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Público reafirma empatia total com AVENIDA BRASIL

Novela de João Emanuel Carneiro foi a grande vencedora do Troféu MELHORES DO ANO, realizado pelo programa do Faustão…

Congela! Adriana Esteves levou o troféu de Melhor Atriz (Foto: Domingão do Faustão/ TV Globo)

Há muito tempo, o tradicional Domingão do Faustão não registrava audiência tão grande. No domingo passado, por conta da entrega da premiação MELHORES DO ANO – como acontece há 12 edições -, com o público sabendo que o maior número de indicações cabia à novela AVENIDA BRASIL, o ibope do programa foi lá pra cima, saltando dos costumeiros 13 a 15 pontos para 20, com picos de 25 pontos.

MEL MAIA: Atriz Revelação Mirim fez sua estreia na novela como a pequena Nina e disse que quer ser como Adriana Esteves quando crescer…

Adriana Esteves posa com o troféu  (Foto: Domingão do Faustão/ TV Globo)

Uma emocionada e emocionante ADRIANA ESTEVES entrou no palco do DOMINGÃO sob aplausos de uma plateia que abraçava a atriz aos gritos de ‘Carminha, Carminha”…
 “Acho que foi mérito de muita gente. Além de ser muito bem escrita, com equipe de primeira. O cupido deu uma fisgadinha: eu sou completamente apaixonada pela Débora (Falabella), pelo Murilo (Benício) e pelo Marcelo (Novaes). Não me preparei pra ter tanta solidariedade. Nunca vi um camarim tão solidário. A protagonista em dupla com a antagonista. Fiquei profundamente apaixonada por todo mundo da novela. Foi difícil quando a novela acabou. Tive que me despedir dos meus amores”, declarou a atriz.
Na exibição do último capítulo, Marcelo Novaes, Mel Maia e Adriana Esteves…

E não era pra menos: depois de ter causado uma tristeza enorme em grande parte do público, que se sentiu ‘orfão’ com o final da trama protagonizada de forma magistral pela atriz ADRIANA ESTEVES – fazendo da novela das 21h o maior êxito da TV Globo em 2012, e reverberando na trama de Glória Perez – Salve, Jorge -, ainda agora com índices de audiência bem abaixo do normal nessa faixa de horário -, nada mais natural do que o público da novela ficasse de prontidão em frente à telinha para rever o elenco da novela e, sobretudo, para aplaudir ADRIANA ESTEVES e sua magnífica Carminha.

A Atriz, a última a receber a estatueta, foi aplaudida de pé aos gritos de “Carminha, Carminha”, e não conseguiu conter as lágrimas.

Adriana Esteves leva prêmio de melhor atriz do ano (Foto: Domingão do Faustão/ TV Globo)

O público, por instantes, pôde rever a genial criadora da inequecível personagem e declarar, mais uma vez, à própria atriz, o quanto apoiou, se emocionou, torceu e aplaudiu/aplaude o trabalho da atriz.

Adriana disse: “Teve um dia que eu não quis vir no Arquivo Confidencial para não chorar, e hoje estou chorando. É um cansaço tão grande, a gente luta, trabalha, acredita, se prepara, sou uma pessoa que não aderiu às redes sociais, mas quero agradecer a todo mundo que durante este ano curtiu a nossa novela. Eu tenho tanta gente para agradecer, tenho que fazer um agradecimento especial ao João Emanuel Carneiro. Quando ele me mostrou a sinopse, eu disse que podia fazer qualquer personagem, faria até os homens, mas ele disse que era a Carminha. É uma novela encantadora, olha aí o resultado, tantas indicações de prêmios. O João Emanuel me apresentou as melhores ondas para eu surfar, é um elenco que eu tenho orgulho de todo mundo. Eu preciso agradecer a minha empresária, minha equipe de casa, minha mãe, Paulinho, que ficaram cuidando dos meus filhos, do Vladimir eu cuido!”, disse ela, citando ainda os filhos, Felipe e Vicente, e a enteada, Agnes.

Além disso, Adriana esteves dividiu a homenagem com as amigas Cláudia Abreu e Débora Falabella, que concorriam com ela na mesma categoria, e fez uma homenagem especial à Cássia Kiss: “Fiz uma novela antes com ela e ficava assistindo ela construindo a Dulce, de Morde & Assopra, e fiquei pensando que eu queria ter uma personagem para me dedicar como ela, e eu não imaginava que seria logo em seguida. A Carminha foi a minha Dulce”.

Murilo Benício saboreia vitória (Foto: Domingão do Faustão/TV Globo)

MELHOR ATOR: vivendo o dócil, amigo e sofrido Tufão, Murilo Benício ganhou mais uma vez o troféu, arrebatando o público com um personagem querido por todos, e que teve até torcida por um final feliz…

Adriana Esteves fez bonito agradecimento à equipe de AVENIDA BRASIL e disse ter muito orgulho de todos os colegas de elenco: “Eu os amo muito”.

Adriana Esteves: ‘A Carminha entrou na minha vida de forma avassaladora’…

Cláudia Abreu,linda em sua doce simpatia e generosidade, lembrou com carinho da personagem Shayenne, e disse que o trio de atrizes que fazia as ‘empreguetes’ também merecia estar ali…

O mais bacana na entrega deste troféu MELHORES DO ANO do DOMINGÃO DO FAUSTÃO é que a seleção dos indicados é feita pelo corpo de funcionários da Rede Globo, que indica 3 nomes em cada categoria. E o vencedor dentre os 3 é uma escolha do público – via internet, SMS, celular ou telefone fixo.

