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Cinédia Ensina Cinema e TV

Veja os novos cursos que a CINÉDIA Cena Criativa oferece aos que moram no RIO – avise aos amigos, convide os colegas e embarque nesta viagem em busca do conhecimento…
 
 
Encontros com o Cinema Latino Americano
 
 
Um dos temas quentes do momento, o cinema latino-americano moderno e contemporâneo será tema de um curso com pesquisadora, professora e consultora da Rede Globo Cláudia Dottori. Desde a criação do Nuevo Cine até o Novíssimo Cinema Argentino, os caminhos e descaminhos do sub-continente serão desbravados em um conjunto de 8 aulas no Cinédia Cena Criativa.
  

Introdução à Teledramaturgia Brasileira

Como escrever para televisão? Televisão é só novela? Como contar bem uma história? Esta e outras perguntas serão respondidas no inovador curso de Teledramaturgia Brasileira, que o especialista André Bernardo irá ministrar na Cinédia Cena Criativa a partir de 4 de abril.

Uma História do Cinema Experimental 

 

O que é ousar em cinema? Como avaliar depois de tantas vanguardas, experiências, invenções, os caminhos da criação cinematográfica em sua vertente mais radical? Este é objetivo do mais novo curso do Cinédia Cena Criativa, que começara em 26 de abril e será ministrado pela cineasta, fotógrafa e restauradora Cristiana Miranda. 

 

Roteiro de Cinema e Tv –  Uma Abordagem sem Complicação

Uma das peças fundamentais da criação cinematográfica, o roteiro terá seus meandros técnicos e artísticos desvendados por Cláudio MacDowell, cineasta e consultor do Laboratório de Roteiros ligado ao Sundance, em curso a ser ministrado na Cinédia Cena Criativa a partir do dia  12 de abril. Entre outros temas, serão abordados os conceitos de dramaturgia, narrativa, realismo e personagem.  

Roteiro de Cinema e Tv –  Uma Abordagem sem Complicação

Uma das peças fundamentais da criação cinematográfica, o roteiro terá seus meandros técnicos e artísticos desvendados por Cláudio MacDowell, cineasta e consultor do Laboratório de Roteiros ligado ao Sundance, em curso a ser ministrado na Cinédia Cena Criativa a partir do dia  12 de abril. Entre outros temas, serão abordados os conceitos de dramaturgia, narrativa, realismo e personagem. 

 

 
 
Curso Produção Audiovisual 

O Cineasta Emiliano Ribeiro, produtor executivo do “Gatão de Meia Idade”, e “Dores & Amores”, estará na Cinédia  para ministrar um curso intensivo sobre: Produção Audiovisual.

 

Apresentará aos estudantes montagem de projetos para as Leis de Incentivos Fiscais, (Rouanet e Audiovisual), formatação do Orçamento Analítico (Modelo Ancine), Análise Técnica do Roteiro, Plano de Produção, Ordem do Dia e toda a engenharia financeira necessária à sua realização na produção audiovisual.

 

Interpretação e a Comunicação Através da Arte

Todos nós sabemos que a música é uma poderosa forma de comunicação. Mas o que exatamente ela comunica? Qual o papel do intérprete na comunicação através da arte? O que determina a frieza, o exagero ou a dose certa de sensibilidade em uma interpretação?  Essa e outras perguntas vão ser respondidas no curso que a Pianista e Compositora, Monique Aragão dará na Cinédia,no próximo dia 6 de abril.  Baseado no livro “Música, Mente, Corpo e Alma”, de sua autoria.   

Wagner Moura: Cada Vez Mais, de Cinema

 

Wagner Moura na pré-estreia de VIPS em Sampa, nesta segunda-feira

A maturidade do cinema brasileiro contemporâneo passa pelo nome de Wagner Moura. Selton Mello divide as atenções, mas Moura tem o amparo do público e das bilheterias: desde 2007, quando estreou o primeiro Tropa de Elite, seus filmes foram vistos por cerca de 14 milhões de espectadores e faturaram por volta de R$ 125 milhões. Nenhum outro artista nos últimos anos, nem mesmo favoritos das telas como Xuxa ou Renato Aragão, pode se gabar disso.

