Quarta

Veterana e premiada atriz Mazé Figueiredo apresenta monólogo em quatro apresentações gratuitas

 

Após conquistar o Prêmio Balaio de Melhor Atriz (Troféu Carlos Câmara 2011), por seu desempenho na peça “E eu joguei flores nas minhas memórias”, de Caio Quinderé (ao lado da atriz Aurora Miranda Leão), a veterana atriz Mazé Figueiredo retorna aos palcos com o monólogo “Madame Noar”, texto de Nicolas Almeida com direção de Leuda Bandeira.

“Madame Noar” terá quatro encenações gratuitas: estréia no Theatro José de Alencar, QUARTA, dia 6, às 19 horas; Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, dia 10 (domingo), 9 horas; Teatro SESC Iracema, dia 12 (terça-feira), 20 h; e Teatro SESC Emiliano Queiroz, dia 19 (terça-feira), às 20 horas. 

QUEM É “Madame NoAR

Na desenvoltura deste monólogo, uma misteriosa e excêntrica personagem percorre um delicioso trajeto de sua existência, onde o imaginário emerge de maneira brilhante e seus mais loucos sonhos são impulsionados a seguirem pelo mundo real, quando se transforma em uma consulente identificada com o universo da magia, do misticismo e adivinhações. Construindo um link com histórias de alguns contos de fadas, tudo isso acontece num clima alegre de uma irreverente comédia.

E o cotidiano das pessoas vai desfilando em seu programa como um rio de águas tranquilas, com instantes reveladores da alma humana, registrados e analisados num maravilhoso mosaico de situações hilariantes e jocosas. Tudo isso, através de uma linguagem envolvente, que permitirá uma interação entre a atriz solista e os espectadores, e cujo resultado final se apresenta como um inusitado produto cultural, revelador de uma poética contundente de risos, tão presente nos contos de fadas. 

Patrocínio do Programa Cultura da Gente

A temporada de “Madame Noar” tem o patrocínio do Programa Cultura da Gente, que apóia projetos artísticos desenvolvidos por funcionários da ativa e aposentados do Banco do Nordeste (BNB).

Ação de desenvolvimento humano e responsabilidade social corporativa do Banco do Nordeste, o Cultura da Gente apóia projetos individuais ou coletivos, de autoria ou co-autoria de funcionários e aposentados da instituição, até o valor de R$ 10 mil, nas áreas de música, artes cênicas, audiovisual, artes visuais, literatura e cultura popular.

Coordenado pela consultora interna Rosana Gondim, o Programa é uma iniciativa conjunta dos Ambientes de Comunicação Social, Gestão da Cultura e Responsabilidade Socioambiental, e a Área de Desenvolvimento Humano do BNB

Sentimentos Triviais, Boa Música e Flores a Jogar nas Memórias

O sonho de ganhar na loteria e mudar a vida: novos sonhos, projetos de felicidade encomendados, o vislumbrar de dias diferentemente melhores. Duas mulheres, uma tia e uma sobrinha, dividem o cotidiano solitário numa quitinete qualquer de uma grande cidade. E num momento limítrofe ao desespero, vêm à tona sentimentos como rivalidade entre irmãs, inveja, recalques, intrigas, disputas pelo amor de um mesmo homem, superstições, dúvidas, maledicências, e crença até no desconhecido. 

Esta é a trama básica da dramaturgia que Caio Quinderé nos oferece em E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias. 

Escrita há uns 6 anos, a peça chega agora aos palcos: a estréia acontece no próximo sábado, dia 21, às 19h, no Teatro Sesc Emiliano Queiroz. 

Em cena, Aurora Miranda Leão e Mazé Figueiredo são Maria Lúcia e Maria do Desterro, seguindo caminhos interpretativos a partir das indicações da direção, dividida entre o próprio Caio e Ilclemar Nunes (ator, dramaturgo e diretor cearense, de longa estrada nas artes cênicas). 

Segundo o autor, Caio Quinderé, havia a intenção de uma montagem anterior. Corria o ano de 2005 e os ensaios tiveram início numa sala do teatro José de Alencar com Aurora Miranda Leão e Aline Pereira… até que veio um convite para Caio retornar ao Rio, onde passou parte da infância e adolescência. E o autor deslocou-se para a Cidade Maravilhosa, onde também foi trabalhar com teatro. E foram dois anos de muita atividade na seara da produção. Caio, entretanto, nunca abandonou a idéia de levar as flores das memórias ao tablado e, ano passado, aceitou convite da atriz Mazé Figueiredo para levar adiante o projeto, agora com novo desenho cênico. Mazé então inscreveu o projeto da montagem do espetáculo no edital do programa Cultura da Gente (leia-se Banco do Nordeste) – destinado a funcionários aposentados da instituição – e o resultado não poderia ser mais feliz:  projeto aprovado, foram dados os primeiros passos para a montagem que agora chega ao teatro.  

Aurora e Mazé levam à cena a criação de Caio Quinderé

Mazé Figueiredo e Aurora Miranda Leão estão em cena vivendo Desterro e Lúcia. Caio criou a luz e a trilha sonora, a partir da inspiração recolhida através das notas do piano de Antônio José Forte – de quem Caio ouviu a melodia de E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias, e daí “pescou” o título da peça que ainda estava por escrever… Envolta nos acordes de Antônio José, as letras a brotar do imaginário de Caio foram sintonizar em grandes ícones do nosso cancioneiro, irrigando a cena com sonoridades preciosas, emoldurando com sutileza as palavras que brotam férteis e velozes de sua criação dramatúrgica: Chiquinha Gonzaga e Pixinguinha enriquecem e dignificam ainda mais o espetáculo, no qual a composição homônima de Antônio José é a célula-mater auditiva.

Hora de preparar a cena e ver transformadas em “realidade” as palavras rascunhadas no papel, Caio convidou Ilclemar Nunes para a direção, Luciano Morais para a produção, Neiara Leão para a criação de figurinos, e o resultado de 4 meses de ensaio poderá ser visto agora, na temporada que começa sábado no Teatro Emiliano Queiroz.

 Vamos ao Teatro !

 

Mazé e Aurora: as conflituadas Desterro e Lúcia

SERVIÇO

E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias

Texto: Caio Quinderé

Direção: Caio Quinderé e Ilclemar Nunes

Onde: Teatro Emiliano Queiroz

ESTREIA: dia 21/8, sábado, 19h

Temporada: 22,28 e 29 de agosto

ENTRADA FRANCA