O personagem ‘Adauto’, um dos mais queridos da trama, deu a Juliano Cazarré o primeiro troféu da carreira…

Isis Valverde, que esbanjou sensualidade, talento e carisma com a ‘periguete’ Suélen, foi eleita Melhor Atriz Coadjuvante…

A potiguar Titina Medeiros, em sua estreia na telinha (novela ‘Cheias de Charme’), foi consagrada por público e crítica e fez de Socorro uma personagem inesquecível… a atriz dedicou à colega Claudia Abreu a estatueta, a quem não cansou de agradecer por todo o afeto e apoio…

Faustão posa com Sandra Annenberg, que venceu o prêmio de Jornalismo (Foto: Domingão do Faustão / TV Globo)

Já a querida jornalista Sandra Annemberg foi a vencedora na categoria JORNALISMO. E estava bem emocionda, fazendo uns dos discurso mais comoventes da noite.

Ela entrou no palco sendo ovacionada pelo público. Pela primeira vez no programa, Sandra tentou conter as lágrimas, oferecendo o troféu à equipe do telejornal das 13:15h, o Jornal Hoje. “Esse prêmio é do amor da minha vida, Ernesto Paglia, eu sou a âncora dele,  e a Eliza, minha filha. Aos meus pais, madrasta, irmãos e enteados. Principalmente, para a equipe do Jornal Hoje. Ninguém faz televisão sozinho. Só assim a gente consegue trazer a notícia em tempo real”.

Sandra também fez uma tocante homenagem às vítimas da tragédia de Santa Maria (RS): “Queria dividir esse prêmio com as 240 famílias que perderem seus filhos. É uma tristeza profunda. Espero que consigamos renascer aos poucos”.

Deb e Mu 3 mar 13

Nos bastidores do Domingão, o casal criado a partir de Avenida Brasil, Débora Falabella e Murilo Benício eram a imagem da paixão e cumplicidade…

Cacau Protásio, a fantástica intérprete de Zezé, ganhou o coração do público e nós também queríamos um troféu pra ela… mas o páreo era duro…

De fato, quando uma obra causa o impacto causado por AVENIDA BRASIL é como se uma seleção tivesse em campo, um grupo de surfistas estivesse na mesma onda, como bem disse Adriana Esteves. Assim, a sensação de que, este ano, o troféu MELHORES DE ANO tinha que ter sido dado mais de um numa categoria, ficou claro.

A encantadora Mãe Lucinda de Vera Holtz e a Nina de Mel Maia…

Assim como já aconteceu, e pode acontecer, de empate em concursos de escolas de samba, defendemos que, neste caso específico, pudesse haver mais de uma estatueta por categoria. E assim teríamos premiado os três candidatos a ator – Murilo Benício, Marcelo Novaes e Cauã Reymond -, e duas mulheres como REVELAÇÃO: Cacau Protásio e Titina Medeiros.

VERA HOLTZ: um troféu que ficou faltando…

Cláudia Missuri: atuação digna de sonoros aplausos

Além de deverem ser agraciados também os exuberantes Marcos Caruso, VERA HOLTZ, Eliane Giardini, Fabíula Nascimento, Heloísa Perissé, Alexandre Borges, Cláudia Missuri, Letícia Isnard, José de Abreu, Camila Morgado e Débora Bloch, que também mereciam troféus por tudo que ajudaram a construir em AVENIDA BRASIL, a novela das Novelas…

O casamento de Jorginho e Nina: Cauã Reymond, Débora Falabella, Juca de Oliveira e Vera Holtz em cena…

Sei que você, leitor amigo, pode dizer: ‘Mas aí era gente demais pra premiar…”

E era mesmo ! AVENIDA BRASIL teve ademais este mérito exemplar: é uma novela que acabou, deixou uma lacuna de saudade que dói ainda hoje, e plantou nos corações de quem acompanhou a trama cotidianamente (sofrendo quando era preciso perder um capítulo), como este Aurora de Cinema, a certeza de que, desta vez, uma exceção deveria ter sido aberta, e mais troféus deveriam ter sido confeccionados para se conceder premiações duplas e triplas ao elenco de AVENIDA BRASIL !

José Loreto: mais uma estatueta que poderia ter vindo…

Débora Falabella e Adriana Esteves: protagonistas de uma novela coroada de êxito…

Dos prêmios, o único que este AURORA DE CINEMA acha que veio cedo demais foi o de Thiago Abravanel, uma vez que Salve, Jorge começou apenas no segundo semestre, e o ator poderia ser candidato na premiação referente a 2013. Pelo ano de 2012, defendemos a premiação para o ator José Loreto, que, estreante no horário das 21h, compôs um personagem com ares de Ator de profundo conhecimento do métier e com talento exuberante, o ótimo Darckson, a alegria e descontração do bairro do Divino, o subúrbio adorável de Avenida Brasil.

MARCELO NOVAES: Ator teve a chance de mostrar todo seu vigor interpretativo, fez vários ‘gols’ em Avenida e deveria ter levado uma estatueta…

Portanto, a entrega do troféu MELHORES DO ANO reafirmou neste 2013 a consagração da novela AVENIDA BRASIL, de João Emanuel Carneiro, com uma grande equipe de diretores, capitaneada por Ricardo Waddington, Amora Mautner e José Luiz Villamarim -, um formidável elenco, e uma equipe aguerrida e sobejamente competente que fez de AVENIDA BRASIL um marco na Teledramaturgia Brasileira.