Em entrevista para divulgar “Vips”, que estreia na próxima sexta, Wagner Moura,  disse não ter nenhum problema com o sucesso, pelo contrário: quer ser visto. E não só pelos brasileiros, já que a partir de julho estará filmando em Hollywood, ao lado de Matt Damon e Jodie Foster.

“Sou um artista que quer se comunicar com as pessoas”, disse o ator. “Meu trabalho foi feito para as pessoas assistirem, sem que isso seja um demérito, sem que eu tivesse que abaixar meu senso de qualidade, meu senso estético. Shakespeare existiu como um dos maiores artistas de todos os tempos, mas popular em sua essência.”

A partir disso, seria fácil imaginar o ator na televisão, mas seu último papel foi na novela Paraíso Tropical, há quatro anos, justamente quando “Tropa” entrou em cartaz, e ele não mostra qualquer disposição de voltar aos folhetins tão cedo. “A novela é uma coisa de tempo, você precisa passar um ano inteiro fazendo, tem que estar com muita disposição. Além disso, o cinema brasileiro está vivendo um momento muito bom. Acho que VIPS’ se insere num contexto extraordinário, que é de filmes de qualidade, com bons roteiros, bem produzidos, com bons atores e que querem ganhar público, achar um lugar no mercado.”

 

Wagner Moura em VIPS, que estreia nesta sexta

“Tenho muito bode desse negócio de que filme bom precisa ser um negócio cabeçudo para 17 pessoas assistirem, e que filme pra agradar o público precisa ser uma droga, ser um filme bobo”, continuou o ator. “Acho significativo o ‘Tropa de Elite 2’ ser o maior sucesso da história do cinema nacional porque ele se enquadra nisso, reúne uma dimensão política enorme, tem substância e as pessoas mesmo assim foram lá e assistiram. O espectador não é um idiota, que só quer ver porcaria, e nem o crítico só vai respeitar um negócio porque é hermético. Talvez o Brasil, por ter uma herança do Cinema Novo, do cinema político, tenha deixado essa sensação de que filme bom tem de ser difícil, não pode se comunicar. Digo isso não em oposição ao cinema de experimentação, que acho ótimo e precisa ser feito. Mas acho que não é só ele que merece ser aplaudido pela crítica e pelo público.”

Moura também disse se sentir confortável com o fato de, sozinho, já conseguir atrair público para o cinema, responsabilidade geralmente exclusiva a galãs ou astros infantis. “Acho bom existirem atores que chamem o público para o cinema. Eu vou ver os filmes que o Selton faz, por exemplo, porque gosto do trabalho dele. A mesma coisa com Sean Penn, Al Pacino. Isso faz parte. O fato de ter um ator que leve o público também é significativo desse momento do cinema brasileiro.”

O convite para o primeiro trabalho de destaque em Hollywood, segundo Moura, foi consequência de sua exposição nas telas do país. “Estou indo fazer esse trabalho por causa do ‘Tropa de Elite’, principalmente, mas também pela história que tenho aqui.”

O filme em questão se chama Elysium e tem direção do sul-africano Neill Blomkamp, o mesmo de Distrito 9, indicado ao Oscar no ano passado. O ator comentou que “Tropa” e “Distrito” são esteticamente parecidos, pelo “viés político”, e que aceitou o papel de um vilão pela qualidade do roteiro, que se passa 100 anos no futuro. “É um personagem muito bom, que eu aceitaria se fosse feito aqui ou em qualquer lugar. É muito legal mesmo.”

Ao lembrar do passado, Wagner Moura contou ter saudade de um certo sentimento “selvagem” da juventude, mas não troca isso pela experiência. “Entendi melhor como funciona o mecanismo do cinema, jogo melhor com a parafernália toda. Me tornei um ator rodado, tanto que já me deu vontade de dirigir um filme.”