Depois dessa trama adorável, da qual sentiremos falta vida afora, a Teledramaturgia Brasileira se divide em Antes e Depois de AVENIDA BRASIL.

O mais efusivo APLAUSO AURORA DE CINEMA para Avenida Brasil…

Confira os indicados e os vencedores

Ator Cauã Reymond, pelo Jorginho de “Avenida Brasil” Marcello Novaes, pelo Max de “Avenida Brasil” Murilo Benício, pelo Tufão de “Avenida Brasil” (VENCEDOR)

Atriz Adriana Esteves, pela Carminha de “Avenida Brasil” Cláudia Abreu, pela Chayene de “Cheias de Charme” Débora Falabella, pela Nina de “Avenida Brasil”

Ator Coadjuvante José de Abreu, pelo Nilo de “Avenida Brasil” Juliano Cazarré, pelo Adauto de “Avenida Brasil” (VENCEDOR) Marcos Caruso, pelo Leleco de “Avenida Brasil?

Atriz Coadjuvante Eliane Giardini, pela Muricy de “Avenida Brasil” Isis Valverde, pela Suelen de “Avenida Brasil”  (VENCEDORA) Vera Holtz, pela Lucinda de “Avenida Brasil”

Ator/Atriz Mirim Ana Karolina Lannes, pela Ágata de “Avenida Brasil” Luiz Felipe Mello, pelo Junior de “Salve Jorge” Mel Maia, pela Rita de “Avenida Brasil” (VENCEDORA)

Atriz Revelação Cacau Protásio, pela Zezé de “Avenida Brasil” Débora Nascimento, pela Tessália  de “Avenida Brasil” Titina Medeiros, pela Socorro de “Cheias de Charme” (VENCEDORA)

Ator Revelação Daniel Rocha, pelo Roni de “Avenida Brasil” José Loreto, pelo Darkson  de “Avenida Brasil” Tiago Abravanel, pelo Demir de “Salve Jorge” (VENCEDOR)

Jornalismo Patrícia Poeta Sandra Annenberg (VENCEDORA) William Bonner

Humor Fernanda Torres, pela Fátima  de “Tapas & Beijos” Leandro Hassum, pelo Jorginho de “Os Caras de Pau” Rodrigo Sant’Anna, pela Valéria  de “Zorra Total” (VENCEDOR)

Música do Ano “Amor de Chocolate”, de Naldo “Assim Você Mata o Papai”, do Sorriso Maroto “Camaro Amarelo”, de Munhoz e Mariano (VENCEDOR)

FECIM: este Festival nasceu com fôlego de gigante

AURORA DE CINEMA direto do FECIM-Muqui

Estar na edição inaugural do Festival de TV e Cinema Independente de Muqui – adorável cidade do sul capixaba – foi uma das mais felizes experiências desta nossa vida de repórter, sempre em busca dos lugares e fatos onde o Cinema Brasileiro é destaque ou possa ser sublinhado.

O FECIM ganhou meu interesse desde que soube que o festival era ideia de um grupo de jovens que trabalham com teatro, audiovisual, música, dança e outras artes, e cujo foco irmanava, numa mesma pulsação, os meandros da Sétima Arte e também os da Televisão – sobretudo no tocante à Telenovela.

Sempre achei: quem gosta de contar e ouvir histórias e, portanto, é um apreciador de Dramaturgia (ainda que não tenha consciência disso), não pode desprezar nenhum tipo de espaço ou veículo onde isso se dá. Afinal, os pilares das três principais artes onde isso acontece são o Teatro, o Cinema e a TV. Em todos esses, as histórias contadas, encenadas, exibidas, veiculadas são DRAMATURGIA. Cada meio tem sua especificidade, óbvio, mas a força motriz é a mesma.

Thelma Guedes e Duca Rachid: contribuição relevante ao FECIM…

Sou uma apaixonada por Dramaturgia, irremediavelmente levada pelo Teatro – a Arte Milenar -, o Cinema e as Telenovelas. Daí, quando descobri o FECIM (através da página da escritora Duca Rachid no Facebook), não pensei duas vezes: “Vou saber quem organiza este festival e vou tentar ir”. E assim o fiz.

Entrei rapidamente em contato com Léo Alves, o idealizador e coordenador-geral, e me apresentei, dizendo que queria muito estar em Muqui para o FECIM. A partir daí, nossa troca de conversas fluiu célere e sempre conectada. Foi mais de um mês trocando e-ms e tentando falar com Léo pelo telefone, o que acabei só conseguindo quando já estava na capital capixaba – nossa agendas não se encontravam nunca. Mas um dia recebi uma mensagem super carinhosa e estimulante de Léo Alves: “Aurora, engraçado, tenho cada vez mais a sensação de já te conhecer há muito tempo”. E essa  sensação passou a nos guiar…

Léo Alves no centro e seus renomados convidados: tudo fluiu em perfeita sintonia no FECIM…

Conhecer Léo Alves foi uma gratíssima satisfação. Nós temos mesmo tudo a ver. Léo possui uma energia vibradora que realiza, e caminha rumo aos objetivos traçados com determinação, sensibilidade e serenidade que cativam à primeira vista. Logo, nas primeiras trocas de e-ms, Léo Alves já tinha me ganhado. E quando ele foi me receber na rodoviária de Cachoeiro do Itapemirim, na véspera da abertura do FECIM, foi como o encontro de dois amigos, que apenas não se viam há alguns meses.

Teatro Neném Paiva lotou todas as noites para ver CINEMA de graça no FECIM…

Cheguei em Muqui na noite de quarta, 31 de outubro, e fiquei surpresa ao ver tudo já em clima de festival, e com ares de grande evento. Na praça principal da bela cidade histórica, epicentro do FECIM, tendas estavam armadas, bem decoradas e iluminadas. Cartazes espalhados nos postes, banners pelas tendas e no Teatro Neném Paiva – QG da Produção (montado na Escola de Música contígua ao teatro) -, e funcionários trabalhando como se o festival já tivesse começado, tudo causava positivo impacto diante de um evento que iria acontecer numa cidade interiorana, em ritmo de estreia.

Desde o início percebi: o FECIM chegava muito bem estruturado e os organizadores tinham pensado o festival como um evento para nascer forte, se firmar e evoluir. Havia, no íntimo de cada um que circulava ali nas tendas e entorno do QG do FECIM, uma vontade de acertar e a certeza de estar no caminho certo, cujos fluidos me alcançaram rapidamente.

E a partir da minha chegada ao ponto central do FECIM – onde Simone Marçal ultimava detalhes da produção em conversas com uma grande equipe, formada em sua maioria por voluntários -, senti que o festival idealizado por Léo Alves seria um sucesso.

Aliás, a criativa logomarca – criação do artista Wilson Ferreira – e a graça de garota encontrada por Léo para protagonizar todo o material de divulgação do FECIM, já trazia embutido um certo condão de ludicidade e beleza, capazes de conquistar de imediato.

A vinheta criada por Léo Alves como principal peça audiovisual publicitária do FECIM é de uma plasticidade singela e cativante.

Com a jornalista Aurora Miranda Leão, a graciosa empatia de Duda Teixeira, a cativante ‘mascote’, mais um trunfo do FECIM

A menina Maria Eduarda (Duda) Teixeira tem uma docilidade e empatia que a câmera captou e o coração do público aderiu prontamente com o maior afeto, conectando instantaneamente ao chamado do Cinema na Cidade Menina

As irmãs Fernanda e Simone Marçal, tocando o FECIM, festival que foi uma sucessão de acertos…

Esta primeira impressão teve chance de se confirmar todos os dias: em cada atividade da programação, afirmava-se o acerto de um projeto bem pensado, feito coletivamente, com um plano de trabalho bem elaborado, debatido, e absorvido por toda a equipe.

Turma preparada para o belo cortejo que abriu lindamente a programação do FECIM…

Essa sintonia que houve (e há) entre os que realizaram o I FECIM é o grande trunfo deste festival, que, nem bem terminou, e já emana novas e boas vibrações através de reuniões virtuais e troca de ideias entre os muitos que pensaram o FECIM, e agora orquestram um festival ainda melhor para 2013, ancorados e estimulados (com todo merecimento) por nomes de envergadura que participaram de sua programação, e hoje derramam-se em elogios para este Festival na Cidade Menina, o qual, de caçula, só tem o fato de estar na pioneira edição.

Parte da equipe que tocou o FECIM e a jornalista Aurora Miranda Leão…

Mas o FECIM que eu vi nascer em postagens via web é um festival da maior importância, nascido com energia e estrutura suficiente para alçar grandes voos e prospectar grandes ações na seara da dramaturgia e do audiovisual, a partir de MUQUI.

Cavi Borges, Aurora Miranda Leão e Claudia Puget: sintonia artística no FECIM…

Anotem o que este AURORA DE CINEMA vem dizendo desde que começamos a postar informações sobre o FECIM: este Festival ainda vai ser tão concorrido que vai chegar o dia em que hotéis e estabelecimentos ‘Cama & Café’ de Muqui e cidades vizinhas não vão conseguir abrigar todos os interessados em participar in loco de sua programação.

Que deve ser maior a cada edição. O que este AURORA DE CINEMA viu e ouviu de gente elogiando o FECIM fez esta redatora ficar de dedo cansado de tanto teclar.

Desde o mais pacato morador de Muqui até nomes como os da escritora e Doutora em Cinema, Bernadette Lyra; passando pelo do cineasta/produtor Cavi Borges; o do escritor Eduardo Nassife; o do ator Mouhamed Harfouch; as cineastas Luíza Lubiana e Ceci Alves; até as escritoras Thelma Guedes e Duca Rachid; todas as falas, como em uníssono, davam conta das mesmas impressões: o FECIM foi uma sucessão de acertos, seus ‘maestros’ (encarnados em Léo Alves, Jussan Silva, e Simone Marçal) estão de PARABÉNS, Muqui é uma cidade adorável, a equipe trabalhou com competência e disposição, e o Festival chegou com  porte de Leão.

Desde o lúdico cortejo inaugural, passando pelas exibições lotadas, a roda de samba debaixo de chuva na praça principal de Muqui, os almoços e jantares adoráveis no belo casario da artista Cláudia Puget, a programação paralela na antiga estação ferroviária, até o adorável bicicletaço com chuva de poesias no último dia do Festival, tudo no FECIM foi bonito, funcionou, e só merece PARABÉNSSSSSS !!!

O artista Wander Polatti, a escritora Bernadette Lyra,  o produtor Jussan Silva e Silva, e a jornalista Aurora Miranda Leão celebram o êxito do FECIM…

Em breve, novo post sobre o FECIM. Aguardem !