 

Vanessa da Mata e Wagner Moura no set do videoclipe dirigido pelo ator

A estreia atrás das câmeras acontece com o clipe de Te Amo, de Vanessa da Mata, que será veiculado em breve. Rodado em 35mm, o vídeo é protagonizado pela bailarina Marilena Ansaldi, tem figurino do estilista Ronaldo Fraga, fotografia de Lula Carvalho (“Tropa 2″, Budapeste”) e montagem de Daniel Rezende (“Cidade de Deus”). “O que me dá tesão de dirigir é poder reunir vários profissionais legais e deixar eles trabalharem. Estou feliz.”

São dois os projetos como diretor de longa-metragem, a exemplo, mais uma vez, de Selton Mello (que dirigiu Feliz Natal e finaliza O Palhaço). O primeiro, segundo ele, “muito pessoal, como geralmente são os primeiros filmes”, ainda ganha forma e está apenas em um caderno, escrito a mão, com caneta esferográfica. O outro é a adaptação de um livro, não-revelado, através de Rodrigo Teixeira, da RT Features, produtor famoso por ter comprado os direitos de sucessos recentes como as biografias de Tim Maia e de Lobão.

Enquanto as ideias não se concretizam, Wagner Moura continua a toda como ator. No segundo semestre, estreia O Homem do Futuro, de Cláudio Torres, mistura de comédia e ficção científica. Nesta semana, ele começa as filmagens de A Cadeira do Pai. Primeiro longa do diretor Luciano Moura, o filme conta a história de um casal de médicos que está se separando e precisa lidar com o sumiço do filho de 13 anos, que foge de casa. Ainda no elenco, estão Mariana Lima (“A Suprema Felicidade”) e Lima Duarte.

Além disso, tem ao menos mais dois projetos encaminhados: a superprodução Serra Pelada, de Heitor Dhalia, diretor que está atualmente em Hollywood filmando com Amanda Seyfried; e a adaptação do livro Viúvas da Terra, sobre política agrária no Brasil, com direção de Henrique Goldman (“Jean Charles”). Isso sem contar as novas propostas que recebe semanalmente. A televisão, realmente, ficou para trás.

* Por Marco Tomazzoni

Malu Mader:”Minha Relação com a Moda é Superficial”

Às vésperas de mais um aniversário, Malu Mader, a Suzana da novela Ti-Ti-Ti, revela que, depois de delicada cirurgia na cabeça em 2005, se preocupa com questões mais graves do que um simples pé de galinha

Como Suzana, editora de revista de moda em Ti Ti Ti

O DIA — Você fez ‘Ti-Ti-Ti’ em 1985. Qual é a emoção de estar nesta nova versão?
Malu Mader — É uma grande alegria. Gostava muito do Cassiano Gabus Mendes. Fiquei toda feliz quando fui convidada para fazer ‘Ti-Ti-Ti’ porque adorava o Luiz Gustavo. Também comecei uma parceria legal com o Cássio Gabus naquela novela.

– Ao mesmo tempo em que ‘Ti-Ti-Ti’ estreia, a Globo já pensa no elenco da próxima novela de Gilberto Braga para o horário das oito. Você não foi convidada? Tem vontade de trabalhar com ele novamente?

— Sempre tenho vontade de trabalhar com o Gilberto, pois ele é um ótimo autor. Não pintou convite para a próxima novela dele ou talvez esse tenha pintado primeiro. Gilberto não tem nenhum contrato assinado comigo, não é um casamento. Temos uma amizade que extrapola o profissional e nos falamos de vez em quando.

— Em ‘Ti-Ti-Ti’, sua personagem é editora de uma revista de moda. Qual é o seu envolvimento com esse universo?
— Não sou muito ligada a moda, minha relação é muito superficial. Profissionalmente, muitos atores desfilam, é mais uma possibilidade de trabalho. Eu sempre descarto porque fico bastante tímida. Sempre tive pavor. Não gosto nem de opinar sobre moda porque só uso tênis e calça jeans. Quem é desse universo deve achar que me visto sem personalidade. A verdade é que gosto de chegar antes da roupa.