A Igreja Matriz, cenário imponente de Muqui, a cidade do FECIM… Até 2013 !

Adriana Esteves esbanja competência e dá show em Avenida Brasil !

Aurora de Cinema comenta NOVELAS…

A noite de ontem, quinta, foi de Adriana Esteves !

Atriz deu um Show ! ESPETACULAR como a Carminha de Avenida Brasil…

‘Vítima de sequestro’, a vilã-madame perdeu a pose e soltou todas as raivas, luxos de nova rica, revolta com o ‘esconderijo’ arrumado, o amante malandro e desembestou ‘elogios’ aos seus supostos sequestradores. Enfim, a atriz foi irretocável nas expressões gestuais, vocais, faciais…

SENSACIONALLLLLLLLLL !

Adriana Esteves é, desde já, forte candidata à Grande Atriz do Ano ! É dela grande parte de responsabilidade pelo êxito da novela de João Emanuel Carneiro.

Adriana não tem uma cena em que deixe de estar muito bem, na qual o espectador não seja completamente tomado pela veracidade que a atriz empresta à personagem abjeta, má, repulsiva, intolerável e, às vezes, dócil, Carminha.

Um banho de atuação  ! Palmas para a interpretação soberba de Adriana Esteves.

Avenida Brasil mescla lixão, Kuduro e grandes interpretações

AURORA DE CINEMA recomenda avenida brasil

Elenco tem artistas excepcionais… Novela tem os ingredientes fundamentais para ser um novo grande trunfo do horário

Graciosa e ótima atriz, Débora Falabella cria mais um grande personagem na televisão… 

A novela AVENIDA BRASIL começou meio ‘atropelada’, com desnecessários exageros, errando no tom, mas de umas duas semanas pra cá, acertou o compasso e dá mostras de que será uma novela-marco, assim como o foi A Favorita, do mesmo autor, o roteirista João Emanuel Carneiro.
 
Novela Avenida Brasil
 
A novela expressa-se num ‘desenho dramatúrgico’ muito assemelhado ao dessa outra novela do autor – que foi a Melhor da primeira década dos anos 2000 -, perfazendo uma trilha similar (o que não é nem um demérito para seu criador, ao contrário, revela um autor que sabe conduzir sua capacidade de construir histórias com esmero e simetrias emocionais, mas isso já é tema pruma crônica futura…), a qual deverá ter amplo respaldo ante a exigente audiência do horário nobre.
 
 
MEL Maia: attiz-mirim que faz a Rita criança, revelou-se tão carismática – ao mesmo tempo, terna, doce, sofrida, profunda – que continuará participando da novela em flash-backs…
 

Débora Falabella: magnânima ATRIZ, capaz de incutir verdade, carisma e empatia a qualquer personagem…

Isis Valverde faz a ‘cambalacheira’ Suélen: atriz em ótima atuação, faz personagem diferente das mocinhas feitas até então…

após quase uma década ausente do horário nobre, adriana esteves chegou com tudo e tem respondido por grandes momentos de Avenida Brasil

Cenas iniciais de AVENIDA BRASIL  ja indicavam grandes emoções…

Música, direção de arte, figurinos, cenários, locações, câmeras, direção e elenco vem brilhando ! Dá gosto assistir a cada capítulo. Que naipe formidável de atores a direção e autores conseguiram reunir.

AVENIDA BRASIL: Temas corriqueiros no dia-a-dia de qualquer família entram em cena com incrível propriedade…

Por enquanto, nossos PARABÉNS a Marcos Caruso, Eliane Giardini, Isis Valverde, Camila Morgado, Cauã Reymond, Vera Holtz, José de Abreu, Fabiula Nascimento, Heloísa Perissé, e as extremamente Divinas, Débora Falabella e Adriana Esteves.

Que Show de Interpretação vem dando este elenco… SENSACIONALLLLLLLLLLLL !!!

Débora Nascimento e Marcos Caruso: amizade que vai-se transformar em paixão…

José de Abreu também se destaca e Vera Holtz é a atriz que acerta sempre, magistral em qualquer papel…

Murilo Benício e Cauã Reymond: atores desfilam entrosamento como pai e filho…

PORQUE O KUDURO como música de abertura…

O ritmo escolhido como tema de abertura da trama de João Emanuel Carneiro, ao contrário dos que podem achar que não tem nada a ver com a trama, cai como uma luva dentro do universo diegético proposto. Afinal, os personagens centrais da trama vieram de um lixão, ou tem uma fatia muito importante de suas vidas centradas ali.

É o caso dos personagens Rita/Nina (Débora Falabella) e Batata/Jorginho (Cauã Reymond), embora muitos outros também tenham parte de suas vidas, de algum modo,  ligadas à ambiência do lixão.

E isso com o ritmo do KUDURO ?

É que o KUDURO é hoje o ritmo mais em voga em Angola – país quase irmão, onde a língua dominante é o português.

O balançante ritmo nasceu nos ‘musseques’ de Luanda nos anos 90. De lá, emigrou para Lisboa e daí para o mundo. Assim, o Kuduro é um estilo musical que combina ritmos angolanos, caribenhos e batidas eletrónicas, como techno e house.

Mussekes são justamente a versão angolana dos chamados ‘lixões brasileiros’…

O Kuduro dança-se assim: umas pitadas de Break Dance e algumas pinceladas dos movimentos do Hip Hop, mesclam´-se às danças carnavalescas e tradicionais de Angola.

Para dançá-lo bem, incluem-se ainda movimentos gráficos teatrais: os kuduristas gatinham pelo chão, dançam de cócoras ou com as pernas retorcidas. A caída no chão também é normal e bem vinda.

Trata-se de um movimento influenciado não só pela violência em Angola, vivenciada pela população durante a guerra civil, que durou quase trinta anos, mas também pelos problemas dos dias que correm.

A linguagem usada nas letras das músicas é o calão de Luanda, uma combinação do Português com o Kimbundu, a segunda língua nacional mais falada em Angola…

* Portanto, antes de olhar uma novela e começar a falar sem fundamentação, ou começar a falar sobre a novela – em geral, contra -, sem sequer se dar ao ‘trabalho’ de entender um pouco o universo que a obra pretende abordar, vale a pena pesquisar, conversar com quem se interessa ou estuda o assunto, ou então assistir um pouco mais, abrindo os antolhos para não ficar com uma visão distorcida, deturpada, frágil ou inconsequente sobre o trabalho ali desenvolvido.

Afinal, são centenas de profissionais envolvidos numa obra dramatúrgica televisiva, tão empenhados em fazer bem seu trabalho artístico, quanto estão outros tantos profissionais, em qualquer dos ofícios ligados à Arte.

Romance de Nina e Jorginho começa a se definir e deve elevar a audiência…

Não custa ter boa vontade, inteligência, perspicácia e sensibilidade para comentar uma telenovela livre de ideias pré-concebidas, e aberto a entender o produto como Arte – ainda que exibido num veículo com alto teor mercadológico – em toda sua extensão, intenção, e profundidade, e através dos vários matizes pelos quais uma obra artística se expressa.

Gabriel Braga Nunes: Destaque em INSENSATO CORAÇÃO

Em 15 anos de televisão, Gabriel Braga Nunes coleciona mais vilões e bad boys do que mocinhos. Nenhum deles, no entanto, se compara ao psicopata Léo, de Insensato Coração. As maldades do personagem têm sido um dos pontos altos da novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. O ator paulista curte o sucesso sem deslumbramento e acha cedo ainda para dizer se o papel pode ser um divisor de águas em sua carreira. “É um encontro feliz, um grande personagem que chega num momento de maturidade. O que isso vai significar no futuro é difícil saber. Mas estou muito satisfeito com o momento que vivo”, avalia.

Interpretação de Gabriel Braga Nunes é um dos trunfos da novela de Gilberto Braga

No ar há cinco meses, Gabriel está convencido de que fez a escolha certa ao adiar as férias deste ano e atender, em dezembro passado, ao chamado do diretor Dennis Carvalho para substituir Fábio Assunção, que se afastou da novela para tratar de problemas de saúde, com as gravações já em andamento. Assumir o papel com a produção a todo vapor e decorar 18 capítulos em menos de uma semana foi um desafio. “A melhor coisa foi entrar aos 45 minutos do segundo tempo. Gosto de descobrir o personagem gravando bastante. É melhor gravar dez cenas por dia do que dez por semana”, garante ele, que correu contra o relógio: “Não tinha tempo para sentir medo ou insegurança”.

O sinal de aprovação Gabriel percebe nas ruas. “Escuto 38 vezes por dia: ‘Como você é mau! Mas ela está chegando!’”, diverte-se ele, numa referência a Norma, personagem de Glória Pires, uma das vítimas dos golpes de Léo, em fase de preparação de sua vingança.

A família de Gabriel em INSENSATO CORAÇÃO: Eriberto Leão, Nathália do Valle e Antônio Fagundes

Para incorporar o pilantra, Gabriel diz que fez o exercício de desconstrução da imagem clássica do vilão, adicionando um tanto de simpatia ao personagem, capaz de cometer as maiores barbaridades, como atropelar a prima Irene (Fernanda Paes Leme), sem demonstrar qualquer sentimento. “Acho que o Léo, por pior que seja, tem um lado cativante. Ele é mau com um sorriso no rosto. As pessoas adoram odiá-lo”, ressalta.

Apesar de tanta crueldade, Gabriel afirma que o personagem é um dos mais leves que já fez. “Com 39 anos e 15 novelas, não levo mais personagem para casa. Mesmo se levasse, não seria uma carga tão pesada, porque ele é um psicopata, não sente culpa pelos seus atos, um cara que nunca fica arrependido. É um doentinho, coitado. Léo passeia pela vida distribuindo maldades”, define.

Se não tivesse aceitado o convite para Insensato Coração, Gabriel estaria agora em Nova York, estudando blues e tocando guitarra, um de seus hobbies favoritos — o outro é correr na Praia do Leblon, Zona Sul do Rio, onde mora. Depois de participar de cinco novelas seguidas na Record, ele pensou em ficar longe da TV e reservar mais tempo à vida pessoal, mas a ligação de Dennis o fez mudar de ideia. A viagem aos EUA, porém, continua de pé. “Fiz um intensivão de novelas na Record, com três protagonistas em cinco anos. Saí mais maduro, conhecendo muito do veículo”, conta ele, que atuou em tramas como ‘Cidadão Brasileiro’, ‘Caminhos do Coração’ e ‘Poder Paralelo’, sua última na emissora paulista.