— Sua última novela foi ‘Eterna Magia’, em 2007. Por que ficou todo esse tempo longe da TV?
— Não sei explicar exatamente. Não houve um motivo especial. Estava esperando um convite que me empolgasse. Tenho preferência por bons papéis e não por horário. O bom é estar envolvido em um ambiente legal. Às vezes, você pega um excelente papel numa novela que não vai tão bem e começa a ser contagiado. Um bom clima nos bastidores segura qualquer ibope. Faço 44 anos em setembro e já aconteceu de tudo um pouco. Bom papel em novela que não está indo bem, galera legal com ibope péssimo, todo mundo malhando no jornal e você feliz porque vai encontrar uma turma legal…

— Às vésperas de completar 44 anos, você lida tranquilamente com o envelhecimento?
— Não penso muito sobre envelhecer. Sou a filha caçula, meus irmãos eram mais velhos e eu já tinha questões filosóficas sobre envelhecer e morrer desde cedo. Também já tive muitos problemas de saúde e essas questões mais graves são mais importantes para mim do que um ligeiro pé de galinha.

— Já fez ou faria plástica?
— Nunca fiz, o que não quer dizer que eu nunca farei. Sou como toda mulher. Um belo dia você acorda e pensa que quer fazer.

— Em 2005, você passou por uma delicada cirurgia na cabeça para a retirada de um cisto. O que mudou na sua vida depois disso?
— Sempre muda alguma coisa. Fiquei um pouco mais quieta, no meu canto. É natural ficar meio triste logo depois. Tem gente que gosta de dividir isso com os outros, eu não gosto muito. Foi bem na época em que estava fazendo o documentário ‘Contratempo’. Depois atuei em ‘Eterna Magia’, talvez tenha feito numa fase em que não estava totalmente recuperada. Por outro lado, fiquei animada para voltar, o trabalho é bom para te trazer de volta. Não trabalhar muito tempo é meio esquisito para mim, que faço isso desde os 16 anos.

Com o parceiro de tantas décadas, o músico Tony Bellotto

— Seus filhos, João e Antônio, já são dois adolescentes. Eles demonstram vontade de seguir seus passos ou a carreira do pai (o músico Tony Bellotto)?
— Eles tocam, demonstram algum talento para atuação, mas não falo nada. Não fico dizendo para eles irem fazer teste ou para uma gravadora. Deixo rolar. Vejo eles tocando com o pai e fico louca porque não tenho talento nessa área e amo música mais que tudo nessa vida. Me sinto uma analfabeta perto deles em relação a muita coisa, mas adoro ser mãe de adolescentes.

* GABRIELA GERMANO, jornal O Dia

Eles Fizeram História na Telinha

 

Imprensa Oficial Imprensa Oficial Governo do Estado de São Paulo Universidade Metodista Fundação Memorial

   

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TV SAI DO ARMÁRIO

Fruto de ampla pesquisa sobre a cobertura dada pela TV à questão da homossexualidade, a obra revela como as emissoras ainda se pautam pelo preconceito e pela falta de informação. Analisando a programação das emissoras, o autor mostra os equívocos ao lidar com as diferenças sexuais.

Em pleno século XXI, os meios de comunicação ainda abordam a questão da homossexualidade de forma preconceituosa. Embora se esforcem para ser “politicamente corretos”, na prática, são incapazes de lidar com a diferença. Para o jornalista Irineu Ramos Ribeiro, a mídia, em geral, aponta a sexualidade com deboche, discriminação e caricaturização. No livro A TV no armário – A identidade gay nos programas e telejornais brasileiros, lançamento das Edições GLS, ele analisa diversos aspectos do tratamento dado aos gays na programação humorística, em telejornais e em novelas, demonstrando as diversas formas pelas quais o preconceito é estimulado. Baseando-se no pensamento de Michel Foucault e noções da teoria queer, ou teoria do estranhamento, o autor comprova que a televisão brasileira acaba transmitindo valores negativos, depreciativos e caricatos no que se refere aos gays. “Está na hora de mudar de rumo”, afirma Ribeiro, lembrando que a mídia tem um papel determinante na formação de identidade.