O retorno à Globo, onde já tinha feito novelas como ‘Anjo Mau’, ‘Estrela Guia’ e ‘Senhora do Destino’, aconteceu no fim do ano passado, num dos episódios da série As Cariocas, estrelado por Paola Oliveira. Na época, os dois nem imaginavam que se reencontrariam um mês depois. “Ela é uma pessoa legal. A gente gosta de contracenar”, diz. Mas Gabriel ressalta que não trocou simplesmente uma emissora pela outra: “Não foi uma coisa pensada. Sempre fiz contrato por obra. Minha vida inteira fui frila”, garante o ator, que filmou três longas antes de emendar a série.

A diferença entre as emissoras, segundo ele, é basicamente de know-how. “A Record está indo muito bem, para o pouco tempo que tem (de retomada da dramaturgia). Isso é ótimo não somente para os atores, mas para todos do mercado de TV. No entanto, estou orgulhoso do que a Globo é hoje”, compara ele.

Filho da atriz Regina Braga e do diretor teatral Celso Nunes, o ator chegou a ficar dividido entre o teatro e a música na adolescência. No entanto, admite que o fato de ter crescido num ambiente artístico influenciou sua escolha pelo curso de artes cênicas da Unicamp, onde se formou.“Meus pais sempre me apoiaram, mas não têm nada a ver com minha carreira na TV”.

Até os 17 anos, Gabriel teve quatro bandas e queria ser guitarrista. “Tocava no salão do prédio, em festinhas. Não pensava em ser músico, mas ser roqueiro. Sou apaixonado por rock”, assinala o ator, que é fã de Elvis Presley, Jimi Hendrix e de grupos como Beatles e Rolling Stones.

Totalmente voltado para o trabalho, Gabriel garante estar feliz solteiro. Em abril passado, ele terminou um relacionamento de um ano e meio com a atriz Paloma Duarte, com quem contracenou em algumas novelas, como ‘Cidadão Brasileiro’ e ‘Poder Paralelo’. O motivo do rompimento teria sido a falta de tempo do ator. “Não tenho problemas com a solidão, não. Sou capaz de ficar sem trabalhar e sem namorar. Tenho a minha guitarra”, frisa ele. “Hoje, me considero um homem capaz de ficar bem solteiro e trabalhando pouco”, brinca.

O ator diz que sua vida afetiva é mais normal do que a de Léo — um sujeito que procura prostitutas para se satisfazer sexualmente, mas não ama ninguém, a não ser a mãe, Wanda (Natália do Valle). “Já amei diversas mulheres, quebrei a cara e achei que não fosse amar de novo. Sigo por caminhos mais convencionais”, conta. Casado três vezes, uma delas com a atriz Karine Carvalho e outra com a cantora Danni Carlos, Gabriel afirma que não há regra para procurar uma parceira.“Tem épocas que sinto falta de uma parceira e não encontro. Depende muito de momento. Mas hoje estou feliz assim, solteiro. Tenho pouco tempo livre. Gosto de gravar e estudar o personagem. O maior benefício que tenho hoje é o próprio trabalho”.

Novela de Gilberto Braga Vai Ganhar o Cinema

A Novela das Oito Marca Estreia de Odilon Rocha como cineasta 

O cenário montado no antigo colégio Sagrado Coração de Jesus, no Alto da Boa Vista, transporta quem está presente no set de filmagem de A Novela das Oito diretamente para a década de 70. Ao ver todos os elementos daquele tempo reproduzidos para o longa de estreia de Odilon Rocha, a impressão que se tem é de estar assistindo aos bastidores de um folhetim de época. O que não deixa de ser verdade, já que o pano de fundo para esta história é Dancin’ Days, novela de 1978 escrita por Gilberto Braga.
 
Odilon, radicado há 20 anos em Londres, é um pernambucano fascinado por novelas e ‘Dancin’’ marcou sua infância. “É uma homenagem aos folhetins. O futebol e o Carnaval que me desculpem, mas a telenovela é o fenômeno nacional”, afirma. Sendo uma paixão dos brasileiros, nada melhor que atores que a representem. Claudia Ohana é a musa, segundo Odilon, acompanhada por Vanessa Giácomo, Mateus Solando e Alexandre Nero, entre outros nomes televisivos.
Cláudia Ohana será a protagonista de A Novela das Oito
Com roteiro também assinado por Odilon, A Novela das Oito conta a história entrelaçada de um grupo de seis pessoas, em que o fio condutor da trama são os adolescentes Caio e sua melhor amiga, Mônica (Thaís Muller). Os personagens estão vivendo o auge da década de 70 e sonham com tudo que está sendo mostrado por ‘Dancin’ Days’, a boate, a moda e o clima ali representados. “Quis fazer um filme para mostrar que o importante é acreditar no sonho. Eu não gosto de filme feio, quem gosta desse tipo é intelectual. Eu quero atingir uma grande audiência, como as novelas”, afirma Odilon, que quer ser reconhecido por ser um cineasta brasileiro, mesmo que more em Londres, na Inglaterra.

Na cena rodada sob um forte dia de sol, Dora, personagem de Ohana, vai atrás do filho, Caio, vivido por Paulo Lontra, na saída da escola. O menino foi criado pelos avós, já que a mãe fugiu por problemas políticos, típicos dos anos da ditadura militar. O que ela não sabe é que no mesmo momento era seguida por Amanda (Giácomo), uma perua, patroa de Dora, que está desconfiada dos passos da empregada e futura amiga.