Fruto de ampla pesquisa, desenvolvida durante dois anos, incluindo também a observação de toda a programação de TV, a obra abre caminhos para problematizar a maneira pejorativa como a comunidade LGBT é retratada na telinha. Ribeiro mostra, em quatro capítulos, que os meios de comunicação ainda precisam percorrer um longo caminho para retratar as diferenças de gênero, ajudando a reafirmar a identidade gay e a construir um mundo onde a diversidade seja respeitada. “A TV tem dificuldade de se pautar por abordagens que informam sobre a amplitude que o tema sexualidade implica. A consequência disso é que acabam se restringindo à reprodução de enfoques que estimulam o preconceito”, complementa o autor.

Ao longo da obra, o autor discorre sobre o limiar dos gêneros, abordando questões como ambiguidade, identidade, sexualidade e formas de pensar. Fala sobre o desenvolvimento das identidades sexuais “proscritas” no decorrer do século XX e as relações de poder na mídia televisiva. Faz um breve histórico do movimento homossexual no mundo e de algumas de suas lutas até chegar à década de 1970, quando o gênero passa a ter uma conotação social ampla. “O conceito de gênero se refere à construção social e cultural que se organiza a partir da diferença sexual”, revela o autor.

O livro traz ainda um breve relato histórico do surgimento da TV no Brasil e o levantamento da cobertura jornalística televisiva da Parada do Orgulho Gay de São Paulo. Em seguida, o autor examina alguns programas humorísticos que tratam o gay com escracho, um game show que perde a oportunidade de esclarecer que a diferença é saudável e uma novela que acaba apelando para o sentimentalismo na hora de retratar o amor homossexual. “Procuro demonstrar as sutis abordagens em que o preconceito é estimulado e impede a existência de um mundo onde a diferença seja respeitada”, explica o autor.

“Ribeiro tem a rara capacidade de expor as inclinações preconceituosas e reforçadoras de preconceitos que as emissões de TV disseminam em relação aos homossexuais sem cair na tentação de enxergar nisso uma conspiração dos setores dominantes da sociedade. Ele entende a dinâmica da indústria cultural e não a acusa de intenções diabólicas”, afirma Carlos Eduardo Lins da Silva, ex-ombudsman da Folha de S.Paulo, que assina o prefácio da obra.

O autor

Irineu Ramos Ribeiro é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), pós-graduado em História pela mesma instituição e mestre em Comunicação pela Universidade Paulista (Unip). É membro do Centro de Estudos e Pesquisa em Comportamento e Sexualidade (CEPCoS), organização não governamental ligada às questões de gênero e sexo. Integra ainda o Grupo de Estudos “Estética, Mídia e Homocultura” da Universidade de São Paulo (USP). Apresenta trabalhos acadêmicos em diversos congressos e simpósios nacionais e é palestrante da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (Cads), órgão vinculado à Secretaria de Participação e Parceria da Prefeitura de São Paulo, no qual desenvolve trabalhos de capacitação nas questões de gênero, sexualidade, mídia e educação com professores da rede pública.

Título: A TV no armário – A identidade gay nos programas e telejornais brasileiros
Autor: Irineu Ramos Ribeiro
Editora: Edições GLS
Preço: R$ 31,90
Site: http://www.edgls.com.br

Cannito e a TV na era Digital

De forma ampla e desafiadora, Newton Cannito discute os caminhos da televisão na era digital. Trata do ambiente de convergência digital, dos modelos de negócio do futuro, da interatividade e da democratização dos conteúdos. Longe de ser técnica, a obra aposta em uma nova era na comunicação.

No ar há mais de oitenta anos, a televisão revolucionou o mundo e ajudou a interligar continentes. A telinha influenciou comportamentos, marcou décadas e hoje é o meio de comunicação com maior penetração e importância no planeta. Mas como será a televisão na era digital? Os seminários sobre o tema lotam de pessoas aflitas para conhecer as novas tendências, e a grande maioria dos palestrantes defende a chegada de um apocalipse completo. No livro A televisão na era digital – Interatividade, convergência e novos modelos de negócio, lançamento Summus Editorial, o roteirista e diretor de televisão Newton Cannito vai na contramão dos que acreditam que a televisão vai virar internet e mostra como o digital potencializa a expressão televisiva. O autor fala sobre os desafios da televisão na era digital e apresenta propostas inovadoras para o desenvolvimento da TV nesta nova cultura.

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Pioneira na abordagem do tema, a obra é referência para outros estudos sobre a TV digital no Brasil. Traz informações sobre o conteúdo dos programas e mostra como fazer televisão nesse novo momento. Já na introdução, o autor desconstrói vários mitos, entre eles: o de que a televisão vai desaparecer devido à internet; o de que a narrativa está com os dias contados; o de que o espectador do futuro será totalmente interativo; o de que a TV vai ser personalizada; e o de que todos vão querer ser realizadores de televisão. “Esses mitos surgiram nos últimos anos e vêm confundindo empresas e profissionais”, afirma o autor.

Muito além de uma obra técnica, o livro é imprescindível para quem quer entender a cultura contemporânea e fazer televisão nesse novo contexto. A intenção do autor não é encontrar respostas definitivas para as inúmeras possibilidades que poderão delinear a televisão na era da convergência. “Não podemos errar na estratégia”, afirma Cannito. Para ele, não dá mais para pensar na TV de forma segmentada. O objetivo, revela, é discutir qual programa poderá despertar o interesse do espectador, conquistar a audiência e se propagar socialmente.

Dividido em quatro capítulos e um anexo, o livro aborda desde os conceitos básicos da televisão até as tendências da cultura digital e os caminhos concretos na área de conteúdo. No primeiro capítulo, o autor discorre sobre as especificidades da TV e da mídia digital. No segundo, fala sobre os desafios da televisão no ambiente de convergência digital, abordando tecnologias e modelos de negócio que tendem a dar certo. No capítulo 3, levanta hipóteses de como será a TV na era digital, falando de cultura, interatividade, alta definição, narrativas transmidiáticas e democratização do conteúdo. E, no quarto capítulo, analisa gêneros e formatos que deram certo, partindo dos programas Lost e Big Brother e da qualidade no padrão da MTV Brasil – que considera uma das mais criativas e inovadoras redes de televisão do país.

Ao concluir a obra, o autor faz propostas concretas para transformar a TV brasileira, garantindo seu pleno desenvolvimento. “Temos possibilidades reais de desenvolver uma televisão soberana, que atraia o interesse do povo e conquiste plateias internacionais, contribuindo para a construção de uma nova civilização com mais tolerância e menos conflito“, complementa Cannito.

O livro é resultado da tese de doutorado do autor que, em 2010, mereceu menção honrosa da primeira edição do Prêmio SAV para Publicação de Pesquisas em Cinema e Audiovisual, do Ministério da Cultura. A tese foi defendida na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e teve como orientadora a professora titular e vice-diretora da instituição, Maria Dora Mourão.

O autor

Newton Cannito concilia a prática com a reflexão televisiva. É cocriador e roteirista-chefe da série 9mm: São Paulo (premiada pela APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, em 2008), transmitida pela FOX. Foi roteirista da série Cidade dos Homens e da novela Poder Paralelo, de Lauro César Muniz, transmitida pela Record. Atua ainda como supervisor artístico do Edital FICTV, programa público para a produção de seriados. Dirigiu documentários premiados como Jesus no mundo maravilha, exibido em televisões de 21 países e considerado pelo crítico Jean-Claude Bernardet uma “referência inevitável no documentário brasileiro contemporâneo”. Doutorou-se em televisão pela Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP), é diretor do Instituto de Estudos de Televisão (IETV) e da Fábrica de Ideias Cinemáticas (FICs).

Título: A televisão na era digital – Interatividade, convergência e novos modelos de negócio
Autor: Newton Cannito
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 63,90
Páginas: 264
ISBN: 978-85-323-0658-6
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: http://www.summus.com.br