Foto:   Divulgação
Este é o primeiro trabalho de Vanessa Giácomo após o nascimento do seu filho mais novo, Moisés, e o figurino é repleto de cor e brilho. “Eu sempre tenho que chegar antes de todo mundo. Ela tem muitos elementos, usa várias perucas, troca de esmalte o tempo todo. Ela é toda trabalhada no exagero”, diz, rindo.

GILBERTO BRAGA: ABL APLAUDE NOVELISTA

Gilberto Braga posou de estrela em seminário realizado na Academia Brasileira de Letras, nesta quinta-feira, pouco depois do chá dos imortais. Cercado de escritores, Braga defendeu o valor artístico dos folhetins escritos para a televisão que, segundo ele, podem ser classificados como textos literários.

Se cordel é literatura, se temos a literatura oral, as novelas também são um tipo de literatura”, disse. Na mesa do debate, organizado pela ABL, também estavam o escritor e dramaturgo Walcyr Carrasco e o ator José Wilker. Braga citou o constante intercâmbio entre novelas de TV e romances impressos, ressaltando ter sido autor das versões para televisão de livros como “Helena”, de Machado de Assis, “Senhora”, de José de Alencar, e “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães. Segundo ele, até livros mal escritos podem render boas novelas. “Escrava Isaura é mal escrito e mal estruturado, mas tem um dos melhores enredos para fazer um novelão”, disse. Ele negou a influência da Rede Globo em suas criações artísticas. “Há uma fantasia sobre a existência de uma entidade TV Globo. Mas a emissora é um esforço de 30 pessoas de temperamento forte que brigam por seu espaço”, disse. Walcyr Carrasco também disse não haver interferência direta da emissora nos roteiros que não dão Ibope. “Se houvesse alguém na Globo que soubesse o que mudar, eu me ajoelharia diante dele para pedir ajuda. O que queremos é fazer um sucesso, e nós mesmos temos que encontrar os caminhos”, disse. Na defesa da telenovela, José Wilker, o último palestrante, foi além: “O Brasil é um país continental e poderia ter se dividido em quatro, mas a televisão e as novelas ajudaram a uni-lo”, disse. A plateia aplaudiu

Paulo Betti em Tempos Modernos

Paulo Betti entrou no estúdio da novela Tempos Modernos (19h) pela primeira vez hoje para gravar cenas de seu personagem, o sedutor JP. Durante os ensaios, dava para perceber que JP não é de brincar em serviço. Divertido, o ator até comentou com o diretor José Luiz Villamarim: “Vou fazer um tipo José Mayer”.

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Paulo Betti se diz muito feliz com o convite e mais ainda em poder contracenar com Eliane Giardini:

 “Eu recebi o convite da direção e gostei muito porque eu já conhecia o Bosco (Bosco Brasil, autor). Além disso, está sendo emocionante para mim porque eu estou contracenando com a Eliane, né? Que não deixa de ser absolutamente especial já que fomos casados por 25 anos, temos duas filhas e não contracenamos juntos há muito tempo. Então esse reencontro vem reforçado por um conhecimento prévio e está sendo muito prazeroso. Estou muito feliz”, revela Paulo.

Título da Matéria

Betti e Eliane: novo par em Tempos Modernos

EMILIANO QUEIROZ em Entrevista Exclusiva

Nas comemorações do Dia Mundial do Teatro Teatro  o ator Emiliano Queiroz conversa sobre o início da carreira no Ceará, o aperfeiçoamento nos palcos do Rio e de São Paulo, a carreira vitoriosa na TV e sua marcante trajetória no cinema brasileiro

Aurora Miranda Leão, jornalista/atriz/produtora cultural e uma das entrevistadoras do programa Conversando com Arte, aproveitou a passagem recente pelo Rio de Janeiro e conversou com o conterrâneo Emiliano Queiroz, um dos nomes mais conceituados do teatro, cinema e televisão brasileiros.

A conversa gira em torno da trajetória artística e das lembranças do ator a partir da infância, da adolescência e do início da carreira em Fortaleza, passando por sua ida ao sudeste, em busca de novos caminhos para exibir seu grandioso talento nos palcos do Rio e de São Paulo, sempre atuando em papéis destacados, até o reconhecimento de sua força interpretativa em novelas antológicas e participações em várias produções do cinema brasileiro.

Com Paulo Gracindo e Lima Duarte na inesquecível novela O Bem Amado, de Dias Gomes

Emiliano, que estará na próxima novela das 21h – Passione, de Sílvio de Abreu – interpretando um italiano, também falou sobre a alegria de voltar à telinha.

Numa homenagem ao Dia Mundial do Teatro, celebrado no próximo dia 27, o Conversando com Arte apresenta a entrevista com Emiliano no próximo domingo, a partir das 15h.

Cineasta Maria Letícia, Aurora e Emiliano: amizade de longa data...

O programa Conversando com Arte, patrocinado pelo Banco do Nordeste do Brasil, está no ar desde novembro passado tendo como apresentadores Aurora Miranda Leão, Calé Alencar e Nelson Augusto e já entrevistou nomes como Raimundo Fagner, Jards Macalé, Gilmar de Carvalho, Geraldo Amâncio, Henilton Menezes e Ricardo Guilherme.   

Programa Conversando com Arte

Domingo, 28 de março, 15 horas

Entrevista: Emiliano Queiroz

Universitária FM de Fortaleza, 107.9 MhZ

Acompanhe pelo www.auroradecinema .com.br ou www.radiouniversitariafm.com.br